Brasil pede ao Japão que eventuais surtos isolados de influenza aviária não venham a afetar exportações de todo o país

Foto: Cidasc Entre os dias 4 e 6 de novembro, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) realizou uma missão estratégica em Tóquio, Japão, com foco em fortalecer as relações comerciais e ampliar o acesso de produtos brasileiros ao mercado do país asiático. A missão focou na ampliação de exportações brasileiras, como carnes bovina e suína, melão e farinhas, além do pedido para a regionalização em caso de ocorrência de influenza aviária. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! Assim, a delegação brasileira propôs que o país asiático aplique medidas por município, de modo que surtos isolados da doença não afetem exportações de outras áreas do país. Esse alinhamento visa assegurar a continuidade das exportações brasileiras de carne de aves, um setor vital para o comércio bilateral. Além disso, as autoridades brasileiras, lideradas pelo secretário de Comércio e Relações Internacionais do Mapa, Luis Rua, reforçaram o pedido para que o Japão acelere a análise de risco e permita que outros estados brasileiros, além de Santa Catarina, acessem o mercado japonês para carne suína. Também foi solicitado o avanço das análises para carne bovina, fundamentais para diversificar as exportações de proteína animal ao Japão. Exportação de frutas Foto: Pixabay O Brasil também reforçou a importância de concluir o Plano de Trabalho para exportação de melão. Após a recente abertura do mercado japonês para o abacate brasileiro, a fruta surge como uma nova oportunidade para os produtores nacionais. A missão brasileira no Japão ocorreu em momento simbólico, visto que as relações bilaterais entre os dois países está prestes a celebrar 130 anos. “Guiados pelas diretrizes do ministro Carlos Fávaro, essa missão reforça o Brasil como parceiro comercial confiável e promotor de segurança alimentar na Ásia. Buscamos consolidar o agro brasileiro como referência em qualidade e sustentabilidade, estreitando laços que beneficiam produtores e consumidores de ambos os países. Temos boas expectativas que os temas de interesse tanto do Brasil como do Japão avancem rapidamente”, concluiu Rua. O post Brasil pede ao Japão que eventuais surtos isolados de influenza aviária não venham a afetar exportações de todo o país apareceu primeiro em Canal Rural.
Exportação brasileira de carne bovina registra recorde em outubro

Foto: Agência Brasil/arquivo A exportação brasileira de carne bovina registrou recorde em outubro, alcançando 301.166 toneladas. A receita cambial foi de US$ 1,36 bilhão. No acumulado dos primeiros dez meses de 2024, o aumento foi de 29,9% no volume exportado, atingindo 2,4 milhões de toneladas, enquanto o faturamento cresceu 22,8%, a US$ 10,5 bilhões. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! Somente nos primeiros dez meses de 2024, as exportações de carne bovina do Brasil já praticamente se igualaram ao resultado de todo o ano de 2023, quando o país exportou 2,29 milhões de toneladas, movimentando US$ 10,5 bilhões, de acordo com a análise da Associação Brasileira dos Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec) com base nos números divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). Segundo a Abiec, a tendência para o fechamento deste ano é de manutenção dos recordes até dezembro. O presidente da Abiec, Antônio Jorge Camardelli, disse em comunicado que “para se dar uma dimensão do tamanho e da eficiência de toda a cadeia produtiva, o total exportado corresponde a mais de 9 milhões de animais abatidos, produzindo carne e contribuindo para a segurança alimentar”. A China, o maior mercado para o Brasil, importou quase 160 mil toneladas no mês passado. Hoje, a China tem 54,4% de participação no montante exportado pelo Brasil em carne bovina. Ainda de acordo com os dados do MDIC, os Estados Unidos continuam como o segundo maior comprador da carne bovina do Brasil, com volumes de 27.940 toneladas e faturamento de US$ 159,3 milhões, no último mês. Isso representa uma alta de 10,4% no volume e de 12% no faturamento, frente a setembro passado. Já as Filipinas foram o terceiro maior destino da carne bovina brasileira no mês passado, com 11.369 toneladas exportadas e faturamento de US$ 42,7 milhões. Considerando as categorias de produtos de carne bovina, foram exportadas 270.332 toneladas de carne in natura (representando quase 90% do total), 16.022 toneladas de miúdos, 8.547 toneladas de carne industrializada, 2.926 toneladas de tripas, 2.824 toneladas de gordura e 515 toneladas de carnes bovinas salgadas. Vendas de carne bovina no ano Em 2024, os dez maiores compradores da carne bovina do Brasil representaram, em volume, cerca de 80% de tudo o que o Brasil exportou. O destaque também é a China, com volume de cerca de 1 milhão de toneladas e faturamento de US$ 4,8 bilhões, entre janeiro e outubro, registrando alta de 12,7% no volume embarcado e 3% de aumento no faturamento frente ao mesmo período de 2023. Os Estados Unidos registraram um aumento significativo nos embarques este ano, de 69%, chegando a 175.193 toneladas, com faturamento de US$ 1,02 bilhão (aumento de 58,7% frente ao mesmo período do ano passado). Emirados Árabes, com embarques de quase 125 mil toneladas, Hong Kong com compras próximas a 100 mil toneladas, Chile (86.587 toneladas), Filipinas (80.472 toneladas) e Egito (78.080 toneladas), também mereceram destaque. Conforme a Abiec, Camardelli está na China nesta semana, participando, com a ApexBrasil, da China International Import Expo (CIIE), em Xangai. A mostra é uma iniciativa do governo chinês, por meio do Ministério do Comércio da China, em parceria com o governo municipal de Xangai e tem, também, o apoio de diversas organizações internacionais, como a Organização Mundial do Comércio (OMC) e a Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (Unctad). Um dos eventos foi o lançamento, na quinta-feira (7), do projeto The Beef and Road: bridging the Brazil-China Beef Routes, uma iniciativa da Abiec com a ApexBrasil, para abertura de novas rotas no país, fora dos eixos Pequim e Xangai. O post Exportação brasileira de carne bovina registra recorde em outubro apareceu primeiro em Canal Rural.
Plantio de soja se aproxima do fim na área da Coopavel (PR)

Foto: Pixabay O plantio de soja na área da Coopavel, no oeste e sudoeste do Paraná, avança bem, impulsionado pelas chuvas regulares que têm favorecido o desenvolvimento das lavouras. Com o clima favorável, os produtores se mostram otimistas em relação à produtividade da safra deste ano. Segundo o relatório divulgado em 4 de novembro, 99% da área destinada ao cultivo de soja já foi plantada, o que representa um avanço de 4% em relação à semana anterior, quando o índice estava em 95%. Dentro das lavouras, 15% já estão na fase de emergência, 65% no desenvolvimento vegetativo e 20% em floração. A produtividade média estimada na região é de 4.000 quilos por hectare. Além disso, a Coopavel também revisou para cima sua previsão de área plantada, que agora está estimada em 411,6 mil hectares, um aumento modesto em relação aos 405 mil hectares de 2023. Com o plantio quase concluído, a Coopavel foca no acompanhamento contínuo das condições climáticas e no desenvolvimento das lavouras. Da mesma forma, o clima é um fator fundamental para garantir a alta produtividade da soja. A cooperativa segue monitorando as previsões meteorológicas de perto para ajustar as estratégias de manejo agrícola, caso necessário. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! Expectativas para a safra Além disso, o crescimento da área plantada, combinado com o bom andamento do plantio e as condições climáticas favoráveis, cria um cenário positivo para a soja da Coopavel neste ciclo agrícola. No entanto, a cooperativa sabe que o monitoramento constante e ajustes nas práticas de manejo são essenciais. A Coopavel também destaca a importância de adotar práticas agrícolas sustentáveis. Essas práticas aumentam a produtividade e preservam o meio ambiente. A sustentabilidade se tornou um pilar essencial para o futuro da soja no Paraná, especialmente no oeste e sudoeste do estado. Por fim, a cooperativa planeja investir em tecnologias que melhorem o uso de recursos naturais, diminuam desperdícios e fortaleçam sua competitividade no mercado. A Coopavel vê a sustentabilidade como um elemento-chave para o sucesso a longo prazo, alinhando crescimento econômico com responsabilidade ambiental. O post Plantio de soja se aproxima do fim na área da Coopavel (PR) apareceu primeiro em Canal Rural.
Termine a semana sabendo as principais notícias econômicas do Brasil e do mundo

No morning call desta sexta (8), o economista do PicPay Igor Cadilhac, destaca o corte de juros pelo Fed e a postura cautelosa de Powell. No Brasil, as incertezas fiscais elevam a volatilidade, enquanto o mercado aguarda o IPCA de outubro e possíveis impactos na Selic em dezembro. O post Termine a semana sabendo as principais notícias econômicas do Brasil e do mundo apareceu primeiro em Canal Rural.
Lançada pelo Brasil, Aliança Global contra Fome tem adesão da Noruega

Foto: Sergio Amaral/ Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social A Noruega aderiu nesta quinta-feira (7) à Aliança Global contra a Fome e a Pobreza, iniciativa da presidência brasileira do G20 para canalizar recursos a programas e projetos para o enfrentamento a esses dois problemas persistentes no planeta. Segundo o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), o país europeu já havia anunciado um aporte inicial de US$ 1 milhão para o programa. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! “Estamos comprometidos em colaborar com a Aliança Global, apoiando financeiramente a mobilização de recursos nacionais e internacionais para promover a segurança alimentar”, destacou a ministra do Desenvolvimento Internacional da Noruega, Anne Beathe Tvinnereim, ao apresentar a Declaração de Compromisso que reforça o apoio à iniciativa. Até o momento, 18 países, além da União Africana e da União Europeia, já aderiram formalmente à Aliança Global, por meio da apresentação, revisão e posterior ratificação de suas Declarações de Compromisso, segundo o MDS. A expectativa é que todos os países do G20 e os convidados para a Cúpula de Líderes, que ocorrerá nos próximos dias 18 e 19, no Rio de Janeiro, confirmem a participação na Aliança. Bangladesh e Alemanha já oficializaram a adesão publicamente. Os demais países ainda não foram revelados. Países com interesse em aderir Organismos multilaterais como a Organização dos Estados Americanos (OEA), o Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF), a Câmara de Comércio Internacional e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) também firmaram compromisso com a Aliança, bem como a Fundação Rockefeller, dos Estados Unidos. Outros 29 países já submeteram e estão com suas Declarações de Compromisso em processo de revisão. Além disso, cerca de 66 países já manifestaram a intenção de aderir à Aliança Global. O G20 é composto por 19 países (África do Sul, Alemanha, Arábia Saudita, Argentina, Austrália, Brasil, Canadá, China, Coreia do Sul, Estados Unidos, França, Índia, Indonésia, Itália, Japão, México, Reino Unido, Rússia e Turquia) e dois órgãos regionais: a União Africana e a União Europeia. Os membros do G20 representam cerca de 85% do Produto Interno Bruto (PIB) mundial, mais de 75% do comércio mundial e cerca de dois terços da população mundial. Trata-se do principal fórum de cooperação econômica mundial. Como funciona o programa de combate à fome Apesar de ter sido lançada no G20, a Aliança Global contra a Fome e a Pobreza vai operar de forma independente ao longo dos próximos anos, com equipe própria, pelo menos até 2030. O projeto atuará como uma espécie de intermediário neutro para a construção de parcerias de implementação de políticas, aproveitando um banco de dados unificado para países e doadores, agilizando a identificação de necessidades e oportunidades de conhecimento e financiamento. A ideia é reduzir o tempo e os recursos necessários para identificar e engajar parceiros adequados, entre doadores e recebedores, bem como orientação para formulação de políticas públicas, como transferência de renda e outras estratégias de enfrentamento à fome e à pobreza. Segundo o governo brasileiro, a Aliança está aberta à adesão de países, instituições e organismos internacionais, entre outros, que compartilhem seus princípios. Taxação dos super-ricos Foto: Pixabay Segundo a edição mais recente do relatório Estado da Segurança Alimentar e da Nutrição no Mundo (Sofi), das Nações Unidas, cerca 733 milhões de pessoas estão em situação de subnutrição, o que equivale a uma em cada 11 pessoas no mundo. Além da Aliança Global contra a Fome e a Pobreza, o governo brasileiro quer aprovar no G20 um imposto sobre detentores de grandes fortunas, que alcançaria cerca de 3 mil bilionários e super-ricos, que detêm uma fortuna estimada de US$ 15 trilhões. Estipulado em uma alíquota de 2%, o tributo poderia gerar uma arrecadação de US$ 250 bilhões a US$ 300 bilhões, algo como R$ 1,5 trilhão, nas estimativas do governo. O post Lançada pelo Brasil, Aliança Global contra Fome tem adesão da Noruega apareceu primeiro em Canal Rural.
Frutas: balança comercial está negativa, mas cenário tende a virar

Foto: Pixabay As importações de frutas pelo Brasil registraram elevado crescimento entre janeiro e agosto deste ano, chegando a até 88%, no caso da laranja, de acordo com o Sistema Comex/Stat e análise do Cepea. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! Apesar das exportações seguirem em bons patamares, nos primeiros oito meses do ano foram registrados avanços nas aquisições internacionais do produto, deixando a balança comercial do setor negativa. Esse mesmo cenário só se repetiu três vezes desde 1997, quando a série histórica foi iniciada. “Por conta da situação climática, de chuvas no Rio Grande do Sul, chuvas no Vale de São Francisco também, estiagem em São Paulo, sentimos que algumas frutas tiveram impacto na produção e também na qualidade e, por isso, passamos a importar mais frutas, como maçã, uva e até laranja. Nós, grandes produtores de laranja, estamos importando”, comenta a pesquisadora do Cepea Marcela Barbieri. O Brasil costuma se destacar pela produção de frutas frescas, mas também aumentou as aquisições desse produto nos primeiros oito meses de 2024 ante ao mesmo período do ano passado: Laranja: 88%; Maçã: 76%; Uva: 21% Contudo, a pera, fruta que o Brasil tradicionalmente importa em grandes quantidades avançou apenas 3%. A estimativa, com exceção da uva, é que as compras externas dessas frutas sigam crescendo nos próximos meses. Contudo, o Cepea aponta que, até o fim do ano, a balança comercial do segmento deve se recuperar. “Isso por conta das exportações já positivas de manga, que é a principal fruta exportada pelo Brasil, fruta in natura, a gente está com boas exportações. Também estamos com boas exportações de melão e melancia. Esse segundo semestre está sendo muito bom em termos de exportação para frutas e a gente acredita que ele deve cobrir essas importações que estamos tendo até o momento. No entanto, ainda vai ser uma balança com um superávit menor do que em anos anteriores”. Importações de frutas devem recuar O alto volume de aquisições é um complemento à produção nacional, prejudicada pelos fenômenos naturais adversos dos últimos anos. Entretanto, a pesquisadora do Cepea avalia que, em 2025, as compras externas devem recuar, mas alerta que os produtores rurais precisam se adaptar às mudanças do clima. “Pelo que temos visto das culturas que a gente acompanha, vai ter uma leve melhora pelo menos no ano que vem, mas esse impacto do clima tem sido cada vez mais recorrente e o produtor tem que ficar ligado em uma maneira de corrigir, contornar esses problemas”. O post Frutas: balança comercial está negativa, mas cenário tende a virar apareceu primeiro em Canal Rural.
Sem freio, arroba do boi chega a R$ 340 em São Paulo; veja cotações

Foto: Christiano Antonucci/Secom-MT O mercado físico do boi gordo voltou a apresentar negociações acima da referência média em todo o país. De acordo com a consultoria Safras & Mercado, nesta quinta-feira (7), o grande destaque ficou a cargo de São Paulo, estado em que as negociações acontecem em até R$ 340 por arroba, a prazo. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! As escalas de abate de boi gordo no geral estão apertadas, entre quatro e seis dias úteis na média nacional, exigindo uma postura agressiva da indústria frigorífica na compra de gado, em especial os frigoríficos habilitados a exportar. “O resultado das exportações é bastante representativo, com um novo recorde em termos de volume estabelecido em outubro”, disse o analista da consultoria Fernando Henrique Iglesias. Preços médios da arroba do boi São Paulo: R$ 333,25 Goiás: R$ 322,14 Minas Gerais: R$ 322,94 Mato Grosso do Sul: R$ 324,20 Mato Grosso: R$ 313,45 Mercado atacadista Foto: Wenderson Araujo/CNA O mercado atacadista apresenta preços firmes, e o ambiente de negócios ainda sugere por reajustes no curto prazo, em linha com a entrada dos salários na economia. As proteínas concorrentes tendem a ganhar espaço na mesa da população em função do encarecimento da carne bovina no varejo, em especial a carne de frango, assinalou Iglesias. O quarto traseiro ainda é cotado a R$ 24,00 por quilo. Já o quarto dianteiro segue no patamar de R$ 19,50 por quilo. A ponta de agulha, por sua vez, ainda é cotada a R$ 18,20 por quilo. Câmbio O dólar comercial encerrou a sessão estável, sendo negociado a R$ 5,6757 para venda e a R$ 5,6737 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,6334 e a máxima de R$ 5,7229. O post Sem freio, arroba do boi chega a R$ 340 em São Paulo; veja cotações apareceu primeiro em Canal Rural.
Soja, milho, arroz e feijão: veja as condições e as estimativas de produtividade

Fotos: pixabay/ Montagem: Canal Rural O decorrer da semana tem sido favorável para a semeadura e colheita de algumas culturas no Rio Grande do Sul, de acordo com boletim da Emater-RS-Ascar, divulgado nesta quinta-feira (7). Esse é o caso da soja, cujo plantio atinge 23% da área no estado. Na semana passada, eram 10% e em igual momento do ano passado, 13%. A média dos últimos cinco anos para o período é de 24%. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! “Esse progresso foi favorecido pelas excelentes condições de umidade no solo na maioria das regiões do estado, além da finalização, em algumas propriedades, da colheita de cereais de inverno e do plantio do arroz”, diz o boletim. Assim, as condições de umidade do solo permitiram o processo de semeadura com mínimo revolvimento e deposição uniforme das sementes. As lavouras implantadas entre 20 e 25 de outubro apresentam emergência uniforme, germinação de 5 a 7 dias e rápida emissão dos primeiros trifólios. De acordo com a Emater-RS, em parte das regiões Sul e Campanha, as condições de plantio não foram favoráveis devido à recorrência de precipitações de altos volumes, mantendo a umidade excessivamente elevada em algumas áreas e atrasando o processo de preparo e implantação. Contudo, as condições são inversas em parte da Fronteira Oeste e Vale do Jaguari, pois a sequência de dias com ventos constantes, baixa umidade relativa do ar e temperaturas elevadas reduziu a umidade no solo e dificultou a continuidade do plantio de maneira segura. A área de cultivo projetada pela Emater-RS está estimada em 6.811.344 hectares, e a produtividade média está apontada em 3.179 kg/ha. Plantio do feijão As atividades de plantio do feijão estavam aceleradas nos últimos dias. Porém, em algumas regiões, apesar do bom desenvolvimento, foi reportado murcha de plantas nos horários mais quentes do dia, retornando à turgescência somente à noite. Ainda assim, a produtividade da cultura não foi comprometida pelo pequeno estresse hídrico. Para a safra 2024/25 no estado, a área é de 28.896 hectares, com produtividade média estimada de 1.864 kg/ha. Finalização do plantio de arroz Foto: Sebastião Araújo O plantio do arroz está no terço final no Rio Grande do Sul, conforme a Emater-RS. As chuvas esparsas favoreceram a intensificação da semeadura e dos tratos culturais nas lavouras estabelecidas. Conforme o boletim do órgão, nesse período de precipitações reduzidas, os produtores aproveitaram para realizar as adubações e as aplicações de herbicidas com uso de tratores em função das condições ambientais propícias para o manejo adequado da cultura e para o acesso de máquinas nos talhões. Com isso, nos primeiros dias de novembro, observou-se um aumento significativo na irrigação das lavouras, o que indica uma eficiente adaptação dos cultivos ao momento ideal de plantio, devendo maximizar a produtividade. Em algumas localidades das regiões da Campanha e Sul, a ocorrência de chuvas em altos volumes suspenderam novamente o plantio em parte do período. O Instituto Rio Grandense de Arroz (IRGA) projeta área de 948.356 hectares cultivados. Já a Emater estima produtividade de 8.478 kg/ha. Semeadura do milho Foto: Gilson Abreu/AEN O plantio de milho atingiu 78% da área no Rio Grande do Sul. Segundo a Emater, na semana passada, eram 74%. Em igual momento do ano passado, 79%. A média dos últimos cinco anos para o período é de 76%. Conforme o levantamento do órgão, a maioria das lavouras (85%) segue em fase de desenvolvimento vegetativo, e houve aumento nas áreas em florescimento (15%) e em início do enchimento de grãos em cultivos mais precoces, mas sem relevância estatística. As condições de alta incidência de radiação solar durante o dia e de temperaturas amenas à noite favoreceram a cultura, mantendo a expectativa de produtividade elevada. Pontualmente, observa-se um leve déficit hídrico nas lavouras situadas em solos mais drenados, como encostas, ou em regiões com maior intervalo entre as precipitações. “No entanto, esse déficit não tem causado prejuízos significativos ao potencial produtivo, embora seja perceptível uma perda temporária de turgescência em áreas não irrigadas”, diz o boletim da Emater-RS. As lavouras responderam bem aos manejos realizados, como a aplicação de nitrogênio em cobertura e a manutenção de plantas daninhas em baixas populações. O início da fase reprodutiva requer atenção ao manejo fitossanitário, sendo um estádio sensível. A cigarrinhado-milho (Dalbulus maidis), principal praga da cultura, permanece controlada em todo o estado. Para a safra 2024/25, a Emater-RS estima o cultivo de 748.511 hectares e produtividade média de 7.116 kg/ha. O post Soja, milho, arroz e feijão: veja as condições e as estimativas de produtividade apareceu primeiro em Canal Rural.
Soja tem dia com negócios pontuais no Brasil; leia a análise completa

Foto: CNA/divulgação Os negócios com soja no Brasil foram pontuais nesta quinta-feira (7). O porto de Rio Grande foi uma das exceções, com bons lotes movimentados. Os preços ficaram firmes no porto, favorecidos pela valorização de Chicago. Ainda assim, no geral, foram poucas indicações no dia. Segundo a Safras & Mercado, várias tradings estão fechando, ou quase fechando, o programa do ano. Embora as cotações no mercado interno estejam fortalecidas, quem tem soja disponível está segurando o produto à espera de melhores preços. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! Preços no país Passo Fundo (RS): R$ 137, aumento de R$ 2 Missões (RS): R$ 136, aumento de R$ 2 Rio Grande (RS – Porto): R$ 145, aumento de R$ 2 Cascavel (PR): R$ 139, aumento de R$ 1 Paranaguá (PR – Porto): R$ 146, aumento de R$ 3 Rondonópolis (MT): R$ 154, aumento de R$ 2 Dourados (MS): R$ 140 Rio Verde (GO): R$ 138, aumento de R$ 3 Chicago Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a quinta-feira em forte alta, liderados pelos ganhos superiores a 4% do óleo. Informações de menor produção de óleo de palma na Malásia e o aumento na demanda da Indonésia impulsionaram as cotações do óleo. Além disso, há a expectativa de que a vitória de Donald Trump resultará em tarifas adicionais ao óleo recuperado da China, com maior demanda doméstica nos Estados Unidos para fabricação de biodiesel. A alta do óleo ajudou na recuperação do grão, também respaldada pela boa demanda por grãos americanos. As exportações líquidas norte-americanas de soja, referentes à temporada 2024/25, com início em 1º de setembro, somaram 2.037.200 toneladas na semana encerrada em 31 de outubro. Analistas esperavam exportações entre 1,2 milhão e 2,2 milhões de toneladas. USDA O relatório mensal de novembro do USDA, que traz as estimativas para a oferta e demanda mundial de soja, será divulgado nesta sexta-feira (8), às 14h. Para a safra e os estoques finais de soja dos EUA em 2024/25, espera-se uma estimativa de 535 milhões de bushels, abaixo dos 550 milhões previstos em outubro. Em relação à produção, a previsão é de uma safra de 4,553 bilhões de bushels, inferior aos 4,582 bilhões projetados no mês passado. Para os estoques globais finais de soja em 2024/25, estima-se um número de 134 milhões de toneladas, levemente abaixo dos 134,7 milhões de outubro. Já os estoques finais globais de soja em 2023/24 devem ficar em torno de 112,3 milhões de toneladas, ligeiramente abaixo dos 112,4 milhões do mês anterior. No que diz respeito à China, as importações de soja no mês de outubro somaram 8,09 milhões de toneladas, um aumento de 56% em relação ao mesmo mês de 2023. No acumulado de 2024, as importações chinesas atingiram 89,94 milhões de toneladas, representando um avanço de 11,2% sobre o ano passado. Contratos futuros da soja Os contratos da soja com entrega em janeiro fecharam com alta de 22,50 centavos de dólar, ou 2,24%, a US$ 10,26 1/4 por bushel. A posição março teve cotação de US$ 10,37 1/2 por bushel, com ganho de 22,75 centavos, ou 2,24%. Nos subprodutos, o farelo de soja com vencimento em dezembro fechou com alta de US$ 0,10, ou 0,03%, a US$ 298,50 por tonelada. O óleo de soja, com vencimento em dezembro, fechou a 48,32 centavos de dólar, com alta de 1,98 centavo, ou 4,27%. Câmbio O dólar comercial encerrou a sessão estável, sendo negociado a R$ 5,6757 para venda e a R$ 5,6737 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,6334 e a máxima de R$ 5,7229. O post Soja tem dia com negócios pontuais no Brasil; leia a análise completa apareceu primeiro em Canal Rural.
Os benefícios do uso de bioinsumos na produção da soja

Na última quarta-feira (6), representantes do setor agropecuário, da indústria e parlamentares se reuniram na sede da Aprosoja Brasil, em Brasília, para discutir a produção sustentável no país, com ênfase nos bioinsumos aplicados à agropecuária, como na produção da soja. O encontro aprofundou debate sobre dois projetos de lei em tramitação no Congresso Nacional: o PL 3668/2021 e o PL 658/2021. Enquanto o PL 658 regulamenta e permite a produção de insumos biológicos dentro das propriedades rurais para uso próprio por parte dos agricultores, o PL 3668 impõe restrições a esta prática e exige desses insumos o mesmo tratamento dado aos produtos químicos. O debate destacou a necessidade de um texto de consenso que garanta segurança jurídica às empresas e permita ao produtor rural produzir seus próprios bioinsumos sem burocracia. O uso no Brasil cresceu 50% nas últimas duas safras, segundo dados da FGV Agro, refletindo a crescente adoção de práticas agrícolas mais sustentáveis. De acordo com Fabrício Rosa, diretor-executivo da Aprosoja Brasil, “o diálogo se baseou na ciência, na técnica e na criação de uma estrutura regulatória que proporcione segurança jurídica para todos os envolvidos.” Segundo o diretor, hoje existem três modelos de negócio: o produto de prateleira, fertilizantes e inoculantes, além da indústria de equipamentos que vende insumos para o agricultor fazer sua produção ”on farm”. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! Produção ‘on farm’ Durante a discussão, um ponto-chave foi o conceito de “on farm”, que se refere à prática de produzir insumos biológicos diretamente nas propriedades rurais para consumo próprio. Essa abordagem tem se mostrado uma solução eficiente para os agricultores que buscam maior independência e sustentabilidade, reduzindo a dependência de insumos químicos importados. A produção de bioinsumos “on farm” utiliza recursos locais e soluções naturais, favorecendo a saúde do solo e das culturas. A utilização de bioinsumos “on farm” apresenta grandes vantagens, especialmente na produção de soja. Ao tratar as sementes com produtos químicos, muitas vezes ocorre uma interferência no processo de germinação, que é crucial para o desenvolvimento da planta. Esse momento é quando a planta estabelece a base de sua interação com o solo, e os produtos químicos podem causar perturbações nesse processo, afetando a qualidade das raízes e o desenvolvimento inicial da planta. Com a transição para o uso de biológicos, como inoculantes e outros microrganismos benéficos, a resposta da planta tende a ser muito mais positiva. Os biológicos melhoram a qualidade da germinação, estimulam o crescimento das raízes e são eficazes no controle de doenças. A aplicação adequada desses biológicos, como no sulco de plantio, também otimiza a integração dos insumos com o solo, com um controle mais eficiente e bons resultados. Produção da soja e o uso de bioinsumos O uso de bioinsumos no tratamento de sementes tem se mostrado fundamental para garantir uma soja mais saudável e produtiva. A adoção de bactérias e fungos benéficos, como tricodermas e bacilos, contribui para o controle biológico de doenças e favorece a fixação de nitrogênio, um nutriente essencial para o crescimento das plantas. Com a utilização de bioinsumos, é possível reduzir a agressividade dos tratamentos químicos, o que garante que a planta esteja bem estabelecida desde o início. Além disso, o uso de equipamentos específicos que aplicam os biológicos diretamente no sulco de plantio, com a quantidade e pressão adequadas, garante máxima eficiência na distribuição e absorção dos insumos, com menos desperdícios e ótimos resultados. O impacto do PL 658 A discussão também enfatizou a urgência na aprovação do PL 658, que deve ser votado até o final deste mês. Caso o projeto não seja aprovado ainda este ano, os agricultores que produzem bioinsumos, incluindo milhões de pequenos produtores de alimentos orgânicos, correrão o risco de se tornar ilegais ao continuar produzindo seus próprios insumos. O post Os benefícios do uso de bioinsumos na produção da soja apareceu primeiro em Canal Rural.