Biocarvão melhora solo e produtividade da cebola, diz pesquisa

Pesquisas da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri) apontam que o biocarvão, resíduo fino da produção de carvão vegetal, pode ser um aliado importante para os produtores de cebola. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! O material, vendido a cerca de R$ 1 o quilo em Santa Catarina, melhora a fertilidade do solo, aumenta a produtividade da cultura e contribui para reduzir o passivo ambiental da atividade das carvoarias. Estudos realizados na Estação Experimental de Ituporanga desde 2016 avaliaram os efeitos do biocarvão em diferentes aspectos do cultivo de cebola. Uma pesquisa, apoiada pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), concluiu que a aplicação de 1 tonelada por hectare de biocarvão aumenta os teores de fósforo, potássio, cálcio e matéria orgânica no solo. Além disso, eleva o pH do solo, reduzindo a atividade do alumínio, tóxico para as plantas, e pode aumentar o rendimento da cebola em anos com condições climáticas favoráveis. Outro estudo, recém-concluído com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de SC (Fapesc) e em parceria com a Universidade do Estado de SC (Udesc), mostrou os benefícios do biocarvão nas propriedades físicas do solo e no rendimento da cebola. As áreas que receberam o biocarvão em 2016 apresentaram maior estabilidade de agregados do solo, o que melhora a resistência à erosão, e melhoraram a retenção e disponibilidade de água, reduzindo a necessidade de irrigação. “Esses efeitos aumentam a resiliência do solo e da lavoura em anos com condições climáticas desfavoráveis”, afirma o pesquisador Fábio Satoshi Higashikawa. Os resultados foram mais evidentes em áreas com sistema de plantio direto. O biocarvão pode ser aplicado tanto em cultivos com preparo convencional do solo quanto no sistema de plantio direto, sobre a superfície ou incorporado, ou diretamente sobre a palhada de adubação verde. Segundo Higashikawa, o material é mais resistente à decomposição e permanece no solo por mais tempo do que outras formas de matéria orgânica, proporcionando benefícios mais duradouros. A Epagri já está captando recursos para uma nova pesquisa, que avaliará o efeito do biocarvão nos microrganismos do solo. A expectativa é que o material aumente a biodiversidade, a abundância e a atividade de microrganismos, contribuindo ainda mais para a melhoria da qualidade do solo. O post Biocarvão melhora solo e produtividade da cebola, diz pesquisa apareceu primeiro em Canal Rural.
Demanda em alta aquece mercado do boi gordo no Brasil

O mercado de boi gordo apresentou preços firmes nesta semana, com ligeiras altas em algumas praças. A demanda por carne bovina, tanto no mercado interno quanto externo, segue aquecida, impulsionada pela melhora nos indicadores de consumo e pelo ritmo forte das exportações, segundo Fernando Iglesias, analista da Safras & Mercado. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! O destaque da semana foi a valorização das cotações na região Norte, onde os frigoríficos operam com escalas de abate mais enxutas. Nas demais regiões, os preços permaneceram praticamente inalterados. Iglesias aponta para a possibilidade de um recorde no confinamento de bovinos, devido às boas condições de rentabilidade oferecidas pelo mercado. Cotações da arroba do boi gordo São Paulo (Capital): R$ 228,00 (estável) Goiás (Goiânia): R$ 220,00 (estável) Minas Gerais (Uberaba): R$ 220,00 (estável) Mato Grosso do Sul (Dourados): R$ 220,00 (estável) Mato Grosso (Cuiabá): R$ 212,00 (+0,95%) Rondônia (Vilhena): R$ 185,00 (+1,09%) Atacado e exportações No mercado atacadista, os preços se acomodaram, com menor espaço para altas na segunda quinzena do mês, período de menor apelo ao consumo. O quarto traseiro do boi permaneceu em R$ 17,50 por quilo, e o quarto dianteiro em R$ 14,00. As exportações de carne bovina (fresca, congelada ou refrigerada) renderam US$ 483,8 milhões em julho (10 dias úteis), com média diária de US$ 48,3 milhões. O volume exportado atingiu 109,6 mil toneladas, com preço médio da tonelada em US$ 4.415,00. Em relação a julho de 2023, houve aumento de 33,3% no valor médio diário da exportação e de 43% no volume. O post Demanda em alta aquece mercado do boi gordo no Brasil apareceu primeiro em Canal Rural.
Do campo à xícara: mulheres dominam a arte do café especial

O projeto Mulheres do Café, do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), já capacitou mais de 100 cafeicultoras no Espírito Santo em técnicas de produção de café especial. A iniciativa busca fortalecer o papel das mulheres na cafeicultura, incentivando a sucessão familiar e a profissionalização do setor. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! Com foco na qualidade do café, o treinamento gratuito aborda classificação, degustação e os “dez mandamentos” para a produção de cafés especiais, metodologia desenvolvida pelo Incaper. As participantes aprendem a identificar os atributos sensoriais do café, como aroma, sabor e acidez, e a aplicar técnicas para aprimorar a qualidade do produto final. O projeto busca atrair mais jovens para a cafeicultura, mostrando o potencial da produção de cafés de qualidade como alternativa rentável e incentivando a participação feminina no agronegócio. A iniciativa faz parte do Programa Inovagro, do governo estadual, em parceria com a Fapes, e prevê capacitações em diversos municípios do estado. “Um dos nossos objetivos é mostrar às jovens que a produção de cafés de qualidade tem um grande potencial. É uma alternativa viável e rentável à qual elas podem se dedicar, dando sequência na gestão das propriedades atualmente conduzidas por seus pais e fortalecendo o protagonismo feminino no meio rural. Por isso, estamos mobilizando as duas gerações para a participação nas capacitações”, explica a extensionista Patrícia Morais da Matta Campbell, coordenadora do Mulheres do Café. Gabriela Medeiros, de 23 anos, trabalha com o pai em uma propriedade no município de Dores do Rio Preto, onde já produzem café da forma tradicional. Para ela, a participação no curso veio em boa hora, uma vez que pretendem iniciar a produção de café especial neste ano para agregar valor ao produto. “Ajudo meu pai na gestão da propriedade e, agora, também vou ser a responsável pela produção do café especial. Então, o curso foi muito bom para mim, me ajudou a aperfeiçoar o que sabíamos”, afirma Gabriela Medeiros. Em julho, novas turmas serão abertas em Águia Branca, Água Doce do Norte, Mantenópolis, Nova Venécia e Jaguaré. As interessadas podem se inscrever nos escritórios locais do Incaper. Além das capacitações, o projeto inclui levantamento do perfil das cafeicultoras, concurso de cafés especiais, visitas técnicas e intercâmbio de experiências, com o objetivo de atender mil mulheres em dois anos. O post Do campo à xícara: mulheres dominam a arte do café especial apareceu primeiro em Canal Rural.
Suspensão de exportação de produtos avícolas atinge 44 mercados

O Ministério da Agricultura confirmou que o Brasil suspendeu de forma preventiva a exportação de produtos avícolas para 44 países. A medida ocorre após a detecção de um caso da doença de Newcastle em um aviário comercial em Anta Gorda, no Rio Grande do Sul. Em nota, a pasta esclareceu que a medida atende aos requisitos acordados nos Certificados Sanitários Internacionais com estes países. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! “A certificação para exportação é um acordo bilateral entre países parceiros, e por isso o Mapa revisou preventivamente os Certificados Sanitários Internacionais (CSI) de forma a atender às garantias e os requisitos acordados. Seguindo-se as regras internacionais de comércio de aves e seus produtos, a suspensão da certificação temporária é conduzida pelo Brasil, de forma a garantir a transparência do serviço oficial brasileiro, frente aos países importadores dos produtos”, disse a pasta. O Ministério esclareceu que até o momento estão suspensas as exportações de todo o Brasil para a China, Argentina, Peru e México, incluindo carne de aves, carnes frescas de aves e seus derivados, ovos, carne para alimentação animal, matéria-prima de aves para fins opoterápicos, preparados de carne, produtos não tratados derivados de sangue. Na nota, o Ministério detalhou que as suspensões estão relacionadas à área ou região com impedimento de certificação, o que varia de bloqueio por pelo menos 21 dias para todo o território nacional a restrição a raio de 50 km do foco onde a doença foi identificada. Já para África do Sul, Albânia, Arábia Saudita, Bolívia, Casaquistão, Chile, Cuba, Egito, Filipinas, Geórgia, Hong Kong, Índia, Jordânia, Kosovo, Macedônia, Mianmar, Montenegro, Paraguai, Polinésia Francesa, Reino Unido, República Dominicana, Sri Lanka, Tailândia, Taiwan, Ucrânia, União Europeia, União Econômica Euroasiática, Uruguai, Vanuatu e Vietnã estão suspensos os embarques de produtos avícolas do Rio Grande do Sul. Canadá, Coreia do Sul, Israel, Japão, Marrocos, Maurício, Namíbia, Paquistão, Tadjiquistão, Timor Leste terão exportação do Brasil suspensas de carne de frango e derivados de aves um raio de 50 km do foco onde foi detectada a doença. “Os CSIs para esses destinos com data de produção até 8 de julho não entram nas restrições e poderão ser emitidos. Produtos submetidos a tratamento térmico como termoprocessados, cozidos e processados destinados a Argentina, África do Sul, Chile, União Europeia e Uruguai não possuem qualquer limitação e poderão ser normalmente certificados”, observou o Ministério. Por fim, a pasta ressaltou que as regras são revisadas diariamente conforme as tratativas bilaterais em curso com cada mercado. O Rio Grande do Sul é o terceiro maior exportador de carne de frango do Brasil, ficando atrás do Paraná e de Santa Catarina, com embarques de 354 mil toneladas, gerando uma receita de US$ 630 milhões no primeiro semestre deste ano, equivalente a 14,1% em volume e 13,82% em receita do total comercializado pelo País. O post Suspensão de exportação de produtos avícolas atinge 44 mercados apareceu primeiro em Canal Rural.
Canadá abre mercado para produtos mastigáveis para pets do Brasil

O Brasil poderá exportar produtos mastigáveis para animais de companhia, de origem aviária, caprina e ovina, para o Canadá, informaram o Ministério da Agricultura e o Ministério das Relações Exteriores em nota conjunta. O aceite do protocolo sanitário foi recebido pelo governo brasileiro do governo canadense nesta sexta-feira. Na nota, as duas pastas lembraram que o Canadá já havia aberto o mercado para entrada de gelatina e colágeno de origem suína do Brasil em março deste ano. “As três novas aberturas de mercado deverão contribuir para o aumento do fluxo comercial entre Brasil e Canadá, como reflexo da confiança internacional no sistema de controle sanitário nacional”, avaliaram. O Brasil exportou US$ 1,05 bilhão em produtos agropecuários ao Canadá em 2023. No ano, o País acumula 85 aberturas de mercado para produtos da agropecuária nacional. O post Canadá abre mercado para produtos mastigáveis para pets do Brasil apareceu primeiro em Canal Rural.
A produtores do RS, Fávaro reitera que MP da repactuação das dívidas sai até fim do mês

O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, voltou a afirmar que uma Medida Provisória do governo federal para repactuação das dívidas dos produtores rurais do Rio Grande do Sul afetados pelas enchentes que atingiram o Estado pode ser publicada até o fim deste mês. A sinalização de Fávaro foi dada em conversa virtual com representantes do movimento SOS Agro RS, informou o Ministério da Agricultura, em nota. O movimento reuniu milhares de produtores em um ato hoje em Rio Pardo, no Vale do Taquari. O ministro afirmou que a MP dará tratamento diferente aos produtores conforme a proporção dos impactos. Ele citou a possibilidade de zerar as dívidas dos produtores que foram mais afetados pelas enchentes, para evitar o endividamento. “Não há dúvida da determinação do presidente Lula para enfatizar que estamos do mesmo lado. Vamos trazer de volta a prosperidade do Rio Grande do Sul! É o mínimo para esse estado que é o berço da agropecuária brasileira”, afirmou Fávaro. Na reunião por videoconferência com representantes do movimento, de empresas, cooperativas e entidades do setor produtivo gaúcho, o ministro fez um balanço das ações do Executivo para a recuperação da agropecuária gaúcha. Ele destacou a criação do gabinete itinerante do ministério no Estado. “Com apoio da nossa Superintendência no estado, estamos todos os dias com uma equipe de Brasília visitando, diagnosticando e coletando informações para construirmos as melhores soluções”, disse o ministro. O post A produtores do RS, Fávaro reitera que MP da repactuação das dívidas sai até fim do mês apareceu primeiro em Canal Rural.
Minas Gerais desponta na produção de vinhos

Nos últimos anos, vinhos produzidos em Minas Gerais e em outras regiões brasileiras sem tradição vinícola têm conquistado reconhecimento nacional e internacional. Este fenômeno é resultado de uma técnica chamada dupla poda da videira, validada pela Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig) ao longo das últimas duas décadas. Essa metodologia permite que uvas de alta qualidade sejam colhidas durante os meses de inverno, quando o clima é mais seco e ameno, favorecendo a maturação ideal dos frutos. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! “Para produzirmos vinhos de inverno, precisamos de uvas com uma boa maturação tecnológica. Para que isso ocorra, é necessário que o clima seja favorável. Realizamos a dupla poda para que estas uvas atinjam a plena maturação durante o inverno seco, com dias ensolarados e noites frias, condições ideais para síntese de açúcares e compostos fenólicos”, explica o enólogo da Epamig, Filipe Casselli. A técnica se espalhou por diversas regiões de Minas Gerais, além de outros estados do Sudeste, do Centro-Oeste do Brasil e áreas como a Chapada Diamantina. Os primeiros vinhos produzidos com essa técnica chegaram ao mercado no início da última década e rapidamente ganharam espaço no cenário gastronômico, bem como prêmios nacionais e internacionais. “As premiações nacionais começaram em 2016 e as internacionais em 2017. O primeiro vinho de colheita de inverno premiado foi o Chardonnay, da Vinícola Casa Verrone de Itobi-SP, na Expovinis 2016. Em 2017, a Casa Verrone recebeu a premiação com o vinho Syrah, eleito o melhor tinto brasileiro. Também em 2017, a Vinícola Guaspari, de Espírito Santo do Pinhal-SP, ganhou medalha de ouro com o vinho Syrah e prata com o vinho Viognier e o mineiro Maria Maria Sauvignon Blanc conquistou bronze no Decanter, o maior concurso internacional de vinhos”, relembra Casselli. Recentemente, em 2024, vários vinhos mineiros foram agraciados com medalhas de prata e bronze no Decanter: Barbara Eliodora Syrah (2023) da Vinícola Barbara Eliodora de São Gonçalo Sapucaí; Syrah (2021), Cabernet Franc (2021) e Viognier (não safrado) da Vinícola Casa Geraldo de Andradas; Sabina Syrah (2023) da Vinícola Sacramento (Sacramento); Sublime (2021) e Soberbo (2021) da Quinta do Canário, em Passos. Ao longo dos anos, a Epamig tem sido fundamental na elaboração de vinhos premiados, oferecendo serviços de vinificação para produtores que estão iniciando na atividade. Atualmente, 19 produtores estão incubados na vinícola da Epamig, onde cada produtor passa por uma triagem rigorosa para garantir a qualidade do produto final. “Os quesitos obrigatórios são somente uvas de produção própria e um volume mínimo de 500 quilos de uva, com prioridade para produtores que estejam testando novas variedades e regiões, e dispostos a abrir espaços para uma parceria de pesquisa em sua área”, revela Casselli. As pesquisas iniciais indicaram que as uvas Syrah e Sauvignon Blanc se adaptavam melhor à técnica da dupla poda. Contudo, atualmente, outras variedades também têm mostrado potencial, como as tintas Cabernet Franc, Cabernet Sauvignon, Merlot, Tempranillo, Malbec e Marselan, e as brancas Viognier, Marsanne e Chardonnay. A pesquisadora da Epamig, Cláudia Souza, destaca que variedades como Cabernet e Merlot apresentaram melhor desempenho com a técnica através da enxertia sobre porta-enxertos mais vigorosos. A Epamig continua a explorar novas fronteiras na vitivinicultura, com várias linhas de pesquisa focadas na expansão, inovação e melhoria da qualidade dos vinhos produzidos. Projetos incluem a avaliação de cultivares e porta-enxertos sob dupla poda, o uso de madeiras brasileiras no envelhecimento dos vinhos e a introdução de tecnologias enológicas que impactam o perfil químico e aromático dos vinhos finos. O post Minas Gerais desponta na produção de vinhos apareceu primeiro em Canal Rural.
Abacaxi orgânico impulsiona agricultura familiar no Paraná

O cultivo de abacaxi chegou à região de Santo Antônio da Platina, no Norte Pioneiro, há dez anos, quando os profissionais do IDR-Paraná incentivaram o plantio da fruta como alternativa para diversificar a produção dos agricultores familiares. Atualmente, 120 agricultores mantêm cultivos de abacaxi e abastecem o mercado regional, além de vender para alguns compradores de São Paulo. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! Recentemente, um grupo de fruticultores passou a adotar o cultivo orgânico. Com a orientação do IDR-Paraná eles implantaram a tecnologia do mulching, plantio em canteiros cobertos com plástico. Com isso, conseguiram diminuir o tempo de desenvolvimento dos frutos. O clima e o solo da região também colaboram para que os abacaxis tenham um alto teor de açúcar, despertando o interesse do mercado consumidor. Fábio Roberto Dariva, produtor de Cambará, conheceu o plantio de abacaxi por meio de uma excursão promovida pelos extensionistas do IDR-Paraná. Ele visitou propriedades em Santa Isabel do Ivaí, no Noroeste, para ver de perto como o cultivo se comportava. Dariva fez o primeiro plantio em sua propriedade em 2016, quando não se produzia abacaxi no município. Até então a fruta consumida vinha de fora, mesmo tendo pouca qualidade. “Aqui a gente aprimorou a produção. O abacaxi tem mais sabor. É colhido no tempo certo”, contou o produtor. No ano passado ele plantou dois hectares com abacaxi e colheu 35 mil frutos. A produção foi vendida para supermercados e pontos comerciais da região, além de atender algumas indústrias de polpa. Na propriedade de Amanda Panich, em Jacarezinho (Norte Pioneiro), a pecuária de corte e a produção de bezerros são o principal negócio. Mas há um ano e meio ela conheceu o cultivo orgânico de abacaxi, durante uma palestra promovida pelo IDR-Paraná. A produtora decidiu então arriscar na fruticultura e plantou 7 mil pés de abacaxi, em uma área de 3.200 metros quadrados. Amanda já colheu três mil frutos e aguarda nova produção. Ela acredita que deve colher um total de seis mil frutos. Os abacaxis são vendidos diretamente para alguns clientes e também para mercados da região. “A satisfação de poder levar um produto de qualidade para o cliente não tem preço, tem valor”, ressaltou. A produtora acrescentou que a assistência técnica dos profissionais do IDR-Paraná tem sido fundamental nesse trabalho. “Sem eles eu não teria conseguido nada. Eles me ajudaram desde a colheita das amostras de solo, todas as orientações técnicas de adubação, as recomendações, até a forma de plantio e cultivo”. Paraná é segundo colocado no VII Prêmio Queijo Brasil, com 129 premiaçõesBoletim destaca importação de pelos suínos e produção de insumos da pizza no Paraná Modelo de produção Para o gerente regional do IDR-Paraná em Santo Antônio da Platina, Maurício Castro Alves, implantar a produção de abacaxi foi um verdadeiro desafio para os extensionistas da região. “Dez anos atrás não existia abacaxi aqui. Em uma década saímos de 15 para 100 hectares”, afirmou. Para tanto, o IDR-Paraná investiu na capacitação dos produtores e extensionistas. Além de dar orientação aos produtores, os profissionais do Instituto implantaram um novo modelo de cultivo de abacaxi, voltado às necessidades da região. “O que é diferente, da nossa para outras regiões produtoras de abacaxi, é o modelo e a tecnologia que nós adotamos”, disse. “Primeiro é um modelo adaptado para a agricultura familiar que é o cultivo no mulching, com irrigação, fertirrigação e áreas pequenas, bem cuidadas. E segundo, os cultivos são conduzidos no sistema orgânico. O que a gente quer com isso é mostrar que a cultura do abacaxi orgânico é viável na região. É um novo modelo de produção de abacaxi para o Paraná”. Mulching Antonio Carlos Rossin, do IDR-Paraná de Cambará, explicou que para cultivar o abacaxi no mulching são feitos canteiros de 30 cm de altura e é observada uma distância de 1,10 m entre os canteiros. Em seguida os canteiros são cobertos com plástico e são instaladas as fitas de gotejo para irrigar e levar adubação até as plantas. Ele acrescentou que o produtor tem maior rentabilidade, já que os frutos cultivados nesse sistema são maiores. O peso fica entre 1,8 kg e 3 kg, garantindo melhor preço no mercado. A colheita dos plantios no mulching também é antecipada em dois a três meses. “O produtor ainda consegue fazer o controle das ervas daninhas, diminui o custo de produção e mantém a umidade no canteiro”, acrescentou Rossin. Nesse sistema todos os insumos usados no cultivo são biológicos, sem qualquer aplicação de herbicidas, inseticidas ou fungicidas químicos. Pequenas áreas, de 4 mil metros quadrados, podem gerar uma renda de até R$ 80 mil por safra. A região de Santo Antônio da Platina conta atualmente com 150 mil pés de abacaxi conduzidos no sistema orgânico. A produção é colhida durante o verão, quando os frutos estão mais doces e são vendidos pelo produtor a um preço médio de R$ 10, contra R$ 7 dos frutos convencionais. Agroindustrialização De olho no mercado e com o objetivo de aumentar a rentabilidade dos cultivos de abacaxi da região, os agricultores estão planejando investir na agroindustrialização da fruta. Em 2009 foi criada a Associação dos Agricultores de Produtos Orgânicos de Ribeirão Claro que, tão logo tenha volume de produção, vai beneficiar a polpa de abacaxi. Marina Paschoal Lima, do IDR-Paraná de Jacarezinho, uma das extensionistas que presta assistência técnica aos produtores da região, lembra que além dos produtores tradicionais o abacaxi pode ser uma alternativa para os jovens. “É uma atividade que tem garantido a sucessão familiar nas propriedades. O abacaxi pode ser explorado em pequenas áreas e ainda permite que o produtor tenha outros trabalhos. O abacaxi não requer manejo diário. O agricultor pode passar na lavoura uma ou duas vezes por semana e conciliar com outro trabalho”, explicou. Ela acrescentou ainda que o IDR-Paraná mantém, em parceria com produtores, áreas de pesquisa na região. O objetivo é cultivar variedades diferentes de abacaxi para produzir mudas e indicar as mais
Demanda pelo Plano Safra no BNDES atinge R$ 1 bilhão em apenas três dias

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) recebeu nos primeiros dias do Ano Safra 2024/2025, 5,9 mil pedidos de financiamento, que somam, aproximadamente, R$ 1 bilhão. Os protocolos abriram na última quarta-feira (17). A informação é do presidente do banco, Aloizio Mercadante. O BNDES anunciou que disponibilizará R$ 66,5 bilhões para financiar investimentos na agricultura brasileira na safra 2024/2025, um aumento de 73% em relação ao último ano-safra e o maior orçamento já oferecido pelo banco. Deste montante, R$ 33,5 bilhões contarão com equalização de taxa de juros, sendo R$ 18,7 bilhões destinados a médios e grandes produtores da agricultura empresarial, com taxas de juros variando entre 7% e 12% ao ano. Este valor representa um aumento de 26% em relação ao ano-safra anterior. Aloizio Mercadante destacou a importância do banco no apoio ao setor agrícola. “Em dois anos, o banco deu um salto extraordinário: aumentamos os recursos em 57% no ano passado e mais de 70% este ano, demonstrando a atenção do Governo Federal com um setor imprescindível para nosso país, que é o terceiro maior produtor de alimentos do mundo e o segundo maior exportador”, afirmou. Os recursos serão disponibilizados por meio dos Programas Agropecuários do Governo Federal (PAGFs), que integram o Plano Safra 2024/2025 e contam com prazos e orçamentos determinados, equalizados pelo Tesouro Nacional. A vigência do plano será de 1º de julho de 2024 a 30 de junho de 2025. Para a agricultura empresarial, os recursos serão distribuídos por meio de 12 programas, incluindo Moderfrota, Pronamp, Moderagro, Renovagro, Inovagro e PCA. Marcelo Porteiro, superintendente da Área de Operações e Canais Digitais do BNDES, avaliou o impacto do incremento: “O apoio robusto do BNDES no Plano Safra 2024/2025, com um incremento de 73% sobre o ano-safra anterior, demonstra o compromisso do BNDES e de seus parceiros com os planos de investimentos do agro, considerando a importância desse setor para o Brasil e também os impactos positivos que esse setor gera em diversos outros segmentos econômicos, como os de infraestrutura e de indústria.” Além dos PAGFs, o BNDES oferece ao setor agropecuário linhas de crédito próprias, como o BNDES Crédito Rural, voltado a projetos de investimento, aquisição isolada de máquinas, custeio e apoio a cooperativas. Desde sua criação, essa linha de crédito já aprovou mais de R$ 23,5 bilhões para cerca de 40 mil operações. Nos próximos 12 meses, o orçamento do BNDES Crédito Rural será elevado de R$ 12 bilhões para R$ 33 bilhões. Deste montante, R$ 8 bilhões serão da linha com custo financeiro em dólares americanos, criada em abril do ano passado para oferecer alternativas de crédito a custos mais competitivos para o setor do agronegócio. Até junho de 2024, o BNDES já aprovou cerca de R$ 5,8 bilhões para 3,8 mil operações, sendo mais de 95% destinadas à aquisição de máquinas e equipamentos. O post Demanda pelo Plano Safra no BNDES atinge R$ 1 bilhão em apenas três dias apareceu primeiro em Canal Rural.
Chuvas intensas causam queda de 24% na produção de maçã em Santa Catarina

A produção de maçã em Santa Catarina, o maior produtor nacional, encerrou a safra 2023/24 com uma queda de 24%, totalizando 423 mil toneladas. Este é o menor volume registrado na série histórica mapeada pelo Observatório Agro Catarinense, representando uma redução significativa em relação às quase 555,2 mil toneladas colhidas na safra anterior. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! Segundo o Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Epagri/Cepa), órgão de pesquisa ligado ao governo do estado, a queda na produção foi impulsionada por problemas climáticos, principalmente o excesso de chuvas durante o período de floração. As chuvas intensas não apenas reduziram a produtividade dos pomares, como também causaram problemas fitossanitários, prejudicando a qualidade e o volume das frutas. Variedades de maça As variedades gala e fuji, que juntas representam 98% da produção catarinense de maçã, foram as mais afetadas. A produtividade da maçã gala caiu 27,35%, atingindo apenas 27,9 toneladas por hectare, enquanto a fuji teve uma redução de 26%, com uma produtividade média de 25,7 toneladas por hectare. A produção de maçãs precoces também sofreu um decréscimo, embora por um motivo diferente. Neste caso, a redução da área plantada foi o principal fator que impactou o volume total colhido. Apesar de a produtividade ter aumentado em 5,66%, atingindo 30,7 toneladas por hectare, a área colhida diminuiu 15,15%, resultando em uma produção total de 9,45 mil toneladas, 10,35% menor que na safra anterior. A expectativa é que a próxima safra apresente melhores condições climáticas, permitindo uma recuperação na produção e no volume de maçãs colhidas no estado. O post Chuvas intensas causam queda de 24% na produção de maçã em Santa Catarina apareceu primeiro em Canal Rural.