Podcast: confira as notícias que afetam o mercado hoje

Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado do Brasil e do mundo, com a análise de economistas. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! No morning call de hoje, o economista do PicPay Igor Cadilhac destaca que a semana começou tranquila, no aguardo dos dados importantes que vão sair nos próximos dias. A precificação de alta de um ponto percentual da Selic até o fim do ano fez com que o real tivesse o melhor desempenho contra o dólar entre os emergentes. O post Podcast: confira as notícias que afetam o mercado hoje apareceu primeiro em Canal Rural.
Previsão do tempo: última semana de julho tem risco de geada e calor extremo
Foto: Canal Rural/reprodução A última semana de julho será marcada por condições climáticas extremas em diferentes regiões do Brasil. O meteorologista do Canal Rural, Arthur Müller, trouxe as previsões detalhadas para os próximos dias, destacando o risco de geada no Rio Grande do Sul e temperaturas elevadas nas regiões Centro-Oeste e Norte. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! Sul Uma frente fria avançando provocará chuvas e temporais no Paraná e no norte de Santa Catarina. No entanto, no sul gaúcho, o tempo já começa a limpar, trazendo o risco de geada na madrugada desta terça-feira (30), especialmente na Campanha Gaúcha, onde os termômetros podem marcar entre 0 °C e 1 °C em Dom Pedrito. Nas demais áreas, as mínimas ficarão entre 9 °C e 10 °C, sem risco de geada. As temperaturas devem subir gradativamente nos próximos dias, com máximas alcançando 25 °C na quarta (31) e quinta-feira (1°). Sudeste A última semana de julho será marcada por tempo estável e ensolarado na maior parte da região. A previsão é de temperaturas elevadas, com máximas variando entre 27 °C e 32 °C. No litoral de São Paulo, pode ocorrer chuva intermitente. O risco de focos de incêndio aumenta em Minas Gerais e no interior de São Paulo devido à baixa umidade do ar. A previsão de chuva para o estado é baixa, o que favorece a colheita de café, mas prejudica as lavouras de milho. Centro-Oeste O tempo seguirá firme e quente, com temperaturas em elevação. As máximas podem ultrapassar 33 °C em Mato Grosso do Sul, enquanto em Mato Grosso a previsão é de temperaturas chegando a 40 °C no fim de semana. A baixa umidade do ar, abaixo de 20% em algumas áreas, aumenta o risco de incêndios e prejudica as lavouras e pastagens. Nordeste No Nordeste, a semana será marcada por tempo firme e seco no interior, enquanto a circulação de umidade dos ventos marítimos trará chuvas para a costa leste da região. No norte do Maranhão, Piauí e Ceará, pode chover em alguns momentos do dia. A umidade relativa do ar atingirá níveis críticos no interior, com índices abaixo de 30%, aumentando o risco de incêndios. Norte Haverá instabilidades no centro-norte do Amazonas, Pará, oeste do Acre, Roraima e Amapá, com condições para pancadas de chuva ao longo do dia. No sul do Amazonas, Pará, Tocantins e Rondônia, o tempo permanecerá firme e quente. A umidade relativa do ar deve ficar abaixo de 30% no centro-norte da região, recomendando-se a utilização de métodos alternativos de controle de pragas nas lavouras. O post Previsão do tempo: última semana de julho tem risco de geada e calor extremo apareceu primeiro em Canal Rural.
Aves: depois de foco de Newcastle no RS, Santa Catarina já registra prejuízo
Foto: Agência Brasil O governo brasileiro está aguardando a normalização das exportações de carne de frango após a confirmação de um foco da doença de Newcastle no Rio Grande do Sul. A paralisação dos embarques, especialmente para a China, já está causando grandes prejuízos para o setor, segundo Jorge Luiz de Lima, diretor da Associação Catarinense de Avicultura (Acav). Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! Lima afirma que a cadeia de produção avícola é “empurrada”, significando que a produção é contínua e não pode ser pausada. “Nós não temos onde colocar animais após abatidos, processados e congelados. Temos um limite de estoque e posições físicas para armazenar esses produtos”, disse. Ele destacou que, ao contrário de setores como o cerâmico ou metal-mecânico, a avicultura lida com ativos vivos, o que torna a interrupção do ciclo produtivo especialmente problemática. O ciclo produtivo de uma ave varia de 28 a 42 dias, e a preocupação aumenta quando se pensa em prazos superiores a esse período. A cadeia produtiva já estava planejada e em execução para esse ciclo, com ovos incubados e animais já alojados a campo antes da ocorrência do evento sanitário. Consequências para o mercado interno Segundo o presidente da Acav, haverá um inevitável aumento da oferta de carne de frango para o mercado brasileiro, devido à proibição das exportações. No entanto, ele tranquilizou os consumidores sobre a qualidade do produto disponível internamente. “Aquilo que já temos hoje vivo ou que foi abatido após o evento sanitário estará no mercado interno. A proibição é de exportação. Temos um alimento totalmente seguro”, disse. Lima lembra que a restrição, determinada pelo Ministério da Agricultura e pelo órgão de sanidade do estado, é específica para a região dentro de um raio de 10 km da propriedade afetada. “Epidemiologicamente, foi só aquela propriedade. Temos um frango seguro, temos um ovo seguro, não há problema com isso”, concluiu. O post Aves: depois de foco de Newcastle no RS, Santa Catarina já registra prejuízo apareceu primeiro em Canal Rural.
Boi: estado registra alta de R$ 10 na arroba nesta segunda
O mercado físico do boi gordo iniciou a semana com negócios saindo acima das referências médias, em especial em Mato Grosso do Sul. Em algumas praças desse estado houve alta de até 10 reais na arroba do boi gordo, em relação à sexta-feira (26), disse o analista da consultoria Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias. Por outro lado, as escalas de abate no geral são razoáveis, posicionadas entre sete e nove dias úteis em média. Sob o prisma da demanda, é grande a expectativa em torno do consumo durante a primeira quinzena de agosto, considerando o repique de demanda causado pelo Dia dos Pais. “Soma-se a isso um fluxo agressivo de exportações, com o Brasil enfileirando recorde após recorde nas vendas de carne bovina no mercado internacional”, completou Iglesias. Preços da arroba do boi São Paulo: ficou em R$ 229,80 na modalidade à prazo Goiás: a indicação média foi de R$ 221,18 Minas Gerais: a arroba teve preço médio de R$ 219,41 Mato Grosso do Sul: foi indicada em R$ 224,68 Mato Grosso: a arroba ficou indicada em R$ 208,73 Mercado atacadista O mercado atacadista ainda apresenta preços acomodados para a carne bovina, mas com boa perspectiva para a primeira quinzena de agosto. O quarto traseiro ainda é precificado a R$ 17,20 por quilo. O quarto dianteiro segue no patamar de R$ 13,35 por quilo. A ponta de agulha permaneceu em R$ 12,60 por quilo. Exportação da carne Foto: Freepik As exportações de carne bovina fresca, congelada ou refrigerada do Brasil renderam US$ 952,316 milhões em julho (20 dias úteis), com média diária de US$ 47,615 milhões. A quantidade total exportada pelo país chegou a 215,619 mil toneladas, com média diária de 10,781 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 4.416,70. Em relação a julho de 2023, houve alta de 31,2% no valor médio diário da exportação, ganho de 40,8% na quantidade média diária exportada e desvalorização de 6,8% no preço médio. Os dados foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex). O post Boi: estado registra alta de R$ 10 na arroba nesta segunda apareceu primeiro em Canal Rural.
Soja derrete em Chicago e passa a afetar cotações brasileiras
Foto: Daniel Popov/ Canal Rural O mercado brasileiro de soja sofreu forte queda nesta segunda-feira (29). Segundo a Safras Consultoria, os preços “derreteram” nos portos, acompanhando os piores momentos da Bolsa de Chicago e o recuo do dólar. Os produtores insatisfeitos com as menores cotações, se ausentaram dos negócios, que ocorreram pontualmente. Não houve registro de comercialização da safra nova. Passo Fundo (RS): caiu de R$ 135 para R$ 132 Região das Missões: baixou de R$ 134 para R$ 131 Porto de Rio Grande: recuou de R$ 141,50 para R$ 139 Cascavel (PR): desvalorizou de R$ 132 para R$ 129 Porto de Paranaguá (PR): decresceu de R$ 141 para R$ 138 Rondonópolis (MT): passou de R$ 127 para R$ 126 Dourados (MS): diminuiu de R$ 125 para R$ 124 Rio Verde (GO): passou de R$ 127 para R$ 123 Soja em Chicago Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a segunda-feira em baixa, mas acima das mínimas do dia. O mercado foi pressionado pelo clima mais favorável ao desenvolvimento das lavouras nos Estados Unidos e pelo desempenho de outros mercados. Os boletins indicam chuvas e temperaturas amenas em agosto, favorecendo o desenvolvimento das lavouras. Com isso, o mercado corrigiu os ganhos registrados em parte da semana passada, quando as projeções não eram das melhores. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), divulgou hoje o relatório sobre as condições das lavouras de soja do país. Com dados coletados até este domingo (28), o órgão indica que 67% estavam entre boas e excelentes condições, 25% em situação regular 8% em condições entre ruins e muito ruins. Parte da pressão também foi exercida pela queda do petróleo e pela firmeza do dólar frente a outras moedas, combinação que pesa sobre as commodities agrícolas negociadas nos Estados Unidos. As inspeções de exportação norte-americana de soja chegaram a 403.268 toneladas na semana encerrada no dia 25 de julho, conforme relatório semanal divulgado pelo USDA. Na semana anterior, as inspeções de exportação de soja haviam atingido 338.255 toneladas. Contratos futuros Foto: Pixabay/ Arte Canal Rural Os contratos da soja em grão com entrega em setembro fecharam com baixa de 12,00 centavos de dólar, ou 1,15%, a US$ 10,30 por bushel. A posição novembro teve cotação de US$ 10,39 1/2 por bushel, com ganho de 9,00 centavos ou 0,85%. Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com baixa de US$ 1,20 ou 0,36% a US$ 323,50 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 41,98 centavos de dólar, com ganho de 0,15 centavo ou 0,35%. Câmbio O dólar comercial encerrou a sessão em baixa de 0,56%, sendo negociado a R$ 5,6254 para venda e a R$ 5,6234 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,6234 e a máxima de R$ 5,6686. O post Soja derrete em Chicago e passa a afetar cotações brasileiras apareceu primeiro em Canal Rural.
Como o mercado da soja deve se comportar nesta semana? Veja a análise
Foto: Embrapa O mercado da soja continua dependente das condições climáticas da safra dos Estados Unidos. Na última semana, as cotações em Chicago e os preços praticados no Brasil tiveram comportamentos opostos. Relembre o que aconteceu de importante e o que deve estar por vir na avaliação da plataforma Grão Direto. Fatos da semana passada Safra norte-americana: novamente, a semana passada foi marcada pelas condições climáticas positivas ao desenvolvimento da safra de soja dos Estados Unidos. Assim, as expectativas continuam altas, o que deve continuar pressionando as cotações. Exportações nos Estados Unidos: a semana iniciou com lenta demanda pela soja, porém, o anúncio da venda de 260 mil toneladas da safra 2024/25 trouxe mais otimismo aos embarques do país. Dólar e prêmio: esses dois fatores, combinados, puxaram as cotações da soja no Brasil para cima, uma vez que o resultado de Chicago foi negativo em função do bom desempenho da cultura no campo. Em Chicago, o contrato de soja para agosto de 2024 encerrou a US$ 10,72 o bushel (-2,19%). Já no mercado físico brasileiro, movimentos positivos foram registrados, contrariando os índices da bolsa. De acordo com a plataforma, essa alta foi puxada pelo prêmio e pelo dólar, que subiu 1,07% ao longo da semana, para R$ 5,66. O contrato com vencimento em março de 2025 fechou otimista e subiu 1,23%, a US$ 10,74 o bushel. O que esperar do mercado da soja? Foto: Daniel Popov/Canal Rural Mistura de biocombustível: na última sexta-feira o preço do óleo de soja na bolsa de Chicago terminou o dia com 4,73% de queda, cotado em US$ 0,43/Lb. Essa baixa puxou as cotações do grão. Esse movimento foi motivado pela decisão da possível isenção das pequenas refinarias de usarem biocombustíveis na mistura com o diesel. De acordo com a Grão Direto, se confirmada essa isenção, as quedas podem continuar essa semana. Caso a isenção não seja confirmada, há espaço para que os preços subam cerca de US$ 0,80/bushel de soja grão. Esmagamento na Argentina: o ritmo de esmagamento de soja na Argentina segue acelerado, com perspectiva de manutenção. O país tem garantido a oferta tanto de farelo quanto de óleo no mercado internacional, tirando parte da competitividade do Brasil. O mês de junho foi marcado por um total de 3,96 milhões de toneladas esmagadas, enquanto se espera 3,58 milhões de toneladas para o final de julho. “Levando em consideração a demanda interna por óleo nos Estados Unidos, o forte ritmo de esmagamento da Argentina e um possível cessar-fogo entre Israel e Hamas, as próximas semanas podem ser de mais queda para o óleo no mercado internacional”, afirma a análise da empresa. Relação de troca: com a aproximação da safra de soja, o mercado fica de olho em alguns fatores baixistas sobre os fertilizantes, como o aumento de produção de ureia na Índia, a retomada das exportações de fosfatados na China e o baixo preço dos grãos da nova safra, que tiram o incentivo de aplicações secundárias. O mercado de fertilizantes deve apresentar oportunidades no curto prazo. “Em função dos fatores avaliados, as cotações da soja poderão recuar mais uma semana em Chicago. Contrabalanceando esse movimento, o dólar pode manter sua tendência e fechar positivo novamente. Sem contar a influência dos prêmios, que podem manter a soja brasileira mais estável”, avalia a Grão Direto. O post Como o mercado da soja deve se comportar nesta semana? Veja a análise apareceu primeiro em Canal Rural.
China investe em produção ‘altamente subsidiada’, diz Banco Central Europeu
Foto: Freepik O Banco Central Europeu (BCE) avalia, em boletim econômico divulgado nesta segunda-feira (29), que o modelo de crescimento puxado por investimentos da China “está ficando sob crescente pressão”. Como resposta a desafios, o governo do país tem redobrado esforços para fomentar o crescimento com políticas impulsionadas para o investimento, mas a análise da instituição discute o modelo do país, desequilíbrios entre oferta e demanda em seu setor manufatureiro, bem como potenciais efeitos secundários da política chinesa para outras nações. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! Com o tempo, as altas taxas de investimento da China têm gerado retorno menor, aponta o BCE. Além disso, fatores estruturais e cíclicos cada vez mais pesam na demanda, nota a instituição, em parte por questões estruturais, como a queda desde 2011 da população chinesa em idade de trabalhar. A análise do BCE considera que a crise no setor imobiliário chinês afetou um dos três principais pilares do crescimento do investimento do país. Segundo o boletim, há sinais de que o crescimento recente da produção manufatureira cria distorções no mercado chinês, com a oferta superando a demanda, o que eleva estoques e derruba preços, afetando a rentabilidade das empresas. Os esforços da China em investir mais em capacidade produtiva em setores “altamente subsidiados” têm implicações globais, destaca o BCE. Ao cortar preços ou elevar exportações de produtos muito subsidiados, o crescimento nas exportações do país pode levar a efeitos internacionais de pressões de desinflação, adverte o banco central. Isso poderia ser mais exacerbado se parceiros comerciais de outros países cortarem preços, para se manter competitivos. Por fim, o desenvolvimento da China de capacidades industriais avançadas, sobretudo em setores de tecnologia verde, e o tamanho relativamente maior dos subsídios estatais no país também poderiam afetar a competitividade de parceiros nesses setores relativamente novos e com manufatura cada vez mais avançada. O boletim ainda diz que, nesse contexto, o papel da União Europeia como um mercado exportador para a China “poderia potencialmente se tornar mais central”. Caso países de fora da UE fechem mais mercados para produtos chineses, Pequim poderia redobrar esforços para exportar à UE, exacerbando o impacto sobre a Europa em termos de pressões desinflacionárias crescentes, a perda de competitividade nos setores avançados manufatureiros e um corte na parcela tanto na produção quanto nas exportações manufatureiras. Com isso, o boletim defende uma resposta política europeia “cuidadosamente calibrada” para garantir um campo justo de disputa. O post China investe em produção ‘altamente subsidiada’, diz Banco Central Europeu apareceu primeiro em Canal Rural.
Newcastle: Pasta da Agricultura notifica OMSA sobre fim de foco da doença no RS
Foto: Pixabay A notificação do Ministério da Agricultura, sobre o fim do foco da doença de Newcastle em um aviário comercial em Anta Gorda, no Rio Grande do Sul, está publicada em relatório de ocorrência da doença na plataforma de “gerenciamento de eventos” (ocorrências de doenças) da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA). O status do caso, contudo, ainda constava como “em andamento” na plataforma, até sexta-feira passada (26). Ou seja, ainda depende da análise e reconhecimento do órgão internacional de saúde animal. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! No relatório, o foco de Newcastle em Anta Gorda consta como surto iniciado em 9 de julho e concluído em 25 de julho em uma ave. A atualização decorre do envio de informações do governo brasileiro à OMSA apontando para o fim do foco. “A investigação epidemiológica conduzida pelo Serviço Veterinário Oficial (SVO) nas áreas perifocais (raio de 3 km do foco) e de vigilância (raio de 10 km do foco) não identificou animais apresentando sinais clínicos compatíveis com a doença de Newcastle”, diz a atualização de ontem descrita no relatório. A causa do evento ou a origem da infecção mantém-se como “desconhecido ou inconclusiva”. O relatório cita, ainda, a confirmação do foco da doença em granja de avicultura de corte com o sequenciamento genético confirmando o vírus de Newcastle. O documento público da OMSA revela que, dos 14,4 mil animais da propriedade, 6,516 mil morreram e 7,884 mil foram sacrificados. O governo brasileiro relatou à OMSA o cumprimento das medidas de controle do foco com desinfecção do local, eliminação de carcaças, subprodutos e resíduos, controle de movimentação dos animais, vigilância da zona restrita, zoneamento e rastreabilidade. Em nota, o Ministério da Agricultura afirmou que, com a notificação sobre a conclusão do foco de Newcastle encaminhada à OMSA, o governo brasileiro aguarda a retirada da suspensão, por parte dos países importadores, para a retomada total das exportações de produtos avícolas. “Com o fim do foco da doença disponibilizaremos aos países todas as informações sobre o diagnóstico atual e as medidas adotadas. Isso permitirá que eles analisem e confirmem que estamos livres de Newcastle, possibilitando a retomada das certificações para exportação”, disse o secretário de Defesa Agropecuária da pasta, Carlos Goulart, na nota. O ministério esclareceu que mantém a execução de medidas de controle e vigilância do raio de 10 km do foco, incluindo a emergência zoossanitária nos municípios de Anta Gorda, Doutor Ricardo, Putinga, Ilópolis e Relvado. A granja afetada será monitorada por 42 dias para verificar se há resquícios de circulação do vírus, segundo o ministério. “Após esse período e com resultado negativo para a presença do agente patógeno, o aviário será liberado para funcionamento novamente. Já para as demais granjas da região, que estão na área de emergência agropecuária, a liberação será por protocolos específicos”, explicou a pasta na nota. A doença de Newcastle é uma doença viral que afeta aves domésticas e silvestres e causa sinais respiratórios seguidos por manifestações nervosas. Os últimos casos no País haviam sido registrados em 2006 em aves de subsistência em Amazonas, Mato Grosso e Rio Grande do Sul. Não há casos de transmissão da DNC entre humanos ou pelo consumo de produtos avícolas. O post Newcastle: Pasta da Agricultura notifica OMSA sobre fim de foco da doença no RS apareceu primeiro em Canal Rural.
Calcário e gesso aumentam a disponibilidade de outros quatro nutrientes na soja
Foto: Joseani Antunes/Embrapa Trigo A aplicação de calcário e gesso na fertilidade do solo e na produção de soja em áreas recém-convertidas para uso agrícola foi a tese de mestrado do professor Doze Batista, do curso de Engenharia Agronômica da Universidade Federal do Piauí (UFPI). O estudo foi feito no município de Currais, sudoeste do estado, e observou durante dois anos as mudanças nos atributos químicos do solo, na nutrição das plantas e na produtividade dos grãos. O resultado mostrou que a aplicação de calcário e gesso melhorou significativamente as condições do solo, trazendo dois principais benefícios, como o incremento de outros quatro nutrientes: Redução da acidez Aumento da disponibilidade de cálcio, magnésio, fósforo e enxofre De acordo com o professor, a aplicação de gesso influenciou positivamente as concentrações de cálcio e magnésio no solo, embora não tenha mostrado um efeito claro na produtividade da soja. Melhora das práticas de cultivo Batista acredita que ao entender como as diferentes taxas de calcário e gesso afetam o crescimento da soja, é possível ajudar os agricultores a otimizarem suas práticas de cultivo, resultando em maiores rendimentos e, consequentemente, em uma melhor segurança alimentar. “Os resultados do estudo podem informar políticas públicas e estratégias de desenvolvimento rural, promovendo práticas agrícolas que beneficiem tanto os agricultores quanto o meio ambiente”, informa. O professor também afirma que a pesquisa fornece dados e insights sobre a interação entre calcário, gesso e a produtividade da soja, contribuindo para o corpo de conhecimento existente sobre manejo de solo e fertilização, o que pode abrir novas linhas de investigação e aprofundar a compreensão sobre práticas agrícolas sustentáveis. “A pesquisa pode servir como um campo de aprendizado para estudantes e profissionais da área, promovendo a formação de novos pesquisadores e especialistas em Agronomia e Ciências do Solo”, destaca o professor. Agricultura mais resiliente No âmbito prático, ele ainda ressalta que o estudo pode ser aplicado em programas de extensão da universidade. “O estudo pode ajudar os agricultores a entenderem melhor como adaptar suas práticas às condições específicas do Cerrado do Matopiba [áreas do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia], promovendo uma agricultura mais resiliente e adaptada ao clima local, além de também poder ser utilizada em programas de extensão rural e capacitação, ajudando os agricultores a entenderem a importância do manejo adequado do solo e a aplicação de insumos”, frisa. Calcário e gesso na soja O estudo concluiu que a calagem e a gessagem são práticas essenciais para o manejo da fertilidade do solo e para a produção de soja em solos ácidos do Cerrado, ressaltando a importância de ajustar as doses de aplicação, além das recomendações padrão, para maximizar o rendimento das culturas. A pesquisa fornece descobertas sobre a interação entre correções do solo, fertilidade e produtividade agrícola, enfatizando a necessidade de práticas de manejo de nutrientes equilibradas para promover a sustentabilidade agrícola na região. O post Calcário e gesso aumentam a disponibilidade de outros quatro nutrientes na soja apareceu primeiro em Canal Rural.
Sancionada lei que cria Política Nacional de Agricultura Urbana
Foto: Daniel Castellano/SMCS O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a lei 14.935/2024 que institui a Política Nacional de Agricultura Urbana e Periurbana. A lei define agricultura urbana e periurbana como atividade agrícola e pecuária desenvolvida nas áreas urbanas e periurbanas e integrada ao sistema ecológico e econômico urbano, destinada à produção e à extração de alimentos e de outros bens para o consumo próprio ou para a comercialização. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! A sanção da lei consta no Diário Oficial da União (DOU), em vigor desde a última sexta-feira (26). Objetivos da Política Nacional de Agricultura Urbana e Periurbana: ampliar a segurança alimentar e nutricional das populações urbanas vulneráveis; propiciar a ocupação de espaços urbanos e periurbanos livres, ociosos e subutilizados; gerar alternativa de renda e de atividade ocupacional à população urbana e periurbana; articular a produção de alimentos nas cidades com os programas de abastecimento e compras públicas; estimular o trabalho familiar, de cooperativas, de associações; promover a educação ambiental e a produção agroecológica e orgânica de alimentos nas cidades; e difundir a reciclagem e o uso de resíduos orgânicos. A lei determina que a agricultura urbana e periurbana deverá estar prevista no planejamento dos municípios, especialmente nos planos diretores ou nas legislações de uso e ocupação do solo urbano. O governo federal deverá, por sua vez, apoiar os municípios no desenvolvimento de agricultura urbana e periurbana, viabilizar a aquisição de produtos daí provenientes e estabelecer linhas especiais de crédito para agricultores urbanos e periurbanos. O governo deve ainda estimular o serviço de assistência técnica voltado para a agricultura urbana e periurbana e auxiliar técnica e financeiramente as prefeituras para a prestação de assistência técnica e o treinamento dos agricultores urbanos na produção, no beneficiamento, na transformação, na embalagem e na comercialização dos produtos. O governo deve estimular a criação, o apoio e o funcionamento das feiras livres e prestar apoio técnico para a certificação de origem e de qualidade dos produtos da agricultura urbana e periurbana. Em nota, o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar disse que a nova legislação vai impulsionar as “atividades agrícola e pecuária em áreas urbanas, garantindo assistência técnica e apoio financeiro”. “A nova lei vai promover segurança alimentar, reduzir o desperdício e fortalecer a economia local, utilizando espaços urbanos de maneira eficiente e sustentável. Além disso, determina que a atividade deve atender às legislações sanitária e ambiental pertinentes às fases de produção, processamento e comercialização de alimentos”, destacou a pasta em nota. O post Sancionada lei que cria Política Nacional de Agricultura Urbana apareceu primeiro em Canal Rural.