Brasil apresenta recuperação de pastagens no G20 Agro como alternativa para aumentar a produção de alimento

Segurança alimentar e sustentabilidade são os motes do programa que visa transformar 40 milhões de hectares de pastagens degradadas em sistemas produtivos eficientes e de baixo carbono. O projeto pode entrar nos debates do Grupo de Trabalho do G20 Agro, que ocorre em Chapada dos Guimarães, em Mato Grosso, até sexta-feira (13). O programa é uma das estratégias do Brasil para intensificar a produção agropecuária de forma sustentável, sem avançar sobre áreas preservadas. O tema, segundo o assessor especial do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), Carlos Ernesto Augustin, deve ser apresentado pelo ministro Carlos Fávaro aos integrantes do G20 e demais organismos internacionais convidados. Leia Mais Ministro da Agricultura fala sobre papel do Brasil na produção de biocombustíveis Fávaro à CNN: Agronegócio e preservação do meio-ambiente são complementares “Se não estivermos nas discussões, novas regras e imposições virão”, diz Blairo Maggi sobre o G20 Agro “Provavelmente o ministro Carlos Fávaro vai lançar esse programa como uma solução para a segurança alimentar com sustentabilidade, pedindo ou sugerindo apoio financeiro de outros países, como China, Japão e Oriente Médio, já que o foco deles é a segurança alimentar. Quando mostramos a possibilidade de produzir sem derrubar árvore nenhuma e com sequestro de carbono, é tudo o que o mundo quer”, disse Augustin, em entrevista ao Canal Rural e à CNN. Recursos do programa De acordo com o assessor especial do Mapa, o programa de recuperação de pastagens conta hoje com recursos entre US$ 1 bilhão e US$ 1,5 bilhão, sendo parte aporte brasileiro, incluindo da iniciativa privada, e da Agência de Cooperação Internacional do Japão (Jica). “Mas o importante para nós é começarmos esse primeiro ano para darmos credibilidade ao programa e, assim, captar mais recursos. Temos vários países interessados em investir”. O programa se encontra em processo de criação das normativas e regramentos. Neste primeiro momento, considerando o volume de recurso já disponível, é possível trabalhar na recuperação de um milhão de hectares de pastagens degradadas, podendo estas voltarem a ser utilizadas como pasto ou transformadas em área agricultável, floresta e até mesmo frutíferas, salienta Augustin. Segundo ele, tal extensão pode chegar a dois milhões de hectares no próximo ano. “Dois milhões de hectares é um aumento de 4% na área plantada. Nós não estamos preocupados somente em aumentar a produção. Esse programa vai ser regado a requisitos fortes de sustentabilidade. Requisitos que vão compor a nova geração da agricultura, uma agricultura regenerativa, com sequestro de carbono. Tudo o que o mundo está precisando”, reforça o assessor especial do Mapa. Mudanças climáticas desafiam agro brasileiro, dizem especialistas Este conteúdo foi originalmente publicado em Brasil apresenta recuperação de pastagens no G20 Agro como alternativa para aumentar a produção de alimento no site CNN Brasil.

Quer saber como será o clima nos próximos 3 meses? Inmet te conta tudo

Foto: Pixabay O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) publicou nesta quarta-feira o Boletim Agroclimatológico com previsões para os meses de setembro, outubro e novembro deste ano. O documento tem como objetivo levar até aos usuários informações climáticas direcionadas às atividades do campo, enfatizando os períodos de chuva e de seca. Confira a previsão para as cinco regiões brasileiras: Sul A previsão indica condições favoráveis para chuvas acima da média em grande parte da Região Sul. Em áreas do norte do Paraná, a previsão indica precipitações próximas à média. A temperatura do ar deverá prevalecer acima da média histórica em grande parte da região, principalmente no Paraná, oeste de Santa Catarina e noroeste do Rio Grande do Sul. Não se descartam eventuais incursões de massas de ar de origem polar, principalmente em setembro. Esse fenômeno pode provocar declínio nas temperaturas em alguns dias, possibilitando a ocorrência de geadas em algumas localidades, especialmente naquelas regiões de maior altitude. A previsão do balanço hídrico para os próximos meses indica níveis de umidade no solo elevados em grande parte da Região Sul, devido às chuvas ocorridas nos últimos meses. Já no noroeste do Paraná podem ocorrer níveis mais baixos de umidade no solo, principalmente em setembro. Sudeste A previsão para o trimestre indica predomínio de chuvas abaixo da média em grande parte da região, exceto no sudeste de São Paulo, onde a ocorrência de chuvas ligeiramente acima da média pode ocorrer devido a passagem de frentes frias. As temperaturas tendem a permanecer acima da média histórica nos próximos meses em grande parte da região, principalmente no oeste de Minas Gerais e norte de São Paulo no mês de setembro. Assim, a previsão indica tendência de redução do armazenamento hídrico do solo em grande parte da região nos próximos meses, exceto em novembro, quando a tendência é de elevação dos níveis de umidade do solo. Centro-Oeste A região Centro-Oeste do Brasil encontra-se período seco desde o mês de maio. Desta forma, a previsão indica a persistência de chuvas abaixo da média em toda área, com tendência de diminuição da umidade relativa do ar nos próximos meses, com valores diários que podem ficar abaixo de 30% e picos mínimos abaixo de 20%. Entretanto, não se descarta o retorno gradual da chuva a partir de outubro e início de novembro. As previsões indicam que as temperaturas devem ser acima da média climatológica nos próximos meses, com possibilidade de ocorrência de alguns dias de excesso de calor em algumas áreas devido a permanência de massas de ar seco e quente sobre a região, o que favorece a ocorrência de queimadas e incêndios florestais. Desta forma, é comum o registro de temperaturas máximas elevadas nos meses de setembro e outubro. Com a redução das chuvas e a elevação das temperaturas nos próximos meses, prevê-se uma redução dos níveis de água no solo em praticamente toda a região nos próximos três meses, exceto no mês de novembro, onde o retorno das chuvas pode elevar os níveis de água no solo. Norte A previsão climática indica predomínio de chuvas abaixo da média climatológica nos próximos meses. Porém, não se descartam chuvas pontuais na parte oeste da região, a partir de outubro e início de novembro. A temperatura média do ar deverá prevalecer acima da média em toda a região. Com isso, há possibilidade de temperaturas mais elevadas no leste do Amazonas e centro-sul do Pará, devido a redução das chuvas, que aliada à baixa umidade relativa do ar, favorecem a incidência de queimadas e incêndios florestais. A previsão indica baixos níveis de umidade no solo em grande parte da região nos meses de setembro e outubro. Para novembro, são previstos níveis mais elevados de água no solo, exceto no nordeste da região amazônica, onde os níveis ainda permanecerão mais baixos. Nordeste A previsão indica chuvas abaixo da média climatológica no Nordeste. Para a faixa leste da Região, a previsão é de volumes próximos à média, lembrando que a partir de agosto tem-se o fim do período chuvoso. Portanto, nos próximos meses os volumes previstos serão mais baixos nesta área. Quanto à temperatura do ar, deve ser acima da média histórica em todo o seu território, mas principalmente no interior da região, por conta da redução das chuvas nos próximos meses. A previsão para os próximos três meses indica baixos níveis de água no solo em grande parte da região. Já para a costa leste, os valores de umidade do solo ainda permanecerão satisfatórios nos meses de setembro e outubro, havendo redução em novembro, devido a redução das chuvas. O post Quer saber como será o clima nos próximos 3 meses? Inmet te conta tudo apareceu primeiro em Canal Rural.

Soja: Chicago registra alta no mercado e aguarda relatório do USDA

Imagem: Guilherme Soares/Canal Rural BA Os contratos futuros da soja, negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago, (CBOT) fecharam a quarta-feira em leve alta, recuperando parte das fortes perdas de ontem. O dia foi marcado por uma cobertura de posições vendidas, com investidores buscando um melhor posicionamento antes da divulgação do relatório de setembro do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que será apresentado nesta quinta-feira (12). O USDA deve elevar suas estimativas para a safra e os estoques finais da soja dos Estados Unidos em 2024/25. Analistas consultados pelas agências internacionais esperam estoques americanos de 578 milhões de bushels para 2024/25, comparado a 343 milhões de bushels para 2023/24. Em agosto, a previsão do USDA era de 560 milhões e 345 milhões, respectivamente. Produção e oferta e demanda da soja Para a produção, o mercado espera um número de 4,609 bilhões de bushels para 2024/25. Em agosto, o Departamento apontou uma safra de 4,589 bilhões de bushels. No quadro de oferta e demanda mundial da soja, a expectativa é de estoques finais de 134,2 milhões de toneladas para 2024/25, ligeiramente abaixo dos 134,3 milhões de toneladas de agosto. Para 2023/24, a expectativa é de 112,1 milhões de toneladas, abaixo dos 112,4 milhões de toneladas indicados no mês passado. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! Soja em grão Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com alta de 3,25 centavos de dólar, ou 0,32%, a US$ 10,00 1/2 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 10,19 por bushel, com ganho de 3,75 centavos ou 0,36%. Subprodutos Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com alta de US$ 2,50 ou 0,78%, a US$ 320,00 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 39,30 centavos de dólar, com baixa de 0,33 centavo ou 0,83%. O post Soja: Chicago registra alta no mercado e aguarda relatório do USDA apareceu primeiro em Canal Rural.

Inpasa anuncia investimento de R$ 1,2 bi na instalação de usina de etanol no Oeste da Bahia

Foto: Reprodução/Inpasa Brasil A Inpasa Brasil anunciou um investimento de R$ 1,2 bilhões para a instalação de uma usina de etanol no município de Luís Eduardo Magalhães, no Oeste da Bahia, a oitava biorrefinaria da companhia. Em uma publicação nas redes sociais, a empresa destacou o crescimento e desenvolvimento do município nos últimos anos. De acordo com a empresa, nova planta de biorrefinaria impactará diretamente na economia do município gerando cerca de 2,5 mil empregos durante a obra e mais de 450 empregos diretos com o início das operações. Para viabilizar o empreendimento, estarão envolvidos cerca de 200 fornecedores diretos e mais de 10 mil cargas transportadas. A unidade terá capacidade de processamento anual de 1 milhão de toneladas de grãos e a produção contempla 460 milhões litros/ano de Etanol, 230 mil toneladas/ano de DDGS, 23 mil toneladas/ano de óleo vegetal, 200 Gwh ao ano de energia elétrica. Incentivos fiscais Na tarde desta terça-feira (10), governador Jerônimo Rodrigues assinou o decreto que estabelece novos incentivos fiscais para a fabricação do etanol no estado. Os incentivos fiscais consistem em crédito presumido de 75% do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) apurado nas operações com etanol anidro (puro, que é misturado à gasolina) e hidratado (comercializado nos postos de combustíveis), além dos chamados DDGs (coproduto da indústria de etanol de milho que pode ser usado na alimentação animal) e óleos diversos. Foto: Mateus Pereira/GOVBA “O Estado tem atraído empresas que aliam geração de emprego e renda e desenvolvimento sustentável. A alteração da legislação significa mais investimento em energia limpa”, considerou o chefe do executivo estadual. O decreto, que publicado na edição desta quarta-feira (11), no Diário Oficial do Estado (DOE), também prevê a desoneração de bens do ativo importados e do diferencial de alíquotas em relação a equipamentos adquiridos no país. De acordo com o secretário da fazenda, Manoel Vitório, “ainda será concedido um crédito presumido médio por litro de álcool anidro para a indústria fabricante, evitando aquisições do produto de outros estados com crédito fiscais superiores, medida que irá favorecer a arrecadação da Bahia”. Etanol na Bahia Atualmente, o estado importa cerca de 80% do que consome de etanol. Com a nova medida, a Bahia vai passar a ser autossuficiente e até exportadora do produto. O diretor-presidente da Empresa Baiana de Ativos S.A (BahiaInveste), Paulo Guimarães, disse que “considerando que o etanol é um dos combustíveis renováveis mais importantes, existem diversos protocolos de intenções para que tenhamos mais fábricas aqui. Já temos uma em Rosário, dois projetos na região do Luís Eduardo Magalhães e outro em Santa Rita de Cássia, todas no Oeste do estado”. A Inpasa iniciou suas atividades no Paraguai em 2006 com a fabricação de etanol anidro e hidratado, DDGS (Distiller`s Dried Grains with Solubles) e Óleo de Milho. Atualmente, a empresa possui duas unidades em operação no Paraguai e três no Brasil, com mais duas em construção. Porto de Fortaleza pode ser alternativa para exportação do algodão do Matopiba Siga o Canal Rural Bahia no Instagram! Você também pode participar deixando uma sugestão de pauta. Clique aqui e envie uma mensagem para o nosso WhatsApp! O post Inpasa anuncia investimento de R$ 1,2 bi na instalação de usina de etanol no Oeste da Bahia apareceu primeiro em Canal Rural.

Relator do combustível do futuro na Câmara retira ‘jabuti’ que custaria R$ 24 bi até 2045

Foto: Canal Rural/reprodução O relator do projeto de lei do combustível do futuro na Câmara, Arnaldo Jardim (Cidadania-SP), retirou do texto um “jabuti” (item sem relação com o conteúdo original da proposta) que havia incluído no Senado com benefícios para a geração de energia solar. De acordo com cálculo da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), o custo dessa medida seria de R$ 24 bilhões até 2045, embutido nas contas de luz por meio da Conta de Desenvolvimento Econômico (CDE). O parecer de Jardim foi divulgado na tarde desta quarta-feira (11). Mais cedo, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, afirmou que o “jabuti” era motivo de “desgosto” para ele e reforçou que o governo trabalharia para retirar esse trecho do projeto. O combustível do futuro, de autoria da Câmara, foi aprovado no Senado no último dia 4. Como sofreu alterações, voltou para análise dos deputados. Uma das mudanças feitas pelos senadores foi o “jabuti” rejeitado agora por Arnaldo Jardim. Agenda verde A medida, incluída pelo Senado de última hora por meio de uma emenda do senador Irajá (PSD-TO), ampliava de 12 para 30 meses o prazo “para que os minigeradores iniciem a injeção de energia, independentemente de qualquer fonte”. Na prática, a alteração permitiria que mais pessoas com painéis solares recebessem benefícios previstos no marco legal da geração distribuída. O combustível do futuro faz parte da chamada “agenda verde” abraçada pelo Legislativo com o objetivo de tornar o país mais sustentável do ponto de vista ambiental e ampliar as fontes renováveis de energia. O texto prevê uma série de iniciativas para fazer com que o Brasil reduza a emissão de carbono e, dessa forma, cumpra metas internacionais, como as que estão previstas no Acordo de Paris. Aumento da mistura do biodiesel Foto: Abiove O projeto propõe o aumento da mistura do biodiesel ao óleo diesel e eleva o percentual mínimo obrigatório de etanol na gasolina. Também cria os programas nacionais de combustível sustentável de aviação (SAF), diesel verde e biometano, além do marco legal de captura e estocagem geológica de dióxido de carbono. A proposta inclui ainda a integração entre as políticas públicas RenovaBio, o Programa Mover e o Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular (PBEV). No Senado, o relator, Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB), manteve os principais pontos da versão aprovada na Câmara. Após um embate entre o setor de petróleo e o agronegócio, ele não incluiu na proposta o diesel verde R5, fabricado pela Petrobras, e manteve o mandato de até 10% de biometano ao gás natural. Veneziano manteve também a centralização das análises de prováveis incrementos das misturas dos biocombustíveis aos combustíveis fósseis sob o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE). De acordo com a lei, a mistura de biodiesel ao óleo diesel deverá alcançar 20% até 2030 e poderá atingir 25% a partir de 2031, em porcentuais a serem definidos pelo CNPE. O novo marco legal amplia ainda a adição de etanol à gasolina tipo C, de 27% para 35%. Combustível verde O CNPE deverá considerar os custos ao preço final dos produtos ao consumidor e os benefícios para adição dos biocombustíveis aos combustíveis fósseis, além da disponibilidade de oferta de cada biocombustível, hoje obrigatoriamente em 27% de etanol na gasolina e de 14% do biodiesel ao óleo diesel. O CNPE também será responsável por definir anualmente qual será a participação mínima obrigatória de diesel verde ao óleo diesel ou HVO (fabricado a partir de óleos vegetais) de forma agregada em todo o território nacional, com porcentual máximo obrigatório de 3%. O projeto de lei prevê ainda a criação de um programa com metas anuais de redução de emissões de gases de efeito estufa no mercado de gás natural a partir do biometano, a serem definidas pelo CNPE, com adição de 1% de biometano ao gás natural a partir de janeiro de 2026 a um teto de até 10%. As metas serão facultativas ao volume de biometano disponível no mercado nacional. Para o SAF, o senador estabeleceu metas porcentuais de 2027 a 2037 para os operadores aéreos reduzirem as emissões de gases relacionados ao efeito estufa em suas operações domésticas, podendo ser passível de alteração pelo CNPE por motivo justificado de interesse público. O post Relator do combustível do futuro na Câmara retira ‘jabuti’ que custaria R$ 24 bi até 2045 apareceu primeiro em Canal Rural.

Livro sobre Cerrado aborda sustentabilidade do agro e inovação no bioma

Foto: Maiara Luz Na manhã desta quarta-feira (11), data em que também se comemora o Dia do Cerrado, o livro, “Cerrado: sustentabilidade agronegócio e inovação”, foi lançando na presença representes de instituições do agro e convidados, em Barreiras no Oeste da Bahia. O livro foi idealizado pelo Instituto JCO e a organizadora Alessandra Chaves Cotrim. De acordo com os idealizadores e organizadores a obra busca contribuir com diferentes informações e temas atuais sobre o Cerrado. Além disso, traz uma abordagem teórica e a experiência prática de 37 diferentes pesquisadores em 15 capítulos sobre diversos temas, aspectos e olhares, visando colaborar com ampliação do conhecimento do leitor. O prefácio do livro deixa claro que o bioma Cerrado é diverso por diferentes aspectos, por isso, os autores procuraram abordar nos capítulos as perspectivas relacionadas à história, ocupação, conservação, biodiversidade, fenologia de plantas nativas, manejo de conservação dos solos, formação geológica, recursos hídricos e legislação.  De acordo com Alessandra Chaves, organizadora do livro, “ele demonstra não só a importância biológica e do serviço que, nesse tempo, o Cerrado tem de reconstruir como biodiversidade, mas também a importância da adoção de boas práticas para a manutenção do Cerrado e traz também a importância do agronegócio hoje, de uma agricultura sustentável para a sustentabilidade do bioma a longo prazo”. José Claudio de Oliveira e Alessandra Chaves durante lançamento do livro | Foto: Maiara Luz Para José Claudio de Oliveira, engenheiro agrônomo e sócio proprietário da empresa JCO Bioprodutos e idealizador da obra, acredita que o livro pode se tornar uma fonte para consulta de informações. “Acho que vai ser um livro de consulta, que vai ser ensinado até nas universidades. E é o objetivo do Instituto de JCO, divulgar conhecimento principalmente na área biológica. Nós pretendemos todo ano lançar um. O próximo vai ser sobre manejo ecológico do Cerrado, que vai ser específico para a agricultura, uma visão mais específica. E assim nós vamos divulgando o conhecimento”, disse. Porto de Fortaleza pode ser alternativa para exportação do algodão do Matopiba Siga o Canal Rural Bahia no Instagram! Você também pode participar deixando uma sugestão de pauta. Clique aqui e envie uma mensagem para o nosso WhatsApp! O post Livro sobre Cerrado aborda sustentabilidade do agro e inovação no bioma apareceu primeiro em Canal Rural.

Governo federal prorroga prazo para produtores do RS pedirem descontos em dívidas

Foto: Maurício Tonetto/GovRS O governo federal estendeu para 30 de setembro o prazo para que os produtores rurais do Rio Grande do Sul solicitem descontos nas dívidas de crédito rural. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! O prazo original terminava na terça-feira (10). A prorrogação oferece mais tempo para que os produtores, afetados pelas fortes chuvas deste ano, reúnam a documentação necessária e enviem os pedidos às instituições financeiras responsáveis pelos créditos. Os bancos terão até 3 de outubro para encaminhar as solicitações aos Conselhos Municipais de Desenvolvimento Rural Sustentável (CMDRS), responsáveis por validar as perdas. Os produtores serão informados sobre a validação até 24 de outubro e terão até 30 de outubro para renegociar ou liquidar as dívidas. Para perdas superiores a 60%, as solicitações serão analisadas pela Comissão Especial de Análise de Operações de Crédito Rural do Rio Grande do Sul, que deverá publicar os resultados até 20 de novembro. A liquidação ou renegociação nesses casos deve ocorrer até 27 de novembro. Operações cobertas por seguro rural, como o Proagro, estão excluídas do benefício. As instituições financeiras têm até 3 de outubro para comunicar aos produtores os pedidos negados. O post Governo federal prorroga prazo para produtores do RS pedirem descontos em dívidas apareceu primeiro em Canal Rural.

Fogo consumiu 88 milhões de hectares de Cerrado entre 1985 e 2023

Foto: Valter Campanato O fogo queimou 88 milhões de hectares de Cerrado brasileiro entre 1985 e 2023, uma média de 9,5 milhões de hectares todos os anos. O número supera as queimadas na Amazônia, com 7,1 milhões de hectares por ano, em média, apontou nesta quarta-feira (11), o Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam), que coordena o mapeamento do bioma na Rede MapBiomas. O estudo informa também que a área queimada equivale a 43% de toda a extensão do Cerrado brasileiro e supera o território do Chile e Turquia. Redução do Cerrado O desmatamento do Cerrado apresenta, além disso, números grandiosos no relatório do MapBiomas, alcançando, entre 1985 e 2023, 38 milhões de hectares, ou redução de 27% na vegetação original do bioma, que, hoje, tem quase metade da sua área alterada por atividades humanas. “Atualmente, 26 milhões de hectares do Cerrado estão ocupados pela agricultura, dos quais 75% são destinados ao cultivo de soja”, aponta o estudo. O bioma abriga quase metade da área cultivada com o grão no Brasil, somando 19 milhões de hectares. O MapBiomas informa que a outra metade da vegetação que permanece em pé corresponde a 101 milhões de hectares e representa 8% de toda a vegetação nativa do Brasil, “garantindo o posto do Cerrado como savana mais biodiversa do mundo”. Desse remanescente, 48% estão nos estados da região Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia), que viu sua área de agricultura aumentar 24 vezes desde 1985. A região também concentra 41% do desmatamento registrado no bioma nos últimos 39 anos. Impactos ao clima Para o pesquisador Dhemerson Conciani, do Ipam, é necessário, diante deste cenário, efetivar “políticas públicas e mecanismos financeiros que incentivem a conservação do Cerrado”, diz ele, na nota. “Seguir com o desmatamento nesse ritmo trará consequências ainda mais graves para a regulação do clima e para os setores econômicos, principalmente o agronegócio, que depende do clima e dos recursos hídricos no Cerrado.” Por outro lado, 14,7% estão em áreas protegidas e públicas de uso coletivo, como unidades de conservação, terras indígenas e territórios quilombolas, que mantêm mais de 93% da sua vegetação nativa preservada. Apesar da preservação, o desmatamento em terras indígenas no bioma, por exemplo, aumentou 188% em 2023, comportamento oposto ao observado no restante do país, que registrou uma redução de 27% da área desmatada. Sobre os incêndios no bioma, de acordo com dados do Monitor do Fogo, entre janeiro e agosto de 2024, o bioma já teve 4 milhões de hectares afetados por queimadas. Deste total, 79% (ou 3,2 milhões de hectares) ocorreram em áreas de vegetação nativa. Esse valor representa um aumento de 85% em relação a igual período do ano passado, quando 2,2 milhões de hectares foram queimados. O mês de agosto de 2024 registrou a maior área queimada desde 2019, com mais de 2,4 milhões de hectares afetados no Cerrado, superando os valores observados no mesmo período nos anos anteriores. O post Fogo consumiu 88 milhões de hectares de Cerrado entre 1985 e 2023 apareceu primeiro em Canal Rural.

Autorizações de queima no estado de São Paulo são suspensas

Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil A Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) suspendeu, temporariamente, as autorizações de queima no estado. Somente poderão ser emitidas permissões para a prática que tenha por objetivo prevenir incêndios – criação de aceiros negros – ou mediante solicitação direta da Secretaria da Agricultura e Abastecimento com finalidade fitossanitária. A medida é resultado do cenário de tempo seco, alta ocorrência de incêndios e baixa qualidade do ar que favorecem o aumento de doenças respiratórias e cardiovasculares. De acordo com a Defesa Civil, a baixa qualidade do ar ocasionada pelas queimadas se agrava pela atuação de uma massa de ar quente, seco e estável, aliada à ausência de chuvas, o que dificulta a dispersão dos poluentes. O Mapa de Risco de Incêndio do órgão indica nível de emergência para queimadas em quase todo o território paulista até o próximo sábado (14). Qualidade do ar em São Paulo Foto: Rosinara Ferreira Segundo as informações do governo estadual, 41 das 57 estações medidoras do estado apontam nesta terça-feira (10) a qualidade do ar como ruim ou muito ruim, que pode provocar na população sintomas como tosse seca, cansaço, ardor nos olhos, nariz e garganta, com falta de ar e respiração ofegante em casos mais graves. Os efeitos mais sérios podem aparecer em crianças, idosos e pessoas com doenças respiratórias e cardíacas. Na capital paulista, o céu tem poucas nuvens, calor e névoa seca. De acordo com as estações meteorológicas automáticas do Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE) da prefeitura da cidade, os termômetros apontam 33°C em Itaquera, na zona leste, e 31°C em Parelheiros, no extremo da zona sul. A umidade relativa do ar nesses locais é de 20% e 28%, respectivamente. A Coordenadoria Municipal de Defesa Civil (Comdec) decretou, às 11h45, estado de atenção devido à baixa umidade do ar em toda cidade. Tendência para o clima Os meteorologistas do CGE apontam que a massa de ar seco vai persistir até o próximo sábado (14) no estado de São Paulo, provocando dias com temperaturas acima da média e baixa umidade do ar em grande parte do dia, o que aumenta o risco de queimadas e incêndios nas áreas vegetadas, e não favorece a dispersão dos poluentes, o que contribui para a péssima qualidade do ar. A quarta-feira (11) será mais um dia com predomínio de sol e tempo seco. Os termômetros oscilam entre 18°C ao amanhecer e 34°C no meio da tarde. Na quinta-feira (12), o cenário atmosférico não muda, mantendo o sol forte, névoa seca e baixa umidade do ar, com temperatura mínima de 19°C e máxima de 34°C. O post Autorizações de queima no estado de São Paulo são suspensas apareceu primeiro em Canal Rural.

Oferta restrita eleva preços da arroba do boi; confira

Foto: Lorran Lima/Idaf O mercado físico do boi gordo segue apresentando alta generalizada nos preços, com muitos negócios saindo acima das referências médias em alguns estados. De acordo com o analista da consultoria Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, as escalas de abate estão na posição menos confortável do ano, entre cinco e seis dias úteis a depender da praça. “O fato é que a oferta se tornou mais restrita ao longo do mês, o que tem resultado na elevação dos preços do boi gordo”, disse. Em função do forte ritmo de embarques de carne bovina e da melhora dos indicadores domésticos, as indústrias mantêm os abates em patamares elevados, não considerando a elevação da ociosidade média, mesmo diante da alta dos preços da arroba do boi gordo. Preços médios da arroba do boi São Paulo: R$ 253,17 Goiás: R$ 243,39 Minas Gerais: R$ 244,41 Mato Grosso do Sul: R$ 255,23 Mato Grosso: R$ 220,61 Mercado atacadista Foto: Abiec O mercado atacadista volta a se deparar com preços mais altos. O ambiente de negócios ainda sugere pela continuidade do movimento de alta no curto prazo, em linha com a boa demanda durante a primeira quinzena do mês. “O encurtamento das escalas de abate muda a dinâmica do mercado, com preços mais altos do boi gordo. As indústrias começam a repassar esse aumento ao longo da cadeia produtiva”,assinalou Iglesias. O quarto traseiro foi precificado a R$ 18,75 por quilo, alta de R$ 0,25. O quarto dianteiro foi precificado a R$ 14,40 por quilo, alta de R$ 0,40. A ponta de agulha foi precificada a R$ 14,30 por quilo, alta de R$ 0,30. Câmbio O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 1,32%, sendo negociado a R$ 5,6536 para venda e a R$ 5,6516 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,5690 e a máxima de R$ 5,6715. O post Oferta restrita eleva preços da arroba do boi; confira apareceu primeiro em Canal Rural.