Dia do Agricultor: como estas três empresas têm revolucionado a agricultura brasileira

Neste domingo, dia 28 de julho, é comemorado o Dia Nacional do Agricultor. A data, criada há mais de 50 anos, procura celebrar a importância deste profissional para a economia nacional. Mais do que isso, a data também é um meio para valorizar a atuação dos trabalhadores rurais e associá-los ao desenvolvimento econômico em diferentes regiões. Não à toa, a agricultura, cuja participação no produto interno bruto (PIB) nacional é uma das mais relevantes (mais de 20%, de acordo com o IBGE), é também um meio de existência, geração de empregos e renda digna para muitas famílias. Nos últimos anos, o setor agrícola encara uma verdadeira revolução no que diz respeito ao incremento tecnológico. O acesso a novas tecnologias tem pautado a atividade agropecuária e, ao mesmo tempo, fomentado o surgimento de negócios que se dedicam exclusivamente à modernização do trabalho em campo. É o caso das agtechs, startups do agro, que desenvolvem soluções específicas para o setor, e que hoje formam um contingente próximo a 2 mil empresas no país, segundo dados da Embrapa. Tudo isso coopera para que o país tenha se tornado celeiro fértil para o surgimento e expansão dessas empresas, especialmente em regiões consideradas polos estratégicos para o agronegócio nacional. A história da startup Produzindo Certo, de Goiânia, é um exemplo disso. Para crescer, a startup fundada pela engenheira ambiental Aline Locks decidiu explorar uma demanda crescente do mercado agrícola, solucionando um gargalo comum a muitos produtores: a ausência de práticas sustentáveis. Com a popularização do ESG (sigla para critérios sociais, ambientais e de governança), grandes fabricantes do agro têm buscado por fornecedores comprometidos com a correta gestão de recursos naturais e que atendam a requisitos de sustentabilidade. Atualmente, a empresa goiana apoia produtores no caminho rumo à sustentabilidade, permitindo que adotem boas práticas ambientais e, em troca, sejam certificados por isso. A motivação para a fundação da empresa, segundo a fundadora, veio da vontade de adicionar valor ao agro responsável e “sair um pouco do olhar romântico que tendemos a ter sobre a sustentabilidade e incluí-la nas relações comerciais”, conta Aline Locks, CEO e fundadora da Produzindo Certo, que já monitora mais de 7 mil propriedades e 8,2 milhões de hectares em 17 estados brasileiros, além de México, Paraguai e Argentina. Empresas fabricantes de alimentos são hoje a maior parte da clientela da Produzindo Certo, que também inclui tradings de grãos, empresas de tabaco, instituições financeiras, indústria de ração, empresas de insumos agrícolas, como fertilizantes, indústria da moda e cooperativas agrícolas. Entre os grandes clientes estão Bunge, Cargill, Mars, e Bayer. Além de apoiar os produtores na adequação socioambiental de suas propriedades, a Produzindo Certo também se dispõe a apoiar esses produtores rurais a ajustar suas práticas, num modelo de assistência personalizada. Com isso, após o diagnóstico inicial dos níveis de sustentabilidade, a empresa sugere adequações e elabora um plano, em conjunto com o produtor, para melhorar cada questão considerada “fora da curva”. Na visão de Locks, a Produzindo Certo tem contribuído para o avanço do agronegócio no país ao preparar produtores para contextos desafiadores e cada vez mais competitivos. Leia Mais Fatia da Apple na China diminui com crescimento da Huawei E-commerce brasileiro perdeu R$ 65 milhões em vendas na madrugada do apagão cibernético, diz Neotrust Cade aprova compra de ativos da Starbucks Brasil pela dona do Burger King “Estamos impulsionando o agronegócio do futuro no Brasil ao incorporar a sustentabilidade nas relações comerciais, promovendo tecnologias inovadoras e escaláveis que permitam aos produtores rurais se adaptarem e prosperarem em um mercado global cada vez mais exigente”, afirma Locks. “Com nossa expertise e atuação, estamos ajudando a construir uma agricultura mais responsável, eficiente e alinhada com as demandas ambientais e sociais do século XXI”, conclui. Nos planos da empresa está agora a criação do primeiro consórcio de agricultura regenerativa da América Latina. Para isso, vai se unir com uma rede de parceiros para auxiliar produtores na implementação de práticas regenerativas e, então, conectá-los a empresas, universidades e entidades de pesquisa. Decisões baseadas em dados Para além da necessidade por práticas mais sustentáveis, o avanço tecnológico do setor agrícola também tem evidenciado a urgência de uma atuação mais inteligente e responsiva. Nesse sentido, a análise e adoção de dados para tomadas de decisões mais assertivas é um caminho. É essa a filosofia que tem servido de base, há 20 anos, para as operações da Agrotools, startup de tecnologia e inteligência de dados para o agronegócio. Fundada em 2003 por Sérgio Rocha, um executivo com vasta experiência no mercado de commodities, a Agrotools funciona como uma plataforma de inteligência de dados, cuja principal função é nutrir grandes corporações do setor com informações extraídas, em tempo real, sobre suas cadeias de distribuição. Na lista estão indicadores como produtividade, risco climático e análise de garantias para operações de crédito, por exemplo. Já do lado dos clientes, a agtech atende instituições financeiras, originadores agrícolas e pecuários, varejistas e empresas de food service, fabricantes e revendas de insumos, além de seguradoras. A ambição da startup é fazer com que grandes empresas tenham não apenas visibilidade sobre todas as etapas de sua cadeia de distribuição, mas também possam garantir que seus clientes finais estejam cumprindo certas normas ambientais e, assim, possam adquirir commodities com lastro de sustentabilidade. Essa análise é feita a partir de uma extensa rede de satélites e sensores, responsáveis por monitorar milhões de hectares e correlacionar informações sobre o comportamento de uma determinada plantação e, assim, prever riscos climáticos ou financeiros (como os ligados à inadimplência de produtores em função de uma safra mal-sucedida). “Nossa missão é transformar dados brutos em valor estratégico, permitindo que nossos clientes tomem decisões informadas e eficazes. Em todas as frentes de atuação, nossa primazia não é o dado pelo dado, mas sim a inteligência e a expertise que o acompanham, entregando assim soluções que realmente fazem a diferença”, afirma Lucas Tuffi, sócio e diretor de estratégia da Agrotools. Hoje, a startup analisa mais de 4,5 milhões de territórios rurais e monitora R$
Canal Rural apresenta a trajetória da família Pradella na agricultura brasileira
Foto: Elza Fiúza/Agência Brasil No próximo domingo, dia 28 de julho, é comemorado o Dia do Agricultor. Para marcar a data, o Canal Rural exibe a série “Agricultores do Brasil“, que faz uma viagem por seis estados brasileiros, mostrando a construção do perfil agrário no país. O primeiro episódio traz a trajetória da família Pradella, que saiu do Paraná e foi para a Bahia cultivar o solo. A família Pradella tem suas raízes na agricultura, com ascendência italiana. A migração para a Bahia ocorreu no final de 2000, com a implantação inicial da cultura do arroz, seguida pela soja em 2002 e milho em 2005. A mudança trouxe inúmeros desafios, incluindo a falta de infraestrutura básica, como energia elétrica e água. O acesso a recursos e insumos era limitado, necessitando longas viagens até Barreiras. Com o tempo, a família conseguiu superar essas dificuldades e prosperar. A terceira geração da família Pradella está se preparando para assumir os negócios, demonstrando o compromisso contínuo com a agricultura sustentável, buscando utilizar os recursos naturais de forma responsável. Além da história dos Pradella, a série também apresentará Tercílio Strapasson, de 90 anos, que migrou do Rio Grande do Sul para Mato Grosso, onde cultiva soja e milho em 1300 hectares. A série “Agricultores do Brasil” promete oferecer um olhar aprofundado sobre a vida e os desafios enfrentados pelos agricultores em diversas regiões do Brasil. O post Canal Rural apresenta a trajetória da família Pradella na agricultura brasileira apareceu primeiro em Canal Rural.
Preços da soja aumentam na semana, mas cenário externo pode reverter os ganhos
Foto: Daniel Popov/ Canal Rural A semana foi positiva para os preços e negócios no mercado brasileiro de soja. De segunda à quinta, houve valorização dos contratos futuros na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), mas nesta sexta os índices despencaram. Novas altas do dólar frente ao real – além da firmeza dos prêmios – também garantiram o incremento nas cotações e o retorno dos produtores ao mercado, acelerando a comercialização. Preços ao longo da semana Passo Fundo (RS): subiu de R$ 132 para R$ 135 Cascavel (PR): avançou de R$ 130 para R$ 132 Rondonópolis (MT): passou de R$ 126,50 para R$ 127 Porto de Paranaguá: aumentou de R$ 139 para R$ 141 Exportação e contratos da soja Na exportação, a movimentação melhorou principalmente na safra nova, para embarques entre abril e maio de 2025, com a presença dos compradores chineses. Os prêmios de exportação seguem firmes. Na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), os contratos com entrega em novembro ficaram cotados a US$ 10,48 por bushel nesta sexta-feira (26), acumulando perdas de 1,87% durante a semana. Apesar dessa queda, os últimos dias haviam sido de recuperação, com forte movimento de cobertura de posições vendidas. Boletins indicando que o clima no final de julho e início de agosto não vai ser tão seco e quente como o indicando inicialmente deflagraram forte movimento de vendas e pressionaram as cotações. As mais recentes previsões apontam chuvas e temperaturas amenas para os próximos dias, beneficiando as lavouras, o que encaminha uma ampla safra norte-americana. Ao longo de toda a semana, as indicações meteorológicas eram diferentes, projetando altas temperaturas e precipitações insuficientes. Lembrando que agosto é mês crítico para definir o tamanho da produção dos Estados Unidos. No entanto, de acordo com a consultoria Safras & Mercado, vale frisar que até o momento as lavouras se desenvolvem sem maiores problemas. Sustentação dos contratos de soja Foto: Pixabay Outro fator que ajudou na sustentação dos contratos futuros foi a menor aversão ao risco no mercado financeiro. A expectativa de que os juros serão cortados a partir de setembro nos Estados Unidos ajuda as commodities agrícolas. Há também a questão das eleições norte-americanas. A saída de Joe Biden da corrida colocou em xeque o favoritismo de Donald Trump. Com Kamala Harris, a disputa promete ser mais acirrada. O republicano traz ao mercado as lembranças do seu governo anterior, marcado pela guerra comercial com a China, país que é o principal comprador de soja do mundo. O câmbio segue com firmeza do dólar frente ao real, contribuindo muito para a melhoras nas condições do mercado interno de soja. A moeda norte-americana era cotada a R$ 5,6574 no fechamento de sexta. O post Preços da soja aumentam na semana, mas cenário externo pode reverter os ganhos apareceu primeiro em Canal Rural.
Soja brasileira será testada na Coreia do Sul para fabricação de alimentos
Fotos: Divulgação Embrapa Cerrados A soja brasileira está sendo vista com bons olhos por um novo mercado. A Embrapa Cerrados e a Korea Agro-Trade Center São Paulo, empresa da Coreia do Sul, assinaram nesta sexta-feira (19) um memorando de entendimento para estabelecer uma parceria entre as empresas. O objetivo da companhia asiática é buscar no Brasil cultivares de soja não-transgênica com bom desempenho para fabricação de produtos alimentícios, bastante consumidos no continente. O principal produto é o tofu, um queijo vegetal feito a partir do leite de soja. Outros itens de grande consumo naquele país é o missô, uma pasta fermentada de grãos, e bebidas que têm como base a oleaginosa. Soja a ser testada na Coreia O chefe-geral da Embrapa Cerrados, Sebastião Pedro (vencedor do Personagem Soja Brasil 21/22), afirmou que, em um primeiro momento, foram enviados grãos de soja de cinco cultivares desenvolvidas pela entidade para serem testados na Coreia do Sul. “São materiais ricos em proteína, o que é importante para essas indústrias alimentícias. A partir de testes de processamento dos alimentos, podemos melhorar esses materiais até conseguirmos uma cultivar que atenda essa demanda”, salienta. Ele completa: “Essa parceria visa identificar cultivares de soja convencional com genética da Embrapa desenvolvida para cultivo no Cerrado que atendam os padrões de consumo da população sul-coreana”. A parceira também visa compartilhar informações sobre as características que atendem o mercado sul-coreano. “A partir disso, vamos organizar a cadeia produtiva para viabilizar o fornecimento desses grãos para o mercado da Coreia do Sul. Testar nossos materiais nesse mercado é o primeiro passo para este intento”, afirma Pedro. Segunda cultura mais importante A diretora da Korea Agro-Trade Center São Paulo, Young Jung, conta que, em seu país, a soja é a segunda cultura alimentar mais importante, atrás apenas do arroz. Mais de 80% da soja que consomem é proveniente dos Estados Unidos. Atualmente, a Coreia do Sul importa 180 mil toneladas de soja convencional, sendo 60% usadas para produção de tofu. A empresa de Jung atua em diversos países do mundo com exportação de alimentos para a Coreia do Sul. O objetivo, com essa parceria, é diversificar os fornecedores do grão para produção de tofu, visando à segurança alimentar de seu país. O acordo tem o apoio da Embaixada da República da Coreia no Brasil. Ao saber da composição dos materiais selecionados pela Embrapa Cerrados, que contêm 42% de proteína, o adido comercial da Embaixada, Kong Sung Ho, demonstrou grande satisfação pela boa proporção de proteína, principalmente para a produção de tofu. Sung Ho ressalta: “Com o estabelecimento desse acordo, esperamos continuar aprofundando as relações entre os dois países, tanto no setor público quanto no privado, especialmente na agricultura”. Apesar disso, Sebastião Pedro, também pesquisador com atuação em melhoramento genético de soja, explica que a quantidade de proteína pode se alterar de acordo com o local onde é produzida a soja e ainda pelas condições climáticas. Ele ressalta que a Coreia do Sul é um importante cliente para o Brasil. “Essa aproximação, por meio do memorando de entendimento, permitirá que possamos entender qual é a real necessidade quanto ao tipo de qualidade de soja que o país precisa e vamos atender à medida em que entendermos essa necessidade”, garante. Nicho de mercado especial A diretora da Korea Agro-Trade Center São Paulo, Young Jung e o pesquisador da Embrapa Cerrados, Sebastião Pedro Sebastião Pedro lembra que, no início da produção do grão no Cerrado, o objetivo era produzir soja ordinária, para fabricação de farelo para alimentação animal e óleo. “O Brasil é um líder na produção de alimentos no mundo e o Cerrado hoje é responsável por 60% da produção agrícola do País. A pesquisa agora está buscando fortalecer a produção de soja para o consumo humano, com proteína e óleo de alta qualidade”, informa. Na maioria das propriedades agrícolas, a soja é uma commodity, negociada por peso, e não por sua qualidade. Dentro dessa realidade, a oleaginosa para o consumo humano é um nicho de mercado. Por se tratar de cultivares convencionais, elas precisam ser produzidas em áreas separadas dos cultivos transgênicos, para não haver contaminação. Após a colheita, os grãos precisam ser armazenados e transportados separadamente. “É muito trabalhosa a logística da soja convencional. O cuidado já começa com a semente, que tem de ser pura, não contaminada. Dentro do mercado de soja não-transgênica, a soja especial para produção de tofu é outro nicho, ainda mais específico. O grão tem que ser produzido para atender essa destinação, que tem como clientes países asiáticos, como Coreia e Japão, que estão dispostos a pagar o custo adicional por essa logística diferenciada”, detalha o chefe-geral. Jung alerta ainda que, por se tratar de uma soja convencional, os materiais da Embrapa passarão por inspeções de segurança, para aferir se as amostras não contêm grãos transgênicos, e só depois seguirão para os testes de processamento. Sebastião Pedro reforça que, por se tratar de um nicho de mercado especial, é importante que seja feito o acompanhamento da cadeia, garantindo que sejam aplicadas as boas práticas agrícolas, visando a sustentabilidade da produção e a segurança para o consumo humano: “Primeiro, vamos identificar uma soja que seja ideal para o mercado sul-coreano e depois vamos organizar a produção no Brasil com certificação de origem para garantir a qualidade do nosso produto”. O post Soja brasileira será testada na Coreia do Sul para fabricação de alimentos apareceu primeiro em Canal Rural.
Pesquisa quer melhorar qualidade de mudas de café conilon
Foto: Rafael Rocha/Embrapa Uma pesquisa conduzida pelo Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper) está buscando soluções para a dificuldade de enraizamento em alguns clones de café conilon, uma condição que compromete o crescimento e a produtividade das plantas. Os pesquisadores do Incaper, na Fazenda Experimental de Linhares, estão testando o uso de hormônios vegetais, conhecidos como auxinas, para ajudar as mudas a desenvolverem raízes mais robustas. A pesquisa já identificou fórmulas e doses específicas desses hormônios que aumentam o crescimento das raízes. Atualmente, a equipe está avaliando quais tipos de auxina são mais eficientes. Um dos testes realizados mostrou que mergulhar a base das estacas de café por três horas em ácido indol-3-butírico (AIB) melhora a qualidade das mudas dos clones A1 e 153 do cafeeiro conilon. No entanto, esse tratamento também bloqueou o crescimento da parte aérea das plantas. Para contornar esse problema, os pesquisadores combinaram o uso dos hormônios com um biofertilizante que ajuda no desenvolvimento da parte aérea. Após testar essa tecnologia em três ensaios, os resultados foram promissores, com definição das doses corretas e o tempo de aplicação ideal para maximizar os benefícios dessa abordagem. A próxima etapa será ensinar os viveiristas locais a aplicarem essa nova técnica, com a ajuda dos técnicos do Incaper. O objetivo é capacitar os viveiristas para que possam implementar essa estratégia em suas produções de mudas de café conilon. “Conseguindo melhorar a qualidade das mudas que chegam aos produtores rurais, estaremos contribuindo para fortalecer a sustentabilidade e a produtividade da cafeicultura em nossa região”, diz Sara Dousseau. A pesquisa é desenvolvida com recursos do Consórcio Pesquisa Café, da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). No projeto, estão envolvidos bolsistas do Programa Institucional de Iniciação Científica e Tecnológica (ProICT) do Incaper (Antonio Henrique Pasqualetti Ferreguetti) e do Programa de Pós-Graduação em Biologia Vegetal da Universidade Federal do Espírito Santo (Ana Júlia Câmara Jeveaux Machado). As bolsas são concedidas pela Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Espírito Santo (Fapes). O post Pesquisa quer melhorar qualidade de mudas de café conilon apareceu primeiro em Canal Rural.
Viu esta? Produtores rurais prometem parar Porto Alegre em tratoraço
Foto: Eliza Maliszewski Após dois encontros que mobilizaram cerca de dez mil produtores no Rio Grande do Sul o setor segue sem o anúncio de medidas efetivas de recursos e para renegociação dos débitos após a histórica enchente de maio que atingiu o estado. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! O movimento SOS Agro RS quer que o governo federal se posicione em relação aos pedidos feitos pela Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul) e da Federação dos Trabalhadores da Agricultura Familiar (Fetag-RS), que pedem prazo de 15 anos de prorrogação das dívidas, com três anos de carência para início do pagamento e juros de 3% ao ano, além de medidas voltadas também para os pequenos produtores. Na pauta ainda está a liberação de recursos para reinvestir nas propriedades impactadas. Conforme a Emater-RS seriam pelo menos 206 mil impactadas em diferentes segmentos, desde grãos, hortaliças, fruticultura, agroindústria e pecuária de corte e leite. Confira aqui a matéria completa. O post Viu esta? Produtores rurais prometem parar Porto Alegre em tratoraço apareceu primeiro em Canal Rural.
Estudo de R$ 33,5 milhões quer aumentar produtividade da soja
Foto: Daniel Popov/ Canal Rural A soja, segunda cultura mais plantada nos Estados Unidos e componente crucial da dieta americana, enfrenta uma séria ameaça. Calor extremo e seca podem reduzir a produção em até 40% nos próximos 25 anos. Para enfrentar esse desafio, um estudo de R$ 33,5 milhões liderado pelo professor Shahid Mukhtar, da Universidade Clemson, na Carolina do Sul, busca soluções para o problema. Financiado pela National Science Foundation (NSF), do governo americano, o Programa Interdisciplinar para o Avanço da Resiliência Climática Extrema na Soja (iPACERS) reunirá pesquisadores do sudeste dos EUA para investigar os impactos do calor e da seca na soja, desde o nível celular até a planta inteira. O objetivo é identificar micróbios benéficos do solo que possam ajudar a soja a prosperar em condições climáticas adversas. “O planeta está aquecendo, e isso tem consequências diretas e indiretas para a vida humana e para as plantas que alimentam mais de 8 bilhões de pessoas no mundo”, disse Mukhtar. “Este estudo é crucial para desenvolver soluções que garantam a segurança alimentar no futuro, inclusive para o Brasil, que importa grande parte da soja que consome.” O estudo vai sequenciar o RNA de células individuais da soja em diferentes estágios de crescimento para entender os efeitos do calor e da seca nos processos moleculares da planta. Pesquisadores da Mississippi State University usarão drones e veículos robóticos para monitorar as condições ambientais e o desenvolvimento das plantas em lavouras, integrando esses dados com as informações moleculares coletadas pela equipe de Clemson. Cientistas da Louisiana State University Agricultural Center estudarão o microbioma do solo para compreender como o calor e a seca afetam as bactérias que auxiliam a soja na fixação de nitrogênio, um nutriente essencial. Os pesquisadores usarão a inteligência artificial para integrar os dados coletados e identificar micróbios que possam proteger a soja do estresse por calor e seca. As bactérias benéficas poderão ser aplicadas às plantações por meio de revestimento de sementes, pulverização ou outros método. Os pesquisadores esperam que o iPACERS sirva como modelo para estudos semelhantes em outras culturas importantes, como o milho. O post Estudo de R$ 33,5 milhões quer aumentar produtividade da soja apareceu primeiro em Canal Rural.
Haddad: comunicado do G20 destaca combate à fome e explicita tributação de super-ricos
Foto: Lula Marques/Agência Brasil O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse nesta sexta-feira (26), que o comunicado conjunto da trilha financeira do G20 destaca o combate à fome e explicita a tributação de super-ricos. Haddad definiu o comunicado, que deve ser divulgado nas próximas horas, como uma “grande vitória” do grupo das 20 maiores economias do mundo, uma vez que as duas últimas presidências temporárias não chegaram a consensos. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! Haddad disse, também, que a declaração acata a proposta de reforma dos bancos multilaterais de desenvolvimento, com vistas a torná-los um sistema mais eficiente e aumentar o financiamento a países endividados. “Nesta reunião, conseguimos consenso em torno da declaração e do comunicado da trilha financeira. É um avanço bastante significativo, realmente superou nossas expectativas iniciais”, disse Haddad. Declaração tributária Com relação à declaração tributária, assinada pela presidência brasileira, mas negociada por todos os países, Haddad disse que é preciso agregar conhecimento acadêmico para colocar em prática seus objetivos. Ele disse considerar ser possível concluir essa agenda, rumo a um acordo tributário, de fato, num “futuro próximo”. AS afirmações foram dadas durante entrevista de encerramento das reuniões do grupo financeiro das 20 maiores economias do globo (G20), que ocorreram esta semana no Rio de Janeiro, sob a presidência do Brasil. O post Haddad: comunicado do G20 destaca combate à fome e explicita tributação de super-ricos apareceu primeiro em Canal Rural.
Brasil conclui caso de Newcastle no RS e informa OMSA
Granja de frangos em Toledo, Oeste do Paraná | Foto: Ari Dias/AEN O foco da doença de Newcastle em um aviário comercial de Anta Gorda, no Rio Grande do Sul, é considerado encerrado pelo governo brasileiro, que formalizaria a decisão, nesta quinta-feira (25), em comunicado à Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA). O processo, assim como a notificação do foco, é obrigatório. “Todas as informações técnicas indicam a conclusão do foco. Encerraremos o foco em comunicado à OMSA e prestaremos todas as informações para os países, sobre o diagnóstico atual e as ações tomadas”, explicou o secretário da Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Carlos Goulart. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! Com a conclusão do foco e com as suspeitas descartadas – cinco testes realizados apresentaram resultado negativo para o vírus -, o ministério espera a retomada da comercialização para os mercados com suspensão das emissões de certificados de exportação. A retomada, contudo, depende do aval da autoridade sanitária de cada país importador. “É difícil predizer o comportamento das autoridades sanitárias, mas com habilidade negocial mostraremos a eles que as informações são suficientes e críveis para que as autoridades sanitárias revejam a postura para o Brasil poder retomar a certificação”, explicou o secretário. “Com as informações robustas de hoje de conclusão do foco, esperamos que a reação dos países importadores comece a ocorrer brevemente”, antecipou. Segundo Goulart, não é possível estimar um prazo para retomada do fluxo comercial já que a autorização parte do país importador e não do exportador. Na prática, os países importadores precisarão reconhecer que o Brasil está livre da doença. Posteriormente à validação de cada autoridade sanitária dos países importadores, o Brasil pode retomar a certificação das exportações em cumprimento dos requisitos sanitários acordados e, assim, reabrir o comércio. O governo brasileiro suspendeu as emissões de certificações para exportações para 42 mercados, com restrições em vários graus, conforme previsto pelo protocolo sanitário acordado entre o Brasil e os países importadores. Goulart destaca que a suspensão não é uma decisão discricionária do governo brasileiro, mas trata-se do cumprimento dos acordos bilaterais estabelecidos. Com a notificação à OMSA sobre o encerramento do foco e a regionalização da emergência sanitária a um raio de 10 km de onde o vírus foi constatado, a próxima etapa do governo brasileiro é negociar país a país as liberações para o retorno das vendas externas. “Temos mantido discussões frequentes com as autoridades sanitárias e entregamos o máximo de informações com credibilidade e transparência. Depois disso, entra a parte negocial mostrando a necessidade da celeridade dessa análise para que possamos retomar os embarques o mais rápido possível”, observou Goulart. Ele citou que as informações técnicas são enviadas diariamente por meio dos adidos agrícolas e embaixadas para cada país importador. Para a China, principal destino das exportações brasileiras de frango, o protocolo bilateral prevê a suspensão das certificações na detecção da doença e, concluído o foco, o envio de um dossiê técnico de informações para avaliação da Administração Geral de Alfândega da China (GACC), autoridade sanitária do país asiático, e autorização do retorno das exportações. “No caso da China, como não há regionalização prevista no protocolo de aves, tanto a restrição quanto a liberação tendem a valer para todo o País”, explicou o secretário. Além da China, as exportações de produtos avícolas de todo o território brasileiro estão suspensas também para o México e Argentina. Para outros 39 países, o Brasil suspendeu a emissão de certificações de exportações ou do Rio Grande do Sul ou da região afetada, conforme previsto no protocolo sanitário com cada país. “Amanhã faremos uma reunião com todos os países do continente americano, visando principalmente os mercados com maior sensibilidade, para o qual estão fechados os embarques de todo o País. Temos todas as informações sanitárias que não dão condição de anunciar a eles o encerramento do foco de Newcastle, ou seja, dizer que não há mais agente patógeno presente ou colocando em risco a operação comercial e agora solicitar a manifestação dos países importadores na maior brevidade possível sobre o pacote técnico informado”, observou o diretor do Departamento de Saúde Animal da pasta, Marcelo de Andrade Mota. Mesmo com a conclusão do foco, o ministério vai continuar com protocolos sanitários de vigilância e ações de controle na região afetada. “Encerramos a situação de que nos impedia de emitir a certificação sanitária de exportação, com o encerramento do foco, mas faremos uma segunda rodada de vigilância nas 800 propriedades do raio afetado e a inclusão de aves sentinelas (para verificar a não circulação do vírus na região)”, detalhou Mota. As demais aves da granja afetada foram sacrificadas e o aviário limpo e desinfetado. As medidas, segundo as fontes, visam à retomada da normalidade sanitária. O post Brasil conclui caso de Newcastle no RS e informa OMSA apareceu primeiro em Canal Rural.
Exportações do agro de MG registram recorde no semestre
Foto: CNA As exportações do agronegócio de Minas Gerais somaram US$ 8,2 bilhões, com crescimento de 14% no valor, no acumulado de janeiro a junho, registrando novo recorde para o semestre. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! O volume também apresentou bom desempenho, com aumento de 14,5%, totalizando 9,1 milhões de toneladas. Os produtos agropecuários responderam por 39,3% do valor total das vendas externas do estado. “Mais uma vez o agro mineiro mostra seu potencial como diferencial positivo para a balança comercial do estado. Esse novo recorde é puxado pelo crescimento da demanda pelo café. O produto é carro-chefe das exportações do agro, representando 42% das vendas, e teve a maior receita já registrada para os seis primeiros meses do ano”, afirma o subsecretário de Política e Economia Agropecuária da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), Caio César Coimbra. Os produtos mineiros foram enviados para 160 países, com destaque para a China (US$ 2,5 bilhões), Estados Unidos (US$ 836 milhões), Alemanha (US$ 580 milhões), Bélgica (US$ 356 milhões) e Itália (US$ 332 milhões). Café As exportações de café totalizaram US$ 3,4 bilhões, com o embarque de 15 milhões de sacas. Na comparação com o ano anterior, o aumento da receita foi de 33% no valor e de 35% no volume. Todos os principais mercados importadores registraram aumentos superiores a 20% na compra do café mineiro. O destaque foi a China, que aumentou suas aquisições em 91,5%, totalizando 534 mil sacas adquiridas. Complexo soja O complexo soja (grãos, farelo e óleo) obteve receita de US$ 2,2 bilhões com o embarque de 5 milhões de toneladas. O setor registrou crescimento de 12% no volume e diminuição de 8% na receita. Complexo sucroalcooleiro O complexo sucroalcooleiro (açúcar e álcool) obteve US$ 946 milhões, com a exportação de 1,9 milhão de toneladas. Foi registrado aumento de 40,5% no volume e queda de 28% na receita. Carnes As vendas do setor de carnes (frango, bovinos e suínos) apresentaram crescimento de 12% no volume embarcado, registrando 228 mil toneladas. A receita dos embarques aumentou 9%, somando US$ 712 milhões. A carne bovina, que representa 71% da receita do segmento, totalizou US$ 505 milhões e 117 mil toneladas. Já a carne de frango registrou queda no valor de 12% e no volume 5%, alcançando US$ 178 milhões e 95 mil toneladas. O destaque ficou para o aumento das exportações para o México, com acréscimos de 61%. A carne suína manteve desempenho positivo com acréscimo de 1% no valor e 20% no volume, com receita de US$ 22 milhões e 12 mil toneladas. Produtos florestais Os produtos florestais (celulose, madeira, papel e borracha) totalizaram US$ 578 milhões e 875 mil toneladas. A celulose, principal item de comercialização do setor, seguiu com a redução das vendas e registrou o total de US$ 563 milhões 844 mil toneladas. O post Exportações do agro de MG registram recorde no semestre apareceu primeiro em Canal Rural.