Angus lança novos cortes de carne premium de cruzamento com raças leiteiras na Expointer

Foto: Associação Brasileira de Angus/divulgação Nesta segunda-feira (26), às 19h, o Programa Carne Angus Certificada apresentou seus novos cortes de carne premium, resultado do cruzamento entre angus e matrizes leiteiras das raças holandês e jersey. O lançamento ocorre na casa da Associação Brasileira de Angus, durante a 47ª Expointer, em Esteio, Rio Grande do Sul. O novo modelo de produção, conhecido como Beef on Dairy, já é uma tendência bem-sucedida nos Estados Unidos e agora chega ao Brasil. A prática envolve o cruzamento de vacas leiteiras com touros de raças de corte, resultando em uma carne de alta qualidade com excelente marmoreio, ideal para atender a demanda por carnes premium no mercado global. “O resultado é uma carne de qualidade, com ótimo marmoreio, muito utilizada para atender as exportações norte-americanas de carne premium“, explica Ana Doralina, gerente do Programa Carne Angus Certificada. A Cooperativa CooperAliança, localizada em Guarapuava, Paraná, e frigorífico parceiro do programa, é pioneira na produção dos primeiros cortes desse cruzamento no Brasil. “Este ano começamos a receber este tipo de animal para abate e tivemos uma grata surpresa. Os animais fruto do acasalamento com o touro Angus, manejados intensivamente desde o nascimento, produzem carne de extrema qualidade”, destaca Robson Ueno, gerente de fomento da CooperAliança. O programa mantém seus rigorosos padrões de qualidade para certificar os novos cortes de carne Angus, garantindo que as carcaças atendam aos mesmos critérios já estabelecidos. “Estamos apenas qualificando esses animais, mas as exigências de padrão de carcaça são iguais e muito criteriosas”, reforça Doralina. Além de ampliar a oferta de carne premium no mercado, o cruzamento traz vantagens tanto para os produtores de Angus quanto para os criadores de Holandês e Jersey. Para os primeiros, há uma nova oportunidade de mercado para a venda de sêmen de touros Angus. Já para os segundos, o modelo oferece uma forma de diversificação de renda, especialmente relevante diante das margens reduzidas na comercialização de leite. Sobre o Programa Carne Angus Certificada Coordenado pela Associação Brasileira de Angus, o programa incentiva há 21 anos a melhoria genética, qualidade, padronização e sustentabilidade na produção de carne. Reconhecida mundialmente, a carne Angus é exportada para 41 países, com um aumento de 7,8% nas exportações no primeiro semestre de 2024, alcançando 1,3 mil toneladas. Entre os principais compradores estão China, Chile, Holanda e Arábia Saudita, além de novos mercados como Maldivas, Aruba, Senegal, Iraque, Turquemenistão e Geórgia. Atualmente, o programa envolve 53 frigoríficos de 26 indústrias parceiras, contabilizando mais de 5,8 milhões de animais Angus abatidos e 27 mil produtores participantes em 12 estados brasileiros. O post Angus lança novos cortes de carne premium de cruzamento com raças leiteiras na Expointer apareceu primeiro em Canal Rural.
Risco de incêndio aumenta em São Paulo nos próximos dias

Foto: redes sociais A Defesa Civil estadual divulgou os mapas de risco para incêndio no estado para os próximos dias. Segundo a previsão do órgão, o risco para incêndio que já configurava situação de alerta em 48 cidades do interior passará para situação de emergência até o próximo sábado (31), na maior parte do estado. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! A piora das condições começará na região de Ribeirão Preto, onde as aulas foram suspensas nesta segunda-feira (26), na rede municipal, devido à fuligem acumulada pelas queimadas nos últimos dias. A situação de Emergência atingirá a área da cidade de Campinas e ficará a menos de 80 quilômetros do norte e do oeste da Região Metropolitana de São Paulo. Gabinete de crise A piora na seca e o aumento dos focos de incêndio no final da semana passada levou à constituição de um gabinete de crise estadual, para coordenar mais de 7 mil trabalhadores, entre bombeiros e membros das Forças Armadas e civis. Atuam na região três helicópteros da Polícia Militar, uma aeronave KC-390 e dois helicópteros da Força Aérea Brasileira e cerca de 30 veículos pesados, além de drones, usados principalmente para debelar incêndios na Área de Proteção Ambiental (APA) de Ibitinga, e de equipamentos e equipes cedidos pela iniciativa privada. Segundo a Defesa Civil, no momento não há nenhum foco ativo de incêndio no estado. Dentre as vítimas das queimadas, houve 66 feridos nos municípios de Ribeirão Preto e Barretos, além de dois brigadistas mortos, na cidade de Urupês, em um acidente com caminhão durante o combate às chamas, na Usina Santa Isabel. Prisões A Secretaria de Segurança Pública do estado confirmou três prisões. Na manhã de sábado (24), a Polícia Militar deteve um idoso, de 76 anos, após ele atear fogo em lixo, em uma área de mata no Jardim Maracanã, em São José do Rio Preto. Na manhã de domingo (25), na cidade de Batatais, um homem de 42 anos foi flagrado ateando fogo em uma área de mata. Segundo a Polícia Militar, ele disse aos policiais que faz parte de uma facção e chegou a gravar um vídeo comemorando o ato criminoso. Os policiais apreenderam uma garrafa com gasolina e um isqueiro com ele, que tem passagens por roubo, furto, homicídio e posse de droga. Hoje, na cidade de Guaraci, na região de Barretos, foi preso um homem de 26 anos em flagrante por atear fogo em vários pontos de um canavial localizado próximo à área urbana. Com ele, foram apreendidos dois isqueiros. Além dessas prisões, a Polícia Militar Ambiental aplicou mais de R$ 15 mil em multas a dois homens, em Porto Ferreira, por incêndio para limpeza de vegetação em Área de Preservação Permanente. Foram registrados seis autos de infração ambiental. O post Risco de incêndio aumenta em São Paulo nos próximos dias apareceu primeiro em Canal Rural.
Abag acompanha com preocupação ocorrência de incêndios florestais no interior de São Paulo

Foto: redes sociais A Abag (Associação Brasileira do Agronegócio) acompanha com preocupação a ocorrência de incêndios que têm afetado regiões de mata e áreas de cultivo agrícola no interior de São Paulo. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! Em nota, a entidade salientou que já está em curso um louvável e necessário esforço conjunto, envolvendo iniciativa privada, prefeituras, governos estadual e federal, sob a coordenação do governador Tarcísio Freitas, para enfrentamento ao fogo, que coloca em risco vidas e o meio ambiente, causando prejuízos para produtores rurais, empresas, cooperativas e municípios, além de impactos negativos à saúde humana. Prossegue a nota: Reconhecemos também a atuação diligente da polícia de São Paulo, que já identificou e prendeu pessoas suspeitas de envolvimento em incêndios criminosos em Porto Ferreira, Batatais e São José do Rio Preto. Ação semelhante aconteceu também em Goiás, onde os incêndios em áreas de mata, de cultivo e de pecuária também estão sendo debelados pela ação do estado e de produtores rurais. Em face das condições climáticas que estamos atravessando especialmente nas regiões Sudeste e Centro-Oeste, onde há alertas para baixa umidade é necessário o engajamento de toda a sociedade para que sejam evitadas situações que aumentam o risco de incêndio. Conclamamos veículos de comunicação a orientar a população quanto ao comportamento seguro, para potencializar o alcance das campanhas de prevenção a incêndios que já são realizadas por empresas, cooperativas e poder público. Às pessoas e organizações que sofreram prejuízos causados pelos incêndios, manifestamos nossa solidariedade. A ABAG está à disposição do poder público para continuar colaborando com ações de prevenção e no planejamento de medidas de mitigação dos impactos do fogo em regiões de mata e em áreas de cultivo, necessárias para conservação da biodiversidade e para a segurança energética e alimentar do Brasil. O post Abag acompanha com preocupação ocorrência de incêndios florestais no interior de São Paulo apareceu primeiro em Canal Rural.
Incêndio destrói mil fardos de leite condensado em carreta no norte de Minas

Foto: Corpo de Bombeiros de Minas Gerais Uma carreta que transportava fardos de leite condensado pegou fogo na tarde deste sábado (24), na BR-251, próximo ao município de Francisco Sá, no Norte de Minas Gerais. O acidente ocorreu por volta das 14h, no quilômetro 484 da rodovia. O veículo havia saído de Santa Catarina com destino a Recife e, apesar do incidente, não houve registro de vítimas. Ao chegar ao local, os militares do Corpo de Bombeiros encontraram o motorista fora da carreta. Ele conseguiu desengatar a carroceria do cavalo mecânico, onde ficam o motor e a cabine, evitando que o fogo se alastrasse para essa parte do veículo. “Provavelmente, essa ação preventiva impediu que o incêndio fosse ainda mais grave“, explicaram os bombeiros. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! No entanto, as chamas consumiram toda a estrutura da carreta e se espalharam para a vegetação às margens da rodovia. A equipe de socorro, utilizando técnicas e equipamentos especializados, trabalhou por mais de três horas para controlar o incêndio. Cerca de cinco mil litros de água foram necessários para extinguir o fogo. Durante a operação, a rodovia BR-251 foi completamente interditada nos dois sentidos. A Polícia Rodoviária Federal (PRF) esteve presente no local para auxiliar na operação de rescaldo e na limpeza da pista, utilizando uma pá carregadeira. Após a remoção dos destroços e a limpeza da rodovia, o trânsito foi liberado. O motorista não soube informar a causa do incêndio, que destruiu mais de mil fardos de leite condensado. Apesar da gravidade do incidente, não houve saque da carga por moradores da região, e ninguém ficou ferido. O post Incêndio destrói mil fardos de leite condensado em carreta no norte de Minas apareceu primeiro em Canal Rural.
Boi gordo: com ajuda das exportações e escalas apertadas, preços continuam a subir

Foto: Semagro/MS O mercado físico do boi gordo registrou preços em alta ao longo da última semana. Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, as escalas de abate seguem apertadas, justificando esse comportamento das indústrias frigoríficas. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: Siga o Canal Rural no WhatsApp! Segundo o analista, é importante destacar o papel de demanda no atual processo de retomada dos preços da arroba do boi gordo, em especial a demanda por exportação. O Brasil caminha para um recorde histórico nesse quesito. A demanda doméstica também conta com seus predicados e tem contribuído para a recente movimentação de alta de preços, disse Iglesias. Com isso, os preços médios da arroba do boi gordo na modalidade à prazo nas principais praças de comercialização do país estavam em 22 de agosto: São Paulo – R$ 238,68 a arroba, contra R$ 235,45 a arroba em 15 de agosto, alta de 1,37%. Goiás – R$ 230,79 a arroba, ante R$ 229,00 a arroba (+0,78%). Minas Gerais – R$ 229,41 a arroba, contra R$ 224,18 a arroba (+2,33%). Mato Grosso do Sul – R$ 240,20 a arroba, ante R$ 237,43 a arroba (+1,1%). Mato Grosso – R$ 215,62 a arroba, ante R$ 210,86 a arroba (+2,2%). Atacado O mercado atacadista apresentou preços acomodados para a carne bovina. Segundo Iglesias, ainda não há grande apelo para alta nos preços durante a segunda quinzena do mês, período pautado por uma demanda mais fraca. Há grande otimismo em torno do último bimestre, considerando a taxa de ocupação dentro da economia brasileira, o que sugere um maior impacto do 13º salário na atividade econômica, disse o analista. Exportações As exportações de carne bovina fresca, congelada ou refrigerada do Brasil renderam US$ 485,397 milhões em agosto (12 dias úteis), com média diária de US$ 40,449 milhões. A quantidade total exportada pelo país chegou a 109,718 mil toneladas, com média diária de 9,143 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 4.424,00. Em relação a agosto de 2023, há alta de 11,3% no valor médio diário da exportação, ganho de 13,5% na quantidade média diária exportada e desvalorização de 1,9% no preço médio. Os dados foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior. Saiba em primeira mão informações sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo. Siga o Canal Rural no Google News. O post Boi gordo: com ajuda das exportações e escalas apertadas, preços continuam a subir apareceu primeiro em Canal Rural.
Minas Gerais se destaca na produção de vinhos finos, graças à técnica de dupla poda

Foto: Daniel José Rodrigues/Epamig A produção de vinhos finos está em expansão na região do Campo das Vertentes em Minas Gerais. A atividade, viabilizada pela adoção da técnica de dupla poda da videira, validada e difundida pela Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), tem possibilitado a colheita de uvas finas de qualidade em diferentes regiões do país. E vem mudando, rapidamente, o cenário vitícola do estado que já conta com mais de uma centena de vitivinicultores e uma área plantada de cerca de 1000 hectares. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: Siga o Canal Rural no WhatsApp! O pesquisador Paulo Márcio Norberto, que atua no Campo Experimental Risoleta Neves da Epamig, em São João del-Rei, afirma que tem observado um aumento na produção nos municípios do Campo das Vertentes e alguns produtores já estão até produzindo vinhos em Tiradentes e Ritapólis. Na Unidade, onde antes havia apenas experimentos com uvas de mesa, há uma coleção de seis variedades de uvas finas tintas e brancas. “A Syrah é o carro-chefe, a mais vigorosa, a que melhor se adaptou às áreas de dupla poda e a que atrai o maior número de interessados”, conta o pesquisador, que acrescenta: “Temos recebido visitantes em busca de orientação para começar na atividade. Vale ressaltar que a videira requer diferentes cuidados e aplicações ao longo do ciclo, e que, ainda que possa haver presença de cachos já no primeiro ano, o tempo médio de formação da planta é de três a quatro anos”. O administrador de empresas Fernando Antônio Carvalho foi um dos que buscaram a Epamig antes de implantar o vinhedo. Morador de Belo Horizonte, ele conheceu os vinhos finos mineiros como consumidor. “Em 2019, fui com minha esposa a um restaurante português próximo da nossa casa. Pedi um vinho chileno para acompanhar o prato e o dono me sugeriu trocar por um exemplar mineiro. Fiquei surpreso: ‘vinho produzido em Minas Gerais? – ‘Sim e de excelente qualidade’. Provei e aprovei. Procurei me informar mais e fiquei conhecendo o trabalho da Epamig e a dupla poda”. Em 2020, durante o período de isolamento social causado pela pandemia, uma área de dois hectares foi adquirida em Entre Rios de Minas com o objetivo de cultivar uvas finas. No ano seguinte, em 2021, o proprietário procurou a Unidade da Epamig em São João del-Rei, onde conheceu Paulo Norberto. Ele orientou na estruturação da área, na aquisição de mudas e apresentou a equipe da Epamig em Caldas, que contribuiu para o desenvolvimento do projeto. “Plantamos 600 mudas de uvas Syrah adquiridas na Epamig. Apesar de toda a preparação, tivemos dificuldades e precisamos replantar algumas mudas no primeiro ano. Em 2023, colhemos os primeiros 80 kg de uva e produzimos, minha esposa e eu, 50 garrafas de vinho. A bebida, que oferecemos para alguns amigos, ficou bastante agradável. Faremos o mesmo processo com as uvas colhidas neste ano”, acrescenta Carvalho. A partir de 2025, a vinificação será realizada na Epamig em Caldas, conforme planejado pelo produtor. Ele acredita que o suporte da Epamig será fundamental para o desenvolvimento tanto da estrutura quanto dos processos de produção. O produtor também planeja expandir o vinhedo e lançar os vinhos da Quinta Dois Carvalhos no mercado. Em 2024, a área plantada deverá ser ampliada, com a inclusão de novas variedades de uvas. Atualmente, o vinhedo ocupa 1.500 metros da propriedade, com margem para expansão. Além disso, haverá investimentos na apresentação dos produtos. Carvalho integra a recém criada Associação dos Produtores de Uva e Vinho de Minas Gerais (Uva-MG). “O objetivo da Associação é oferecer possibilidades para produtores de diferentes portes. Unir esforços e fomentar a cadeia vitícola para que todos cresçam”, conclui o administrador de empresas. Saiba em primeira mão informações sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo. Siga o Canal Rural no Google News. O post Minas Gerais se destaca na produção de vinhos finos, graças à técnica de dupla poda apareceu primeiro em Canal Rural.
Menor tamanduá do mundo simboliza preservação de manguezal nordestino

Foto: Instituto Tamanduá/Fundação Grupo Boticário O tamanduaí cyclopes didactylus, a menor espécie de tamanduá do mundo, virou símbolo de conservação do manguezal no litoral nordestino. O programa do Instituto Tamanduá identificou mais de 30 animais do tipo no Delta do Parnaíba. Estudos e ações de preservação têm avançado desde a criação de uma base de pesquisa na região há quatro anos, com laboratório de campo completo. Reflorestamento, conservação de áreas e turismo de base comunitária são estratégias adotadas para proteger a biodiversidade local. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! “Esse esforço para a conservação do tamanduaí é emblemático. Demonstra a importância de ampliarmos os esforços para a promoção do conhecimento científico para a proteção da biodiversidade e, também, a necessidade de ampliação das unidades de conservação para que espécies como essa tenham áreas seguras e extensas destinadas ao seu desenvolvimento”, diz a bióloga e gerente de Ciência e Conservação da Fundação Grupo Boticário, Marion Silva. O tamanduaí mede cerca de 30 centímetros e pesa até 400 gramas. Ele é solitário, de hábitos noturnos e passa a maior parte do tempo no alto das árvores. Na classificação da International Union Conservation of Nature (IUCN), o animal aparece com o status “dados deficientes”, por ainda se conhecer pouco sobre a espécie. As pesquisas iniciadas em 2008 têm melhorado a compreensão sobre a ocorrência do tamanduaí nas Américas Central e do Sul. Existem sete espécies do animal. “Acreditava-se, até recentemente, que esses pequenos tamanduás só ocorriam na floresta amazônica. Estudos genéticos indicam que os indivíduos do Delta do Parnaíba estão separados há 2 milhões de anos daqueles que vivem na Amazônia”, explica a médica veterinária coordenadora do Instituto Tamanduá e membro da Rede de Especialistas em Conservação da Natureza (RECN), Flávia Miranda,. “Desde estão, evoluem separados pela formação do delta e da Caatinga, que separou a Mata Atlântica da Amazônia há milhões de anos”, desenvolve Miranda. O Delta do Parnaíba tem mais de 80 ilhas em uma área de quase 3 mil km². A área de manguezais é considerada berçário da vida marinha e habitat para diversas espécies, como o peixe-boi, o guará e outros peixes de valor comercial. Apesar de ainda pouco conhecida, a região já é considerada vulnerável. Os principais problemas são o turismo predatório, a presença de animais domésticos em áreas de manguezal e o interesse das usinas eólicas. “Como toda região de conexão marinha, os manguezais enfrentam os desafios globais do oceano, como o aquecimento das águas, a acidificação, o excesso de plástico, entre outras ameaças”, afirma a médica veterinária. Os pesquisadores têm procurado criar soluções em conjunto com a população local. “Conseguimos cercar algumas áreas de manguezal para evitar a entrada de animais domésticos, facilitando a regeneração natural do ecossistema, e já restauramos quase 2 hectares com vegetação nativa. Pode não parecer uma área tão significativa para o tamanho do Delta do Parnaíba, mas o reflorestamento de manguezais é uma tarefa bastante desafiadora. Também estamos buscando alternativas econômicas e sustentáveis para a população local, como o desenvolvimento do turismo de base comunitária”, diz Miranda. “Também realizamos, pela primeira, vez a coleta de sêmen dessa espécie”, destaca a médica veterinária. “Agora, temos a possibilidade de fazer pesquisa reprodutiva monitorada, contribuindo para evitar a extinção e, se necessário, promover a reintrodução dos animais no habitat natural”, acrescenta. Outra ação importante para a proteção do tamanduaí foi o início do processo de criação de uma unidade de conservação da Resex Casa Velha do Saquinho, no limite territorial da Resex Marinha do Delta do Parnaíba. O post Menor tamanduá do mundo simboliza preservação de manguezal nordestino apareceu primeiro em Canal Rural.
Mandioca: Brasil registra primeiro caso da doença vassoura-de-bruxa

Foto: Adilson Lima/ Embrapa A partir de análises biológicas e moleculares, a Embrapa Amapá e a Embrapa Mandioca e Fruticultura confirmaram ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) o primeiro relato da presença, no Brasil, do fungo Ceratobasidium theobromae, também conhecido como Rhizoctonia theobromae, causador da doença “vassoura-de-bruxa” da mandioca. O patógeno foi confirmado por laudo do Mapa, por meio de análise de identificação da espécie realizada por equipe deste Ministério. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: Siga o Canal Rural no WhatsApp! A doença foi constatada nos plantios de mandioca das terras indígenas de Oiapoque, município do estado do Amapá, localizado na fronteira do Brasil com a Guiana Francesa. A presença de Ceratobasidium theobromae representa risco de significativa redução na produtividade das plantas de mandioca afetadas. Até o momento, este fungo não foi detectado em outros hospedeiros no Brasil. A “vassoura-de-bruxa” tem este nome porque deixa os ramos das plantas secos e deformados incluindo nanismo e proliferação de brotos fracos e finos nos caules, parecidos com uma vassoura velha. Com a evolução da doença é comum a ocorrência de clorose, murcha e seca das folhas, morte apical e morte descendente das plantas. A dispersão de Ceratobasidium theobromae pode ocorrer por meio de material vegetal infectado, ferramentas de corte, além de possível movimentação de solo e água. “A movimentação de plantas e produtos agrícolas entre regiões pode facilitar a dispersão do patógeno, aumentando o risco de infecção em novas áreas”, alerta a Nota Técnica da Embrapa. Pesquisadores do Centro Francês de Pesquisa Agrícola para o Desenvolvimento Internacional (Cirad/França), em parceria com o Centro Internacional de Agricultura Tropical (Ciat/Colômbia), coletaram e isolaram Ceratobasidium theobromae em áreas afetadas com sinais similares na Guiana Francesa, próximas à fronteira com o Brasil e o Suriname. A Embrapa destaca também que a detecção de Ceratobasidium theobromae no Brasil requer cooperação imediata entre agentes de assistência técnica, órgãos de defesa vegetal estaduais, pesquisadores, agricultores e autoridades governamentais, como uma prática fundamental para implementar medidas efetivas de contenção, manejo e controle, a fim de garantir a segurança e sustentabilidade da produção agrícola. A descoberta pode contribuir com o avanço científico das pesquisas relacionadas para o melhoramento genético da mandioca e recomendação de medidas para o controle da doença. Foto: Adilson Lima/Embrapa Histórico de coleta do material infectado Em março de 2023, uma equipe da Embrapa Amapá participou da 29ª Assembleia de Avaliação e Planejamento dos Povos e Organizações Indígenas do Município de Oiapoque (Apio), evento realizado pelo Conselho dos Caciques dos Povos Indígenas do Oiapoque (CCPIO). A instituição de pesquisa foi demandada para avaliar e realizar ações, dentro das suas atribuições, visando amenizar a ocorrência de doenças que atingem os plantios de mandioca. Na semana seguinte, uma equipe constatou in loco os sinais compatíveis com a doença ‘vassoura de bruxa’ da mandioca nas aldeias indígenas Ahumãm, Anawerá, Tuluhi e Tukay. Posteriormente, os mesmos sinais foram detectados nas aldeias Kuahí, Ywawká, Karibuen, Kuai Kuai, Ariramba, Galibi, Lençol, Manga, Zacarias e Japiim. De acordo com a Nota Técnica da Embrapa Amapá, por ocasião da detecção dos primeiros sinais da doença, hastes de mandioca infectadas foram transportadas para o laboratório de Proteção de Plantas da Embrapa Amapá, visando o isolamento do provável agente etiológico da doença em condições de laboratório. Saiba em primeira mão informações sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo. Siga o Canal Rural no Google News. O post Mandioca: Brasil registra primeiro caso da doença vassoura-de-bruxa apareceu primeiro em Canal Rural.
Feridas em equinos podem desencadear doenças graves como pitiose e habronemose

Foto: Ricardo Paino Beltrame/Embrapa Lesões cutâneas em equinos, comuns na rotina de criadores, podem servir como porta de entrada para doenças graves que afetam a saúde e o bem-estar dos animais, causando perdas produtivas significativas. A Ceva Saúde Animal destaca que entre as patologias mais preocupantes estão a pitiose equina e a habronemose cutânea, ambas com potencial de provocar sérios danos aos animais. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! A pitiose equina é causada pelo fungo Pythium insidiosum, encontrado em áreas alagadiças e de alta umidade. Os equinos são infectados ao entrar em contato com águas contaminadas, e o fungo utiliza feridas pré-existentes para invadir o organismo, causando lesões progressivas e debilitantes. O tratamento inclui higienização das feridas e o uso de medicamentos, como anti-inflamatórios e antibióticos. Estudos recentes, destacados pela Ceva, mostram o uso promissor de Acetonido de triancinolona, um retardoesteroide, no tratamento da pitiose, com resultados positivos na recuperação dos animais. Outra patologia preocupante é a habronemose cutânea, conhecida como “ferida de verão”, causada pelo verme Habronema sp. A transmissão ocorre através de moscas que depositam as larvas em feridas na pele do animal. A doença causa prurido intenso e feridas que não cicatrizam, afetando o bem-estar dos equinos e podendo levar à perda de valor comercial. A empresa de saúde animal enfatiza a importância de um manejo adequado, incluindo a vermifugação regular e o controle de moscas, como medidas essenciais para prevenir a habronemose. O tratamento envolve cuidados com as lesões, higienização e o uso de medicamentos específicos, com o objetivo de garantir o bem-estar dos equinos e minimizar as perdas produtivas. O post Feridas em equinos podem desencadear doenças graves como pitiose e habronemose apareceu primeiro em Canal Rural.
Citros: setor em SP gerou 10% mais empregos na safra 2023/24, com mais de 45 mil vagas

Foto: Governo do Estado de São Paulo Mesmo com o aumento da incidência da doença greening nos pomares, a citricultura no estado de São Paulo gerou 10% mais vagas de emprego na safra 2023/24 em relação à passada, somando, agora, 45.112 vagas, informou hoje, em nota, a Secretaria de Agricultura e Abastecimento paulista, com base em números da Associação Nacional dos Exportadores de Sucos Cítricos (CitrusBR). No Brasil como um todo, a atividade citrícola gerou 57.368 vagas no mesmo período, alta de 2,22%, acrescentou a pasta, citando dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). “Ou seja, 78% dos empregos gerados pela citricultura estão no estado de São Paulo”, ressaltou. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! A pasta comentou também que, no mais recente levantamento do Instituto de Economia Agrícola (IEA-Apta), vinculado à secretaria, a produção de laranja paulista se situou entre os cinco principais produtos do agro do estado na balança comercial, responsável por 8,2% de tudo que foi exportado por São Paulo, em um montante de US$ 1,15 bilhão. “A citricultura é um importante setor gerador de empregos, que colabora com contratações ao longo do ano, com todas as proteções legais aos trabalhadores em regiões que são carentes de vagas formais, o que gera renda e desenvolvimento para o interior de São Paulo”, explicou, na nota, o diretor executivo da CitrusBR, Ibiapaba Netto. O post Citros: setor em SP gerou 10% mais empregos na safra 2023/24, com mais de 45 mil vagas apareceu primeiro em Canal Rural.