Diário Econômico PicPay: saiba o que mexe com o mercado na semana

Ouça o Diário Econômico, o podcast que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado do Brasil e do mundo, com a análise de economistas do Pic Pay. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! No morning call de hoje, o economista do PicPay, Igor Cadilhac, ressalta que os grandes destaques da semana são as definições de juros e os dados de desemprego. Nos Estados Unidos, o Fed deve manter os juros inalterados em 5,5% e abrir espaço para um corte de 0,25 pp.  Por aqui, queremos ver as sinalizações e o tom adotado pelo BC. Na zona do euro, saem as prévias do PIB do segundo trimestre e da inflação de julho. O post Diário Econômico PicPay: saiba o que mexe com o mercado na semana apareceu primeiro em Canal Rural.

Previsão do tempo para hoje: temporais e geada marcam o dia

Foto: Freepik Nesta segunda-feira (29), a previsão do tempo aponta uma série de alertas meteorológicos nas regiões do Brasil. Confira os principais destaques: Sul Geada na Campanha Gaúcha: Possibilidade de geada na região de Bagé, com mínima prevista de 4 °C. Mar agitado: no litoral de toda a região. Chuvas e ventos fortes: chuva de intensidade moderada a forte com raios e rajadas de vento entre 51 a 70 km/h são esperadas na serra e nos vales do Rio Grande do Sul, no oeste e sul de Santa Catarina e no centro-sul e leste do Paraná. Ventos moderados: rajadas de vento entre 40 a 50 km/h no nordeste, leste e sul do Paraná, maior parte de Santa Catarina e no Rio Grande do Sul. Ventos fortes: rajadas entre 51 a 70 km/h no litoral norte do Rio Grande do Sul, leste de Santa Catarina (incluindo Florianópolis), litoral do Paraná e extremo sul de São Paulo. Temporais com raios, incluindo rajadas de vento de 71 a 90 km/h, são previstos no Vale do Itajaí (SC) e no litoral paranaense. Sudeste Ressaca: aviso de ressaca entre Ilha Bela, São Paulo, e Campos dos Goytacazes, Rio de Janeiro, com ondas de até 2,5 metros. Umidade do ar baixa: alerta para umidade relativa do ar abaixo de 30% na Região Metropolitana de São Paulo, sudoeste, centro e nordeste de São Paulo, sul, sudeste, centro-oeste, noroeste de Minas Gerais, oeste e interior do Rio de Janeiro, e leste e nordeste de Goiás. Umidade do ar em alerta: índice pode ficar abaixo de 20% no norte, oeste e noroeste de São Paulo. Ventos moderados: rajadas entre 40 a 50 km/h no centro-sul e leste de São Paulo, sul do Rio de Janeiro e Espírito Santo. Centro-Oeste Umidade do ar em alerta: umidade abaixo de 20% no centro-norte de Mato Grosso do Sul, centro-sul e interior de Goiás e centro-sul de Mato Grosso. Nordeste Chuva moderada a forte com raios e rajadas de vento de 51 a 70 km/h no litoral de Alagoas, Sergipe e Pernambuco. Chuvas no litoral: pancadas moderadas desde Salvador, Bahia, até Natal, Rio Grande do Norte. Ventos moderados: rajadas entre 40 a 50 km/h do interior do Maranhão até o interior de Pernambuco. Norte Chuva intensa: atenção para chuva moderada a forte com raios e rajadas de vento de 51 a 70 km/h no extremo norte do Amazonas, Roraima, e norte e leste do Amapá. Umidade do ar baixa: alerta para umidade relativa do ar abaixo de 20% no centro-sul de Mato Grosso e Rondônia. O post Previsão do tempo para hoje: temporais e geada marcam o dia apareceu primeiro em Canal Rural.

Mercado do boi gordo: negócios andam de lado no Brasil

Foto: Governo de Mato Grosso O mercado de boi gordo voltou a se deparar com um perfil lateralizado de negociações em grande parte do Brasil. De acordo com o analista da Safras & Mercado, Fernando Iglesias, a proximidade do final do mês deixou o mercado um pouco mais arrastado em termos de preço, com os frigoríficos conseguindo manter a dianteira nas escalas de abate, inviabilizando movimentos mais agressivos de alta no valor da arroba. A entrada de animais confinados em maior proporção é aguardada ao longo de agosto, com grande incidência de contratos a termo, o que pode resultar em alguma queda das cotações do boi gordo após a primeira quinzena do próximo mês. Preços da arroba do boi gordo São Paulo (Capital) – R$ 230,00 a arroba, estável em relação à semana passada. Goiás (Goiânia) – R$ 223,00 a arroba, avanço de 1,36% em relação aos R$ 220,00 a arroba da última semana. Minas Gerais (Uberaba) – R$ 220,00 a arroba, mesmo valor praticado na semana passada. Mato Grosso do Sul (Dourados) – R$ 223,00 a arroba, aumento de 1,36% em relação aos R$ 220,00 a arroba da última semana. Mato Grosso (Cuiabá) – R$ 211,00 a arroba, queda de 0,47% frente aos R$ 212,00 praticados no encerramento da última semana. Rondônia (Vilhena) – R$ 185,00 a arroba, inalterado em relação à semana passada. Boi no atacado Iglesias destaca que o mercado atacadista voltou a se deparar com preços em queda no decorrer da semana, movimento que tende a ser mantido no curto prazo. Em agosto, ainda há uma expectativa em torno da recuperação dos preços no decorrer da primeira quinzena, período pautado pelo melhor apelo ao consumo, considerando a entrada dos salários na economia e a comemoração do Dia dos Pais. O quarto traseiro foi precificado a R$ 17,20 por quilo, queda de R$ 0,05. O quarto dianteiro foi precificado a R$ 17,35 por quilo, queda de R$ 0,15. A ponta de agulha foi precificada a R$ 12,70 por quilo, queda de R$ 0,15. O quarto traseiro do boi foi precificado a R$ 17,20 por quilo, queda de 1,71% frente aos R$ 17,50 por quilo da semana passada. O quarto dianteiro do boi baixou 4,64% ao longo da semana, passando de R$ 14,00 por quilo para R$ 13,35 por quilo. Exportações As exportações de carne bovina fresca, congelada ou refrigerada do Brasil renderam US$ 717,441 milhões em julho (15 dias úteis), com média diária de US$ 47,829 milhões. A quantidade total exportada pelo país chegou a 162,524 mil toneladas, com média diária de 10,835 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 4.414,40. Em relação a julho de 2023, houve alta de 31,8% no valor médio diário da exportação. Um aumento de 41,5% na quantidade média diária exportada e desvalorização de 6,9% no preço médio. O post Mercado do boi gordo: negócios andam de lado no Brasil apareceu primeiro em Canal Rural.

Ministério da Agricultura e Pecuária completa 164 anos

Foto: Divulgação/Mapa Há 164 anos, no dia 28 de julho de 1860, foi criada a Secretaria de Estado dos Negócios da Agricultura, com base na Lei das Terras de 1850, através do decreto nº 1067/1860. O feito ocorreu durante o segundo império de Dom Pedro II. Décadas depois, o órgão deu origem ao que hoje é o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! Inicialmente sediada no Rio de Janeiro, a secretaria cuidou dos assuntos agrícolas até 1909, quando foi criado o Ministério da Agricultura, Indústria e Comércio (Maic) durante a Primeira República. Em 1930, o nome foi alterado para Ministério da Agricultura (MA). Na década de 1960, com a mudança da capital para Brasília (DF), o órgão se instalou na Esplanada dos Ministérios, celebrando seu centenário. A partir de 1990, o ministério passou por várias mudanças de nome: virou Ministério da Agricultura, Abastecimento e Reforma Agrária (Maara); em 1992, Ministério da Agricultura e Reforma Agrária (Mara); e em 1998, Ministério da Agricultura e do Abastecimento (MAA). Durante o primeiro governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 2003, a pecuária foi incorporada ao nome, tornando-se Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Na atual gestão, em 2023, o nome foi simplificado para Ministério da Agricultura e Pecuária. Papel do ministério na economia e desenvolvimento do agro Durante esses 164 anos, 176 ministros contribuíram para o desenvolvimento do setor agropecuário brasileiro, que atualmente representa 23,8% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional. O atual ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, enfatiza a importância do Mapa para a economia e desenvolvimento do país. “No Brasil, temos homens e mulheres vocacionados a plantar, além de tecnologia de ponta. Nesses 164 anos, o ministério trabalha para que o Brasil seja reconhecido pela sua rica agricultura. Viva o agro, viva o Mapa!”, comemorou Fávaro. “O legado que eu gostaria de deixar no ministério é de um ministro contemporâneo, que modernizou o trabalho, trazendo mais agilidade ao produtor e à agroindústria”, disse Fávaro. Conquistas do agro brasileiro Atualmente, o Brasil é um dos maiores produtores e exportadores mundiais, liderando na produção e exportação de soja em grão, açúcar, café e suco de laranja. O país também ocupa uma posição de destaque na produção de milho e é o maior exportador de algodão. Além disso, é o maior exportador de carne de frango e o terceiro maior produtor, sendo o segundo maior produtor de carne bovina. No primeiro semestre de 2024, as exportações brasileiras do agronegócio alcançaram US$ 82,39 bilhões, representando 49,2% da pauta exportadora total brasileira. Em 2023, as exportações atingiram um recorde de US$ 166,55 bilhões, 4,8% superior a 2022. Dia do Agricultor Em 1960, ao completar o centenário do Ministério da Agricultura, foi instituído que o dia 28 de julho também seria comemorado como o Dia do Agricultor. O post Ministério da Agricultura e Pecuária completa 164 anos apareceu primeiro em Canal Rural.

Fenômeno El Niño afeta produção de maracujá em SC

Com garantia de venda, agricultores familiares investem na produção de maracujá A safra 2023/2024 de maracujá em Santa Catarina encerrou com uma produção estimada de 45 mil toneladas, registrando uma queda de 35% em relação ao ano anterior, conforme levantamento da Epagri junto a atacadistas no sul do estado, principal região produtora da fruta. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! A produtividade média dos pomares ficou entre 20 e 25 toneladas por hectare, comparado a 35 t/ha na safra anterior. Segundo Diego Adílio da Silva, líder do Programa Fruticultura da Epagri no sul do estado, as condições climáticas, influenciadas pelo fenômeno El Niño, foram as principais responsáveis pela redução na produção. A chuva excessiva e a falta de luminosidade contribuíram para a proliferação da bacteriose (Xanthomonas campestris pv. passiflorae), uma das doenças mais impactantes na cultura do maracujá. Diego destacou que o controle da bacteriose é dificultado pela disseminação da doença através das gotas de chuva e do vento, além da eficácia limitada dos defensivos agrícolas devido às frequentes chuvas. A colheita iniciou em 9 de dezembro, coincidindo com um período de alta nos preços, com o quilo da fruta chegando a R$ 18,33. No entanto, o preço médio comercializado variou entre R$ 3,30 e R$ 3,50, resultando em um valor bruto de produção (VBP) estimado em R$ 153 milhões. Apesar das adversidades, uma unidade de referência tecnológica de cultivo de maracujá em São João do Sul alcançou uma produtividade de 47,7 t/ha, com preço médio de R$ 5,88 por quilo. Silva atribui esse sucesso ao uso de mudas avançadas, adubação equilibrada e controle eficiente de pragas e doenças. Ele ressalta a necessidade de avanços em tecnologias, conhecimento e manejos, especialmente na regulagem de pulverizadores e aplicação de produtos fitossanitários, além da produção integrada de maracujá. Santa Catarina é o terceiro maior produtor de maracujá do Brasil, atrás do Ceará e da Bahia, com uma área cultivada de aproximadamente 2 mil hectares. O sul catarinense representa 90% dessa área, com a colheita ocorrendo de dezembro a julho. O post Fenômeno El Niño afeta produção de maracujá em SC apareceu primeiro em Canal Rural.

Atenção: semana terá duas frentes frias e queda de temperatura

Foto: Freepik A previsão do tempo para os próximos dias no Brasil indica mudanças climáticas significativas, com duas frentes frias avançando em algumas regiões, enquanto outras enfrentam calor intenso e seca prolongada. Confira os detalhes da previsão do tempo por regiões para o período entre 29 de julho e 2 de agosto, com informações da Climatempo e a análise do meteorologista do Canal Rural, Arthur Müller. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! Sul Nesta segunda-feira (29), o tempo segue estável com sol predominante no oeste do Rio Grande do Sul. Na região das Missões (RS), Campanha Gaúcha e norte do Paraná, haverá muitas nuvens, mas sem previsão de chuva. A passagem de uma frente fria provocará chuva em outras áreas, com risco de temporais entre o norte e o extremo sul do Paraná. Em Porto Alegre (RS), o dia começa encoberto e chuvoso, com períodos de sol entre a tarde e a noite. A partir de terça-feira (30), a instabilidade persiste nos três estados, mas o tempo se tornará ensolarado de quarta (31) a sexta-feira (2). Uma nova frente fria trará chuva e risco de tempo severo no sábado (3). Há risco de geada no sul do Rio Grande do Sul na madrugada de segunda e terça-feira, com temperaturas podendo chegar a 0 ºC em Dom Pedrito. O acumulado de chuva variará entre 20 a 40 mm nos próximos cinco dias, especialmente no centro-norte do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, prejudicando as atividades agrícolas. Sudeste A semana começa com tempo firme no Rio de Janeiro, Minas Gerais, São Paulo e Espírito Santo. Haverá chuva isolada e passageira no nordeste capixaba e em áreas litorâneas paulistas. Na região metropolitana de São Paulo, apesar da presença de nuvens, não há previsão de chuva. Na terça-feira, com o avanço da primeira frente fria da semana, a temperatura diminuirá sem risco de geada no centro-sul e leste de São Paulo, com máxima entre 16 °C e 20 °C, e volumes de chuva de até 15 mm. Esse cenário de chuva se estenderá ao Rio de Janeiro, Espírito Santo e leste de Minas Gerais na quarta-feira. Nos dias seguintes, o tempo será ensolarado com aumento de temperatura, atingindo até 32 °C nos quatro estados. O clima seco favorece a moagem da cana-de-açúcar e a colheita do café, mas prejudica lavouras de milho e aumenta o risco de incêndios em Minas Gerais e interior de São Paulo. Centro-Oeste Na segunda-feira, o tempo será firme na maior parte da região, com sol predominante em Goiás, Distrito Federal e Mato Grosso. As temperaturas continuam a subir e a umidade do ar pode ficar abaixo de 20%. Apenas no extremo sul de Mato Grosso do Sul haverá variação de nebulosidade e chuva intermitente. A partir de terça-feira, o tempo quente e seco predominará em Mato Grosso do Sul, com máximas acima de 33 °C. Em Goiás e Mato Grosso, não há previsão de chuva, e Alta Floresta (MT) pode registrar até 40 °C durante a semana. A seca prejudica lavouras e pastagens, e o risco de incêndios permanece alto. Com a umidade do ar abaixo de 30%, não é recomendado o tratamento fitossanitário, devendo-se recorrer a métodos alternativos como armadilhas e controle biológico. Nordeste A semana será de tempo firme e seco no interior da região. A umidade trazida por ventos marítimos manterá a condição de chuva na costa leste e no norte do Maranhão, Piauí e Ceará em alguns momentos do dia. No interior, a massa de ar seco continuará a impedir a ocorrência de chuva, com potencial de umidade do ar atingindo níveis críticos à tarde. Nos próximos cinco dias, a chuva se concentrará na faixa leste, com volumes entre 10 e 30 mm, sem impactar significativamente as operações agrícolas. Em Corrente (PI), a temperatura máxima poderá ultrapassar 35 °C. A seca e o risco de incêndios permanecem no interior da região. Com a umidade do ar abaixo de 30%, não é recomendado o tratamento fitossanitário. Norte Na segunda-feira, haverá instabilidades no centro-norte do Amazonas e Pará, oeste do Acre, Roraima e Amapá, com pancadas de chuva ao longo do dia. No noroeste do Amazonas e em Roraima, essas chuvas podem ser mais intensas. Nas demais áreas do Acre, sul do Amazonas e Pará, assim como em Tocantins e Rondônia, o tempo permanecerá firme. Nos próximos cinco dias, a chuva se concentrará no noroeste do Amazonas, Roraima, noroeste do Pará e Amapá, com volumes entre 20 e 40 mm, ajudando a manter a umidade. Em Vilhena (RO), as máximas podem ultrapassar 36 °C, causando estresse térmico em lavouras e gado. Com a umidade do ar abaixo de 30% no centro-norte da região, não é recomendado o tratamento fitossanitário, devendo-se recorrer a métodos alternativos como armadilhas e controle biológico. O post Atenção: semana terá duas frentes frias e queda de temperatura apareceu primeiro em Canal Rural.

Safra de trigo no Paraná deve alcançar 3, 61 milhões de toneladas do grão

Foto: AEN A estimativa para a safra de trigo no Paraná de uma produção de 3,61 milhões de toneladas do grão neste ano. O volume representa um redução de 1% frente às 3,64 milhões de toneladas colhidas no ano passado. Os dados são da Previsão Subjetiva de Safra (PSS), divulgada nesta quinta-feira (25) pelo Departamento de Economia Rural (Deral). Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! A tendência, determinada principalmente pelas condições climáticas, é de redução de 1%. Na estimativa anterior, divulgada em junho, a perspectiva era de que se chegasse a 3,81 milhões de toneladas. Como a estiagem se prolongou, particularmente no Norte, parte das lavouras teve o desenvolvimento ainda mais limitado e apresenta espigas menores. “Apesar dos indicativos de perda, cabe ressaltar que a colheita ainda não começou, o que torna difícil a projeção com segurança do volume a ser obtido”, disse o engenheiro agrônomo Carlos Hugo Godinho. Segundo ele, as colheitadeiras devem entrar em campo a partir de agosto, iniciando pelas áreas que enfrentaram maior período de estiagem. “A partir dos resultados dessas áreas haverá maior confiabilidade nos números”, reforçou. Os demais grãos de inverno foram menos impactados que o trigo, principal cultura deste período. Eles ainda podem apresentar produções dentro do projetado inicialmente. A concentração dessas lavouras está nas regiões Sul e Sudoeste do Estado, onde a seca não foi tão severa. Milho A colheita do milho segunda safra 2023/24 avança rapidamente, atingindo 76% da área de 2,5 milhões de hectares. A média das últimas dez safras era de 30% colhido em julho. “Um percentual tão expressivo como esse em julho nunca foi observado, mas nesta safra pode ser considerado normal, visto ter sido possível o plantio já no início do zoneamento agrícola, especialmente no Oeste do Estado, que tem pouco mais de um terço da área total de milho”, afirmou o analista da cultura no Deral, Edmar Gervásio. No ano passado, o milho segunda safra ocupou 2,38 milhões de hectares. Esse espaço foi ampliado em 5% no atual ciclo, passando a 2,5 milhões de hectares. Mesmo assim, a produção estimada é de 12,96 milhões de toneladas, um decréscimo de 9% em relação às 14,26 milhões de toneladas de 2022/23. “Apesar de o aumento de área ser relevante, as perdas causadas pelas condições climáticas foram grandes”, ponderou. O post Safra de trigo no Paraná deve alcançar 3, 61 milhões de toneladas do grão apareceu primeiro em Canal Rural.

Frente fria avança pelo Brasil trazendo chuva e até temporais; confira

Foto: Pixabay Uma frente fria deve avançar do Sul em direção ao Sudeste no início desta semana. De acordo com a Climatempo, isso põe fim ao ciclo de dias quentes e termina com o bloqueio atmosférico. O período se inicia com temporais em Santa Catarina e chuva forte no Paraná. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! A entrada do ar polar na retaguarda do sistema diminui a chuva no Rio Grande do Sul. No entanto, a previsão é de que provoque uma queda mais acentuada na temperatura. A segunda-feira (29) pode começar com geada na Campanha Gaúcha. Com a virada do vento, a umidade aumenta no sul de Mato Grosso do Sul e no litoral de São Paulo, segundo a Climatempo. A infiltração marítima ainda provoca aumento da umidade na costa leste do Nordeste neste começo de semana. As pancadas de chuva continuam na costa norte do Brasil, desde o norte do Amazonas até o Amapá. Previsão do tempo para segunda-feira Sul A última segunda do mês tem chance de geada na Campanha Gaúcha e chuva perdendo força, conforme a massa de ar frio e seca avança sobre o Sul em áreas do oeste e sul do Rio Grande do Sul. Porto Alegre começa o dia com mais nebulosidade e a condição de chuva vai diminuindo – será um dia mais frio na capital gaúcha. Já Curitiba e Florianópolis têm tempo mais encoberto; pode chover várias vezes com força na capital de Santa Catarina e a temperatura diminui. A Grande Curitiba fica em atenção para chuva no decorrer do dia. Sudeste Com o avanço da frente fria, haverá uma virada de vento no decorrer do dia em São Paulo e no Rio de Janeiro. As rajadas de vento aumentam em parte do Sudeste, com a chuva aumentando no sul e leste de São Paulo entre o meio e fim da tarde. Há chance de garoa na capital paulista e chuva mais rápida no sul do Rio de Janeiro à noite. O tempo ainda fica firme em Minas Gerais e no Espírito Santo, fazendo calor. A umidade segue baixa no interior da região e no norte paulista. Centro-Oeste A passagem da frente fria vai aumentar a umidade no extremo sul de Mato Grosso do Sul. O dia tem sol entre nuvens e chance de chuva fraca em vários momentos. O ar seco ainda vai predominar nas outras áreas da região. Em Campo Grande (MS), ainda faz calor à tarde e o tempo fica firme. Não chove em Goiás, no Distrito Federal, nem em Mato Grosso – em Cuiabá, inclusive, a temperatura dispara, podendo chegar a 39 °C. Nordeste Os ventos constantes que sopram do mar contra a costa ainda estimulam muitas nuvens de chuva no leste da região. O dia será abafado, com aberturas de sol e aumento na nebulosidade ao longo do dia. A chuva pode vir em forma de pancadas desde o litoral norte da Bahia até o litoral do Rio Grande do Norte. Há chuva fraca no litoral do Maranhão e do Ceará, fazendo calor nas capitais dos dois estados.O tempo segue seco desde o interior do Pernambuco até o Piauí, com temperaturas bem altas. Norte O calor e a alta umidade ainda provocam nuvens carregadas na costa norte do Brasil. A chance de pancadas de chuva é alta em Roraima, com risco de temporal em Boa Vista (RR) . O ar fica abafado e chove de maneira mais irregular em Belém (PA), Manaus (AM) e Macapá (AP). O tempo fica firme e a temperatura segue alta no Acre, em Rondônia e no Tocantins, com baixa umidade do ar. O post Frente fria avança pelo Brasil trazendo chuva e até temporais; confira apareceu primeiro em Canal Rural.

Manejo no nascimento de bezerros é chave para rebanhos produtivos

Foto: Pixabay Confira os cuidados necessários com os bezerros logo após o nascimento O período de nascimento de bezerros exige atenção especial dos pecuaristas, sendo fundamental para a saúde dos animais no início da vida. Nesse sentido, o acompanhamento do grupo de vacas prestes a parir é crucial, diz a superintendente de registro da Associação Nacional dos Criadores Herd-Book Collares (ANC), Silvia Freitas. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! “Estar atento ao momento exato do parto permite intervenções necessárias, garantindo a saúde da mãe e do bezerro”, afirma. Silvia ressalta que a escolha de touros com diferença esperada na progênie (DEP) de baixo peso ao nascer é uma prática que facilita o parto. Acompanhamento das primeiras horas dos bezerros O monitoramento das primeiras horas de vida dos animais traz inúmeros benefícios. “É importante verificar se o bezerro conseguiu mamar o colostro, essencial para seu desenvolvimento”, comenta a especialista sobre o primeiro produto produzido pela vaca, no início da lactação. Além disso, a identificação precoce dos bezerros permite o acompanhamento do desempenho das matrizes, auxiliando na seleção das vacas mais produtivas. Produtividade e bem-estar dos bezerros A adequada condução do manejo no nascimento e primeiros momentos dos bezerros afeta diretamente o ganho de peso e os resultados financeiros da fazenda. “Bezerros bem alimentados ganham peso mais rapidamente, e vacas que atendem às demandas dos seus filhotes contribuem para um ciclo produtivo eficiente”, afirma a superintendente. Identificação e monitoramento Silvia destaca a relevância da identificação dos bezerros logo após o nascimento. “Isso permite um monitoramento preciso do desenvolvimento dos animais e a avaliação do desempenho das matrizes”, diz. Esse processo é fundamental para conhecer e selecionar as vacas mais produtivas do rebanho. Bem-estar e aumento de produtividade “Bem-estar animal está diretamente ligado ao aumento de produtividade”, afirma Silvia. Garantir que o bezerro tenha acesso ao leite necessário e que a matriz consiga suprir essa demanda é essencial para a eficiência do processo produtivo. O acompanhamento do nascimento de bezerros e as primeiras horas de vida são etapas essenciais para garantir a saúde e produtividade dos animais. A prática adequada de manejo, aliada à identificação e monitoramento dos filhotes, contribui para um rebanho mais produtivo e saudável. O post Manejo no nascimento de bezerros é chave para rebanhos produtivos apareceu primeiro em Canal Rural.

Rodovias: pedágio automático e asfalto reciclado são apostas para estradas menos poluentes

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil A dependência do transporte rodoviário no Brasil, combinada com uma extensão de mais de 1,7 milhão de quilômetros de estradas e o alto teor poluente do modal, tornam a descarbonização uma equação complexa no setor. Para ajudar a fechar essa conta, especialistas apontam que não basta focar em soluções mais verdes para as frotas. É preciso também buscar alternativas estruturais nas próprias rodovias, o que já começa a ser feito a partir de inovações como o pedágio “free flow” e o uso de asfalto reciclado. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! “Não vai ter uma solução única para todas as unidades, até por causa da regionalidade do país”, afirma a diretora de sustentabilidade na EcoRodovias, Monica Jaén. “Não basta falar só sobre descarbonização, é necessário readaptar sua infraestrutura às mudanças climáticas e tratar destes temas com uma agenda com diretrizes claras”, complementa. De olho nisso, o “free flow” – cobrança automática de pedágios que já é uma realidade em algumas rodovias – é considerada promissor. O modelo, atualmente em ambiente de testes, elimina a necessidade da construção e manutenção das praças, diminuindo a geração de resíduos e consumo elétrico pelas concessionárias. Além disso, permite que os automóveis passem sem precisar frear ou aguardar em filas, o que reduz o consumo de combustíveis e, consequentemente, as emissões. “Se projetarmos um futuro em que todas as praças sejam transformadas em pórticos de ‘free flow’, estamos falando na eliminação de dois bilhões de frenagens e acelerações desnecessárias, contribuindo para a descarbonização”, afirma o diretor-presidente da Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias (ABCR), Marco Aurélio Barcelos. No entanto, o executivo destaca que ainda não é possível mensurar em quanto o instrumento pode reduzir a emissão de gases de efeito estufa (GEEs). O vice-presidente de Sustentabilidade, Risco e Conformidade da CCR, Pedro Sutter, afirma que o “free flow” passa ainda pelas etapas iniciais de implementação no Brasil, mas a expectativa é que o uso cresça de forma acelerada e que a solução ganhe mais espaço nas rodovias do país. “O cenário de cobrança de pedágio vai se transformar radicalmente nos próximos cinco anos. Vai ser muito mais rápido do que a gente imagina”, projeta. A pesagem dinâmica de caminhões é outra alternativa que já vem sendo adotada, ainda que de forma inicial. A lógica é a mesma do “free flow”, já que evita que os motoristas precisem parar, acelerar ou desacelerar no processo de fiscalização. A EcoRodovias implementou o modelo, de forma pioneira no País, em trecho da BR-365, também em caráter experimental, em ambiente de testes que está sendo acompanhado pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). Energia Apesar da eletrificação de suas frotas auxiliares também estar no radar, as concessionárias encontram dificuldades. Sutter, da CCR, destaca que boa parte da frota que faz fiscalização ainda depende de combustíveis fósseis. “A indústria automobilística brasileira, especialmente a de veículos pesados, ainda não se desenvolveu suficientemente para oferecer alternativas de veículos elétricos ou híbridos que a gente possa utilizar”, afirma. Por outro lado, a frota leve da CCR, composta por aproximadamente 1.250 veículos, é totalmente flex, com o etanol representando 91% do combustível utilizado. A companhia opera com alguns ônibus elétricos em aeroportos e metrôs e tem estudando, em parceria com montadoras europeias e chinesas, a incorporação de equipamentos pesados elétricos. “Mas isso ainda vai demorar um pouco, porque toda a infraestrutura precisa ser eletrificada, considerando que esses veículos operam 24 horas por dia, sete dias por semana”, explica o executivo. Na frente energética, a companhia vem instalando usinas solares para suprir o consumo de energia de suas concessionárias. Até o final de 2023, foram instaladas 30 usinas solares para a autogeração de energia limpa. Até 2030, a EcoRodovias planeja ter 74% de seu consumo de energia elétrica suprido pela autogeração. Os 26% restantes também serão renováveis, garantidos com a compra de energia limpa certificada (I-RECs). Pavimento recuperado em rodovias As três maiores concessionárias do país têm apostado ainda no uso de pavimento asfáltico recuperado (RAP, na sigla em inglês), conhecido popularmente como fresado. O RAP é gerado pelas atividades de manutenção a partir da fresagem de pavimento antigo, que é posteriormente transportado para usinas onde é incorporado na fabricação de novas misturas asfálticas. Estudos feitos entre as concessionárias em parceria com a Universidade de São Paulo (USP) demonstram que o uso do RAP pode representar redução de até 50% das emissões de CO². Essas misturas também têm potencial de incorporarem maior resistência, incentivando concessionárias como a CCR a manterem laboratórios próprios de pesquisa e desenvolvimento de tecnologias de asfalto. A CCR mira alcançar, neste ano, a substituição de 30% do concreto betuminoso usinado a auente (CBUQ) por RAP. “Nossa meta é utilizar 100% do RAP em nossas obras, embora nunca possamos substituir completamente o CBUQ. Mesmo em países que utilizam muito RAP, como Japão e Estados Unidos, ainda há uma pequena quantidade na mistura”, diz Sutter. A Arteris está usando, na ViaPaulista, parte de material asfáltico reciclado em microrrevestimento – técnica utilizada para corrigir pequenas fissuras e irregularidades na superfície do pavimento. Na Ecosul, administrada pela EcoRodovias, foi desenvolvido um projeto piloto para reutilizar materiais na usinagem de massa asfáltica nova, reduzindo a necessidade de extração de brita e outros tipos de resíduos. Outras unidades do grupo também começaram a utilizar RAP, seja na composição do pavimento ou na microfresagem. O post Rodovias: pedágio automático e asfalto reciclado são apostas para estradas menos poluentes apareceu primeiro em Canal Rural.