Chuvas intensas colocam Paraná em alerta: volumes podem ultrapassar 200 mm nos próximos dias

Foto: Gilson Abreu/AEN O Paraná enfrenta previsão de chuvas intensas nos próximos dias, com acumulados que podem ultrapassar 200 mm em algumas regiões, segundo o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar). A frente fria que se instala no estado entre este fim de semana e a próxima terça-feira (10) deve gerar instabilidades significativas, acompanhadas de tempestades com raios e ventos fortes. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! Os maiores volumes de chuva são esperados no sudoeste do estado, onde o acumulado pode superar os 200 mm até segunda-feira (9). Na porção sul , Campos Gerais, Região Metropolitana de Curitiba e Litoral, o acumulado deve passar de 150 mm. No Norte, também há previsão de chuvas volumosas. Essas condições aumentam o risco de alagamentos e enchentes em áreas vulneráveis. Na terça-feira (10), a frente fria deve começar a se deslocar em direção ao Sudeste, reduzindo as instabilidades no estado. Chuva em Curitiba De acordo com a Climatempo, vários localidades na capital do estado já haviam acumulado mais de 70 mm no período entre aproximadamente 14 horas da sexta (6) e 14 horas deste sábado (7). Nesse período, as maiores quantidades de chuva foram as seguintes (dados do Cemaden): 86,2 mm na região de Cachoeira, 79,8 mm na região de Umbará, 77,8 mm em São Braz, 77,2 mm em Santa Felicidade, 72,6 mm em Vista Alegre. A média normal de precipitação em Curitiba em todo o mês de dezembro é de 152 mm. Alertas da Defesa Civil Nesta sexta-feira, a Defesa Civil do Paraná enviou alertas aos moradores da região Sul, informando sobre o risco de fortes temporais. As notificações continuarão durante os próximos dias para os locais mais afetados. Municípios foram orientados a monitorar as condições climáticas e se prepararem para emergências. Os avisos são transmitidos via SMS, pelo número 40199, e pelo WhatsApp no (61) 2034-4611, mediante cadastro prévio. O Centro Estadual de Gerenciamento de Riscos e Desastres (Cegerd) realiza monitoramento 24 horas por dia e emitirá novos alertas conforme as condições forem atualizadas. Orientações à população A Defesa Civil pede atenção especial às pessoas que vivem em áreas de risco, como margens de rios, encostas e morros. No site da Coordenadoria Estadual da Defesa Civil, estão disponíveis orientações sobre como agir em situações de emergência, como enchentes e tempestades. Cadastro para alertas: SMS: Envie seu CEP para 40199. WhatsApp: Salve o número (61) 2034-4611 e solicite o cadastro. A população é orientada a acompanhar os boletins meteorológicos e seguir as recomendações dos órgãos de segurança. O post Chuvas intensas colocam Paraná em alerta: volumes podem ultrapassar 200 mm nos próximos dias apareceu primeiro em Canal Rural.

Muita chuva e sensação de frio, enquanto frente fria avança; veja previsão do tempo para o Brasil

Foto: Pixabay Neste domingo (8), o Brasil enfrenta condições climáticas variadas entre as regiões. Enquanto o Sul continua lidando com chuvas intensas e risco de transtornos, especialmente em Santa Catarina e Paraná, o Sudeste terá tempo firme na maior parte dos estados, com exceção de São Paulo, onde uma frente fria traz instabilidades. O Centro-Oeste e o Norte também apresentam pontos de chuva intensa, contrastando com o calor seco do interior do Nordeste. Confira a previsão completa para o dia, na análise da Climatempo. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! Sul O tempo fica mais estável no Rio Grande do Sul, com sensação de frio nas áreas serranas. Em Santa Catarina e Paraná, a chuva continua intensa e frequente, com risco para transtornos em áreas de risco. As capitais Curitiba e Florianópolis continuam recebendo chuva forte Sudeste Uma frente fria traz chuva para São Paulo, especialmente na região central e metropolitana. No oeste paulista e litoral sul, há previsão de pancadas isoladas com raios e trovoadas. No Rio de Janeiro, Espírito Santo e Minas Gerais, o tempo permanece firme e quente. Centro-Oeste Ainda há risco de temporais em Mato Grosso do Sul e no sul e oeste de Mato Grosso. As demais áreas da região seguem ensolaradas, com o sol predominando entre algumas nuvens. Nordeste Os ventos vindos do oceano formam nuvens carregadas no Maranhão, Piauí e Rio Grande do Norte. Há previsão de chuva isolada de moderada a forte intensidade. No interior da região, o tempo permanece seco e quente. Norte A chuva será intensa no Amazonas, Acre e Rondônia. Pancadas isoladas são esperadas no Pará, Amapá e Tocantins, enquanto Roraima segue com tempo estável. O post Muita chuva e sensação de frio, enquanto frente fria avança; veja previsão do tempo para o Brasil apareceu primeiro em Canal Rural.

Golpes digitais ameaçam crédito rural: saiba como evitar fraudes

Foto: Pixabay Um levantamento do Instituto DataSenado aponta que, de junho de 2023 a junho de 2024, 24% dos brasileiros com mais de 16 anos foram vítimas de golpes digitais. Entre os afetados estão produtores rurais de pequeno e médio porte, que têm sido alvos frequentes de fraudes devido à crescente demanda por crédito no agronegócio. De acordo com Sâmela Moraes, gerente da Nagro Crédito Agro, fintech brasileira que oferece crédito para produtores rurais, o acesso ao crédito atrai golpistas que exploram a necessidade e urgência dos produtores. Ofertas com juros muito baixos ou vantagens irreais são indícios comuns de esquemas fraudulentos. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! “Esses golpes aproveitam a vulnerabilidade de produtores que, em busca de soluções rápidas para o custeio de safras ou investimentos, podem não se atentar aos riscos envolvidos”, diz Moraes. Apesar dos desafios, a tecnologia pode ser uma aliada, ajudando a reduzir a burocracia e aumentar a segurança nas transações. Segundo o Congresso Nacional de Crédito no Agronegócio (Conacred), 38% dos profissionais que atuam no setor demonstram otimismo quanto ao futuro do crédito agro. Confira abaixo dicas da Nagro Crédito Agro para evitar fraudes. Como se proteger de golpes no agro Falsos intermediáriosGolpistas criam sites falsos que imitam páginas de instituições financeiras legítimas para coletar informações bancárias e pessoais. Moraes orienta: “Verifique a reputação da instituição e desconfie de taxas de juros muito abaixo do mercado.” Mensagens por WhatsApp ou SMSCerca de 80% dos brasileiros já foram alvos de tentativas de fraude por aplicativos de mensagens, segundo a NordVPN. Os golpistas se passam por representantes de empresas, oferecendo condições exclusivas e urgentes. “Sempre confirme a autenticidade da comunicação antes de fornecer dados pessoais ou bancários”, recomenda Moraes. Pagamentos antecipadosNeste golpe, os criminosos solicitam depósitos iniciais para liberar financiamentos. As falsas cobranças incluem taxas de cadastro ou seguro. “Nenhuma instituição séria pede pagamento antecipado para liberar crédito”, afirma a gerente. Boletos falsosProdutores recebem boletos fraudulentos que aparentam ser de instituições financeiras, mas direcionam os valores para os golpistas. A melhor forma de evitar o golpe é verificar o documento diretamente na plataforma oficial da credora. A prevenção é o melhor caminho para evitar prejuízos no crédito rural. Desconfie de ofertas muito vantajosas, utilize apenas canais oficiais para transações e não compartilhe informações pessoais ou bancárias sem a devida confirmação. Produtores que identificarem suspeitas de golpes devem denunciar às autoridades e procurar apoio de empresas confiáveis no mercado. O post Golpes digitais ameaçam crédito rural: saiba como evitar fraudes apareceu primeiro em Canal Rural.

Brasil pode mais que dobrar exportação de carne bovina com acordo Mercosul-UE, diz consultoria

Foto: CNA O Brasil pode mais do que dobrar a exportação de carne bovina à União Europeia a partir da formalização do acordo de livre comércio entre o bloco econômico europeu e o Mercosul. A estimativa, ainda preliminar, é da consultoria Agrifatto. “Hoje exportamos 5% do nosso volume para a Europa, e esse número pode chegar a 12% ou 13% com o acordo”, afirmou a CEO da Agrifatto, Lygia Pimentel. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! Pelo acordo, o Mercosul poderá exportar 99 mil toneladas de carne bovina peso carcaça para a União Europeia, sendo 55% do volume na forma resfriada e 45% congelada, com alíquota de 7,5%. Esse volume será alcançado em seis etapas crescentes. Além disso, a Cota Hilton, que atualmente permite a exportação de 10 mil toneladas com alíquota de 20%, será isenta assim que o acordo entrar em vigor. Grande parte dessa nova cota deve ser ocupada pelo Brasil. Segundo Pimentel, o país já atende 86% da demanda europeia por carne e deve manter essa posição de liderança no Mercosul. “O Brasil tem plena condição de atender à nova cota, mesmo com as exigências impostas”, avaliou. A CEO destacou que a assinatura do tratado, aguardada há mais de duas décadas, promete vantagens comerciais ao setor pecuário brasileiro e à indústria de proteínas, mas traz também desafios regulatórios. Entre os pontos sensíveis está o desmatamento legal, frequentemente mal interpretado no exterior, segundo Pimentel. “Quando dizem que o desmatamento de 2021 para frente não será aceito, parece que o Brasil queria desmatar indiscriminadamente. Mas temos uma legislação extremamente exigente, que prevê limites claros, como manter 80% de áreas preservadas na Amazônia”, comentou, criticando o que classificou como protecionismo europeu. “Essas regras ferem a soberania, porque colocam limitações aqui que eles mesmos não seguem. Nós aceitamos, mas é um país estrangeiro legislando sobre o Brasil”, afirmou. Apesar das críticas, Pimentel avalia que o impacto do acordo será positivo. “A Europa sempre foi um bom pagador e o acordo ajuda a diluir a dependência do mercado chinês. Mas não será algo transformador: a cota é pequena e o aumento do volume exportado será limitado”, ponderou. Até outubro de 2024, o Brasil já havia exportado 66.439 toneladas de carne bovina para a União Europeia, de acordo com o Agrostat, sistema de estatísticas de comércio exterior do agronegócio brasileiro. O post Brasil pode mais que dobrar exportação de carne bovina com acordo Mercosul-UE, diz consultoria apareceu primeiro em Canal Rural.

Mercosul-UE: governo brasileiro espera assinatura de acordo até fim de 2025

Foto: Ricardo Stuckert/PR Negociadores do governo brasileiro esperam que o acordo comercial entre Mercosul e União Europeia seja assinado até o final do próximo ano, disseram fontes. Essa etapa vai depender da conclusão prévia de duas fases: a revisão legal e a tradução dos textos. Depois de assinado, o tratado ainda não estará em vigor, já que isso depende da internalização e da ratificação do acordo comercial. O ritmo da revisão legal e da tradução dos textos, processo que levará meses, também dependerá em parte da nova presidência do Mercosul, assumida pela Argentina de Javier Milei. O país vizinho assumiu a liderança pro tempore nesta sexta-feira (6), durante a cúpula de chefes de Estado em Montevidéu. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! Embora tenha apoiado o tratado comercial, a favor de uma maior flexibilização comercial, Milei é um crítico do bloco sul-americano, e reforçou sua visão ao classificar o Mercosul como uma “prisão”. Por sua vez, no segundo semestre de 2025, será a vez de o Brasil assumir a presidência pro tempore, o que alimenta as expectativas de que, até o fim desse ciclo, o acordo possa ser assinado. Segundo o governo brasileiro, o processo de revisão legal do acordo, voltado a assegurar a consistência, harmonia e correção linguística e estrutural aos textos, está avançado. Concluída esta fase, o tratado passará por tradução da língua inglesa para as 23 línguas oficiais da União Europeia e as 2 línguas oficiais do Mercosul – espanhol e português. Depois vem a etapa da assinatura. Em seguida, as partes encaminharão o acordo para os respectivos processos internos de aprovação. No Brasil, tal processo envolve os Poderes Executivo e Legislativo, por meio da aprovação do Congresso Nacional. Na ratificação, as partes notificam sobre a conclusão dos respectivos trâmites internos e confirmam seu compromisso em cumprir o acordo. O retorno da cúpula entre Brasil e União Europeia, anunciado nesta sexta pelo governo brasileiro terá, entre outras metas, criar a formulação de estratégia comum para assegurar a aprovação final e a ratificação do tratado comercial. A cúpula não se reunia desde fevereiro de 2014, quando o encontro foi promovido em Bruxelas, na Bélgica. Ainda não há data nem local definidos para a reunião, mas já ficou acertado entre as partes que ela será no Brasil e, provavelmente, em algum momento do primeiro semestre do ano que vem. O post Mercosul-UE: governo brasileiro espera assinatura de acordo até fim de 2025 apareceu primeiro em Canal Rural.

Defesa Civil prevê continuidade de chuva forte em Santa Catarina; saiba até quando

Foto: Coredec/Santa Catarina As chuvas intensas que atingem Santa Catarina desde a madrugada deste sábado (7) devem permanecer até segunda-feira (9), segundo boletim da Defesa Civil do estado divulgado hoje. Além das chuvas intensas, o avanço de uma frente fria reforça a possibilidade de temporais isolados com fortes rajadas de vento e eventual queda de granizo. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! Os volumes de chuva registrados entre a sexta-feira (6) e a madrugada de hoje já causaram alagamentos e enxurradas em diversas regiões do estado. No município de Bom Retiro, na Serra Catarinense, foram registrados danos significativos, com 50 residências afetadas e cerca de 200 pessoas impactadas pelas enxurradas. A Defesa Civil informou que não há registro de vítimas. Alagamentos em Santa Catarina O município de Joinville também enfrentou enxurradas, e muitos bairros ficaram alagados. Nas últimas 12 horas, o volume registrado chegou a 120 milímetros (mm) em toda região. “Outros municípios, como Xanxerê e Dionísio Cerqueira, também enfrentaram alagamentos pontuais. A instabilidade meteorológica é provocada por uma frente fria semi-estacionária, que mantém a previsão de chuvas intensas até segunda-feira (9), com riscos elevados para deslizamentos e alagamentos em diversas áreas”, informou a Defesa Civil. Ao longo do sábado, a chuva ocorre de forma persistente e abrangente, especialmente entre as regiões do Grande Oeste, Vale do Itajaí, Planalto Norte e Litoral Norte. Nessas regiões, são esperados os maiores volumes acumulados de chuva. “O risco é alto para ocorrências associadas a alagamentos, enxurradas e eventuais deslizamentos nestas regiões. Já na porção sul do estado, também são esperados temporais com chuva pontualmente intensa, mas os acumulados devem ser menores em comparação aos das demais regiões, trazendo risco moderado para alagamentos e enxurradas pontuais”, acrescentou a Defesa Civil de Santa Catarina. No domingo (8) e na segunda-feira (9), permanece o tempo nublado e chuvoso em grande parte do estado, mantendo-se o risco de moderado a alto para ocorrências meteorológicas, principalmente nas áreas da divisa com o Paraná. Nessa região, a chuva tende a ser mais volumosa, em especial no Grande Oeste, Planaltos, Vale do Itajaí e Litoral Norte. “Ao final do evento, nas áreas mais atingidas, são esperados, em média, volumes entre 200 mm e 250 mm. Diante disto, o risco para ocorrências associadas à chuva volumosa, com possíveis impactos hidrológicos e geológicos, é considerado alto”, informou o órgão. Já na área entre o Litoral Sul e a Grande Florianópolis, a chuva também vai permanecer de forma frequente. São esperados volumes um pouco menores, variando entre 60 e 80 mm com pontuais em torno de 100mm. Nessas áreas, o risco é moderado para ocorrências associadas a chuva intensa e volumosa, como alagamentos e enxurradas. Na segunda-feira, a chuva diminui em parte, principalmente nas áreas próximas ao Rio Grande do Sul. Nas demais regiões, o sistema estacionário que estará posicionado sobre o Paraná, somado à influência de uma área de baixa pressão, ainda mantém maior cobertura de nuvens e condição para chuva pontualmente intensa. “O risco permanece moderado a alto para ocorrências associadas a alagamentos, enxurradas e deslizamentos. No amanhecer, as temperaturas variam entre 10 °C na Serra e 17 °C no Oeste e Litoral Norte. À tarde, as temperaturas sobem pouco, variando entre 13 °C e 21 °C pelo estado. O mar fica pouco agitado com ondas de sul/sudeste entre 1,5 m e 2 m. Os ventos de sudeste/leste variam entre 30 e 50 km/h”,alerta a Defesa Civil. A instabilidade deve diminuir entre terça (10) e quarta-feira (11), mas, segundo o boletim, o transporte de umidade do mar para a costa deixa o tempo encoberto e chuvoso, sobretudo em áreas do litoral e regiões próximas. O post Defesa Civil prevê continuidade de chuva forte em Santa Catarina; saiba até quando apareceu primeiro em Canal Rural.

Colheita de amendoim e batata ganha precisão com drones e IA

Foto: Embrapa /Reprodução Os produtores de amendoim (Arachis hypogaea l.), batata (Solanum tuberosum) e batata-doce (Ipomoea batatas) enfrentam o desafio de estimar qual o melhor momento da colheita e como será a qualidade e o rendimento de suas lavouras. Isso porque essas culturas são subterrâneas, ou seja, os frutos se desenvolvem embaixo do solo e, dessa forma, não é possível visualizá-los até o momento da colheita. “Para colher o amendoim, é preciso que 70% das vagens estejam maduras e, para verificar isso, é preciso arrancar as plantas do solo e fazer uma avaliação visual. Essa operação, chamada de arranquio, também acaba mobilizando a terra e, consequentemente, emitindo CO2 [gás carbônico]”, afirma o professor Rouverson Pereira da Silva, da Universidade Estadual Paulista (Unesp), campus de Jaboticabal. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! Por meio de tecnologias de sensoriamento remoto, baseadas em imagens obtidas por satélites ou sensores embarcados em drones, combinadas com sensores embarcados em máquinas agrícolas e ferramentas de inteligência artificial, os pesquisadores têm desenvolvido modelos computacionais que podem auxiliar os produtores a mensurar o rendimento e a maturidade de culturas, como a do amendoim, a partir da análise remota das folhas da planta. E, dessa forma, aumentar a produtividade e diminuir as emissões de CO2 pela mobilização intensa do solo. Alguns dos resultados do projeto, apoiado pela Fapesp, foram apresentados por Silva em um painel sobre saúde do solo no contexto da agricultura digital realizado durante a Fapesp Week Spain, que ocorreu nos dias 27 e 28 de novembro na Faculdade de Medicina da Universidade Complutense de Madri (UCM). “Os modelos que desenvolvemos conseguem estimar com mais de 90% de precisão a maturidade do amendoim, por exemplo, eliminando a necessidade do arranquio. No caso da batata-doce, conseguimos estimar até mesmo o tamanho da cultura”, disse Santos à Agência Fapesp. “Por meio de estimativas feitas por esses modelos computacionais é possível trabalhar com regulagens mais adequadas para melhorar a eficiência do processo de colheita e, ao mesmo tempo, reduzir as perdas, porque ao estimar a produtividade de culturas se consegue regular as máquinas agrícolas para fazer a colheita de forma mais adequada”, afirmou o pesquisador. Para obter essas estimativas com precisão, os pesquisadores analisam imagens obtidas por câmeras embarcadas em drones ou em satélites, que captam a reflectância da planta, ou seja, o quanto ela está refletindo de energia solar nas bandas do visível (verde, amarelo e azul) e do invisível (infravermelho, infravermelho próximo e borda do vermelho). A partir dessa característica, é possível calcular os índices de maturação. “A reflectância revela a sanidade da planta. As folhas doentes apresentam cores e refletem de maneira diferente a energia solar incidida sobre elas. E, quanto mais saudável a planta estiver, mais produzirá”, contou Silva. O projeto está em fase de transferência de tecnologia para os produtores – um processo moroso e trabalhoso, segundo o pesquisador. “Essa etapa é demorada porque, para realizarmos um projeto dessa envergadura, precisamos ir a campo e arrancar milhares de plantas ao longo dos anos para obter os dados de interesse. Além disso, há diversas cultivares de amendoim, por exemplo. Por isso ainda não transferimos a tecnologia, porque os produtores mudam ao longo dos anos as cultivares que plantam e precisamos ter um modelo robusto, capaz de fazer predições em diferentes condições”, explicou.   O post Colheita de amendoim e batata ganha precisão com drones e IA apareceu primeiro em Canal Rural.

Bacon ovino, ‘o oveicon’, e outros produtos inovadores valorizam ovinocultura no país

Foto: Paulo Lanzetta/Embrapa A carne ovina – de cordeiros e ovelhas -, reconhecida por sua alta qualidade nutricional, está no centro de pesquisas que buscam agregar valor à produção e diversificar sua utilização. Além dos tradicionais cortes e pratos típicos, como churrascos, carne de sol e cozidos, novos produtos estão sendo desenvolvidos para ampliar o mercado, incluindo embutidos, hambúrgueres e até o “oveicon”, uma espécie de bacon de carne ovina. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! Segundo a nutricionista Luciana Fujiwara, professora da Universidade Federal do Ceará (UFC), a carne ovina se destaca pelo teor de proteínas, que varia entre 25% e 26% em 100 gramas. “É um teor superior ao da carne bovina. Além disso, tem baixa concentração de colesterol, o que a torna uma boa opção para cardíacos, diabéticos e outros públicos que buscam carne vermelha com qualidade nutricional”, afirma. A pesquisadora Lisiane Lima, da Embrapa Caprinos e Ovinos (Sobral-CE), destaca que a carne ovina é amplamente consumida em todas as regiões do Brasil, com pratos variados que refletem as tradições locais. “No Nordeste, temos a carne de panela e a buchada, enquanto no Sul, o churrasco de cordeiro é um destaque. Esses pratos mostram a versatilidade da carne ovina na culinária brasileira”, ressalta. Inovação e novos mercados Foto:Pixabay Pesquisas desenvolvidas pela Embrapa têm foco na diversificação de cortes e no aproveitamento integral da carcaça ovina, promovendo produtos como linguiças light, mortadelas, copas e o próprio oveicon. A pesquisadora Elen Nalério, da Embrapa Pecuária Sul (Bagé-RS), conta que até mesmo carne de ovelhas mais velhas, menos aceitas no mercado tradicional, tem sido transformada em produtos processados com alto valor agregado. “A carne de descarte pode ser utilizada para criar produtos diferenciados que atendem a um público urbano crescente, enquanto os cortes tradicionais de cordeiro favorecem o consumo diário”, diz Nalério. Além disso, subprodutos como vísceras, usados em pratos típicos como sarapatel e dobradinha, também geram renda adicional. Estudos da Embrapa mostram que a comercialização desses itens pode elevar em até 57,51% o valor da carcaça, ampliando o retorno financeiro para o produtor. Sustentabilidade e agregação de valor O desenvolvimento de novos produtos e a valorização de subprodutos da carne ovina não apenas fortalecem a ovinocultura no Brasil, mas também promovem maior sustentabilidade ao reduzir desperdícios e atender às demandas de um mercado consumidor diversificado. Com iniciativas como o oveicon e outros itens inovadores, a cadeia produtiva se consolida como uma oportunidade promissora para agricultores e criadores do país. Fonte: Embrapa O post Bacon ovino, ‘o oveicon’, e outros produtos inovadores valorizam ovinocultura no país apareceu primeiro em Canal Rural.

Produção de fermentado de jabuticaba é aprimorada e visa mercado internacional

Foto: Pixabay A Embrapa e a Cooperativa Mista de Produção e Comercialização Camponesa de Alagoas (Coopcam), localizada em Palmeira dos Índios, estão investindo no desenvolvimento de fermentados produzidos à base de jabuticaba. Com esse objetivo, produtores e pesquisadores estiveram reunidos em um evento de capacitação, realizado entre os dias 25 e 27 de novembro na Embrapa Semiárido, em Petrolina, Pernambuco, proporcionando um espaço para troca de conhecimentos e experiências sobre a elaboração das bebidas. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: Siga o Canal Rural no WhatsApp! A capacitação faz parte do projeto de inovação social “Inclusão socioprodutiva de agricultores familiares camponeses do Agreste alagoano por meio do aprimoramento de fermentados de jabuticaba e isolamento de leveduras dos frutos”, coordenado pela Embrapa Alimentos e Territórios (Maceió-AL). Entre diversos outros produtos, a cooperativa já vinha trabalhando com o fermentado de jabuticaba, e apresentou à Embrapa uma demanda para melhorar especificamente o processamento dessa bebida.  De acordo com o pesquisador João Roberto Correia, que deu início ao projeto, foi feita uma articulação com as diversas unidades da empresa que tinham competência para atender essa demanda, resultando em ações voltadas para a melhoria do processo de fermentação, mas também de alternativas para aproveitamento alimentar dos subprodutos do processamento O agricultor José Fernando Silva de Lima, membro e tesoureiro da Coopcam, conta que a cooperativa reduziu o trabalho com outras frutas e agora está buscando aprimorar o processo de fermentação e de elaboração de outros produtos da jabuticaba. “Acho que é um produto que vai ser bastante promissor e a gente está bem entusiasmado”, afirma. Técnicas de processamento Foto: Wikimedia De acordo com a pesquisadora Ana Cecília Rybka da Embrapa Semiárido, produtos como o fermentado de frutas estão ganhando muito espaço no mercado nacional e internacional. No entanto, ela ressalta que a legislação do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) para a sua produção é bastante exigente e traz alguns desafios específicos para o caso da jabuticaba. “É uma fruta muito ácida, por exemplo, e há um limite permitido para a adição de açúcar. Então precisamos usar técnicas para baixar a acidez e deixar o sabor agradável ao paladar, mantendo a quantidade de açúcar dentro do nível permitido”, explica Rybka. Ela explica que uma das estratégias adotadas para a melhoria do processamento foi aplicar técnicas de fermentação da uva de vinho na jabuticaba, a exemplo da maceração a frio, uso de conservantes, desacifidicante, entre outros. “O objetivo é ter uma formulação mais padronizada, visando uma melhor aceitação do mercado, e também adequada à legislação vigente, considerando ainda a realidade da Cooperativa, que trabalha com produção artesanal e em pequena escala”, conta Rybka. Novo produto de jabuticaba Para isso, foi desenvolvido, no Laboratório de Enologia da Embrapa Semiárido, um processo de elaboração do fermentado de jabuticaba, em que foram aplicados diferentes tratamentos para posterior comparação dos resultados. Além disso, foi desenvolvido um produto novo – o fermentado de jabuticaba gaseificado –, que é uma proposta para ampliar a gama de produtos comercializados pela Cooperativa. Durante a capacitação, a pesquisadora Aline Biasoto, da Embrapa Meio Ambiente, também apresentou processos e resultados desse trabalho. “Nós mostramos para eles o que podem melhorar no processo e como eles podem fazer para se adequar à legislação. O objetivo é que eles tenham um produto com uma boa aceitação e também com melhor potencial nutracêuticos, devido ao maior teor de compostos fenólicos, que são compostos bioativos”, destaca a pesquisadora. *Sob supervisão de Victor Faverin Saiba em primeira mão informações sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo. Siga o Canal Rural no Google News. O post Produção de fermentado de jabuticaba é aprimorada e visa mercado internacional apareceu primeiro em Canal Rural.

Projeto de segurança alimentar utiliza as 950 mil árvores frutíferas de Brasília como base

Foto: Setur/divulgação A cidade de Brasília abriga um grande pomar a céu aberto, com mais de 950 mil exemplares de árvores frutíferas de 35 espécies. A partir dessa diversidade, a estudante de Nutrição do Centro Universitário de Brasília (Ceub) Camila Faeda buscou identificar tais recursos naturais como aliado no combate à insegurança alimentar da população vulnerável. Saiba em primeira mão informações sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo. Siga o Canal Rural no Google News. O resultado da pesquisa foi surpreendente: com práticas simples, como o aproveitamento integral de frutas, o Distrito Federal pode combater a insegurança alimentar e se tornar referência em nutrição sustentável. Nas superquadras da capital, é possível colher, em diferentes épocas do ano, frutas como abacate, acerola, açaí, amêndoa, amora, cajá-manga, caju, carambola, goiaba, graviola, jaboticaba, jambo, jamelão, jaca, manga, nêspera, pitanga, pitomba, romã, tamarindo, uva-do-pará, araçá, baru, cagaita, cajá, ingá, jatobá e pequi. Já no Parque da Cidade, podem ser encontradas espécies adicionais, como limão, jenipapo e oiti. Aproveitamento integral Focada no aproveitamento integral destes alimentos, com o uso de partes não convencionais, como cascas, Camila testou a aceitação e viabilidade do consumo de ingredientes sustentáveis e acessíveis. “Ao incorporar ingredientes ricos em nutrientes, se evita a compra de produtos industrializados ou suplementos mais caros. Para famílias vulneráveis, transformar resíduos em refeições nutritivas é uma estratégia para garantir alimentos acessíveis e combater o desperdício”, destaca. A partir da análise de literatura e experiência sensorial com uma das frutas presentes nos locais públicos da cidade, a escolha da manga se deu pela abundância em Brasília e pelo alto valor nutricional e versatilidade em receitas culinárias. “As mangueiras espalhadas pela capital fornecem um recurso alimentar riquíssimo, mas que muitas vezes é subutilizado”, alerta Camila. Após a escolha do fruto, foi desenvolvida uma receita de bolo de casca de manga para a experiência sensorial de degustação para voluntários adultos de 20 a 60 anos (veja abaixo). Essa etapa consistiu em desenvolver uma receita simples, facilitando a adoção e promoção de alimentação mais saudável e sustentável para famílias de diferentes contextos. Segundo Camila, a aceitação positiva do bolo de casca de manga sugere que tais práticas não só são viáveis, mas podem ser bem recebidas pela comunidade e implementadas em políticas públicas no combate à fome. “Com práticas simples, como o aproveitamento das cascas de manga, a região não só pode combater a insegurança alimentar, mas também se tornar referência em nutrição sustentável, inspirando outras regiões a fazer o mesmo”, frisa. Frutas no combate à insegurança alimentar Foto: Marcelino Ribeiro Para expandir o impacto da pesquisa, Camila afirma ser essencial promover, por meio de políticas públicas, oficinas culinárias gratuitas, ensinando famílias a usar partes não convencionais dos alimentos. “Programas escolares podem integrar o tema em atividades e merendas, sensibilizando as novas gerações. Campanhas educativas podem destacar os benefícios nutricionais e econômicos dessas práticas. Já parcerias com supermercados e feiras livres podem oferecer alimentos que seriam descartados a preços acessíveis”, reforça a pesquisadora. Para Paloma Popov, orientadora do projeto e professora de Nutrição do CEUB, a metodologia utilizada é adaptável a diferentes contextos urbanos, ou seja, em outras cidades com diversidade de espécies frutíferas. “É importante identificar os alimentos mais comuns em cada região. Por exemplo, onde a manga não é comum, cascas de banana, sementes de abóbora ou talos de vegetais podem ser alternativas”, completa a orientadora. Receita bolo de casca de manga Ingredientes: Casca de manga: 250 g (1 unidade) Polpa de manga: 150 g (1 unidade) Farinha de trigo: 240 g (2 xícaras) Açúcar: 200 g (1 xícara) Óleo vegetal: 120 mL (½ xícara) Leite: 240 mL (1 xícara) Ovos: 100 g (2 unidades) Fermento em pó: 10 g (1 colher de sopa) Modo de preparo: Preaqueça o forno a 180°C e unte uma forma de bolo. No liquidificador, bata as cascas de manga com o leite e o óleo até obter uma mistura homogênea. Em uma tigela grande, misture a farinha de trigo e o açúcar. Adicione a mistura seca à polpa de manga e às cascas batidas, mexendo bem até incorporar todos os ingredientes. Adicione os ovos à mistura e mexa até obter uma massa lisa. Por último, acrescente o fermento em pó e misture delicadamente. Despeje a massa na forma untada e leve ao forno por cerca de 35-40 minutos, ou até que um palito inserido no centro do bolo saia limpo. Deixe esfriar antes de desenformar e servir. Rendimento: 8 porções Custo total: R$ 5,50 Custo por porção: R$ 0,69 Tempo do pré-preparo: 10 minutos Tempo de preparo: 40 minutos *Sob supervisão de Victor Faverin O post Projeto de segurança alimentar utiliza as 950 mil árvores frutíferas de Brasília como base apareceu primeiro em Canal Rural.