Preços da arroba do boi gordo se mantêm firmes no país

O mercado de boi gordo registrou uma semana de preços sustentados, estáveis ou em alta, nas principais praças de comercialização do Brasil. De acordo com Fernando Iglesias, analista da Safras & Mercado, as indústrias operaram com escalas de abate menos confortáveis, em um ambiente ainda pautado pela oferta restrita. Segundo Iglesias, os sinais para o segundo semestre são positivos, com boas perspectivas de demanda, em especial nas exportações. “No entanto, o movimento de alta tem suas limitações e não ocorre de forma explosiva, como em outras ocasiões, já que 2024 ainda é um ano marcado por oferta expressiva”, complementou. Cotações da arroba do boi gordo São Paulo (Capital): R$ 230,00 (+0,88%) Goiás (Goiânia): R$ 220,00 (+2,33%) Minas Gerais (Uberaba): R$ 220,00 (+2,33%) Mato Grosso do Sul (Dourados): R$ 220,00 (+2,33%) Mato Grosso (Cuiabá): R$ 210,00 (-0,47%) Rondônia (Vilhena): R$ 183,00 (estável) Atacado Iglesias destaca que o mercado atacadista voltou a apresentar alta nas cotações ao longo da semana. O ambiente de negócios ainda sugere a continuidade do movimento de alta no curto prazo, impulsionado pela entrada dos salários na economia e a consequente reposição entre atacado e varejo. “Vale ressaltar que a carne bovina obteve um interessante ganho de competitividade em relação às concorrentes durante o mês de junho”, concluiu o analista. Quarto traseiro do boi: R$ 17,50 (+R$ 0,50) Quarto dianteiro do boi: R$ 14,00 (+R$ 1,00) Exportações As exportações de carne bovina fresca, congelada ou refrigerada do Brasil renderam US$ 240,471 milhões em julho (cinco dias úteis), com média diária de US$ 48,094 milhões. A quantidade total exportada pelo país chega a 54,204 mil toneladas, com média diária de 10,840 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 4.436,40. Em relação a julho de 2023, houve alta de 32,5% no valor médio diário da exportação, aumento de 41,6% na quantidade média diária exportada e desvalorização de 6,4% no preço médio. O post Preços da arroba do boi gordo se mantêm firmes no país apareceu primeiro em Canal Rural.
Incidência de greening em lavouras de cítricos aumenta 56% em 1 ano

A incidência de greening, ou Huanglongbing (HLB), em lavouras de cítricos cresceu 56% no último ano, segundo o Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus). A doença, que afeta citros e ameaça a citricultura global, foi registrada em mais de 130 países. No cinturão citrícola de São Paulo e Triângulo/Sudoeste de Minas Gerais, 38,06% das laranjeiras apresentaram sintomas de greening, o que equivale a 77,22 milhões de árvores doentes. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! “Disseminado pelo psilídeo asiático Diaphorina citri, o HLB tem uma dinâmica epidemiológica complexa, dificultando seu controle”, explica Antonio Coutinho, diretor de projetos na Brandt Brasil. Ele ressalta que, diferentemente de culturas anuais, a infecção de uma árvore cítrica é irreversível. O governo dos EUA já investiu mais de US$ 2 bilhões para tentar conter a doença, especialmente na Flórida, maior competidor do Brasil na produção de laranjas. A empresa organizou uma viagem para técnicos e citricultores brasileiros aprenderem com os esforços de contenção americanos, explorando métodos como injeções de antibióticos e o uso de telas protetoras. O post Incidência de greening em lavouras de cítricos aumenta 56% em 1 ano apareceu primeiro em Canal Rural.
Boi gordo: saiba quais as expectativas para o mercado no 2º semestre do ano

O mercado do boi gordo está mostrando sinais de firmeza, sustentado tanto pelo escoamento doméstico quanto pelas exportações aquecidas. O analista de mercado da Datagro, Guilherme Jank, destaca que, apesar de uma desaceleração em junho, as exportações têm registrado recordes consecutivos. O mercado interno também tem se mostrado robusto, impulsionado por uma inflação controlada e um aumento no poder de compra da população. Para o segundo semestre, as projeções são otimistas. Jank menciona uma sazonalidade favorável na demanda e uma desaceleração do crescimento da oferta, o que deve resultar em um cenário mais positivo para as cotações até o final do ano. Ele também ressalta o papel crucial das exportações para mercados como China, México e Estados Unidos, além da crescente participação do Brasil no Oriente Médio. Desempenho doméstico e internacional No mercado doméstico, fatores macroeconômicos como a inflação controlada e a baixa taxa de desemprego têm contribuído para uma maior demanda por carne bovina. Jank explica que cortes bovinos como a carne moída, muito consumidos no dia a dia, têm se mostrado competitivos em relação a outras proteínas, como suínos e frangos. A redução da pressão monetária, com cortes de juros, também tem incentivado o consumo. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! No cenário internacional, mesmo com dificuldades nos preços de exportação para a China, o Brasil continua expandindo sua participação em outros mercados. As exportações para os Estados Unidos e México têm sido particularmente fortes, e o país tem dobrado suas vendas para o Oriente Médio. Essa posição competitiva tem garantido ao Brasil uma vantagem significativa no mercado global de carne bovina. Perspectivas para o segundo semestre Com uma sazonalidade positiva, a demanda tende a aumentar tanto no mercado interno quanto no externo. O Ano Novo Lunar Chinês em janeiro e a reabertura da cota dos Estados Unidos são fatores que contribuem para essa perspectiva. Além disso, a desaceleração do crescimento da oferta prevista pela Datagro sugere um cenário de preços mais elevados até o final do ano. Em resumo, o mercado do boi gordo no Brasil apresenta um cenário firme e positivo, sustentado por um robusto escoamento doméstico e exportações aquecidas, com projeções otimistas para o segundo semestre de 2024. O post Boi gordo: saiba quais as expectativas para o mercado no 2º semestre do ano apareceu primeiro em Canal Rural.
Viu esta? La Niña à vista: Brasil se prepara para mudanças no clima

Após um período sob a influência do El Niño, o Oceano Pacífico Equatorial dá sinais de que pode estar entrando em uma nova fase climática: a La Niña. Essa foi uma das reportagens mais lidas da semana no site do Canal Rural. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! Modelos de previsão indicam uma crescente probabilidade, de até 58%, do fenômeno se estabelecer até outubro deste ano. Mas o que isso significa para o Brasil? La Niña: quais os possíveis impactos? La Niña, o oposto do El Niño, é caracterizada pelo resfriamento anormal das águas do Pacífico e pode ter impactos significativos no clima global. No Brasil, a La Niña tende a trazer um aumento das chuvas na região Sul e potencial para secas no Nordeste, invertendo o padrão observado durante o El Niño. No entanto, a intensidade e distribuição geográfica desses efeitos podem variar. Outro fator que influencia Enquanto o Pacífico se prepara para a possível chegada da La Niña, o Atlântico também apresenta anomalias. O aquecimento anormal das águas do Atlântico Norte, conhecido como Dipolo do Atlântico, já causa impactos no Brasil, com temperaturas 1,3°C acima da média e redução das chuvas no norte da Região Nordeste. O futuro do clima no Brasil Com a possibilidade da La Niña e a persistência do Dipolo do Atlântico, o cenário climático para o Brasil nos próximos meses apresenta desafios e incertezas. Acompanhar as previsões e entender os possíveis impactos desses fenômenos é crucial para o planejamento e adaptação às mudanças climáticas. O post Viu esta? La Niña à vista: Brasil se prepara para mudanças no clima apareceu primeiro em Canal Rural.
Plano emergencial combate fungo em plantações de uva em São Paulo

Um plano emergencial foi montado para enfrentar o fungo Glomerella cingulata, que tem devastado plantações de uva no Circuito das Frutas Paulista. Em 2023, o fungo causou perdas de 30% a 100% da colheita devido às condições climáticas favoráveis. Especialistas da Embrapa Territorial, Embrapa Uva e Vinho, prefeituras e o setor produtivo estão colaborando para controlar a podridão da uva madura. Amostras do patógeno serão analisadas no Laboratório de Fitopatologia da Embrapa Uva e Vinho, em Bento Gonçalves (RS). Ensaios serão realizados em propriedades selecionadas para ajustar práticas de controle. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! Renê Tomasetto, presidente da Associação Agrícola de Jundiaí, ressaltou que 2023 foi atípico, com chuvas acima da média favorecendo a proliferação do fungo. O analista da Embrapa, Rafael Mingoti, acredita que a união das instituições trará benefícios, como ajustes em tratamentos de inverno, adubação e controles biológico e químico. O plano inclui visitas a propriedades para coletar amostras e testar a eficácia de medidas de controle. Lucas Garrido, pesquisador da Embrapa Uva e Vinho, enfatiza a importância de atuar em pelo menos duas safras para obter resultados eficazes. Pesquisador Lucas Garrido analisa material infectado. Foto: Alan Rodrigues Produtores locais, como Atalívio Rufino e Antônio Mingotte, relatam perdas significativas e a necessidade de novas medidas para combater a doença. A crise afeta não apenas a produção de uvas, mas também o turismo rural e eventos tradicionais, como a Festa da Uva em Jundiaí. O conhecimento gerado pelos experimentos será transferido aos produtores em eventos organizados, ajudando a recuperar a confiança nas práticas agrícolas e a sustentabilidade do setor. O post Plano emergencial combate fungo em plantações de uva em São Paulo apareceu primeiro em Canal Rural.
Sudeste registra 30 ºC e Norte recebe 50 mm de chuva; veja a previsão da semana

Saiba como o clima irá se comportar na semana de 15 a 19 de julho: Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! Sul Segunda-feira (15) com tempo encoberto e chuvoso no litoral do Rio Grande do Sul. Muitas nuvens e previsão de chuva no centro-leste de Santa Catarina e do Paraná. Na faixa oeste da região Sul, apesar da nebulosidade, não há previsão de chuva. Após a onda de frio, a tendência é a temperatura voltar a subir gradativamente na região, sem risco de geadas, com a temperatura máxima passando de 25 a 27 ºC na sexta-feira nos três estados. A semana deve ser de tempo mais firme, o que favorece os trabalhos em campo com a aceleração da semeadura das lavouras de inverno. O acumulado de chuva na semana se concentra no litoral de Santa Catarina e na faixa leste do Paraná, onde o volume varia entre 20 e 30 mm. Nas demais áreas dos estados sulistas, predomínio de tempo firme. Sudeste A semana inicia-se com a circulação dos ventos favorecendo a presença de muitas nuvens no leste paulista e sul fluminense. No entanto, a chuva acontece somente no extremo sudeste de São Paulo, de forma intermitente. Nas demais áreas da região, incluindo todas as capitais, não há previsão de chuva. A temperatura sobe gradativamente ao decorrer da semana, com a temperatura máxima podendo chegar a 30 ºC no Espírito Santo. A chuva da semana se concentra no litoral de São Paulo e Rio de Janeiro, onde em 5 dias o acumulado fica na casa dos 10 mm. O predomínio de tempo firme favorece a moagem da cana-de-açúcar e a colheita do café, mas prejudica lavouras de milho segunda safra em fase de enchimento de grãos. O risco para focos de incêndio é principalmente em Minas Gerais, portanto, o produtor deve ficar atento em relação ao manejo com fogo. Centro-Oeste Segunda-feira com tempo voltando a ficar firme por toda a região. Mesmo com a presença de muitas nuvens no extremo sul do Mato Grosso do Sul, não há previsão de chuva. Também não chove em nenhuma capital. A semana deve ser quente e seca em todos os estados, com a temperatura máxima passando de 35 ºC no Mato Grosso e 31 ºC no Mato Grosso do Sul e em Goiás. Durante a semana, não deve chover, o que deve acelerar os trabalhos em campo com a colheita do milho segunda safra e do algodão. Lavouras e pastagens seguem prejudicadas pela falta de umidade e o risco para focos de incêndio continua em todas as áreas, com exceção do centro-sul do Mato Grosso do Sul, que recebeu chuvas na semana passada. Nordeste A semana começa com tempo firme e quente em grande parte da região. No interior nordestino e no estado do Piauí, o tempo permanece firme e sem previsão de chuva. Nas demais áreas do litoral, a chuva acontece de forma mais isolada. O destaque fica para Ilhéus (Bahia), leste de Sergipe, centro-leste de Alagoas e sudeste de Pernambuco, onde a chuva pode vir com mais frequência ao longo do dia. Os próximos 5 dias devem ser quentes e secos no Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte e Paraíba. O acumulado de chuva da semana se concentra no leste da Bahia, Alagoas, Sergipe e Pernambuco, com volumes entre 30 e 40 mm. Os trabalhos em campo seguem normalmente com o avanço da colheita do milho segunda safra e do algodão. Nas áreas de interior, segue a restrição hídrica e o risco potencial para focos de incêndio. Norte Segunda-feira com tempo firme na metade sul da região, incluindo os estados do Acre, Rondônia, Tocantins e boa parte do Amazonas e do Pará. Pancadas de chuva são esperadas no norte do Amazonas, norte do Pará e no Amapá entre a tarde e a noite. A chuva pode vir com mais frequência e em forma de temporais localizados em Roraima ao longo de todo o dia. Semana quente e seca no Acre, Rondônia, Tocantins e centro-sul do Pará, onde, além de não chover, a temperatura máxima deve passar de 34 ºC. O acumulado de chuva nos próximos 5 dias se concentra no norte do Amazonas, Roraima e Amapá, com volume variando entre 30 e 50 mm. Nessas áreas, os trabalhos em campo seguem normalmente, mesmo com a presença de umidade. A situação de estiagem/seca vai se agravando na região Norte, pois não há previsão do retorno das chuvas para o centro-sul da região. O post Sudeste registra 30 ºC e Norte recebe 50 mm de chuva; veja a previsão da semana apareceu primeiro em Canal Rural.
Javier Milei chama atentado a Trump de ‘tentativa covarde de assassinato’

O presidente argentino Javier Milei demonstrou seu apoio ao ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, após o atentado ocorrido durante um comício em Butler, Pensilvânia. Em uma mensagem na rede social X, Milei expressou solidariedade ao candidato republicano e criticou a esquerda global. “Todo o meu apoio e solidariedade ao presidente e candidato Donald Trump, vítima de uma tentativa covarde de assassinato que colocou em risco a sua vida e a de centenas de pessoas”, afirmou. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! O argentino disse que a esquerda internacional está em desespero. Ele acusou a esquerda de tentar desestabilizar democracias e promover a violência para alcançar o poder, recorrendo ao terrorismo para impor uma agenda retrógrada e autoritária. Milei concluiu desejando uma rápida recuperação a Trump e expressou esperança de que as eleições nos EUA ocorram de maneira justa, pacífica e democrática. O post Javier Milei chama atentado a Trump de ‘tentativa covarde de assassinato’ apareceu primeiro em Canal Rural.
Lula repudia atentado contra Donald Trump: “inaceitável”

O presidente Lula repudiou neste sábado (13) o que classificou de atentado contra o ex-presidente Donald Trump. Ele considerou o ato como “inaceitável”. “O atentado contra o ex-presidente Donald Trump deve ser repudiado veementemente por todos os defensores da democracia e do diálogo na política. O que vimos hoje é inaceitável”, declarou o presidente nas redes sociais. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! Neste sábado, Trump foi retirado por seguranças do palanque onde fazia um comício na Pensilvânia. Após sons de tiros, o candidato republicano se abaixou e levantou com sangue na orelha e no rosto. O local do comício foi abandonado com cadeiras derrubadas e fita policial amarela ao redor do palco. O caso está sob investigação. O post Lula repudia atentado contra Donald Trump: “inaceitável” apareceu primeiro em Canal Rural.
Café: colheita de arábica avança bem no Brasil, diz levantamento

Levantamento do Cepea mostra que o volume de café arábica colhido nas regiões do Cerrado Mineiro e do Sul de Minas, importantes polos de produção da variedade, já passou da metade do total esperado para a temporada 2024/25. Produtores seguem preocupados com a qualidade do grão, que ainda está aquém do esperado. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! Desde o começo da colheita, no Sul de Minas, agentes consultados pelo Cepea relatam que a gramatura dos grãos está inferior ao registrado em período equivalente de anos anteriores. Com grãos de peneira abaixo de 17/18, cafeicultores demandam mais grãos para encher uma saca, fato que, por sua vez, aumenta o custo unitário de produção. Para o robusta, a colheita está se aproximando da reta final. Agentes consultados pelo Cepea também indicam que a qualidade está inferior para bebida, e o grão está com peneira abaixo do esperado. Mesmo com as atividades de campo avançando bem no Brasil, as cotações do arábica e do robusta seguem em elevação. Pesquisadores do Cepea indicam que o cenário de oferta global apertada, em especial de robusta, e o ainda baixo volume de grão da safra nova brasileira sendo disponibilizado no spot nacional – vale lembrar que produtores destinam os primeiros lotes ao cumprimento de contratos – dão suporte aos valores internos. O post Café: colheita de arábica avança bem no Brasil, diz levantamento apareceu primeiro em Canal Rural.
Safra de soja 24/25 acima de 170 milhões de toneladas é estimada por consultoria

A soja deverá ter incremento de área na temporada 2024/25 no Brasil, mesmo com margens menores de lucratividade. É o que indica o relatório da consultoria Safras & Mercado, divulgado nesta sexta-feira (12). Segundo o documento, os produtores brasileiros deverão cultivar 47,331 milhões de hectares em 2024/25, crescendo 1,9% sobre o total semeado no ano passado, de 46,447 milhões. Sem problemas climáticos, a aposta inicial é de uma produção recorde, de 171,542 milhões de toneladas, 13,2% maior que as 151,548 milhões de toneladas colhidas este ano. Isso porque espera-se elevação de produtividade, partindo de 3.279 quilos (54,6 sacas) para 3.643 quilos por hectare (60,7 sacas). Crescimento em menor ritmo A área de soja deverá crescer em praticamente todos os estados produtores no país, mas em um menor ritmo em relação às safras anteriores. “Tal fato deve ocorrer devido à queda da margem dos produtores nos últimos meses, que é derivada, principalmente, do recuo nos preços praticados nos mercados brasileiro e internacional”, afirma o analista de Safras & Mercado, Luiz Fernando Gutierrez Roque. Segundo ele, como a oleaginosa ainda é uma opção mais rentável que outras culturas em boa parte dos estados, novamente os produtores optarão pelo avanço da área. Após uma temporada de perdas no Rio Grande do Sul e no Paraná, os produtores têm o desafio de semear uma nova safra diante da possibilidade crescente de um novo La Niña. “Esperamos um crescimento pequeno nas áreas a serem semeadas nestes dois estados, visto também que no Rio Grande do Sul muito produtores continuam com dificuldades financeiras pelas perdas produtivas registradas nos últimos anos. Algumas áreas de milho podem migrar para a soja nos dois estados, assim como algumas áreas de pastagem”, avalia Roque. Segundo o analista, no Centro-Oeste e no Sudeste, novamente deve ser visto um crescimento da área semeada com o grão, com os produtores voltando a centralizar a produção de verão na soja e a produção da segunda safra no milho. Novas áreas devem ser abertas, principalmente sobre pastagens. Soja na nova fronteira agrícola Foto: Reprodução/ Canal Rural Bahia “Nas regiões Nordeste e Norte, mais uma vez deveremos ter os maiores percentuais de crescimento, dando continuidade ao avanço da soja na ‘nova fronteira agrícola’. O aumento das exportações pelos portos do Arco Norte é um fator positivo para a expansão da área, assim como as boas produtividades registradas nas últimas safras em alguns estados. Apesar disso, o ritmo de crescimento também deve ser menor que nas safras anteriores, devido às margens mais ‘apertadas’”, acrescenta o analista. De acorodo com Roque, se o clima permitir, a produção brasileira de soja poderá superar a marca de 170 milhões de toneladas pela primeira vez na história, sendo estimada inicialmente em 171,542 milhões de toneladas, um novo recorde. O post Safra de soja 24/25 acima de 170 milhões de toneladas é estimada por consultoria apareceu primeiro em Canal Rural.