Mercado físico do boi gordo registra altas com oferta curta; veja preços

Foto: Breno Lobato/Embrapa Cerrados O mercado físico do boi gordo apresentou alta nos preços em diversas regiões produtoras nesta terça-feira (20). O destaque ficou por conta de Mato Grosso, onde o mercado atingiu R$ 220 por arroba a prazo em algumas localidades. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! No centro-norte do país, as escalas de abate estão propensas a novos reajustes. O físico paulista até conviveu com alta das cotações nos últimos dias, no entanto, sem o apelo a movimentos agressivos de alta, considerando a incidência de animais de parceria (contratos a termo), possibilitando um posicionamento mais confortável das escalas de abate entre frigoríficos de médio e maior porte, disse o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias. Veja cotações médias da arroba de boi gordo São Paulo: R$ 238,07 Goiás: R$ 230,79 Minas Gerais: R$ 227,24 Mato Grosso do Sul: R$ 238,77 Mato Grosso: R$ 214,86. No mercado atacadista, os preços da carne bovina também apresentaram variações. O quarto traseiro caiu para R$ 17 por quilo, enquanto o quarto dianteiro e a ponta de agulha subiram para R$ 13,50 por quilo. O analista da Fernando Henrique Iglesias destacou que, embora as exportações continuem em alta, a segunda quinzena do mês deve registrar menor apelo ao consumo, impactando o ritmo de altas nos preços. O post Mercado físico do boi gordo registra altas com oferta curta; veja preços apareceu primeiro em Canal Rural.
‘Enem dos Concursos’ relaciona o agro à exploração predatória da terra

Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil O Concurso Nacional Unificado (CNU), também chamado de “Enem dos Concursos”, aplicado no último fim de semana em todo o país para a seleção de funcionários públicos, trazia uma questão relativa a terras indígenas. A pergunta criticava o que foi considerado como “exploração predatória da terra”, relacionando o agronegócio a essa prática (confira no fim do texto). De acordo com o presidente da Associação Brasileira de Marketing Rural e Agro (ABMRA), Ricardo Nicodemos, a questão parte de um enunciado equivocado e de uma visão que não representa o pensamento do setor. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! Ele destacou que o problema é reflexo de um cenário mais amplo, em que as instituições de ensino passam uma imagem distorcida do agronegócio. Ele citou um estudo recente da Fundação Instituto de Administração (FIA) da Universidade de São Paulo (USP), que revelou que 60% das referências ao setor nos livros didáticos são negativas. “Precisamos unir o setor e trabalhar para levar o conhecimento real à sociedade urbana”, declarou. Além disso, o presidente da ABMRA apontou que o exame reproduz uma percepção equivocada sobre a relação entre indígenas e o agronegócio. “Hoje, temos índios que trabalham e sobrevivem no setor, produzindo café e cacau de excelente qualidade. Os indígenas fazem parte do agronegócio, e o setor os acolhe muito bem”, disse. Nicodemos ressaltou a necessidade de o setor se unir contra informações falsas, como as que estavam presentes no concurso. Ele mencionou o Projeto Marca Agro do Brasil, que visa monitorar e combater as fake news relacionadas ao agronegócio. “O setor tem que reagir a esse tipo de situação”, concluiu. Confira a questão polêmica do ‘Enem dos Concursos’ A questão de número 7 do Concurso Nacional Unificado trazia o enunciado e as alternativas de resposta abaixo. Pelo gabarito, a opção correta seria a “e”: “No contexto da redemocratização política do Brasil, em especial em função da promulgação da Constituição Federal de 1988 e graças à mobilização da sociedade civil e de lideranças indígenas, observou-se a ampliação do direito à proteção e ao usufruto das terras dos povos originários. É muito comum nos depararmos com afirmações de que, no Brasil, ‘há muita terra para pouco índio’, geralmente acompanhadas de assertivas segundo as quais as populações indígenas e tradicionais são um ‘entrave ao desenvolvimento’. Em função desse modelo de desenvolvimento, voltado para a exportação de produtos primários, os povos indígenas continuam sendo considerados um empecilho ao desenvolvimento, mas um desenvolvimento praticado de forma predatória, ao bem dos interesses particulares de poucos, e não do interesse comum. Levando em conta o texto acima, a noção de que “há muita terra para pouco índio: (a) sustenta-se numa premissa nacional-desenvolvimentista, cuja atualização em nossos dias tem como principal objetivo a produção de riqueza e sua distribuição mais equânime, justa e igualitária. (b) fundamenta-se no reconhecimento da natureza conservacionista dos povos originários, que representam um obstáculo ao desenvolvimento sustentável do país. (c) legitima-se pelo avanço do agronegócio no Brasil, uma vez que concorre para a ampliação das fronteiras agrícolas, na mesma medida em que contribui para a proteção do direito à terra e para a manutenção dos modos de vida dos povos originários. (d) justifica-se pela condescendência da legislação indigenista, própria da constituição federal de 1988, a qual privilegia os povos originários. (e) relaciona-se com uma certa concepção de desenvolvimento, associada a um tipo de exploração predatória da terra, da qual decorre desacertadamente que o reconhecimento da propriedade indígena representaria um suposto entrave à economia sustentável do país.“ O post ‘Enem dos Concursos’ relaciona o agro à exploração predatória da terra apareceu primeiro em Canal Rural.
Soja: mercado reage e tem alta com dólar e Chicago; veja cotações

Foto: CNA/divulgação O mercado brasileiro de soja apresentou uma melhora no ritmo de negócios nesta terça-feira (20), com alta nos preços após uma sequência de quedas. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! O dólar, os prêmios e a Bolsa de Chicago contribuíram para essa valorização, mas muitos produtores ainda permanecem especulando e segurando suas vendas, à espera de melhores cotações. Confira os preços da saca de soja hoje Passo Fundo (RS): subiu de R$ 123 para R$ 125 Missões (RS): de R$ 122 para R$ 124 Porto de Rio Grande (RS): de R$ 128, para R$ 129,50 Cascavel (PR): de R$ 121 para R$ 124,50 Porto de Paranaguá (PR): de R$ 128,00 para R$ 130,50. Rondonópolis (MT): de R$ 121 para R$ 122 Dourados (MS): estável em R$ 116 Rio Verde (GO): de R$ 120 para R$ 121 Soja em Chicago Na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), os contratos futuros da soja encerraram o dia em leve alta, com um cenário de muita volatilidade. Os agentes do mercado avaliaram os primeiros dados da Crop Tour da Pro Farmer, enquanto a demanda pela soja americana trouxe suporte aos preços. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) anunciou a venda de 132 mil toneladas para a China e quase 240 mil toneladas para o México. No entanto, os ganhos continuam limitados pelas expectativas positivas em torno da safra dos Estados Unidos, com amostragens do primeiro dia da Crop Tour em Ohio e Dakota do Sul mostrando contagem de vagens acima da média recente. Os contratos da soja em grão com entrega em setembro fecharam com alta de 1 centavo de dólar, ou 0,1%, a US$ 9,57 1/4 por bushel. A posição novembro manteve a cotação de US$ 9,76 por bushel. Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com baixa de US$ 2,20, ou 0,64%, a US$ 308,30 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam com alta de 0,12 centavo, ou 0,30%, a 39,20 centavos de dólar. O post Soja: mercado reage e tem alta com dólar e Chicago; veja cotações apareceu primeiro em Canal Rural.
Expointer deve ter tempo bom na maior parte dos dias

Foto: Pixabay Quem for à edição deste ano da Expointer, em Esteio (RS), deve enfrentar tempo bom na maior parte dos dias. É o que prevê o meteorologista da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) do Rio Grande do Sul, Flávio Varone. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! Segundo ele, a Expointer deve ter uma condição de tempo mais seco durante grande parte dos dias, com temperaturas amenas, e alguma possibilidade de chuva. Confira como deve se comportar o tempo durante os dias da feira, que vai de 24 de agosto a 1° de setembro, segundo o Sistema de Monitoramento e Alertas Agroclimáticos (Simagro-RS): 24/08 – possibilidade de chuva fraca durante o dia, com tempo seco à noite 25 a 27/08 – tempo seco, com temperaturas mais baixas durante a noite 28 a 30/08 – possibilidade de pancadas de chuva não muito intensas, com temperaturas entre 18 ºC e 20 ºC 31/08 a 1º/09 – tempo seco com temperaturas mais baixas pela manhã e mais amenas à tarde Para mais informações, acesse diariamente o site do Simagro-RS. O post Expointer deve ter tempo bom na maior parte dos dias apareceu primeiro em Canal Rural.
Desafios e oportunidades para a cadeia da soja serão debatidos na Embrapa em Londrina

Foto: R.R. Rufino/Embrapa A sexta edição do seminário Desafios da Liderança Brasileira na Produção Mundial da Soja será realizado nos dias 17 e 18 de setembro na sede da Embrapa Soja, em Londrina (PR). O evento vai reunir pesquisadores, técnicos, autoridades, especialistas, produtores rurais e representantes das indústrias para debater os principais temas que impactam a competitividade da cadeia da soja, da qualidade do grão à produção de farelo, óleo e biocombustível, abordando também questões relacionadas a sustentabilidade, tecnologia, regulamentações e processos produtivos. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! A edição deste ano inclui temas da agenda ESG – sigla em inglês para ambiental, social e governança -, que consiste em um conjunto de boas práticas que demonstram como a empresa está consciente em relação ao papel nesses três âmbitos. O enfrentamento das adversidades climáticas na cultura da soja, a descarbonização da agricultura brasileira e a produção de grão de baixo de carbono serão debatidos. No campo técnico, os participantes terão a oportunidade de acompanhar apresentações e exposições sobre os programas de pesquisa e melhoramento genético frente à crescente demanda mundial por óleos de melhor qualidade (aumento do perfil de ácido graxo oleico no grão de soja e suas externalidades positivas), tanto para a indústria de alimentação humana e animal como para processamento. Por fim, um painel totalmente dedicado aos impactos das regulamentações ambientais internacionais na competitividade da soja brasileira, mais especificamente o Regulamento para Produtos Livres de Desmatamento (EUDR) da União Europeia. O seminário, exclusivamente presencial e com vagas limitadas, é promovido pela Embrapa Soja, em parceria com a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), a Associação das Empresas Cerealistas do Brasil (Acebra), a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec), a Associação dos Produtores de Soja de Mato Grosso do Sul (Aprosoja-MS), a Associação das Supervisoras e Controladoras do Brasil (ASCB), a Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) e o Sindicato Nacional da Indústria de Alimentação Animal (Sindirações). Inscrições e mais informações estão disponíveis no site oficial do evento O post Desafios e oportunidades para a cadeia da soja serão debatidos na Embrapa em Londrina apareceu primeiro em Canal Rural.
Peixes: Semana do Pescado quer aumentar consumo em 30%

Foto: Fábio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil A 21ª Semana do Pescado, de 1º a 15 de setembro em todo o país, pretende aumentar o consumo em, pelo menos, 30% em relação ao período normal de vendas de pescado. A estimativa foi feita pelo ex-ministro da Pesca, Altemir Gregolin, idealizador do evento e presidente do International Fish Congress (IFC Brasil). Durante quinze dias, setores produtivos promoverão ofertas de peixes e frutos do mar para impulsionar a indústria, supermercados, peixarias, restaurantes, feiras livres, pontos de venda no atacado e varejo, até chegar ao consumidor final. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! “Nós percebemos que a população brasileira está mais consciente em relação a quanto essa proteína é mais saudável e de fácil digestão, muito nutritiva. Há uma demanda crescente do consumo”. Nos últimos 15 anos, ocorreu aumento do consumo de pescado da ordem de 60%. “Passamos de 3,5 quilos para 10 quilos por habitante/ano”. A Semana do Pescado visa aumentar o consumo de peixes, crustáceos, moluscos e demais frutos do mar e derivados em todo o Brasil, fortalecendo ao mesmo tempo as atividades da pesca e da aquicultura e englobando toda a cadeia produtiva. Nesta edição, a campanha conta com apoio do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), criador da Semana do Pescado, em 2003, e responsável pelo incremento pesqueiro no ano. Na avaliação do ministro da Pesca e Aquicultura, André de Paula, a Semana do Pescado se consolida como importante agenda para fomento do consumo de peixes e frutos do mar no Brasil. “Soma-se à Semana Santa e às festividades de final de ano, quando peixes e frutos do mar fazem parte da cultura familiar. Em 2023, com a recriação do Ministério da Pesca e Aquicultura, pudemos integrar ações com diversas instituições públicas e privadas focadas na conscientização do consumo saudável do pescado, com resultados positivos”. O ministro destacou o incentivo e o fortalecimento da cadeia do pescado no desenvolvimento socioeconômico, contribuindo para a segurança alimentar e nutricional dos brasileiros. Descentralização A Semana do Pescado acontece em todos os estados brasileiros e no Distrito Federal. Altemir Gregolin afirmou que, este ano, o objetivo é consolidar o processo de descentralização para todos os estados. “Nós temos coordenações em todos os estados brasileiros, com pessoas do setor produtivo, do varejo, do food service, representantes das superintendências do Ministério da Pesca, que também estão diretamente envolvidas”. A semana do peixe e dos frutos do mar tem como parceiros principais as redes de varejo, que somam mais de 90 mil lojas em todo o Brasil, e o food service, englobando bares, restaurantes, feiras livres, todas as estruturas que comercializam, de alguma forma, pescado. A ideia da campanha é mostrar a importância do pescador e do aquicultor na comercialização, envolvendo toda a cadeia produtiva, complementou o presidente do Sindicato dos Armadores de Pesca do Estado do Rio de Janeiro (Saperj), José Ignácio Figueiredo. “A cadeia é muito grande. Tem os pescadores, o pessoal que descarrega os barcos, o pessoal dos bazares, aqueles que vendem óleo, vendem gelo. Tem toda uma cadeia por trás, sem falar na etapa pós-venda do peixe, que vai para peixarias, para restaurantes. A ideia é mostrar a importância do pescado no seu valor nutritivo e, também, o seu valor econômico. Com o aumento do consumo, o produto da pesca vai ser mais vendido e toda a cadeia é beneficiada, principalmente o pescador”, disse Figueiredo. Para o presidente do Sindicato dos Pescadores do Rio de Janeiro e do Espírito Santo (Siperjes), Maxuel José Monteiro da Costa, a Semana do Pescado traz vantagens para os pescadores porque incentiva o consumo de peixes e favorece a maior comercialização de pescado no mês de setembro. “Mexe com a economia porque ajuda não só o pescador, como peixeiros, feirantes, restaurantes, toda a cadeia que depende do peixe para o seu sustento. E incetiva a população a ter na mesa proteína pura, que é o peixe”. Crescimento do setor de peixes Gregolin confirmou que a participação das entidades representativas dos pescadores é grande porque se, de um lado, há a parte de estimular o consumo, por outro lado, o aumento das vendas gera negócios e o crescimento do setor. “Seguramente, o setor produtivo é o maior interessado na ampliação das vendas. Nós temos as entidades nacionais, como a Associação Brasileira das Indústrias de Pescados (Abipesca), a Confederação Brasileira de Pescadores, todas muito envolvidas a nível nacional e a nível dos estados, incorporadas junto às coordenações estaduais, porque o aumento da venda pressupõe uma preparação para ter oferta. As entidades do setor produtivo estão há mais de quatro meses trabalhando e se preparando para esse momento”. Segundo assegurou Altemir Gregolin, o potencial é muito grande no país, porque o consumo no Brasil ainda está aquém do desejado, diante da média mundial de 21 quilos por habitante/ano. “Nós temos potencial de crescimento ainda, embora disputemos na gôndola com outras carnes”. Para ter ideia do impacto do pescado, ele revelou que o aumento de um quilo de consumo de pescado por habitante/ano significa uma produção adicional de cerca de 500 mil toneladas de peixe vivo. “Praticamente, teria que dobrar a produção cultivada no Brasil com o aumento de consumo de um quilo por habitante/ano. Realmente, é muito impactante, porque o mercado brasileiro de mais de 200 milhões de habitantes é muito grande”. O Brasil possui cinco milhões de pessoas que vivem da pesca, com Produto Interno Bruto (PIB) de R$ 27 bilhões, envolvendo toda a cadeia produtiva que vai da pesca, captura, até o processo de produção, em especial a piscicultura e a aquicultura. A produção é de 1,27 milhão de toneladas anuais, com geração de 16 mil empregos. O consumo de pescado oferece ainda benefícios nutricionais (ômega-3, vitaminas e minerais) com proteína de alta qualidade e baixo teor de gordura, salientou Gregolin. Importações O ex-ministro destacou, por outro lado, que a balança comercial do pescado nacional é negativa. “Nós importamos em torno de US$ 1,4 bilhão e exportamos em
Fumaça de incêndios atinge cidades de dez estados

Brigada de Alter do Chão (PA)/divulgação Com a intensificação da temporada de incêndios na Amazônia e no Pantanal, em decorrência da mudança do clima, cidades de dez estados registraram episódios de fumaça e diminuição na qualidade do ar. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! Imagens obtidas pelo Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos mostram a concentração do monóxido de carbono sobre uma faixa que se estende do Norte do Brasil até as regiões Sul e Sudeste, passando sobre o Peru, Bolívia e Paraguai. Aqui no país, foram atingidas cidades de Rondônia, Acre, Amazonas, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro. Na última semana, o Fundo Internacional de Emergência das Nações Unidas para a Infância (Unicef) fez um alerta sobre os cuidados necessários para a saúde nesses casos. Segundo nota divulgada pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), o fogo na Amazônia estava concentrado principalmente no sul do Amazonas e nos arredores da Rodovia Transamazônica (BR-230). “Amazonas e Pará concentram, juntos, mais da metade (51,6%) dos focos de incêndio registrados no bioma de 1º de janeiro a 18 de agosto de 2024, segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Desde 1º de julho, 67,2% dos focos registrados estão nos dois estados”, informou o ministério. Área afetada por incêndios De acordo com o Laboratório de Aplicações de Satélites Ambientais da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Lasa-UFRJ), este ano o fogo consumiu 3,2 milhões de hectares da Amazônia, o que representa 0,77% do bioma. No Pantanal, quase 1,9 milhão de hectares foi consumido pelo fogo, atingindo 12,5% do território. Um alerta de perigo extremo de fogo do Sistema de Alarmes do Lasa-UFRJ foi divulgado com previsões para a Bacia do Paraguai, no Pantanal. Segundo o informativo, até a próxima quinta-feira (22), toda a região enfrentará condições climáticas que dificultam o combate a incêndios até por meios aéreos, com alta velocidade de propagação do fogo. O ministério (MMA), 1.489 brigadistas do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) atuam no combate aos incêndios florestais na Amazônia. Desde o dia 24 de julho, 98 incêndios teriam sido extintos, mas 75 persistem ativos e podem reunir até milhares de focos de calor. Resposta a incêndios No Pantanal de Mato Grosso atuam 348 brigadistas do Ibama e ICMBio, além de 454 militares das Forças Armadas, 95 da Força Nacional e mais dez da Polícia Federal. Das 98 áreas de incêndio, 50 teriam sido extintas e 46 permanecem ativas, das quais 27 estão controladas. Uma sala de situação criada pelo governo federal concentra a resposta federal aos incêndios no país desde junho. Na Amazônia Legal, foram disponibilizados R$ 405 milhões do Fundo Amazônia para apoiar as guarnições do Corpo de Bombeiros dos estados. No Pantanal, também foi liberado um crédito extraordinário de R$ 137,6 milhões, além do repasse de mais R$ 13,4 milhões ao Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional para assistência humanitária e combate a incêndios florestais. O post Fumaça de incêndios atinge cidades de dez estados apareceu primeiro em Canal Rural.
Desmatamento do Cerrado na Bahia cai 52,4% na área do Matopiba

Foto: Vinicius Ramos/ Canal Rural BA A Bahia reduziu em 52,4%, o desmatamento do Cerrado na área do Matopiba, que concentra 75% da área sob alerta de desflorestamento do bioma, de acordo com o sistema DETER-B do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), unidade de pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). Dos quatro estados (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia), só a Bahia registrou queda de agosto de 2023 a julho de 2024. Por outro lado, houve aumento de 58,6% no Tocantins; 31% no Maranhão; e 14,7% no Piauí. No bioma Cerrado como um todo o aumento foi de 10,6% no período. De acordo com o MCTI, os números do Deter apontam reversão nos últimos quatro meses do aumento da área sob alertas de desmatamento registrado no bioma no ano anterior. Houve queda de 24,8% de abril a julho na comparação com o mesmo quadrimestre de 2023. Em julho foram registrados 444 km², queda de 26,7%. O resultado coincide com o lançamento, em novembro, do novo Plano de Ação para Prevenção e Controle do Desmatamento no Cerrado (PPCerrado). Cinquenta e três municípios (4% do total do bioma) concentraram metade dos alertas de desmatamento no período. Desmatamento em queda A Mata Atlântica foi outro bioma que na Bahia também registrou redução de desflorestamento em 2023, com 57%. O secretário do Meio Ambiente da Bahia, Eduardo Mendonça Sodré Martins, comemorou o resultado do relatório e disse que o feito é fruto de um trabalho incansável pela preservação e conscientização ambiental em todo estado. “Estamos nos dedicando dia e noite para cumprir as metas do nosso principal programa o Bahia +Verde, criado em 2023, que tem como objetivo realizar ações transversais de desenvolvimento sustentável. Ainda temos muitos desafios pela frente, mas sabemos que estamos no caminho certo”, destacou. Foto: Vinicius Ramos/Canal Rural BA Ainda segundo o gestor da pasta ambiental, as medidas adotadas para intensificar a fiscalização e o monitoramento ambiental, principalmente com o uso de tecnologias para monitoramento, estão surtindo resultados significativos, além da implementação de análises, ainda mais cuidadosas, dos atos autorizativos. Bahia alcança 10 gigawatts de potência outorgada Siga o Canal Rural Bahia no Instagram! Você também pode participar deixando uma sugestão de pauta. Clique aqui e envie uma mensagem para o nosso WhatsApp O post Desmatamento do Cerrado na Bahia cai 52,4% na área do Matopiba apareceu primeiro em Canal Rural.
Ibovespa fecha na máxima histórica; confira a análise do que vem por aí

Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado do Brasil e do mundo, com a análise de economistas. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! No morning call de hoje, o economista do PicPay Igor Cadilhac destaca que o Ibovespa fechou na sua máxima histórica, chegando a ultrapassar os 136 mil pontos durante a sessão de ontem. Nos últimos dois meses, nossa bolsa valorizou quase 14%. Em dia de apetite ao risco, muitos fatores contribuíram para esse rali dos ativos brasileiros. O post Ibovespa fecha na máxima histórica; confira a análise do que vem por aí apareceu primeiro em Canal Rural.
Pequenos produtores de Pernambuco e Bahia protestam contra falta de água e energia

Foto: Canal Rural/reprodução Milhares de pequenos produtores do interior de Pernambuco e da Bahia estão em protesto há mais de uma semana contra a interrupção do fornecimento de água e energia elétrica no sistema Itaparica. A Companhia de Desenvolvimento do Vale do São Francisco (Codevasf), responsável pela transposição do Rio São Francisco, enfrenta dificuldades financeiras devido à falta de repasses dos governos estadual e federal. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! O protesto reúne cerca de 2 mil agricultores rurais de 10 perímetros irrigados na região. As manifestações ocorrem em resposta à precarização dos serviços prestados pela Codevasf, que, segundo os produtores, tem falhado em fornecer água e energia elétrica desde o fim de 2023. Os agricultores, que foram reassentados após a construção da hidrelétrica Luiz Gonzaga em 1988, alegam que a situação tem agravado a crise na produção agrícola local, afetando cerca de 25 mil famílias. Para chamar a atenção das autoridades, os manifestantes chegaram a desligar as bombas de abastecimento de água do sistema Itaparica e, no último fim de semana, interromperam o tráfego em uma estrada da região. Os produtores afirmam que a situação é crítica e que, em algumas áreas, falta até mesmo água para consumo humano. Em nota, a Codevasf afirmou que a Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf) é a verdadeira proprietária dos projetos de irrigação e que, desde 2014, paralisou os repasses financeiros necessários para custear as operações, manutenção, energia elétrica e assistência técnica do sistema Itaparica. A Codevasf destacou que tem buscado manter os projetos funcionando remanejando orçamentos de outras iniciativas, mas a situação é insustentável. A companhia também afirma ter entrado com uma ação judicial contra a Chesf para assegurar que a instituição reassuma a responsabilidade pelas despesas operacionais do sistema. A Codevasf reafirmou “seu compromisso com os agricultores e as comunidades locais” e informou que mantém diálogo constante com outras instituições governamentais e membros do Congresso Nacional em busca de soluções para a crise no sistema Itaparica. O post Pequenos produtores de Pernambuco e Bahia protestam contra falta de água e energia apareceu primeiro em Canal Rural.