Você viu? Fruta exótica atrai produtores rurais em Minas Gerais

Uma fruta ainda pouco conhecida no Brasil, mas que tem despertado interesse por suas características nutricionais e versatilidade culinária. Essa foi uma das notícias mais lidas do Canal Rural nos últimos sete dias. Trata-se da fisális, que despertou interesse da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig). A entidade está conduzindo estudos no sul do estado para avaliar o potencial de cultivo da espécie. Conhecida por seu fruto pequeno envolto em um cálice de folhas finas (capulho), a fisális pode ser consumidada tanto in natura quanto em preparações culinárias, como sucos, molhos e geleias. A fisális, pertencente ao grupo de Plantas Alimentícias não Convencionais (Panc), demonstra adaptabilidade a diferentes climas, podendo ser cultivada em regiões temperadas, quentes e subtropicais. Fruta tolera geadas O pesquisador da Epamig, Emerson Gonçalves, afirma que as plantas se adaptam a temperaturas entre 15º e 25ºC e toleram geadas leves, mas temperaturas noturnas abaixo de 10ºC são problemáticas. “O calor entre 27º e 30ºC não afeta a produção”. O estudo visa determinar as melhores práticas para o cultivo da fruta, incluindo a época ideal de plantio, que pode variar dependendo das condições climáticas da região. “Para regiões onde ocorrem períodos de inverno rigoroso com risco de geadas, recomenda-se o plantio em outubro ou novembro”, orientou Gonçalves. Além disso, a pesquisa alerta para a importância de evitar o plantio em áreas anteriormente ocupadas por outras solanáceas, como batata, tomate e berinjela. Outro cuidado importante é com a sustentação da planta, que pode atingir até 2 metros de altura e necessita de tutoramento para não tombar. Produção agrícola Rica em vitaminas A e C, fósforo, ferro e fibras, a fisális apresenta-se como uma alternativa promissora para pequenos e médios produtores, devido ao rápido retorno econômico e crescente demanda do mercado. O rápido desenvolvimento da planta atraiu a atenção de Anie Gomez Nagamine, produtora do Abraço da Floresta, em Dom Viçoso, no Sul de Minas. “Iniciei a produção de pequenos frutos em outubro de 2021, motivada pelo rápido retorno econômico. Em apenas quatro meses após o estabelecimento do pomar, já comecei a colher. A área onde cultivo é pequena, muito fria e está a uma altitude elevada, começando a 1650 metros, o que não é ideal para muitas culturas”, relata. A produção, que inclui amora e mirtilo, é vendida tanto in natura quanto congelada. “Forneço para quitandas, redes de mercados, restaurantes e, principalmente, confeitarias. Trabalho em parceria com uma associação (venda solidária) e outro agricultor. Sozinha, seria muito mais desafiador”, comenta. Anie já nota uma mudança no interesse pela fisális. “O mercado para fisális é desafiador. No entanto, há uma crescente demanda por parte de consumidores que buscam alimentos saudáveis. A fruta é muito valorizada na alta culinária para geleias, molhos como chutney, adorno de pratos e saladas especiais, e como confeito para doces e bolos. O suco de fisális é incrivelmente saboroso e saudável”, conclui. O post Você viu? Fruta exótica atrai produtores rurais em Minas Gerais apareceu primeiro em Canal Rural.
Agricultura orgânica no norte do Paraná cresce 63% em certificações

O número de produtores de orgânicos certificados no norte do Paraná aumentou 63% em dois anos, como resultado dos esforços de instituições, governo estadual e municípios. Em 2022, havia 218 certificações em 19 municípios; em junho de 2024, esse número chegou a 355. Este avanço vem de iniciativas do Sebrae/PR, IDR-PR e prefeituras locais, que incentivam a produção de alimentos diferenciados. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! O Sebrae/PR, através do Sebraetec, oferece capacitações para produtores interessados na certificação orgânica. Desde 2020, mais de 200 produtores obtiveram o selo com esse apoio, que cobre parte dos custos de adequação. Odemir Capello, consultor do Sebrae/PR, destaca que a região tem grande potencial de expansão, com cerca de 20 mil pequenas propriedades. Angélica da Silva Passos, produtora de Siqueira Campos, celebra a certificação recente e relata que a demanda por seus produtos orgânicos aumentou significativamente. Ela planeja expandir sua produção com a construção de mais estufas. O IDR-PR fornece assistência técnica contínua aos produtores. Maurício Castro Alves, gerente regional do IDR-PR, menciona que o custo de produção em sistemas orgânicos é menor que o convencional e que a produtividade pode ser igual ou maior. Em Cambará, um município tradicionalmente voltado para commodities, cinco produtores devem ser certificados até o final de 2024. Angélica Cristina Cordeiro Moreira, secretária municipal, destaca que a transição para o cultivo orgânico traz benefícios à saúde dos consumidores e agricultores, além de melhorar a produtividade do solo. O post Agricultura orgânica no norte do Paraná cresce 63% em certificações apareceu primeiro em Canal Rural.
Vale faz acordo e deixa processo sobre caso Samarco no Reino Unido

As mineradoras Vale e BHP Billiton, acionistas da Samarco, fizeram um acordo que afeta o andamento do processo que tramita no Reino Unido sobre as responsabilidades pela tragédia ocorrida em novembro de 2015. A íntegra dos termos é confidencial, mas alguns detalhes foram divulgados nesta sexta-feira (12) em um comunicado ao mercado emitido pela Vale. O principal desdobramento é que a Vale não responderá mais perante o tribunal estrangeiro, cabendo apenas à BHP Billiton realizar a defesa. As duas mineradoras pactuaram que, em caso de condenação, cada uma arcará com 50% das indenizações fixadas. Na tragédia, o rompimento de uma barragem da Samarco localizada em Mariana (MG) liberou uma avalanche de rejeitos causando 19 mortes e gerando impactos para populações de dezenas de cidades ao longo da bacia do Rio Doce. Em 2018, os atingidos acionaram as cortes britânicas buscando indenização e responsabilização da BHP Billiton, que tem sede em Londres. A mineradora alegou inicialmente haver duplicação de julgamentos e defendeu que a reparação dos danos deveria se dar unicamente sob a supervisão dos tribunais brasileiros. O processo chegou a ser arquivado na etapa inicial, mas os atingidos apresentaram recursos em instâncias superiores e conseguiram reabri-lo. Vale retirada do processo Com o avanço da tramitação, a BHP Billiton decidiu mover uma nova ação para reivindicar que a Vale também fosse incluída. Seu pedido foi acatado no ano passado. No entanto, com o acordo entre as duas mineradoras, a reivindicação pela inclusão da Vale será retirada pela BHP Billiton. No processo que tramita no Reino Unido, cerca de 700 mil atingidos são representados pelo escritório Pogust Goodhead e cobram indenização por danos morais e materiais. São listadas perdas de propriedades e de renda, aumento de despesas, impactos psicológicos, impactos decorrentes de deslocamento e falta de acesso à água e energia elétrica, entre outros prejuízos. No caso de indígenas e quilombolas que também figuram na ação, são mencionados os efeitos para as práticas culturais e os impactos decorrentes da relação com o meio ambiente. Há ainda reivindicações de 46 municípios, além de empresas e instituições religiosas. As audiências que avaliarão as responsabilidades pela tragédia estão marcadas para outubro deste ano. Mineradora sabia dos riscos Em março desse ano, os atingidos incluíram no processo um e-mail indicando que a BHP Billiton avaliou riscos da barragem antes da tragédia. O escritório Pogust Goodhead considera que o seu teor comprova que a mineradora tinha ciência das condições da estrutura. De acordo com o comunicado ao mercado emitido pela Vale, o acordo firmado com a BHP Billiton não implica em qualquer admissão de responsabilidade. A mineradora afirma ainda que está comprometida com as medidas para reparação dos danos em curso no Brasil. O acordo entre a BHP Billiton e a Vale também afeta um processo movido na Holanda por 78 mil atingidos, também representados pelo escritório Pogust Goodhead. Nesse caso, o alvo são subsidiárias holandesas da Vale e da Samarco. A ação foi aceita pelo Judiciário do país em março deste ano. O acordo define que, também nesse caso, a Vale e a BHP Billiton arcarão com valores iguais de uma indenização que venha a ser fixada em uma eventual condenação. O escritório Pogust Goodhead divulgou uma nota afirmando que nada muda para os atingidos que integram os processos: “Na prática, o acordo poupa a Vale de passar pelo desgaste de ter seus diretores sendo interrogados e seus processos escrutinados durante um longo julgamento na corte inglesa – uma exposição que pode trazer grandes prejuízos reputacionais à empresa. Nada impede, porém, que os diretores da BHP passem pelos questionamentos”, registra o texto. Reparação no Brasil No Brasil, o processo reparatório gira em torno do Termo de Transação e Ajustamento de Conduta (TTAC), firmado entre as três mineradoras, a União e os governos de Minas Gerais e do Espírito Santo. Com base nele, foi criada a Fundação Renova. Ela assumiu a gestão de mais de 40 programas, cabendo às mineradoras o custeio de todas as medidas. Porém, passados mais de oito anos, a atuação da entidade é alvo de diversos questionamentos judiciais por parte dos atingidos, do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) e do Ministério Público Federal (MPF). Há discussões envolvendo desde a demora para a conclusão das obras de reconstrução dos distritos arrasados na tragédia até os valores indenizatórios. Uma tentativa de repactuação do processo reparatório, capaz de apontar solução para mais de 85 mil processos sobre a tragédia, está em andamento desde 2022. Até o momento, não houve sucesso Diante desse cenário, em janeiro desse ano, a Justiça Federal condenou a Samarco, a Vale e a BHP a pagar R$ 47,6 bilhões para reparar os danos morais coletivos causados pelo rompimento da barragem. As mineradoras recorrem da decisão. Elas também acionaram o Supremo Tribunal Federal (STF) com a expectativa de proibir municípios de integrarem litígios no exterior. O argumento é de que seria uma movimentação inconstitucional por se tratarem de entes federativos. Caso essa posição seja acolhida, os municípios precisariam desistir do processo que tramita no Reino Unido. O post Vale faz acordo e deixa processo sobre caso Samarco no Reino Unido apareceu primeiro em Canal Rural.
Pecuária: saiba como planejamento nutricional pode diminuir custos e aumentar produção

A nutrição animal pode representar até 60% dos gastos totais de uma fazenda, podendo chegar a 90% com gado confinado. Portanto, é fundamental que o pecuarista elabore um planejamento nutricional eficiente para o rebanho, criando uma dieta balanceada que contemple vitaminas e melhore a disponibilidade de alimentos para os animais. Em entrevista, o médico veterinário Alexandre Camargo Costa destacou a importância de um bom planejamento nutricional, especialmente durante a estação seca, quando o pasto é prejudicado. Segundo ele, é crucial que o pecuarista se prepare com antecedência, buscando alternativas de alimentação para garantir a qualidade do pasto e a saúde do rebanho. Alexandre também ressaltou a necessidade de suplementação com recursos adicionais, como ração ou produção interna de alimentos. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! Outro ponto importante é a qualidade e quantidade de água fornecida aos animais, especialmente durante a seca. Além disso, a suplementação com sal mineral é essencial em todas as épocas do ano. Alexandre recomendou que os pecuaristas utilizem o suporte técnico das empresas de sal mineral para otimizar a nutrição do rebanho. Em conclusão, um planejamento nutricional eficaz não só reduz custos, mas também melhora a qualidade dos animais, resultando em carcaças de maior valor no mercado. A assistência técnica adequada e a escolha de bons fornecedores são elementos-chave para o sucesso na pecuária. O post Pecuária: saiba como planejamento nutricional pode diminuir custos e aumentar produção apareceu primeiro em Canal Rural.
Tomate: descobertas sobre hormônio presente na planta podem elevar produtividade

Em artigo publicado na revista acadêmica americana PNAS, pesquisadores da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo (Esalq-USP) descreveram pela primeira vez como a estrigolactona, um hormônio vegetal (fitormônio) descoberto recentemente, controla o florescimento e a produção de frutos do tomateiro (Solanum lycopersicum). A descoberta pode gerenciar o tempo de frutificação da planta e aumentar a produtividade da cultura. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! Derivadas dos carotenoides, as estrigolactonas foram identificadas a partir de 2008. Sua importância no desenvolvimento do tomateiro, nas respostas ao estresse e na interação com microrganismos na rizosfera já é conhecida, mas seu papel na fase reprodutiva ainda era desconhecido. No novo estudo, financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa de São Paulo (Fapesp), os cientistas da Esalq-USP constataram e explicaram essa função usando técnicas como sequenciamento e processamento de dados de mRNA, quantificação de transcritos genéticos por qRT-PCR, espectrometria de massa e análises estatísticas e funcionais. Foram analisados dois grupos distintos de plantas: um com espécies geneticamente modificadas para apresentar comprometimento na produção de estrigolactona; e outro com vegetais contendo uma versão sintética do fitormônio. Os resultados mostraram, respectivamente, maior tempo de florescimento no primeiro grupo e florescimento facilitado com maior número de frutos no segundo grupo. Os pesquisadores também identificaram detalhes do mecanismo. “Demonstramos que as estrigolactonas controlam o florescimento de tomateiro, regulando a via do microRNA319 e os níveis de giberelinas”, explicou Fábio Tebaldi Silveira Nogueira, pesquisador da Esalq-USP e coordenador do estudo. “Quando a quantidade de estrigolactona é aumentada, a planta tende a reduzir os níveis de giberelina e aumentar a quantidade desse microRNA.” Os resultados poderão ter impacto direto no manejo e na produtividade do tomateiro: “Mostramos que, na presença da estrigolactona, a planta floresce com mais facilidade e o número de flores e frutos aumentam consideravelmente”, afirmou Nogueira. “Agora, podemos usar um novo fitormônio para controlar o tempo de florescimento.” Os próximos passos incluem investigar se outras vias de microRNAs e diferentes hormônios também influenciam no desenvolvimento e no aumento da quantidade e do tamanho de frutos. Além disso, serão testados os efeitos da estrigolactona em outras plantas de importância agronômica, como soja e milho. O estudo foi conduzido em parceria com a Universidade de Turim (Itália), sob a coordenação da pesquisadora Francesca Cardinale, e contou com a colaboração de pesquisadores do StrigoLab (Itália), do Laboratório de Reguladores de Crescimento da Universidade Palacký e do Instituto de Botânica Experimental da Academia de Ciências Tcheca (República Tcheca). O grupo recebeu financiamento de programas de pesquisa e inovação da União Europeia. O post Tomate: descobertas sobre hormônio presente na planta podem elevar produtividade apareceu primeiro em Canal Rural.
VÍDEO: Cabeças de gado morrem de frio em Mato Grosso do Sul

Relatos de morte de gado possivelmente causadas pelo frio intenso estão sendo investigados pela Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal de Mato Grosso do Sul (Iagro-MS). Os agentes do órgão foram enviados nesta sexta-feira (12) aos municípios de Tacuru, Iguatemi e Glória de Dourados para apurar as ocorrências. Após os relatos das três cidades, a Iagro-MS emitiu uma nota de alerta aos pecuaristas sobre a previsão de baixas temperaturas entre os dias 12 e 14 de julho. “Cuide do seu rebanho e evite prejuízos!”, enfatiza a nota. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! A previsão para o período indica temperaturas mínimas entre 5 e 8°C. As condições climáticas previstas são: Sábado (13) a Domingo (14): Metade sul do estado deverá enfrentar maior cobertura de nuvens e temperaturas baixas. Nas demais regiões, o predomínio será de sol com variação de nebulosidade. O Sindicato Rural de Tacuru também está investigando o caso da morte das cabeças de gado. Uma equipe de veterinários será enviada ao local para avaliar a situação. Os pecuaristas são aconselhados a tomar medidas preventivas para proteger seus rebanhos durante o período de frio intenso, como abrigos ou galpões e aumento da quantidade de ração fornecida na tentativa de aumentar a temperatura corporal do rebanho. O post VÍDEO: Cabeças de gado morrem de frio em Mato Grosso do Sul apareceu primeiro em Canal Rural.
Embrapa lança protocolo para irrigação sustentável de cana no Cerrado

Pesquisadores da Embrapa idealizaram um conjunto inovador de parâmetros, coeficientes e estratégias para o manejo eficiente e sustentável da irrigação de cana-de-açúcar no Cerrado, denominado Protocolo BRCana. O objetivo é aumentar a produção, reduzir custos por tonelada e a suscetibilidade ao déficit hídrico acentuado pelas mudanças climáticas. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! A tecnologia também melhora a sustentabilidade da produção ao reduzir a demanda de terra e água, apresentando uma menor pegada hídrica comparada à produção de sequeiro. A recomendação da tecnologia é de que o manejo da irrigação de cana-de-açúcar seja realizada pelo método combinado, utilizando o clima como base e adicionando a umidade do solo e o sensoriamento da planta como camadas adicionais de informação. Também inclui parâmetros customizados focados na eficiência do uso da água e na economicidade da produção de cana no Cerrado, abrangendo o manejo nas fases de crescimento e maturação. “O BRCana é um referencial técnico inédito, com protocolo sólido e amplo para adoção de sistema irrigado de produção no Cerrado, permitindo romper substancialmente patamares de produtividade, longevidade e eficiência no uso de água e terra”, afirma o pesquisados da Embrapa Meio Ambiente Vinicius Bufon. A tecnologia pode ser aplicada a outros biomas e países produtores. A prática agropecuária foi desenvolvida sob plataforma experimental de longa duração, conferindo semelhança às condições reais de produção. Segundo Bufon, o desenvolvimento ocorreu dentro de usinas sucroenergéticas sob a estratégia de “pesquisação” – onde o usuário final atua como coparticipante do desenvolvimento das técnicas -, o que confere elevada solidez e aplicabilidade à tecnologia. A adoção da irrigação em parte das áreas das usinas foi indicada como estratégia de adaptação às mudanças climáticas e incremento da sustentabilidade. O processo de irrigação, seja de salvamento ou deficitária, é complexo, especialmente em culturas de ciclo produtivo longo como a cana-de-açúcar. Desde 2012, o método tem sido escalado para uso comercial nas usinas dos grupos Jalles Machado, São Martinho, Grupo Pedra Agroindustrial, Alta Mogiana, Raizen e Santa Adélia. Com a tecnologia, a produtividade média das áreas irrigadas, em ciclos de análise de 12 anos, aumentou 70%, de 71 toneladas de cana por hectare para 120 t/ha. O agravamento da crise climática gera riscos para a segurança alimentar. Políticas nacionais e organismos internacionais indicam a produção irrigada, conduzida de forma eficiente e sustentável, como uma ferramenta de mitigação das mudanças climáticas e suporte à segurança alimentar. Bufon demonstrou que a produção irrigada auxilia na mitigação das mudanças climáticas e aumenta a eficiência ambiental da produção sucroenergética. Ele enfatizou que a estratégia não requer irrigar a maior parte das áreas, nem adoção de irrigação plena, mas indicou dois caminhos: a irrigação de salvamento, que entrega apenas de 3% a 4% da demanda hídrica da cultura, garantindo a brotação do canavial; e a irrigação deficitária, por gotejamento ou pivô, que entrega de 15% a 35% da demanda hídrica total da cana, com grandes efeitos na produtividade, longevidade, eficiência de uso da terra e redução de custos. Bufon apresentou dois cenários de adaptação às mudanças climáticas. No primeiro, 32% da área da usina receberiam irrigação, sendo 5% com irrigação deficitária e 27% com irrigação de salvamento. No segundo, 45% da área seria irrigada, sendo 8% com irrigação deficitária e 37% com irrigação de salvamento. No primeiro cenário, a eficiência de uso da terra aumentaria 10%, com economia de R$ 26 milhões por ano, enquanto no segundo cenário, a eficiência aumentaria 20%, com economia de R$ 42 milhões. Bufon salientou que, se a usina optasse pela expansão horizontal em novas áreas, no cenário 1, seria necessária a adição de 6.900 ha de terra, com custo de formação de canavial de aproximadamente R$ 110 milhões. No cenário 2, a demanda de expansão seria de 9.900 ha, com custo de R$ 158 milhões. “A produção irrigada, se adotada com parâmetros e estratégias corretas e sob bom arcabouço de regulação e gestão para o uso racional dos recursos hídricos, é mais sustentável e eficiente do que a produção de sequeiro”, afirmou Bufon. O post Embrapa lança protocolo para irrigação sustentável de cana no Cerrado apareceu primeiro em Canal Rural.
Congresso avalia criação de CPI para investigar papel das ONGs na Moratória da Soja

A Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados promoveu nesta sexta-feira (12) audiência pública sobre a moratória da soja. A iniciativa é um compromisso firmado em 2006 entre a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) e a Associação dos Exportadores de Cereais (Anec), que se comprometem a não comercializar soja proveniente de áreas desmatadas dentro da Amazônia Legal. O acordo foi feito após pressão de Organizações não Governamentais (ONGs) que apontam a expansão da cultura da soja na região como promotora de desmatamento. De acordo com relatório feito pelo Grupo de Trabalho da Soja (GTS), formado por empresas associadas às duas entidades, desde que a moratória foi estabelecida, apenas 1,2% do desmatamento da Amazônia foi decorrente do plantio de soja. Podutores são contrários Produtores de alguns estados que fazem parte do bioma, como Pará, Mato Grosso e Tocantins alegam que a moratória da soja inibe o desenvolvimento econômico, além de não respeitar o Código Florestal brasileiro, que permite o desmatamento legal de até 20% na Amazônia. “Essa é a pauta mais cobrada dentro de nossas entidades devido à grande injustiça que ela causa, principalmente no que toca o direito à propriedade, o direito de uso da terra, impactando não somente os nossos produtores, mas a economia dos nossos municípios, dos nossos estados e de cada cidadão que vive neles”, disse na audiência o presidente da Aprosoja-MT, Lucas Beber. Contudo, o presidente da Abiove, André Nassar, afirmou que a indústria está convencida de que se houver o fim da moratória, haverá boicote à soja brasileira no exterior. Medidas propostas pela Abiove Para atender os produtores que se queixam de não fazerem parte das discussões da Moratória da Soja, atualmente composta pelas Associações e ONGs, o presidente da Abiove, André Nassar, propôs três medidas a curto prazo: A possibilidade de o produtor assinar um termo de compromisso para regularizar a produção; Convidar a Aprosoja Brasil e a Confederação Nacional da Agropecuária (CNA) para fazerem parte do grupo de trabalho da soja, desde que concordem em colaborar com a moratória; e O controle via polígono para a safra 24/25 por meio de um protocolo que comprove se a área foi aberta de forma legal após 2008, conforme determina o Código Florestal. “Se a abertura da área não foi feita de forma legal, ou seja, se o produtor não tiver a autorização de supressão, mantém a regra de que não se adquire a soja do imóvel inteiro. No caso de uma abertura de área que seguiu as regras do Código Florestal, vai imediatamente para o sistema do polígono, que é só o equivalente do volume de soja no polígono que não será comprado e não mais da propriedade inteira”. CPI da Moratória da Soja Na audiência, ficou decidido que a Câmara dos Deputados e o Senado Federal devem analisar nos próximos dias um pedido para abertura de uma CPI Mista que pretende investigar a atuação das ONGS ambientais na implantação da Moratória da Soja no Brasil. O anúncio foi feito pela deputada federal Coronel Fernanda. Ela criticou a ausência no debate de representantes das organizações não governamentais, do Banco do Brasil e dos ministros da Agricultura, Carlos Fávaro, e do Meio Ambiente, Marina Silva. Além da instalação da CPI, ficou decidido na audiência a realização de mesas de discussão nos estados – organizadas pela Aprosoja – com a participação de produtores para a busca de soluções ao fim da moratória. O post Congresso avalia criação de CPI para investigar papel das ONGs na Moratória da Soja apareceu primeiro em Canal Rural.
Confira os preços da soja após o relatório de julho do USDA

O mercado brasileiro de soja teve um dia parado. Os preços ficaram de estáveis a mais baixos nas principais praças de comercialização. E os produtores se afastaram dos negócios, conforme vem acontecendo nos últimos dias. Preços da saca de soja Passo Fundo (RS): estabilizou em R$ 130 Região das Missões: se manteve em R$ 129 Porto de Rio Grande: caiu de R$ 135,50 para R$ 135 Cascavel (PR): permaneceu em R$ 127 Porto de Paranaguá (PR): decresceu de R$ 136,50 para R$ 136 Rondonópolis (MT): recuou de R$ 124 para R$ 123 Dourados (MS): diminuiu de R$ 120 para R$ 118 Rio Verde (GO): valorizou de R$ 118,50 para R$ 119 Bolsa de Chicago Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a sexta-feira com perdas predominantes e moderadas, ampliando o recuo da semana para a casa de 6%. O dia foi volátil e os dados mistos do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) serviram de pretexto para uma recuperação técnica que não se consolidou. Para a produção brasileira, o USDA manteve as estimativas em 153 milhões de toneladas para 2023/24 e em 169 milhões para 2024/25. O mercado esperava safra de 152,1 milhões de toneladas para a atual temporada. A safra norte-americana de soja de 2024/25 deverá ficar em 120,7 milhões de toneladas. O número superou a expectativa do mercado, que esperava 120,2 milhões de toneladas. O clima nos Estados Unidos segue no foco do mercado e as previsões são de condições favoráveis, ampliando a possibilidade uma de uma boa produção americana e ampla oferta mundial. Para a Argentina, a previsão para 2023/24 foi cortada de 50 milhões de toneladas para 49,5 milhões, contra expectativa de 50 milhões do mercado. Para 2024/25, a estimativa inicial é de 51 milhões de toneladas, sem alteração sobre o mês anterior. Por fim, as importações chinesas em 2023/24 foram estimadas em 108 milhões de toneladas. Para a próxima temporada, a previsão é de um número subindo para 109 milhões de toneladas. No mês anterior, a previsão era a mesma. A Associação Norte-Americana dos Processadores de Óleos Vegetais (Nopa) divulga nesta segunda-feira (15), o resultado do esmagamento dos Estados Unidos no mês de junho. Os números saem às 13 horas, horário de Brasília. O mercado aposta em número de 177,936 milhões de bushels. Em maio, os esmagamentos somaram 183,625 milhões de bushels. Em junho do ano passado, ficaram em 165,023 milhões de bushels. Contratos futuros da soja Foto: Reprodução Os contratos da soja em grão com entrega em agosto fecharam com baixa de 12,00 centavos de dólar, ou 1,07%, a US$ 11,05 por bushel. A posição novembro teve cotação de US$ 10,65 1/4 por bushel, com perda de 2,50 centavos ou 0,23%. Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com baixa de US$ 1,40 ou 0,44% a US$ 311,60 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 45,59 centavos de dólar, com baixa de 0,48 centavo ou 1,02%. Câmbio O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 0,20%, sendo negociado a R$ 5,4300 para venda e a R$ 5,4280 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,4155 e a máxima de R$ 5,4657. Na semana, a moeda teve desvalorização de 0,58%. O post Confira os preços da soja após o relatório de julho do USDA apareceu primeiro em Canal Rural.
Veja os preços da arroba do boi gordo no Brasil

O mercado físico do boi gordo fechou a semana com preços firmes. “O ambiente de negócios ainda sugere alguma elevação dos preços no curto prazo, em linha com a oferta restrita, dificultando as indústrias em alongar suas escalas de abate”, diz o analista da Consultoria Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! Sob o prisma da demanda, o ano é bastante positivo, com avanços no mercado doméstico e, em especial, no mercado externo, com forte ritmo de embarques de carne bovina no decorrer desta temporada. Em São Paulo, a referência média para a arroba do boi ficou em R$ 228,25. Em Goiás, a indicação média foi de R$ 219,04. Já em Minas Gerais, a arroba teve preço médio de R$ 219. Em Mato Grosso do Sul, a arroba ficou indicada em R$ 218,73. Já em Mato Grosso, a arroba ficou indicada em R$ 207,77. Boi no atacado O mercado atacadista fecha a semana com preços firmes para a carne bovina, mas a expectativa é de menor espaço para reajustes durante a segunda quinzena do mês, período pautado por menor apelo ao consumo. “Importante mencionar que a primeira quinzena foi favorável em termos de recuperação dos preços, com boa reposição ao longo da cadeia produtiva”, assinala Iglesias. O quarto traseiro permanece cotado a R$ 17,50 por quilo. A ponta de agulha segue no patamar de R$ 13 por quilo. O quarto dianteiro ainda é precificado a R$ 14 por quilo. O post Veja os preços da arroba do boi gordo no Brasil apareceu primeiro em Canal Rural.