São Paulo celebra Dia do Feirante com 960 feiras e milhares de empregos

Foto: Canal Rural/reprodução Neste domingo (25), é comemorado o Dia do Feirante, celebrando a importância das feiras livres, uma tradição em em diversas cidades do Brasil. São Paulo, que deu início à primeira feira livre do país, hoje conta com 960 feiras apenas na capital, gerando aproximadamente 70 mil empregos. Esses eventos não apenas trazem produtos frescos do campo para os grandes centros urbanos, mas também criam conexões e fortalecem laços comunitários. “Às vezes estamos descontraídos, e a feira é assim mesmo. A gente brinca que a fruta é joia, o abacaxi é doce. É uma forma de atrair os clientes”, compartilhou Milton Soares dos Santos, que tem 40 anos de experiência como feirante. O trabalho do feirante é semelhante ao do produtor rural: faça chuva ou faça sol, ambos precisam acordar cedo para levar produtos frescos à mesa da população. Dona Judite Barros, de 83 anos, exemplifica essa dedicação. “Tenho cliente que eu vi nascer, já casou e traz os filhos para mim ver. Graças a Deus sou feliz. Levanto 1 hora da manhã e não tem hora para chegar nem para sair”, conta ela, que atua em feiras há 45 anos. História das feiras livres A história das feiras livres em São Paulo começou em 1914, quando a cidade enfrentava uma crise no abastecimento de frutas e verduras. Desde então, as feiras se tornaram um símbolo da cidade, movimentando a economia local e colaborando para hábitos alimentares mais saudáveis. As feiras são geridas pelos municípios e, segundo os feirantes, uma das principais demandas é por maior reconhecimento oficial. “O que a gente pede é que a feira se torne lei. Hoje, ela é apenas um decreto. Se virar lei, ganhamos mais força e reconhecimento, para que a alegria nunca saia daqui”, afirmou Katia Mourão, diretora de Comércio Varejista no Sindicato dos Feirantes de São Paulo. Com humor e determinação, os feirantes enfrentam desafios diários como acordar cedo, carregar peso e manter o bom humor, mesmo com clientes pedindo descontos. Eles são celebrados pela sua resiliência e pela importante contribuição que fazem para a sociedade. O post São Paulo celebra Dia do Feirante com 960 feiras e milhares de empregos apareceu primeiro em Canal Rural.

Soja: cenário melhora e preços reagem na semana

Imagem: Guilherme Soares/Canal Rural BA Os preços da soja reagiram nesta semana nas principais praças do país. De acordo com a consultoria Safras & Mercado, o ritmo dos negócios também acelerou, ainda que envolvendo operações pontuais e aproveitando repiques de Chicago e do dólar, que encerraram a semana no positivo. Os prêmios também seguem firmes e favorecendo a movimentação. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: Siga o Canal Rural no WhatsApp! Confira os preços da saca de soja na semana Passo Fundo (RS): subiu de R$ 124 para R$ 126 Cascavel (PR): avançou de R$ 121 para R$ 127 Rondonópolis (MT): alta de R$ 121 para R$ 123 Porto de Paranaguá (RS): alta de R$ 129 para R$ 132 Os prêmios de exportação são positivos, o que ajudou na sustentação dos referenciais Fob. Na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), os contratos com vencimento em novembro, os mais negociados, subiram 0,84% na semana, sendo cotados na manhã da sexta (23) a US$ 9,65 por bushel. O comportamento do mercado foi guiado por um movimento de compras técnicas, com os agentes aproveitando a queda recente – os contratos bateram nos menores níveis desde 2020 na semana passada para recompor carteiras. Outro fator que colaborou para a elevação foi os bons números de exportação e anúncio devendas por parte dos Estados Unidos. Com a queda, o produto americano ganhou competitividade. Mas os fundamentos seguem baixistas. Com a colheita se aproximando, a sinalização é de que a safra americana bata recorde, ficando na casa de 1265 milhões de toneladas.  Nesta semana, o mercado acompanhou de perto a tradicional crop tour da Pro Farmer, com as amostras confirmando produtividade acima da média nos principais estados produtores americanos. O dólar comercial também subiu nesta semana na relação com real, favorecendo os negócios com a soja. A moeda americana tinha alta semanal de 2,22% até a manhã de sexta, na casa de R$5,59. Apesar da pequena melhora nesta semana, o cenário segue baixista para a soja. Diante desse quadro, o analista e consultor de Safras & Mercado Luiz Fernando Gutierrez Roque, sugere que o produtor procure proteção nas ferramentas à disposição para garantir a melhor comercialização. “E os produtores devem aproveitar as janelas de oportunidade, como a dessa semana, para negociar”, afirma. Saiba em primeira mão informações sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo. Siga o Canal Rural no Google News. O post Soja: cenário melhora e preços reagem na semana apareceu primeiro em Canal Rural.

‘Abram suas porteiras, é uma questão de vida’, diz prefeita de município paulista

Foto: redes sociais/reprodução Na tarde desta sexta-feira (23), um incêndio de grandes proporções atingiu áreas de vegetação nos bairros União e Mil Alqueires, em Lucélia, na divisa com o município de Salmourão, interior de São Paulo. Diante da gravidade da situação, a prefeita de Lucélia, Tati Guilhermino (PSD), solicitou ajuda aérea do governo estadual para combater as chamas que ameaçam se espalhar rapidamente pela região. Em um áudio enviado à Rádio Brasil, de Adamantina, a prefeita fez um apelo urgente aos proprietários de gado nas proximidades do incêndio, pedindo que liberassem seus animais para evitar maiores tragédias. “Abram suas porteiras, é uma questão de vida”, enfatizou Guilhermino, destacando a necessidade de ação imediata para proteger vidas e bens. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! A prefeita também emitiu uma nota no final da tarde, solicitando a colaboração de toda a população para seguir orientações de segurança e, se necessário, procurar abrigo em locais seguros. “Nosso funcionalismo, Polícia Militar e funcionários de usinas seguem em alerta e contribuindo no que é necessário”, afirmou, reiterando o compromisso das autoridades locais em mitigar os danos causados pelo incêndio. O post ‘Abram suas porteiras, é uma questão de vida’, diz prefeita de município paulista apareceu primeiro em Canal Rural.

Plataforma de Internet das Coisas ajuda produtores a planejar o uso de água com precisão

Foto: Pixabay Em tempos de mudanças climáticas e incertezas quanto à disponibilidade de água, a gestão hídrica eficiente se torna cada vez mais crucial para a agricultura. Foi pensando nisso que a Espectro, uma empresa com sede em Campinas, desenvolveu o PalmaFlex UmiSolo-Total, uma plataforma de internet das coisas (IoT) que auxilia produtores rurais a planejar o uso da água na irrigação de suas lavouras. A iniciativa conta com o apoio do programa Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (Pipe) da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! O projeto, iniciado em dezembro de 2022, tem como objetivo proporcionar previsibilidade aos produtores quanto ao estoque hídrico disponível na bacia hidrográfica utilizada, com uma projeção de até seis meses. Isso permite ao agricultor tomar decisões antecipadas, como investir em reservas de água ou alterar o tipo de cultura a ser plantada, garantindo a manutenção da produção mesmo em períodos de crise hídrica. O PalmaFlex UmiSolo-Total é uma evolução da plataforma PalmaFlex UmiSolo, lançada em 2019, que monitora em tempo real a umidade do solo e fornece recomendações de irrigação. O novo módulo agrega a capacidade de prever a dinâmica dos reservatórios de água, utilizando um algoritmo de inteligência artificial que analisa dados de regimes de chuva, previsões meteorológicas e o histórico dos reservatórios. O sistema utiliza sensores instalados no solo e em estações agrometeorológicas para captar dados de umidade, temperatura, ventos e outras variáveis climáticas, que são transmitidos para a nuvem e processados por algoritmos avançados. As informações são então disponibilizadas ao produtor em forma de gráficos, tabelas e alertas, que podem ser acessados via celular, tablet ou computador. A plataforma foi desenvolvida pelos engenheiros eletricistas Adilson Chinatto e Cynthia Junqueira, sócios da Espectro, que trazem décadas de experiência em transmissão de sinais e telemetria. A intenção era criar uma solução completa de comunicação de dados, modular e escalável, que pudesse ser utilizada tanto na agricultura quanto na indústria. Além de monitorar o uso de água na irrigação, a plataforma também permite o controle de outros aspectos da infraestrutura da fazenda, como o funcionamento de bombas e motores, e a gestão de poços artesianos e semiartesianos. Essa abrangência faz do PalmaFlex UmiSolo-Total uma ferramenta indispensável para a agricultura moderna, especialmente em regiões sujeitas a crises hídricas. O projeto também inclui o desenvolvimento de novos sensores, mais simples e precisos, que estão em fase final de testes. Entre eles, destaca-se um sensor de umidade do solo que opera em várias profundidades com uma única haste, o que facilita a instalação e a coleta de dados. O objetivo da Espectro é lançar o PalmaFlex Total no mercado até o final de 2025, com todas as funcionalidades integradas, incluindo a consulta de autorizações de órgãos estaduais para o uso de água na irrigação. O post Plataforma de Internet das Coisas ajuda produtores a planejar o uso de água com precisão apareceu primeiro em Canal Rural.

Expointer: animais são analisados e examinados para entrar na feira

Foto: Eduardo Patron/Seapi Na Expointer 2024, em Esteio, no Rio Grande do Sul, a admissão de animais de diversas raças para o evento segue um protocolo rigoroso de controle sanitário e zootécnico. Conforme informações fornecidas por Pablo Charão, comissário-geral da Expointer, o processo de entrada dos animais começa no Portão 8, onde servidores do Departamento de Vigilância e Defesa Sanitária Animal (DDA/Seapi) realizam a conferência de documentos, Guias de Trânsito Animal (GTAs), exames e vacinas. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! Se toda a documentação e condições sanitárias estiverem em ordem, os animais passam por exames clínicos para descartar sintomas de doenças infecciosas e garantir que estejam livres de ectoparasitas. Após essa avaliação, o Serviço Veterinário Oficial libera os animais para ingresso no Parque de Exposições, onde são alocados em suas baias específicas. Na sequência, ocorre o julgamento de admissão zootécnica, onde técnicos da DDA e das associações de raças conferem características como peso, altura, espessura de gordura e conformidade genética. “Os profissionais verificam se os registros dos animais estão em dia e se possuem características genéticas compatíveis com suas raças. Caso apresentem algum defeito genético que comprometa a função reprodutiva, são desclassificados das competições, embora possam permanecer no parque“, explica Charão. Além disso, há uma competição extraoficial para identificar o animal mais pesado da feira, cujo resultado será anunciado no próximo domingo. Touros das raças limousin, charolês e angus são frequentemente os vencedores. Cuidados e bem-estar animal durante a feira Durante a Expointer, o bem-estar dos animais é uma prioridade para os tratadores, que cuidam para que estejam confortáveis em suas baias. No entanto, a presença de um grande público pode causar estresse nos animais, mesmo os que estão acostumados a exposições. Tauane Dutra, médica veterinária e tratadora da cooperativa agropecuária Cotribá, explica que o acesso entre as baias é restrito para minimizar o estresse dos bovinos de leite, como vacas e novilhas das raças Jersey e Holandesa. As vacas adultas da raça holandesa pesam em torno de 950 quilos, enquanto as terneiras têm cerca de 450 quilos. Já as vacas Jersey adultas pesam aproximadamente 650 quilos, e as terneiras, 250 quilos. “Na Expointer, elas são alimentadas a cada quatro horas com ração, silagem e polpa cítrica. As vacas são ordenhadas diariamente e as terneiras têm horários específicos para beber água“, detalha Tauane. Além disso, os animais recebem banhos diários e cuidados especiais com o escovamento dos rabos, especialmente quando se apresentam nas pistas de julgamento. Este ano, entre os bovinos de leite inscritos na Expointer, destacam-se 143 animais da raça Holandesa, 125 da Jersey, 75 da Gir Leiteiro e 18 da raça Girolando, evidenciando a diversidade e qualidade genética presente no evento. O post Expointer: animais são analisados e examinados para entrar na feira apareceu primeiro em Canal Rural.

Tarcísio de Freitas sobrevoa áreas atingidas por incêndios; 34 cidades estão em alerta

Foto: Governo de São Paulo Na manhã deste sábado (24), o governador Tarcísio de Freitas realizou um sobrevoo nas regiões mais afetadas por incêndios no interior do estado de São Paulo. De acordo com o Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE) da Defesa Civil, 34 municípios estão em alerta máximo para queimadas devido à baixa umidade do ar e à onda de calor que atinge o estado. Dentre essas, 17 cidades enfrentam focos ativos de incêndio, o que tem mobilizado mais de 7,3 mil profissionais e voluntários no combate às chamas e na orientação da população. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! Durante a visita, Tarcísio de Freitas destacou o empenho das autoridades estaduais no controle dos incêndios, que já estão sendo extintos em sua maioria. “O estado está muito empenhado em combater os incêndios. A situação hoje está ficando sob controle, e a maioria dos focos já está sendo extinta”, afirmou o governador. Além disso, ele ressaltou a importância da colaboração da população para evitar novas ocorrências, destacando cuidados como não soltar balões, evitar acender fogueiras e manter aceiros limpos em propriedades rurais. A Operação SP Sem Fogo, coordenada pela Defesa Civil em conjunto com as secretarias de Segurança Pública, Agricultura e Abastecimento, Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística, segue em andamento. Além do combate terrestre, o governo estadual contratou aviões para pulverização de água, reforçando a atuação das aeronaves do Corpo de Bombeiros e das Forças Armadas. Cidades em alerta máximo e rodovias afetadas Entre as 34 cidades em alerta máximo para queimadas estão Alumínio, Bananal, Bebedouro, Dourado, Ibitinga, Lucélia, Monte Alegre do Sul, Nova Granada, Presidente Epitácio e Tabatinga. Dessas, 17 enfrentam focos ativos de incêndio, incluindo Boa Esperança do Sul, Coronel Macedo, Iacanga, Pompeia e Santo Antônio da Alegria. A situação das rodovias também é crítica. A SP 215 (Rodovia Luiz Augusto de Oliveira) possui interdições parciais entre os quilômetros 195 e 209, no município de Dourado, região de São Carlos. Outras estradas, como a Rodovia Carlos Tonani (SP 333) e a Rodovia Armando Salles de Oliveira (SP 332), também enfrentam bloqueios devido às chamas. Orientações à população A Defesa Civil do estado reforça as orientações para que a população evite áreas afetadas por incêndios e mantenha a segurança ao dirigir em estradas com baixa visibilidade devido à fumaça. Em caso de avistamento de focos de incêndio ou fumaça densa, os cidadãos devem buscar abrigo seguro e informar imediatamente o Corpo de Bombeiros (193) ou a Defesa Civil (199). Além disso, a população é incentivada a se cadastrar para receber alertas da Defesa Civil diretamente no celular. Basta enviar um SMS com o CEP para o número 40199. O post Tarcísio de Freitas sobrevoa áreas atingidas por incêndios; 34 cidades estão em alerta apareceu primeiro em Canal Rural.

Brasil precisa expandir políticas ambientais para COP30, afirma estudo

Foto: Beatriz Cabral/Inpe Sede da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30) em 2025 – a primeira a ser realizada na Amazônia –, o Brasil está em um momento crucial. Ainda tem a possibilidade de cumprir suas metas internacionais de redução de emissão de gases de efeito estufa, mas precisa ajustar as ações socioambientais e fortalecer políticas focadas na salvaguarda das florestas e na restauração dos biomas. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: Siga o Canal Rural no WhatsApp! Liderado por cientistas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), o estudo ressalta a necessidade de controlar o desmatamento ilegal e a degradação dos biomas, incorporando um olhar para florestas secundárias que crescem após a remoção da cobertura original. Sugere ainda reforçar e expandir políticas que mantenham os serviços ecossistêmicos. Esse processo deve vir acompanhado de mecanismos consistentes de atração de investimentos para financiar atividades de restauração e pagamentos por serviços ambientais em todos os biomas, incentivando iniciativas de bioeconomia e criando novas áreas de proteção ambiental. “A pesquisa foi um trabalho conjunto visando mostrar o panorama de desmatamento, degradação e restauração dos biomas e suas relações com as metas globais do Brasil. Destacamos pontos importantes nesse processo para que o país busque o desenvolvimento sustentável”, explica a doutoranda no Inpe e primeira autora do artigo Débora Joana Dutra. Para a bióloga Liana Oighenstein Anderson, orientadora de Dutra e pesquisadora no Cemaden, mesmo quando há medidas preventivas, ainda assim elas têm sido insuficientes frente ao desafio das mudanças climáticas. “É o caso dos incêndios florestais registrados neste ano na Amazônia e no Pantanal. A prevenção não foi suficiente para conter os números alarmantes. Quando fazemos estimativas como na pesquisa, temos a sensação de sermos extremamente conservadores frente ao que a realidade está mostrando e aos desafios enfrentados”, diz a bióloga. O Brasil vem registrando neste ano recordes de queimadas. Entre janeiro e 4 de agosto, foram 65.325 focos de calor detectados no país, o maior número em quase 20 anos – o mais alto até então havia sido em 2005 (69.184 no mesmo período), segundo dados do Inpe. Os biomas Amazônia e Cerrado são os mais atingidos (28.396 e 22.217, respectivamente). De janeiro a julho, o Pantanal teve 4.756 focos, o maior desde 1998, início da série histórica. Para o bioma, até o momento, 2020 teve o pior total anual de focos de queimadas. “Em 2020, os incêndios no Pantanal chamaram a atenção do mundo e levaram a uma série de reações. O Ministério da Ciência e Tecnologia criou, por exemplo, a Rede Pantanal e, em escala local, o Estado de Mato Grosso do Sul instituiu um plano de manejo integrado do fogo. Em 2023, o governo federal lançou um plano de manejo para o bioma e, em abril, Mato Grosso do Sul decretou estado de emergência. Ou seja, houve um conjunto de ações de gestão, de governança, de regulamentação para tentar evitar os incêndios, mas, infelizmente, não foi suficiente. Tivemos avanços. Porém, há necessidade de aperfeiçoamentos na governança, nas estratégias adotadas e no financiamento das ações. É preciso acelerar o passo”, completa Liana Oighenstein. Coautor do artigo e pesquisador do Inpe, Luiz Aragão diz que a pesquisa é um alerta para a sociedade sobre questões relacionadas às emissões. “A sociedade tem de encarar o problema não só do ponto de vista ambiental, mas sim socioeconômico. Está tudo ligado. Isso porque o desmatamento, por exemplo, é indutor do fogo, que por sua vez traz problemas de saúde para a população e degrada a floresta. A floresta desmatada e degradada tem menor potencial de prover serviços ecossistêmicos, como a ciclagem de água e a biodiversidade, que garantem a qualidade de vida das populações locais e têm influência muito grande em atividades econômicas.”, diz Aragão. As mudanças no uso e na cobertura da terra (por exemplo, o desmatamento para o uso agropecuário e a degradação florestal) são as principais fontes de emissões do Brasil. Como um dos mais de 190 signatários do Acordo de Paris, firmado em 2005, o país assumiu o compromisso de ajudar a conter o aumento da temperatura média global em até 1,5°C em relação aos níveis pré-industriais (anos 1850-1900) – marca que já tem sido ultrapassada nos últimos meses. O acordo, que deve passar por revisão na COP30, prevê que os países definam metas de redução de emissões até 2030, tendo o Brasil se comprometido a diminuir em 53% (comparado aos níveis de 2005). Apesar disso, as emissões de dióxido de carbono (CO2) líquidas (descontadas as remoções) por mudanças no uso e na cobertura da terra dobraram entre 2017 e 2022, segundo o Sistema de Estimativa de Emissão de Gases de Efeito Estufa (Seeg). Em relação à restauração, o Brasil tem a meta de restaurar 12 milhões de hectares de florestas nativas, o que corresponde a quase a área territorial de Portugal. *Sob supervisão de Henrique Almeida Saiba em primeira mão informações sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo. Siga o Canal Rural no Google News. O post Brasil precisa expandir políticas ambientais para COP30, afirma estudo apareceu primeiro em Canal Rural.

Lula diz que está ‘no pé do ministro da Agricultura’ para baixar o preço do arroz

Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou neste sábado (24) que tem ficado “no pé do ministro da Agricultura”, Carlos Favaro, para que ele baixe o preço do arroz. Durante comício da campanha de Guilherme Boulos (PSOL) no Campo Limpo, zona sul da capital paulista, Lula disse ter se admirado ao ir a um supermercado e visto que o preço do arroz estava em R$ 36. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! “Estou no pé dele (Carlos Favaro) para ele baixar o preço do arroz porque eu disse que ia baixar o preço da picanha, e a picanha baixou. A gente pode fazer as coisas acontecerem nesse país”, disse Lula, emendando que o Brasil está com o menor desemprego nos últimos 14 anos. “A gente está tendo o maior aumento da massa salarial; 90% das categorias profissionais fizeram acordo recebendo aumento de salário, acima da inflação. Tem gente que acha que eu não deveria dar o salário mínimo para os aposentados e eu vou continuar dando aumento de salário mínimo, porque é a melhor forma de fazer distribuição de renda. Vamos continuar gerando emprego. Vamos continuar gerando investimento”, disse Lula. O governo federal anulou, em junho, os lotes arrematados no leilão de compra pública de arroz importado e beneficiado, realizado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) após suspeitas de irregularidades. A anulação foi feita por indícios de falta de capacidade técnica e financeira das empresas em honrar os compromissos. Como mostrou o Estadão, das quatro companhias vencedoras, apenas uma – a Zafira Trading – é uma empresa do ramo. Também arremataram o leilão uma fabricante de sorvetes, uma mercearia de bairro especializada em queijo e uma locadora de veículos. O post Lula diz que está ‘no pé do ministro da Agricultura’ para baixar o preço do arroz apareceu primeiro em Canal Rural.

Proteínas podem ajudar na resistência de ovinos a verminose, diz estudo

Foto: Juliana Sussai/Embrapa Um estudo da Embrapa Pecuária Sudeste (SP) identificou proteínas relacionadas à infecção por vermes em ovinos. Foram analisadas raças suscetíveis (Dorper) e resistentes (Santa Inês) a esses parasitas. A pesquisa fornece informações sobre os mecanismos de defesa dos animais com diferentes habilidades para resistir à infecção. A descoberta favorece a diminuição do uso medicamentos usados para controlar esses vermes. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: Siga o Canal Rural no WhatsApp! Os resultados do estudo colaboram para a seleção de animais e raças ovinas mais resistentes. A seleção é uma ferramenta para controle de parasitas de importância veterinária na produção de pequenos ruminantes em áreas tropicais. A caracterização das proteínas do sangue é capaz de revelar biomarcadores dos animais mais doentes, bem como monitorar condições fisiológicas e metabólicas críticas para o bem-estar e a saúde dos ovinos. Para a identificação e quantificação das proteínas, a pesquisadora Ana Carolina Chagas, que coordenou o trabalho, aplicou a técnica proteômica à produção animal tropical, contando com o apoio de parceiros do Instituto Superior de Agronomia, da Universidade de Lisboa, e da Universidade do Porto. Essa técnica consiste em estudar a distribuição, modificações, interações e funções de uma ou mais proteínas em uma célula ou organismo. A determinação de raças e indivíduos resistentes à verminose é importante para se reduzir o impacto negativo dos parasitas, como o Haemonchus contortus Foto: Gisele Rosso/Embrapa Proteínas detectadas Os cordeiros infectados foram avaliados semanalmente na Embrapa, durante 28 dias. No fim do experimento, houve diferença significativa entre as duas raças em relação às infecções por meio das análises de contagem de ovos por grama de fezes (OPG) dos animais, que mede o grau da infecção, e avaliação do volume globular (VG), que mede o grau de anemia desencadeada pelos vermes. A maior ou menor quantidade de determinadas proteínas indicou impactos relevantes no organismo do animal para a proteção em relação à infecção ou aos danos causados pelas inflamações. Algumas proteínas foram encontradas nas duas raças, com diferenças quantitativas significativas. Esses resultados demonstram como a infecção pode impactar o desenvolvimento e o ganho de peso dos cordeiros. Segundo Chagas, foram detectadas proteínas associadas ao sistema imune ao se comparar as raças Santa Inês e Dorper. Outras proteínas foram ligadas à resposta ao estresse do manejo, amostragem e calor, e ao controle ou não da inflamação. “Por exemplo, a enzima enolase fosfopiruvato hidratase, ou ENO3, desempenha um papel relevante no sistema imunológico da Santa Inês, enquanto a Themis parece contribuir na resposta imune da Dorper. Por sua vez, as proteínas de fase aguda detectadas, as APPs, indicam infecções, inflamações e condições de estresse”, explica a pesquisadora. Foto: Juliana Sussai/Embrapa Resultados Animais resistentes aos parasitas gastrintestinais são capazes de desenvolver uma resposta imune mais rápida e robusta, limitando o estabelecimento das larvas, suprimindo o crescimento dos parasitas adultos, diminuindo a fecundidade das fêmeas, ou promovendo a expulsão dos Haemonchus contortus adultos. A pesquisa forneceu informações inéditas e uma compreensão mais abrangente sobre a infecção por essa espécie de parasita. Foi possível realizar a diferenciação entre as duas raças estudadas, e entre animais infectados e não infectados da mesma raça. Os resultados indicam que as duas raças estudadas têm metabolismo e resposta imunológica distintas frente à infecção. Diferenças quantitativas em proteínas compartilhadas podem contribuir para o desenvolvimento de biomarcadores e auxiliar na determinação do status de infecção de ovelhas, que poderão ser tratadas seletivamente no rebanho. Foto: Juliana Sussai/Embrapa Prejuízos de US$ 100 milhões  Estima-se que, no Brasil, as doenças gastrintestinais levam a perdas de até 27% no ganho de peso de cordeiros criados a pasto, atingindo US$ 94,5 milhões por ano. Já as relacionadas à morte de animais ficam em torno de US$ 13 milhões anuais. O rebanho brasileiro chega a quase 20 milhões de ovinos, número ainda insuficiente para atender à demanda interna. Os parasitas gastrintestinais são responsáveis por restringir a produção ovina, porque limitam o desempenho animal. O principal verme que ameaça ovinos é da espécie Haemonchus contortus, mais frequente nos pequenos ruminantes em regiões tropicais e subtropicais, causando anemia grave, edema submandibular e morte por hematofagia. Saiba em primeira mão informações sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo. Siga o Canal Rural no Google News. O post Proteínas podem ajudar na resistência de ovinos a verminose, diz estudo apareceu primeiro em Canal Rural.

Mercado de Fiagro cresceu 153% em 12 meses e 3,7% de março a junho, diz CVM

Foto: Pixbay O mercado de Fundo de Investimento nas Cadeias Produtivas Agroindustriais (Fiagro) cresceu 153% nos 12 meses encerrados em junho de 2024, alcançando patrimônio líquido de R$ 37,3 bilhões. De março a junho de 2024, o avanço foi de 3,7%. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! As informações fazem parte da 7ª Edição do Boletim CVM Agronegócio, elaborado pela Superintendência de Securitização e Agronegócio (SSE) da autarquia e divulgado nesta sexta-feira, 23. O boletim tem periodicidade trimestral. Em junho, o número de Fiagro operacionais era de 115, avanço de 67% em 12 meses. A categoria Fiagro-Imobiliária representa 44% do quantitativo total, e 48% do patrimônio líquido total. Na composição da carteira, CRI (Certificados de Recebíveis do Imobiliário) e CRA Certificados de Recebíveis do Agronegócio) aparecem como o principal ativo investido, com 48%. O boletim informa ainda que o mercado de (CRA) cresceu 0,9% de março a junho, a R$ 141,2 bilhões. Conforme o estudo, o volume financeiro total do mercado de capitais (renda fixa, renda variável e fundos de investimento) avançou 8,9%, a R$ 14,97 trilhões, no período de 12 meses encerrado em junho de 2024. De março a junho de 2024, o incremento foi de 1,7%. O volume financeiro do agronegócio no mercado de capitais, nos últimos 12 meses – de junho de 2023 a junho de 2024 – cresceu 19,5%, alcançando R$ 509,59 bilhões. De março a junho de 2024, o incremento foi de 3,4%. Assim, no último trimestre, a fatia do mercado de capitais correspondente ao agronegócio aumentou em 1,7%, saindo de uma representação de 3,3% do total em março de 2024 para uma representação de 3,4% do total em junho de 2024. Em 12 meses, o crescimento foi de 9,8%. O post Mercado de Fiagro cresceu 153% em 12 meses e 3,7% de março a junho, diz CVM apareceu primeiro em Canal Rural.