Farelo de mamona na alimentação bovina? Testes da Embrapa são novidade mundial

Foto: Gabriel Aquere/Embrapa Estudo inédito conduzido pela Embrapa está testando o uso do farelo de mamona destoxificado como substituto ao farelo de soja em dieta para bovinos de corte, assim como seu potencial para redução de emissão de metano. A pesquisa é realizada em Bagé, na Embrapa Pecuária Sul, em parceria com a Embrapa Algodão e a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), e busca avaliar o consumo, a digestibilidade e a segurança do uso do coproduto na dieta dos animais. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! Isso porque a mamona apresenta originalmente em sua composição a ricina, um componente tóxico. No entanto, a partir da destoxificação realizada na indústria, o farelo de mamona tem grande potencial de nutrição de ruminantes, principalmente por conter teor de proteína bruta de até 45%, cerca de 10% a mais do que o farelo de soja, e por ser mais barato. Testes com a mamona foram positivos Foto: Ray Shrewsberry/Pixabay Testes prévios com pequenos ruminantes já demonstraram a inexistência de efeito nocivo do farelo de mamona destoxificado na alimentação destes animais, considerados poligástricos. Animais monogástricos, como aves, peixes e suínos, não têm tolerância ao farelo de mamona, e não podem consumir o coproduto. Conforme a zootecnista responsável pelos estudos em sua tese de doutorado, Bruna Machado, o farelo de mamona está sendo testado para ser introduzido de forma segura no mercado pecuário brasileiro. “Esperamos chegar às condições adequadas e seguras para uso do farelo de mamona nas dietas dos ruminantes, tendo como finalidade a suplementação dos animais a campo e também em ambiente de confinamento”, destacou. De acordo com pesquisador da Embrapa Algodão que trabalha com mamona há cerca de 20 anos, Liv Severino, há um avanço significativo nos testes conduzidos com bovinos de corte, com grande expectativa da indústria da mamona do mundo todo. “A Índia é a grande produtora e a China a segunda [maior] produtora no mundo, e nenhum desses países consegue utilizar o farelo de mamona na alimentação animal. Então realmente esse passo que estamos dando é uma novidade mundial”, destaca o pesquisador. Metodologia empregada A tese de doutorado tem como título “Uso seguro do farelo de mamona como alimento para animais ruminantes e para a redução das emissões de metano entérico”. O projeto conta com a colaboração do Laboratório de Pastos e Suplementos da UFSM. Ao todo, 20 fêmeas da raça Brangus de um ano de idade, divididas em quatro grupos de cinco, têm acesso à alimentação disponível em um determinado tratamento. A orientação da pesquisa é realizada, na Embrapa, pela pesquisadora Cristina Genro, e, na UFSM, pela professora Luciana Pötter. Os animais recebem dieta base para todos os tratamentos, composta de 1% de concentrado e 2% de pré-secado de aveia, com oferta à vontade. Os tratamentos são de diferentes níveis de inclusão de mamona destoxificada em substituição ao farelo de soja. Os níveis de substituição são de 10, 20 e 30%, além do tratamento controle, sem adição do farelo de mamona. “Cada animal tem acesso somente a um dos quatro cochos da baia com seu respectivo tratamento de nível de inclusão de mamona. Isso só é possível pois cada animal tem uma identificação por meio de um chip de identificação implantado na orelha, possibilitando ter acesso ao cocho, que libera a entrada somente do animal previamente cadastrado”, explica Bruna. Nova dieta e redução da emissão de metano Foto: Giro do Boi Um dos potenciais do farelo de mamona testado no estudo é a redução da produção e emissão do metano entérico pelos bovinos de corte. Este é um dos fatores que vêm sendo avaliados, além da nutrição dos ruminantes, com o objetivo de tornar a pecuária cada vez mais competitiva e sustentável. “Uma das principais fontes que contribui para a emissão desse gás é o processo de fermentação entérica em ruminantes, sendo o metano um gás muito relevante para o objetivo de reduzir o aquecimento global. Como o Brasil apresenta um dos maiores rebanhos bovinos do mundo, um dos caminhos para que o país cumpra os compromissos assumidos internacionalmente de reduzir a emissão de metano é através do manejo e formulação de dietas mais eficientes”, destaca Machado. Além de usar a nutrição animal como ferramenta de diminuição das emissões de metano, a pecuária pode contribuir de forma significativa para o sequestro de carbono, a partir de práticas como o manejo correto das pastagens. Destoxificação da mamona A mamona é cultivada com o objetivo de extração do óleo da semente. O farelo sobra como resíduo, e até então era usado apenas como fertilizante orgânico, devido a sua toxicidade relacionada à presença da ricina em sua composição. A proteína tóxica é capaz de inativar os ribossomos, prejudicando a síntese proteica e causando morte celular. No entanto, é possível alcançar de forma eficiente a destoxificação do farelo de mamona na indústria de extração de óleo, possibilitando o seu uso para alimentação de animais ruminantes. Sendo submetido ao processo adequado, o insumo pode ser usado como substituto do farelo de soja na dieta de ruminantes, aproveitando o seu alto teor de proteína bruta e o custo mais baixo. *Sob supervisão de Victor Faverin O post Farelo de mamona na alimentação bovina? Testes da Embrapa são novidade mundial apareceu primeiro em Canal Rural.
Entenda por que SP fechou unidades de conservação para prevenir incêndios

Foto: Agência de Notícias do Governo do Estado de São Paulo O fechamento emergencial de 80 unidades de conservação localizadas na região metropolitana e no interior paulista, anunciado pelo governo de São Paulo, tem o objetivo de proteger a população e direcionar 100% do corpo de funcionários para o monitoramento e eventuais ações de combate a incêndios florestais. A decisão foi tomada em resposta ao crescente risco de incêndios, que colocam em perigo tanto os visitantes como as áreas de preservação. As unidades são geridas pela Fundação Florestal, órgão vinculado à Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil) do Estado. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: Siga o Canal Rural no WhatsApp! “A importância de fechar os parques é para que possamos envolver toda a equipe de campo no monitoramento do perímetro das unidades. Assim, em eventuais incêndios nesse perímetro, conseguimos identificar de forma rápida e dar uma pronta resposta”, explica Jônatas Trindade, subsecretário de Meio Ambiente da Semil. Além disso, em regiões mais sensíveis a grandes incêndios, a presença de público dentro das unidades coloca em risco a segurança dos presentes e ainda aumenta a chance de queimadas causadas por ação de algum visitante no interior do parque. O fechamento seguirá até 12 de setembro, podendo ser ampliado de acordo com condições climáticas e os riscos associados. Ampliação de brigadistas nas unidades O monitoramento dos focos é feito tanto por via terrestre como por meio de drones. “As equipes ficam circulando no entorno das unidades, que são grandes, com focos naquelas de maior risco. Além disso, são acompanhadas pelos brigadistas contratados e bombeiros civis, para fazer, além do trabalho preventivo, o ataque aos incêndios identificados”, afirma Trindade. Nesta segunda-feira (2), a Fundação Florestal assinou um aditivo de contrato disponibilizando mais 15 equipes de campo de bombeiros civis para atuar nas unidades, que se somam às 19 equipes já existentes. “Para esse incremento, fizemos a avaliação com alguns critérios: a sensibilidade ambiental da área, a fragilidade ou a maior incidência de incêndios no território, o tamanho e a importância biológica das unidades”, relata o subsecretário. Além disso, equipes que ficam no litoral, onde há menor tendência de incêndios, foram deslocadas para também fazer o atendimento nas regiões mais sensíveis. Parceria com o privado O governo de São Paulo também tem chamado a iniciativa privada para somar esforços nas ações de prevenção às queimadas. “Conseguimos apoio de empresas do setor florestal, que têm uma rede de monitoramento nas unidades produtivas delas, mas que têm um alcance fora”, diz Jonatas Trindade. As torres com câmeras podem ter um alcance de até 100 km, a depender da topografia. “As empresas conseguem monitorar e identificar focos de incêndio no entorno das unidades produtivas que têm interface com unidades de conservação. Com isso, podem nos comunicar de imediato para termos uma pronta resposta”. Nesta terça-feira (3), o governo paulista anunciou uma ampliação das ações de enfrentamento às queimadas em parceria com a iniciativa privada, com a disponibilização das estruturas de monitoramento e combate de entidades de setores florestais, produtores de açúcar, energia elétrica, gás, água, empresas florestais e concessionárias de rodovias. A cooperação ocorre em momento de agravamento das condições climatológicas favoráveis aos incêndios. O número de focos de calor cresceu 386% entre janeiro e agosto deste ano na comparação com 2023. Além disso, cerca de 8.049 propriedades rurais foram afetadas pelos incêndios em 317 municípios. “Temos um planejamento muito bem estabelecido aqui no estado, com um plano de curto, médio e longo prazo. E para robustecer isso cada vez mais, ficou acordado que cada um vai mandar as informações de suas infraestruturas, principalmente do que chamamos de infraestruturas críticas. Vamos agregar os mapeamentos para termos esse planejamento articulado dentro do nosso gabinete de crise”, afirma a secretária do Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística, Natália Resende. A União da Indústria da Cana-de-Açúcar (Única), por exemplo, conta com 10 mil brigadistas e 2 mil caminhões pipa disponíveis para combater incêndios nos canaviais. Já a Florestar, associação do setor produtor de florestas plantadas, reúne empresas que podem oferecer infraestrutura e tecnologia para atuar em conjunto com o governo para o monitoramento de Unidades de Conservação afetadas pelas chamas. Previsão para os próximos dias A situação das queimadas no estado de São Paulo se agravou entre 2 de agosto e 3 de setembro, período em que 245 municípios foram atingidos pela incidência de fogo, 48 deles em alerta máximo. Além disso, a estiagem ainda persiste no estado fazendo de setembro um mês crítico e propiciando piora no cenário dos incêndios. De acordo com a meteorologista da Defesa Civil Desiree Brant, a previsão pelo menos para os primeiros 20 dias de setembro é de tempo seco. Uma massa de ar seco deve impedir a chuva, favorecer temperaturas elevadas, reduzir a umidade do solo e aumentar o risco de fogo. Saiba em primeira mão informações sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo. Siga o Canal Rural no Google News. O post Entenda por que SP fechou unidades de conservação para prevenir incêndios apareceu primeiro em Canal Rural.
Pará exporta mais de 61 mil toneladas de açaí por ano, aponta estudo

Foto: Ronaldo Rosa/Embrapa Considerado uma joia da Amazônia, o açaí ganhou destaque internacional e hoje os preços dos produtos derivados do açaí paraense aumentaram em mais de 5 mil, indicando um forte processo de agregação de valor comercializado, informa a Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas (Fapespa), em estudo publicado em julho. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: Siga o Canal Rural no WhatsApp! Os produtos exportados derivados da produção paraense saltaram de menos de 1 tonelada no ano de 1999 para mais de 61 mil toneladas em 2023. Quanto ao valor exportado, observou-se que os produtos derivados do açaí paraense saltaram de US$ 1,00, em 1999, para quase US$ 45 milhões, em 2023. Atualmente, o açaí cultivado no Pará representa a parcela dominante da produção nacional, respondendo por 87,3% do total. Este fenômeno reflete não apenas o potencial do cultivo controlado do açaí, mas também os avanços tecnológicos e estratégias de manejo que impulsionaram esse setor para novos patamares de crescimento e desenvolvimento econômico. Entendendo a importância do fruto para a economia paraense, a Fapespa elaborou um estudo baseado nessa cadeia produtiva, em julho deste ano. O estudo aponta que o ponto de virada significativo ocorreu em 2015, quando a produção na lavoura permanente atingiu a marca de 1 milhão de toneladas, inaugurando um novo capítulo na história do açaí no país. Até esse ano, a produção do fruto estava predominantemente ligada à atividade extrativa, registrando cerca de 200 mil toneladas. Exportação A Nota Técnica do Açaí revela que em comparação com o segundo estado exportador, o Amazonas, os derivados do açaí passaram de menos de 1 tonelada, em 1999, para 57 toneladas, em 2023. Na economia amazonense, os derivados do açaí passaram de US$ 692, em 2002, para pouco mais de US$ 93 mil, no mesmo período. De acordo com o esse mais recente estudo, o cenário da produção de açaí no Brasil revela uma ascensão notável ao longo das últimas décadas. Os dados oficiais mostram que, entre 1987 e 2022, o açaí registrou crescimento admirável, com a produção saltando de 145,8 mil toneladas para impressionantes 1,9 milhão de toneladas, representando um aumento de mais de 13 vezes em um período de 36 anos. Foto: Agência Pará Destaque Em 2022, 14 estados brasileiros contribuíram para a produção de açaí, com destaque para o Pará, que manteve sua posição de liderança ao alcançar uma produção de 1,7 milhão de toneladas, representando expressivos 90,4% da produção nacional. Em seguida, o Amazonas e o Maranhão ocuparam, respectivamente, o segundo e terceiro lugares, contribuindo com 7,4%. Em relação ao mercado de trabalho ligado ao açaí, o Pará apresentou variação positiva da ordem de 864,5% no número de vínculos empregatícios formais, entre os anos de 2010 e 2022. Entre 2021 e 2022, a variação, neste sentido, foi de 107,6%, passando de 288 para 598 vínculos, um aumento de 310 postos formais, informa o estudo. “O Pará é o maior produtor do mundo, mas outras regiões do país de clima até oposto ao nosso estão plantando açaí – e não queremos ver a história se repetir como aconteceu com a borracha, levada para a Malásia pelos ingleses e aniquilando nossa economia da borracha. Precisamos certificar, criar um selo e identificar geograficamente, contar sua história e sua cultura, entre tantas potencialidades que essa fruta e sua identidade podem nos proporcionar econômica e culturalmente”, completa Márcio Ponte. Os dados expõem a crescente participação do cultivo de açaí na geração de empregos formais. Com base em cálculos estatísticos abordados na nota técnica quanto ao estoque de vínculos formais no ano de 2022, foram criados 598 empregos diretos e 2.536 indiretos no cultivo de açaí ao longo de toda a cadeia produtiva do fruto. A soma dos vínculos totaliza, portanto, 3.143 empregos gerados no setor. Os dados utilizados neste exercício foram os valores brutos da produção agrícola referentes às lavouras temporárias e permanentes do Pará e seus municípios, extraídos da Pesquisa Agrícola Municipal, de lavra do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), para o ano de 2022. Tendo em vista as limitações teóricas e conceituais na proposição metodológica da ADA (2004), optou-se pelo emprego do valor bruto da produção enquanto indicador de referência dos níveis de especialização produtiva do açaí Com base nos três últimos Censos Agropecuários, identifica-se que o recrudescimento do número de estabelecimentos foi bastante contundente, passando de quase 13 mil, em 1996, para pouco mais de 81 mil, em 2017, o que representou um aumento de 533% em 22 anos. Em comparação à realidade econômica do Amazonas, os empreendimentos do Pará representaram quatro vezes o número existente naquele estado “Comemorar o dia do açaí no dia da Amazônia tem um simbolismo muito grande, afinal de contas essa é uma das principais cadeias produtivas da nossa região e os estudos da Fapespa mostram claramente o protagonismo do Pará na produção de açaí para o mundo inteiro“, avalia o presidente da Fapespa, Marcel Botelho. Saiba em primeira mão informações sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo. Siga o Canal Rural no Google News. O post Pará exporta mais de 61 mil toneladas de açaí por ano, aponta estudo apareceu primeiro em Canal Rural.
Comercialização da soja avança, mas fica abaixo da média histórica

A comercialização da soja, tanto para a atual como para a safra nova, avançou bem nos últimos 30 dias, apesar de estar ainda um pouco abaixo da média dos últimos cinco anos, conforme dados de Safras & Mercado. Nesta última semana, os produtores aproveitaram os repiques dos contratos futuros na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) e do dólar comercial. Os prêmios seguem firmes. No exterior, a semana foi marcada por boa demanda pela soja norte-americana e algumas preocupações com o desenvolvimento final da safra nos Estados Unidos. O clima seco atinge cerca de 25% do cinturão produtor e pode comprometer o rendimento final, que não ficaria em números tão altos como os que o mercado vinha trabalhando. Comercialização da soja A comercialização da safra 2023/24 de soja do Brasil envolve 82,2% da produção projetada, de acordo com relatório de Safras & Mercado, com dados recolhidos até 6 de setembro. No relatório anterior, com reportes de 9 de agosto, o número era de 77,5%. Em igual período do ano passado, a negociação envolvia 79,8% e a média de cinco anos para o período é de 86,4%. Levando-se em conta uma safra estimada em 151,55 milhões de toneladas, o total de soja já negociado é de 124,55 milhões de toneladas. Venda antecipada Foto: Daniel Popov/ Canal Rural Levando-se em conta uma safra de 171,54 milhões de toneladas, Safras projeta uma comercialização antecipada 2024/25 de 22,5%, o equivalente a 38,62 milhões de toneladas. Em igual período do ano passado, a comercialização antecipada era de 17,9% e a média para o período é de 26,4%. No relatório anterior, o número era de 18,2%. Para a próxima semana, o destaque fica por conta do relatório de setembro do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que será divulgado na quinta (12). As atenções estarão voltadas para o número de safra nos Estados Unidos e se o departamento vai ratificar as previsões mais recentes de produção recorde. No Brasil, o foco está ligado no início do plantio da safra 2024/25 e o comportamento do clima. Há preocupação com a falta de chuvas, que poderá atrasar o preparo do solo e o início da semeadura. O post Comercialização da soja avança, mas fica abaixo da média histórica apareceu primeiro em Canal Rural.
São Paulo lança selo de certificação para produtos artesanais

Foto: Pixabay O estado de São Paulo ganhou um novo selo de certificação para produtos artesanais, com o objetivo de fortalecer a competitividade e agregar valor à produção local. O Selo de Qualidade dos Produtos Artesanais de São Paulo foi lançado pela Secretaria Estadual de Agricultura e Abastecimento, em parceria com a Defesa Agropecuária e a Coordenadoria de Desenvolvimento dos Agronegócios. O lançamento ocorreu nesta semana em Campinas, durante a celebração dos 26 anos da Defesa Agropecuária de São Paulo. O selo será concedido gratuitamente a todos os estabelecimentos artesanais reconhecidos pelo Serviço de Inspeção de São Paulo (SISP). Composto por quatro dígitos, o selo segue uma ordem sequencial e cronológica de registro, permitindo que ele seja incorporado ao rótulo comercial dos produtos artesanais. “Criamos o selo para atender aos produtores artesanais paulistas, que são os que mais precisam de reconhecimento e certificação. Uma medida como essa garante maior rentabilidade, quando chancelamos o valor desse tipo de produção”, destacou Guilherme Piai, secretário de Agricultura e Abastecimento de São Paulo. Ele enfatizou que o selo ajudará a diferenciar os produtos artesanais pela sua alta qualidade, ampliando as oportunidades de mercado para os produtores locais. O selo é parte de um esforço contínuo para profissionalizar e agregar valor à cadeia produtiva de produtos artesanais em São Paulo. Com 115 estabelecimentos já registrados no SISP Artesanal nas áreas de carne, mel, ovos, pescados e leite, São Paulo se destaca como o segundo maior estado em número de estabelecimentos artesanais, com a expectativa de liderar o ranking nacional nos próximos meses. A atualização da legislação para registro de produtores artesanais, em 2023, também contribuiu para esse crescimento, aumentando significativamente o número de registros de menos de dois por ano para 60 no mesmo período após a modernização. O post São Paulo lança selo de certificação para produtos artesanais apareceu primeiro em Canal Rural.
SC investe mais de R$ 40 milhões em projetos de apoio aos produtores rurais

Programas visam apoiar e estimular mais investimentos nas propriedades rurais (Foto: Thiago Kaue/Secom-SC) O governo de Santa Catarina, por meio da Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária (SAR), destinou em agosto R$ 40,7 milhões para 2.950 projetos de apoio direto aos agricultores, marcando o maior desembolso mensal do ano. Esses recursos são direcionados para fomentar o desenvolvimento rural e subvencionar juros para investimentos nas propriedades, com destaque para os programas “Água para Todos” e “Financia Leite SC“. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! O secretário de Estado da Agricultura e Pecuária, Valdir Colatto, destacou a importância desse investimento para a sustentabilidade das propriedades rurais catarinenses. “Esses programas garantem novos investimentos, melhorias nas estruturas e um novo fôlego para os produtores permanecerem no meio rural“, ressaltou Colatto, seguindo a diretriz do governador Jorginho Mello de fortalecer o apoio direto ao produtor. Principais programas de fomento em Santa Catarina O programa “Água para Todos” recebeu R$ 15,1 milhões, contemplando 479 projetos voltados para a captação e armazenamento de água, tratamento de efluentes, proteção de nascentes, práticas conservacionistas, irrigação e piscicultura. Destinado principalmente aos produtores enquadrados no Pronaf, o programa busca promover a sustentabilidade hídrica nas propriedades rurais catarinenses. O “Financia Leite SC”, integrante do Programa Leite Bom SC, foi outro destaque, com R$ 12 milhões investidos em 358 projetos. Esse programa, lançado em abril deste ano, visa fortalecer o sistema produtivo leiteiro por meio do Fundo de Desenvolvimento Rural (FDR), atendendo aos produtores de leite em Santa Catarina. Além disso, o “Financia Agro SC” destinou R$ 8,4 milhões para 270 contratos, focando na melhoria dos sistemas produtivos, inovação, agregação de valor, turismo rural e apoio à legalidade produtiva no estado. Fomento à sucessão familiar e sanidade animal em SC Santa Catarina também está investindo na sucessão familiar no campo. O “Programa Jovens e Mulheres no Campo” recebeu R$ 1,7 milhão em agosto, distribuídos entre 143 contratos, incentivando a autonomia de jovens e mulheres nas atividades agropecuárias e promovendo a sucessão familiar nas propriedades rurais catarinenses. O Fundo Estadual de Sanidade Animal (Fundesa) destinou R$ 1,4 milhão para a indenização de 84 produtores rurais que realizaram o abate sanitário de animais diagnosticados com tuberculose e brucelose, assegurando a sanidade do rebanho bovino e a saúde das famílias rurais e dos consumidores. Com esses investimentos, o governo de Santa Catarina reafirma seu compromisso com o desenvolvimento sustentável do setor agropecuário, promovendo um ambiente propício para o crescimento econômico e social das comunidades rurais do estado. O post SC investe mais de R$ 40 milhões em projetos de apoio aos produtores rurais apareceu primeiro em Canal Rural.
Doenças respiratórias em bovinos preocupam pecuaristas na reta final do inverno

Foto: Junior Salgueiro- Secom/MT Na reta final do inverno, as condições climáticas extremas, com noites geladas, dias quentes e muita secura no ar, têm se mostrado um desafio para a saúde tanto de seres humanos quanto de bovinos. A gangorra térmica é um fator de risco para o desenvolvimento de doenças respiratórias nos rebanhos, o que pode resultar em prejuízos significativos se não forem controladas adequadamente. Em entrevista ao quadro “Raio-X da Pecuária“, Felipe Pivoto, médico veterinário e gerente técnico de bovinos da Vetoquinol, destacou a importância de os pecuaristas ficarem atentos aos sintomas das doenças respiratórias, que incluem letargia, dificuldade respiratória, secreções nasais e oculares, perda de apetite, tosse e febre. “É essencial identificar rapidamente os animais doentes e iniciar o tratamento imediato para evitar a disseminação dos agentes patogênicos pelo rebanho”, alertou Pivoto. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! Entre as principais doenças respiratórias que afetam os bovinos, destacam-se aquelas causadas por vírus como BVD, parainfluenza, IBR e coronavírus, além de infecções bacterianas como micoplasma e pasteurella. Pivoto também mencionou que doenças causadas por nematoides, embora menos frequentes, também podem comprometer a saúde respiratória dos animais. Estudos recentes indicam que a prevalência dessas doenças é maior em animais jovens, especialmente entre dois e 12 meses de idade. Nos bovinos de leite, os bezerros de dois a três meses são os mais afetados, enquanto nos bovinos de corte, a desmama e o confinamento em áreas com maior proximidade entre os animais aumentam a incidência de doenças respiratórias. Para o tratamento, Pivoto recomendou o uso de medicamentos como marbofloxacina e ácido tolfeno, que combinam ação antibiótica e anti-inflamatória para uma recuperação rápida. “Em alguns casos, vemos animais se recuperando em menos de 12 horas, retornando à ingestão de alimentos e retomando uma performance similar aos demais do rebanho”, afirmou. No entanto, ele ressalta que, mesmo com um tratamento eficaz, as perdas de peso e desempenho podem ser inevitáveis após a manifestação da doença. “A prevenção e o manejo adequado são fundamentais para minimizar os impactos dessas doenças e proteger a produtividade do rebanho“, concluiu Pivoto. O post Doenças respiratórias em bovinos preocupam pecuaristas na reta final do inverno apareceu primeiro em Canal Rural.
‘Brasil abre um novo mercado agro a cada três dias’, diz secretário do Mapa
No último programa “Canal Rural Entrevista“, exibido na terça-feira (3), Julio Ramos, secretário adjunto de Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), falou sobre a abertura de novos mercados para o agronegócio brasileiro. Durante a conversa, Ramos destacou o esforço do governo para diversificar os produtos exportados e aumentar as oportunidades para produtores de todo o país. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! Ramos revelou que, até o momento, 103 novos mercados foram abertos apenas este ano, elevando para 181 o total de novos mercados conquistados nos últimos 20 meses. “São 103 novas oportunidades para o produtor brasileiro e para a agroindústria“, afirmou. Ele ressaltou que a média atual é de um novo mercado aberto a cada três dias, demonstrando a preparação do Brasil para se consolidar como um dos principais exportadores de produtos agropecuários no cenário global. O secretário destacou também os avanços na exportação de produtos não convencionais, como coprodutos de carne e equinos, que encontraram novos mercados em países como Egito, África do Sul, Austrália e Índia. “Estamos diversificando nossa oferta para fazer mais com menos e aproveitar integralmente o potencial dos nossos produtos“, explicou. Além disso, Ramos enfatizou a importância da rastreabilidade e da sustentabilidade nas práticas agrícolas brasileiras. Ele mencionou que o Brasil se preparou para atender às exigências internacionais, o que permitiu ao país se tornar um líder em exportações de produtos como algodão, carne com osso, e pescados. “O Brasil é visto hoje como um modelo de produção sustentável e de alta qualidade“, destacou. O secretário concluiu afirmando que o Brasil está maduro para discutir temas importantes como sustentabilidade e sanidade alimentar, garantindo que a agricultura nacional continue crescendo de forma sustentável e competitiva no mercado internacional. A entrevista completa está disponível no canal do YouTube do Canal Rural. O post ‘Brasil abre um novo mercado agro a cada três dias’, diz secretário do Mapa apareceu primeiro em Canal Rural.
Sem chuva e com calor recorde: semana crítica para incêndios no Brasil

Foto: Pixabay Confira a previsão do tempo para a semana que vai de 9 a 13 de setembro: Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! Sul A segunda-feira começa com tempo firme no Paraná, Santa Catarina e centro-norte do Rio Grande do Sul. A tendência é que o tempo se mantenha firme durante toda a semana nesses locais, com a temperatura se elevando. Em Paranavaí, no Paraná, a temperatura máxima pode ultrapassar os 37 °C, aumentando o risco de focos de incêndio no centro-norte do estado. Nos próximos cinco dias, a chuva se concentra no centro-sul do Rio Grande do Sul, com volumes em torno de 40 mm, especialmente nesta segunda-feira, devido à presença de um cavado na região, o que deixa essa área em alerta para tempo severo, com possibilidade de granizo e rajadas de vento. Na terça e quarta-feira, o tempo volta a ficar firme. Na quinta e sexta-feira, a chuva retorna para a mesma região com o avanço de uma nova frente fria. Sudeste A semana será marcada por ar seco em todo o Sudeste. Começa ensolarada e sem chuva, com temperaturas altas em todas as capitais. A umidade do ar continua em alerta na maioria das áreas, com valores entre 20% e 12%. Nos próximos cinco dias, não deve chover em nenhuma região, e a onda de calor atinge os quatro estados, com a temperatura máxima chegando a 39 °C em Lins, São Paulo, e 32 °C em Rio Bananal, Espírito Santo. O tempo firme favorece a moagem da cana-de-açúcar, a colheita do café e a finalização da colheita do milho segunda safra. O risco de incêndios aumenta, principalmente em Minas Gerais e no interior de São Paulo, portanto, os produtores devem ficar atentos ao manejo com fogo. Centro-Oeste A semana começa sem chuva na região, com baixos níveis de umidade e alto potencial para queimadas. O calor à tarde continua intenso. Nos próximos cinco dias, não há previsão de chuva em nenhuma das áreas, com a temperatura máxima ultrapassando os 40 °C, o que pode causar estresse térmico no gado em confinamento. Os pecuaristas devem garantir boa ventilação e umidade nos confinamentos. As lavouras e pastagens continuam prejudicadas pela falta de umidade, e o risco de focos de incêndio aumenta em toda a região. Com a umidade do ar abaixo de 20%, não é recomendado o tratamento fitossanitário esta semana. Caso haja pressão de pragas nas lavouras, o produtor deve recorrer a métodos alternativos, como armadilhas e controle biológico. O tempo firme deve favorecer o avanço da colheita do algodão e a finalização da colheita do milho segunda safra. Nordeste A semana começa com sol e algumas nuvens no céu, com possibilidade de chuva a qualquer momento no litoral de Alagoas e Pernambuco. Há pancadas isoladas no leste e litoral da Bahia, em João Pessoa e Natal. O tempo permanece firme e seco, com vento à tarde nas demais áreas. O acumulado de chuva nos próximos cinco dias será de cerca de 10mm no litoral de Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas e Sergipe. No leste da Bahia, o volume de chuva varia entre 10mm e 15mm, o que ajuda a manter a umidade do solo. O tempo quente e seco favorece a colheita do algodão, beneficiando a qualidade da pluma. No interior, a restrição hídrica continua, aumentando o risco de incêndios. A umidade relativa do ar deve ficar abaixo de 20%, e o tratamento fitossanitário não é recomendado esta semana. Norte A segunda-feira começa sem chuva na faixa sul da região, com muito sol, calor e ar seco entre Rondônia, centro-sul do Pará e Tocantins. Nas demais áreas, haverá sol com pancadas irregulares entre a tarde e a noite. Em Rondônia, Pará, Acre e Tocantins, as temperaturas máximas ultrapassam os 39 °C, causando estresse térmico nas lavouras e no gado em confinamento. Ainda não há previsão de retorno das chuvas em Rondônia, Tocantins e no centro-sul do Pará. Com a umidade do ar abaixo de 20% no centro-norte da região, o tratamento fitossanitário não é recomendado, e os produtores devem estar atentos ao manejo com fogo. A seca persiste na região, com previsão de retorno das chuvas apenas em outubro, e os volumes devem ficar abaixo da média. O post Sem chuva e com calor recorde: semana crítica para incêndios no Brasil apareceu primeiro em Canal Rural.
Brasil bate recorde na produção de algodão com inovação tecnológica e parcerias estratégicas

Foto: Divulgação A produção de algodão no Brasil atingiu um marco histórico na safra 2023/2024, com 3,7 milhões de toneladas de pluma colhidas. Esse recorde foi impulsionado por práticas agrícolas inovadoras, tecnologias avançadas e o apoio de empresas como a RZK Rental, que se destacou na oferta de soluções de mecanização por meio do modelo Asset Light. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! Durante o 14º Congresso Brasileiro do Algodão, realizado em Fortaleza, Ceará, a tecnologia agrícola foi um dos temas principais. O Brasil registrou um aumento de 15% na área plantada em relação à safra anterior, totalizando quase dois milhões de hectares. Para atender essa crescente demanda, produtores têm adotado projetos de plantio e colheita com o suporte de máquinas alugadas, oferecidas pela RZK Rental. Eficiência e redução de custos A estratégia de locação de máquinas tem proporcionado ganhos significativos para os produtores. Segundo Eduardo Martinatti, diretor comercial da RZK Rental, a redução de custos operacionais chega a 13%, refletindo diretamente na eficiência das operações e nas melhorias gerais das propriedades. As máquinas da RZK Rental, incluindo modelos da John Deere, tiveram um impacto significativo na colheita, cobrindo 10% da área plantada de algodão no estado do Mato Grosso. Alex Johann, gerente de frotas e mecanização da empresa, destacou que muitos produtores já estão contratando equipamentos para a próxima safra, buscando antecipar suas necessidades e otimizar a colheita. O futuro do algodão brasileiro O sucesso da safra 2023/2024 confirma o Brasil como líder mundial na produção de algodão e evidencia o papel crucial da tecnologia e das parcerias estratégicas para a competitividade do setor. “Ver o Brasil líder em algodão é motivo de orgulho, e saber que contribuímos para esse resultado nos motiva a continuar inovando“, concluiu Martinatti. A combinação de inovação tecnológica e gestão eficiente continua a posicionar o Brasil como uma referência global no agronegócio. O post Brasil bate recorde na produção de algodão com inovação tecnológica e parcerias estratégicas apareceu primeiro em Canal Rural.