Chuva intensa é esperada nos próximos dias por infiltração marítima; saiba onde

Ao longo dos próximos dias, o tempo se mantém instável numa área extensa da costa brasileira. Um dos responsáveis por essas condições é uma forte infiltração marítima, ou brisa marítima. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! De acordo com o Climatempo, esse fenômeno ocorre quando o ar fresco e úmido do oceano se desloca para o interior do continente, substituindo o ar quente e seco da terra. O processo é essencial para a formação de chuvas no litoral, pois traz umidade e provoca o resfriamento e a condensação do ar terrestre, resultando em precipitação. Previsão do tempo para os próximos dias Terça-feira (16) A circulação na parte sul do Brasil será reforçada pela alta pressão, intensificando a chuva na região Centro-Sul. A faixa entre o norte de Santa Catarina e o litoral sul de São Paulo terá chuvas de moderada a forte intensidade. Na faixa norte, a circulação característica aumentará os volumes de chuva entre o litoral da Bahia e o litoral de Alagoas. Quarta-feira (17) A circulação favorecerá a ocorrência de chuva entre o litoral do Espírito Santo e o litoral do Rio Grande do Norte, com destaque para a costa de Alagoas e Sergipe, onde a chuva será de moderada a forte intensidade ao longo do dia. Quinta-feira (18) A circulação se intensificará em toda a costa brasileira. Na faixa centro-sul, entre o Rio de Janeiro e o sul do Rio Grande do Sul, haverá aumento da nebulosidade, mas sem chuva. Na faixa norte, principalmente entre o litoral da Bahia e o do Rio Grande do Norte, há previsão de pancadas de chuva. Sexta-feira (19) A condição permanecerá a mesma. O tempo seguirá firme entre o Rio de Janeiro e o sul do Rio Grande do Sul, apenas com aumento da nebulosidade. Na faixa centro-norte, entre o litoral do Espírito Santo e o do Rio Grande do Norte, a previsão é de novas pancadas de chuva, com pancadas de moderada a forte intensidade no litoral de Sergipe e Alagoas. O post Chuva intensa é esperada nos próximos dias por infiltração marítima; saiba onde apareceu primeiro em Canal Rural.

Exportações do agronegócio brasileiro chegam a US$ 82,3 bilhões no semestre, aponta Mapa

As vendas externas de itens do agronegócio chegaram a US$ 15,20 bilhões em junho de 2024. O valor representa um aumento em comparação com o registrado em maio deste ano, quando as exportações atingiram USS 15,02 bilhões, conforme comunicado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária. Na comparação do mês ano a ano, houve avanço nas exportações brasileiras de grãos. Elas subiram de 14,96 milhões de toneladas em junho de 2023 para 15,07 milhões no mesmo mês deste ano. O valor representa um aumento de 0,7%.  Leia Mais Balança comercial tem superávit de US$ 1,428 bilhão na 2ª semana de julho Mundo deve investir US$ 4 tri até 2030 para cumprir metas do clima, aponta relatório Gasolina, diesel e etanol sobem nos postos na 1ª quinzena de julho, diz Ticket Log Também houve aumento no volume de exportação de cana-de-açúcar, celulose, algodão não cardado nem penteado, farelo de soja e café verde. Com isso, o índice de quantidade apurado para exportações do agronegócio ficou positivo em 4,5%. No acumulado dos últimos 12 meses, as exportações somaram US$ 166,20 bilhões. O valor representa um crescimento de 2,4% na comparação com os doze meses anteriores. O comunicado destaca ainda que “entre julho de 2023 e junho de 2024, os produtos do agronegócio representaram 48,6% de todas as exportações brasileiras, 0,2 ponto percentual acima da participação verificada entre julho de 2022 e junho de 2023.” Saldo do 1º semestre de 2024 Já no recorte do primeiro semestre de 2024, as exportações do setor no Brasil alcançaram US$ 82,39 bilhões. Este é o segundo maior valor registrado para a série histórica. Desse total, a maior parcela corresponde ao complexo soja, que alcançou US$ 33,53 bilhões. O valor representa 40,7% do total exportado pelo agronegócio. Em seguida, foram destacados o setor da carne, que corresponde a 14,3% do valor dessas exportações; o complexo sucroalcooleiro, correspondendo a 11,2% do total no período; os produtos florestais, com percentual de participação em 10,1%; e o setor do café, com 6,4%. Para o secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura e Pecuária, Roberto Perosa, o aumento das exportações no primeiro semestre deste ano reflete o resultado dos recordes nas aberturas de mercado e o diálogo do Brasil com outros países.  Este conteúdo foi originalmente publicado em Exportações do agronegócio brasileiro chegam a US$ 82,3 bilhões no semestre, aponta Mapa no site CNN Brasil.

Crédito rural: BNDES terá R$ 14,8 bilhões para a agricultura familiar

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) vai disponibilizar R$ 14,8 bilhões em recursos para a agricultura familiar na safra 2024/25 por meio de crédito subsidiado do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). Os recursos destinados a financiamentos de agricultores familiares, com juros entre 0,5% e 6% ao ano, aumentou 28% em relação à temporada passada. O valor integra o montante de R$ 66,5 bilhões a serem liberados pelo banco público ao todo na safra. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! Os valores direcionados pelo banco à agricultura familiar são disponibilizados por meio dos Programas Agropecuários do Governo Federal (PAGF), que compõem o Plano Safra 2024/2025, com prazos e orçamento determinados e juros equalizados pelo Tesouro Nacional. A partir da próxima quarta-feira, 17, os agentes financeiros repassadores credenciados ao banco poderão protocolar os pedidos de operações. “Seguindo a orientação do presidente Lula, estamos ampliando o crédito e as condições para chegar a mais agricultores familiares, incentivando a produtividade. Esse é um recurso que sabemos que chega na ponta, nas cooperativas, nos produtores, beneficiando quem é responsável por levar alimentos, e alimentos saudáveis, para as famílias brasileiras”, disse o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, em nota. Do montante total ofertado pelo banco junto ao Pronaf, R$ 726 milhões serão destinados a operações nas regiões Norte e Nordeste. Na nota, o banco público afirmou que a medida está alinhada a sua estratégia “de ampliar os financiamentos que viabilizem a redução das desigualdades sociais e territoriais no País”. Ainda na agricultura familiar, nessa safra o BNDES vai permitir o uso do Fundo Garantidor para Investimentos do Programa Emergencial de Acesso a Crédito (FGI PEAC) para avalizar operações de pessoa jurídica, incluindo cooperativas, a partir de agosto. Para o FGI Peac Crédito Solidário RS, o banco admitirá o uso, além de pessoas jurídicas, para pessoas físicas (produtores rurais). “A decisão de utilizar a garantia do FGI para a agricultura familiar é uma inovação que irá permitir aumentar o apetite das instituições financeiras no apoio ao segmento, estimulando o crédito também para as cooperativas de menor porte”, explicou o superintendente de Operações e Canais Digitais do BNDES, Marcelo Porteiro. O post Crédito rural: BNDES terá R$ 14,8 bilhões para a agricultura familiar apareceu primeiro em Canal Rural.

Arroba do boi gordo: semana começa com preços firmes

O mercado físico do boi gordo começou a semana em ritmo lento, mas com alguns negócios fechados acima da referência média. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! “O movimento de alta tem sido gradual. Em São Paulo, a barreira dos R$ 230 a prazo para a arroba do boi ainda não foi ultrapassada. Os frigoríficos, principalmente os de grande porte, mantêm escalas de abate confortáveis. A expectativa é de boa entrada de animais confinados a partir de agosto, o que permitirá às indústrias planejarem melhor seus abates”, afirmou Fernando Henrique Iglesias, analista da Consultoria Safras & Mercado. Arroba do boi São Paulo: R$ 228,52 por arroba Goiás: R$ 219,04 por arroba Minas Gerais: R$ 219,41 por arroba Mato Grosso do Sul: R$ 218,73 por arroba Mato Grosso: R$ 208,93 por arroba Atacado O mercado atacadista segue com preços firmes, com menor probabilidade de reajustes na segunda quinzena do mês, período de menor demanda. Quarto traseiro: R$ 17,50 por quilo Ponta de agulha: R$ 13 por quilo Quarto dianteiro: R$ 14 por quilo Exportação As exportações de carne bovina fresca, congelada ou refrigerada do Brasil renderam US$ 483,811 milhões em julho (10 dias úteis), com média diária de US$ 48,381 milhões. O volume total exportado pelo país atingiu 109,584 mil toneladas, com média diária de 10,958 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 4.415,00. Em comparação a julho de 2023, houve aumento de 33,3% no valor médio diário da exportação, crescimento de 43,1% no volume médio diário exportado e queda de 6,9% no preço médio. O post Arroba do boi gordo: semana começa com preços firmes apareceu primeiro em Canal Rural.

Soja: com Chicago em queda, preços no Brasil não param de cair

O mercado brasileiro de soja esteve travado nesta segunda-feira (15). Foram poucas ofertas no dia. Segundo a Safras Consultoria, os produtores estão assustados, pois os preços não param de cair. Com a derrocada das cotações em Chicago, nem mesmo eventuais altas do dólar são capazes de valorizar a oleaginosa brasileira. Veja os preços da soja Passo Fundo (RS): baixou de R$ 130 para R$ 127 Região das Missões: caiu de R$ 129 para R$ 126 Porto de Rio Grande: recuou de R$ 135 para R$ 132 Cascavel (PR): desvalorizou de R$ 127 para R$ 122,50 Porto de Paranaguá (PR): decresceu de R$ 136 para R$ 132 Rondonópolis (MT): foi de R$ 123 para R$ 120 Dourados (MS): diminuiu de R$ 118 para R$ 117 Rio Verde (GO): baixou de R$ 119 para R$ 116 Contratos futuros Foto: Reprodução Os contratos da soja em grão com entrega em agosto fecharam com baixa de 27,00 centavos de dólar, ou 2,44%, a US$ 10,78 por bushel. A posição novembro teve cotação de US$ 10,40 por bushel, com perda de 25,25 centavos ou 2,37%. Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com baixa de US$ 5,80 ou 1,84% a US$ 308,30 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 44,91 centavos de dólar, com baixa de 0,68 centavo ou 1,49%. Em termos de fundamentos, o mercado foi pressionado pela expectativa de ampla oferta mundial – ainda refletindo o relatório de julho do USDA – e pelo clima favorável ao desenvolvimento das lavouras norte-americanas (68% entre boas e excelentes condições). Influência de Trump nas commodities Após o atentado do final de semana, o candidato republicano à presidência dos Estados Unidos, consolidou seu favoritismo e renovou algumas preocupações do mercado. Para os grãos, uma possível eleição de Donald Trump tem impacto no mercado por dois lados. O primeiro deles, com efeitos a longo prazo, é a lembrança da guerra comercial imposta por ele à China em seu primeiro mandato. Os agentes temem que a demanda chinesa pelas commodities norte-americanas mingue, com os chineses ampliando compras nos países concorrentes. No caso da soja, Brasil e Argentina. Há também o impacto no mercado financeiro. A política de Trump indicaria menor taxação às empresas do país. O mercado teme que isso resulte em maior déficit fiscal, com dólar valorizado e taxas de juros mais altas por mais tempo para controlar um possível impacto inflacionário. Câmbio O dólar comercial encerrou a sessão em baixa de 0,28%, sendo negociado a R$ 5,4456 para venda e a R$ 5,4436 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,4303 e a máxima de R$ 5,4772. O post Soja: com Chicago em queda, preços no Brasil não param de cair apareceu primeiro em Canal Rural.

Atentado a Trump ajuda a derrubar os preços da soja em Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a segunda-feira com forte baixa. Em termos de fundamentos, o mercado foi pressionado pela expectativa de ampla oferta mundial – ainda refletindo o relatório de julho do USDA – e pelo clima favorável ao desenvolvimento das lavouras americanas (68% entre boas e excelentes condições). Influência de Trump Após o atentado do final de semana, o candidato republicano à presidência dos Estados Unidos, consolidou seu favoritismo e renovou algumas preocupações do mercado. Para os grãos, uma possível eleição de Donald Trump tem impacto no mercado por dois lados. O primeiro deles, com efeitos a longo prazo, é a lembrança da guerra comercial imposta por ele à China em seu primeiro mandato. Os agentes temem que a demanda chinesa pelas commodities norte-americanas mingue, com os chineses ampliando compras nos países concorrentes. No caso da soja, Brasil e Argentina. Há também o impacto no mercado financeiro. A política de Trump indicaria menor taxação às empresas do país. O mercado teme que isso resulte em maior déficit fiscal, com dólar valorizado e taxas de juros mais altas por mais tempo para controlar um possível impacto inflacionário. Hoje, por exemplo, as bolsas subiram, o dólar se valorizou e os juros também tiveram alta. O petróleo caiu, refletindo a maior aversão ao risco. Completando o quadro negativo, o PIB chinês subiu menos que o esperado: 0,7% ante o trimestre anterior e 4,7% em relação ao mesmo período de 2023, de acordo com dados divulgados pelo departamento nacional de estatísticas (NBS) na noite deste domingo (14). A previsão do mercado era de alta de 5% na base anual. Esmagamento de soja A Associação Norte-Americana dos Processadores de Óleos Vegetais (Nopa) informou que o esmagamento de soja atingiu 175,599 milhões de bushels em junho, ante 183,625 milhões no mês anterior. A expectativa do mercado era de 177,936 milhões. Em junho de 2023, foram 165,023 milhões de bushels. As inspeções de exportação norte-americana de soja chegaram a 168.593 toneladas na semana encerrada no dia 11 de julho, conforme relatório semanal divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Na semana anterior, as inspeções de exportação de soja haviam atingido 294.209 toneladas. O relatório de julho do USDA, divulgado na sexta, indicou que a safra norte americana de soja deverá ficar em 4,435 bilhões de bushels em 2024/25, o equivalente a 120,7 milhões de toneladas. A produtividade foi indicada em 52 bushels por acre. O número superou a expectativa do mercado de 4,416 bilhões ou 120,2 milhões de toneladas. Em junho a estimativa era de 4,45 bilhões de bushels ou 121,1 milhões de toneladas. Já os estoques finais estão projetados em 435 milhões de bushels ou 11,84 milhões de toneladas. O mercado apostava em carryover de 445 milhões de bushels ou 12,11 milhões de toneladas. Em junho, os estoques estavam estimados em 455 milhões de bushels ou 12,38 milhões de toneladas. Contratos futuros Foto: Pixabay/ Arte Canal Rural Os contratos da soja em grão com entrega em agosto fecharam com baixa de 27,00 centavos de dólar, ou 2,44%, a US$ 10,78 por bushel. A posição novembro teve cotação de US$ 10,40 por bushel, com perda de 25,25 centavos ou 2,37%. Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com baixa de US$ 5,80 ou 1,84% a US$ 308,30 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 44,91 centavos de dólar, com baixa de 0,68 centavo ou 1,49%. O post Atentado a Trump ajuda a derrubar os preços da soja em Chicago apareceu primeiro em Canal Rural.

Vai ter chuva e frio nas próximas semanas? Confira a previsão do tempo

O meteorologista do Canal Rural, Arthur Müller, atualiza a previsão do tempo para as próximas 24 horas e os próximos dias, indicando qual deve ser o cenário em relação a chuva e temperatura. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! Sul Na região Sul, não há previsão de chuvas volumosas, com precipitações restritas à faixa leste. As temperaturas mínimas estão subindo, sem risco de geada. No Rio Grande do Sul, as mínimas variam em torno de 9 °C, enquanto em Santa Catarina, as mínimas chegam a 8 °C. No Paraná, a mínima será de 5 °C, mas também sem risco de geada. Em Passo Fundo (RS), a temperatura mínima será de 10 °C, com máximas atingindo 18 °C. Sudeste No Sudeste, o frio ainda persiste na Serra da Mantiqueira e na faixa leste da região, mas sem risco de geada. Em Colatina (ES), as temperaturas máximas se elevam, chegando a 29 °C na quinta-feira (18). Centro-Oeste A região Centro-Oeste também verá elevações nas temperaturas. Em Mato Grosso do Sul, as mínimas chegam a 12 °C, enquanto em Mato Grosso as mínimas serão de 16 °C. Em Rio Brilhante (MS), as máximas atingem 29 °C na quinta-feira. Nordeste No Nordeste, haverá um leve resfriamento no centro-sul da Bahia, com mínimas de 16 °C. Em Irecê, as máximas se elevam, alcançando 28 °C na quinta-feira. Norte No Norte, regiões de Rondônia e o Acre terão mínimas de 15 °C, enquanto em São Félix do Xingu (PA), as máximas atingem 35 °C. O tempo segue quente e seco, sem previsão de chuvas volumosas nos próximos 15 dias. Müller destaca que as temperaturas continuarão subindo em todo o país, sem risco de geada, e que não há previsão de chuvas volumosas no período. O post Vai ter chuva e frio nas próximas semanas? Confira a previsão do tempo apareceu primeiro em Canal Rural.

Estiagem e pragas matam mais de de 7 mil cabeças de gado no Norte do país

Uma combinação devastadora de estiagem prolongada, incêndios florestais e pragas levou à morte de mais de 7 mil cabeças de gado em Roraima, no Norte do país, devastando pastagens e levando a pecuária local a uma crise. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! O prejuízo estimado é de R$ 63 milhões, com mais de 54 mil hectares de pastagens destruídos. O levantamento foi feito pelo Instituto de Assistência Técnica e Extensão Rural do estado (Iater), que também realizou mais de 845 diagnósticos preliminares em áreas de produção agropecuária em 10 municípios. A combinação de estiagem prolongada e incêndios florestais já diminuiu as pastagens e a proliferação de pragas, como a lagarta militar e o percevejo-das-gramíneas, que têm atacado severamente as pastagens, reduzindo ainda mais a disponibilidade de forragem, comprometendo a produção animal. As lagartas militares surgem de larvas depositadas por uma espécie de mariposa. Essas lagartas se alimentam justamente da folhagem da vegetação disponível para alimento do gado. Já os percevejos-das-gramíneas, são insetos sugadores que se alimentam da seiva das plantas, que são as principais fontes de forragem para bovinos. Uma outra hipótese levantada pelo pesquisador da Embrapa Roraima Daniel Schurt, mas que ainda precisa de estudos para comprovação, é que a forte estiagem, somada às queimadas, sejam elas criminosas ou não, eliminaram ou fizeram diminuir a proporção dos inimigos naturais destas lagartas e percevejos. Outros insetos, sapos, rãs, morcegos, passarinhos e libélulas, que convivem e são os inimigos naturais dessas pragas, simplesmente não se reproduziram na mesma velocidade. Daniel destaca ainda que outro fator que contribuiu para este cenário de mortandade dos animais foi o preço da carne do gado. “O pecuarista ficou esperando que melhorasse, passasse o ano, ou mais uns meses, ele poderia ter um preço melhor. O preço baixo da carne, excesso de animais por hectare, muitos animais por metro quadrado, e isso degradou muito a pastagem. Então se o agricultor soubesse que ele iria perder os animais, era preferível ter vendido esses animais”. A estiagem também fragilizou a própria pastagem que não cresceu forte e nutrida. Para este ponto, Daniel dá sugestões de manejo do solo que podem auxiliar na manutenção da pastagem. “Fazer a análise de solo; fazer adubação e correção do solo; fazer o piqueteamento, rotacionar as pastagens. Escolher pastagens de qualidade. Usar cana-de-açúcar. Então você plantar um pedaço de cana, para alimentar os animais. Você fazer silagem. Tem silagem de milho, tem silagem de sorgo, tem silagem de capim, que são mais em conta”. A falta de forragem não apenas reduz a produção de carne e leite, mas também impacta negativamente no sustento das famílias rurais, principalmente os pequenos produtores, que exploram a bovinocultura. Produtores de gado Por causa desse cenário, o governo de Roraima publicou na última quinzena de junho um decreto emergencial de apoio à pecuária familiar, onde está sendo investido o valor de até R$ 1.750 por hectare perdido para serem aplicados na recuperação do pasto e apoio aos pecuaristas. O teto para receber o auxílio é de cinco hectares para cada produtor. Outras ações de apoio incluem fornecimento de água para consumo humano e animal; apoio técnico para a recuperação de pastagens e renegociação de dívidas dos produtores rurais afetados. Agora em julho, teve início o programa recuperação de pastagem, onde são disponibilizados tratores com grades aradoras para ajudar nas áreas degradadas. O presidente do Iater, Marcelo Pereira, detalhou um pouco mais sobre as ações e crédito emergencial. “Primeiramente, nós fizemos um levantamento, um diagnóstico de quantos produtores na região e quais são os municípios mais atacados. E fomentando esses produtores, direcionando ele ao crédito emergencial. Então são um crédito subsidiado que vai viabilizar os produtores comprarem semente, o óleo diesel, comprar uma estaca, um arame. Isso não deixa que esses produtores não possam acessar também outros créditos do Banco da Amazônia, do Banco do Brasil, Caixa Econômica”. Para ter acesso ao benefício emergencial, o produtor rural deve ter o diagnóstico do Instituto de Assistência Técnica e Extensão Rural que comprove o prejuízo. O engenheiro agrônomo da Embrapa reforça que mesmo com a pastagem recuperada, é necessário que os produtores agropecuários busquem uma capacitação para garantir o alimento do gado no período de estiagem. “O pecuarista hoje (deve) ver o que tem de técnica, ver com o vizinho, ver o que que ele pode fazer e, claro, o Estado dá o suporte que é a assistência técnica, de financiamento para rodar toda essa propriedade porque muitas vezes ele não tem condições financeiras também pra adquirir estes insumos e assim conseguir fazer uma pecuária mais tecnificada”. No site da Embrapa e no aplicativo e-campo é possível acessar dezenas de cursos gratuitos que apoiam o agronegócio. O post Estiagem e pragas matam mais de de 7 mil cabeças de gado no Norte do país apareceu primeiro em Canal Rural.

Recuperação da agricultura no RS exigirá tempo e investimentos, avalia Embrapa

Participantes de audiência pública sobre o papel da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) na recuperação dos setores agrícola e pecuário gaúchos ressaltaram a necessidade de planejamento estratégico e esforço integrado para a retomada plena da atividade, que deve exigir tempo e investimentos. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! O assunto foi debatido nesta segunda-feira (15) pela comissão temporária externa do Senado que acompanha o enfrentamento da calamidade provocada pelas enchentes no Rio Grande do Sul (CTERS). O requerimento para o debate foi apresentado pelo relator da comissão, senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS), que conduziu a reunião. Mourão observou que o Rio Grande do Sul tem sido duramente afetado pelas mudanças climáticas nos últimos anos. Ele destacou a necessidade de soluções rápidas para mitigar os impactos econômicos e ambientais na região e considerou que a atuação da Embrapa precisa ser complementada e reforçada por ações conjuntas do governo e da sociedade civil.  “A irrigação e o armazenamento de água e a recuperação dos solos degradados estão entre os maiores problemas enfrentados pela região. Terras que antes eram produtivas se perderam e não vão se recuperar da noite para o dia, requerendo um trabalho muito grande. Todos precisamos estar juntos para a recuperação plena do nosso estado”, destacou o senador.  Apoio do Congresso Presidente em exercício da Embrapa, Clênio Nailto Pillon pediu o apoio do Congresso Nacional, por meio da liberação de emendas da bancada gaúcha, com vistas a estruturar as ações da instituição já desenhadas para o estado. Segundo o gestor, a empresa está trabalhando com o mapeamento dos dados e o levantamento do número de afetados. Ele chama a atenção, no entanto, para o fato de que a recuperação do estado se dará em um longo prazo.  “Queremos estruturar uma rede robusta de experimentos em campo, adequando estratégias metodológicas, e usar modelos que servirão de base para serem usados nas áreas atingidas. Essa calamidade trouxe um impacto profundo sobre a economia local, e há que se estabelecer um planejamento estratégico, porque as consequências se darão por anos. O Rio Grande do Sul é um estado cuja base da economia vem das atividades agropecuárias e florestais, e esse esforço conjunto se mostra fundamental para a retomada da produtividade”.  O Rio Grande do Sul é uma importante região agrícola. O estado é a quarta maior economia do país e representa cerca de 6,5% da economia nacional. Segundo Hamilton Mourão, a produção agropecuária corresponde a 40% do PIB estadual e impulsiona 30% da produção industrial local, o que evidencia a dependência econômica do setor rural.  Prejuízos amplos O presidente da comissão, senador Paulo Paim (PT-RS), reforçou que os prejuízos no estado foram intensos, inclusive em relação às condições de retomada do uso do solo. Segundo o parlamentar, mais de 206 mil propriedades foram afetadas, prejudicando cerca de 48 mil produtores, principalmente de milho e soja. Paim ressaltou ainda que a produção de grãos na região foi perdida em virtude das cheias, pois os produtores registraram perda dos grãos não colhidos, ou de grãos que foram colhidos, mas não tiveram rendimento, ou que estavam estocados e se estragaram por causa das inundações.  Já o vice-presidente da comissão externa, senador Ireneu Orth (PP-RS), destacou a importância dos levantamentos feitos pela Embrapa e reconheceu que a região afetada pelas cheias é de difícil recuperação. Na opinião do parlamentar, além do mapeamento técnico e da orientação dada aos agricultores afetados, os produtores precisam ter acesso a empréstimos, para que tenham condições financeiras de se reerguer.  “Orientação técnica e financeira, para termos uma recuperação em tempo mais curto do que o imaginado. E além desse financiamento de longo prazo [para quitação], ações para desassoreamento de rios precisam também ser retomadas, principalmente nos grandes leitos, e reforçarmos a ideia da criação de reservatórios de água para uso no período das secas. São medidas fundamentais, além de todas as mencionadas aqui, porque a nossa expectativa é de que nossos irmãos gaúchos possam voltar às suas atividades normais, a manter suas famílias e suas propriedades no mais curto prazo de tempo possível”, afirmou Ireneu.  Ações solidárias  Segundo o presidente em exercício da Embrapa, entre maio e julho a empresa focou nas chamadas ações solidárias — ações de curtíssimo prazo realizadas imediatamente após a primeiras cheias, para socorrer os atingidos e atender as necessidades mais urgentes. Entre as medidas destacadas por Clênio Pillon, estão o empréstimo de veículos e máquinas, o acolhimento dos atingidos, a arrecadação de recursos por meio das plataformas digitais, a coleta de doações e a doação de excedentes de pesquisa.  O presidente da Embrapa disse que ações emergenciais previstas até dezembro têm sido feitas em parceria com órgãos da administração pública para mapear a extensão dos danos e os impactos e encontrar soluções para a recuperação dos sistemas agroalimentares, florestais e das paisagens rurais do Rio Grande do Sul. Além da articulação institucional, Pillon afirmou que essas ações incluem o diagnóstico in loco e atividades de capacitação.  Já as chamadas ações estruturantes explicadas pelo presidente da Embrapa são de médio prazo, indo até 2026, e têm o objetivo de direcionar projetos de pesquisa em áreas essenciais para a mitigação de efeitos de eventos extremos similares na região.  Transversalidade O representante da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação do Rio Grande do Sul, Paulo Roberto da Silva, defendeu a capacitação do setor produtivo, além de uma transversalidade de atuação entre os três Poderes. Para ele, governo federal, estadual e autoridades municipais precisam se reunir para elaborar um planejamento estratégico que reúna todos os atores do setor agrícola, com vistas a recuperar o sistema produtivo em curto prazo, “de forma harmônica e sistêmica”. “Poder-se-ia juntar aí Emater [Empresa de Assistência Técnica e extensão Rural do estado], a própria Embrapa, o Sistema S, cooperativas, todos envolvidos num propósito único. Reforço que as questões de boas práticas passam pela capacitação. Os produtores precisam ser preparados, e estamos aptos e dispostos a contribuir”, sugeriu. O post

Começo de semana terá tempo encoberto no Sul; confira a previsão para hoje

Saiba como fica o clima nesta segunda-feira (15) em todas as regiões do Brasil: Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! Sul Tempo encoberto e chuvoso no litoral do Rio Grande do Sul. Muitas nuvens e previsão de chuva no centro-leste de Santa Catarina e do Paraná. Na faixa oeste da região Sul, apesar da nebulosidade, não há previsão de chuva. Sudeste A circulação dos ventos favorece a presença de muitas nuvens no leste paulista e sul Fluminense. No entanto, a chuva acontece somente no extremo sudeste de São Paulo, de forma intermitente. Nas demais áreas da região, incluindo todas as capitais, não há previsão de chuva. Centro-Oeste O tempo volta a ficar firme por toda a região. Mesmo com a presença de muitas nuvens no extremo sul de Mato Grosso do Sul, não há previsão de chuva. Também não chove em nenhuma capital da região. Nordeste O interior nordestino e o Piauí permanecem com tempo firme e sem previsão de chuva. Nas demais áreas do litoral, a chuva acontece mais de forma isolada. O destaque fica para Ilhéus (Bahia), leste de Sergipe, centro-leste de Alagoas e sudeste de Pernambuco, onde a chuva pode vir com mais frequência ao longo do dia. Norte Tempo firme na metade sul da região, incluindo Acre, Rondônia, Tocantins e boa parte do Amazonas e do Pará. Pancadas de chuva são esperadas no norte do Amazonas, norte do Pará e no Amapá entre a tarde e à noite. A chuva pode vir com mais frequência e em forma de temporais localizados em Roraima ao longo de todo o dia. O post Começo de semana terá tempo encoberto no Sul; confira a previsão para hoje apareceu primeiro em Canal Rural.