Arroz: governo monitora preço e aposta em novas tecnologias para áreas de Cerrado

Foto: Sebastião José de Araújo/Embrapa Arroz e Feijão O governo federal afirma estar intensificando o monitoramento dos preços do arroz, em resposta às preocupações com o encarecimento do produto. O ministro do Desenvolvimento Agrário e da Agricultura Familiar (MDA), Paulo Teixeira, destacou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem alertado sobre a alta nos preços do arroz, o que levou o governo a adotar medidas para conter esse aumento. Durante a abertura de uma reunião sobre sistemas públicos de abastecimento na América Latina e Caribe, Teixeira enfatizou a importância do trabalho da Embrapa no avanço da cultura do arroz. A estatal tem desenvolvido novas tecnologias que permitem a expansão da produção em áreas de Cerrado e terras altas, ampliando as regiões produtoras no Brasil. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! “O presidente Lula me ligou ontem e falou sobre o aumento do preço do arroz. Eu disse que estamos cuidando disso. Estamos monitorando os preços para não permitir que alguns produtos subam. A Embrapa agora tem uma grande descoberta para o arroz nessas terras altas”, afirmou Teixeira. O post Arroz: governo monitora preço e aposta em novas tecnologias para áreas de Cerrado apareceu primeiro em Canal Rural.
Preços da soja sobem nos portos brasileiros, com destaque para Paranaguá; veja cotações

Foto: Luiz Henrique Magnante/Embrapa O mercado brasileiro de soja registrou aumento nos preços nesta quarta-feira (21), com destaque para os portos. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! O dia foi marcado por dois momentos distintos, com a Bolsa de Chicago apresentando uma alta moderada, enquanto o dólar se manteve misto, mas valorizado durante a maior parte da sessão. No entanto, não houve registro de negócios expressivos, uma vez que os produtores continuam segurando seus produtos, resultando em descompasso entre as ofertas. Preços da saca de soja hoje Passo Fundo (RS): estável em R$ 125 Missões (RS): estável em R$ 124 Porto de Rio Grande (RS): subiu de R$ 129,50 para R$ 130 Cascavel (PR): valorizou-se de R$ 124,50 para R$ 126 Porto de Paranaguá (PR): subiu de R$ 130,50 para R$ 131,50 Rondonópolis (MT): estável em R$ 122 Dourados (MS): subiu de R$ 116 para R$ 117 Rio Verde (GO): aumentou de R$ 121 para R$ 122. Mercado internacional: Chicago em leve alta Os contratos futuros de soja na Bolsa de Chicago (CBOT) fecharam a quarta-feira com uma alta moderada. A sustentação dos preços foi garantida por uma nova rodada de anúncios de vendas por parte de exportadores privados, feita pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). No entanto, os ganhos foram limitados pela perspectiva de uma safra norte-americana abundante. As amostras da Crop Tour da Pro Farmer indicam números acima da média dos últimos três anos. Pelo terceiro dia consecutivo, novas vendas foram anunciadas. Hoje, foram divulgadas duas operações: 132 mil toneladas para a China e mais 121 mil toneladas para destinos não revelados. As lavouras de soja em Nebraska e Indiana, nos Estados Unidos, apresentam um desenvolvimento superior à média dos últimos três anos, com contagem de vagens superior à registrada no ano anterior. Cotações da soja em Chicago Os contratos de soja em grão para entrega em setembro fecharam em alta de 5,75 centavos de dólar, ou 0,6%, a US$ 9,63 por bushel. A posição novembro teve cotação de US$ 9,81 1/2 por bushel, com alta de 5,5 centavos ou 0,56%. O farelo de soja para dezembro subiu US$ 0,40 ou 0,12%, para US$ 308,70 por tonelada. O óleo de soja para dezembro fechou a 39,58 centavos de dólar, com alta de 0,38 centavo ou 0,96%. O post Preços da soja sobem nos portos brasileiros, com destaque para Paranaguá; veja cotações apareceu primeiro em Canal Rural.
Boi gordo: preços da arroba voltam a apresentar alta; confira cotações

Foto: Gabriel Faria/Embrapa O mercado físico do boi gordo voltou a registrar preços mais altos nesta quarta-feira (21), com destaque para Mato Grosso. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! No centro-norte do país, as escalas de abate permanecem curtas, sustentando condições favoráveis para a alta de preços no curto prazo. Em São Paulo, a grande incidência de contratos a termo permite que frigoríficos de médio e grande porte mantenham escalas mais confortáveis. O viés ainda é de alta nos preços, embora o movimento tenda a ser mais moderado no curto prazo. Fernando Henrique Iglesias, analista da consultoria Safras & Mercado, destaca que a expectativa permanece positiva para o último trimestre do ano, período marcado pelo aumento do consumo no mercado doméstico e um ritmo forte de exportações. Preço da arroba de boi gordo Em São Paulo, a referência média para a arroba do boi foi de R$ 238,68 na modalidade à prazo. Em Goiás, a arroba foi indicada em R$ 230,79 Em Minas Gerais, o preço médio ficou em R$ 227,24 Mato Grosso do Sul teve a arroba foi cotada a R$ 239,32 Em Mato Grosso, valor foi de R$ 215,43 Mercado atacadista e exportações No mercado atacadista, os preços permaneceram estáveis. Segundo Iglesias, a segunda quinzena do mês, tradicionalmente marcada por menor apelo ao consumo, não tem grande espaço para aumentos consistentes nos preços. No entanto, o forte ritmo de exportações, com embarques significativos, tem ajudado a enxugar o mercado doméstico, equilibrando a oferta. Os preços dos cortes no atacado foram registrados da seguinte forma: o quarto traseiro foi precificado a R$ 17 por quilo, enquanto o quarto dianteiro e a ponta de agulha ficaram a R$ 13,50 por quilo. O post Boi gordo: preços da arroba voltam a apresentar alta; confira cotações apareceu primeiro em Canal Rural.
Cavalo cai em sepultura e é resgatado em cemitério por bombeiros

Foto: Corpo de Bombeiros/RS Na manhã desta quarta-feira (21), um cavalo foi resgatado de uma sepultura no Cemitério Católico do bairro São João, no município de Dois Irmãos (RS). O animal foi descoberto por volta das 8h30 por uma moradora local, que acionou o socorro. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: Siga o Canal Rural no WhatsApp! O Corpo de Bombeiros, com o apoio da prefeitura, conduziu a operação de resgate, que contou com a participação do proprietário do cavalo, um jovem de 15 anos. O rapaz explicou que o animal estava amarrado em um terreno próximo ao cemitério e provavelmente se soltou durante a madrugada. Ao andar pelo cemitério, pisou na tampa da cova e caiu dentro da cova. O tempo exato que ele permaneceu preso na sepultura ainda é desconhecido. A operação, que durou cerca de duas horas, utilizou uma retroescavadeira para retirar o cavalo, que ficou agitado durante o processo. A atuação dos bombeiros para acalmar o animal foi essencial para o sucesso do resgate, informou a corporação. Segundo informações dos bombeiros, o túmulo em que o cavalo caiu era novo e não havia corpo no local. O post Cavalo cai em sepultura e é resgatado em cemitério por bombeiros apareceu primeiro em Canal Rural.
Baixa umidade do solo acelera maturação no Norte do PR

No Norte do Paraná a baixa umidade do solo está acelerando a maturação de grande parte das lavouras de trigo, além de prejudicar a formação dos grãos, segundo o Boletim de Tempo e Cultivo do Departamento Economia Rural (Deral/PR). As parcelas já colhidas revelam quebras na produção. Os produtores estão realizando os tratos culturais quando possível, mas o tempo seco não permite que sejam feitos da maneira adequada e há informações sobre o aumento da incidência de pragas e doenças. O registro de geadas também preocupa especialmente no Sul e Sudoeste. Nos primeiros dias após as geadas, algumas lavouras já mostraram perdas significativas, com espigas esbranquiçadas, mas as lavouras serão melhor avaliadas pelos técnicos Deral nesta semana, quando os efeitos estarão mais visíveis. A maioria concorda que os danos teriam sido muito mais severos se uma chuva tivesse ocorrido antes da onda de frio. Para as áreas que estavam em fase inicial de desenvolvimento, as plantas deverão apresentar uma intensificação no perfilhamento, positiva para a cultura. Entre os demais cereais de inverno, as aveias (preta e branca) e a canola foram os mais afetados onde o frio foi intenso, pois a maior parte das lavouras já estava em plena floração e frutificação. As áreas destinadas ao plantio de verão estão em fase de preparo. Em relação à soja, alguns produtores já realizaram a primeira dessecação pré-plantio, enquanto os demais aguardam melhores condições para aplicação nos próximos dias. Acompanhe os efeitos das variações climáticas em outras culturas, segundo Deral: Milho – Restam apenas algumas áreas de milho 2ª safra a serem colhidas. Considerando a intensidade da estiagem, alguns rendimentos têm surpreendido positivamente, apesar das perdas consolidadas. As geadas tardias causaram preocupação entre os produtores que planejavam iniciar o cultivo do milho nesta semana. Muitos deles alteraram seus planos para começar o plantio apenas na segunda semana de setembro. Também foram realizadas a dessecação e o preparo do solo para o plantio de batata e feijão. Com as cotações da soja e do milho em baixa, a comercialização da safra está se tornando ainda mais lenta. O preço da saca do milho deve gerar redução na área dedicada à cultura. No entanto, alguns produtores comentam a intenção de manter as áreas de milho, que são importantes para a rotação e manutenção das boas condições do solo, ajudando a reduzir custos. Cana-de-açúcar – As condições climáticas continuam favorecendo a colheita da cana-de-açúcar, embora as produtividades apresentem uma pequena diminuição. Mandioca – Na colheita de mandioca há algumas dificuldades de arranquio devido à seca, mas as práticas agrícolas continuam com um bom ritmo. Para as áreas que estão sendo plantadas, observa-se a necessidade de chuvas para um melhor desenvolvimento. Café – Para o café restam apenas as variedades mais tardias a serem colhidas, bastante à frente do ritmo do ano anterior, e a produtividade está prejudicada pela presença de grãos menores e mais leves. Atualmente a colheita está ocorrendo de forma mais lenta, devido ao processo manual. A qualidade também está inferior à do ano passado. Batata/morango – A colheita da batata de 2ª safra está em andamento, com produtividade dentro do esperado. A colheita do morango na região mais quente, que normalmente começa em junho, só teve início agora em agosto devido ao clima atípico deste ano. As altas temperaturas afetaram o desenvolvimento da cultura e comprometeram a produtividade. Pastagens – O longo período de baixa umidade no solo e altas temperaturas comprometeram o desenvolvimento das pastagens no Noroeste e em parte do Norte. A pecuária bovina (corte e leite) continua enfrentando preocupações devido à redução da oferta de alimentação, resultando em perda de peso diária, que é normal no inverno, mas não tão acentuada como atualmente. Acrescentou-se a este problema a formação de geadas nas demais regiões do Paraná nos últimos dias, pois muitas pastagens foram atingidas no início da rebrota, que deve dificultar a recuperação da oferta de alimentos para os animais. Centeio/ Triticale/ Cevada – O centeio e o triticale também foram atingidos, mas em menor quantidade, pois as áreas em estágio fitossanitário avançado são poucas. A cevada praticamente não sofreu danos com a geada, pois seu período de desenvolvimento vegetativo é mais longo que o dos demais cereais de inverno. Também se destacam com perdas por geadas as olerícolas. Hortaliças/ tomate- As hortaliças cultivadas fora de ambiente protegido foram as mais prejudicadas, especialmente as folhosas, mas, mesmo em estufas, o frio e a geada foram intensos em parte do Sul e Sudoeste. Além disso, também foram relatadas perdas na cultura de tomate. Cebola – Na produção de cebola, os produtores continuam trabalhando nos canteiros, colhendo mudas para realizar os transplantes para a lavoura definitiva. As lavouras já implantadas estão apresentando boas condições, e os produtores já estão realizando adubações de cobertura. O processo de irrigação continua. Maçã – Para a maçã, o frio deve beneficiar a cultura, pois a planta se encontra em dormência e há necessidade de horas de frio para a quebra dessa dormência. No entanto, deve-se ressaltar uma pequena área da variedade Eva, cuja característica é mais precoce e já começava a apresentar início de brotação. Tabaco – O tabaco plantado nesta época também foi afetado pela geada. No entanto, os trabalhos para a cultura se concentram no preparo do terreno para o transplante de mudas e nos cuidados com o canteiro. (Texto e informações: Boletim Tempo e Cultivo – Deral) O post Baixa umidade do solo acelera maturação no Norte do PR apareceu primeiro em Canal Rural.
Prazo para contestar questões e gabaritos do ‘Enem dos Concursos’ termina nesta quarta

Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil Os candidatos do Concurso Público Nacional Unificado (CPNU) que quiserem contestar alguma questão da prova objetiva (de múltipla escolha) ou que discordarem do gabarito oficial preliminar, divulgado pelo Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), têm até esta quarta-feira (21) para entrar com recurso. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! Passo a passo Os recursos deverão ser apresentados de forma online, na página oficial do Concurso Nacional Público Unificado, acessando a Área do Candidato, por meio do portal único de serviços digitais do governo federal, o site Gov.br. É preciso informar o Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) e senha cadastrados. A página é a mesma onde o candidato fez a inscrição. De acordo com os editais dos oito blocos temáticos do concurso unificado , não serão aceitos recursos pelo correio, por e-mail, por fax ou fora do prazo estabelecido em edital (20 e 21 de agosto). O recurso deve apresentar uma argumentação devidamente fundamentada. Outra norma prevista é que o candidato não deverá se identificar durante a solicitação de recurso. Em caso de qualquer sinal que, de alguma forma, possibilite a identificação do candidato, o recurso será indeferido, independentemente da procedência, ou seja, de quem ingressou com o pedido. O Ministério da Gestão e a banca organizadora do processo seletivo, a Fundação Cesgranrio, avisam que não arcarão com prejuízos causados por problemas de ordem técnica, como falhas em computadores, de comunicação, de congestionamento das linhas de comunicação e quaisquer fatores, de responsabilidade do candidato. Os recursos aceitos pela organização serão conhecidos coletivamente, quando forem divulgados os resultados finais das provas objetivas, em 8 de outubro, conforme cronograma oficial. Os pontos relativos às questões anuladas serão atribuídos a todos os candidatos que realizaram as provas objetivas. Outros recursos Além de poder contestar questões e gabaritos das provas objetivas, os candidatos podem entrar com recursos se não concordarem com a nota da prova discursiva (escrita), da avaliação de títulos ou discordarem do resultado da verificação de documentos, para quem concorre às vagas por cotas. a) Discursiva A imagem digital de cada prova discursiva (escrita) corrigida será disponibilizada na mesma área do candidato, na página do certame, em 8 de outubro. Os candidatos poderão solicitar revisão da nota atribuída ao texto nos dias 8 e 9 de outubro. O pedido deve ser enviado à Fundação Cesgranrio, conforme orientação disponível no site do concurso unificado. A nota do candidato poderá ser mantida, aumentada ou diminuída. A divulgação dos pedidos considerados válidos para revisão das notas da prova discursiva ocorrerá em 17 de outubro, no site do concurso. b) Títulos Pelo cronograma do concurso, os candidatos convocados para etapa classificatória de envio de títulos acadêmicos devem anexar virtualmente a documentação, nos dias 9 e 10 de outubro de 2024. A prova de títulos pode atribuir pontos adicionais aos candidatos que demonstram maior especialização acadêmica ou profissional para o cargo que pretendem ocupar. A banca examinadora seleciona os candidatos que estão mais bem preparados, do ponto de vista de formação educacional e profissional. Aqueles candidatos que não concordarem com o resultado da avaliação de títulos e experiência terão os dias 4 e 5 de novembro para recorrer da nota atribuída. Em 19 de novembro, será divulgado o resultado dos pedidos de revisão do resultado. A banca examinadora é a última instância para recurso ou revisão, sendo soberana em suas decisões. Por isso, não caberão recursos ou revisões adicionais. c) Cotas Em 13 de novembro, serão divulgados os resultados preliminares da avaliação da veracidade da autodeclaração, prestada no ato de inscrição, por candidatos concorrentes às vagas reservadas a negros e indígenas e da avaliação biopsicossocial dos candidatos com deficiência. Sobre recursos referentes às avaliações indeferidas dos candidatos desses públicos, o prazo é dias 13 e 14 de novembro, no site do processo seletivo. Os recursos de pessoas negras serão analisados por um comitê recursal da Fundação Cesgranrio composto por três a cinco membros da Comissão de Heteroidentificação da instituição, que trabalha para que não haja fraudes nas cotas do chamado Enem dos Concursos. O candidato autodeclarado negro que não tiver a situação confirmada irá concorrer a vagas destinadas à ampla concorrência, desde que possua, em cada fase anterior do certame, nota ou pontuação suficiente para prosseguir. Nos casos das pessoas com deficiência (PCD) em que o parecer preliminar da equipe multiprofissional avaliar que a situação não é caracterizada, elas poderão solicitar recurso contra o resultado. O edital diz que, em caso de não confirmação da deficiência, o candidato concorrerá na listagem geral, com os demais candidatos da ampla concorrência. Os recursos de candidatos indígenas para nova verificação da documentação que comprove a origem do candidato serão analisados por um comitê recursal, composto por três membros, preferencialmente indígenas. A previsão de divulgação dos resultados finais do CNPU é 21 de novembro. O post Prazo para contestar questões e gabaritos do ‘Enem dos Concursos’ termina nesta quarta apareceu primeiro em Canal Rural.
Brasil tem seis projetos com potencial para reduzir dependência externa de fertilizantes

O Brasil tem ao menos seis projetos em desenvolvimento para reduzir a dependência externa de fertilizantes — entre iniciativas públicas e privadas. O país é o maior importador do mundo de adubos, e seu consumo interno é quase 90% atendido por produtos comprados do exterior. Um levantamento da Sindicato Nacional das Indústrias de Matérias-Primas para Fertilizantes (Sinprifert) mostra que o país conta com 25 complexos para produção de adubos, considerando nitrogenados, potássicos e fosfatados. Projetos em desenvolvimento estão destacados com o símbolo: ** • Crédito: Reprodução / Sinprifert Este complexo não é suficiente para atender as necessidades do agronegócio nacional, quarto maior do mundo. O Brasil comprou do exterior 86% dos fertilizantes que consumiu em 2023. Foram 39,4 milhões de toneladas impostadas, frente a uma produção interna de 6,8 milhões (sendo que uma pequena parcela é exportada). Em entrevista à CNN, o diretor-executivo da Sinprifert, Bernardo Silva, destacou projeto da Potássio do Brasil em Autazes, município do Amazonas. Segundo o representante, a iniciativa tem capacidade para suprir entre 20% e 25% do consumo nacional de fertilizantes potássicos. Os adubos potássicos são os mais consumidos no Brasil (39%), à frente dos fosfóricos (32%) e dos nitrogenados (29%). A dependência externa chega a 97% no caso dos potássicos, com quase metade deste montante importado de Rússia e Belarus (Bielorrússia). Leia mais: Petrobras conclui obras e começará a operar projeto no RJ para elevar produção de gás Gás da Bolívia e fábrica em MS: Entenda plano da Petrobras para expandir produção de fertilizantes Pedidos de autorização para apostas online superam expectativas do mercado, diz associação Para os fosfóricos, o executivo destaca o projeto da Galvani em Santa Quitéria, no Ceará. Na jazida em questão fosfato e urânio são encontrados de forma associada. Há um consórcio firmado entre a empresa privada e a Indústrias Nucleares do Brasil (INB), que tem o monopólio do urânio e da energia nuclear do país. No caso dos nitrogenados, os principais movimentos para elevar a produção nacional partem da Petrobras. Desde o início do governo Lula, ainda com a companhia sob a gestão de Jean Paul Prates, os investimentos em fertilizantes voltaram a fazer parte do portfólio da companhia. O foco atual da Petrobras será retomar a produção em unidade em Três Lagoas, no Mato Grosso do Sul. A empresa ainda procura solucionar pendências em ativos no Nordeste do país, para as fábricas de fertilizantes em Camaçari (BA) e Laranjeiras (SE), que estão arrendadas para a Unigel. Confira a lista de projetos em desenvolvimento: Autazes (AM): Potássio do Brasil (potássicos) Santa Quitéria (CE): Fosfor/Galvani (fosfatados) Três Lagoas (MS): Petrobras (nitrogenados) Tiros (MG): Mineração Morro Verde (potássicos) Uberaba (MG): Atlas Agro (nitrogenados) Lavras do Sul (RS): Águia Fertilizantes (fosfatados) Na avaliação da indústria e do governo federal, este cenário deixa o país vulnerável a choques externos. Um exemplo recente é a guerra entre Rússia e Ucrânia, que impactou preço mundo afora e levou insegurança ao agronegócio brasileiro. Em 2022, o governo federal, ainda sob Jair Bolsonaro (PL), lançou um plano nacional de fertilizantes. Os cálculos indicaram que o país precisaria elevar sua produção em cinco vezes até 2050 para reduzir sua dependência externa a 50%. Confira abaixo os projetos existentes e os que estão em desenvolvimento: Este conteúdo foi originalmente publicado em Brasil tem seis projetos com potencial para reduzir dependência externa de fertilizantes no site CNN Brasil.
São Paulo libera parcialmente consumo de ostras e mexilhões no estado

Foto: Pixabay Após analisar os resultados de materiais coletados nos últimos dias 13 e 14 de agosto, a Secretaria Estadual de Agricultura e Abastecimento (SAA) de São Paulo, através da sua Coordenadoria de Defesa Agropecuária (CDA), reverteu a suspensão de consumo e comércio de moluscos bivalves (mariscos, ostras e mexilhões) provenientes de fazendas marinhas das áreas monitoradas em São Sebastião, Ilhabela e Cananéia. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! Ainda segue suspensa a retirada dos moluscos nas seguintes regiões: Toque Toque, em São Sebastião; nas áreas de Ubatuba; Cocanha, em Caraguatatuba; e em Mandira, em Cananéia. Nessas áreas não foram coletados materiais para análise. A suspensão do consumo e venda desses moluscos em São Paulo ocorreu após relatórios de ensaio de amostras de água coletadas pela Companhia Ambiental do Estado De São Paulo (Cetesb) e pela CDA, no período de 28 de julho a 5 de agosto, detectarem a presença de biotoxinas produzidas por microalgas marinhas acima do valor máximo permitido. Em 2021 o governo estadual implementou um Plano de Contingência para Gestão Integrada de Riscos Associados a Florações de Microalgas Tóxicas em Águas do Litoral Paulista, que foi acionado e proibiu o comércio, por meio da interdição cautelar, dos estoques de moluscos bivalves como o marisco e ostras nos estabelecimentos comerciais no estado de São Paulo. A proibição aconteceu depois da descoberta de microalgas tóxicas. “Pedimos a colaboração dos produtores para podermos manter a rotina de análises e garantir que apenas mariscos e ostras não contaminados cheguem ao consumidor”, disse a médica-veterinária e gerente do Plano Estadual de Monitoramento dos Moluscos Bivalves (PEMMOBI), Ieda Blanco. As coletas continuarão a ser feitas para o monitoramento de todas as áreas de cultivo do litoral paulista. A coleta não foi feita em todas as áreas monitoradas devido às condições climáticas e dificuldade de acesso. O post São Paulo libera parcialmente consumo de ostras e mexilhões no estado apareceu primeiro em Canal Rural.
Bolsa supera 136 mil pontos; confira o que afeta o mercado hoje

Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado do Brasil e do mundo, com a análise de economistas. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! No morning call de hoje, o economista do PicPay Igor Cadilhac destaca que o Ibovespa renovou sua máxima histórica e ultrapassou os 136 mil pontos pela primeira vez. Ainda assim, as falas do presidente do BC, Roberto Campos Neto, pesou no câmbio e o real perdeu os ganhos dos últimos dias e o dólar fechou em R$ 5,48. O post Bolsa supera 136 mil pontos; confira o que afeta o mercado hoje apareceu primeiro em Canal Rural.
Força do agro: Tocantins e Goiás têm maior potencial de mercado do Brasil

Tocantins e Goiás são os dois estados brasileiros com maior potencial de mercado, segundo o Ranking de Competitividade dos Estados de 2024, divulgado nesta quarta-feira (21). O estudo analisou dez eixos temáticos para classificar os estados de modo geral e por região. Os dados foram compilados pelo Centro de Liderança Pública (CLP), em parceria com Seall e Tendências Consultoria. Segundo a pesquisa, o “potencial de mercado” é um parâmetro que mede a capacidade de expansão e desenvolvimento em longo prazo dos estados. Nesse pilar, os pesquisadores consideram o tamanho do Produto Interno Bruto (PIB) de cada estado, a dinâmica do crescimento econômico nos últimos quatro anos e o crescimento potencial da força de trabalho para os próximos dez anos. Também são analisados indicadores relacionados ao mercado de crédito, como o comprometimento de renda, qualidade de crédito para pessoa física, volume de crédito e inadimplência. Leia Mais Veja quais os trabalhos freelancers mais procurados em 2024 Pirataria é problema social, de segurança e de imagem, diz presidente da fabricante da JBL no Brasil Veja quais são as cidades com as maiores economias do Brasil; o 8° lugar vai te surpreender Nessa edição, ficou mais evidente que o agronegócio foi o principal dado desagregado que influenciou na colocação de Goiás e Tocantins no ranking. Para Tadeu Barros, diretor-presidente do CLP, o setor exerceu um papel fundamental na evolução destes estados na classificação. “O agronegócio tem um papel fundamental para esse crescimento. Escutamos muito sobre a capacidade do agro em ser uma das grandes potencialidades do Brasil. Goiás mostra isso com perfeição e vem ganhando pujança”, disse à CNN. “Tocantins, mesmo estando na região Norte, está muito ligado ao Centro-Oeste. Também conta com esse histórico do agro e aí o potencial de mercado aparece de uma forma muito significativa”, acrescentou. Em entrevista à CNN, o secretário estadual de Indústria, Comércio e Serviços de Goiás, Joel de Sant’Anna Braga Filho, disse que, além do agronegócio, há também a importância da industrialização para o crescimento do estado. Inteligência artificial ganha destaque no agronegócio | LIVE CNN “Embora a agropecuária seja a nossa força mais evidente, definitivamente não é a única. A industrialização em Goiás vem avançando a passos largos, sustentando a nossa economia quando o agro passa por períodos difíceis ou temporadas mais fracas”, disse. Por meio de fundos estaduais, a infraestrutura dos estados também pode ser melhor com os impostos pagos pelo agronegócio, segundo especialistas ouvidos pela reportagem. Marcelo Guaritá, membro do Comitê de Leis e Regulamentos da Sociedade Rural Brasileira (SRB) e sócio do Peluso, Stüpp e Guaritá Advogados, destacou o Fundo Estadual de Infraestrutura, uma contribuição paga pelos agricultores de Goiás, que é destinada à melhoria da logística agropecuária do estado. “Funciona como uma espécie de condicionante para a aplicação/utilização de benefícios ou incentivos fiscais relacionados ao ICMS, como o diferimento e a substituição tributária, e da imunidade de exportações”, afirmou. “A cobrança, que foi criada com o pretexto de melhorias nas estradas, conta com percentuais de recolhimento que variam conforme o tipo de produto envolvido, podendo chegar até a 1,65%, como nos casos de soja e minérios”, disse Guaritá. Segundo o estudo, o tamanho da economia de um estado influencia na decisão de localização de investimentos das empresas, favorecendo a competitividade das maiores unidades da federação. Conforme o texto, estados com economias mais dinâmicas criam mais oportunidades de investimento, gerando um ciclo de desenvolvimento econômico. O crescimento da população em idade de trabalho também é fundamental para o crescimento de longo prazo. Além disso, de acordo com o levantamento, os indicadores de crédito são outro fator que impacta o investimento e consumo, sendo particularmente relevantes no contexto de alto endividamento da população. O peso do pilar “tamanho de mercado” no ranking geral é reduzido para evitar que estados maiores, como São Paulo, tenham vantagem excessiva, resultando em impacto limitado no ranking. Por isso, por exemplo, o estado de Roraima está em terceiro lugar nesse pilar — embora na nota geral esteja na última posição, pois não pontuou bem em outros pilares. Eólica offshore pode ser “nova energia hidrelétrica” do Brasil, diz estudo do Banco Mundial Este conteúdo foi originalmente publicado em Força do agro: Tocantins e Goiás têm maior potencial de mercado do Brasil no site CNN Brasil.