Lavoura-pecuária-floresta melhora qualidade do solo do Cerrado, mostra pesquisa
Foto: Márcia Carvalho/ Embrapa Um estudo realizado pela Embrapa e o Instituto Federal Goiano (IFGoiano) avaliou o impacto de sistemas de integração lavoura, pecuária e floresta (ILPF) recém-implantados sobre a qualidade do solo do Cerrado goiano. O trabalho evidenciou melhorias, em comparação à pastagem não cultivada, por meio de indicadores de disponibilidade de água e de aeração (processo de renovação do ar entre o solo e a atmosfera). No segundo caso, o aumento da macroporosidade do solo chegou a ser 50% superior ao do pasto-referência. Esses dois elementos são importantes, pois estão ligados à sustentabilidade para o crescimento vegetal e para a vida microbiana debaixo da terra. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: Siga o Canal Rural no WhatsApp! Essa pesquisa foi realizada em duas fazendas-escola do IFGoiano, uma no município de Morrinhos e outra em Iporá, consideradas como representativas da região do sudoeste goiano, onde se produz cerca de 9% da safra de grãos brasileira. Os sistemas de ILPF possuíam de um a dois anos de implantação, ou seja, estavam em seu início, e compreenderam árvores de eucalipto e nativas (como baru e angico) com o cultivo, nas entre fileiras, de soja, milho e braquiária. Vacas leiteiras foram colocadas para pastejo na área da forrageira enquanto cercas elétricas protegiam o crescimento das árvores. Para efeito de comparação, levou-se em conta áreas de referência sob pastagens não cultivadas há mais de 30 anos. Os pesquisadores fizeram a coleta de amostras de solo nas áreas dos experimentos em sete camadas diferentes de perfil do solo, em uma profundidade de até um metro. A coleta de amostras de solo até um metro em áreas com o componente arbóreo é importante, devido ao alcance das raízes das árvores nos sistemas de produção. As amostras passaram por procedimentos laboratoriais, incluindo análises estatísticas de indicadores relacionados à porosidade e propriedades físico-hídricas do solo. Solos com maior retenção de água e aeração Os resultados obtidos foram que, em Morrinhos e Iporá, a ILPF aumentou a umidade retida pelo solo, entre 0,1 milímetro e 0,7 milímetro por centímetro de solo, em comparação à área de pastagem não cultivada que era a de referência. Essa quantidade de água, aparentemente pouca, pode ser crucial para a sobrevivência das plantas durante longos períodos de seca e altas temperaturas. Em Iporá, onde baru e eucalipto foram cultivados no sistema de ILPF, o solo apresentou também maior capacidade de aeração em comparação com a área de referência. O experimento considerou a camada mais superficial do solo (até 30 centímetros de profundidade), onde essas diferenças foram mais significativas. A pesquisadora da Embrapa Arroz e Feijão (GO) Márcia Carvalho foi uma das coordenadoras desse trabalho. Ela explica o contexto em que foram obtidos esses resultados e a diferença dos efeitos do sistema de ILPF medidos em cada um dos experimentos. “No caso de Morrinhos, o solo da fazenda é classificado como Latossolo argiloso. Nas condições em que o sistema de ILPF foi conduzido, foram medidos maiores valores de CAD (capacidade de água disponível no solo) do que na pastagem de referência. Isso pode ser atribuído ao maior volume de microporos responsáveis pela retenção e armazenamento de água no solo. Latossolos naturalmente são ricos em agregados e microporos, mas o sistema de ILPF contribuiu para o aumento desses sítios de armazenamento de água em relação à pastagem não cultivada”, diz Carvalho. Em Iporá, ela observa que “o experimento ocorreu em um Cambissolo, com destaque para o indicador CAS (capacidade de aeração do solo), que mede o número de poros responsáveis pela troca de oxigênio e dióxido de carbono entre a atmosfera e o solo. O CAS é diretamente proporcional à macroporosidade, que aumentou 50% no sistema de ILPF em relação ao solo do pasto-referência. Maior CAS significa maior capacidade de atender à demanda respiratória de raízes e microrganismos, o que é importante nesses solos que, apesar de arenosos, podem ter drenagem impedida, devido ao nível alto do lençol freático e formação de pedra canga, material sólido formado por minerais”, conclui. A dinâmica da vida de raízes e microrganismos no solo está ligada a uma série de processos envolvendo a saúde do solo: a fertilidade, a absorção de nutrientes pelas plantas e a sustentabilidade agrícola, além do papel ecológico como a ciclagem de nutrientes e a decomposição de matéria orgânica, relacionadas à captura de carbono e nitrogênio da atmosfera. A pesquisadora destaca que os experimentos conduzidos, de avaliação do impacto de curto prazo de sistemas ILPF nas características físico-hídricas de solos típicos da região Centro-Oeste do Brasil, são uma forma de acompanhar as diferenças na evolução da qualidade do solo, desde a fase inicial de implantação da integração entre cultivos, forrageiras e espécies arbóreas. Por isso, ela considera importante a continuidade de monitoramento ao longo do tempo. Saiba em primeira mão informações sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo. Siga o Canal Rural no Google News. 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Queda de preços da soja em julho e aumento de produção argentina em 24/25 movimentam o mercado
Colheita de soja | Foto: Wenderson Araujo/Trilux Os preços domésticos da soja cederam em julho na maioria das praças de comercialização. Os negócios evoluíram, ainda que moderadamente, com produtores aproveitando alguns repiques, principalmente ocasionados pelo câmbio. A pressão sobre as cotações internas foi exercida pela queda nos contratos futuros na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), imposta pelo clima favorável ao desenvolvimento das lavouras. No final de julho, a posição novembro estava em US$ 10,22 1/2 por bushel, com desvalorização de 7,4% no acumulado mensal. Desvalorização da soja em julho A saca de 60 quilos recuou nas principais praças brasileiras ao longo de julho. Veja exemplos: Passo Fundo (RS): de R$ 138 para R$ 133 Cascavel (PR): baixou de R$ 134,50 para R$ 129 Rondonópolis (MT): subiu R$ 128 para R$ 129 Porto de Paranaguá (PR): recuou de R$ 144 para R$ 138 A baixa nos referenciais brasileiros não foi tão intensa devido ao câmbio. Em julho, a moeda norte-americana subiu 1,12%, encerrando o mês na casa de R$ 5,65. Nos primeiros dias de agosto, subiu ainda mais, superando a barreira de R$ 5,73 e batendo no maior patamar desde dezembro de 2021. Fator Argentina Foto: Montagem Canal Rural A intenção de plantio de soja na Argentina na temporada 2024/25 está estimada em 18,2 milhões de hectares, segundo dados de Safras & Mercado, marcando um aumento de quase 1 milhão de hectares em relação à campanha anterior. A principal causa do aumento da área seria a menor disposição do produtor em plantar milho, em função da cigarrinha, voltando-se em maior medida para a soja e em menor para o sorgo e o girassol. A confirmar-se esta estimativa, seria a maior superfície desde a campanha 2015/16. Em relação aos rendimentos, os resultados alcançados na campanha anterior 2023/24 foram positivos. Com isso, a primeira projeção para 2024/25 coloca rendimentos apenas 3% superiores, passando de 2.961 kg/ha para 3.055 kg/ha. Expectativa de produção de soja A produção esperada de soja para a temporada 2024/25 no país vizinho é de 55,3 milhões de toneladas, um aumento de aproximadamente 11% em relação à campanha 2023/24. “É importante lembrar que o plantio de soja na Argentina começa no final de outubro e início de novembro e se estende até o final de janeiro. O número final de plantio estará ligado ao clima que incentivará ou não o plantio precoce do milho. Caso não ocorram as chuvas oportunas para a semeadura do milho precoce, que começa em setembro e se estende até o início de dezembro, é provável que o produtor, em vez de recorrer ao milho tardio, opte pela soja tardia”, explicou o analista Joaquín Azpiroz Arias. Passando ao clima, os modelos para a Argentina preveem um evento La Niña para a safra 2024/25, embora não se espere que tenha a mesma intensidade do que aconteceu na temporada 2022/23, quando o país passou por forte seca nas principais regiões produtoras, que quebrou a safra de soja. O post Queda de preços da soja em julho e aumento de produção argentina em 24/25 movimentam o mercado apareceu primeiro em Canal Rural.
Estudo avalia queijos azuis para evitar substâncias nocivas
Foto: Erasmo Pereira/Epamig Um projeto de pesquisa desenvolvido pelo Instituto de Laticínios Cândido Tostes da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig ILCT) tem avaliado as características e o processamento de queijos azuis. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: Siga o Canal Rural no WhatsApp! No Brasil, todos os queijos produzidos com o fungo comestível Penicillium roqueforti são denominados queijos azuis, como informa a pesquisadora Gisela de Magalhães Machado Moreira, coordenadora do trabalho. “Vários tipos de queijos estão dentro dessa categoria – gorgonzola, roquefort, stilton e danablu são os mais famosos. Gorgonzola é uma denominação de origem, válida para os queijos fabricados, especificamente, em regiões da Itália”, detalha a professora da Epamig ILCT. Objetivos da pesquisa A pesquisa tem como objetivo encontrar as melhores condições e processos capazes de inibir a formação de aminas biogênicas sem comprometer as características originais dos queijos azuis, como aroma, sabor e textura. Para isso, estão sendo analisados fatores como embalagens, quantidade de sal e temperatura de maturação. As aminas biogênicas são moléculas que, quando consumidas em excesso, podem causar problemas como hipertensão arterial e enxaquecas. Embora haja poucas informações sobre mercado, é perceptível que os queijos azuis têm conquistado cada vez mais espaço na gastronomia nacional. “Sabemos que a demanda por queijos finos é crescente no país. A produção de queijos azuis ocorre tradicionalmente em indústrias de pequeno e médio porte, mas também tem espaço entre grandes indústrias que diversificam o seu portfólio, e entre os queijos artesanais autorais”, afirma Gisela Machado. Processo de fabricação dos queijos Para a produção desses queijos há um processo meticuloso desde a seleção e coagulação do leite. “Durante a fabricação, estes queijos são furados para permitir a entrada de ar e o crescimento do fungo Penicillium roqueforti, que confere as características próprias dessa variedade ao longo da maturação”, destaca a pesquisadora. O projeto “Efeito do tipo de embalagem, teor de sal e temperatura de maturação na formação de aminas biogênicas, características físico-químicas e de textura de queijo gorgonzola”, é financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig) e será concluído no fim deste ano. O post Estudo avalia queijos azuis para evitar substâncias nocivas apareceu primeiro em Canal Rural.
Duas novas frentes frias provocarão temporais e baixas temperaturas; veja quando e onde
Foto: Inmet/reprodução Uma nova frente fria avançará pelo Sul do Brasil neste final de semana, trazendo mudanças significativas no tempo, especialmente no Rio Grande do Sul. O sistema ficará estacionado na Região, elevando os volumes de chuva e trazendo alertas para temporais, de acordo com a Climatempo. Primeira frente fria de agosto Foto: Climatempo A primeira frente fria de agosto chega ao Rio Grande do Sul neste final de semana, favorecendo a ocorrência de chuvas. No mapa acima, é possível notar que o destaque fica para a faixa centro-sul do estado. Assim, os acumulados de chuva entre este sábado e segunda-feira (5) são significativos, com áreas em vermelho e laranja, representando a região central e o Vale do Rio Grande do Sul, onde os acumulados poderão superar 100 mm ao longo do final de semana. Mais uma na próxima semana Além da frente fria que afetará o Rio Grande do Sul neste final de semana, os modelos meteorológicos indicam o avanço de um novo sistema já no decorrer dos próximos dias com força o suficiente para provocar mudanças no tempo em outros estados do centro-sul do Brasil no próximo final de semana. Este sistema trará chuva e será acompanhado por uma massa de ar polar que derrubará as temperaturas em amplas áreas entre os dias 9 e 12 de agosto. O post Duas novas frentes frias provocarão temporais e baixas temperaturas; veja quando e onde apareceu primeiro em Canal Rural.
Governo federal amplia número de adidos agrícolas no exterior
Foto: Pixabay O governo federal autorizou o aumento do número de adidos agrícolas brasileiros no exterior de 29 para 40. A ampliação consta em decreto assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em viagem, quarta-feira (31), a Várzea Grande (MT), e publicado na quinta-feira (1º) de agosto, no Diário Oficial da União (DOU). Os adidos agrícolas são os representantes diplomáticos do Brasil no exterior voltados à agenda de mercados agropecuários. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! O decreto 12.125/2024 autoriza a criação de 11 novos postos; desses, cinco serão direcionados para a Ásia, três para África, dois para a América do Sul e um para a Europa. Em nota, o Ministério da Agricultura informou que os locais dos novos adidos serão definidos posteriormente por meio portaria interministerial da Agricultura e do Ministério das Relações Exteriores (MRE). O decreto estabelece ainda que um ato conjunto do ministro da Agricultura e do ministro das Relações Exteriores irá definir quais os adidos agrícolas que exercerão suas funções junto a representações diplomáticas do Brasil perante governos estrangeiros ou organismos internacionais. Itamaraty e Agricultura devem definir, juntos, ainda quais as representações diplomáticas que poderão dispor de mais de um adido e qual o período mínimo a ser cumprido entre as missões permanentes de assessoramento em assuntos agrícolas pelo servidor ou pelo empregado público. Maior aumento no número de adidos agrícolas em uma única vez O Ministério da Agricultura afirmou, em nota, que esse será o maior aumento no número de adidos agrícolas em uma única vez desde que a função foi criada em 2008. “Agora vai ter adido do Ministério da Agricultura nas embaixadas brasileiras para ajudar a vender as coisas que produzem. Isso é coisa do Fávaro, que passa o dia inteiro pensando em abrir um novo mercado para vender os produtos de vocês”, disse Lula, na quinta-feira em Mato Grosso. Os adidos agrícolas assessoram as representações diplomáticas brasileiras no exterior, buscando oportunidades de comércio, investimento e cooperação para o agronegócio brasileiro. “Desde o início da gestão do presidente Lula, temos batido recordes de aberturas de mercado, alcançando 166 em 55 diferentes destinos. Isso tem sido possível, em grande parte, graças ao trabalho dos nossos adidos agrícolas, responsáveis por quase 70% dessas aberturas”, disse o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, na nota. O secretário de Comércio Exterior e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Roberto Perosa, afirmou que os adidos iniciarão suas missões nos próximos meses. “Com essa expansão, o Brasil terá representações agrícolas em mais países, ampliando sua presença junto a importantes parceiros econômicos e potencializando oportunidades, como a abertura de novos mercados”, disse Perosa, em rede social. De acordo com o Ministério, hoje o Brasil possui adidos agrícolas nos seguintes países: África do Sul, Alemanha, Angola, Arábia Saudita, Argentina, Austrália, Canadá, China (dois adidos), Colômbia, Coreia do Sul, Egito, Estados Unidos da América, França (Delegação do Brasil junto às Organizações Internacionais Econômicas Sediadas em Paris), Índia, Indonésia, Itália (Delegação Permanente do Brasil junto à Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura e aos Organismos Internacionais), Japão, Marrocos, México, Suíça (Delegação do Brasil junto à Organização Mundial do Comércio e outras organizações econômicas em Genebra), Peru, Reino Unido, Rússia, Cingapura, Tailândia, Bélgica (Missão do Brasil junto à União Europeia em Bruxelas, dois adidos) e Vietnã. O post Governo federal amplia número de adidos agrícolas no exterior apareceu primeiro em Canal Rural.
Nordeste tem segundo recorde consecutivo de geração de energia eólica
Foto: Pixabay A Região Nordeste registrou, na quinta-feira (1), o segundo recorde consecutivo do ano na geração de energia eólica, segundo o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). O registro, realizado às 5h48, foi da geração de 19.083 MW de potência, número que equivale a 180,4% de toda demanda da região naquele momento. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: Siga o Canal Rural no WhatsApp! O recorde anterior foi verificado no dia 27 de julho, quando o ONS registrou 19.028 MW gerados na fonte eólica na Região Nordeste brasileira. De acordo com a entidade, isso seria suficiente para, naquele momento, abastecer todo o Nordeste e ainda atender à demanda dos estados do Rio de Janeiro e Goiás. Ainda de acordo com a pasta, o período entre os meses de julho e setembro é conhecido como temporada dos ventos, o que aumenta a possibilidade de que novos registros inéditos de energia sejam verificados nas semanas seguintes. O post Nordeste tem segundo recorde consecutivo de geração de energia eólica apareceu primeiro em Canal Rural.
Três minerais devem impulsionar economias emergentes, diz OMC
Os países em desenvolvimento com recursos minerais fundamentais para a fabricação de baterias para os veículos elétricos podem se beneficiar do aumento da demanda dos materiais para a transição verde a nível mundial. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! Essa é a constatação de relatório da Organização Mundial do Comércio (OMC) divulgado na quinta-feira (1). Assim, nações que produzem grafite, cobalto e lítio tendem a se beneficiar economicamente nesta nova dinâmica de mercado. O Brasil é reconhecido pela produção dos três minérios, em especial o cobalto. O texto revela que, enquanto as economias desenvolvidas obtêm tarifas mais baixas ao longo da cadeia de valor dos veículos elétricos, as em desenvolvimento enfrentam tarifas mais altas, o que dificulta o crescimento na cadeia de valor. Para capitalizar sobre a crescente demanda por minerais críticos, o relatório sugere que as economias em desenvolvimento atraiam investimentos em refinamento e processamento, além de aumentar a transferência de tecnologia. De acordo com a OMC, isso não apenas apoiaria a transição global para energia limpa, mas também promoveria o desenvolvimento sustentável, garantindo uma distribuição justa dos benefícios econômicos, ao mesmo tempo em que se consideram as implicações ambientais e sociais. O post Três minerais devem impulsionar economias emergentes, diz OMC apareceu primeiro em Canal Rural.
Você viu? Senepol: novilhas conquistam 100% de aprovação no Protocolo 1953 na BA
Fotos: Divulgação Fazenda Rancho Alegre A excelência na produção de bovinos de corte da Fazenda Rancho Alegre, em Jequié, na Bahia, foi o destaque do programa Giro do Boi, exibido no dia 26 de julho. A propriedade apostou na criação de Senepol. Essa foi uma das reportagens mais lidas do Canal Rural durante a semana. Sob a gestão do pecuarista Rony Morais, a propriedade se tornou referência em qualidade e inovação no manejo do gado. Veja o vídeo: O local atingiu um feito notável: todas as novilhas da raça Senepol foram 100% aprovadas e bonificadas no Protocolo 1953. Este protocolo é reconhecido pela rigidez de seus critérios, que visam garantir a qualidade e a eficiência da carne bovina. As novilhas apresentaram um peso médio de 19,4 arrobas, resultado que reflete o cuidado no manejo e na alimentação dos animais. Resultados também para os machos Foto: Divulgação Fazenda Rancho Alegre Além das novilhas, a Fazenda Rancho Alegre apresentou resultados significativos com os machos castrados da raça Senepol. Os animais atingiram um peso médio de 21,7 arrobas, com um lote de 25 cabeças. O zootecnista Lucas Nascimento de Oliveira ressaltou a importância de protocolos rigorosos como o 1953 para garantir a qualidade da carne que chega ao consumidor final. Ele destacou que o sucesso da fazenda é um exemplo a ser seguido por outros pecuaristas da região e do país. A importância da genética e do manejo Foto: Divulgação Fazenda Rancho Alegre Rony Morais, titular da Fazenda Rancho Alegre, atribui o sucesso da produção à combinação de genética de qualidade e manejo eficiente. A escolha pela raça Senepol se mostrou acertada, pois esses animais são conhecidos por sua resistência e qualidade de carne. Além disso, a fazenda investe em práticas de manejo que garantem o bem-estar dos animais, contribuindo para um desenvolvimento saudável e produtivo. A Fazenda Rancho Alegre também se destaca pelo uso de tecnologias avançadas no monitoramento da saúde e do desempenho dos animais. Isso inclui a utilização de balanças eletrônicas e sistemas de controle de alimentação, que permitem ajustes precisos na dieta dos bovinos, garantindo que eles alcancem o peso ideal para o abate. Quer receber o que foi destaque no Giro do Boi direto no seu WhatsApp? Clique aqui e entre na comunidade News do Giro do Boi. O post Você viu? Senepol: novilhas conquistam 100% de aprovação no Protocolo 1953 na BA apareceu primeiro em Canal Rural.
Eldorado Brasil abre inscrições para recém-formados no setor florestal
Foto: Fábio Santos/Canal Rural A Eldorado Brasil Celulose anunciou a abertura das inscrições para a terceira edição do Programa Semear. Lançado em 2022, o programa tem o objetivo de transformar recém-formados dos cursos de Engenharia Florestal e Agronômica em supervisores ou supervisoras em um período de seis meses. As inscrições podem ser feitas até o dia 9 de agosto de 2024. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! Os selecionados ingressarão como analistas florestais e, durante o programa, participarão de um desenvolvimento teórico e prático, atuando em áreas estratégicas da operação. Após o período de treinamento, apresentarão um projeto com sugestões para os setores envolvidos, com a possibilidade de se tornarem supervisores de operações florestais nas regiões onde a Eldorado Brasil atua. “São mais de duas mil horas de treinamento, onde esses recém-formados vão aprender na teoria e conciliar na prática todos os processos da nossa operação florestal”, afirma Maria Cecília Felipe, business partner de Recursos Humanos da Eldorado Brasil. Critérios de inscrição Para participar do Programa Semear, os candidatos devem ser recém-formados em Engenharia Florestal ou Agronômica. A empresa considera desejável que os candidatos tenham experiência em silvicultura, inglês intermediário, conhecimento do pacote Office e carteira de habilitação (CNH) categoria B. Os participantes precisam ter disponibilidade para carga horária integral e mudança para as cidades onde a Eldorado Brasil opera, incluindo Água Clara, Selvíria, Bataguassu ou Inocência, todas em Mato Grosso do Sul. Os interessados podem se inscrever neste link até 9 de agosto de 2024. O post Eldorado Brasil abre inscrições para recém-formados no setor florestal apareceu primeiro em Canal Rural.
Laboratório auxilia produtores a exportar limão tahiti para a União Europeia
Foto: Léa Cunha/Embrapa Unidade O Departamento de Sanidade Vegetal do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) reconheceu recentemente o Laboratório de Fitopatologia da Embrapa Mandioca e Fruticultura (BA) como apto para emitir laudo para verrugose dos citros. Essa doença fúngica limita o envio de frutos do limão tahiti, ou lima ácida, para a União Europeia (UE) devido à restrição fitossanitária para Elsinoë spp., praga considerada quarentenária, ou seja, inexistente, naquele continente. Apesar de a Bahia não registrar a ocorrência da doença, assim como algumas outras regiões brasileiras, a ausência de um laudo atestando a sanidade dos lotes dificulta a exportação para a UE. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: Siga o Canal Rural no WhatsApp! Cerca de 200 amostras de produtores dos estados da Bahia (em especial da região de Cruz das Almas), Sergipe e Minas Gerais já foram beneficiados, desde o início de abril, pela proximidade do laboratório, que emite os laudos no período de um a dez dias, a depender da demanda e da presença ou não dos sintomas nos frutos. A Bahia é o quarto maior estado produtor brasileiro de limão, ficando atrás apenas de São Paulo, Minas Gerais e Pará, e é responsável por exportar frutos que totalizaram US$ 34 milhões em 2023. Causada pelo fungo Elsinoë, a verrugose afeta folhas, frutos e brotações em áreas produtoras de citros em todo o mundo. Tem grande importância econômica porque o aspecto da casca, com lesões salientes e crostas grossas, reduz drasticamente a comercialização dos frutos, em especial os destinados à exportação. Alguns sintomas da verrugose são parecidos com os do cancro cítrico, doença bacteriana causada por Xanthomonas citri subsp. citri, também não existente na União Europeia, mas presente em alguns estados brasileiros. A Bahia é área livre do cancro cítrico desde 2017. De acordo com o pesquisador e fitopatologista Francisco Laranjeira, chefe-geral da Embrapa Mandioca e Fruticultura (BA), do ponto de vista da biologia, as semelhanças com o cancro cítrico acontecem apenas na aparência dos frutos, o que pode causar confusão para leigos. “Verrugose é um fungo; já o cancro é causado por bactéria. O cancro ‘passa’ de um fruto para outro, pois a bactéria pode ficar na caixa e até mesmo na mão de quem pega o fruto. Já um fruto infectado com a verrugose não infecta o sadio, ainda que estejam na mesma caixa. Ele pode até passar esporos, mas não vai ter infecção porque a verrugose só infecta tecidos imaturos”, informa. Monitoramento Segundo informações do Observatório da Agricultura Brasileira, o Brasil recebeu, em 2023, US$ 139,3 milhões com a venda de frutos de lima ácida, de acordo com dados provenientes dos bancos do Sistema de Estatísticas de Comércio Exterior do Agronegócio (AgroStat) e do Sistema Integrado de Comércio Exterior (Siscomex). De acordo com a Associação Brasileira dos Produtores Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas), juntos, limões e limas, são a quarta fruta exportada pelo País, atrás de mangas, melões e uvas. O auditor fiscal agropecuário Caio César Simão, chefe da Divisão de Programas Especiais de Exportação do Mapa, confirma que, em relação às exportações de lima para a União Europeia, a grande preocupação do órgão sempre foi o cancro cítrico. “Mas, de 2021 para cá, eles começaram a interceptar muitos envios brasileiros com verrugose, que é uma praga quarentenária, ou seja, ausente lá. Nós, pesquisadores, fiscais e produtores brasileiros, sempre tivemos muita dificuldade em encontrar esses sintomas de verrugose porque não é um problema na lima ácida. Então, começamos a realizar um monitoramento dos campos com o objetivo de facilitar e manter a exportação”, explica Simão. De janeiro a maio passado, 60 contêineres de lima ácida provenientes do Brasil foram devolvidos pelas alfândegas da União Europeia. “Isso pode não ser tão prejudicial para o produtor individualmente, mas é muito ruim para o Brasil. Em outras oportunidades, os mercados de cítricos da Argentina e da África do Sul já foram fechados. Por um problema parecido, a pinta preta, a nossa exportação de frutos de laranja para a Europa também acabou. Hoje só exportamos suco”, recorda Simão. No caso específico da Bahia, de acordo com dados do Mapa, os rechaços de cargas oriundas do estado pela presença de Elsinoë spp. têm aumentado nos últimos anos, de três em 2022, para sete em 2023 e dez até junho de 2024. “O aumento de interceptações não significa um aumento do problema na Bahia, mas um maior rigor da Europa em relação à detecção da praga”, observa o pesquisador. O laudo para verrugose passou, então, a ser obrigatório. “É uma medida que o Mapa adotou para garantir a conformidade dos envios e não foi uma exigência da União Europeia. A Europa não tem verrugose e não quer ter. Então, precisamos realizar um monitoramento para que o produtor possa aprimorar as práticas, a seleção e a amostragem”, esclarece o representante do ministério. Como acontece a análise O laudo laboratorial emitido em nome da unidade de produção (UP), indicando a presença ou ausência da praga, é válido por 30 dias e deve ser apresentado pelo produtor à Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro) do Mapa, no porto marítimo, para fins de certificação de exportação. De acordo com o ofício do Mapa, cada amostra deve conter, no mínimo, 20 frutos. Devem ser amostradas 2% das árvores de cada UP, coletando-se, no mínimo, um fruto apresentando lesões de casca por árvore amostrada. O laudo laboratorial emitido deve declarar explicitamente o número da UP da qual a amostra foi retirada. A responsabilidade pela coleta e pelo transporte das amostras ao laboratório é do produtor. “Após receber a amostra, fazemos o cadastro e iniciamos a avaliação. Todos os frutos são avaliados em lupa para verificar a presença de sintomas da verrugose. Se forem identificados os sintomas típicos, fazemos lâminas dessa parte afetada no fruto e analisamos em microscópio ótico para verificar se encontramos os sinais do fungo, que são os esporos [conídios] hialinos e de formato alongado. Se identificadas as estruturas do fungo e validadas com base nas