Pecuaristas de excelência são celebrados com o Prêmio 10 Anos do Giro do Boi

Pecuaristas de excelência são celebrados com o Prêmio 10 Anos do Giro do Boi O Fórum Internacional da Agropecuária (FIAP 2024) não só trouxe discussões inovadoras para o futuro da pecuária, como também celebrou o marco de uma década do Giro do Boi, um programa dedicado a unir os elos da cadeia produtiva da carne bovina no Brasil. Desde sua criação, o Giro do Boi tem sido uma plataforma essencial para educar e informar pecuaristas sobre as melhores práticas e inovações do setor, e agora, alcançou um público ainda maior através de suas plataformas digitais. Prêmio Giro do Boi: reconhecimento à excelência Como parte das comemorações pelos 10 anos do programa, foi realizada a entrega do Prêmio Giro do Boi, destacando casos de sucesso na produção pecuária. Cinco fazendas foram homenageadas por sua contribuição excepcional ao setor: 1. Sustentabilidade e pecuária responsável – Fazenda Caruru, Nova Monte Verde-MT Sob a liderança de Miguel e Traute Rech, a Fazenda Caruru foi reconhecida por seu projeto Caruru 1000, que foca em dobrar a quantidade de matrizes mantendo a área existente. A iniciativa destaca o uso de práticas de pecuária e agricultura regenerativa, juntamente com uma gestão eficiente e foco no bem-estar animal. 2. Saúde e Bem-Estar Animal – Grupo Matsumoto, Camapuã-MS Conhecido pelo engajamento e inovação, o Grupo Matsumoto, em parceria com o professor Paranhos e a BE Animal, recebeu destaque por sua dedicação à saúde e bem-estar animal, se destacando com práticas exemplares dentro do Programa Fazenda Nota 10. 3. Melhor Resultado por Hectare (R$/ha/ano) – Fazenda Cigana, Campestre-MG A Fazenda Cigana, liderada por Chico Boiada e a filha Ana Paula, é um exemplo de produtividade e rentabilidade, combinando técnicas inovadoras e sustentabilidade, como compostagem e parcerias agrícolas, resultando em um retorno financeiro robusto. 4. Mais Produtividade (arrobas/hectare) – Fazenda Bela Vista, Braúna-SP Focada na pecuária intensiva em sistema de confinamento, a Fazenda Bela Vista é reconhecida por sua alta produtividade e compromisso contínuo com a otimização de seus processos de produção. 5. Conteúdo Mais Visto – Fazenda Jandaia, Ribeirão Cascalheira-MT Dona Elza e João Guilherme Gomes foram homenageados pelo conteúdo mais acessado no site Canal Rural, refletindo seu impacto e popularidade dentro da comunidade pecuária. Uma década de impacto O Giro do Boi, exibido diariamente pelo Canal Rural, transformou-se ao longo dos anos em uma poderosa ferramenta de comunicação para o setor agropecuário, com significativa presença digital e influência sobre milhares de pecuaristas em todo o Brasil. O prêmio apenas reafirma o compromisso do programa em promover o conhecimento e a excelência no campo, contribuindo para a evolução da pecuária nacional. Canal Rural no WhatsApp Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! O post Pecuaristas de excelência são celebrados com o Prêmio 10 Anos do Giro do Boi apareceu primeiro em Canal Rural.
Brasil define suas estratégias para garantir uma produção de gado sustentável

Brasil define suas estratégias para garantir uma produção de gado sustentável No Fórum Internacional da Agropecuária (FIAP 2024), as estratégias do Brasil para construir um futuro mais sustentável na pecuária foram amplamente debatidas. Sob a mediação de Bruno Lucchi, diretor técnico da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), diversos especialistas apresentaram soluções inovadoras que reforçam o papel do país como líder global na produção pecuária. Redução de emissões de metano: avanços do Neutropec Renata Branco, coordenadora do Neutropec, apresentou iniciativas pioneiras para enfrentar as emissões de metano na pecuária. Com sede no Instituto de Zootecnia, o Neutropec desenvolve tecnologias para alcançar a neutralidade de carbono na pecuária tropical. “A intensificação da produção pecuária é a principal coisa para que a gente consiga reduzir as emissões de metano. Intensificamos como? Com a fertilidade dos rebanhos, sanidade, melhoramento genético e bem-estar animal.” Renata Branco Dentre as principais soluções estão o uso de aditivos alimentares, algas marinhas e melhoramento genético, que mostram potencial para reduzir significativamente as emissões sem comprometer o desempenho animal. Recuperação de pastagens: uma estratégia sustentável Carlos Augustin, assessor especial do Ministério da Agricultura, destacou a necessidade de recuperar 40 milhões de hectares de pastagens degradadas nos próximos dez anos. A meta é converter terras improdutivas em áreas agricultáveis, aumentando a eficiência sem desmatamento adicional. “A coisa bonita deste programa é que inicialmente nós achávamos que isso [a demanda por recuperação de pastagens degradadas] somente estava nos grandes produtores. Não é verdade. tem 20% nos grandes produtores, 45% nos médios e 35% nos pequenos produtores distribuído em todo o Brasil. O Banco do Brasil tem um requerimento de R$ 1 bilhão já pronto para ser aplicado.” Carlos Augustin Este esforço visa responder à crescente demanda global por alimentos, alinhada à previsão da FAO de um aumento de 70% na oferta de alimentos até 2050. Rastreabilidade da carne: garantia de sustentabilidade Fernando Sampaio, diretor de sustentabilidade da ABIEC, enfatizou a rastreabilidade como um componente crucial para o futuro do setor. Com o Brasil na liderança global de carne bovina, assegurar a origem e os atributos ambientais da produção é vital para a sustentabilidade. “A rastreabilidade é uma infraestrutura de informação. E para que serve essa infraestrutura de informação? O Brasil tem muita informação, mas é uma informação que está dispersa em um monte de propriedades.” Fernando Sampaio Segundo Sampaio, cada uma das 27 Unidades da Federação informam o trânsito dos animais, no entanto, não há um sistema que unifique essas informações. A rastreabilidade não só facilita o controle e a transparência, mas também é essencial para manter a posição do Brasil nos mercados internacionais e atender às exigências de consumidores cada vez mais conscientes. Transição para uma pecuária mais sustentável O FIAP 2024 reafirma o compromisso do Brasil em liderar a transição para uma pecuária mais sustentável, evidenciando práticas que não apenas garantem a produtividade, mas também priorizam a responsabilidade ambiental e social. Estas iniciativas sublinham a importância da inovação e cooperação internacional para alcançar uma pecuária eficiente e sustentável em um mundo em constante mudança. Canal Rural no WhatsApp Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! O post Brasil define suas estratégias para garantir uma produção de gado sustentável apareceu primeiro em Canal Rural.
Preços da soja: veja como ficaram as cotações internas e em Chicago

Fechamento da soja. Foto: Daniel Popov/ Canal Rural Os preços da soja apresentaram firmeza no Brasil nesta segunda-feira (9). A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) teve boa alta e o dólar, leve queda. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! Ao longo do dia, a moeda estadunidense concedeu suporte positivo às cotações brasileiras. Ainda assim, não foram reportados negócios expressivos na sessão. Preço médio da soja no Brasil Passo Fundo (RS): subiu de R$ 133 para R$ 136 Região das Missões: aumentou de R$ 132 para R$ 135 Porto de Rio Grande: avançou de R$ 139 para R$ 142 Cascavel (PR): valorizou de R$ 132 para R$ 135 Porto de Paranaguá (PR): cresceu de R$ 140 para R$ 143 Rondonópolis (MT): subiu de R$ 132 para R$ 133 Dourados (MS): aumentou de R$ 127 para R$ 130 Rio Verde (GO): valorizou de R$ 126 para R$ 130 Soja em Chicago Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a segunda-feira em alta. Após as perdas da sexta, o dia foi de cobertura de posições vendidas por sinais de demanda pela soja norte-americana e pelo desempenho de outros mercados. Os agentes começam a se posicionar frente ao relatório de setembro do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que será divulgado na quinta (12). Relatório USDA O Departamento deverá elevar as suas estimativas para a safra e os estoques finais de soja dos Estados Unidos em 2024/25. Analistas consultados pelas agências internacionais apostam em estoques estadunidenses de 578 milhões de bushels em 2024/25. Para 2023/24, o mercado aposta em número de 343 milhões de bushels. Em agosto, a previsão do USDA era de 560 milhões e 345 milhões, respectivamente. Para a produção, o mercado espera um número de 4,609 bilhões de bushels para 2024/25. Em agosto, o Departamento apontou safra de 4,589 bilhões de bushels. Em relação ao quadro de oferta e demanda mundial da soja, o mercado aposta em estoques finais 2024/25 de 134,2 milhões de toneladas. Em agosto, o número ficou em 134,3 milhões. Para 2023/24, a expectativa do mercado é de número de 112,1 milhões, abaixo dos 112,4 milhões indicados no mês passado. Os exportadores privados norte-americanos reportaram ao USDA a venda de 132.000 toneladas de soja para a China, para entrega na temporada 2024/25. As inspeções de exportação norte-americana de soja chegaram a 354.166 toneladas na semana encerrada no dia 5 de setembro. Na semana anterior, as inspeções de exportação de soja haviam atingido 502.444 toneladas. No final do dia, será divulgado o boletim com as condições das lavouras americanas. O mercado aposta em um corte de 2 pontos percentuais no índice de lavouras entre boas e excelentes condições para 63%. Contratos futuros da soja Foto: Reprodução Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com baixa de 13,00 centavos de dólar, ou 1,29%, a US$ 10,18 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 10,35 1/2 por bushel, com ganho de 13,00 centavos ou 1,27%. Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com alta de US$ 0,60 ou 0,18% a US$ 325,00 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 40,48 centavos de dólar, com baixa de 0,85 centavo ou 2,14%. Câmbio O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 0,21%, sendo negociado a R$ 5,5796 para venda e a R$ 5,5776 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,5751 e a máxima de R$ 5,6401. O post Preços da soja: veja como ficaram as cotações internas e em Chicago apareceu primeiro em Canal Rural.
‘Se não estivermos nas discussões, novas regras e imposições virão’, diz Blairo Maggi sobre o G20

O Grupo de Trabalho G20 Agro, que reunirá autoridades dos 20 países do bloco e mais dez países convidados, ocorrerá entre os dias 10 e 13 de setembro, em Chapada dos Guimarães (MT). O Brasil sediar o G20 é considerado uma oportunidade para a construção de uma narrativa verdadeira e correta sobre o potencial do país, ao mesmo tempo em que se analisa o que ainda precisa ser feito e se realizam novas negociações e acordos. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! Rico em produção de grãos e fibras, batendo recordes de safra a cada ano e detentor do maior rebanho bovino do país, com mais de 31 milhões de cabeças, Mato Grosso foi eleito o local ideal para sediar, entre os dias 10 e 13 de setembro, os debates do G20 Agro no Brasil. O encontro será realizado em Chapada dos Guimarães. Para o ex-ministro da Agricultura e Pecuária, Blairo Maggi, o “G20 é uma grande oportunidade de produzir o que está faltando e realizar novas negociações e acordos”. Durante o Fórum Internacional da Agropecuária (FIAP 2024), promovido pelo Canal Rural em Cuiabá (MT) nesta segunda-feira (9), Maggi destacou ainda que “se não estivermos presentes nas discussões, novas regras e imposições virão”. Entre as principais pautas do Grupo de Trabalho da Agricultura, a serem debatidas em Mato Grosso, conforme o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), estão a sustentabilidade nos sistemas agroalimentares em seus múltiplos aspectos e a ampliação da contribuição do comércio internacional para a segurança alimentar e nutricional. O atual ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, destacou que este é um momento propício para o Brasil assumir a presidência do G20, com foco em construir um mundo mais justo e sustentável. Segundo ele, o tema escolhido pelo país “é muito importante, uma vez que não existe inclusão melhor do que o combate à fome“. O G20 Agro reunirá autoridades dos 20 países do bloco e mais dez países convidados e é considerado o grupo de trabalho com a maior adesão. G20 Agro em Mato Grosso O presidente da ApexBrasil, Jorge Viana, ressaltou, durante o FIAP 2024, a importância da realização do G20 da Agricultura em Mato Grosso. O estado possui 903.357 quilômetros quadrados de extensão territorial e abriga os biomas Cerrado, Amazônia e Pantanal. É cortado por seis rodovias federais, sendo a BR-163 a principal via de escoamento, ligando o norte e o sul do estado aos portos de Santos (SP), Paranaguá (PR) e Miritituba (PA). “Mato Grosso sempre foi muito importante para o Brasil e, hoje, é importante para o mundo. O Brasil sediar o G20 é uma oportunidade de construir uma narrativa verdadeira e correta sobre o potencial incrível deste país”, afirmou Viana. Soluções sobre sustentabilidade alimentar O FIAP – Fórum Internacional da Agropecuária é um side event do G20 Agro, que trouxe discussões profundas sobre o setor, com as principais referências do agronegócio brasileiro e mundial. Durante o evento, o B20, representando a iniciativa privada dos países do G20, lançou um conjunto de recomendações que prometem impulsionar uma transformação significativa nos sistemas alimentares globais. O documento foi oficialmente entregue ao ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro. Entre as contribuições estão o aumento da produtividade, a liberação de recursos financeiros e uma maior participação das tradings como agentes financiadores. Também foi entregue ao ministro da Agricultura e Pecuária e aos chefes de delegação do G20 Agro uma carta magna, desenvolvida pelos embaixadores do FIAP, Teka Vendramini, integrante do Conselho Consultivo do B20 Brasil, e o professor Dr. José Luiz Tejon, da Audencia França e Fecap Brasil, reunindo todas as contribuições discutidas nos painéis do FIAP. O documento mostra quais são os próximos passos e como o Brasil precisa se posicionar para ser protagonista na produção de alimentos e na segurança alimentar do planeta. Código Florestal global e Green Deal O Pacto Ecológico Europeu, chamado de Green Deal, que traz uma série de medidas sociais e comerciais a fim de alcançar a neutralidade climática da União Europeia até 2050, foi um dos assuntos debatidos no FIAP, no painel “Novas regras e modelos para garantir a segurança alimentar do planeta”, com a participação do conselheiro da União Europeia no Brasil, Laurent Javaudin. “Quando fizemos essa nova legislação, não foi porque quisemos. Fomos cobrados a fazer, afinal de contas, estávamos comprando de quem desmatava. Elaboramos as regras pensando naqueles países que não fazem nada para combater o desmatamento. Acreditem, o Brasil está muito bem quanto a isso”, disse Javaudin. O ex-ministro e relator do Código Florestal Brasileiro, Aldo Rebelo, ressaltou durante o Fórum em Cuiabá que as obrigações ambientais aos produtores rurais do Brasil são as mais exigentes do mundo. Segundo Rebelo, nenhum país do mundo impõe tantas exigências como aquelas que o produtor brasileiro enfrenta. “Nenhum produtor, seja norte-americano, europeu ou asiático, está sujeito a ceder 80% de sua propriedade à proteção do meio ambiente como acontece no bioma amazônico, que corresponde a mais da metade do território do país. Estamos às vésperas da Conferência de Mudanças Climáticas, que acontecerá no Pará, em 2025, e ainda não apresentamos à agenda internacional um Código Florestal mínimo, que seja obedecido por todo o mundo, com uma base a partir da qual todos os países e produtores tenham o mesmo compromisso ou sejam submetidos às mesmas renúncias.” O FIAP 2024 é apoiado por diversas entidades, incluindo a CNA, Sistema Famato, CNI, CropLife e outras, com patrocínios da JBS, Apex Brasil, John Deere, Senar MT, e apoio de conteúdo da CNN Brasil. O post ‘Se não estivermos nas discussões, novas regras e imposições virão’, diz Blairo Maggi sobre o G20 apareceu primeiro em Canal Rural.
Boi gordo: preços seguem subindo com oferta mais curta na entressafra

Foto: Lorran Lima/Idaf O mercado físico do boi gordo iniciou a semana com negócios saindo acima das referências médias em alguns estados. Os frigoríficos ainda encontram dificuldades na composição de suas escalas de abate, posicionadas entre cinco e sete dias úteis, a depender do estado. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! A entressafra chega ao seu ápice, com uma oferta mais restrita de animais terminados e maior dependência da oferta de animais confinados para atender as escalas de abate. Para algumas indústrias a incidência de animais de parceria (contratos a termo), tem sido extremamente benéfica, ajudando na composição das escalas, mesmo assim os preços continuam subindo em grande parte do país, disse o analista da consultoria Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias. Preços médios da arroba do boi São Paulo: R$ 251,85 Goiás: R$ 241,79 Minas Gerais: R$ 244,41 Mato Grosso do Sul: R$ 252,95 Mato Grosso: R$ 219,26 Mercado atacadista O mercado atacadista se mantém com preços firmes. Segundo Iglesias, o ambiente de negócios ainda sugere pela elevação dos preços no curto prazo. O quarto traseiro segue precificado a R$ 18,40 por quilo. O quarto dianteiro ainda é precificado a R$ 14,00 por quilo. A ponta de agulha permanece precificada a R$ 14,00. Câmbio O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 0,21%, sendo negociado a R$ 5,5796 para venda e a R$ 5,5776 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,5751 e a máxima de R$ 5,6401. O post Boi gordo: preços seguem subindo com oferta mais curta na entressafra apareceu primeiro em Canal Rural.
Saiba o que esperar do mercado da soja nesta semana

Em setembro, os Estados Unidos iniciam a safra 2024/25 com uma oferta histórica de soja. Já no Brasil, o fim do vazio sanitário alivia preocupações sobre possíveis atrasos no plantio, apesar das chuvas irregulares. Na última semana, o Banco Central interveio novamente para conter a alta do dólar, que fechou a R$5,59, em meio às turbulências políticas. Em Chicago, o contrato de soja para setembro de 2024 fechou a U$9,89 por bushel (+0,82%), e o contrato para março de 2025 subiu para U$10,36 (+0,58%). No mercado físico brasileiro, os preços foram majoritariamente positivos, apesar da leve queda do dólar. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! Detalhes do mercado Exportações dos EUA: os preços da soja em Chicago parecem ter encontrado um piso, sustentados pelo aumento das exportações norte-americanas, que chegaram a 1,4 milhões de toneladas em 6 de setembro. Com a demanda atual, os preços devem se manter acima de U$10,00 por bushel. Contudo, se a demanda desacelerar com o avanço da colheita, uma nova queda nos preços pode ocorrer. Início da safra brasileira: a aproximação da safra brasileira levanta preocupações climáticas, com a possibilidade de atrasos no plantio devido à falta de chuvas nas principais regiões produtoras. Isso está elevando os prêmios de risco na precificação, com uma tendência de fortalecimento sazonal. Demanda e legislação: o projeto de lei “Combustível do Futuro”, em fase final de tramitação, pode aumentar a concentração de óleo vegetal no diesel de 14% para 20% até 2030. Esse aumento na demanda por óleo de soja pode impactar os preços da soja e do óleo a longo prazo. Empresas do setor estão se preparando para essa mudança, com novos investimentos em plantas esmagadoras. De acordo com a plataforma Grão Direto, os principais fatores para os próximos dias são as exportações dos EUA e o início da safra no Brasil. A tendência é de uma semana positiva, mas com atenção às condições climáticas e às possíveis mudanças legislativas que poderão influenciar o mercado. O post Saiba o que esperar do mercado da soja nesta semana apareceu primeiro em Canal Rural.
Pecuária do futuro: especialistas debatem as inovações que vão guiar a produção de carne bovina

Pecuária do futuro: especialistas debatem as inovações vão guiar a produção de carne bovina O Fórum Internacional da Agropecuária (FIAP 2024) trouxe à tona, nesta segunda-feira, 9 de setembro, em Cuiabá, discussões essenciais sobre as tecnologias e experiências brasileiras que são referência mundial na pecuária. O painel, moderado por Caio Penido, presidente do Instituto Mato-grossense da Carne (IMAC), contou com a presença de Arlindo Vilela, José Bento Ferraz e Fernanda Macitelli, especialistas em suas áreas, debatendo caminhos para o avanço sustentável do setor. Intensificação sustentável na pecuária do futuro Arlindo Vilela, pecuarista e doutor em Produção Animal. Foto: Canal Rural Arlindo Vilela, um dos destaques do painel, reforçou a importância da intensificação na pecuária como um caminho sem volta para a sustentabilidade. Segundo ele, intensificar não significa apenas aumentar a produção, mas sim melhorar a eficiência e usar os recursos de forma inteligente. Um dos aspectos que Vilela destacou foi a comparação entre o confinamento e a terminação intensiva a pasto (TIP). “Aqui em Mato Grosso, em 2014, a TIP empatou com o confinamento, o número de animais terminados em confinamento e terminado em TIP. Nesses dez anos o confinamento cresceu 20% em Mato Grosso e a TIP cresceu 300%, então é algo que tem sustentação.” Arlindo Vilela Ele destacou os desafios da cultura, gestão e recursos financeiros como barreiras a serem superadas, mas insistiu que o foco deve ser em “fazer melhor” para garantir uma pecuária moderna e sustentável. Genética e o impacto reprodutivo na produção de carne Professor José Bento Ferraz, da USP. Foto: Canal Rural José Bento Ferraz, professor da USP, trouxe ao debate a importância da genética na pecuária. Ele enfatizou que compreender o que cada pecuarista deseja para seu rebanho é essencial. A escolha do touro certo, adequado para cada sistema de produção, é crucial para evitar surpresas desagradáveis e prejuízos. No entanto, o Brasil possui um gargalo muito grande que é justamente alçar maiores ganhos na produção de bovinos de corte por conta do melhoramento genético e sua participação na produção de carne bovina no País. “Sempre me perguntam: qual o porcentual dos animais abatidos no Brasil que possuem genética de animais melhorados de alguma forma? Fiz conta por todo o lado e cheguei à conclusão que é no máximo 30%.” José Bento Ferraz Por isso ainda há um potencial de 70% do rebanho brasileiro que precisa que melhores técnicas genéticas de produção. E para isso o produtor deve se guiar em critérios que devem ser avaliados de forma integrada, considerando-se as necessidades e objetivos do sistema de produção, visando a obtenção de animais produtivos e saudáveis. Bem-estar animal é norteador do manejo com o gado Fernanda Macitelli, pesquisadora da UFMT. Foto: Canal Rural Fernanda Macitelli, da UFMT, destacou o crescente reconhecimento do bem-estar animal na pecuária brasileira. Ela apontou que, além de ser uma questão ética, o bem-estar animal contribui para melhorias na produtividade econômica e na qualidade dos produtos de origem animal. “Quando a gente envolve manejos de bem-estar animal é cientificamente comprovado que ele leva a uma menor a necessidade de medicamentos, principalmente, a redução no uso de antibióticos. Isso tem uma total relação com a saúde pública hoje.” Fernanda Macitelli Além disso, está cada vez mais vinculado a regulamentações de mercado, saúde pública e responsabilidade humana, tornando-se um pilar fundamental para uma pecuária mais saudável e competitiva. Intercâmbio de ideias para melhor futuro para a pecuária O FIAP 2024 promoveu um rico intercâmbio de ideias, mostrando que a pecuária brasileira está na vanguarda das práticas sustentáveis, com foco em intensificação responsável, genética precisa e bem-estar animal. Esse conjunto de debates é crucial para preparar o setor para os desafios futuros e consolidar o Brasil como líder global na produção pecuária sustentável. Canal Rural no WhatsApp Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! O post Pecuária do futuro: especialistas debatem as inovações que vão guiar a produção de carne bovina apareceu primeiro em Canal Rural.
Chuva prevista não será suficiente para o desempenho inicial da safra da soja

Os riscos de incêndio se agravam em várias regiões produtoras da soja no Brasil, incluindo a região central, Matopiba, Centro-Oeste e Sudeste, que permanecem em alerta. Os estados do Paraná, assim como o norte do Rio Grande do Sul e o oeste de Santa Catarina, já começam a sentir potencialização dos riscos. Nos próximos cinco dias, a chuva será praticamente inexistente na maioria das regiões do Brasil, exceto no Rio Grande do Sul, no litoral do Nordeste e no norte da região Norte, onde os volumes de precipitação não devem ultrapassar 10 mm. Por outro lado, um ciclone e uma frente fria mais intensa devem trazer um pouco de chuva para São Paulo, Mato Grosso do Sul e áreas de Mato Grosso. No entanto, essa precipitação não será suficiente para garantir um bom desenvolvimento da safra 2024/25. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! Temperatura em Ponta Porã Foto: Unsplash/reprodução Produtores devem se atentar para o atraso da semeadura, especialmente em Ponta Porã, onde as temperaturas elevadas, acima de 44ºC a partir da segunda quinzena de setembro, manterão o solo quente e podem impactar o plantio. Chuvas mais volumosas só devem ocorrer no início de outubro, com acumulados acima de 200 mm. O post Chuva prevista não será suficiente para o desempenho inicial da safra da soja apareceu primeiro em Canal Rural.
Preços da arroba do boi passaram de 250 reais na semana graças às escalas apertadas

Foto: Wenderson Araujo/CNA O mercado físico do boi gordo registrou preços em alta ao longo da semana. Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, o ambiente denegócios ainda sugere pela continuidade deste movimento no curto prazo. Isso acontece em linha com a atual posição das escalas de abate, que seguem encurtadas em grande parte do país, com uma média de seis a sete dias úteis. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! Em relação à demanda de carne bovina, o mercado segue bastante aquecido, com forte ritmo de exportação, em um ambiente em que o Brasil é o grande fornecedor de proteínas de origem animal em escala global. “A demanda doméstica também está aquecida neste momento”, destaca Iglesias. Preços da arroba do boi na semana Os preços médios da arroba do boi gordo na modalidade a prazo nas principais praças de comercialização do país estavam assim no dia 6 de setembro: São Paulo: R$ 251,43, contra R$ 243,28 em 30 de agosto, alta de 1,37% Goiás: R$ 239,36, ante R$ 235,75 (+0,78%) Minas Gerais: R$ 235,94, sobre R$ 234,41 (+2,33%) Mato Grosso do Sul: R$ 250,25, contra R$ 248,55 (+1,1%) Mato Grosso: R$ 218,72, ante R$ 216,30 (+2,2%) Exportações de carne bovina Foto: Ministério da Agricultura As exportações de carne bovina fresca, congelada ou refrigerada do Brasil renderam US$ 964,233 milhões em agosto (22 dias úteis), com média diária de US$ 43,829 milhões, de acordo com a Secretaria de Comércio Exterior (Secex).. A quantidade total exportada pelo país chegou a 217,458 mil toneladas, com média diária de 9,649 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 4.434,10. Segundo a Secex, em relação a agosto de 2023, houve alta de 15,4% no valor médio diário da exportação, ganho de 17,4% na quantidade média diária exportada e desvalorização de 1,7% no preço médio. O post Preços da arroba do boi passaram de 250 reais na semana graças às escalas apertadas apareceu primeiro em Canal Rural.
Milho parcialmente domesticado é encontrado em cavernas de Minas Gerais

Foto: Fábio de Oliveira Freitas/Agência Fapesp Amostras de milho ainda não totalmente domesticado encontradas em cavernas no Vale do Peruaçu, em Minas Gerais, foram determinadas como as mais distantes já encontradas do centro de origem da planta, o México. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! Os resultados foram divulgados na quarta-feira (4) na revista Science Advances, em trabalho liderado por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) e da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Descoberta feita longe do México A descoberta reforça achados do grupo publicados em 2018, na revista Science, que mostrava evidências genéticas, em plantas atuais, de que o milho poderia ter finalizado sua domesticação também na América do Sul. Faltava encontrar amostras de indivíduos semidomesticados no continente, que se revelaram em espigas, palha e grãos encontrados em escavações arqueológicas realizadas no Vale do Peruaçu em 1994, por pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). “A princípio, essas amostras foram consideradas apenas exemplares de milho domesticado que não cresceram o suficiente”, explica a primeira autora do estudo realizado durante doutorado e pós-doutorado na Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), da USP, Flaviane Malaquias Costa. “A partir da evidência genética de que o processo final de domesticação poderia ter ocorrido na América do Sul, reavaliamos o material e encontramos diversas características em comum com a planta que originou o milho no México, 9 mil anos atrás, e a que chegou no sudoeste da Amazônia, 6 mil anos atrás”, completa. Milho com características primitivas A distância do México para o Vale do Peruaçu é de cerca de 7.150 km, enquanto do sudoeste da Amazônia, atuais Rondônia e Acre, em torno de 2.300 km. Portanto, as amostras são as mais distantes do centro de origem da planta já encontradas com essas características primitivas. Embora as evidências arqueológicas registrem entre 10 mil e 9 mil anos atrás a presença de populações humanas no Vale do Peruaçu, o milho parece ter chegado à região apenas cerca de 1.500 anos atrás. As amostras da planta semidomesticada encontradas no local vão de 1.010 até cerca de 500 anos atrás, quando os europeus aportaram no continente. “Isso mostra a importância das populações indígenas do passado, que selecionaram, manejaram e fixaram características que deram origem às raças de milho atuais da América do Sul. Seus descendentes continuam realizando esse trabalho ainda hoje, contribuindo para mantermos nossos recursos genéticos”, conta o pesquisador da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia e coautor do estudo, Fábio de Oliveira Freitas. Parentesco com raça brasileira Foto: Flaviane Malaquias Costa A partir da análise de diversas características do milho encontrado nas cavernas no Peruaçu, os pesquisadores determinaram um parentesco com a raça brasileira Entrelaçado, presente nos estados do Acre e de Rondônia. “Esta foi uma das raças que se originaram na América do Sul a partir da seleção de outras populações, cujas variedades atuais encontramos durante nosso projeto de pesquisa. Nele, rastreamos milhos em vários locais do Brasil e Uruguai”, lembra a professora da Esalq-USP, Elizabeth Ann Veasey, que orientou o doutorado de Costa e coordenou projeto apoiado pela Fapesp. Fileiras ancestrais Para diferenciar milhos domesticados daqueles que não tiveram esse processo concluído, os pesquisadores examinaram uma série de marcadores, características morfológicas que ajudam a determinar a distância da planta de sua versão selvagem. Um desses traços é o número de fileiras de grãos, sendo abaixo de oito considerado de uma planta primitiva. Essa é a quantidade encontrada no teosinto, espécie forrageira (popularmente conhecida como dente-de-burro) que teria dado origem ao milho no México cerca de 9 mil anos atrás. Enquanto raças de milho atuais de terras baixas na América do Sul podem ter de oito a 26 fileiras de grãos, as amostras arqueológicas do Peruaçu apresentam entre quatro e seis fileiras. As análises foram realizadas num total de 296 amostras, incluindo espigas, palha e grãos. “Fizemos uma viagem no tempo que vai de um passado distante até os dias de hoje, dos vestígios arqueológicos às raças e variedades mantidas e ainda sendo diversificadas pelos povos tradicionais, os protagonistas dessa história”, reforça Costa. As amostras agora passam por análises arqueogenéticas com parceiros internacionais, realizadas por meio de um conjunto de técnicas de última geração que, se bem-sucedidas, poderão sequenciar o genoma completo do milho encontrado no Peruaçu e determinar com precisão seu parentesco. As cavernas do Vale do Peruaçu são algumas das poucas no mundo com pinturas rupestres de espécies cultivadas. Além de ilustrado nas paredes, o milho foi encontrado em cestos enterrados, provavelmente como oferenda aos mortos sepultados naqueles sítios. A descoberta também tem um desdobramento geopolítico. Uma vez que se estabelece que raças de milho terminaram o processo de domesticação aqui no Brasil, esses recursos genéticos podem ser considerados não mais exóticos, o que implica a necessidade de esforços para sua conservação e direitos em tratados internacionais sobre o tema. O artigo completo pode ser lido aqui. O post Milho parcialmente domesticado é encontrado em cavernas de Minas Gerais apareceu primeiro em Canal Rural.