Frente fria causa chuva no Sul, enquanto Sudeste e Centro-Oeste enfrentam calor extremo

Fotos: Pixabay Saiba como o clima irá se comportar nesta sexta-feira (13) em todo o Brasil: Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! Sul A frente fria continua avançando pela costa da região sul, provocando chuvas na metade norte do Rio Grande do Sul, sul e centro-oeste de Santa Catarina, e no sul e oeste do Paraná. No norte do Paraná, o sol predomina, favorecendo a elevação das temperaturas. No Rio Grande do Sul, nas áreas de fronteira com o Uruguai, o tempo firme volta a predominar, com temperaturas mais baixas. Sudeste A sexta-feira será de sol e temperaturas elevadas. O destaque continua sendo a baixa umidade do ar, que pode atingir níveis críticos, especialmente no interior de São Paulo e Minas Gerais. Centro-Oeste Sem mudanças significativas nas condições do tempo para a região. O dia será marcado por sol, altas temperaturas e baixa umidade relativa do ar, favorecendo o aumento dos focos de queimadas. Nordeste A circulação de ventos do oceano em direção à costa mantém a umidade elevada na costa leste do nordeste, com pancadas de chuva isoladas desde a Bahia até o Rio Grande do Norte. No interior, o sol predomina e a umidade relativa do ar permanece baixa. Norte A combinação de calor com alta umidade favorece pancadas de chuva no oeste, noroeste e norte do Amazonas, assim como em Roraima. Entre o Amapá e o norte do Pará, chove de forma isolada, enquanto nas demais áreas da região o sol predomina entre poucas nuvens ao longo do dia. O post Frente fria causa chuva no Sul, enquanto Sudeste e Centro-Oeste enfrentam calor extremo apareceu primeiro em Canal Rural.

Soja: mercado brasileiro mantém ritmo lento nesta quinta-feira

Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso O início desta quinta-feira (12) deve ser marcado por um mercado de soja lento no Brasil, com poucas variações nos preços. A recuperação técnica em Chicago continua e o dólar registra leve queda. Os agentes aguardam o relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), previsto para ser divulgado no início da tarde. O mercado já havia mostrado lentidão na quarta-feira. Com a espera do relatório de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), os operadores mantiveram-se afastados das negociações. Durante o dia, a Bolsa de Chicago e o dólar operaram em direções opostas, o que contribuiu para a estabilidade dos preços no Brasil. Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos manteve-se em R$ 135,50. Na região das Missões, a cotação ficou estável em R$ 134,50 por saca. No Porto de Rio Grande, o preço permaneceu em R$ 141,50. Já em Cascavel (PR), a saca seguiu cotada a R$ 133,00. No porto de Paranaguá (PR), o valor foi mantido em R$ 141,00. Em Rondonópolis (MT), a saca permaneceu em R$ 132,00. Em Dourados (MS), o preço estabilizou em R$ 130,00. No município de Rio Verde (GO), a saca continuou a R$ 128,00. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! CONAB A produção brasileira de soja deverá alcançar 147,38 milhões de toneladas na temporada 2023/24, uma queda de 4,7% em relação à temporada anterior, quando foram colhidas 154,61 milhões de toneladas. Essa estimativa faz parte do 12º levantamento da safra de grãos divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). A previsão anterior era a mesma: 147,38 milhões de toneladas. CHICAGO Os contratos para novembro em Chicago operam a US$ 10,06 1/4 por bushel, uma valorização de 0,59% em relação ao dia anterior. A oleaginosa amplia os ganhos, enquanto investidores ajustam suas posições. Já a expectativa gira em torno do relatório de oferta e demanda do USDA, previsto para hoje. Além disso, o aumento do preço do petróleo em Nova York reforça o cenário positivo. O USDA deve elevar as estimativas para a safra e os estoques finais de soja dos EUA em 2024/25. Analistas consultados esperam estoques de 578 milhões de bushels para 2024/25, contra os 560 milhões previstos em agosto. Para 2023/24, o mercado estima 343 milhões de bushels, um leve ajuste em relação à previsão de 345 milhões feita anteriormente. Para a produção, espera-se 4,609 bilhões de bushels em 2024/25, um aumento em relação aos 4,589 bilhões estimados em agosto. Globalmente, o mercado espera estoques finais de 134,2 milhões de toneladas para 2024/25, ligeiramente abaixo dos 134,3 milhões projetados em agosto. PRÊMIOS Os preços Fob da soja no Brasil subiram moderadamente na quarta-feira, acompanhando a recuperação em Chicago. Enquanto isso, os prêmios permaneceram estáveis, apesar de mais um dia de fraca movimentação nos negócios. Os prêmios de exportação para setembro ficaram entre +160 e +200 centavos de dólar sobre Chicago no Porto de Paranaguá. Para outubro de 2024, o prêmio variou de +145 a +180. Para fevereiro de 2025, os prêmios estavam entre +40 e +60 centavos. Por fim, o preço FOB (flat price) para outubro variou entre US$ 420,90 e US$ 433,80 por tonelada na quarta-feira. No dia anterior, os preços oscilaram entre R$ 419,70 e R$ 436,20. CÂMBIO O dólar comercial registrou leve baixa de 0,06%, cotado a R$ 5,6451. Além disso, o índice dólar (DXY) também teve queda de 0,05%, situando-se em 101,64 pontos. O post Soja: mercado brasileiro mantém ritmo lento nesta quinta-feira apareceu primeiro em Canal Rural.

Câmara aprova texto-base que estende desoneração da folha de pagamento

Foto: José Cruz/Agência Brasil A Câmara dos Deputados aprovou o texto base do Projeto de Lei (PL) nº 1847/24. O texto propõe transição de três anos para o fim da desoneração da folha de pagamento de 17 setores da economia e para a cobrança de alíquota cheia do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) em municípios com até 156 mil habitantes. A Casa ainda precisa analisar um destaque ao PL – com isso, a conclusão da votação deve acontecer nesta quinta-feira (12). Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! Com a desoneração, empresas beneficiadas podem optar pelo pagamento de contribuição social sobre receita bruta com alíquotas de 1% a 4,5%, no lugar de pagar 20% de INSS sobre a folha de salários. O texto prevê, de 2025 a 2027, a redução gradual da alíquota sobre a receita bruta e o aumento gradual da alíquota sobre a folha. De 2028 em diante, voltam os 20% incidentes sobre a folha e fica extinta a alíquota sobre a receita bruta. Entenda O PL surgiu depois que o Supremo Tribunal Federal (STF) considerou inconstitucional a Lei nº 14.784/23, que prorrogou a desoneração até 2027, por falta de indicação dos recursos para suportar a diminuição de arrecadação. Um acordo posterior foi fechado no sentido de manter as alíquotas para 2024 e buscar fontes de financiamento para os anos seguintes. O prazo concedido pelo STF para negociação e aprovação do projeto antes de as alíquotas voltarem a ser cobradas integralmente vencia nessa quarta-feira (11). Por esse motivo, o item entrou na pauta. Os deputados votavam uma emenda de redação do relator, deputado José Guimarães (PT-CE), mas não houve quórum para encerrar a votação nominal. Era necessária a presença de 257 votantes, mas somente 237 registraram o voto. O PL contém uma série de medidas que buscam recursos para amparar as isenções durante o período de vigência, incluindo a atualização do valor de imóveis com imposto menor de ganho de capital, o uso de depósitos judiciais e a repatriação de valores levados ao exterior sem declaração. O post Câmara aprova texto-base que estende desoneração da folha de pagamento apareceu primeiro em Canal Rural.

Monitor do Fogo: Brasil teve mais de 11 milhões de ha atingidos em 2024

Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural De janeiro a agosto de 2024 os incêndios no Brasil já atingiram 11,39 milhões de hectares do território do país, segundo dados do Monitor do Fogo Mapbiomas, divulgados nesta quinta-feira (12). Desse total, 5,65 milhões de hectares foram consumidos pelo fogo apenas no mês de agosto, o que equivale a 49% do total deste ano. Nesses oito primeiros meses do ano, o fogo se alastrou principalmente em áreas de vegetação nativa, que representam 70% do que foi queimado. As áreas campestres foram as que os incêndios mais afetaram, representando 24,7% do total. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! Formações savânicas, florestais e campos alagados também foram fortemente atingidos, representando 17,9%, 16,4% e 9,5%, respectivamente. Pastagens representaram 21,1% de toda a área atingida. Para o período, os estados do Mato Grosso, Roraima e Pará foram os que mais atingidos, respondendo por mais da metade, 52%, da área alcançada pelo fogo. São três estados da Amazônia, bioma mais atingido até agosto de 2024. O fogo consumiu 5,4 milhões de hectares do bioma nesses oito meses. O Pantanal, até agosto de 2024 queimou 1,22 milhão de hectares, um crescimento de 249% nas áreas alcançadas por incêndios, em comparação à média dos cinco anos anteriores. A Mata Atlântica teve 615 mil hectares atingidos pelo fogo, enquanto que na Caatinga os incêndios afetaram 51 mil hectares. Já os Pampas tiveram apenas 2,7 mil hectares no período de oito meses. Agosto Os incêndios afetaram 3,3 milhões de hectares a mais este ano, na comparação entre agosto de 2023 e de 2024, registrando um crescimento de 149%. De acordo com a instituição, foi o pior agosto da série do Monitor de Fogo, iniciada em 2019. Os estados do Mato Grosso, Pará e Mato Grosso do Sul foram os mais atingidos no mês. Chama a atenção o crescimento de 2.510% sobre a média de agosto de incêndios no estado de São Paulo, em relação a média dos últimos seis anos. Foram 370,4 mil hectares queimados este ano, 356 mil hectares a mais do que nos meses de agosto de anos anteriores. “Grande parte dos incêndios observados em São Paulo tiveram início em áreas agrícolas, principalmente nas plantações de cana-de-açúcar, que foram as áreas mais afetadas do estado”, destaca a pesquisadora Natália Crusco. Os biomas Cerrado e Amazônia, foram os que mais queimaram, representando respectivamente 43% e 35% e de toda a área antiqueimada no Brasil no período. De acordo com a coordenadora técnica do Monitor do Fogo, Vera Arruda, o aumento das queimadas no Cerrado foi alarmante em agosto: “O bioma, que é extremamente vulnerável durante a estiagem, viu a maior extensão de queimadas nos últimos seis anos, refletindo a baixa qualidade do ar nas cidades.” O post Monitor do Fogo: Brasil teve mais de 11 milhões de ha atingidos em 2024 apareceu primeiro em Canal Rural.

Inflação provocada por seca não se resolve com juros, diz Haddad

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil A inflação dos alimentos provocada pelo prolongamento da seca preocupa “um pouquinho”, disse nesta quarta-feira (11) o ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Apesar dos efeitos sobre os preços, ele disse que o problema não pode ser enfrentado por meio do aumento de juros pelo Banco Central (BC). Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! “A inflação preocupa um pouquinho, sobretudo em virtude do clima. Estamos acompanhando a evolução da questão climática, o efeito do clima sobre o preço do alimento e eventualmente sobre o preço de energia faz a gente se preocupar um pouco com isso. Mas a inflação advinda desse fenômeno não se resolve com juros. Juros são outra coisa”, disse Haddad no Ministério da Fazenda. Na próxima semana, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) reúne-se para definir a Taxa Selic (juros básicos da economia). Atualmente, em 10,5% ao ano, ela pode ser elevada para conter as pressões inflacionárias provocadas pela alta do dólar nos últimos meses e pelo aquecimento do mercado de trabalho. Segundo o boletim Focus, pesquisa semanal com instituições financeiras divulgada pelo Banco Central (BC), os analistas de mercado projetam elevação de 0,25 na Selic na próxima reunião, nos dias 17 e 18. Eles preveem que a taxa encerrará o ano em 11,25% ao ano. “O Banco Central está com um quadro técnico bastante consistente para tomar a melhor decisão, e nós vamos aguardar o Copom da semana que vem”, disse Haddad. Essa será a primeira reunião do Copom após a indicação de Gabriel Galípolo para a presidência do Banco Central no próximo ano. A divulgação de que a inflação oficial pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ficou negativa em 0,02% em agosto reduziu as pressões para que o Copom promovesse um reajuste maior, de 0,5 ponto percentual na próxima reunião. O índice registrou a primeira deflação desde junho do ano passado, motivado principalmente pela queda no preço da energia, mas a expectativa é que a bandeira vermelha na conta de luz impacte a inflação nos próximos meses. PIB Em relação ao crescimento da economia, Haddad disse que o Ministério da Fazenda deve elevar para acima de 3% a projeção para o Produto Interno Bruto (PIB, soma das riquezas produzidas) em 2024. “Estamos fechando a grade e devemos divulgar essa semana, mas acredito que o piso de 3% já está basicamente contratado, bastante consistente e com impacto na economia”, declarou o ministro. Na semana passada, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou que o PIB avançou 1,4% no segundo trimestre em relação ao trimestre anterior. Na comparação com o mesmo trimestre de 2023, o crescimento chega a 3,3%. O resultado veio acima do esperado pelo mercado. O post Inflação provocada por seca não se resolve com juros, diz Haddad apareceu primeiro em Canal Rural.

Valor da produção agrícola cai 2,3% em 2023

Foto: Embrapa Em 2023, após seis anos ininterruptos de crescimento, a produção agrícola nacional apresentou retração na geração de valor de produção, em números absolutos, mesmo com a consolidação de um novo recorde na produção de grãos. O valor da produção das principais culturas agrícolas do Brasil alcançou R$ 814,5 bilhões, o que representa uma queda de 2,3%, na comparação com o ano anterior. É o que aponta a Produção Agrícola Municipal (PAM) 2023, divulgada nesta quinta-feira (12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! Com a superoferta de algumas das principais commodities agrícolas, como a soja e o milho, que bateram recorde de produção no país, e o esfriamento de mercados consumidores globais, os preços dos principais produtos agrícolas nacionais sofreram forte correção ao longo do ano, impactando diretamente na receita gerada. Ao todo, as dez culturas com maior valor bruto de produção concentraram 87% de todo o valor bruto gerado pela produção agrícola nacional. Segundo o IBGE, dentre todas as culturas agrícolas, a soja ainda segue em destaque em termos de valor gerado. A oleaginosa também obteve recorde de produção e exportação em 2023. O volume total produzido chegou a 152,1 milhões de toneladas, um acréscimo de 25,4% no ano. Segundo a pesquisa, a soja apresentou novamente o maior valor de produção entre os produtos agrícolas levantados, totalizando R$ 348,7 bilhões, um acréscimo de 0,4% na comparação com o ano anterior. De acordo com a Secretaria de Comércio Exterior, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, em 2023, a soja novamente liderou o ranking de valor gerado com a exportação entre os produtos nacionais. “Por sua vez, o valor de produção obtido com a produção de milho apresentou substancial queda. Influenciado, principalmente, pela correção dos preços da commodity no mercado global, após anos em elevação, e como reflexo de uma excelente safra em termos de volume colhido, os produtores tiveram dificuldades até mesmo de encontrar armazéns de estoque para recebimento dos grãos que vinham do campo, uma vez que competiam também com uma supersafra de soja”, informa o IBGE. Segundo o instituto, o volume de milho produzido no ano foi de quase 132 milhões de toneladas, um aumento de 20,2% em relação a 2022. “Porém, com a queda dos preços nas bolsas internacionais, o valor de produção seguiu direção contrária, com retração de 26,2%”, destaca a pesquisa. Mesmo com registro de adversidades climáticas que afetaram a produtividade no extremo sul do país, houve, em 2023, a maior safra de grãos registrada na série histórica da pesquisa. Foi possível observar a ampliação das áreas plantadas de soja e milho, as duas principais culturas nacionais, impulsionadas pelos bons resultados alcançados nas últimas safras, aliados aos preços das principais commodities, que se mantiveram em patamares elevados nos anos anteriores, estimulando os produtores a investirem nessas culturas. Ambas, que somadas respondem por quase 90% do volume de grãos produzidos no país, aproveitando-se das condições climáticas favoráveis em boa parte das regiões produtoras, apresentaram incremento no rendimento médio, recuperando-se dos efeitos da estiagem que afetaram as lavouras em 2022. Em 2023, o Brasil, que já tinha a posição de maior produtor mundial de soja, obteve nova safra recorde, resultado da ampliação das áreas de cultivo e da melhor produtividade em campo. Esse resultado teve impacto direto na elevação da oferta global da oleaginosa, fazendo com que os preços dessa commodity fossem pressionados para baixo. Dentro desse quadro, mesmo em ano de supersafra, houve uma elevação de 0,4% no valor da produção da cultura. “Com relação aos produtos, destaque para a soja. O peso da soja no valor de produção agrícola em 2023 foi de 42,8%. Temos quase metade do peso do valor da produção agrícola nacional advindo da soja. Soja lidera o peso no valor de produção agrícola em todas as regiões, à exceção do Sudeste”, diz o IBGE. “Com relação à exportação, tivemos aumento de 29,4%, recorde com quase 102 milhões de toneladas exportadas no ano de 2023. A soja segue sendo o produto com a maior participação na pauta de exportações do país e a China segue sendo o maior parceiro comercial do país. Setenta e seis por cento da soja exportada teve como destino a China”, destaca o supervisor nacional da PAM, Winicius Wagner. A área plantada, considerando todas as culturas levantadas na PAM 2023, totalizou 96,3 milhões de hectares, o que representou uma ampliação de quase 5 milhões de hectares. O resultado supera em 5,5% a registrada no ano anterior, mantendo o ritmo de crescimento observado ao longo dos últimos anos no território nacional. Dentre os produtos que vêm ganhando mais espaço no campo, a soja se destaca com o acréscimo de mais 3,2 milhões de hectares da área cultivada, seguida do milho de segunda safra, com aumento de 1,2 milhão de hectares. Em 2023, o Centro-Oeste mais uma vez foi a grande região com maior valor da produção agrícola, totalizando R$ 274,9 bilhões, uma redução de 9,5% frente ao ano anterior, tendo destaque na produção de soja, milho e algodão. Entre os estados, o destaque foi novamente Mato Grosso, com a geração de R$ 153,5 bilhões, decréscimo de 12,2% no ano, com maior participação da soja, o seu principal produto agrícola, mesmo com registro de queda de 5,9% no valor gerado com a oleaginosa. O município de Sorriso, em Mato Grosso, apesar do decréscimo de 27,6%, mais uma vez gerou o maior valor da produção agrícola nacional, totalizando R$ 8,3 bilhões, tendo a soja e o milho como as culturas de maior valor. O post Valor da produção agrícola cai 2,3% em 2023 apareceu primeiro em Canal Rural.

Fred Giles: ‘EUA e Brasil devem unir forças como celeiro do mundo’

Durante o painel “A visão estratégica dos Estados Unidos para a transformação das cadeias de alimentos e energia” no FIAP 2024, Fred Giles, representante dos EUA, apresentou o compromisso norte-americano com a agricultura sustentável e a mitigação da crise climática. Ele destacou que os Estados Unidos têm trabalhado para reduzir as emissões de gases de efeito estufa por meio de inovações em solo, pesquisa e educação, com mais de 60 mil fazendas já impactadas e 40 milhões de acres trabalhados. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! Giles também anunciou a parceria entre os EUA e o Brasil por meio do programa “Fertilizers for Life”, que busca melhorar a eficiência dos fertilizantes e reduzir a pegada ambiental da produção agrícola. A colaboração entre a Universidade da Flórida e a Embrapa foi apontada como um exemplo do esforço conjunto para enfrentar os desafios ambientais e aumentar a eficiência agrícola. “Estamos comprometidos em colaborar com nossos parceiros globais para soluções sustentáveis”, afirmou Giles. Ele ressaltou que o Brasil é visto pelos EUA como o “celeiro do mundo”, sendo fundamental no cenário global para a produção de alimentos e soluções climáticas. Com essa parceria, ambos os países esperam alavancar o desenvolvimento sustentável da agricultura e mitigar os impactos da crise climática. O painel reforçou a importância da cooperação internacional em tempos de crise climática e alimentar, com o FIAP 2024 como palco dessas discussões essenciais. O post Fred Giles: ‘EUA e Brasil devem unir forças como celeiro do mundo’ apareceu primeiro em Canal Rural.

Fávaro pede suspensão da Lei Antidesmatamento em carta entregue à União Europeia

Foto: Mapa Quatro reuniões bilaterais ocorreram nesta quarta-feira (11), durante o segundo dia de debates técnicos do Grupo de Trabalho do G20 Agro, em Mato Grosso. Os encontros foram com representantes das delegações da China, Espanha, Alemanha e União Europeia, para a qual o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, entregou uma carta solicitando a suspensão da Lei Antidesmatamento e a revisão da abordagem punitiva aos produtores que cumprem a legislação vigente. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! As reuniões do Grupo de Trabalho da Agricultura do G20 estão sendo realizadas nesta semana em Chapada dos Guimarães, localizada a cerca de 90 quilômetros de Cuiabá, capital de Mato Grosso. Estão presentes no local ministros da Agricultura dos 20 países que integram o grupo, além da recém-integrada União Africana, bem como representantes de delegações e organismos internacionais convidados. O foco principal do G20 Agro é a sustentabilidade na produção agropecuária e o combate à fome. A carta entregue à União Europeia foi dirigida ao comissário europeu para Agricultura e Desenvolvimento Rural, Janusz Wojciechowski, e simultaneamente às autoridades competentes em Bruxelas. Durante a reunião bilateral com a União Europeia, o ministro Carlos Fávaro lembrou que o Brasil possui uma das legislações de proteção ambiental mais rigorosas do mundo, o Código Florestal, em vigor desde 2012. Ele também destacou a instituição, em dezembro de 2023, do Programa Nacional de Conversão de Pastagens Degradadas em Sistemas de Produção Agropecuários e Florestais Sustentáveis (PNCPD). Fávaro ressaltou que as mudanças climáticas estão avançando mais rapidamente do que o previsto e que “precisamos mudar a nossa forma de produzir“. Segundo o ministro, o Brasil conta atualmente com cerca de 40 milhões de hectares de pastagens degradadas com potencial para a agricultura, o que pode permitir ao país dobrar sua produção de alimentos nos próximos 10 anos por meio do Programa de Conversão de Pastagens Degradadas. Isso possibilitaria, inclusive, o cumprimento do “compromisso de desmatamento zero até 2030“. “Mas precisamos da ajuda da União Europeia para dar continuidade a este programa“, afirmou Carlos Fávaro aos representantes da delegação. A partir do final de 2024, de acordo com proposta da União Europeia, os produtores de soja, carne (e couro), madeira, borracha, café, cacau e óleo de palma precisarão comprovar que suas produções cumprem a legislação brasileira e que não são oriundas de áreas com desmatamento, seja ele legal ou ilegal, para continuarem exportando para os países do bloco. Tecnologia agrícola é pauta de reunião com a China Principal cliente da produção agropecuária brasileira, especialmente de Mato Grosso, a China se destaca entre as potências pela inovação tecnológica. Em uma reunião bilateral com o vice-ministro de Agricultura e Assuntos Rurais da China, Ma Youxiang, nesta quarta-feira (11), foram discutidos temas de cooperação técnica e comercial agrícola entre os dois países. Para o ministro Carlos Fávaro, a gigante asiática “é um grande exemplo de desenvolvimento econômico“. Durante o encontro com a delegação, que participa da reunião ministerial do G20 Agro, que ocorre entre os dias 12 e 13 de setembro, Fávaro destacou, frente às políticas de biossegurança do Brasil, a importância de os dois países trabalharem em “sincronia” com as tecnologias desenvolvidas por ambos, o que proporcionará um aumento da produtividade e, consequentemente, mais produtos para comercialização. O post Fávaro pede suspensão da Lei Antidesmatamento em carta entregue à União Europeia apareceu primeiro em Canal Rural.

Boi gordo: escalas de abate ainda elevam os preços da arroba

Foto: Madson Maranhão/Seagro-TO O mercado físico do boi gordo voltou a apresentar preços mais altos nesta quarta-feira. O ambiente de negócios ainda sugere pela continuidade do movimento de alta no curto prazo. De acordo com o analista da consultoria Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, isso acontece em linha com a posição das escalas de abate, que permanecem encurtadas. “Diante da maior necessidade de compra, as indústrias seguem reajustando os preços na compra de gado”, disse. Assim, durante o dia, o movimento foi especialmente destacado em Goiás. Conforme Iglesias, a expectativa ainda aponta para continuidade das altas nos preços, em meio a boa condição de demanda, com exportações bastante representativas e com o mercado interno também contando com bom potencial de consumo. Patamares médios da arroba do boi São Paulo: R$ 254,17 Goiás: R$ 245,89 Minas Gerais: R$ 246,18 Mato Grosso do Sul: R$ 255,80 Mato Grosso: R$ 220,61 Mercado atacadista Foto: Pixabay O mercado atacadista volta a se deparar com preços firmes. O ambiente de negócios ainda sugere pela continuidade do movimento de alta, com boa demanda no decorrer da primeira quinzena do mês, período pautado por maior apelo. Por outro lado, a carne bovina pode perder competitividade em relação as proteínas concorrentes no decorrer do segundo semestre. O quarto traseiro foi precificado a R$ 19,50 por quilo, alta de R$ 0,75. O quarto dianteiro foi precificado a R$ 14,75 por quilo, alta de R$ 0,35. A ponta de agulha foi precificada a R$ 15,00 por quilo, alta de R$ 0,70. Câmbio O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 0,07%, sendo negociado a R$ 5,6491 para venda e a R$ 5,6471 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,6069 e a máxima de R$ 5,6742. O post Boi gordo: escalas de abate ainda elevam os preços da arroba apareceu primeiro em Canal Rural.

Veja os preços da soja na véspera do relatório de setembro do USDA

Foto: Pixabay O mercado brasileiro de soja teve uma quarta-feira (11) lenta. À espera do relatório de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que será divulgado nesta quinta (12), os agentes se ausentaram dos negócios. A Bolsa de Chicago e o dólar operaram em sentidos opostos no dia, contribuindo para que os preços ficassem estáveis no Brasil. Preços médios da soja Passo Fundo (RS): R$ 135,50 Região das Missões: R$ 134,50 Porto de Rio Grande: estabilizou em R$ 141,50 Cascavel (PR): R$ 133 Porto de Paranaguá (PR): R$ 141 Rondonópolis (MT): R$ 132 Dourados (MS): R$ 130 Rio Verde (GO): R$ 128 Bolsa de Chicago Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a quarta-feira em leve alta, recuperando parte das fortes perdas de ontem. O dia foi de cobertura de posições vendidas, com os investidores buscando um melhor posicionamento frente ao relatório de setembro do USDA, que será divulgado amanhã. O que esperar do USDA? O Departamento deverá elevar as suas estimativas para a safra e os estoques finais de soja dos Estados Unidos em 2024/25. Analistas consultados pelas agências internacionais apostam em estoques norte-americanos de 578 milhões de bushels em 2024/25. Para 2023/24, o mercado aposta em número de 343 milhões de bushels. Em agosto, a previsão do USDA era de 560 milhões e 345 milhões, respectivamente. Para a produção, o mercado espera um número de 4,609 bilhões de bushels para 2024/25 (125,44 milhões de toneladas). Em agosto, o Departamento apontou safra de 4,589 bilhões de bushels. Em relação ao quadro de oferta e demanda mundial da soja, o mercado aposta em estoques finais 2024/25 de 134,2 milhões de toneladas. Em agosto, o número ficou em 134,3 milhões. Para 2023/24, a expectativa do mercado é de número de 112,1 milhões, abaixo dos 112,4 milhões indicados no mês passado. Contratos futuros da soja Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com alta de 3,25 centavos de dólar, ou 0,32%, a US$ 10,00 1/2 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 10,19 por bushel, com ganho de 3,75 centavos ou 0,36%. Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com alta de US$ 2,50 ou 0,78% a US$ 320,00 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 39,30 centavos de dólar, com baixa de 0,33 centavo ou 0,83%. Câmbio O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 0,07%, sendo negociado a R$ 5,6491 para venda e a R$ 5,6471 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,6069 e a máxima de R$ 5,6742. O post Veja os preços da soja na véspera do relatório de setembro do USDA apareceu primeiro em Canal Rural.