Lavouras dos EUA e fator China derrubam preços da soja; veja cotações

Foto: Pixabay O mercado brasileiro de soja esteve travado nesta terça-feira (10). A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) apresentou quedas expressivas, o dólar subiu e os prêmios continuaram firmes. Ainda assim, os preços domésticos ficaram de estáveis a mais baixos e houve pouca oferta no dia. Os agentes esperam pelo relatório de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos. Preços médios da saca Passo Fundo (RS): caiu de R$ 136 para R$ 135,50 Região das Missões: diminuiu de R$ 135 para R$ 134,50 Porto de Rio Grande: baixou de R$ 142 para R$ 141,50 Cascavel (PR): desvalorizou de R$ 135 para R$ 133 Porto de Paranaguá (PR): decresceu de R$ 143 para R$ 141 Rondonópolis (MT): caiu de R$ 133 para R$ 132 Dourados (MS): estabilizou em R$ 130 Rio Verde (GO): desvalorizou de R$ 130 para R$ 128 Soja em Chicago Os contratos futuros da soja negociados em Chicago fecharam a terça-feira com preços bem mais baixos. O mercado foi derrubado pela combinação de dois fatores: as condições das lavouras norte-americanas melhores do que o esperado e as importações recordes de soja da China em agosto – que reduzem o potencial de compras futuras do país asiático. O tombo do petróleo, que caia quase 4% próximo ao fechamento, completa o quadro negativo às cotações. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou dados sobre as condições das lavouras de soja do país até 8 de setembro: 65% estavam entre boas e excelentes condições (o mercado esperava 63%) 25% em situação regular; 10% em condições entre ruins e muito ruins Na semana anterior, os índices eram de 65%, 25% e 10%, respectivamente. Importações chinesas Foto: Pixabay/Montagem: Canal Rural As importações de soja em grão pela China no mês de agosto somaram o recorde de 12,14 milhões de toneladas. Representa um aumento de 29% em relação ao mesmo mês de 2023. Os comerciantes estão aproveitando os preços mais baixos para estocar em meio a preocupações de que a tensão comercial com os Estados Unidos poderia se intensificar se Donald Trump vencesse as eleições. Contratos futuros da soja Os contratos da soja em grão com entrega em novembro de 2024 fecharam com baixa de 20,75 centavos de dólar por bushel ou 2,03%, a US$ 9,97 1/4 por bushel. A posição janeiro de 2025 teve cotação de US$ 10,15 1/4 por bushel, com recuo de 20,25 centavos ou 1,95%. Nos subprodutos, a posição dezembro de 2024 do farelo fechou com perda de US$ 7,50 ou 2,30%, a US$ 317,50 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro de 2024 fecharam a 39,63 centavos de dólar por libra-peso, retração de 0,85 centavo ou 2,09%. Câmbio O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 1,32%, sendo negociado a R$ 5,6536 para venda e a R$ 5,6516 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,5690 e a máxima de R$ 5,6715. O post Lavouras dos EUA e fator China derrubam preços da soja; veja cotações apareceu primeiro em Canal Rural.

Três tratores avaliados em R$ 720 mil são apreendidos em fiscalização

Foto: Divulgação Sefa Fiscalização da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefa) do Pará apreendeu três tratores avaliados em R$ 720.225,00 neste último sábado (7). A ação foi realizada por servidores da unidade de controle de mercadorias em trânsito do Itinga, município de Dom Eliseu, no nordeste do estado. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! “Um caminhão prancha carregando três tratores novos oriundos de Lençóis Paulista, São Paulo, com destino à Açailândia, no Maranhão, foi retido durante fiscalização conjunta com a equipe itinerante de Belém”, informou o coordenador da unidade, Gustavo Bozola. Segundo ele, os servidores desconfiaram da veracidade das informações contidas na nota fiscal, que informava apenas a remessa da carga para fora do estado e não dizia se era operação de venda ou prestação de serviço, o que exige apresentação do contrato. “Além disso, pelas informações do documento fiscal, houve quebra de trânsito, que é quando a nota fiscal informa um local de destino e a mercadoria vai para outro, porque o destinatário era uma empresa de Açailândia no Maranhão, e o veículo foi parado quando entrava no estado do Pará”, contou o fiscal de receitas estaduais. A nota fiscal foi desconsiderada e lavrado Termo de Apreensão e Depósito (TAD) no valor de R$ 246.316,95. O post Três tratores avaliados em R$ 720 mil são apreendidos em fiscalização apareceu primeiro em Canal Rural.

Produção e preservação são complementares, diz Fávaro

Foto: Viviane Petroli “Não há divergência entre produzir e preservar. São complementares”. A declaração é do ministro da Agricultura e Pecuária (Mapa), Carlos Fávaro. Segundo ele, essa é uma das bases do texto que será deliberado durante o encontro do grupo de trabalho da agricultura do G20, realizado no estado de Mato Grosso durante esta semana. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! A reunião do G20 Agro entre os dias 10 e 13 de setembro em Chapada dos Guimarães reúne ministros da Agricultura dos 20 países que fazem parte do grupo, além da recém-integrada União Africana, além de representantes de delegações e organismos internacionais convidados. “Até pouco tempo atrás tínhamos discursos antagonistas entre produzir e preservar. E fica mais do que provado: essa é uma das maiores missões que quero deixar à frente do Ministério da Agricultura, a de que não há divergência entre produzir e preservar”, disse Fávaro. De acordo com o ministro, ninguém consegue produzir “mesmo sabendo lidar com a terra, tendo sementes, equipamentos, máquinas, genética de última geração, se não tiver clima favorável, chuva e sol na medida certa”. Abertura de mercados Nos últimos 20 meses, o Brasil conquistou 184 novos mercados para os produtos agropecuários, entre eles o México para carne bovina e suína, negociação que, conforme Fávaro, se arrastava há 20 anos. Na opinião do ministro do Mapa, a realização do G20 no Brasil e da COP 30 no Pará em 2025, mostram que o país voltou a ser protagonista nas relações internacionais. “Começamos a colher os frutos dessas boas relações”. O post Produção e preservação são complementares, diz Fávaro apareceu primeiro em Canal Rural.

Produtores de Rondônia enfrentam incertezas em relação ao plantio da soja

Foto: Logcomex Com o fim do vazio sanitário em Rondônia, os produtores do estado poderão dar início à semeadura da soja a partir desta quarta-feira (11). No entanto, as condições climáticas são fatores que exigem paciência e cautela dos produtores, já que é necessário identificar o momento ideal para iniciar o plantio. A falta de chuvas significativas, por exemplo, tem sido um desafio para os produtores da região. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! Segundo Adair José Menegol, presidente da Aprosoja-RO, as chuvas isoladas que apareceram no estado ainda não são suficientes para iniciar a semeadura de forma segura. Ele aponta que os municípios de Vilhena, Cerejeiras e Cabixi, que costumam ser os primeiros a começar o plantio, estão em espera pela chegada de chuvas mais volumosas. “A expectativa é que os produtores aguardem para iniciar o plantio. Até o momento, não se tem notícia de ninguém na região de Rondônia que vá começar a plantar amanhã, sem uma previsão adequada de chuva”, comenta Menegol. O presidente explica que o calor intenso e a seca têm complicado muito, e as condições não são favoráveis. Em Vilhena, geralmente, as chuvas começam entre os dias 10 e 15 de setembro, mas até agora não há previsão”, explica Menegol. A situação reflete a cautela dos produtores em não comprometer o desenvolvimento inicial das lavouras de soja, que dependem de umidade adequada no solo para plantio. Assim, a janela de plantio pode ser ajustada conforme as condições climáticas se tornem mais propícias nos próximos dias. O post Produtores de Rondônia enfrentam incertezas em relação ao plantio da soja apareceu primeiro em Canal Rural.

Mercado da soja no Brasil deve ser pressionado pela queda em Chicago

Foto: CNA/divulgação Nesta terça-feira (10), o mercado brasileiro da soja deve enfrentar pressões com a queda registrada na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). O grão apresentava uma baixa de quase 2% na parte da manhã. O cenário baixista pode afetar as cotações domésticas, diminuindo o interesse por negociações. No entanto, a alta moderada do dólar frente ao real pode atuar como um fator de equilíbrio, amenizando a pressão negativa sobre os preços da soja no Brasil. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! Na segunda-feira (9), os preços da soja mantiveram firmeza no Brasil, sustentados por uma alta na Bolsa de Chicago e uma leve queda no dólar. Ao longo do dia, a valorização da moeda estadunidense serviu como suporte positivo para as cotações brasileiras, apesar de não haver um volume significativo de negócios reportados. Regiões Rio Grande do Sul: em Passo Fundo, a saca de 60 quilos subiu de R$ 133,00 para R$ 136,00. Na região das Missões, a cotação avançou de R$ 132,00 para R$ 135,00, enquanto no Porto de Rio Grande, o preço subiu de R$ 139,00 para R$ 142,00. Paraná: em Cascavel, a saca valorizou de R$ 132,00 para R$ 135,00. No porto de Paranaguá, o preço aumentou de R$ 140,00 para R$ 143,00. Mato Grosso: em Rondonópolis, o valor da saca subiu de R$ 132,00 para R$ 133,00. Mato Grosso do Sul: em Dourados, a saca foi de R$ 127,00 para R$ 130,00. Goiás: em Rio Verde, a saca teve valorização de R$ 126,00 para R$ 130,00. Cenário internacional Foto: R.R. Rufino/Embrapa Os contratos futuros de soja para novembro de 2024 registraram queda de 1,86%, com o bushel cotado a US$ 9,99. A principal pressão vem das condições das lavouras norte-americanas, que apresentaram resultados melhores do que o esperado pelos analistas, apesar do clima seco nas regiões produtoras dos Estados Unidos. Prêmios de exportação Na segunda-feira, os prêmios de exportação da soja se mantiveram estáveis, em um dia de baixa movimentação. No Porto de Paranaguá, o prêmio de setembro variou entre +155 e +190 centavos de dólar sobre Chicago. Para outubro de 2024, os valores estavam entre +145 e +170 pontos. Já para fevereiro de 2025, os prêmios estavam entre +40 e +60 pontos, segundo dados da Safras & Mercado. O preço FOB (flat price) para outubro ficou entre US$ 427,30 e US$ 436,50 por tonelada, enquanto no dia anterior a cotação variava entre US$ 422,60 e US$ 431,70. Esse cenário reflete um momento de atenção para o mercado da soja, onde os produtores brasileiros acompanham as flutuações da Bolsa de Chicago e a valorização do dólar. O post Mercado da soja no Brasil deve ser pressionado pela queda em Chicago apareceu primeiro em Canal Rural.

Seca do Rio Madeira pode se agravar ainda mais, aponta SGB

Foto: Defesa Civil/ Porto Velho Sem previsões para um volume significativo de chuvas na Amazônia, o Rio Madeira continua batendo recordes no registro dos níveis mais baixos da cota da série histórica do Serviço Geológico do Brasil (SGB). Desde a última semana, a cota já havia superado a mínima registrada em 2023, de 1,10 metro e, na manhã desta terça-feira (10), a medição na estação de Porto Velho atingiu 71 centímetros, a menor registrada desde 1967. De acordo com o engenheiro hidrólogo do SGB Guilherme Cardoso, a maior preocupação do momento é o prolongamento do período de estiagem, como ocorreu em 2023, quando somente no final de outubro as chuvas foram significativas. “Os modelos de previsão do GFS [Global Forecast System, do Serviço Nacional de Meteorologia dos Estados Unidos] não apresentam chuvas significativas para os próximos 15 dias”, informou Cardoso. Próximos três meses As projeções para os próximos três meses também não apresentam volumes de chuva significativos e, segundo Cardoso, isso desenha um cenário de seca semelhante ao de 2023, mas agravado pela antecipação da vazante do Rio Madeira. “Esse atraso [nas chuvas] vai fazer com que a gente tenha um período de estiagem muito maior do que estamos acostumados porque a gente já começou a observar níveis muito baixos em julho, em níveis que normalmente só ocorrem antes do final de setembro”, explica. Apesar da adoção de medidas como a suspensão da navegação no período noturno, desde o dia 11 de julho, e a declaração de escassez hídrica pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), no final do mesmo mês, a população da região ainda enfrenta dificuldades como o isolamento de algumas comunidades. De acordo com o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), o plano de manutenção aquaviária da hidrovia do Rio Madeira já prevê cronograma de dragagens regulares para evitar a interrupção por completo de trechos do rio. Cardoso explica que, apesar da cota do Rio Madeira já ter atingido níveis muito baixos, até esta semana a vazão do rio ainda não foi impactada de forma crítica. “Nesses termos, a gente ainda tem uma vazão útil bem significativa. Na quinta-feira da semana passada, nós fizemos uma medição de vazão e medimos 2.800 metros cúbicos por segundo, que é uma vazão bastante representativa”, disse. Seca prolongada De acordo com o engenheiro, com a seca prolongada, a tendência é que a vazão também seja impactada, podendo chegar ao ponto de interromper a geração de energia elétrica nas usinas hidrelétricas de Jirau e Santo Antônio, ambas em Rondônia. Em 2023, as duas unidades, que têm capacidade instalada de 3.750 Megawatts (MW) e 3.568 MW, respectivamente, foram desligadas em outubro, após a queda de 50% na vazão do Rio Madeira. “Hoje a operação dessas hidrelétricas já está com muita restrição. Daqui a pouco pode haver uma parada, e não conseguirão ter a capacidade de gerar energia. E aí a gente começa a ver, não só um cenário de escassez hídrica, como de restrição energética”, disse Guilherme Cardoso. Capacidade reduzida O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) informou por meio de nota que desde o dia 3, sete unidades geradoras da UHE de Santo Antônio estão em funcionamento com uma capacidade de apenas 490 MW. A capacidade da UHE de Jirau também foi reduzida a operação de dez unidades geradoras, com capacidade de 260 MW. O operador descartou qualquer risco de insegurança energética. “A afluência abaixo da média vem sendo um ponto de atenção desde dezembro de 2023. Porém, cabe ressaltar que o Sistema Interligado Nacional dispõe de recursos suficientes para atender as demandas de carga e potência da sociedade”, diz o ONS. O post Seca do Rio Madeira pode se agravar ainda mais, aponta SGB apareceu primeiro em Canal Rural.

“A fome é a maior de todas as degradações do ser humano”, diz ministro Carlos Fávaro no G20 Agro

A reunião do G20 Agro, que ocorre entre os dias 10 e 13 de setembro, em Mato Grosso, é considerada a maior adesão de ministros da história. O encontro do Grupo de Trabalho da Agricultura é realizado na Chapada dos Guimarães e, de acordo com o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, a escolha do local se deu não apenas por ser símbolo da produção agropecuária, mas também pelo compromisso com a sustentabilidade. O Brasil sediar o G20, afirmam autoridades e especialistas de diversos segmentos ligados ao agronegócio, é considerado uma oportunidade para a construção de uma narrativa verdadeira e correta sobre o potencial do país, ao mesmo tempo em que se analisa o que ainda precisa ser feito e se realizam novas negociações e acordos. “Nossa presidência escolheu falar de um mundo mais justo e um planeta sustentável. E como não falar de um mundo justo onde ainda existem pessoas que passam fome. Considero a fome a maior de todas as degradações do ser humano. O princípio básico de todo ser humano é se alimentar bem”, disse Fávaro na abertura do encontro. Entre os assuntos mais importantes a serem debatidos nos quatro dias, estão a sustentabilidade nos sistemas agroalimentares em seus múltiplos aspectos, ampliação da contribuição do comércio internacional para a segurança alimentar e nutricional, reconhecimento do papel da agricultura familiar e a promoção da integração da pesca e aquicultura nas cadeias sociais locais e globais. Leia Mais Ministro da Agricultura fala sobre papel do Brasil na produção de biocombustíveis Opep eleva previsão para crescimento do PIB global este ano, de 2,9% para 3,0% Vendas no varejo brasileiro caem 0,2% em agosto, mostra índice da Cielo G20 reúne 80% do PIB global Historicamente o G20 é composto por 20 países. Contudo, o número subiu para 21 com a entrada da União Africana, conforme o coordenador do GT G20 Agro e secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura e Pecuária, Roberto Perosa. Além destes países, cerca de 30 delegações e mais 20 organismos internacionais foram convidadas. “Temos aqui representantes de 50 países no total. É uma grande oportunidade para o Brasil retomar o seu protagonismo internacional. A adesão foi total. Temos recorde de presença de ministros da Agricultura, assim como dos organismos internacionais”, destacou Perosa. O ministro Carlos Fávaro lembrou que o “G20 representa 80% do PIB global e é a oportunidade de construirmos propostas e compromissos concretos para melhorar a qualidade de vida de todas as pessoas do planeta”. Declaração ministerial Segundo o coordenador do GT G20 Agro, pela primeira vez nos últimos anos do G20 o grupo da agricultura fará uma declaração ministerial, e não uma carta ao final do evento. “É uma declaração que gerará efeitos nos países que assinaram ela ao final do evento. Ela tem a força de um acordo internacional”, pontuou Roberto Perosa. Fávaro à CNN: Agronegócio e preservação do meio-ambiente são complementares | LIVE CNN Este conteúdo foi originalmente publicado em “A fome é a maior de todas as degradações do ser humano”, diz ministro Carlos Fávaro no G20 Agro no site CNN Brasil.

Prejuízo milionário: incêndios devastam fazendas e maquinário em Mato Grosso

Mato Grosso registrou mais de 2 mil focos de incêndio nas últimas 24 horas, de acordo com o Sistema de Queimadas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). O fogo avança rapidamente pelas fazendas, destruindo áreas de palhada, um trator e duas carretas na rodovia MT-140, que liga Santa Rita do Trivelato a Planalto da Serra. Um dos motoristas, com queimaduras graves em 70% do corpo, infelizmente não resistiu aos ferimentos. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! Proprietários, colaboradores e vizinhos da Fazenda Morada da Serra uniram forças para tentar conter as chamas e minimizar os prejuízos. Vandir Matschinske, agricultor da região, lamentou as perdas. “Queimou mais de 250 hectares só da minha propriedade. Estamos à beira de começar uma nova safra, com o adubo já aplicado, e agora não sabemos o que fazer. É um grande prejuízo“, disse ele, suspeitando que o fogo tenha sido iniciado por negligência externa, possivelmente de uma bituca de cigarro jogada por um veículo. O consultor agronômico Taimon Semler alertou que as perdas não se limitam às plantações e ao maquinário. “Um incêndio como esse pode comprometer o solo, afetando a microbiota e a matéria orgânica acumulada ao longo de décadas. A perda pode chegar a 15 sacas por hectare, dependendo da intensidade do fogo e das condições do solo.” Enquanto as autoridades e os produtores continuam a combater o fogo, o prefeito de Santa Rita do Trivelato, Egon Hoepers, destacou o desafio crescente dos incêndios. “Estamos lutando contra o fogo há mais de 15 dias. Com os ventos fortes, ele se espalha muito rápido, e é difícil controlá-lo. Temos mais de cem máquinas trabalhando, e já estamos nos preparando para lidar com situações como essa no futuro.” O incêndio nas áreas rurais de Mato Grosso não só causa prejuízos milionários aos produtores como também ameaça a fauna local e compromete o futuro das colheitas e da sustentabilidade do solo. O post Prejuízo milionário: incêndios devastam fazendas e maquinário em Mato Grosso apareceu primeiro em Canal Rural.

“Se não estivermos nas discussões, novas regras e imposições virão”, diz Blairo Maggi sobre o G20 Agro

O Grupo de Trabalho G20 Agro, que reunirá autoridades dos 20 países do bloco e mais dez países convidados, ocorrerá entre os dias 10 e 13 de setembro, em Chapada dos Guimarães (MT). O Brasil sediar o G20 é considerado uma oportunidade para a construção de uma narrativa verdadeira e correta sobre o potencial do país, ao mesmo tempo em que se analisa o que ainda precisa ser feito e se realizam novas negociações e acordos. Rico em produção de grãos e fibras, batendo recordes de safra a cada ano e detentor do maior rebanho bovino do país, com mais de 31 milhões de cabeças, Mato Grosso foi eleito o local ideal para sediar, entre os dias 10 e 13 de setembro, os debates do G20 Agro no Brasil. O encontro será realizado em Chapada dos Guimarães. Para o ex-ministro da Agricultura e Pecuária, Blairo Maggi, o “G20 é uma grande oportunidade de produzir o que está faltando e realizar novas negociações e acordos”. Durante o Fórum Internacional da Agropecuária (FIAP 2024), promovido pelo Canal Rural em Cuiabá (MT) nesta segunda-feira (9), Maggi destacou ainda que “se não estivermos presentes nas discussões, novas regras e imposições virão”. Leia Mais Setor privado quer impulsionar plano de IA do governo e oferecer alternativas BNDES disponibiliza mais R$ 150 milhões em capital de giro a empresas gaúchas Supercomputadores vão avançar pesquisa científica no Brasil, diz secretário de Transformação Digital Entre as principais pautas do Grupo de Trabalho da Agricultura, a serem debatidas em Mato Grosso, conforme o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), estão a sustentabilidade nos sistemas agroalimentares em seus múltiplos aspectos e a ampliação da contribuição do comércio internacional para a segurança alimentar e nutricional. O atual ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, destacou que este é um momento propício para o Brasil assumir a presidência do G20, com foco em construir um mundo mais justo e sustentável. Segundo ele, o tema escolhido pelo país “é muito importante, uma vez que não existe inclusão melhor do que o combate à fome“. O G20 Agro reunirá autoridades dos 20 países do bloco e mais dez países convidados e é considerado o grupo de trabalho com a maior adesão. G20 Agro em Mato Grosso O presidente da ApexBrasil, Jorge Viana, ressaltou, durante o FIAP 2024, a importância da realização do G20 da Agricultura em Mato Grosso. O estado possui 903.357 quilômetros quadrados de extensão territorial e abriga os biomas Cerrado, Amazônia e Pantanal. É cortado por seis rodovias federais, sendo a BR-163 a principal via de escoamento, ligando o norte e o sul do estado aos portos de Santos (SP), Paranaguá (PR) e Miritituba (PA). “Mato Grosso sempre foi muito importante para o Brasil e, hoje, é importante para o mundo. O Brasil sediar o G20 é uma oportunidade de construir uma narrativa verdadeira e correta sobre o potencial incrível deste país”, afirmou Viana. Soluções sobre sustentabilidade alimentar O FIAP trouxe discussões profundas sobre o setor, com as principais referências do agronegócio brasileiro e mundial. Durante o evento, o B20, representando a iniciativa privada dos países do G20, lançou um conjunto de recomendações que prometem impulsionar uma transformação significativa nos sistemas alimentares globais. O documento foi oficialmente entregue ao ministro da Agricultura e Pecuária. Entre as contribuições estão o aumento da produtividade, a liberação de recursos financeiros e uma maior participação das tradings como agentes financiadores. Também foi entregue ao ministro e aos chefes de delegação do G20 Agro uma carta magna, desenvolvida pelos embaixadores do FIAP, Teka Vendramini, integrante do Conselho Consultivo do B20 Brasil, e o professor Dr. José Luiz Tejon, da Audencia França e Fecap Brasil, reunindo todas as contribuições discutidas nos painéis do evento. O documento mostra quais são os próximos passos e como o Brasil precisa se posicionar para ser protagonista na produção de alimentos e na segurança alimentar do planeta. Código Florestal global e Green Deal O Pacto Ecológico Europeu, chamado de Green Deal, que traz uma série de medidas sociais e comerciais a fim de alcançar a neutralidade climática da União Europeia até 2050, foi um dos assuntos debatidos no FIAP, no painel “Novas regras e modelos para garantir a segurança alimentar do planeta”, com a participação do conselheiro da União Europeia no Brasil, Laurent Javaudin. “Quando fizemos essa nova legislação, não foi porque quisemos. Fomos cobrados a fazer, afinal de contas, estávamos comprando de quem desmatava. Elaboramos as regras pensando naqueles países que não fazem nada para combater o desmatamento. Acreditem, o Brasil está muito bem quanto a isso”, disse Javaudin. O ex-ministro e relator do Código Florestal Brasileiro, Aldo Rebelo, ressaltou durante o Fórum em Cuiabá que as obrigações ambientais aos produtores rurais do Brasil são as mais exigentes do mundo. Segundo Rebelo, nenhum país do mundo impõe tantas exigências como aquelas que o produtor brasileiro enfrenta. “Nenhum produtor, seja norte-americano, europeu ou asiático, está sujeito a ceder 80% de sua propriedade à proteção do meio ambiente como acontece no bioma amazônico, que corresponde a mais da metade do território do país”, disse. “Estamos às vésperas da Conferência de Mudanças Climáticas, que acontecerá no Pará, em 2025, e ainda não apresentamos à agenda internacional um Código Florestal mínimo, que seja obedecido por todo o mundo, com uma base a partir da qual todos os países e produtores tenham o mesmo compromisso ou sejam submetidos às mesmas renúncias”. O FIAP 2024 é apoiado por diversas entidades, incluindo a CNA, Sistema Famato, CNI, CropLife e outras, com patrocínios da JBS, Apex Brasil, John Deere, Senar MT, e apoio de conteúdo da CNN Brasil. Cúpula do G20: Brasil, Índia e EUA lançam aliança de biocombustíveis | CNN NOVO DIA Parceria de conteúdo da CNN Brasil com o Canal Rural na cobertura do G20 Agro Este conteúdo foi originalmente publicado em “Se não estivermos nas discussões, novas regras e imposições virão”, diz Blairo Maggi sobre o G20 Agro no site CNN Brasil.

União Europeia elogia avanços do agro brasileiro e propõe parceria sustentável

Foto: Pixabay O conselheiro da União Europeia no Brasil, Laurent Javaudin, marcou presença no Fórum Internacional da Agropecuária (FIAP 2024), promovido pelo Canal Rural em Cuiabá, Mato Grosso, nesta segunda-feira (9). Em sua apresentação, coube ao adido esclarecer pontos do Pacto Ecológico Europeu (Green Deal) que, por vezes, é questionado por atores do agronegócio brasileiro frente às exigências ambientais na importação de commodities. “Temos muitas políticas na União Europeia para lidar com desafios ambientais, como estratégias de biodiversidade, ambição de zero emissões de CO2, redução do uso de pesticidas e de fertilizantes químicos, substituindo-os por biopesticidas e biofertilizantes. Além disso, focamos em metas de zero desmatamento”, afirmou. Javaudin salientou que as regras do Green Deal são voltadas, inicialmente, para o próprio mercado europeu. “Apenas depois dessa implementação interna é que aplicamos essas mesmas regras para os países dos quais nós importamos produtos”. Papel do Brasil na segurança alimentar Laurent Javaudin. Foto: Reprodução Canal Rural Durante a apresentação, o conselheiro fez questão de ressaltar, por mais de uma vez, o respeito que o bloco econômico possui pela soberania nacional. “A Europa não quer interferir no Código Florestal brasileiro. São as regras de vocês e o que acontecerá no Brasil será definido por brasileiros”. De acordo com ele, a União Europeia também incentiva os seus produtores rurais a investirem em biodiversidade e a pouparem suas áreas florestais. “Todos nós concordamos que produtores rurais vivem na natureza e da natureza. Neste ponto, estamos, realmente, na mesma página”. Além disso, Javaudin reconheceu que a evolução da agricultura brasileira nos últimos 50 anos foi primordial para que metas de fome zero até o ano de 2030, tal qual o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável número 2 (ODS 2) da Organização das Nações Unidas prega fossem mais palpáveis. “Se vocês não tivessem feito todo esse avanço, a discussão sobre segurança alimentar mundial seria muito mais complexa. Ao mesmo tempo, todo o globo está ameaçado pelas mudanças climáticas que, por sua vez, reduzem a produtividade dos alimentos, assim como gera perda de biodiversidade, colocando em risco o alcance do ODS número 2″. Além do Brasil, o conselheiro também salientou que a União Europeia detém grande responsabilidade com a segurança alimentar global. “Exemplo disso é que 60% do trigo que produzimos é encaminhado para o norte da África e 26% para o sul daquele continente. Ao mesmo tempo, o Green Deal se propõe a destinar oito bilhões de euros para ajudar outros países a desenvolver os seus próprios sistemas de produção sustentável”. Segundo ele, tais propósitos e muitos outros que dizem respeito ao desenvolvimento sustentável do planeta foram assinados pelo Brasil, pelos Estados Unidos, pela União Europeia e por muitos outros países em acordos internacionais. “Isso quer dizer que temos uma mentalidade muito mais similar do que as pessoas imaginam”. Adaptação brasileira ao Green Deal O conselheiro da União Europeia ressaltou durante o FIAP 2024 que o Green Deal é, basicamente, a implementação regional da agenda global de conservação e produtividade sustentável. A respeito das imposições do pacto ecológico europeu, Javaudin afirmou que foram pensadas para os piores cenários. “Estabelecemos essas regras pensando em países que não possuem código florestal, que não têm cadastro ambiental, imagens de satélite ou outros mecanismos de controle. Nesse cenário, o Brasil está muito bem situado frente a tudo o que vem desenvolvendo nos últimos anos. Então, digo: podemos fazer juntos esse pacto acontecer e ser um sucesso para todos nós”, finalizou. O FIAP 2024 é apoiado por diversas entidades, incluindo a CNA, Sistema Famato, CNI e CropLife, com patrocínios da JBS, Apex Brasil, John Deere, Senar MT e apoio de conteúdo da CNN Brasil. Assista o evento na íntegra: O post União Europeia elogia avanços do agro brasileiro e propõe parceria sustentável apareceu primeiro em Canal Rural.