Fávaro: Apoio à comercialização terá maior corte, mas seguro também será ajustado

Foto: Carlos Silva/Mapa O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, indicou que o congelamento de despesas do Orçamento federal destinado à pasta incidirá na área de apoio à comercialização de produtos agrícolas. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! “Nenhum produto no momento, ou poucos produtos, precisam de apoio à comercialização”, disse o ministro na terça-feira (6), durante participação no Salão Internacional de Proteína Animal (Siavs), em São Paulo. O Ministério da Agricultura tinha até a terça para indicar as ações que terão seus recursos bloqueados. No total, são R$ 15 bilhões de todo o Orçamento federal que serão congelados nas diferentes pastas. Segundo Fávaro, a maior parte dos cortes na Agricultura recairá sobre o apoio à comercialização por causa dos preços atualmente bem estabelecidos dos produtos agrícolas. Fávaro também garantiu que os cortes no seguro rural serão pequenos. Ele lembrou o aumento de R$ 210 milhões especificamente para cobrir o impacto das chuvas no Rio Grande do Sul, em recursos inseridos no Plano Safra. “Talvez um pouquinho, para ajustar a conta, vai ser preciso cortar”, disse. Dívidas no RS O ministro Favaro disse que o governo federal pode estender a moratória concedida a produtores rurais gaúchos para pagamento das parcelas de operações de crédito rural com as instituições financeiras. A decisão sobre a renegociação das operações de crédito rural havia sido tomada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), com validade até 15 de agosto. “Temos uma demanda para que possamos prorrogar a moratória dos vencimentos aos produtores, que termina agora, dia 15 de agosto”, disse o ministro, em entrevista coletiva na Siavs. Ele também afirmou que novos recursos em apoio ao produtor rural gaúcho podem ser liberados, caso haja necessidade. “Mesmo se todos os recursos não forem suficientes, o governo está disposto a incrementar com o volume de recursos que for necessário”, comentou. O post Fávaro: Apoio à comercialização terá maior corte, mas seguro também será ajustado apareceu primeiro em Canal Rural.

Dívidas no RS: Prazo de suspensão da cobrança será estendido, diz Fávaro

Foto: Lula Marques/Agência Brasil O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, anunciou que o governo federal publicará um decreto até esta quarta-feira (7) regulamentando a medida provisória 1247, que trata da ajuda aos produtores do Rio Grande do Sul pela enchente. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! Fávaro confirmou que o prazo de suspensão da cobrança das prestações de financiamentos rurais será estendido no estado, atendendo a uma demanda crescente dos produtores . “Vamos estender essa moratória dos vencimentos aos produtores que termina agora em 15 de agosto”, afirmou o ministro. Ele afirmou que a medida visa a oferecer mais tempo para encontrar soluções duradouras para os produtores rurais, especialmente devido às dificuldades inesperadas que surgiram. Fávaro destacou que a proibição na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) impediu que produtores negativados acessassem novos recursos disponíveis há 60 dias. “Há 60 dias estão disponíveis recursos do Fundo Social, mas eles não estão conseguindo acessar exatamente por conta da negativação”, disse. O ministro reiterou o compromisso do governo em apoiar os produtores rurais e adaptar as medidas necessárias para aliviar a situação financeira crítica enfrentada pelo setor agrícola no Rio Grande do Sul. O post Dívidas no RS: Prazo de suspensão da cobrança será estendido, diz Fávaro apareceu primeiro em Canal Rural.

Lupion critica fiscalizações contra trabalho escravo em propriedades rurais

Foto: FPA/divulgação Durante sua palestra no Congresso Andav, realizado em São Paulo, nesta terça-feira (6), o presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), Pedro Lupion, criticou as fiscalizações do Ministério do Trabalho sobre trabalho escravo em propriedades rurais. Segundo ele, as ações são “um absurdo total”, citando o exemplo das vinícolas no Rio Grande do Sul e classificando as fiscalizações como “discussões ideológicas”. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! Lupion afirmou que sua proposta é esclarecer o sistema produtivo agrícola, onde a jornada de trabalho durante colheitas de determinadas culturas difere das jornadas convencionais. Ele argumentou que as fiscalizações do ministério consideram horas trabalhadas a mais como trabalho análogo à escravidão. “Ninguém está falando de trabalhador acorrentado, sob chibatadas, o que seria uma questão ligada à escravidão efetivamente”, disse. Em conversas com o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, Lupion afirmou que um texto mais claro está sendo elaborado. “Existe uma legislação vigente e ela tem que ser cumprida. Precisamos deixar mais clara a interpretação subjetiva dessa lei, deixando claro o que significa a legislação para que os dois lados [produtores e fiscais] possam se adaptar. O ministro tem sido atencioso em relação a isso”, concluiu. O post Lupion critica fiscalizações contra trabalho escravo em propriedades rurais apareceu primeiro em Canal Rural.

Boi gordo: mercado tem negociações acima da média; veja cotações

Foto: Gabriel Faria /Embrapa O mercado físico do boi gordo voltou a registrar negociações acima da referência média nesta terça-feira (6). A demanda prevista para a primeira quinzena do mês, impulsionada pela entrada dos salários e pelo consumo associado ao Dia dos Pais, sugere um ambiente de negócios favorável à alta das cotações. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! Fernando Henrique Iglesias, analista da consultoria Safras & Mercado, destacou que a perspectiva de uma boa quantidade de animais confinados no mercado pode limitar aumentos mais significativos dos preços da arroba do boi gordo. A grande quantidade de contratos a termo firmados nesta temporada é um fator a ser considerado. Cotações da arroba de boi gordo hoje Em São Paulo, a referência média para a arroba do boi ficou em R$ 230,85 na modalidade à prazo. Em Goiás, a indicação média foi de R$ 224,57. Em Minas Gerais, a arroba teve preço médio de R$ 221,88. Em Mato Grosso do Sul, a arroba foi indicada em R$ 231,25. Em Mato Grosso, a arroba ficou em R$ 209,14. Preços firmes no atacado O mercado atacadista de carne bovina ainda se depara com preços firmes e perspectiva de alta no curto prazo, alinhado à boa demanda na primeira quinzena do mês. O mercado está atento à doença de Newcastle e à retomada dos compradores de carne de frango do Brasil, como a China, destacou Iglesias. O quarto traseiro segue precificado a R$ 17 por quilo. A ponta de agulha é cotada a R$ 12,50 por quilo, e o quarto dianteiro está no patamar de R$ 13 por quilo. O post Boi gordo: mercado tem negociações acima da média; veja cotações apareceu primeiro em Canal Rural.

Carne de frango: governador do RS pede apoio para retomada das exportações

Foto: Frame/Mauro Nascimento/Secom O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, pediu apoio para a retomada das exportações de carne de frango do estado durante a solenidade de abertura do Salão Internacional de Proteína Animal (Siavs),em São Paulo. As exportações foram afetadas devido a um caso isolado de doença de Newcastle no município gaúcho de Anta Gorda. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! Leite destacou a capacidade de vigilância das autoridades sanitárias do Rio Grande do Sul, que identificaram o caso da doença em atividades de rotina e montaram um plano de contingência, garantindo a sanidade da produção no estado. Ele também enalteceu a parceria do governo com o setor privado, especialmente o trabalho realizado pelo Fundesa. O governador saudou o trabalho dos empreendedores, especialmente aqueles que enfrentam condições climáticas imprevisíveis, dependentes de chuva ou sol no momento certo. “Esses empreendedores merecem mais atenção”, disse Leite. O post Carne de frango: governador do RS pede apoio para retomada das exportações apareceu primeiro em Canal Rural.

Soja: mercado fica estagnado com queda no câmbio e Chicago

Imagem: Guilherme Soares/Canal Rural BA O mercado brasileiro de soja esteve estagnado nesta terça-feira (6), refletindo a queda significativa tanto no câmbio quanto na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). Isso exerceu uma pressão considerável nos preços internos, de acordo com análise da consultoria Safras & Mercado. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! Apesar de os prêmios terem atenuado parte dessa baixa durante o dia, não foi o suficiente para evitar a desvalorização das cotações. Segundo a Safras, os produtores estão retendo o restante da soja disponível, ficando distantes das negociações. Soja em Chicago Os contratos futuros da soja negociados na CBOT fecharam o dia em forte baixa. Após duas sessões de ganhos superiores a 1%, garantidos por fatores técnicos e financeiros, os fatores fundamentais voltaram a comandar o comportamento do mercado. Boletins indicam condições climáticas favoráveis ao desenvolvimento das lavouras norte-americanas, gerando expectativa de uma safra cheia. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou que, até 4 de agosto, 68% das lavouras estavam em boas a excelentes condições, 24% em situação regular e 8% em condições entre ruins e muito ruins. Na semana anterior, esses índices eram de 67%, 25% e 8%, respectivamente. No lado financeiro, o dia foi de recuperação do dólar frente a outras moedas, limitando as exportações agrícolas dos Estados Unidos e ajudando a exercer pressão sobre os contratos. Contratos de soja Os contratos da soja em grão com entrega em setembro fecharam com baixa de 15,75 centavos de dólar, ou 1,5%, a US$ 10,28 1/2 por bushel. A posição novembro teve cotação de US$ 10,26 3/4 por bushel, com perda de 14 centavos ou 1,34%. Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com baixa de US$ 5,20 ou 1,56% a US$ 326,60 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 39,96 centavos de dólar, com perda de 0,27 centavo ou 0,67%. Câmbio O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 1,4%, sendo negociado a R$ 5,6588 para venda e a R$ 5,6567 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,6309 e a máxima de R$ 5,7130. O post Soja: mercado fica estagnado com queda no câmbio e Chicago apareceu primeiro em Canal Rural.

CNA pede investigação de dumping contra leite em pó da Argentina

Foto: Prefeitura Municipal de Mococa-SP A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) informou que, na última semana, protocolou uma petição para investigar a prática de dumping – comercialização a preço abaixo do custo de produção – contra o leite em pó da Argentina. De acordo com a CNA, a finalidade do pedido entregue ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) é corrigir as distorções trazidas pela aplicação de subsídios da Argentina à produção de leite ao longo de 2023. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! “Em que pese a prevalência do livre mercado, a Argentina, principal país de origem, responsável por metade do volume, aplicou subsídios diretos à produção de leite, gerando artificialidade nos preços e concorrência desleal com o produto brasileiro”, afirma o assessor técnico da Comissão Nacional de Pecuária de Leite, Guilherme Dias. A entrada de leite em pó subvencionado prejudicaria a produção de leite nacional, reduzindo as margens dos pecuaristas, limitando o crescimento do setor e provocando o abandono da atividade. O volume total de importações de lácteos somou 4,29 bilhões de litros nos últimos três anos. Em 2023, a quantidade foi recorde, de 2,18 bilhões de litros.  O leite em pó nas versões integral e desnatada é o principal derivado importado, respondendo por mais de 71% do volume em 2023. A principal origem das importações são os países do Mercosul, que respondem por mais de 97% do volume internalizado no Brasil. Abertura da investigação O prazo máximo para a abertura da investigação de até 90 dias. A CNA acredita que o processo deva ocorrer em regime de urgência. “Após aberto, o processo de investigação é longo, pode durar até 18 meses, e a abertura sinaliza apenas o começo do processo. Serão ainda demandadas diversas informações complementares, mas temos a certeza de que o caso é robusto”, afirma o assessor técnico. “O Decom [Departamento de Defesa Comercial do MDIC] é um órgão extremamente técnico, competente e reconhece a gravidade da situação, então acreditamos que a tramitação da inciativa possa ser acelerada”, afirma Dias. O post CNA pede investigação de dumping contra leite em pó da Argentina apareceu primeiro em Canal Rural.

‘Ocupações de terra só ocorrem quando não há programa de reforma agrária ativo’, diz Paulo Teixeira

Arte: Canal Rural .No programa Canal Rural Entrevista, o ministro do Desenvolvimento Agrário e da Agricultura Familiar, Paulo Teixeira, afirmou que, após anos de paralisação, o governo federal está investindo cerca de R$ 530 milhões na aquisição de terras para a reforma agrária. A meta, segundo ele, é assentar aproximadamente 80 mil pessoas ao longo dos próximos quatro anos. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! Teixeira ressaltou a importância de retomar a política de reforma agrária, visando à pacificação no campo e à redução de conflitos agrários. Na entrevista exclusiva ao Canal Rural, o ministro também falou sobre os desafios climáticos para os produtores, Plano Safra e corte no Orçamento. Confira abaixo a íntegra da conversa. Reforma agrária Canal Rural – Como está a questão da reforma agrária no Brasil? Tem avançado? Paulo Teixeira – Sim, temos avançado. Ficamos anos sem nenhum programa de reforma agrária. Revogamos todos os entraves que impediam a reforma agrária e estamos adquirindo terras. Nosso orçamento este ano deve ser de aproximadamente R$ 530 milhões, destinados à compra de terras para novos assentamentos. Nossa meta é que o programa de reforma agrária ao longo dos quatro anos do presidente Lula contemple cerca de 80 mil pessoas, seja por meio de assentamentos, programas reconhecidos ou regularização fundiária. CR – Essa questão envolve também muitas invasões de terras. Como o ministério está lidando com essa situação? Teixeira – Estamos assentando famílias e, quando há um programa de reforma agrária, o tema das ocupações passa para segundo plano. As pessoas deixam de invadir terras quando têm a expectativa de obter um lote próprio por meio do governo. Com a retomada do programa, diminuíram os conflitos agrários e as famílias voltaram a ser assentadas, o que reduziu as ocupações de terras. CR – Há comunicação com o MST para trazer ações de agricultura familiar e evitar novas invasões? Teixeira – Sim, o MST e outros movimentos do campo estão sendo contemplados nos programas de assentamentos para a reforma agrária. Ao serem atendidos, não há mais necessidade de ocupações de terra. O problema das ocupações só ocorre quando não há um programa de reforma agrária ativo. Plano Safra CR – Recentemente, foi divulgado o plano safra voltado para a agricultura familiar, com um investimento recorde de R$ 80 bilhões. Como esses recursos estão sendo distribuídos? Teixeira – As prioridades do plano safra são a produção de alimentos, com juros de 4% para produção de alimentos e 3% para alimentos agroecológicos. Há também a mecanização do campo com juros de 2,5% para máquinas de até R$ 50 mil, além de programas como Pronaf Mulher, Pronaf Jovem e Pronaf para cooperativas. O fundo de aval foi criado para ajudar agricultores com crédito baixo a obter financiamento. Desafios climáticos CR – Como vocês estão conscientizando a agricultura familiar sobre a diversidade climática e a importância do seguro rural? Teixeira – Estamos estimulando uma agricultura agroecológica restaurativa, que inclui a recuperação de áreas de proteção ambiental e florestas produtivas. Isso melhora a qualidade do solo e ajuda a reter água, prevenindo enchentes como as que ocorreram no Rio Grande do Sul. Oferecemos financiamento para agricultura regenerativa e recuperação de pastagens degradadas, o que também captura carbono e melhora a alimentação do gado. CR – Sobre a medida provisória recente para ajudar os produtores afetados por desastres climáticos, quais são os planos do ministério? Teixeira – Suspendemos o pagamento de créditos dos agricultores afetados, oferecemos R$ 600 milhões em subsídios para novos empréstimos e perdão de dívidas. Além disso, fornecemos assistência técnica para ajudar os agricultores a se recuperarem e voltarem a produzir. Agricultura urbana CR – Como o ministério está promovendo a agricultura urbana? Teixeira – O presidente Lula sancionou uma lei que cria um programa nacional de agricultura urbana e periurbana. Queremos ampliar a produção de alimentos frescos nas cidades e oferecer financiamento pelo Pronaf para expandir essa agricultura. Estamos incentivando a criação de hortas urbanas e a associação com cozinhas comunitárias para gerar renda e produzir alimentos frescos. Produção de leite CR – Como o ministério está apoiando os pequenos e médios produtores de leite? Teixeira – Estamos apoiando a recuperação de pastagens degradadas com juros de 2%, melhoria genética por meio de embriões, e financiamento para ordenhadeiras mecânicas e instalações. Esses programas estão no plano safra e visam melhorar a competitividade e a produção de leite. Máquinas agrícolas CR – Como a produção de maquinário agrícola está sendo incentivada? Teixeira – Temos cerca de 1.200 fábricas de implementos agrícolas no Brasil. Queremos modernizá-las e estamos oferecendo financiamento para a compra de máquinas menores. A ministra Luciana Santos vai lançar um edital para modernização tecnológica das indústrias brasileiras de máquinas. Leilões de arroz CR – Há possibilidade de novos leilões de arroz? Teixeira – Embora o leilão tenha sido suspenso, ele ajudou a baixar o preço do arroz. A produção de arroz está se expandindo para o Centro-Oeste com novas sementes desenvolvidas pela Embrapa, o que deve aumentar a oferta e continuar a baixar os preços. Cortes no orçamento CR – Como o ministério está lidando com os cortes no orçamento? Teixeira – Esperamos que parte dos cortes sejam revertidos no futuro. O plano safra e o programa Terra da Gente não foram comprometidos. O presidente Lula tem apoiado o agronegócio e os programas de mecanização, o que contribui para a sustentabilidade do setor. Aproximação com o agronegócio CR – Há um esforço do governo para se aproximar do agronegócio brasileiro? Teixeira – O presidente Lula é o que mais fez pelo agronegócio no Brasil. Em 2008, ele perdoou a dívida do setor e lançou programas de mecanização. Os planos safra são recordes e ele tem todo o apoio do presidente Lula ao agronegócio. Queremos que o setor continue produzindo alimentos para o Brasil e o mundo. O post ‘Ocupações de terra só ocorrem quando não há programa de reforma agrária ativo’, diz Paulo Teixeira apareceu

Com alta do dólar e dos gastos públicos, BC avalia subir juros

Foto: Marcelo Casal Jr./Agência Brasil A alta do dólar e o impacto do aumento dos gastos públicos nas expectativas de inflação preocupam o Banco Central (BC) na definição dos próximos passos de política monetária. A instituição informou, nesta terça-feira (6), que o cenário marcado por projeções mais elevadas e mais riscos para a alta da inflação é desafiador e que “não hesitará em elevar a taxa de juros para assegurar a convergência da inflação à meta”. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! Na semana passada, o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC decidiu pela manutenção da Selic, pela segunda vez seguida, após um ciclo de sete reduções, que foi de agosto de 2023 a maio de 2024. Os juros básicos da economia foram mantidos em 10,5% ao ano. A próxima reunião está marcada para 17 e 18 de setembro. Os membros do colegiado afirmaram que o momento é de “ainda maior cautela e de acompanhamento diligente dos condicionantes da inflação”.   “À luz desse acompanhamento, o comitê avaliará a melhor estratégia: de um lado, se a estratégia de manutenção da taxa de juros por um tempo suficientemente longo levará a inflação à meta no horizonte relevante [de seis trimestres à frente, correspondendo, agora, ao primeiro trimestre de 2026]; de outro lado, o comitê, unanimemente, reforçou que não hesitará em elevar a taxa de juros para assegurar a convergência da inflação à meta se julgar apropriado”, diz a ata da reunião, divulgada hoje. Quando o Copom diminui a Selic, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, estimulando a atividade econômica e reduzindo o controle sobre a inflação. Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, a finalidade é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Em junho, influenciada principalmente pelo grupo de alimentação e bebidas, a inflação do país foi 0,21%, após ter registrado 0,46% em maio. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), em 12 meses, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumula 4,23%. A inflação de julho será divulgada na próxima sexta-feira (9). Apesar de estar em queda, o índice ainda se encontra acima da meta estabelecida pelo Banco Central, alimentado pela incerteza entre os agentes econômicos. Definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é 3% para este ano, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior 4,5%. As expectativas do mercado para a inflação de 2024 e 2025 estão em torno de 4,1% e 4%, respectivamente. No caso do horizonte relevante observado pelo BC, que é março de 2026, há um processo de desinflação no período, mas a projeção de inflação ainda está acima da meta, que é de 3%, no sistema de meta contínuo que entra em vigor em 2025. No cenário de referência (com queda de juros), a projeção da inflação acumulada em quatro trimestres para o primeiro trimestre de 2026 é 3,4% e, no cenário alternativo (com manutenção da Selic), a projeção é de 3,2%. Condicionantes De acordo com o BC, os movimentos recentes de alguns dos condicionantes para a dinâmica da inflação, tais como as expectativas de inflação e a taxa de câmbio, foram amplamente debatidos na última reunião do Copom. “Observou-se que, se tais movimentos se mostrarem persistentes, os impactos inflacionários decorrentes podem ser relevantes e serão devidamente incorporados pelo comitê”, diz a ata. A ancoragem das expectativas de inflação é vista como elemento essencial para assegurar a convergência para a meta e o colegiado monitora como os desenvolvimentos recentes da política fiscal (de controle das contas públicas) impactam a política monetária e os ativos financeiros. “Notou-se que a percepção mais recente dos agentes de mercado sobre o crescimento dos gastos públicos e a sustentabilidade do arcabouço fiscal vigente, junto com outros fatores, vem tendo impactos relevantes sobre os preços de ativos e as expectativas. O comitê reafirma que uma política fiscal crível e comprometida com a sustentabilidade da dívida contribui para a ancoragem das expectativas de inflação e para a redução dos prêmios de risco dos ativos financeiros, consequentemente impactando a política monetária”, alertou o BC. “O comitê reforçou a visão de que o esmorecimento no esforço de reformas estruturais e disciplina fiscal, o aumento de crédito direcionado [com taxas reguladas pelo governo] e as incertezas sobre a estabilização da dívida pública têm o potencial de elevar a taxa de juros neutra da economia, com impactos deletérios sobre a potência da política monetária e, consequentemente, sobre o custo de desinflação em termos de atividade”, diz outro trecho da ata. A taxa neutra é aquela que nem estimula, nem desestimula a economia, ou seja, é a taxa de juros real consistente para manter o nível de atividade econômica, com o fomento ao pleno emprego e a inflação na meta. Além disso, segundo o BC, o cenário internacional se mantém adverso e a menor sincronia nos ciclos de queda dos juros em países avançados e os fluxos de capital globais, marcados por aversão ao risco, contribuem para a volatilidade do mercado e pressionam a taxa de câmbio nos países emergentes. Taxas de juros mais altas em economias avançadas estimulam a fuga de recursos de países emergentes, como o Brasil. O Copom reforça, entretanto, que a condução da política monetária brasileira não está vinculada mecanicamente à política norte-americana ou à taxa de câmbio, mas sim aos mecanismos de transmissão da conjuntura externa sobre a inflação interna. A alta do dólar exerce um impacto significativo nos preços domésticos no Brasil, por exemplo, por meio da importação de produtos, equiparação de preços e pressão sobre a dívida externa pública e de empresas. O dólar acumulou alta de 15,15% apenas no primeiro semestre de 2024. “Diante de um cenário global mais incerto e de movimentos cambiais

Incêndios no Pantanal já consumiram 1,3 milhão de ha e fogo volta a aumentar

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil Nas últimas 24 horas o fogo no Pantanal consumiu mais de 100 mil hectares, alcançando 8,7% do bioma, que já ultrapassa 1,3 milhão de hectares de área atingida pelos incêndios desde o início de 2024, segundo dados o Laboratório de Aplicações de Satélites Ambientais da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Lasa-UFRJ). Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! A instituição publicou na tarde dessa segunda-feira (5) um alerta de perigo meteorológico de fogo para a Bacia do Alto Paraguai, até o dia 10 de agosto. De acordo com os dados divulgados, a maior parte da região apresenta, nesta terça-feira (6), risco extremo de uma ignição se tornar um incêndio de grandes proporções, com “difícil combate até por meios aéreos, alta velocidade de propagação”, destaca a nota. Desde o início do mês de agosto, imagens do céu avermelhado pelo fogo, ou acinzentado pela fumaça, de chamas invadindo a BR-262 e de filhotes de onça carbonizados invadiram as redes sociais. Em comum, o fato de serem imagens captadas em Mato Grosso do Sul. De acordo com o último boletim divulgado pelo do governo do estado sobre a operação de monitoramento, combate e rescaldos do fogo, há seis focos de incêndios ativos, além de duas áreas sendo monitoradas. Um foco que teve origem na região da Nhecolândia, no município de Corumbá, tem concentrado esforços das frentes de combate às queimadas, pela velocidade de expansão devido às intensas rajadas de vento na região. A nota destaca que “a situação é particularmente crítica no Parque Estadual do Rio Negro e nas áreas ribeirinhas, que estão ameaçados pela propagação do fogo”. Na região do Albuquerque, também em Corumbá, onde as imagens das chamas alcançando a BR-262 foram registradas, “a prioridade tem sido a proteção das áreas habitadas, com foco em garantir a segurança das pessoas”, informa o boletim. O fogo dessa região teria se expandido para uma área próxima à Fazenda Caiman, no município de Aquidauana, onde os filhotes de onça carbonizados foram encontrados. Segundo o governo estadual, as ações também foram reforçadas na região com o propósito de proteger a área de preservação ambiental. Força-tarefa contra os incêndios Desde que os incêndios no Pantanal foram intensificados, há três meses, uma força-tarefa com brigadistas dos governos federal e estadual atuam na região reunindo mais de 233 agentes de órgãos do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, 106 militares do Corpo de Bombeiros de Mato Grosso do Sul, 34 agentes da Força Nacional de Segurança Pública, 20 do Conselho Nacional dos Corpos de Bombeiros Militares do Brasil, além de militares das Forças Armadas e da Polícia Militar estadual. Os brigadistas atuam ainda com 23 aeronaves, sete caminhões, seis embarcações e 44 caminhonetes para combate ao fogo. Regulamentação No dia 31 de julho, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a lei 14.944/2024 que criou a Política Nacional de Manejo Integrado do Fogo, que define regras para o uso do fogo em áreas rurais, nas comunidades tradicionais e indígenas, além de estabelecer a substituição gradual da prática por outras técnicas. A medida ocorre logo após o governo federal lançar a campanha Fogo no Pantanal é Crime, de conscientização da população sobre a proibição do uso do fogo no bioma, até o fim do ano. O material divulgado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) alerta para a punição de multa e prisão de dois a quatro anos, para quem descumprir a lei. Os brigadistas atuam ainda com 23 aeronaves, sete caminhões, seis embarcações e 44 caminhonetes para combate ao fogo. Regulamentação No dia 31 de julho, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a lei 14.944/2024 que criou a Política Nacional de Manejo Integrado do Fogo, que define regras para o uso do fogo em áreas rurais, nas comunidades tradicionais e indígenas, além de estabelecer a substituição gradual da prática por outras técnicas. A medida ocorre logo após o governo federal lançar a campanha Fogo no Pantanal é Crime, de conscientização da população sobre a proibição do uso do fogo no bioma, até o fim do ano. O material divulgado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) alerta para a punição de multa e prisão de dois a quatro anos, para quem descumprir a lei. O post Incêndios no Pantanal já consumiram 1,3 milhão de ha e fogo volta a aumentar apareceu primeiro em Canal Rural.