Frente fria deve provocar chuva de 120 mm, granizo e ventos de 100 km/h; veja a previsão da semana

Foto: Inmet Quer começar e terminar a semana bem informado sobre o clima em sua região? Então confira a previsão do tempo entre esta segunda-feira (9) e a próxima sexta-feira (13). Há alertas para chuva forte, vendavais e granizo: Sul O tempo continua muito instável entre o norte do Rio Grande do Sul e o Paraná, com altos acumulados de chuva e risco de temporais. Esses fenômenos estão associados a uma sequência de acontecimentos: frente fria, cavado meteorológico, ventos úmidos do oceano, ventos quentes do Norte e um sistema de baixa pressão entre Paraná, Mato Grosso do Sul e Paraguai. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! Nas demais áreas do território gaúcho, o tempo será estável, com temperaturas mais amenas. Em cinco dias o acumulado de chuva pode chegar a 120 mm no oeste do Rio Grande do Sul, leste de Santa Catarina e todo estado do Paraná. Nesses locais, o solo se encontra com excesso de umidade e, assim, ficam sob risco de alagamentos e deslizamentos de terra. Nas demais áreas da Região Sul, o acumulado de chuva é de cerca de 50 mm, o que também pode gerar transtornos. Esse temporais devem durar até quarta feira (11), com possibilidade de queda de granizo e rajadas de vento acima de 100 km/h. Lembrando que, no último sábado (7), os ventos chegaram a 117 km/h em Laranjeiras do Sul (PR), com acumulado de chuva acima de 200 mm em 48 horas no no mesmo local, conforme dados do Inmet. Há o alerta para a formação de novo ciclone extratropical a partir do próximo final de semana, deixando os três estados do Sul sob risco de tempo severo (granizo e vendaval) e chuva intensa novamente. Sudeste O sol predomina, com temperaturas acima dos 30°C em Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo ao longo dos próximos dias. Há alerta para baixa umidade no norte e centro-norte de Minas. Já em São Paulo, pancadas de chuva estão previstas para a tarde e noite. Em cinco dias, os acumulados devem se concentrar nas áreas ao leste dos estados paulista, fluminense e capixaba, bem como no norte mineiro com mais de 100 mm a partir desta segunda-feira (9) à noite devido ao avanço de uma frente fria do sul do país. Assim, a chuva pode vir na forma de temporais, podendo causar alagamentos e transtornos nas capitais São Paulo e Rio de Janeiro. Nas demais áreas do Sudeste, o volume varia entre 30 e 50 mm, o que pode contribuir com a florada do cafezal e a recuperação de pastagens. Há risco de temporais nesta segunda e terça feira no estado de São Paulo com risco para rajadas de vento ultrapassando 60 km/h e queda de granizo no interior do estado. No geral, o avanço do sistema ajudará as lavouras em desenvolvimento e aliviará o calorão desta semana com o avanço de um ar mais frio sobre os quatro estados. Centro-Oeste O tempo fica instável em Mato Grosso do Sul, com chuva moderada, raios e trovoadas. Em Mato Grosso e Goiás, o sol predomina, com pancadas rápidas e isoladas no centro e norte de Mato Grosso. Nos próximos cinco dias o acumulado de chuva varia de 30 a 50 mm nas áreas produtoras nos três estados da Região, o que ajuda a manter a boa umidade do solo sem atrapalhar as operações em campo. O retorno do sol deve contribuir principalmente para o fotoperíodo das lavouras em desenvolvimento. O produtor deve aproveitar esta janela de tempo firme para realizar os tratos culturais e o tratamento fitosanitário, já que na próxima semana a tendência é que a chuva retorne com maior volume nos três estados novamente, com acumulados que devem superar os 100 mm. Atenção para o oeste de Mato Grosso do Sul e sul de Mato Grosso, com a elevação de temperatura nesta semana, onde os termômetros podem chegar aos 38ºC, provocando estresse térmico no gado em confinamento. Nordeste A chuva será pontual e isolada no Maranhão, Piauí e Ceará. No litoral entre Salvador (BA) e Natal (RN), há possibilidade de chuva fina e passageira. No interior da Região, o tempo segue seco e quente, com máximas acima de 30°C. A chuva em cinco dias deve trazer entre 10 e 15 mm para os estados do Ceará, Rio Grande do Norte e Paraíba, o que ajuda a elevar a umidade relativa do ar, mas sem ajudar a repor a umidade do solo. Chove também no oeste da Bahia, do Piauí e Maranhão com acumulados em todas estas áreas variando entre 50 e 70 mm ao longo da semana, o que ajuda a aliviar o calor. Essa precipitação será proveniente da manutenção do Vórtice Ciclônico de Altos Níveis (VCAN), que deixa estas áreas também sob risco de temporais. Semana mais quente e seca na faixa leste da Bahia e da Paraíba, com acumulados de chuva que não devem ultrapassar 10 mm e temperatura máxima voltando a subir para os 35ºC. Norte O tempo será carregado, com pancadas fortes de chuva no Amazonas, Acre, Rondônia, sul de Roraima e interior do Amapá ao longo da semana. Já no Pará e Tocantins, o sol aparece entre nuvens, sem previsão de chuva. Em cinco dias o acumulado de chuva varia entre 60 e 80 mm em todos os estados da Região. No centro-norte do Pará, o retorno da umidade é especialmente bem-vinda, ajudando no desenvolvimento ou implantação da safra. A chuva também ajudará a diminuir o risco para focos de incêndio no estado paraense, já que mais de 53 mil ocorrências foram registradas na região desde janeiro, sendo o estado com o maior índice do país, superando, inclusive, Mato Grosso, conforme dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Os rios na região continuam sob recuperação lenta. Contudo, projeta-se melhoria deste cenário para o final deste mês de dezembro e início de 2025. O post Frente fria deve provocar chuva de 120

Terras indígenas da Amazônia influenciam chuvas que abastecem o agro

Foto: Fundação Nacional dos Povos Indígenas/GOV Estudo divulgado nesta terça-feira (2) pelo Instituto Serrapilheira indica que terras indígenas da Amazônia influenciam as chuvas que abastecem 80% da área das atividades agropecuárias no país. Os dados indicam que, em 2021, a renda econômica do setor agrícola nas áreas mais beneficiadas por essa dinâmica chegou a R$ 338 bilhões — 57% do total nacional. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! “A conclusão é que o impacto da preservação das TIs [terras indígenas] vai além do meio ambiente, destacando-se como peça-chave para a segurança hídrica, alimentar e econômica do Brasil”, destacou o instituto. Estados que se beneficiam O estudo revela que pelo menos 18 estados e o Distrito Federal encontram-se parcial ou totalmente dentro da área de influência de terras indígenas amazônicas. “Em estados como o Acre, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Paraná, há regiões onde a chuva proveniente da reciclagem de água feita pelas florestas das TIs amazônicas chega a um terço do total anual de cada local.” De acordo com o instituto, até 30% da chuva média que cai sobre as terras agropecuárias do país está diretamente relacionada à eficiente reciclagem de água nesses territórios. Apesar das conclusões, Rondônia e Mato Grosso, que figuram entre os nove estados mais influenciados por essa chuva, estão entre os que mais desmataram florestas desde 1985. Segurança alimentar Os dados mostram que as chuvas provenientes dessas terras indígenas também contribuem diretamente para a segurança alimentar nacional, uma vez que a participação da agricultura familiar no valor da produção total supera 50% em vários estados influenciados. “Na prática, a Amazônia ‘irriga’ grande parte do país por meio dos chamados ‘rios voadores’: a umidade reciclada nas florestas das terras indígenas amazônicas é transportada pela atmosfera e se torna chuva em outras regiões do Brasil, como o Centro-Oeste e o Sul”, destacou o Instituto Serrapilheira. Segundo o estudo, esse mecanismo natural de geração de chuva depende da manutenção de áreas de florestas nativas conservadas, responsáveis pelo bombeamento de umidade para a atmosfera. Entenda como o processo ocorre As terras indígenas ocupam atualmente cerca de 23% da chamada Amazônia Legal, incluem mais de 450 territórios e abrigam cerca de 403,6 mil pessoas. “Elas atuam como barreira ao desmatamento ao longo da história: dos 4,4 milhões de hectares desmatados no bioma Amazônia entre 2019 e 2023, apenas 3% (130,2 mil hectares) ocorreram dentro de TIs.” De acordo com o instituto, isso acontece porque grande parte das atividades desenvolvidas em terras indígenas é realizada de maneira integrada ao ecossistema, envolvendo formas de uso e manejo que não necessariamente implicam remoção da vegetação nativa. “Existe, assim, relação intrínseca entre a proteção territorial de povos indígenas e a conservação de ecossistemas”, concluiu. O post Terras indígenas da Amazônia influenciam chuvas que abastecem o agro apareceu primeiro em Canal Rural.

Carne, milho, etanol e outros: como ficam as exportações após acordo Mercosul-UE

Foto: Wenderson Araujo/CNA Assinado nesta sexta-feira (6) após 25 anos de negociações, o acordo entre o Mercosul e a União Europeia (UE) não sofreu modificações quanto ao comércio de produtos agropecuários, esclareceu o governo brasileiro no factsheet (documento com resumo) sobre o tratado. As condições para a entrada na UE de bens agrícolas exportados pelo Mercosul foram mantidas em relação ao texto original de 2019. Alguns produtos como uvas de mesa, por exemplo, terão retirada imediata da taxa de importação. Para outras commodities, esse processo será gradual (veja lista completa abaixo). Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! O texto final contrariou a expectativa de países como França e Polônia, que queriam restringir os produtos do continente sul-americano para não perderem competitividade. Contudo, existe a possibilidade de Itália, Países Baixos e Áustria se oporem ao acordo. De acordo com o factsheet divulgado pelo governo brasileiro, café e sete tipos de fruta do Mercosul entrarão na União Europeia sem tarifas e sem cotas. Pela oferta do Mercosul aceita pela UE, as frutas com livre circulação são: Abacate Limão Lima Melão Melancia Uva de mesa; e Maçã. Tarifas mais baixas ao Mercosul Outros produtos agropecuários terão cotas (volumes máximos) e tarifas para entrarem na União Europeia, porém mais baixas que as atuais. O acordo prevê a desgravação (retirada gradual da tarifa), de modo a zerar o Imposto de Importação entre os dois blocos e cumprir as condições de uma zona de livre-comércio. Os prazos para a eliminação de tarifas são de quatro, sete, oito, 10 e 12 anos, variando conforme o item. As cotas definidas no acordo comercial serão posteriormente divididas entre os países do Mercosul. No caso de as exportações do Mercosul à UE ultrapassarem a cota, os produtos passarão a pagar as alíquotas atuais. De acordo com o documento do governo brasileiro, a oferta da União Europeia, aceita pelo Mercosul, corresponde a aproximadamente 95% dos bens e 92% do valor das exportações de bens brasileiros à União Europeia. Produtos sujeitos a cotas ou tratamentos não tarifários (como barreiras ambientais ou sanitárias) representam apenas cerca de 3% dos bens e 5% do valor importado pela União Europeia, com esses tratamentos aplicados principalmente a itens do setor agrícola e da agroindústria. Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, a abordagem reflete o equilíbrio buscado entre a abertura de mercados e a proteção de setores sensíveis para ambas as partes. Confira a situação por produto Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil Café: exigência de que 40% do café verde e 50% do café solúvel sejam originários do Brasil. Para os três tipos de café (verde, torrado e solúvel), as tarifas, atualmente entre 7,5% e 11%, serão eliminadas de quatro a sete anos Uvas frescas de mesa: retirada imediata da tarifa de 11%, com livre-comércio Abacates: alíquota de 4% retirada em quatro anos Limões e limas: tarifa de 14% retirada em até sete anos Melancias e melões: alíquota atual de 9% eliminada em sete anos Maçãs: tarifa atual de 10% retirada em dez anos Etanol industrial: tarifas zeradas gradualmente, com cota de 450 mil toneladas sem tributo quando o acordo entrar em vigor Etanol combustível e para outros usos: tarifas zeradas gradualmente, com cota de 200 mil toneladas, com um terço da tarifa europeia (6,4 euros ou 3,4 euros a cada cem litros), com volume crescente em seis estágios até cinco anos após a entrada em vigor do acordo Açúcar: tarifas zeradas gradualmente, cota de 180 mil toneladas com tarifa zero e tarifas atuais, entre 11 euros e 98 euros por tonelada, sobre o que ultrapassar a cota. Cota específica de 10 mil toneladas para o Paraguai, com alíquota zero Arroz: tarifas zeradas gradualmente, com cota de 60 mil toneladas com alíquota zero a partir da entrada em vigor do acordo e volume crescente de seis estágios em cinco anos Mel: tarifas zeradas gradualmente, com cota de 45 mil toneladas com alíquota zero a partir da vigência do acordo e volume crescente em seis estágios em cinco anos. Milho e sorgo: tarifas zeradas gradualmente, cota de 1 milhão de toneladas com alíquota zero na entrada em vigor do acordo, com volume crescente em seis estágios anuais em cinco anos Ovos e ovoalbumina: tarifas zeradas gradualmente, com cota de 3 mil toneladas com alíquota zero a partir da vigência do acordo, com volume crescente em seis estágios anuais em cinco anos Carne bovina: cota de 99 mil toneladas de peso carcaça, 55% resfriada e 45% congelada, com tarifa reduzida de 7,5% e cota crescente em seis estágios. Cota Hilton, de 10 mil toneladas, com alíquota reduzida de 20% para 0% a partir da entrada em vigor do acordo Carne de aves: cota de 180 mil toneladas de peso carcaça com tarifa zero, das quais 50% com osso e 50% desossada e volume crescente em seis estágios Carne suína: cota de 25 mil toneladas com tarifa de 83 euros por tonelada e volume crescente em seis estágios Suco de laranja: redução a zero da alíquota em 7 e 10 anos e margem de preferência (redução de alíquota em relação à atual) de 50% Cachaça: liberação do comércio em quatro anos de garrafas de menos de 2 litros, cota de 2,4 mil toneladas com alíquota zero e volume crescente em cinco anos para cachaça a granel. Atualmente, a aguardente paga alíquota em torno de 8% Queijos: cota de 30 mil toneladas com volume crescente e com alíquota decrescente em 10 anos (exclusão de muçarela do acordo) Iogurte: margem de preferência de 50% Manteiga: margem de preferência de 30% O post Carne, milho, etanol e outros: como ficam as exportações após acordo Mercosul-UE apareceu primeiro em Canal Rural.

Viu isto? Polícia apreende aviões e dezenas de veículos de quadrilha que deu golpe de R$ 40 mi em produtores

Foto: Polícia Civil de Goiás Uma megaoperação realizada pela Polícia Civil de Goiás desmantelou uma quadrilha que aplicava golpes milionários em produtores rurais. A ação, chamada de Operação Deméter, resultou na apreensão de 468 veículos, dois aviões, sete imóveis e no bloqueio de contas bancárias que somam cerca de R$ 19 milhões. A notícia foi uma das mais lidas no portal do Canal Rural na última semana. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! As investigações começaram em junho, após a denúncia de que um corretor de grãos em Rio Verde (GO) teria aplicado um golpe e fugido do país. Desde então, a Polícia Civil identificou 13 vítimas e prejuízos estimados em R$ 40 milhões. Foto: Policia Civil de Goiás A organização criminosa era especializada em crimes como sonegação fiscal, lavagem de dinheiro e estelionato. Os mandados judiciais foram cumpridos nos dias 28 e 29 de novembro, em cidades goianas como Morrinhos, Goiânia, Santo Antônio da Barra e Montividiu, além de uma operação internacional nos Estados Unidos. Dois investigados permanecem foragidos. O nome “Deméter” faz referência à deusa grega da agricultura, destacando que as vítimas da quadrilha eram produtores rurais. Segundo a Polícia Civil, a operação foi coordenada pelo Grupo Especial de Repressão a Crimes Patrimoniais de Rio Verde (8ª DRP). O post Viu isto? Polícia apreende aviões e dezenas de veículos de quadrilha que deu golpe de R$ 40 mi em produtores apareceu primeiro em Canal Rural.

Folha da fruta-do-conde tem substância que combate dores, inflamações e artrite, mostra pesquisa

Foto: Pixabay Pesquisadores identificaram nas folhas da árvore da fruta-do-conde ou pinha (Annona squamosa) uma substâncias com ação analgésica, anti-inflamatória, anti-hiperalgésica (combate à dor persistente) e antiartrítica. Os resultados da investigação, apoiada pela Fapesp por meio de cinco projetos, foram divulgados na revista Pharmaceuticals. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! O trabalho envolveu cientistas das universidades Federal da Grande Dourados (UFGD), Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), Estadual de Campinas (Unicamp) e Estadual Paulista (Unesp). O grupo avaliou o extrato metanólico da planta (o metanol é usado como solvente e depois removido por evaporação, obtendo-se um extrato seco) e uma substância isolada denominada palmatina. Antiviral e anti-inflamatória Foto: Marcos José Salvador/Fapesp Como explicam os autores, a annona squamosa já é usada em diversos países com fins medicinais e é empregada na medicina popular para tratar dor e artrite. Foram observadas diversas propriedades farmacológicas, por exemplo, gastroprotetora, antibacteriana, antiviral e anti-inflamatória. Ela representa uma possível opção aos principais tratamentos farmacológicos para dor, os analgésicos opioides e os anti-inflamatórios não esteroides, cujo uso prolongado pode causar vários efeitos colaterais, como dependência, úlceras e eventos trombóticos cardiovasculares. Também pode ser alternativa aos principais medicamentos contra inflamação, como os análogos dos glicocorticoides e os anti-inflamatórios não esteroides, que em tratamentos crônicos podem levar à insuficiência adrenal e resistência à insulina, entre outros problemas. “Em vista disso, o objetivo do estudo foi investigar o potencial analgésico, antiartrítico e anti-inflamatório do extrato metanólico e da palmatina, obtidos a partir da annona squamosa”, conta o professor titular do Departamento de Biologia Vegetal da Unicamp e coautor da pesquisa, Marcos José Salvador. Testes em camundongos Para isso, as folhas da planta passaram por um processo de secagem e foram transformadas em pó. Então, extraíram-se as substâncias que seriam analisadas. O extrato metanólico e o alcaloide palmatina foram administrados oralmente em camundongos, sendo estudados em diferentes modelos experimentais, incluindo pleurisia (inflamação das pleuras, membranas que revestem os pulmões e a parede torácica) induzida por uma substância chamada carragenina; inflamação articular induzida por zimosana; e hiperalgesia mecânica (sensibilidade elevada a estímulos dolosos) induzida por TNF (fator de necrose tumoral, proteína sinalizadora produzida por células de defesa e que desempenha papel crucial na regulação da resposta imune). “Os resultados mostraram que o extrato metanólico e a palmatina extraídos da a. squamosa têm potencial analgésico e anti-inflamatório. A palmatina tem ainda propriedades anti-hiperalgésicas, que podem envolver a inibição da via mediada pelo fator de necrose tumoral”, explica Salvador. “Concluímos também que a palmatina pode ser um dos constituintes responsáveis pelas propriedades antiartríticas da planta.” Necessidade de novos estudos As conclusões obtidas na análise são muito relevantes e ajudam a comprovar os efeitos terapêuticos das amostras analisadas e a elucidar seus mecanismos de ação, que ainda não foram totalmente esclarecidos. Entretanto, novos estudos precisam ser feitos antes que possam ser utilizados na prática para o tratamento de doenças. “Mais estudos são necessários para avaliar se, em outras formulações, seriam alterados os efeitos e as propriedades farmacocinéticas da palmatina”, afirma o pesquisador, ressaltando também ser necessárias novas pesquisas para avaliar a toxicidade dos compostos e as doses necessárias para obter o efeito terapêutico para uso clínico. O artigo Analgesic and Anti-Arthritic Potential of Methanolic Extract and Palmatine Obtained from Annona squamosa Leaves pode ser lido aqui. *Sob supervisão de Victor Faverin O post Folha da fruta-do-conde tem substância que combate dores, inflamações e artrite, mostra pesquisa apareceu primeiro em Canal Rural.

Embrapa moderniza plataforma interativa sobre logística para o agro

Foto: Tony Oliveira/Embrapa A Embrapa lançou na última semana uma nova versão do Sistema de Inteligência Territorial Estratégica da Macrologística Agropecuária Brasileira (Site-MLog). A apresentação da plataforma ocorreu durante reunião da Câmara Temática de Infraestrutura e Logística do Agronegócio (CTLog) do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), na sede da Embrapa Territorial, em Campinas, São Paulo. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! Gratuita e acessível pelo portal da Embrapa, a ferramenta oferece informações atualizadas sobre dez cadeias produtivas: algodão, bovinos, café, cana-de-açúcar, galináceos, laranja, madeira para papel e celulose, milho, soja e suínos. Mapas e gráficos Foto: Reprodução Capaz de gerar milhares de mapas e gráficos sobre a produção e a exportação dessas cadeias, o Site-MLog agora inclui painéis interativos que permitem análises personalizadas sobre produção, exportação, armazenagem, processamento e demanda por insumos agrícolas. A primeira versão do sistema foi criada em 2018, a pedido do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), para integrar dados que antes estavam dispersos em bancos de diferentes fontes. “A grande vantagem do Site-MLog é a economia de tempo e a padronização das informações, que agora estão organizadas e acessíveis em uma única interface. Isso facilita análises rápidas e estratégias mais eficientes para o setor agropecuário”, afirma o chefe-geral da Embrapa Territorial, Gustavo Spadotti. Séries históricas e concentrações regionais Na nova versão, os dados de produção agropecuária estão disponíveis em uma série histórica que vai de 1990 a 2023. É possível visualizar no mapa ou em uma tabela qual o volume e valor obtido em cada microrregião do país. O mesmo painel apresenta um mapa com a concentração espacial da produção, organizando as localidades em quatro grupos, chamados de quartéis. Um exemplo é o dado de concentração da produção de milho: apenas quatro microrregiões são responsáveis por 25% de toda a produção nacional. Na criação de bovinos, a concentração é um pouco menor; ainda assim, um quarto da produção está em apenas 21 das 557 microrregiões brasileiras. O sistema também permite obter esse indicador no contexto de apenas uma unidade federativa ou uma das cinco grandes regiões. Por exemplo, a microrregião de Bauru não está no grupo das que respondem por 25% da produção nacional de bovinos; mas, quando se considera apenas o estado de São Paulo, figura entre as quatro que concentram um quarto do rebanho. “Esse indicador de concentração ajuda a definir prioridades para políticas públicas e investimentos privados. Ele permite identificar quais áreas merecem atenção especial, seja para fomentar a produção ou melhorar a infraestrutura existente”, explica o analista da Embrapa André Farias. “Por exemplo, alguém pode fazer uma simples seleção e obter as regiões que concentram 25%, 50% e 75% da produção de soja no Brasil. A partir desses cenários, pode-se estabelecer uma estratégia diferenciada de investimento para a cultura, com redução de tempo e de recursos empregados”, detalha Farias. Monitoramento de rotas e subprodutos na plataforma Foto: Ivan Bueno/Embrapa Na área dedicada à exportação, o usuário encontra o volume e o valor da exportação agropecuária registrado em cada microrregião do país, para os dez produtos que integram o Site-MLog, entre 1997 e 2023. Também estão disponíveis dados por subproduto. Por exemplo, a microrregião do sudoeste de Goiás colocou 10 milhões de toneladas de soja no mercado internacional, no ano de 2023, o que gerou US$ 5,3 bilhões. Desse volume, 12% foram exportados na forma de farelo e 1,8% como óleo de soja. O sistema ainda mostra qual o volume e valor exportado por porto ou terminal de escoamento, bem como os países de destino. O Porto de Santos é ponto de partida da maior parte das cargas para oito das dez cadeias produtivas. Galináceos e suínos são exceção e têm grande parcela dos embarques nos portos da região Sul, onde também está concentrada a produção. Bacias logísticas Com os dados de produção e exportação do Site-MLog, a Embrapa Territorial analisou por qual porto cada microrregião brasileira exportadora embarca grãos (soja e milho) para o mercado internacional. A partir dessa informação, delimitou oito bacias logísticas, áreas do território nacional que preferencialmente enviam cargas para o exterior pelo mesmo terminal marítimo. Assim, é possível visualizar, facilmente, no mapa, que até mesmo municípios no extremo oeste de Mato Grosso, quase na fronteira com a Bolívia, exportam preferencialmente pelo porto de Santos. Já para o extremo norte do estado, a rota para os portos do Pará e Amapá mostrou-se mais atrativa. O conceito das bacias logísticas foi desenvolvido na primeira versão do Site-MLog. A nova plataforma traz a configuração atualizada com dados de 2023. Para o chefe-geral do centro de pesquisa, o conceito e a delimitação das bacias logísticas estão entre as principais contribuições da ferramenta. Spadotti destaca que essas análises são fundamentais para planejar melhorias na infraestrutura logística. “A partir da configuração dessas bacias logísticas, identificamos os principais gargalos no escoamento de grãos para a exportação e pudemos propor a priorização de obras para solucioná-los”, conta. Armazenagem e processamento Uma das principais inovações da nova versão do Site-MLog é a localização dos estabelecimentos nos quais parte da produção é estocada ou processada. Os mapas identificam armazéns, usinas de açúcar e etanol, frigoríficos e outros estabelecimentos que processam carnes, além de beneficiadoras de algodão, milho e soja. A filtragem de informações no painel permite saber que a maior parte dos armazéns do Nordeste é do tipo convencional, mas a capacidade instalada está concentrada nos de categoria graneleiro e nas baterias de silos. A microrregião de Barreiras (BA) tem a maior quantidade de armazéns: são 449 unidades. Neles, é possível estocar até 5,2 milhões de toneladas de grãos. O sistema apresenta o nome, tipo, endereço e capacidade instalada de cada um deles. Navegando pelos painéis sobre as estruturas de processamento, o usuário descobre que há 22 usinas produtoras de etanol de milho em operação no país, além de 11 projetadas e 9 em processo de autorização para construção. Diferentemente das que processam apenas cana-de-açúcar, elas estão concentradas na Região

Mercado da soja tem semana lenta; confira a análise completa

Foto: Logcomex O mercado brasileiro da soja registrou mais uma semana marcada pela lentidão nas negociações e pela dificuldade em estabelecer bases de preços, com uma diferença significativa entre as ofertas dos compradores e as expectativas dos vendedores. Já no mercado externo, os contratos de soja em Chicago demonstraram uma leve recuperação, embora moderada, enquanto o dólar apresentou um pequeno recuo, permanecendo em torno de R$ 6,00. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! No Brasil, os produtores estão concentrados no acompanhamento da fase final do plantio, com expectativas positivas para a safra. O clima tem favorecido o desenvolvimento das lavouras, e o otimismo é grande quanto à possibilidade de uma safra recorde, com estimativas superiores a 170 milhões de toneladas. De acordo com o último relatório de Safras & Mercado, divulgado nesta sexta-feira (6), 95,6% da produção projetada da safra 2023/24 de soja já foi negociada. Esse número representa um pequeno avanço em relação ao mês anterior (8 de novembro), quando a comercialização estava em 92,6%. Em comparação com o mesmo período do ano passado, a negociação estava em 92,7%, e a média de comercialização nos últimos cinco anos para o período é de 95%. Considerando a estimativa de uma safra de 171,78 milhões de toneladas, Safras & Mercado projeta uma comercialização antecipada de 31,2%, o que corresponde a aproximadamente 53,6 milhões de toneladas. Em 2023, o percentual de comercialização antecipada era de 27%, enquanto a média histórica para o período é de 35,5%. No relatório anterior, o número era de 28,2%. USDA O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) deverá fazer apenas ajustes pontuais nas estimativas de estoques mundiais e norte-americanos de soja no relatório de dezembro, que será divulgado na próxima terça-feira, 10, às 14h. Analistas consultados pelas agências internacionais esperam que os estoques americanos de soja para a temporada 2024/25 fiquem em 471 milhões de bushels, levemente acima dos 470 milhões de bushels previstos pelo USDA em novembro. Em relação à oferta e demanda mundial, o mercado aposta em estoques finais para a safra 2024/25 de 133 milhões de toneladas, um aumento em relação aos 131,7 milhões previstos em novembro. Para a safra 2023/24, a expectativa do mercado é de estoques finais de 112,3 milhões de toneladas, ligeiramente abaixo dos 112,4 milhões indicados no mês passado. Perspectivas para o mercado interno e externo O ritmo lento da comercialização da soja no mercado interno reflete o foco dos produtores nas lavouras, que estão em fase de desenvolvimento. O clima favorável e as expectativas de uma safra recorde indicam que a tendência é de uma maior concentração da soja nas propriedades, o que pode influenciar a oferta interna no curto prazo. Por outro lado, os dados do USDA e as estimativas globais de oferta e demanda também sinalizam uma possível redução dos estoques finais, tanto nos Estados Unidos quanto no mercado mundial, o que pode pressionar os preços no mercado internacional, dependendo da evolução da demanda global. No entanto, o cenário de preços distantes entre compradores e vendedores no mercado brasileiro segue desafiador, com muitos produtores aguardando uma definição mais clara das tendências de preços antes de se comprometerem com novas vendas. A atenção do setor continua voltada para a safra que está por vir, com o mercado externo ainda se ajustando às condições de oferta e demanda. O post Mercado da soja tem semana lenta; confira a análise completa apareceu primeiro em Canal Rural.

Alerta máximo para chuva muito volumosa em Santa Catarina e Paraná

Fonte: Climatempo Volumes de chuva muito elevados voltam a ser observados na região Sul. Os acumulados em 24 horas, considerando o período entre o começo da tarde da sexta-feira (6) e o início da tarde deste sábado (7) superaram 150 mm em alguns locais, de acordo com a Climatempo. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! Muitas áreas registraram pelo menos 90 mm neste período, o que representa metade da média normal de chuva para o mês de dezembro em algumas localidades. Segundo cálculos do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) para o período de 1991 a 2020, as médias de precipitação para dezembro no Sul variam de 180 mm a 220 mm em grande parte da região. Acumulados de chuva em 24h Os dados são do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden). Paraná 174,4 mm Laranjeiras do Sul 149,2 mm Cantagalo 107,6 mm Itapecuru 100,3 mm Pato Branco 102 mm Guarapuava 96,3 mm Almirante Tamandaré 96,3 mm São José dos Pinhais 93,4 mm Foz do Iguaçu Santa Catarina 203 mm Dionísio Cerqueira 134,4 mm Lindóia do Sul 124 mm Joinville 115,0 mm Campo Erê 113,6 mm Xaxim 111,8 mm Irani 107,6 mm Caçador 107,6 mm Araquari 106 mm Novo Horizonte 103,6 mm São Francisco do Sul Rio Grande do Sul 112,8 mm Horizontina 97,6 mm Palmeiras das Missões 94,6 mm Passo Fundo 92 mm Redentora No Paraná, destaca-se o grande volume de chuva na capital, Curitiba, onde vários locais acumularam mais de 70 mm no período entre aproximadamente 14 horas da sexta e 14 do sábado. Nesse período, os maiores valores foram 86,2 mm na região de Cachoeira; 79,8 mm na região de Umbará; 77,8 mm em São Braz; 77,2 mm em Santa Felicidade; e 72,6 mm em Vista Alegre. Alerta para muita chuva continua neste domingo A chuva bastante volumosa neste fim de semana já estava sendo esperada, conforme alertas emitidos anteriormente pela Climatempo. O deslocamento de uma frente fria pela costa da região Sul, a presença de uma área de baixa pressão atmosférica sobre o Paraguai e a incidência de ventos quentes e úmidos, vindos da região Norte estimularam a formação das nuvens muito carregadas que provocam a chuva forte desde a última sexta-feira,. Mas o alerta para a chuva volumosa continua valendo para este domingo (8), especialmente para o Paraná e Santa Catarina. Vários áreas paranaense, do norte catarinense e do Vale do Itajaí poderão acumular de 50 mm a 100 mm apenas durante esse dia A chuva mais volumosa está sendo prevista para o sudoeste e centro-sul do Paraná, onde pode chover até mais de 100 mm ao longo deste domingo. A previsão vale para a região de Foz do Iguaçu. As regiões metropolitanas de Curitiba e de Florianópolis estão dentro da área de risco de chuva muito volumosa. A quantidade de chuva deve diminuir em Florianópolis na segunda-feira (9), mas em Curitiba o risco de chuva muito volumosa permanece. No Rio Grande do Sul, ainda pode chover com moderada a forte intensidade em alguns locais do extremo norte do estado, na divisa com Santa Catarina. Alerta de deslizamento e enxurradas Nas áreas em laranja no mapa abaixo, o Cemaden considera alto o risco de deslizamento de terra neste domingo, além de quedas de barreira às margens de estradas e rodovias no Vale do Itajaí, Grande Florianópolis e Norte Catarinense e Grande Curitiba. O órgão também considera alto o risco de ocorrência de enxurradas, alagamentos generalizados e inundações em pequenas bacias na região serrana, Vale do Itajaí, Sul e Norte Catarinense e na região metropolitana de Curitiba, no Paraná. O post Alerta máximo para chuva muito volumosa em Santa Catarina e Paraná apareceu primeiro em Canal Rural.

Você viu? MST invade fazendas tradicionais no sul do Rio Grande do Sul

Foto: Reprodução Redes Sociais A matéria mais vista no portal do Canal Rural na última semana trouxe a notícia de que o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) invadiu duas propriedades rurais no sul do Rio Grande do Sul, próximo da fronteira com o Uruguai. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! Uma das fazendas invadidas na última terça-feira (3) era a Cabanha Santa Angélica, no município de Pedras Altas. A propriedade foi fundada em 1870 e tem tradição na criação de cavalo crioulo, bovinos hereford e braford, ovinos romney marsh e gado leiteiro. A outra propriedade era a Fazenda Nova, produtora de grãos e gado de corte, que fica localizada entre os municípios de Pedras Altas e Hulha Negra.  Os membros do MST deixaram as propriedades no dia seguinte (4), após a chegada de forças do Batalhão Militar. Mas grupos permaneceram acampados na estrada em frente à Santa Angélica por mais um dia. “O MST passou a falsa impressão que tinham cedido, levando à desmobilização de produtores e autoridades”, disse o proprietário da fazenda, Ramiro Costa. O MST acabou por deixar definitivamente o local no mesmo dia. Na quinta-feira (5), produtores e empresários do agronegócio se reuniram na sede da Cabanha Santa Angélica, para se organizarem para conter eventuais novas invasões de propriedades na região. O post Você viu? MST invade fazendas tradicionais no sul do Rio Grande do Sul apareceu primeiro em Canal Rural.

A volta de Trump: como isso pode impactar o Brasil e o G20?

Foto: Gage Skidmore A eleição de Donald Trump nos Estados Unidos reacendeu um debate importante sobre os rumos da política externa americana e os impactos nas relações com o resto do mundo. A postura isolacionista e o discurso America First (“América em primeiro lugar”), característicos de Trump, levantam dúvidas sobre a atuação do país nas negociações multilaterais.  Em seu último governo, o americano chegou a retirar os Estados Unidos do Acordo de Paris sobre mudanças climáticas, além de deixar as discussões internacionais de lado. Segundo o cientista político Leandro Consentino, a postura isolacionista de Trump pode prejudicar tanto os EUA quanto outros países do G20, grupo que reúne as 19 maiores economias do mundo e a União Europeia.  Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! “O distanciamento de foros importantes e de construções multilaterais enfraquece a posição americana como liderança global e compromete avanços em questões econômicas e políticas”, avalia. Para ele, a ausência dos Estados Unidos em discussões internacionais pode desestabilizar acordos e metas, trazendo retrocessos significativos. Riscos e oportunidades para o Brasil O posicionamento do Brasil neste contexto também é importante, já que o país presidiu o G20 entre 1º de dezembro de 2023 e 30 de novembro de 2024. Para Consentino, é necessário que o governo brasileiro adote uma postura pragmática diante dessa nova configuração.  “É essencial que a política externa brasileira seja guiada pelo interesse nacional, sem se alinhar automaticamente a ideologias de governos estrangeiros”, afirma. O cientista político lembra ainda que durante o primeiro mandato de Trump a guerra comercial entre Estados Unidos e China abriu oportunidades para o Brasil expandir suas relações comerciais com os chineses. Ameaças contra os países do Brics Consentino também aponta que as ameaças de Trump a países do Brics, como a imposição de tarifas caso a aliança substitua o dólar no comércio internacional, são uma sinalização preocupante. Contudo, ele avalia que é improvável que medidas tão extremas sejam colocadas em prática.  “O Brasil precisa equilibrar suas relações com os Estados Unidos e com os Brics, priorizando seu interesse nacional e evitando rompimentos que possam prejudicar suas exportações”, finaliza. O post A volta de Trump: como isso pode impactar o Brasil e o G20? apareceu primeiro em Canal Rural.