Podcast: confira as notícias que afetam o mercado hoje

Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado do Brasil e do mundo, com a análise de economistas. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! No morning call de hoje, o economista do PicPay Igor Cadilhac destaca que a divulgação dos números do IPCA-15 de julho, mais salgados do que o previsto, acenderam uma discussão sobre a possibilidade de o Banco Central considerar altas das taxas de juros. A sinalização do Copom na próxima Super Quarta pode trazer respostas. O post Podcast: confira as notícias que afetam o mercado hoje apareceu primeiro em Canal Rural.

Alívio para a seca: previsão já aponta quando volta a chuva; confira

Foto: Canal Rural/reprodução O mês de julho termina sem grandes mudanças no clima, marcado por um bloqueio atmosférico que impede a formação de nuvens carregadas em grande parte do Brasil Central, resultando em chuvas apenas nas extremidades do país. Uma frente fria que avançou pelo Rio Grande do Sul trouxe chuva fraca e isolada, e logo seguirá para o oceano. Mudanças em agosto No entanto, a partir de 5 de agosto, um sistema mais consistente e bem formado deve avançar pelo Sul do Brasil, trazendo umidade para Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e algumas áreas do Sudeste. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! As previsões indicam que o oeste do Rio Grande do Sul e Santa Catarina podem receber volumes de chuva mais elevados, em torno de 80 mm, o que pode momentaneamente atrapalhar as atividades de colheita. Impactos da chuva O avanço desse sistema pode representar um alívio para as regiões que têm enfrentado seca prolongada, especialmente no Brasil central. A expectativa é de que as chuvas contribuam para aumentar a umidade do solo e melhorar as condições para as lavouras. O post Alívio para a seca: previsão já aponta quando volta a chuva; confira apareceu primeiro em Canal Rural.

Interior do Brasil pede por chuva, mas La Niña vai atrasar umidade

Foto: Canal Rural/reprodução A falta de chuvas está gerando grande preocupação entre os agricultores do interior do Brasil. Lavouras de milho e sorgo sofrem com a estiagem prolongada, resultando em perdas significativas. Em Nuporanga (SP), a colheita do milho atingiu 90%, mas a produtividade está bem abaixo do esperado. Em Mato Grosso do Sul, algumas áreas estão há 100 dias sem chuva, enquanto em Goioerê (PR) a perda de produtividade do milho chega a 40% devido à seca. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! De acordo com a jornalista Luiza Cardoso, da Canal Rural, o fenômeno La Niña é o principal responsável pelo atraso das chuvas. “O La Niña ocorre quando as águas do Oceano Pacífico Equatorial estão mais frias do que o normal, afetando a circulação dos ventos e alterando os padrões de chuva e temperatura em todo o mundo, incluindo o Brasil”, diz. Impactos do fenômeno La Niña Os mapas meteorológicos indicam que o fenômeno La Niña deve ganhar força até a primavera. “Atualmente, estamos em um período de neutralidade, mas a partir de agosto, a La Niña começa a influenciar o clima, podendo atrasar as chuvas na primavera, especialmente no Centro-Oeste e causar estiagens no Sul do Brasil durante o verão”, destaca Luiza Cardoso. Nos últimos três anos, o Brasil enfrentou consecutivos episódios de La Niña, que causaram secas severas em várias regiões produtoras do Sul. Após um período de El Niño, que trouxe chuvas abundantes no ano passado, a volta do La Niña deve reduzir novamente o padrão de chuvas na região. Previsão do tempo As imagens de satélite indicam que a frente fria que avança pelo país não é forte o suficiente para romper o bloqueio atmosférico, mantendo o tempo firme na maior parte do Brasil. “Há chuva apenas nas extremidades do país, como no Norte e na costa leste do Nordeste, de forma isolada e com volumes acumulados pouco significativos”, comenta Luiza. As temperaturas continuam acima do normal, com máximas de 32 °C em Campo Grande (MS), 35 °C em Palmas (TO) e 27 °C em São Paulo. A umidade do solo está baixa em áreas de Mato Grosso, Goiás e Mato Grosso do Sul, prejudicando a segunda safra do milho. Perspectivas para as próximas semanas Apesar da previsão de uma frente fria rompendo o bloqueio atmosférico na virada do mês, as chuvas que devem ocorrer em Mato Grosso e Rondônia não serão suficientes para reverter o déficit hídrico. “A partir do período entre 5 e 9 de agosto, a chuva pode ser mais expressiva no Sul do Brasil”, afirma Luiza. Contudo, a passagem da frente fria trará uma massa de ar frio, aumentando o risco de geada em áreas produtoras de Bagé, no Rio Grande do Sul, na próxima terça-feira (30). O post Interior do Brasil pede por chuva, mas La Niña vai atrasar umidade apareceu primeiro em Canal Rural.

Mercado boi no Brasil: preços têm acomodação

Foto: Ministério da Agricultura e Pecuária O mercado físico do boi gordo se depara com uma certa acomodação em seus preços, com espaço limitado para melhora dos preços durante a primeira quinzena de agosto, período pautado por bom apelo ao consumo. “Como ponto de inflexão está a entrada de animais confinados no mercado, com grande incidência de contratos a termo nesta temporada, oferecendo boa perspectiva para as escalas de abate dos frigoríficos, em especial os de maior porte”, disse o analista da Consultoria Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias. Em São Paulo, a referência média para a arroba do boi ficou em R$ 229,27, na modalidade à prazo. Já em Goiás, a indicação média foi de R$ 221,18 para a arroba do boi gordo. Em Minas Gerais, a arroba teve preço médio de R$ 219,41. No Mato Grosso do Sul, a arroba foi indicada em R$ 220,64. No Mato Grosso, a arroba ficou indicada em R$ 208,73. Boi no atacado O mercado atacadista apresenta preços em queda para a carne bovina. Segundo Iglesias, o ambiente de negócios ainda sugere pela continuidade do movimento no curto prazo, em um período mais fraco em termos de consumo (segunda quinzena do mês). A expectativa segue favorável em relação à primeira quinzena de agosto, período pautado por maior apelo ao consumo. Além da entrada dos salários na economia, há o adicional de consumo relacionado ao Dia dos Pais. O quarto traseiro ainda é precificado a R$ 17,20 por quilo. O quarto dianteiro segue no patamar de R$ 13,35 por quilo. A ponta de agulha cedeu ao patamar de R$ 12,60 por quilo, queda de R$ 0,10. O post Mercado boi no Brasil: preços têm acomodação apareceu primeiro em Canal Rural.

Confira os preços da soja hoje no Brasil e em Chicago

Fechamento da soja. Foto: Daniel Popov/ Canal Rural O mercado brasileiro de soja teve bons volumes negociados pontualmente nesta quinta-feira (25). No geral, o ritmo de comercialização foi moderado no dia. Os portos apresentaram volatilidade no dia. Os preços ficaram mistos. Dólar e Chicago foram em direções opostas. Os prêmios também apresentaram volatilidade. Preços da saca de soja Passo Fundo (RS): R$ 138,00 Região das Missões: R$ 137 Porto de Rio Grande: R$ 144,50 Cascavel (PR): R$ 135 Porto de Paranaguá (PR): R$ 144 Rondonópolis (MT): R$ 130 Dourados (MS): R$ 127 Rio Verde (GO): valorizou de R$ 127 para R$ 128 Bolsa de Chicago Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a quinta-feira com bons ganhos. A previsão de clima seco e de temperaturas elevadas para os Estados Unidos em agosto, sinais de demanda aquecida pelo produto norte-americano e o clima de menor aversão ao risco no financeiro garantiram o bom desempenho. O foco dos investidores está nas condições climáticas. Até o momento, as lavouras se desenvolvem bem e indicam uma boa safra nos Estados Unidos. Mas há indicação de uma piora no clima em agosto, mês decisivo para a formação do potencial produtivo. Após a divulgação do PIB norte-americano, as sinalizações de início do ciclo de corte de juros naquele país em setembro não se abalaram. Com isso, petróleo e bolsas subiram e o câmbio se desvalorizou frente a outras moedas. O sentimento ajudou as commodities agrícolas, incluindo a soja. As exportações líquidas norte-americanas de soja, referentes à temporada 2023/24, com início em 1º de setembro, ficaram em 88.600 toneladas na semana encerrada em 18 de julho. Para a temporada 2024/25, foram mais 829.700 toneladas. Analistas esperavam exportações entre 700 mil e 1,3 milhão de toneladas, somando-se as duas temporadas. Os exportadores privados norte-americanos reportaram ainda ao Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) a venda de 264.000 toneladas de soja para destinos não revelados, a serem entregues na temporada 2024/25. Contratos futuros da soja Os contratos da soja em grão com entrega em setembro fecharam com alta de 14,25 centavos de dólar, ou 1,45%, a US$ 10,74 1/2 por bushel. A posição novembro teve cotação de US$ 10,79 1/2 por bushel, com ganho de 15,50 centavos ou 1,45%. Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com alta de US$ 8,60 ou 2,68% a US$ 329,20 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 44,17 centavos de dólar, com baixa de 0,07 centavo ou 0,15%. Câmbio O dólar comercial encerrou a sessão em baixa de 0,16%, sendo negociado a R$ 5,6473 para venda e a R$ 5,6453 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,6186 e a máxima de R$ 5,6899. O post Confira os preços da soja hoje no Brasil e em Chicago apareceu primeiro em Canal Rural.

Para que tanta soja? Importância do grão vai muito além da exportação

Imagem gerada por Inteligência Artificial Aumento de área destinada à cultura da soja, produções recordes, incremento de produtividade. Reportagens com esses temas são comuns no agrojornalismo e têm sua importância reconhecida pelo produtor rural e por outros atores do setor. Afinal de contas, tratam-se de matérias que mostram superação, resiliência e aplicação de tecnologias sustentáveis que transformaram o Brasil no maior produtor mundial do grão. No entanto, quem não é do meio, costuma perguntar: “Mas para que tanta soja? Quem come soja?”. Questionamentos desse tipo são comuns nas redes sociais do projeto Soja Brasil e do Canal Rural. Por conta disso, além da importância econômica da commodity – sozinha, ela é responsavel por cerca de 40% das exportações do agronegócio nacional, gerando mais de 30 bilhões de dólares por ano em divisas ao país – é importante mostrar como a soja está presente em uma infinidade de produtos, até mesmo no chiclete que você pode estar mascando neste momento. Para que serve a soja? A soja representou quase 50% da safra de grãos na safra 2023/24. Seu óleo é amplamente utilizado na culinária e o principal composto do biodiesel, combustível essencial à redução de gases de efeito estufa (GEE). Já o farelo serve como poucos na composição de ração animal para nutrição de aves, suínos e bovinos. Contudo, há um ingrediente da soja encontrado nas gôndolas de qualquer supermercado. Basta olhar na lista de ingredientes de grande parte das embalagens de alimentos para encontrá-la: a lecitina de soja. A substância naturalmente extraída da oleaginosa é aproveitada em diversas indústrias por conta de suas propriedades emulsificantes e estabilizantes. Isso significa que ela permite a mistura de elementos que não combinariam sem ela, como óleo e água, por exemplo. A Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (Abia) destaca que a lecitina proveniente da soja contribui para a qualidade e a consistência dos alimentos. Do chocolate ao molho de salada A lecitina de soja atua para que ingredientes como farinhas, açúcares, óleos e leveduras fiquem homogêneos, garantindo uniformidade e elasticidade às massas, o que facilita o processamento dos produtos. “O ingrediente é utilizado principalmente na panificação de pães, bolos, biscoitos, tortas, recheios e massas em geral, chocolates, sorvetes, margarinas, leite em pó, confeitos, entre outros. A maioria das indústrias de alimentos adquirem a lecitina de empresas que processam a soja”, diz a Abia, em nota. Veja exemplos de aplicação: Chocolates e confeitos: atua na melhoria da textura e viscosidade, facilitando o processamento e o manuseio, proporcionando uma consistência uniforme. Produtos de panificação: contribui para a textura e umidade de pães, bolos, biscoitos e tortas. Assim, prolonga a vida útil dos produtos e os mantém macios e frescos por mais tempo. Margarinas e gorduras: garante uma mistura homogênea de água e óleos, resultando em uma textura estável e agradável. Sorvetes: proporciona uma emulsificação eficiente, resultando em uma textura suave e cremosa, prevenindo a formação de grandes cristais de gelo. Molhos e condimentos: facilita a mistura de ingredientes aquosos e oleosos, melhorando a textura e a aparência de produtos como maionese e molhos para saladas. Bebidas à base de plantas: mantém a estabilidade das misturas, evitando a separação dos componentes, o que garante consistência homogênea. Produtos dietéticos e nutricionais: melhora a dispersão de ingredientes, proporcionando uma textura homogênea e facilitando a incorporação de ingredientes ativos. Bebidas instantâneas em pó: facilita a dispersão uniforme dos ingredientes em pó, permitindo a reconstituição de bebidas homogêneas. Lanches rápidos (snacks) e alimentos processados: melhora a textura e a estabilidade, proporcionando uma experiência sensorial superior e prolongando a vida útil dos produtos. O post Para que tanta soja? Importância do grão vai muito além da exportação apareceu primeiro em Canal Rural.

Newcastle: ministério reduz emergência zoossanitária no RS para 5 municípios

Foto: Agência Brasil O Ministério da Agricultura reduziu a abrangência do estado de emergência zoossanitária no Rio Grande do Sul para cinco municípios. Até então, todo o território do estado encontrava-se em estado de emergência desde 18 de julho, após a constatação de um foco da doença de Newcastle em um aviário comercial no município de Anta Gorda. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! Com a nova medida, os municípios de Anta Gorda, Doutor Ricardo, Putinga, Ilópolis e Relvado permanecem em emergência. A flexibilização da emergência zoossanitária no Rio Grande do Sul consta em portaria, publicada em edição extra do Diário Oficial da União. A decisão, relatam fontes, vem após resultados de testes laboratoriais descartarem novos casos na região. Cinco casos suspeitos apresentaram resultado negativo para o vírus patogênico. A restrição da emergência zoossanitária à região afetada foi solicitada pelo setor avícola gaúcho ao ministério, que pleiteou que sejam consideradas medidas restritivas apenas dentro de um raio de 10 quilômetros do caso identificado em Anta Gorda. Apenas um foco de Newcastle foi detectado Em nota, o Ministério da Agricultura esclareceu que até o momento apenas um foco da doença foi detectado no país. De acordo com a pasta, não foram identificadas suspeitas de novos focos para a DNC nas 443 propriedades visitadas pelas equipes técnicas da pasta e da defesa agropecuária estadual, incluindo a totalidade de alojamentos de produção avícola comercial localizados na área de onde foi detectado a doença. “A agilidade com que nossa equipe tem trabalhado é de extrema importância para voltarmos a normalidade das nossas exportações de frango”, disse Fávaro na nota. Consumo seguro de produtos avícolas O Ministério reiterou que o consumo de produtos avícolas inspecionados pelo Serviço Veterinário Oficial (SVO) permanece seguro e sem contraindicações. A doença de Newcastle é uma zoonose viral que afeta aves domésticas e silvestres e causa sinais respiratórios. Há uma semana houve a detecção do foco de DNC em um estabelecimento industrial de 14 mil animais em Anta Gorda, no Rio Grande do Sul. Segundo o ministério, o estabelecimento avícola foi “imediatamente interditado”. Os últimos casos no país haviam sido registrados em 2006 em aves de subsistência no Amazonas, Mato Grosso e Rio Grande do Sul. Em virtude da doença, o Brasil suspendeu as exportações de produtos avícolas para 42 mercados, incluindo a China, conforme previsto nos protocolos sanitários acordados com os países. O post Newcastle: ministério reduz emergência zoossanitária no RS para 5 municípios apareceu primeiro em Canal Rural.

Leite: alimentação das vacas preocupa após enchentes no RS

Foto: Embrapa/divulgação Quase três meses após a histórica enchente que atingiu o Rio Grande do Sul, os efeitos começam a aparecer com mais força na zona rural. Um dos setores mais afetados é o de produção de leite. Com perdas nas lavouras e da silagem que estava armazenada, produtores lutam para manter os animais. Os mais de mil milímetros de chuva em maio ainda impactam a região. Pontes caídas e estradas bloqueadas dificultam o escoamento da produção de leite. Nessa propriedade em Travesseiro, no Vale do Taquari, as vacas fazem contraste com o Rio Forqueta, que ficou bem mais largo e levou parte da terra junto. Foram dezenove dias sem luz e dez descartando o leite. Oito vacas morreram. Cenas que não saem da cabeça dos produtores. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! Carlos Prediger, produtor de leite, relatou: “Isso veio muito rápido, muita madeira junto. Acabou com as terras, lodo, não sobrou pasto, não sobrou nada. Foram três dias, um pior que o outro. O terceiro dia acabou com tudo”. Jean Prediger, também produtor de leite, afirmou: “Todas sofreram. Muitas doenças, perda de pasto e diminuição no leite. Tudo ajudou nessa ocasião”. Agora, um dos principais desafios está na alimentação para as vacas. Em uma lavoura de Travesseiro, estavam plantadas 22 sacas de milho silagem, já prontas para o corte, que foram completamente levadas pela força da enchente. Para tentar se manter na atividade, produtores precisam comprar esse alimento até de outros estados e muitos estão optando por se desfazer dos animais para diluir os custos de produção. A produção de leite caiu de 1600 litros por dia para uma média de 1200 litros. O que chega de doação de alimento dura pouco para as 70 vacas, e o quilo de silagem está saindo por R$ 0,40, mais o frete, uma média de 5,5 mil reais a tonelada. Além disso, a força da água levou todas as árvores que serviam de sombra para os animais. Em um solo que perdeu todos os nutrientes, a única saída é investir tudo de novo. Carlos Prediger explicou: “Tem muitas áreas que nós não vamos conseguir plantar. Puro lodo e tudo o que a gente semeia morre e nem chega a nascer. Não vinga. Essa areia parece que é tóxica para as plantas. Não adianta plantar”. A situação é parecida em uma propriedade em Relvado, também no Vale do Taquari. São 32 vacas em lactação e 80 mil quilos de silagem perdidos. Alecír de Souza Leite e sua esposa Solange ficaram 30 dias isolados e perderam 10 mil litros de leite. Alecír de Souza Leite compartilhou: “Tenho 61 anos e nunca passei por isso aqui. Foi triste. Primeira semana para nós foi muito difícil. Não sabia onde a gente estava, o destino que nós ‘tava’. Tu não sabia se iria ordenhar as vacas 2 horas da tarde, 3 horas ou às 5 horas? Para nós foi muito chocante isso aí”. Aqui, a produção caiu de 27 litros por vaca para 18 litros. Mesmo com a reação no preço pago ao produtor, que está na casa de R$ 2,70, isso ainda não é suficiente para manter os animais, comprar alimento e recuperar o potencial de produção, também afetado por doenças. Solange de Souza Leite comentou: “Eles tinham que ir na chuva para levar alimento para as vacas, comida bastante estragada e as vacas não comiam direito. Aí diminuiu bastante o leite. A gente conversava né? Vamos fazer o que? Tem que enfrentar. As vacas estavam aí. Tu tinha que ir atrás então vamos enfrentar”. Os produtores lembram que o estado recebeu muitas doações durante as enchentes, mas é preciso que elas não parem até vir a solução completa. Alecír de Souza Leite ressaltou: “Pretendo começar a cortar um azevém para tentar normalizar, mas espero que as fábricas de ração também voltem a funcionar melhor porque semana passada fiquei dez dias sem ração, que estão dizendo que não tem estrada e aí fica difícil”. Carlos Prediger concluiu: “Vamos tentar achar uma saída, tentar comprar trato, vender uns animais e tentar dar a volta. Tem que construir porque não sobrou sombra na beira do rio. Estamos tentando e vamos ver”. O post Leite: alimentação das vacas preocupa após enchentes no RS apareceu primeiro em Canal Rural.

Gripe aviária: Paraná prorroga emergência zoossanitária por mais 180 dias

Produção de frango para corte em Toledo/PR. Foto: Ari Dias/AEN O Paraná decretou desde segunda-feira (22) a prorrogação do estado de emergência zoossanitária no estado pelo prazo de 180 dias adicionais. O objetivo é continuar com as ações de prevenção e controle da influenza aviária de alta patogenicidade (H5N1) e ter acesso facilitado a recursos no combate à doença. O Decreto 6811  segue em conformidade com a Portaria n.º 587 de 22 de maio de 2023 do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e do Decreto n.º 2893 de 25 de julho de 2024 da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar). A emergência zoossanitária foi decretada no Paraná pela primeira vez em 25 de julho de 2023 e prorrogada, uma vez, em 25 de janeiro de 2024. Em maio deste ano, o Mapa também prorrogou em território nacional por 180 dias a vigência do estado de emergência zoossanitária. “Essa medida é de extrema importância, pois a prorrogação do estado de emergência zoossanitária permite agir de maneira ágil e mais eficaz em caso de detecção da gripe aviária”, afirma o diretor-presidente da Adapar, Otamir Cesar Martins. Para o chefe do Departamento de Saúde Animal (DESA) da Adapar, Rafael Gonçalves Dias, a prorrogação da emergência zoossanitária contribui para manter esse status perante a Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA). “A emergência sanitária permite ao governo mobilizar recursos financeiros e logísticos de forma mais eficiente para combater a doença. Isso inclui a articulação entre diferentes níveis de governo e organizações não governamentais para implementar medidas de controle e erradicação” afirma. Dias ainda aponta que o decreto ajuda a manter a confiança dos mercados internacionais na segurança dos produtos avícolas brasileiros. “Manter o status de país livre de gripe aviária é importante para as exportações e para a reputação internacional do Brasil em termos de segurança sanitária”, ressalta. A influenza aviária é uma doença com distribuição global e ciclos pandêmicos ao longo dos anos, com sérias consequências para o comércio internacional de produtos avícolas. No ano passado foi detectada pela primeira vez em território brasileiro, em aves silvestres, o que não afetou a condição de país livre da doença com vistas ao comércio. “A influenza aviária é altamente contagiosa entre aves. A presença de influenza aviária pode levar à perda de mercados internacionais e à destruição de aves infectadas, resultando em grandes prejuízos econômicos” explica Dias. VIGILÂNCIA ATIVA – Em 2024, a Adapar promoveu um ciclo de ações de vigilância ativa em aves, conforme o Plano Nacional de Vigilância para Influenza Aviária e Doença de Newcastle do Mapa. Foram colhidas, neste ciclo, 7.229 amostras de soros e suabes de traqueia e cloaca de aves em 448 propriedades. Quando separadas em componentes, foram 5.745 amostras em 350 propriedades comerciais e 1.484 amostras em 98 propriedades de subsistência. Essas ações fortaleceram a prevenção de doenças em aves no Estado, ao acionar a disseminação de informações e práticas relacionadas à prevenção de doenças, encorajar a participação ativa da comunidade na promoção da saúde e na implementação de práticas sanitárias. Segundo a Coordenadora Estadual de Sanidade Avícola da Adapar, Pauline Sperka de Souza, os ciclos de vigilância ativa são uma importante ferramenta para comprovar a ausência das doenças na avicultura industrial e de subsistência. VBP – O Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) do Paraná somou R$ 197,8 bilhões em 2023, conforme a análise preliminar publicada em junho no site da Secretaria estadual da Agricultura e do Abastecimento (Seab). Os números representam um crescimento nominal de 3% em relação ao VBP de 2022 (R$ 191,2 bilhões). Se considerada a inflação do período, o resultado foi 11% superior. Em termos de segmento, o relatório aponta a liderança da produção pecuária na formação do VBP pelo segundo ano consecutivo. O setor representa 49% do valor gerado nas propriedades rurais do Paraná em 2023, com R$ 96,5 bilhões. O setor da avicultura como um todo, incluindo produção de frango de corte, para recria, ovos férteis e ovos para consumo, é o mais expressivo no segmento da pecuária. No ano passado, gerou mais de R$ 44,7 bilhões nas propriedades rurais. FRANGOS – No 1º trimestre de 2024, o Paraná teve o segundo maior no abate de frangos, o que também manteve o Estado como líder nacional na produção de carne de frango. O Estado abateu 3,83 milhões de cabeças a mais entre janeiro e março de 2024 do que em relação ao mesmo período do ano passado (de 546,9 milhões para 550,7 milhões), uma alta de 0,7% que só foi menor do que a registrada em Santa Catarina, onde houve aumento de 7,13 milhões de unidades. Com isso, o Estado alcançou um novo recorde entre todos os trimestres da série histórica analisada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).  O Paraná também manteve uma ampla margem na liderança do segmento, respondendo por 34,6% da produção nacional, bem à frente de Santa Catarina (13,6%) e Rio Grande do Sul (11,9%), que completam o pódio. Em todo o País, houve queda de 1,2% nos abates de frango entre os 1º trimestres de 2023 e 2024 – de 1,61 bilhão para 1,59 bilhão de cabeças. (Agência Estadual de Notícias) O post Gripe aviária: Paraná prorroga emergência zoossanitária por mais 180 dias apareceu primeiro em Canal Rural.

Newcastle: suspensão preventiva de exportação de frango diminui para 42 mercados

Foto: Agência Acre de Notícias O Ministério da Agricultura informou em nota que as áreas com suspensão de exportação de produtos avícolas foram atualizadas após a redução da abrangência da emergência zoossanitária para cinco municípios do Rio Grande do Sul. A suspensão cautelar e temporária das exportações passou de 44 mercados para 42 países, em vários graus de restrição. A medida ocorre após a detecção de um caso da doença de Newcastle em um aviário comercial em Anta Gorda, no Rio Grande do Sul e atende aos requisitos acordados nos Certificados Sanitários Internacionais com estes países. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! Até o momento, continuam suspensas as exportações de todo o Brasil para a China, Argentina e México. Para o Peru, que até então estavam bloqueados os embarques de todo o país, agora estão restritas exportações apenas do Rio Grande do Sul. Também seguem suspensos os embarques de produtos avícolas do Rio Grande do Sul para Bolívia, Chile, Cuba, Uruguai, além do Peru. Já África do Sul, Albânia, Arábia Saudita, Canadá, Casaquistão, Coreia do Sul, Egito, Filipinas, Hong Kong, Índia, Israel, Japão, Jordânia, Kosovo, Macedônia, Marrocos, Maurício, Mianmar, Montenegro, Namíbia, Paquistão, Polinésia Francesa, Reino Unido, República Dominicana, Sri Lanka, Tailândia, Taiwan, Tajiquistão, Timor Leste, Ucrânia, União Europeia, União Econômica Euroasiática, Vanuatu e Vietnã terão as restrição das exportações limitada à zona de restrição do foco detectado da doença ou ao raio afetado, conforme preveem os protocolos sanitários com estes países. O Ministério esclareceu que as regras de suspensão são revisadas diariamente de acordo com as “tratativas em curso com os países parceiros, nas quais são apresentadas todas as ações que estão sendo executadas para erradicar o foco”. “A agilidade com que nossa equipe tem trabalhado é de extrema importância para voltarmos a normalidade das nossas exportações de frango”, disse o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, na nota. A doença de Newcastle é uma zoonose viral que afeta aves domésticas e silvestres e causa sinais há uma semana a detecção do foco de DNC em um estabelecimento industrial de 14 mil animais em Anta Gorda, no Rio Grande do Sul. Segundo o Ministério, o estabelecimento avícola foi “imediatamente interditado”. Os últimos casos no país haviam sido registrados em 2006 em aves de subsistência no Amazonas, Mato Grosso e Rio Grande do Sul. O post Newcastle: suspensão preventiva de exportação de frango diminui para 42 mercados apareceu primeiro em Canal Rural.