Arroba do boi gordo: semana termina com preços firmes

Os preços do boi gordo seguem firmes no mercado físico brasileiro, com alguns negócios sendo realizados acima da referência média ao longo do dia. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! No geral, o mercado está pouco fluido, com algumas indústrias ausentes da compra de gado. Há previsão de reabertura dos preços na tarde de segunda-feira ou no início de terça-feira. “Vale destacar que os frigoríficos vêm sentindo o aperto nas escalas de abate, o que tem sido o grande motivador para a alta dos preços da arroba do boi gordo nos últimos dias. É importante mencionar que a entrada de animais confinados em maior proporção a partir de agosto é um limitador para a continuidade deste movimento”, diz o analista da Consultoria Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias. Arroba do boi Em São Paulo, a referência média para a arroba do boi ficou em R$ 229. Em Goiás, a média foi de R$ 220. Em Minas Gerais, o preço médio da arroba foi de R$ 219. Em Mato Grosso do Sul, a referência média para a arroba do boi ficou em R$ 219. Em Mato Grosso, a referência média para a arroba do boi ficou em R$ 208. Atacado O mercado atacadista fecha a semana apresentando firmeza em seus preços, com expectativa de uma boa primeira quinzena. A situação da carne de frango com embargos sequenciais é um problema a ser considerado. A restrição nacional com destino à China gera apreensão, podendo causar desequilíbrio doméstico e afetar a formação dos preços das proteínas concorrentes, dependendo da duração do embargo. O quarto traseiro permanece cotado a R$ 17,50 por quilo. A ponta de agulha segue a R$ 13,00 por quilo. O quarto dianteiro continua cotado a R$ 14,00 por quilo. O post Arroba do boi gordo: semana termina com preços firmes apareceu primeiro em Canal Rural.

Registradas novas invasões no Oeste do PR

Novas invasões de propriedades rurais foram registradas na manhã de quinta-feira (18) na Região Oeste do Paraná. As imagens em vídeos e fotos foram fornecidas pelo Sindicato Rural de Terra Roxa. O juiz da segunda Vara Federal, em Umuarama/PR, João Paulo Nery dos Passos Martins, concedeu reintegração de posse da Fazenda Brilhante (Terra Roxa/PR), na manhã desta sexta-feira, 19. O juiz destaca na decisão que “sempre houve manejo de terra e atividade agrícola” na fazenda. Imagens fornecidas pelo Sindicato Rural de Terra Roxa mostram invasão e protesto dos produtores rurais, realizado nesta semana, em rodovia entre Terra Roxa e Guaíra/PR. Os invasores se identificaram como sendo povos indígenas. As imagens também mostram que foi colocado fogo na propriedade, e o Corpo de Bombeiros foi acionado. A propriedade fica às margens do Rio Paraná, muito próxima da fronteira com o Paraguai (30km aproximadamente). O Secretário de Segurança Pública do Paraná, Hudson Leoncio Teixeira, disse que será feita uma triagem para averiguar se os invasores realmente são indígenas e que haverá um esforço coletivo para resolver a questão da melhor e mais rápida forma possível, “pois o clima está tenso na região da fronteira”, disso o secretário.   Já o Sindicato Rural de Terra Roxa, declara que várias invasões voltaram a acontecer na Região Oeste há alguns dias, e reclama que não há um rigor na fiscalização por parte das autoridades brasileiras. O executivo do Sindicato, Osvair Mauro Frasson, disse inclusive que as invasões estão sendo feitas mediante a proteção da Força Nacional do Brasil, e que os proprietários rurais da região se sentem numa “terra sem lei”. Esta semana, produtores rurais da região fizeram um protesto contra as invasões, conforme pode ser acompanhado pelas imagens, fornecidas pelo Sindicato de Terra Roxa. A Itaipu Binacional publicou uma matéria em seu site falando sobre o tema. Entre as informações estão: “A Itaipu Binacional propôs, em maio deste ano, junto à Câmara de Mediação e de Conciliação da Administração Pública Federal, um acordo de compra de áreas para assentar os grupos indígenas avá-guarani de Guaíra e Terra Roxa, no Oeste do Paraná, contemplados pela Ação Civil Originária 3.555/DF. A empresa, que não tem poder para desapropriar terras, mas apenas adquirir de proprietários interessados na venda, sugeriu a compra de 1,5 a 3 mil hectares a serem destinados para as novas aldeias”. O post Registradas novas invasões no Oeste do PR apareceu primeiro em Canal Rural.

Veja como os preços da soja terminaram a semana

O mercado brasileiro de soja apresentou lentidão nesta sexta-feira (19), apesar da elevação dos preços. A alta foi favorecida pelo dólar e pela volatilidade de Chicago. No entanto, a semana registrou bons negócios, devido à recente valorização. Passo Fundo (RS): subiu de R$ 132 para R$ 133 Região das Missões: aumentou de R$ 131 para R$ 132 Porto de Rio Grande: avançou de R$ 138 para R$ 139 Cascavel (PR): estabilizou em R$ 130 Porto de Paranaguá (PR): se manteve em R$ 139 Rondonópolis (MT): cresceu de R$ 126,50 para R$ 127 Dourados (MS): foi de R$ 122 para R$ 122,50 Rio Verde (GO): valorizou de R$ 123 para R$ 124 Soja em Chicago Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a sexta-feira em baixa, ampliando as perdas semanais. O cenário fundamental e o clima de aversão ao risco no financeiro pesaram e o mercado não conseguiu sustentar os ganhos técnicos iniciais. Na semana, os contratos tocaram nos menores níveis desde 2020, principalmente pelo bom desenvolvimento das lavouras americanas e pela expectativa de safra cheia e ampla oferta global. Completou o quadro de pressão hoje o desempenho de outros mercados. O petróleo caia quase 3% perto do fechamento e o dólar se mantinha firme na comparação com as demais moedas. Contratos futuros Foto: Pixabay/ Arte Canal Rural Os contratos da soja em grão com entrega em agosto fecharam com baixa de 1,25 centavo de dólar, ou 0,11%, a US$ 10,97 1/4 por bushel. A posição novembro teve cotação de US$ 10,36 por bushel, com perda de 7,00 centavos ou 0,67%. Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com baixa de US$ 4,00 ou 1,28% a US$ 307,50 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 43,97 centavos de dólar, com baixa de 0,36 centavo ou 0,81%. Câmbio O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,29%, sendo negociado a R$ 5,6049 para venda e a R$ 5,6029 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,5222 e a máxima de R$ 5,6074. Na semana, a moeda norte-americana teve valorização de 3,22%. O post Veja como os preços da soja terminaram a semana apareceu primeiro em Canal Rural.

Mapa publica zoneamento agrícola da soja safra 24/25

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) publicou, nesta sexta-feira (19), a Portaria nº 303, que compatibiliza as datas de plantio do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc) para a cultura da soja safra 2024/2025. A medida é válida para os estados do Rio de Janeiro, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Bahia, Maranhão, Piauí, Acre, Pará, Rondônia, Tocantins, Minas Gerias, São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e no Distrito Federal. Essa adaptação teve como objetivo compatibilizar os períodos indicados no Zarc com os intervalos de vazio sanitário e de calendário de semeadura da soja em nível nacional, estabelecidos pela Portaria SDA/Mapa nº 1.111, de 13 de maio de 2024. O Mapa lembra que o calendário de semeadura considera parâmetros fitossanitários e faz parte da estratégia para o manejo da ferrugem-asiática da soja. Já o Zarc indica a melhor época de plantio, com o objetivo de minimizar as chances de perdas com adversidades climáticas. Acesso ao Zarc Soja As consultas ao zoneamento agrícola podem ser feitas por meio da plataforma “Painel de Indicação de Riscos” ou por meio do aplicativo móvel Zarc Plantio Certo, disponível nas lojas de aplicativos: iOS e Android. Segundo o Ministério, os produtores rurais beneficiários do Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro) ou do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) devem respeitar tanto as datas de semeadura estabelecidos pela SDA, por estado, quanto o Zarc, por município, sempre cumprindo com a norma para serem contemplados nos programas de gestão de riscos. O post Mapa publica zoneamento agrícola da soja safra 24/25 apareceu primeiro em Canal Rural.

Contratos de compra de sementes de soja são cancelados em MT, diz Cearpa

Os preparativos para o plantio da safra 2024/25 de soja em Mato Grosso estão em ritmo mais lento. Produtores cautelosos e o alerta sobre a qualidade de cultivares compõem o cenário do maior estado produtor no Brasil. Descapitalizado por conta dos resultados negativos obtidos com as safras da oleaginosa e do milho em 2023/24, o produtor rural Marciano Ferrari, de Primavera do Leste, por exemplo, se esforça para garantir a compra dos insumos na propriedade de 2.400 hectares. “Nós cortamos bastante as despesas e diminuímos investimento. Reduzimos a adubação para fazer uma safra mais enxuta porque a gente não sabe como será o mercado do ano que vem. Tem certas coisas que não tem como deixar de aplicar, como os químicos, mas no que foi possível economizar, estamos segurando. Os anos em que a soja está com preço bom, conseguimos investir um pouquinho, mas em anos como este não tem como”. Avanços pouco expressivos Outro produtor que adotou a cautela para definir a negociação dos insumos que serão usados no cultivo de 3.750 hectares de soja é o produtor Fábio Busanello. Por conta da baixa rentabilidade do último ciclo, ele decidiu fazer investimentos mais modestos. “Não vai ter investimentos diferenciados por parte do governo e com os preços da soja em baixa, é um ano que tem de pensar muito antes de dar um passo à frente. [O melhor é] aproveitar o que você tem no solo e utilizar o maquinário que possui, arrumando os velhos e seguindo com eles mais uns anos”. O comportamento dos produtores é refletido nos dados oficiais. De acordo com o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), a área dedicada à soja no estado deve ter aumento de apenas 0,64% nesta safra, totalizando 12,5 milhões de hectares. Comercialização de insumos O cenário de contenção de gastos deixa as revendas de produtos agropecuários apreensivas. Essa preocupação é potencializada pelo atraso na comercialização dos insumos. Atualmente, o índice de comercialização dos químicos está em 60% e os biológicos e a nutrição foliar em 30% no estado. As vendas desses produtos são consideradas as mais atrasadas em comparação com o mesmo período de 2023. A cautela do produtor por conta da baixa remuneração da porteira para dentro é apontada como o principal motivo da lentidão. O tesoureiro do Conselho Estadual das Associações das Revendas de Produtos Agropecuários de Mato Grosso (Cearpa-MT), Marcelo Henrique da Cunha, afirma que 90% dos fertilizantes para instalação da nova safra em Mato Grosso já foram negociados, mas o mesmo não se repete em relação aos demais insumos. “Nas sementes de soja, o mercado está em em torno de 75%, 80% vendidos, então ainda há um espaço de cerca 20% ainda em negociação” De acordo com ele, no mesmo período do ano passado, cerca de 90% do mercado de insumos já estava consolidado, considerando todos os produtos necessários à instação da safra de soja. Falta de cultivares de soja A Cearpa também alerta sobre a qualidade e a possível falta de algumas cultivares de sementes de soja para nova safra. “O clima prejudicou muito pelas altas temperaturas. A soja se ‘entregou’. Tivemos muitos grãos esverdeados e desuniformes. Muitos contratos foram cancelados. Tivemos cancelamentos de 100% em determinado material”. Esta reportagem fez parte do primeiro episódio da nova temporada do Programa Soja Brasil. Veja na íntegra: O post Contratos de compra de sementes de soja são cancelados em MT, diz Cearpa apareceu primeiro em Canal Rural.

Novo supercomputador do Inpe promete turbinar previsão do tempo no Brasil

O Brasil está prestes a dar um grande passo na melhoria das previsões climáticas com a aquisição de um novo supercomputador pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Neste mês, o órgão vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) publicou o edital para a compra de uma nova máquina, que promete aprimorar significativamente a precisão das previsões de tempo e clima no país. Detalhes do projeto O meteorologista do Canal Rural, Arthur Müller, conta que o novo supercomputador, chamado Monan – termo que significa “terra sem males” em tupi-guarani – deve começar a operar no fim do ano, proporcionando previsões de até 15 dias. A aquisição faz parte de uma parceria entre o MCTI, a Agência Espacial Norte-Americana (NOAA) e outras agências internacionais. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! O novo sistema será capaz de incorporar dados específicos da Amazônia, da Cordilheira dos Andes e da Patagônia na modelagem climática, o que representa um avanço significativo em relação aos modelos atuais, que são adaptações de sistemas utilizados no Hemisfério Norte. Essa integração beneficiará não apenas o Brasil, mas toda a América do Sul, incluindo parceiros na Argentina e no Chile. Impacto a longo prazo Müller destaca que, a partir de 2026, o supercomputador deve oferecer previsões mensais, com a expectativa de alcançar previsões sazonais até 2030, desde que não haja cortes de orçamento. Essa evolução promete melhorar substancialmente a previsão do tempo no Brasil, fornecendo aos meteorologistas ferramentas avançadas para oferecer informações mais precisas à população. O Brasil enfrenta desafios em relação à quantidade de estações meteorológicas e satélites geoestacionários. Atualmente, o país depende de dados fornecidos por satélites de outras nações, o que pode ser problemático em situações de conflito. Müller enfatiza a importância de aumentar o número de estações pluviométricas e a necessidade de um satélite próprio para garantir independência tecnológica e maior precisão nas previsões. Importância das estações pluviométricas Estações pluviométricas são essenciais para coletar dados em tempo real, permitindo melhores projeções climáticas. Comparativamente, o Japão, com um território muito menor, possui um número significativamente maior de estações, o que lhes permite previsões mais precisas e de longo prazo. A ampliação dessa infraestrutura no Brasil é crucial para o desenvolvimento de previsões mais assertivas. Futuro das previsões climáticas Com o avanço tecnológico proporcionado pelo novo supercomputador e a possível expansão de estações meteorológicas e satélites, o Brasil pode se tornar um líder em previsões climáticas na América do Sul, acredita Müller. Esses investimentos são fundamentais para enfrentar a crise climática, com impactos que vão desde enchentes até secas severas, e para garantir um planejamento agrícola e econômico mais eficiente. O post Novo supercomputador do Inpe promete turbinar previsão do tempo no Brasil apareceu primeiro em Canal Rural.

Embargo por Newcastle pode afetar até 7% da produção brasileira de frango, diz ABPA

A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) estimou nesta sexta-feira que o embargo de países importadores devido ao foco de Doença de Newcastle no Rio Grande do Sul pode afetar de 5% a 7% da produção brasileira de carne de frango. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! O presidente da ABPA, Ricardo Santin, informa que o Brasil possui uma expectativa de produção de 1,2 milhão de toneladas de carne de frango nos próximos dois meses e que o impacto dos embargos poderá chegar a um volume de 50 a 60 mil toneladas. Esses volumes não seriam necessariamente represados ​​no mercado interno, pois poderiam ser redirecionados para outros mercados que não foram embargados, explica. Santin destaca que, com o embargo, pode haver uma sobra maior de produtos no mercado interno, mas não a ponto de trazer riscos de um excesso de oferta e de mudança nos atuais patamares de preços. No caso das exportações, o impacto da Doença de Newcastle poderia atingir até 15% dos embarques brasileiros, levando em conta um volume previsto mensal da ordem de 430 mil toneladas. Rio Grande do Sul No caso do Rio Grande do Sul, o presidente da ASGAV, José Eduardo dos Santos, sinalizou que o estado produz em cerca de 160 mil toneladas mensais de carne de frango e exporta cerca de 60 mil toneladas. A entidade prevê que o impacto gerado pela Doença de Newcastle possa atingir em torno de 5% da produção total do estado e 15% do volume exportado. Tanto a ABPA quanto a ASGAV sinalizaram que o prazo do embargo dependerá de cada país comprador, podendo durar mais ou menos tempo. Normalmente se fala em um tempo de 21 dias a partir do prazo de despovoamento da granja afetada e da destruição da granja atingida, explica Santin. Ele acrescenta que os prazos de reabertura dos mercados ocorrem gradativamente, à medida que as informações são levadas aos países importadores. Santos destaca que foram realizados 12 testes em 7 mil aves que morreram com a enfermidade na granja de Anta Gorda e apenas um deu positivo para a doença, embora nenhuma outra ave da propriedade tenha apresentado suspeitas clínicas de enfermidade. Também foi realizado o sacrifício sanitário de outras 7 mil aves, a partir de um processo de despovoamento e destruição da propriedade. Santin ressalta que a origem da doença pode estar atrelada a uma chuva de granizo que atingiu a propriedade, seguida por dias seguidos de frio, o que pode ter desencadeado o processo da doença, que teria surgido por meio de contato de uma ave com um pombo . Santos detalha que há uma seriedade muito grande por parte das autoridades sanitárias do Serviço Oficial e Federal, bem como das indústrias, do Ministério da Agricultura e da Secretaria de Agricultura do Rio Grande do Sul, para trazer informações a respeito do caso da Doença de Newcastle não estado. Santin afirma que o achado ocasional desse caso mostra que o sistema de defesa sanitária do Rio Grande do Sul e do Brasil funcionou para demonstrar que está sendo feito todo um trabalho eficaz para solucionar mais rapidamente o problema, envolvendo a segurança alimentar tanto da população brasileira quanto dos países para os quais o Brasil exporta. O post Embargo por Newcastle pode afetar até 7% da produção brasileira de frango, diz ABPA apareceu primeiro em Canal Rural.

Mercado do frango: preços firmes apesar de foco de Newcastle e embargo às exportações

O mercado brasileiro de frango registrou preços firmes para o frango vivo e acomodados para o atacado durante a semana. Segundo Fernando Henrique Iglesias, analista da Safras & Mercado, apesar da firmeza, o foco do mercado se voltou para a Doença de Newcastle, que desestabilizou as ações de frigoríficos e causou instabilidade na Bolsa de Valores. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! Doença de Newcastle Devido à ocorrência de um foco da doença em uma ave de estabelecimento comercial em Anta Gorda (RS), o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) adotou um autoembargo às exportações de carne de frango, ovos e demais produtos avícolas por 21 dias, conforme os requisitos sanitários de cada país importador. Segundo Iglesias, o foco da doença é consequência das enchentes de maio no Rio Grande do Sul, que aumentaram as vulnerabilidades em um ambiente até então controlado. Um ofício com as restrições às exportações foi enviado aos servidores da defesa agropecuária, assinado pelas diretoras do Dipoa e do Departamento de Saúde Animal. As restrições atendem a requisitos pré-estabelecidos nos Certificados Sanitários Internacionais (CSI). Alguns embargos atingem a produção nacional, outros estabelecimentos gaúchos e alguns apenas as proximidades do foco da doença. O consultor afirma que o prejuízo maior será sentido pelo Rio Grande do Sul, que deixará de exportar para vários mercados, embora haja perdas nacionais com o bloqueio de vendas para Argentina e União Europeia. No caso do Rio Grande do Sul, a restrição atinge produtos avícolas com destino a diversos países, como África do Sul, Albânia, Arábia Saudita, entre outros. Além disso, a Portaria nº 702 do Mapa declarou estado de emergência zoossanitária no Rio Grande do Sul por 90 dias. Mercado atacadista Iglesias destaca que os preços no atacado voltaram a apresentar firmeza durante a semana. “O ambiente de negócios sugere menor espaço para reajustes na segunda quinzena, período de menor apelo ao consumo. A primeira quinzena de agosto é promissora, com a entrada dos salários e a demanda do Dia dos Pais”, explicou. Preços internos do frango No atacado de São Paulo, os preços dos cortes congelados tiveram pouca variação. No atacado e na distribuição, houve alterações nas cotações dos cortes resfriados. O levantamento mensal da Safras & Mercado apontou aumento no preço do quilo vivo em Minas Gerais, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Goiás e Distrito Federal. Em Pernambuco, Ceará e Pará também houve valorização. Exportações As exportações de carne de aves e miudezas comestíveis renderam US$ 421,148 milhões em julho (10 dias úteis), com média diária de US$ 42,114 milhões. A quantidade total exportada foi de 223,5 mil toneladas, com média diária de 22,35 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 1.884,30. Em relação a julho de 2023, houve ganho de 12,5% no valor médio diário, avanço de 16,1% na quantidade média diária e recuo de 3,1% no preço médio. O post Mercado do frango: preços firmes apesar de foco de Newcastle e embargo às exportações apareceu primeiro em Canal Rural.

Newcastle: Safras calcula que RS pode ter perdas de US$ 15,2 milhões nas exportações

De acordo com cálculos feitos por Safras & Mercado, o autoembargo adotado pelo Brasil por conta do foco de Doença de Newcastle registrado em Anta Gorda, no Rio Grande do Sul, poderá acarretar perdas de margens expressivas para avicultura do estado. A paralisação prevista de 21 dias nos embarques poderá fazer com que o setor no Rio Grande do Sul deixe de faturar US$ 15,2 milhões, de acordo com o consultor e analista Fernando Iglesias. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! Iglesias sinaliza que a maior parte das suspensões impostas pelo Brasil implica a paralisação das exportações gaúchas de carne de frango, atingindo os mercados da União Europeia e da Argentina. Os países que deixaram de comprar carne do Rio Grande do Sul representam mais de um terço das vendas do estado durante o primeiro semestre, em torno de 130,4 mil toneladas de carne de frango. O estado exportou em torno de 354,3 mil toneladas nos seis primeiros meses do ano. Em termos de receita, os países que deixam de comprar carne do Rio Grande do Sul representam em torno de US$ 215 milhões, de um total de vendas do primeiro semestre na ordem de US$ 630,25 milhões. Para Iglesias, é provável que ajustes produtivos sejam realizados no Rio Grande do Sul para equilibrar a oferta a essa nova realidade de demanda. O post Newcastle: Safras calcula que RS pode ter perdas de US$ 15,2 milhões nas exportações apareceu primeiro em Canal Rural.

Custo de produção de frangos sobe 3,61% em junho, afirma Embrapa

Os custos de produção de frangos e de suínos subiram em junho ante maio nos principais estados produtores e exportadores, segundo levantamento da Embrapa Suínos e Aves. A alta foi de 3,61% para o quilo do frango de corte em relação a maio no Paraná e de 1,08% para o suíno vivo em Santa Catarina, informou a Embrapa em nota. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! No Paraná, o custo de produção do quilo do frango de corte atingiu R$ 4,58. A alta chegou a 3,9% em 2024 e a 2,57% nos últimos 12 meses, com o ICPFrango em 354,71 pontos. A ração teve alta mensal de 4,75%, com participação de 67,32% no custo total de produção. Os juros sobre o capital investido e de giro (+2,49%) e genética (+2,32%) também subiram ante maio. Em Santa Catarina, o custo de produção do quilo de suíno vivo alcançou R$ 5,84. Há queda de 5,87% em 2024 e alta de 1,36% nos últimos 12 meses, com o ICPSuíno em 334,07 pontos. Os custos com juros sobre o capital investido e de giro e as rações tiveram aumentos mensais de 1,91% e 1,12%, respectivamente. Os estados de Santa Catarina e Paraná são usados como referência nos cálculos por serem os maiores produtores nacionais de suínos e de frangos de corte, respectivamente. O post Custo de produção de frangos sobe 3,61% em junho, afirma Embrapa apareceu primeiro em Canal Rural.