Produtores do Pará contestam operação do Ibama e reafirmam compromisso com sustentabilidade

Foto: Produtores Rurais Independentes No último domingo (13), centenas de produtores rurais de Novo Progresso, no Pará, se reuniram no Centro Cultural da Igreja Católica da cidade em um encontro marcado pela preocupação com as recentes operações do Ibama. A reunião, que contou com a presença do prefeito Gelson Gil, do deputado estadual Wescley Tomaz, além de líderes de associações e do Movimento Produtores Rurais Independentes da Amazônia, foi convocada para contestar as apreensões de gado que vêm sendo realizadas na região. O foco da indignação dos produtores é a operação do Ibama, que, ao longo da última semana, iniciou ações de fiscalização com apreensões de gado sob a justificativa de que os animais estariam em áreas embargadas. No entanto, segundo os produtores, as apreensões estão sendo feitas de forma indiscriminada e sem a observância do devido processo legal, previsto no decreto 6.514. “Nenhum de nós foi notificado previamente sobre essas operações, como manda a lei”, afirmou um dos produtores presentes. Outro ponto de crítica levantado durante o encontro foi a atuação dos fiscais do Ibama em áreas que já possuem embargos contestados judicial ou administrativamente, sem que os processos tenham sido concluídos. Além disso, diversas propriedades visitadas já haviam firmado termos de ajustamento de conduta (TAC) ou estavam em conformidade com os IPRAs, o que, segundo os produtores, deveria impedir a continuidade dessas apreensões. “Essas apreensões são ilegais e arbitrárias”, afirmou um dos representantes do movimento. Os produtores rurais relatam que, durante essa semana, até mesmo um pequeno caminhão que estava fazendo arrecadações de gado de forma esporádica em algumas propriedades rurais para o leilão de caridade da igreja católica foi apreendido. Segundo eles, o gado retirado para doação foi confiscado pelo Ibama, e o caminhão levado para a base da instituição. Esse incidente obrigou a igreja a cancelar seu tradicional leilão de caridade, que seria realizado no mesmo domingo e horário da reunião, por medo de novas apreensões e retaliações. Produtores reunidos em Novo Progresso (PA) afirmam que não houve notificação prévia sobre operações Durante o evento, o prefeito Gelson Gil demonstrou solidariedade à causa dos produtores e informou que já está buscando diálogo com o governador do Pará, Helder Barbalho, e o presidente Lula. O prefeito firmou, junto aos produtores rurais, um pacto contra o desmatamento, ressaltando a importância de se alcançar um equilíbrio entre a preservação ambiental e o respeito às atividades produtivas. O advogado do Movimento Produtores Rurais Independentes da Amazônia, dr. Vinícius Borba, também esteve presente no encontro e, em sua fala, questionou a abordagem governamental que prioriza a fiscalização sobre a regularização fundiária. “Por que o governo só manda o comando e controle? Por que junto com o Ibama não vem o Incra para regularizar as propriedades? ”, questionou Borba, criticando a falta de ações efetivas para regularizar as terras dos produtores. Borba destacou que há mais de três décadas o Brasil tenta resolver a questão ambiental, especialmente na Amazônia, por meio de acordos internacionais, ONGs, o Fundo Amazônia e unidades de conservação. “Está na hora de os governos reconhecerem que essa governança fracassou. O agronegócio da Amazônia precisa ser visto como parte da solução, e não como inimigo. Somente com o trabalho conjunto entre os governantes, órgãos de fiscalização e os produtores rurais será possível chegar ao fim do desmatamento”, afirmou. Ao final do evento, os produtores rurais reafirmaram que não aceitarão mais arbitrariedades e abusos de autoridade nas operações do Ibama. Ficou decidido que, em casos de apreensões ou embargos indevidos, os fiscais responsáveis serão denunciados por crimes como prevaricação e inserção de dados falsos em sistemas oficiais. “A lei vale para todos”, concluiu um dos produtores. A reunião mostrou a força e a união do setor produtivo da região, que clama por justiça e regularização fundiária, defendendo o desenvolvimento sustentável e a legalidade nas operações ambientais. O post Produtores do Pará contestam operação do Ibama e reafirmam compromisso com sustentabilidade apareceu primeiro em Canal Rural.
Centro-Oeste: instabilidade traz pancadas de chuva e risco de temporais

Foto: Inmet/reprodução Saiba como o clima irá se comportar nesta quarta-feira (16) em todas as regiões do Brasil: Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! Sul Pancadas de chuva são esperadas entre o norte e nordeste do Rio Grande do Sul, assim como no sul e oeste de Santa Catarina, nas áreas mais próximas ao estado gaúcho. Nas demais áreas da região, o predomínio é de tempo firme. Sudeste O tempo permanece instável, com pancadas de chuva previstas para o Espírito Santo, centro-norte e Triângulo Mineiro, onde as chuvas podem vir acompanhadas de trovoadas e intensidade moderada. No litoral norte do Rio de Janeiro, há previsão de chuva fraca, enquanto, no estado de São Paulo e no sul de Minas Gerais, o tempo permanece firme. No norte e noroeste paulista, podem ocorrer pancadas de chuva no início da tarde. Centro-Oeste O dia será marcado por muitas nuvens e chuvas frequentes em Goiás, Mato Grosso e nas regiões centro-norte e oeste do Mato Grosso do Sul, com possibilidade de pancadas de chuva fortes a qualquer momento. Somente no sul e leste do Mato Grosso do Sul, o tempo ficará mais nublado, porém sem previsão de chuva. Nordeste Áreas de instabilidade se espalham pela maior parte da região, provocando pancadas de chuva com trovoadas, especialmente entre a Bahia, Alagoas, Sergipe e entre o Piauí e o Maranhão. No entanto, no norte do Ceará e no interior do Rio Grande do Norte, o predomínio é de tempo firme. Norte O dia será marcado por instabilidade e tempo mais fechado entre o centro-sul do Pará, Rondônia e a metade oeste do Tocantins, com previsão de chuva a qualquer hora e até forte intensidade. Pancadas de chuva com trovoadas são previstas para o norte e nordeste do Amazonas, enquanto no norte do Pará e no Amapá, o sol predomina. No Acre, o dia será de muitas nuvens, mas sem previsão de chuva. O post Centro-Oeste: instabilidade traz pancadas de chuva e risco de temporais apareceu primeiro em Canal Rural.
Custos de produção de frangos de corte e de suínos sobem em setembro

Foto: Sistema Faep Os custos de produção de frangos de corte e de suínos nos principais estados produtores e exportadores do país subiram no mês de setembro conforme estudos da Embrapa Suínos e Aves divulgados na Central de Inteligência de Aves e Suínos (CIAS). Em Santa Catarina, o custo de produção do quilo de suíno vivo alcançou R$ 5,91 em setembro, um aumento de 0,06% em comparação a agosto, mas ainda com uma queda acumulada no ano (-4,79%), enquanto registra alta nos últimos 12 meses (3,13%), com o ICPSuíno atingindo 337,92 pontos. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! Os custos com o Funrural e a genética foram determinantes, com aumentos de +5,87% e +4,43%, respectivamente. Enquanto isso, os custos com a ração tiveram uma leve baixa (-0,23%), embora os gastos com a ração dos animais representem a maior parte dos custos (72,34%). No Paraná, o custo de produção do quilo do frango de corte atingiu R$ 4,61, representando uma alta de 1,91% em relação ao mês de agosto. No ano, o ICPFrango registra um aumento acumulado de 4,58%, enquanto nos últimos 12 meses houve uma variação de +9,23%, com o índice da Embrapa alcançando 357,01 pontos em setembro. A ração se destacou como o principal componente de custo, com um aumento de 0,78% e uma participação de 65,87% no custo total de produção, além dos pintinhos de 1 dia (+8,15%) e o transporte de frangos com 4,93%. Também estão disponíveis os custos de produção para os estados de Goiás (suínos), Minas Gerais (suínos), Paraná (suínos), Rio Grande do Sul (suínos e frangos de corte) e de Santa Catarina (frangos de corte). Os estados de Santa Catarina e Paraná são referências nos cálculos dos Índices de Custo de Produção (ICPs) da CIAS devido à sua posição como maiores produtores nacionais de suínos e frangos de corte, respectivamente. Essas informações são fundamentais para indicar a evolução dos custos nesses setores produtivos. O post Custos de produção de frangos de corte e de suínos sobem em setembro apareceu primeiro em Canal Rural.
Mato Grosso exporta 240,12 mil t da soja em setembro

Foto: Ivan Bueno/AnP Segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex), entre janeiro e setembro de 2024, o Brasil exportou 89,55 milhões de toneladas da soja, um aumento de 2,64% em comparação ao mesmo período de 2023. De acordo com a Safras & Mercado, o crescimento foi impulsionado pelas importações chinesas, que adquiriram 65,47 milhões de toneladas, representando uma alta de 6,03% em relação ao ano anterior. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! Em contraste com o cenário nacional, Mato Grosso representou 27,06% das exportações brasileiras em 2024, uma queda de 11,72 pontos percentuais em relação a 2023. Até agora, o estado exportou 24,23 milhões de toneladas, uma redução de 9,39% em relação ao ano passado, devido à quebra na produção da safra 2023/24 e ao aumento da demanda interna. Em setembro, as exportações de Mato Grosso atingiram o menor volume em sete anos para o mês, com 240,12 mil toneladas exportadas, representando uma queda de 60,57% em comparação ao ano anterior. As informações são do Boletim Semanal do Instituto Mato-grossense de Economia Agrícola (Imea). O post Mato Grosso exporta 240,12 mil t da soja em setembro apareceu primeiro em Canal Rural.
Dia é marcado por chuva com trovoadas em grande parte do país

Foto: Anderson Scardoelli/Canal Rural Esta terça-feira (15) começa com pancadas de chuva e chances de trovoadas em grande parte do Brasil. Confira a previsão para as cinco regiões do país: Sul A terça-feira começa nublada no Rio Grande do Sul, com chances de pancadas de chuva e temporais a qualquer momento. O sol aparece entre nuvens em Santa Catarina e pode chover no litoral norte, enquanto no Paraná, o tempo fica firme e as temperaturas sobem um pouco mais no norte do estado. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! Sudeste Pancadas de chuva mais concentradas no noroeste, norte e Triângulo de Minas Gerais e no sul e litoral do Espírito Santo. Dia de sol entre muitas nuvens e condição de chuva moderada a forte. Enquanto isso, a umidade aumenta no extremo norte de São Paulo, gerando chuva com risco de algumas trovoadas. Tempo firme nas demais regiões paulistas e no centro-sul do Rio de Janeiro. Centro-Oeste A chuva se espalha um pouco mais para as cidades do norte e oeste de Mato Grosso do Sul e continua em Mato Grosso, Goiás e no Distrito Federal. Nessas áreas, a previsão é de pancadas fortes com raios, trovoadas e possibilidade de temporais. Tempo firme no leste e sul de Mato Grosso do Sul. Nordeste O tempo fica mais instável na Bahia. Chove de forma moderada na costa leste da Região, desde Alagoas até o litoral da Paraíba. Pode chover fraco no extremo sul do Maranhã e no oeste e sul do Piauí, enquanto todas as demais regiões continuam com tempo firme e seco. Norte Calor e umidade estimulando nuvens carregadas no Acre, em Rondônia, centro-sul do Pará e no Tocantins. Pancadas de chuva moderadas a forte em Palmas. Tempo firme em Boa Vista e Belém. Chance de chuva irregular no norte do Amapá. O post Dia é marcado por chuva com trovoadas em grande parte do país apareceu primeiro em Canal Rural.
Relação Brasil-China é discutida no BNDES com olhar para o agro

Foto: Agência Brasil As relações entre Brasil e China foram debatidas nesta segunda-feira (14), na conferência internacional “Governança Global e Cooperação China-Brasil”, realizada na sede do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A reunião foi por iniciativa do Centro Brasileiro de Relações Internacionais (CEBRI), da Academia Chinesa de Ciências Sociais (CASS) e do Colégio Brasileiro de Altos Estudos da Universidade Federal do Rio de Janeiro (CBAE-UFRJ). Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! Na mesa de abertura, o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, defendeu a criação de um fundo bilateral de integração estratégica que funcionaria como uma porta de entrada para investimentos de empresas de setores diversos, como agronegócio sustentável e descarbonização da indústria. “Poderíamos fazer de forma mais ágil e eficiente se houver uma gestão coordenada entre o BNDES e o seu parceiro na China”, argumentou. Outro desafio, segundo ele é uma maior integração entre os sistemas financeiros dos dois países, com maior presença nacional no mercado de capitais da China. 50º aniversário das relações diplomáticas Também presente no evento, a ministra de Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, destacou a relevância de ampliar a parceria bilateral em um ano marcado pelo 50º aniversário das relações diplomáticas entre os dois países e pela realização da reunião de cúpula do G20 no Rio de Janeiro, em novembro, com a presença do presidente chinês, Xi Jinping. Para o presidente do BNDES, Brasil e China têm ambições comuns e muita convergência em iniciativas diplomáticas estratégicas, especialmente aquelas voltadas para a paz e a estabilidade global, a redução da pobreza, o enfrentamento da crise climática e a sustentabilidade do desenvolvimento. Mercadante avaliou que essa parceria se torna ainda mais relevante e desafiadora em um momento geopolítico de grandes mudanças, com guerras no Oriente Médio e no leste europeu, além do crescimento de barreiras unilaterais que exigem do Sul Global a criação de estratégias de defesa comercial. “Brasil e China têm que sair do conceito de vantagem competitiva para vantagem colaborativa. Somos complementares em muitas coisas e podemos fazer muito pela paz mundial, pela segurança alimentar, pela transição energética e pelo combate à crise climática. O desafio é melhorar a qualidade das nossas relações comerciais”, disse Mercadante. Parcerias China-Brasil Foto: Pixabay/ Arte: Canal Rural Mercadante lembrou que metade do superávit comercial brasileiro no ano passado foi com a China. O presidente do BNDES também citou o interesse do Brasil em parcerias nas áreas de inteligência artificial, transição digital e infraestrutura – incluindo ferrovias, metrôs e trens urbanos –, com projetos que incluam transferência de tecnologia. Segundo ele, o o banco tem vários acordos prontos a serem assinados com a China e os anúncios devem ocorrer na visita do presidente Xi Jinping. “Na visão do governo brasileiro, é preciso aprofundar essa relação comercial e torná-la mais estratégica, avançando em diferentes áreas e produtos”, reforçou a ministra Esther Dweck. Para ela, fortalecer a cooperação entre os dois países é fundamental para garantir caminhos de desenvolvimento sustentável, enfrentar as crises econômicas e promover reformas na arquitetura financeira internacional. A ministra também ressaltou que Brasil e China têm liderado a reforma da governança global, num momento que pede por soluções inovadoras e novas vozes. Vontade chinesa O presidente da CASS, Gao Xiang, contou que a China está disposta a trabalhar com o Brasil para aprofundar a cooperação em áreas como agricultura, infraestrutura, desenvolvimento verde, energia limpa e transição energética. “Compartilhamos posições semelhantes em questões relacionadas à paz e ao desenvolvimento mundial. Devemos promover as relações bilaterais para construir um futuro compartilhado entre os dois países”, disse. O post Relação Brasil-China é discutida no BNDES com olhar para o agro apareceu primeiro em Canal Rural.
Paraná traça plano de R$ 200 milhões para aumentar área irrigada

O estado do Paraná pretende aumentar a área irrigada em 20%, dos atuais 170 mil hectares para 205 mil hectares, ou 3% da área plantada atualmente, informou em nota a Secretaria da Agricultura e do Abastecimento do Estado. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! Para tanto, o programa Irriga Paraná deve destinar R$ 200 milhões, sendo cerca de R$ 150 milhões em linhas de crédito voltadas à instalação de sistemas de irrigação. Dos R$ 150 milhões, R$ 78 milhões serão destinadas a linhas de crédito via Banco do Agricultor Paranaense, com subsídio da taxa de juros; R$ 42 milhões ao Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) e R$ 30 milhões via Fundo de Equipamento Agropecuário do Paraná (Feap), gerido pelo Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná). Outras formas de fomento serão regulamentadas para expandir os projetos, informou a pasta, na nota. Também está prevista a abertura de uma linha de crédito do BRDE específica, com subvenção dos juros que vão de 7% até 12% ao ano, conforme valor do financiamento, disponíveis durante todo o ano. O governo também vai apoiar a instalação de sistemas irrigados para a agricultura familiar com subvenção direta ao beneficiário final, de até 80% do valor do projeto, limitado a R$ 20 mil. O post Paraná traça plano de R$ 200 milhões para aumentar área irrigada apareceu primeiro em Canal Rural.
Veja como os preços da arroba do boi começaram a semana

Foto: Arnaldo Alves/AEN O mercado físico do boi gordo apresenta continuidade do movimento de alta, com escalas de abate ainda encurtadas. De acordo com o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, ao que tudo indica, mesmo com a entrada de animais confinados no mercado, a valorização da arroba não deve perder tração no curtíssimo prazo. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! “Ressaltando que haverá forte dependência da oferta de animais confinados no mercado brasileiro na atual temporada, considerando a ausência de oferta significativa de animais terminados a pasto em um segundo semestre de amplo desgaste das pastagens”, diz. Preços da arroba do boi São Paulo: R$ 305,17 Goiás: R$ 287,14 Minas Gerais: R$ 299,42 Mato Grosso do Sul: R$ 301,82 Mato Grosso: R$ 270,34 Mercado atacadista Foto: Abiec O mercado atacadista se depara com preços firmes, ainda em perspectiva de alta no curto prazo, com indústrias ainda se deparando com estoques relativamente curtos. O quarto traseiro ainda é precificado a R$ 23,00 por quilo. Quarto dianteiro ainda é cotado a R$ 18,00 por quilo. Ponta de agulha permanece precificada a R$ 17,00 por quilo. Câmbio O dólar comercial encerrou a sessão em baixa de 0,57%, sendo negociado a R$ 5,5816 para venda e a R$ 5,5795 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,5652 e a máxima de R$ 5,6514. O post Veja como os preços da arroba do boi começaram a semana apareceu primeiro em Canal Rural.
Saiba como os preços da soja fecharam no Brasil; escassez nos negócios e queda definem

Foto: Ascom Famasul O início da semana no mercado brasileiro da soja foi marcado por escassez de negócios e queda nos preços, seguindo a tendência da Bolsa de Chicago e a valorização do dólar. De acordo com a Safras & Mercado, os produtores mostraram resistência nas negociações, recusando ofertas nos níveis atuais. O dia foi relativamente tranquilo, sem grandes acontecimentos. Veja os preços do grão pelo país Passo Fundo (RS): R$ 133,00 (anterior: R$ 134,00) Missões (RS): R$ 132,00 (anterior: R$ 133,00) Rio Grande (RS): R$ 140,00 (anterior: R$ 141,50) Cascavel (PR): R$ 138,00 (anterior: R$ 139,00) Paranaguá (PR): R$ 141,00 (anterior: R$ 143,00) Rondonópolis (MT): R$ 136,00 )Dourados (MS): R$ 135,00 (anterior: R$ 136,00) Rio Verde (GO): R$ 129,00 (anterior: R$ 130,00) Chicago Os contratos futuros da soja na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) encerraram a segunda-feira em baixa, influenciados pelo relatório de outubro do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que confirmou uma safra abundante no país. A colheita avançada nos EUA e o retorno das chuvas no Brasil, que favorecem o plantio, contribuíram para o cenário negativo. A queda no preço do petróleo e a valorização do dólar em relação a outras moedas também pressionaram as cotações. O mercado mostrou descontentamento com a falta de informações detalhadas sobre os novos incentivos à economia chinesa, anunciados no final de semana. As importações de soja pela China em setembro atingiram 11,37 milhões de toneladas, um aumento de 59% em relação ao mesmo mês do ano anterior. No acumulado de 2024, as importações somam 81,85 milhões de toneladas, avançando 8,1% sobre 2023. De acordo com o alerta agroclimático da Rural Clima, instabilidades climáticas devem se intensificar no centro-norte do Brasil a partir de quarta-feira, trazendo chuvas irregulares para Tocantins, sul do Piauí, Maranhão e oeste da Bahia. A meteorologista Ludmila Camparotto prevê chuvas em Mato Grosso, Goiás, Tocantins e Rondônia. No Rio Grande do Sul, uma frente fria também deve causar chuvas mais intensas na região centro-sul. Contratos futuros Os contratos de soja com entrega em novembro fecharam com uma baixa de 9,50 centavos, ou 0,94%, cotados a US$ 9,96 por bushel. Já a posição de janeiro teve cotação de US$ 10,11 1/2 por bushel, com perda de 9,50 centavos ou 0,93%. Nos subprodutos, o farelo de soja para dezembro fechou em alta de US$ 0,50, ou 0,15%, a US$ 315,60 por tonelada, enquanto o óleo teve uma queda de 1,33 centavo, ou 3,06%, terminando a US$ 42,04 centavos. Câmbio O dólar comercial encerrou o dia em baixa de 0,57%, negociado a R$ 5,5816 para venda e R$ 5,5795 para compra, com oscilações entre R$ 5,5652 e R$ 5,6514. O post Saiba como os preços da soja fecharam no Brasil; escassez nos negócios e queda definem apareceu primeiro em Canal Rural.
Gás natural ficará 1,41% mais barato em novembro, diz Petrobras

Foto: Petrobras A Petrobras reduzirá o preço do gás natural para as distribuidoras em 1,41% a partir de novembro. O anúncio foi feito nesta segunda-feira (14), no Rio de Janeiro, pelo diretor executivo de Transição Energética e Sustentabilidade da companhia, Maurício Tolmasquim, que destacou ainda a queda de 17% no preço do produto desde 2023. Ele lembrou que o gás natural é uma parte importante da transição energética e afirmou que o governo e a Petrobras têm como objetivo preços competitivos para consumidores para ajudar na massificação do gás, um elemento importante do programa brasileiro porque emite menos que os outros combustíveis fosseis. “Então, agora em novembro, acabei de ter essa informação, a gente vai reduzir em 1,41% o preço do gás por conta do câmbio pela cotação do Brent em relação ao trimestre anterior, lembrando que, desde 2023, já foram reduzidos de 17% do preço do gás desde janeiro de 2023, isso no governo Lula, mais de 1,41% agora neste trimestre. É uma mudança e um movimento importante”, disse, acrescentando que os contratos são trimestrais. Diversificação maior Tolmasquim informou, ainda, que a diretoria da companhia aprovou agora em outubro novas ofertas de contratos de gás de distribuidoras com uma diversificação maior. “As distribuidoras podem fazer um tipo de contrato jogando com flexibilidade, prazos, início de fornecimento, local de entrada e indexador. Jogando com essas variáveis a gente tinha 20 possibilidades de combinação de contratos anteriormente. Esse novo pacote aprovado pela diretoria faz passar de 20 para 48 possibilidades para as distribuidoras”, detalhou. Além do preço competitivo, o diretor considerou interessante a aprovação de um prêmio de incentivo à demanda. Nesse prêmio haverá um preço 10% inferior ao preço de referência para consumos que sejam acima do compromisso do cliente. “Se o cliente tinha um valor para compromisso mínimo e ultrapassar o compromisso, tem que ter uma redução de 10% no preço de referência. Isso também vai nesse sentido da política de dar mais acesso ao gás”, revelou, destacando que a medida vale para as distribuidoras. Produção pode aumentar Foto: Tomaz Silva/ Agência Brasil A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, presente no anúncio, disse que a companhia tem muita expectativa com a produção do Complexo de Energias Boaventura, que já se chamou Comperj. Inaugurado em setembro com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em Itaboraí, Região Metropolitana do Rio de Janeiro, o polo, além de termelétrico, pode aumentar em 50% a produção de derivados no estado do Rio. Ela afirmou, a seguir, que a empresa está analisando poços de petróleo que – em uma avaliação anterior – podem ter sido considerados como ponto de não exploração de gás por questões de interpretações diversas. “A gente tem isso na Bacia de Campos, a gente tem isso no Campo de Búzios, então a Petrobras está indo na direção da busca de mais gás para a sociedade. Se a gente tiver mais gás a gente tem chance de ter gás mais barato, aproveitar mais o gás e consegue endereçar o gás para tudo o que o país precisa, como fertilizantes, petroquímicos e química em geral. A gente fica muito impressionado de ver uma indústria química que precisa do nosso gás e que o gás, às vezes, é cerca de 40% do custo do produto final. A gente tem um gás caro e não consegue ofertar na medida da necessidade”, explicou. “A última vez que eu olhei, a indústria química estava trazendo um déficit de US$ 60 bilhões na balança comercial brasileira. Então, imaginem o tamanho dessa demanda por gás e que a gente tem chance de endereçar aqui na Petrobras e tenho certeza que vamos conseguir”, revelou. Mercado livre de gás A presidente informou, também, que o mercado livre de gás já conta atualmente com seis empresas, entre elas, a Ternium, a CSN e a Gerdau e a previsão é aumentar. “Logo no início do ano serão sete os nossos clientes no mercado livre de gás e o mercado vai se ampliando. A Petrobras vai ocupando esse espaço e vai barateando o gás para a gente poder viabilizar esse imenso mercado de gás que pode acontecer no Brasil. A gente entende que, com um preço adequado de gás, o mercado de gás brasileiro pode triplicar em termos de capacidade e de absorção de gás. É isso que estamos buscando. É o que estamos buscando [também] com fertilizantes e petroquímica. Tem gente que diz assim: ‘Vocês estão querendo dar gás barato?’. Não. Estamos querendo ganhar em escala e fazer dinheiro com este mercado que é imenso e é nosso. A gente não quer abrir o mercado para ninguém, não. O mercado que a gente puder ocupar a gente vai ocupar”, concluiu. O post Gás natural ficará 1,41% mais barato em novembro, diz Petrobras apareceu primeiro em Canal Rural.