Agroleite busca soluções inovadoras para o setor
Em busca de soluções inovadoras para o setor, a Agroleite 2024 mergulha no mudo das start-ups. Com o objetivo de conectar a cadeia produtiva do agronegócio leiteiro, a feira realiza uma série de apresentações no formato pitch com temas desafiadores na produção de leite. A feira abre oficialmente nesta terça-feira (06) e a maratona de inovação será na quinta-feira (08). As startups selecionadas para o dia de pitch terão 10 minutos para suas apresentações e 10 minutos para responder as questões da comissão julgadora. Os temas/soluções serão nas áreas de nutrição, bem-estar e saúde animal, genética, robotização, inteligência artificial aplicada e cadeia de suprimentos. Palestras Pela primeira vez o evento contará com três plenárias para a realização de fóruns, palestras e eventos técnicos. No Pavilhão Tech foram montados dois espaços/plenárias para agendas simultâneas. O Pavilhão One foi reservado para eventos maiores, nacionais e internacionais, com destaque para o Seminário Internacional do Leite – Do Brasil para o Mundo, que acontecerá na quarta-feira, das 9h às 12h, e contará com palestras de três profissionais que atuam nos Estados Unidos. Na quinta-feira (08), o espaço recebe o Painel Agro 2024, uma organização do Canal Rural com os parceiros Castrolanda, Grupo Calpar e Sistema Ocepar. Serão três painéis com transmissão ao VIVO pelo Canal Rural: Geopolítica e Sustentabilidade; Infraestrutura: Condição ao agro eficiente e competitivo; e Clima, mercado e estatísticas desafiam a produção, consumo e exportação. Castrolanda Expo Center e Parque Dario Macedo, em Castro, Paraná | Foto: divulgação. Para quem quiser saber tudo sobre a produção leiteira, tecnologia de última geração ou conhecer um pouco mais o lugar é Castro, no Paraná, a capital nacional do leite. A Castrolanda, cooperativa que promove o evento, espera um público de 120 mil pessoas. Em 2023 a feira movimentou R$ 178 milhões em negócios. Dentre as atividades, o evento também conta com exposição de animais das Raças Holandesa -nas variedades preto e branco e vermelho e branco – e Jersey, Torneio Leiteiro, Parque de Forragens, Trilha do Leite e, ainda, a Rota do Leite – que oportuniza visitas a propriedades da região. Você encontra todas as informações da programação no site www.agroleitecastrolanda.com.br. O evento é aberto ao público e gratuito. O post Agroleite busca soluções inovadoras para o setor apareceu primeiro em Canal Rural.
Previsão do tempo indica temporais hoje; saiba onde
Foto: Unsplash Acompanhe a previsão do tempo para todas as regiões do Brasil nesta segunda-feira (5) na análise da Climatempo. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! Sul O tempo firme predomina em grande parte de Santa Catarina e no Paraná. No norte paranaense, a baixa nebulosidade favorece a queda na umidade relativa do ar, com índices inferiores a 20% em algumas áreas. No oeste catarinense e no Rio Grande do Sul, a chuva pode ocorrer a qualquer momento, com chance de temporais localizados, especialmente nas Missões, na região central e na região metropolitana. Sudeste O tempo será de sol e se manterá firme em São Paulo, no Rio de Janeiro e em praticamente todo o território de Minas Gerais. Nas capitais paulista e fluminense, o ar seco pode resultar em umidade relativa do ar inferior a 20%, e as temperaturas estarão em elevação. No litoral do Espírito Santo, a chuva será passageira, com maior frequência no nordeste capixaba. Centro-Oeste O sol predomina entre poucas nuvens em toda a região. As temperaturas estarão em elevação, principalmente durante a tarde, e a umidade relativa do ar pode ficar abaixo de 30%. Não há previsão de chuva para nenhum estado, incluindo as capitais. Nordeste Pancadas de chuva isoladas são esperadas na costa leste da região, devido à infiltração marítima, e no norte do Maranhão. O litoral da Paraíba e de Pernambuco, assim como o extremo sul da Bahia, incluindo Ilhéus, terão chuva com maior frequência a qualquer hora do dia. Nas demais áreas, o tempo firme predomina, com sol entre poucas nuvens e sem previsão de chuva. Norte Pancadas de chuva com trovoadas, intercaladas com períodos de sol, ocorrerão no centro-oeste, norte e sudoeste do Amazonas, oeste de Rondônia, assim como no noroeste e litoral do Pará, em Roraima e no Amapá. Nas demais áreas da região, o dia será de sol e poucas nuvens, sem previsão de chuva. O post Previsão do tempo indica temporais hoje; saiba onde apareceu primeiro em Canal Rural.
Arroba de boi gordo: preço sobe em diversas regiões do Brasil
Foto: Christiano Antonucci/Secom-MT O mercado de boi gordo registrou elevação dos preços da arroba em diversas regiões do país em julho. Segundo o analista de Safras & Mercado Fernando Iglesias, o avanço nas escalas de abate pelos frigoríficos contribuiu para limitar o movimento de alta em algumas regiões. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! Os preços da arroba do boi gordo na modalidade a prazo nas principais praças de comercialização do país em 31 de julho foram: São Paulo – R$ 232 a arroba, alta de 1,75% frente aos R$ 228 de junho. Goiânia (GO) – R$ 225 a arroba, aumento de 4,65% frente aos R$ 215 de junho. Uberaba (MG) – R$ 223 a arroba, avanço de 6,19% frente aos R$ 210 de junho. Dourados (MS) – R$ 230 a arroba, valorização de 6,98% frente aos R$ 215 de junho. Cuiabá (MT) – R$ 210 a arroba, valor inalterado em relação a junho. Vilhena (RO) – R$ 188 a arroba, avanço de 2,73% frente aos R$ 183 de junho. Mercado atacadista No mercado atacadista, Iglesias destacou que julho teve uma demanda mais aquecida na primeira quinzena, elevando os preços da carne bovina. Na segunda metade do mês, as vendas perderam força, resultando em declínio das cotações. Os cortes do dianteiro do boi fecharam o mês cotados a R$ 13 o quilo, avanço de 4% frente aos R$ 12,50 de junho. Já o quarto traseiro do boi manteve-se em R$ 17 por quilo. Exportações As exportações de carne bovina fresca, congelada ou refrigerada do Brasil renderam US$ 952,316 milhões em julho, com média diária de US$ 47,615 milhões. A quantidade total exportada chegou a 215,619 mil toneladas, com média diária de 10,781 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 4.416,70. Em relação a julho de 2023, houve alta de 31,2% no valor médio diário da exportação, ganho de 40,8% na quantidade média diária exportada e desvalorização de 6,8% no preço médio. Os dados foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior. O post Arroba de boi gordo: preço sobe em diversas regiões do Brasil apareceu primeiro em Canal Rural.
Destaque no DF, produtora de frutas supera preconceitos e problemas de saúde na família
Plantação de laranjas em Nova América da Colina/ Foto: Jaelson Lucas / AEN A série especial “Agricultores do Brasil” chega à região administrativa de Brazlândia, no Distrito Federal, para contar a inspiradora história de Sandra Vitoriano. Na Chácara Flor do Campo, ela encontrou na terra uma nova motivação para a vida ao deixar a cidade grande para trás. Vitoriano se mudou de Goiás para o Distrito Federal ainda jovem e, após se casar, decidiu mudar-se para a área rural de Brazlândia por questões de saúde de seu marido. “Cheguei na propriedade ainda muito jovem, não entendendo muito de agricultura. Vim para poder produzir e tratar da saúde do meu marido, e me apaixonei pela agricultura”, relembra. Com quase 30 anos dedicados à fruticultura, Vitoriano enfrentou muitas dificuldades, incluindo o preconceito por ser mulher em um setor dominado por homens. “No início, tive muito preconceito por ser mulher e tomar a frente da propriedade. Para mim, não foi obstáculo. Vi como um foco que eu tinha que lutar, não só por produzir, mas por tentar trazer a cura do meu marido”, conta. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! Hoje, Sandra Vitoriano e seu marido administram a Chácara Flor do Campo, onde cultivam limão, hibisco, pitaia e morango. Ela adotou técnicas inovadoras, como a irrigação por gotejamento, para otimizar os recursos e diminuir custos. “Uma coisa que me ajudou muito a ir para frente foi ter colocado a energia solar, onde caiu muito o custo”, destaca. A produtora se orgulha de sua trajetória e da qualidade de vida que encontrou no campo. “Hoje, minha qualidade de vida é o campo mesmo. Não quero mais saber da cidade grande. Sou uma vencedora. Venci todo esse preconceito. Hoje, tenho credibilidade entre os companheiros, porque somos um time, e sou respeitada”, afirma. Para conhecer mais sobre a história de Sandra Vitoriano e sua dedicação à fruticultura, assista ao episódio completo no YouTube: Agricultores do Brasil destaca produtora que deixou a cidade grande pela fruticultura no DF. O post Destaque no DF, produtora de frutas supera preconceitos e problemas de saúde na família apareceu primeiro em Canal Rural.
Viu esta? Embrapa finaliza maior pesquisa do mundo com integração lavoura-pecuária-floresta
Foto: Gabriel Faria/Embrapa A Embrapa Agrossilvipastoril concluiu o primeiro ciclo de 12 anos do maior experimento global com sistemas de integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF), realizado em Sinop (MT). Esta foi uma das reportagens mais lidas do Canal Rural na última semana. O estudo trouxe insights valiosos para o uso das árvores nesses sistemas produtivos, oferecendo bases técnicas para decisões fundamentadas. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! O experimento utilizou eucalipto (clone H13) devido ao seu rápido crescimento e versatilidade. As árvores foram testadas em integração lavoura-floresta (ILF), pecuária-floresta (IPF) e ILPF, além de monocultura como controle. As árvores foram inicialmente plantadas em renques (fileiras) de três linhas, com espaçamento de 30 metros; posteriormente, algumas intervenções reduziram esse espaçamento para 37 metros em linhas simples. Durante os 12 anos, o estudo monitorou o crescimento das árvores, operações de manejo, como poda e desbastes, acúmulo de biomassa e carbono, e a produção de madeira, que variou entre 87 m³ e 114 m³ por hectare (ha). O pesquisador Maurel Behling destacou a importância de considerar a produtividade total do sistema ao aumentar o número de árvores, pois isso pode reduzir a produção de grãos e forragem. “Quando falamos em sistemas de integração, temos que pensar na produtividade de todo o sistema. Se eu aumento o número de árvores, terei redução na produção da lavoura e da pecuária. Sendo assim, o maior número de árvores tem que fazer sentido na avaliação global”, disse. Comportamento de crescimento e carbono Foto: Fabiano Marques Dourado Bastos/Embrapa O experimento mostrou que sistemas integrados apresentam o efeito bordadura, onde as árvores externas recebem mais luz, água e nutrientes, resultando em maior diâmetro e acúmulo de biomassa. No sistema ILPF, o acúmulo de carbono por árvore superou 30 kg/ano, significativamente maior que os cerca de 20 kg/ano observados na monocultura. Além do carbono armazenado na madeira, as árvores também contribuem para a matéria orgânica no solo, com cerca de 10 toneladas de resíduos por hectare, sem contar tocos e raízes que representam 20% da biomassa total. Recomendações Behling enfatiza que os resultados obtidos oferecem subsídios importantes para o planejamento de sistemas ILPF. Sistemas com linha simples são indicados para quem deseja adicionar renda ou melhorar o conforto térmico para o gado. Já para aqueles que buscam compensar a produção de lavoura e pecuária com a venda de madeira, renques de múltiplas linhas são mais adequados. O mercado consumidor da madeira deve ser considerado no planejamento. Na região médio-norte de Mato Grosso, a demanda por biomassa aumentou com a instalação de usinas de etanol de milho, enquanto a madeira serrada ainda não é amplamente utilizada, mas há demanda para madeira tratada em cercas, postes e construção civil. Fim do ciclo e perspectivas para integração O experimento de ILPF com foco na pecuária de corte e produção de grãos está sendo finalizado com o corte raso dos eucaliptos. A área do estudo ainda possui 3.666 árvores em 43 hectares, com um volume estimado de 3.568,33 m³ de madeira, representando um valor de cerca de R$ 514 mil. Com o fim deste ciclo, um novo trabalho iniciará no próximo período chuvoso, incluindo o uso de teca como componente arbóreo, além do eucalipto. A teca perde suas folhas no período seco, reduzindo a sombra para os animais, enquanto o eucalipto contribuirá para o conforto térmico e o escalonamento de receitas. Maior experimento do mundo em ILPF O experimento da Embrapa é um dos maiores, se não o maior do mundo com esse sistema, abrangendo 72 hectares com dez tratamentos distintos. Desde a instalação, em 2011/2012, pesquisadores de diversas especialidades têm analisado aspectos de solo, dinâmica de água, microclima, forragicultura, sanidade animal e vegetal, microbiologia e emissão de gases de efeito estufa. Entre os resultados, destaca-se o Sistema PPS (Precocidade, Produtividade e Sustentabilidade), uma estratégia de manejo da pecuária de cria utilizando ILP e IPF. O post Viu esta? Embrapa finaliza maior pesquisa do mundo com integração lavoura-pecuária-floresta apareceu primeiro em Canal Rural.
Inovação na Amazônia: projeto de mapeamento de biodiversidade premia com US$ 5 mi
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil Uma competição para desenvolver a melhor inovação de mapeamento de biodiversidade das florestas tropicais, com um prêmio de US$ 5 milhões (mais de R$ 25 milhões), tem reunido tecnologia de ponta e pessoas de diferentes partes do mundo e áreas do conhecimentos há quase cinco anos. Entre os pesquisadores e cientistas estão integrantes de comunidades tradicionais que conhecem profundamente esses ecossistemas. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! A desenvolvedora de jogos e liderança Inhaã-bé Marina Mura e o biólogo Gabriel Nunes são dois exemplos de cientistas que vivem próximos e conhecem profundamente a Floresta Amazônica, onde fica a Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Rio Negro, no Amazonas. Foi nesta reserva que ocorreram as avaliações finais da competição global XPrize Florestas Tropicais, no mês de julho. Como representantes regionais da equipe suíça ETH Biodivix, eles participaram ativamente do aperfeiçoamento das soluções tecnológicas usadas pelo grupo durante a prova. “Quando soubemos que a final aconteceria no Brasil, sabíamos que tínhamos que ir até as comunidades o mais cedo possível, conhecer as comunidades o mais cedo possível”, relembra David Dao coordenador das áreas de inteligência artificial e conhecimentos tradicionais da equipe ETH Biodivix. Assim como as outras equipes, o grupo desenvolveu soluções tecnológicas para coletar amostras digitais e físicas de imagem, som e DNA ambiental. Foram usados drones e veículos robóticos para conduzir os equipamentos por terrenos desafiadores de 100 hectares da Floresta Amazônica. O principal diferencial do equipamento utilizado pelo grupo foi uma inteligência artificial que tem em sua base de dados a contribuição da ciência-cidadã e utiliza um algoritmo desenvolvido por meio da união de expertises científica, tecnológica e do conhecimento tradicional. Inteligências artificiais amazônicas Tainá e a Poli são inteligências artificiais (IAs) que conversam em língua portuguesa e reúnem conhecimentos culturais, regionais e científicos da Amazônia. As ferramentas são resultados alcançados pela equipe, após oito workshops realizados na região, que viabilizaram a aproximação e a conquista da confiança da comunidade. “Porque uma das coisas que a gente aprendeu nos nossos workshops com as comunidades foi que a maior parte dos relacionamentos [das comunidades com pesquisadores], as relações são traídas. As pessoas vão lá, usam o que aprendem, vão embora e não voltam”, conta Kamila Camilo, ativista ambiental e também integrante brasileira na equipe. Kamila conheceu a competição e a iniciativa por meio de um site cidadão criado pelos integrantes da ETH Biodivix para debater as soluções e frentes tecnológicas que poderiam ser implementadas pelo grupo durante a competição. Logo ela foi integrada na equipe com o objetivo de facilitar a interlocução com as comunidades locais. O grupo crescia a cada momento em que uma nova expertise alinhada aos objetivos da equipe era identificada. “Quando a gente viu que a Marina tinha essa inteligência lógica e que ela se interessava por tecnologia, pareceu óbvio pra gente que ela era mais do que uma pessoa participando do workshop, mas que ela podia ser parte do time”, relembra Kamila. Logo que foi apresentada ao protótipo do que seria a inteligência artificial guardiã dos conhecimentos tradicionais, Marina passou a contribuir com o desenvolvimento da Tainá e logo virou curadora do conteúdo da tecnologia. Ao mesmo tempo foi aprendendo como a ferramenta poderia contribuir com as pessoas e o lugar onde vive “A minha aldeia é multiétnica, então a gente tem vários aspectos culturais ali dentro e nem todas as aldeias têm os mesmos rituais, utilizam as mesmas coisas. Se a gente puder colocar esses dados e compartilhar com as outras comunidades e ter acesso aos dados de outras comunidades, a gente vai começar a fazer com que essas diversidades culturais caminhem juntas e sejam preservadas”, diz Marina. Ciência em português O manauara Gabriel também chegou ao grupo pelos workshops e logo foi integrado à equipe que desenvolve a Poli, a versão científica da Tainá. Entre as atividades que passou a desempenhar está a adaptação de todos os experimentos científicos desenvolvidos pela equipe à realidade amazônica, inclusive das descrições científicas à Língua Portuguesa. “Se eu vou tratar cientificamente com um aplicativo, eu preciso que ele reconheça as realidades do universo. Então essa literatura tem que ser em português, porque a Amazônia é escrita em português”, diz. Coleta de dados Na fase de treinamento das inteligências artificiais, tanto Marina, quanto Gabriel mostraram os caminhos na floresta para a instalação dos sensores de captura de sons e imagens e também participaram das incursões com drones que complementam as informações das imagens de satélite. “A gente faz um plano, uma rota, para eles fazerem o mapeamento e a gente usa isso lá na comunidade, para saber se a floresta está saudável ou não, ou se está tendo desmatamento dentro da nossa área protegida. Então, a gente faz esse mapa e o drone sozinho vai tirando várias fotos de cima das copas das árvores e depois a gente faz uma montagem no aplicativo, nos dados e aí a gente tem um grande mapa preciso”, explica Marina. De acordo com David Dao, a ideia é exatamente essa: que as comunidades possam se beneficiar da tecnologia desenvolvida e que haja um compartilhamento dos benefícios. “Nós nos comprometemos com as comunidades a continuar essa parceria. Isso é parte de algo maior capaz de empoderá-las não apenas a levantar essas informações, mas de construir essa capacidade de também gerar renda com isso.” Os integrantes da equipe contam que ficaram surpresos com a baixa valorização dos conhecimentos tradicionais da Amazônia. “Um mateiro que entra na floresta com um pesquisador ganha R$ 150 por dia para ficar 12 horas em uma trilha guiando um pesquisador no meio da mata. Se esse mesmo cara for com o celular dele, gravar o canto do pássaro, for com a mochila do sequenciamento de DNA, fizer a coleta da amostra, tudo vai ficar registrado no ID dele, que está no blockchain [banco de dados transparente], que não pode ser mudado, ele vai receber a partilha de benefícios e vai
Ciclone extratropical derruba temperaturas e traz risco de geada; veja a previsão da semana
Foto: Ilustração/NASA Saiba como o clima vai se comportar de 5 a 9 de agosto em todas as regiões do Brasil: Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! Sul A semana começa com predomínio de sol nos estados do Paraná e de Santa Catarina, sem grandes mudanças no tempo. No Rio Grande do Sul, a chuva segue caindo a qualquer hora sobre todas as regiões do estado, com os maiores acumulados previstos para a região de Santa Maria. Um ciclone extratropical deve se formar próximo ao Uruguai a partir de quarta-feira, trazendo mais instabilidade para a região sul. Após a passagem do sistema, o ar polar irá se manter na região entre sexta e terça-feira, deixando a temperatura mínima abaixo de 10 ºC em todos os estados, inclusive em áreas de baixada, com risco de geada em todas as áreas no final de semana. Atenção para o acumulado de chuva no Rio Grande do Sul, que pode chegar a 150 mm no centro-sul do estado, podendo provocar alagamentos e deslizamentos. Na porção norte do estado, Santa Catarina e Paraná, o acumulado da semana fica na casa de 30 mm, o que não deve prejudicar os trabalhos em campo. Sudeste A semana inicia-se com tempo firme e predomínio de sol em São Paulo, no Rio de Janeiro e em praticamente todo o estado de Minas Gerais. Nas capitais paulista e fluminense, o ar seco favorece a baixa umidade relativa do ar, com índices podendo atingir valores inferiores a 20% em algumas áreas. As temperaturas também entram em elevação. A chuva acontece somente no litoral do Espírito Santo e no extremo nordeste de Minas Gerais, mas de forma mais passageira. A semana deve ser quente e seca em todos os estados, com a temperatura máxima na faixa leste de São Paulo podendo chegar a 30 ºC. A partir de sexta-feira, a chuva retorna para o estado paulista, sul de Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo devido ao avanço de uma frente fria, que deve trazer acumulados na casa de 20/40 mm para essas regiões, derrubando a temperatura no final de semana e fazendo com que a temperatura mínima também nessas áreas fique abaixo de 10 ºC, mas sem risco de geada. O predomínio de tempo firme favorece a moagem da cana-de-açúcar e a colheita do café, mas prejudica lavouras de milho segunda safra em fase de enchimento de grãos. Há risco de focos de incêndio, principalmente em Minas Gerais e no interior de São Paulo, portanto o produtor deve ficar atento ao manejo com fogo. Centro-Oeste A semana começa com predomínio de sol entre poucas nuvens na região. As temperaturas entram em elevação, principalmente durante a tarde. A umidade relativa do ar também pode ficar abaixo dos 20%. Não há previsão de chuva para nenhum estado, inclusive as capitais. A chuva deve retornar para o centro-sul do Mato Grosso do Sul a partir de quinta-feira, devido ao avanço de uma frente fria com acumulados na casa de 40 mm, o que ajuda a recuperar as pastagens e diminuir o risco de focos de incêndio. A partir de sexta-feira, a temperatura despenca no centro-sul do Mato Grosso do Sul, com a temperatura mínima ficando abaixo de 10 ºC, com baixo risco de geada, mas que pode provocar estresse térmico no gado em confinamento. Esta condição deve se manter até segunda-feira. Lavouras e pastagens seguem prejudicadas em Goiás e Mato Grosso pela falta de umidade, e o risco de focos de incêndio continua em todas as áreas. Como a umidade relativa do ar deve ficar abaixo dos 30%, não se recomenda o tratamento fitossanitário esta semana. Caso alguma lavoura esteja sob pressão de pragas, o produtor deve recorrer a outros métodos, como uso de armadilhas e controle biológico. Nordeste Semana de tempo firme e seco no interior nordestino, com pancadas de chuva isolada na costa leste devido à infiltração marítima, assim como no litoral do Maranhão. O destaque fica para o litoral da Paraíba e de Pernambuco e também para o extremo sul da Bahia, incluindo Ilhéus. Nessas áreas, a chuva acontece com maior frequência, a qualquer hora do dia. Nas demais áreas da região, o tempo firme predomina com sol entre poucas nuvens e sem previsão de chuva. Em cinco dias, o acumulado de chuva fica na casa de 10 mm no litoral do Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas e Sergipe. Na faixa leste da Bahia, o volume varia entre 10/30 mm, o que ainda ajuda a manter a boa umidade do solo. O tempo quente e seco favorece as operações em campo com a colheita do algodão, beneficiando a qualidade da pluma. Nas áreas de interior, segue a restrição hídrica e o risco potencial para focos de incêndio. Como a umidade relativa do ar deve ficar abaixo dos 30%, não se recomenda o tratamento fitossanitário esta semana. Caso alguma lavoura esteja sob pressão de pragas, o produtor deve recorrer a outros métodos, como uso de armadilhas e controle biológico. Norte A semana começa com pancadas de chuva com trovoadas, alternadas com períodos de aberturas de sol, que se espalham pelo centro-oeste, norte e sudoeste do Amazonas, oeste de Rondônia, assim como no noroeste e litoral do Pará, em Roraima e no Amapá. Nas demais áreas da região, o dia será de sol e poucas nuvens, sem previsão de chuva. Nos próximos cinco dias, a chuva se concentra no extremo norte do Pará, Amapá, Roraima, faixa oeste do Amazonas e Acre, com volumes entre 50 mm, mantendo a boa umidade do solo nessas áreas. Em Cacoal, Rondônia, as máximas esta semana ultrapassam os 38 ºC, causando estresse térmico nas lavouras e no gado em confinamento. Ainda não há previsão do retorno da chuva em Rondônia, Tocantins e centro-sul do Pará. Como a umidade relativa do ar deve ficar abaixo dos 30% no centro-norte da região, não se recomenda o tratamento fitossanitário esta semana. Caso
Projeto pretende ampliar hortas comunitárias em Xerém, no Rio
Foto: Raul Pereira/MDA As hortas comunitárias em Xerém, no distrito de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, serão ampliadas por meio de parceria entre o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), o Instituto Zeca Pagodinho (IZP) e a Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ). O objetivo é capacitar a comunidade em agricultura urbana e periurbana, beneficiando diretamente cerca de 100 famílias. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! A localidade sedia o projeto “Formação e Implantação de Unidades Pedagógicas e Solidárias em Agricultura Urbana e Periurbana” realizado pela UFRRJ por meio de parceria com o IZP, a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e a Organização Cidades Sem Fome. O objetivo do termo de intenções assinado na última semana é formalizar a cooperação das instituições com o projeto da UFRRJ. O ministro Paulo Teixeira reforçou, na ocasião, a importância das parcerias contra a fome no Brasil. “O Zeca Pagodinho empresta o seu prestígio para que todo o país possa replicar experiências como essa e, em breve período, nós consigamos tirar o povo brasileiro do mapa da fome, ter a comida farta na mesa do povo, comida de qualidade, recuperando a cultura alimentar do povo brasileiro”. A professora do Departamento de Ciências Econômicas do Instituto Multidisciplinar da UFRRJ e coordenadora-geral do projeto, Betty Rocha, disse que a ideia é expandir a área de atuação para outros municípios da Baixada Fluminense, tornando-se, a longo prazo, um modelo nacional. “A intenção é trabalhar em parceria com a Embrapa no intuito de fortalecer a produção agroecológica e, cada vez mais, reforçar a importância da alimentação saudável, da produção de alimentos nos quintais, das hortas comunitárias, do trabalho e das práticas da economia solidária para promover a segurança alimentar”. O reitor da UFRRJ, Roberto Rodrigues, salientou que esse é um projeto de grande impacto social e o primeiro passo que está sendo dado aqui no IZP. “Para a universidade é mais um projeto que a gente trabalha envolvendo alunos e alunas que vão desenvolver na prática aquilo que aprendem em sala de aula; é um projeto forte de extensão mas que também envolve a pesquisa e o ensino”, comentou Rodrigues. Projeto Dados da Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar (Penssan) mostram que quase 3 milhões de pessoas estão em situação de insegurança alimentar no Rio de Janeiro. O projeto da UFRRJ tem foco na população em situação de vulnerabilidade social em Xerém, maior distrito do município de Duque de Caxias, e que já tem potencialidades para a agricultura urbana e periurbana. Um grupo de 40 famílias vinculadas ao IZP já tinham algum tipo de cultivo em seus quintais desde o período da pandemia, visando não apenas suprir carência alimentar, mas como terapia ocupacional e pelo uso de plantas medicinais. Pela parceria, parte dos recursos do MDA foi descentralizada para que a UFRRJ executasse ações voltadas para o desenvolvimento da agricultura urbana e periurbana na região, por meio de um termo de execução descentralizada. A primeira meta do projeto é elaborar um diagnóstico das experiências locais de agricultura urbana, por meio de oficinas com a comunidade e pesquisas de campo. Após esse diagnóstico, serão oferecidos cursos de formação e capacitação para as famílias que participam do projeto, seguida da implementação de Unidades Pedagógicas e Solidárias de Agricultura Urbana e Periurbana. IZP O Instituto Zeca Pagodinho (IZP) é uma organização não governamental (ONG) fundada em 1999 pelo cantor e compositor Zeca Pagodinho. A instituição promove cursos e atividades com cunho cultural e social voltado para a comunidade de Xerém e, recentemente, passou a trabalhar em ações socioambientais, tendo em vista as características rurais da região de Xerém e o desafio de como fazer o melhor proveito dos recursos presentes ali. O presidente do instituto, Louiz da Silva, disse que para que essas ações ambientais sejam expandidas e desenvolvidas, é necessário ter o apoio de instituições como a UFRRJ. “Para o Instituto, esse projeto é de suma importância porque a gente vai tratar da insegurança alimentar. Vamos lutar contra esse problema muito grave do Brasil. A gente vê o projeto muito potente para entrar nessa briga. Temos uma terra muito grande para poder plantar e parte dessa plantação vai ser escoada para as famílias cadastradas no IZP. Outra parte vai para as escolas municipais. Esse projeto se alastrando, como é o desejo do Ministério, pode tirar a gente do mapa da fome de verdade”, avaliou. O IZP está em diálogo com a prefeitura de Duque de Caxias para viabilizar os alimentos cultivados para as escolas municipais da região. O post Projeto pretende ampliar hortas comunitárias em Xerém, no Rio apareceu primeiro em Canal Rural.
Milho: preços sobem em julho; saiba o que esperar em agosto
Foto: Canal Rural Mato Grosso Os preços do milho no Brasil apresentaram firmeza ao longo de julho, impulsionados por fatores internacionais e câmbio. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! De acordo com a consultoria Safras & Mercado, a primeira metade de julho teve preços mais baixos devido ao maior volume de oferta dos produtores e preços mais acomodados nos portos. A partir da segunda metade do mês, os preços começaram a subir com a perspectiva de falta de chuvas no Meio-Oeste dos Estados Unidos, o que trouxe suporte em Chicago. No Brasil, a aceleração do dólar frente ao real intensificou esse movimento, levando os produtores a segurarem as vendas. O câmbio favorável proporcionou preços mais altos nos portos e um comportamento mais agressivo das tradings, focadas na exportação. Impacto no mercado interno No mercado interno, houve um maior interesse por parte dos consumidores necessitando de ofertas para atender às demandas mais urgentes de abastecimento. Isso fez com que tivessem que pagar mais pelo cereal. Após essas compras, o movimento de negócios diminuiu, mas os preços permaneceram elevados. Perspectivas do milho para agosto Para agosto, a Safras Consultoria destaca que o foco seguirá no câmbio e no desenvolvimento das lavouras norte-americanas de milho. A continuidade da desvalorização do real frente ao dólar pode fomentar um maior movimento voltado para a exportação, mantendo menores intenções de venda no mercado doméstico. Internacionalmente, a expectativa de uma boa safra nos Estados Unidos, com o retorno das chuvas no curto prazo, deve contribuir para manter os preços em Chicago com um viés baixista. Preços internos Valor médio da saca de milho no Brasil: R$ 57,84 em 31 de julho, alta de 4,09% em relação aos R$ 55,57 de junho. Cascavel (PR): R$ 58, alta de 5,45% frente aos R$ 55 do encerramento de junho. Campinas (SP) – CIF: R$ 62, alta de 5,08% em julho, frente aos R$ 59 de junho. Mogiana (SP): R$ 57, avanço de 3,64% frente aos R$ 55 do encerramento de junho. Rondonópolis (MT): R$ 48 por saca, avanço de 14,29% ao longo do mês, frente aos R$ 42 de junho. Erechim (RS): R$ 66, alta de 0,76% durante o mês, frente aos R$ 65,50 de junho. Uberlândia (MG): R$ 55, alta de 3,77% ao longo de julho, frente aos R$ 53 de junho. Rio Verde (GO): R$ 50 na venda, alta de 8,70% frente aos R$ 46 do fim de junho. Exportações As exportações de milho do Brasil em julho renderam US$ 549,154 milhões, com média diária de US$ 27,457 milhões. A quantidade total exportada foi de 2,760 milhões de toneladas, com média de 138,043 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 198,40. Comparado a julho de 2023, houve uma baixa de 44,3% no valor médio diário da exportação, queda de 31,5% na quantidade média diária exportada e desvalorização de 18,8% no preço médio. Os dados foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior. O post Milho: preços sobem em julho; saiba o que esperar em agosto apareceu primeiro em Canal Rural.
Produtores rurais conhecerão benefícios da tokenização no Andav 2024
Foto: Pexels O Congresso Andav 2024 acontece de 6 a 8 de agosto no Transamérica Expo Center em São Paulo. No evento, os produtores rurais poderão conhecer e entender as vantagens da tokenização de commodities agrícolas. Pioneira no setor, a Agrotoken apresentará a Justoken, uma nova empresa de infraestrutura global de tokenização que abrange diversos setores para ativos reais e digitais. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! A Justoken opera no Brasil e na Argentina e inclui um grupo de empresas que oferecem soluções de tokenização de ativos reais e digitais. Entre essas empresas estão a Agrotoken, que tokeniza commodities agrícolas; a Landtoken, focada na tokenização de terras agrícolas; a Pectoken, que tokeniza gado; a Enertoken, voltada para a tokenização de energia em nível global; e a SAYKY, que oferece soluções baseadas em carbono e ESG. Mas o que é a tokenização? A tokenização é o processo de converter ativos físicos em ativos digitais, o que pode aumentar a liquidez e a segurança desses ativos. Eduardo Novillo Astrada, CEO e cofundador da Justoken, afirmou que a tokenização permite criar novas possibilidades de conexão e interação no mercado, destacando a importância de uma infraestrutura sólida e escalável para atender diversas necessidades. A tecnologia blockchain, utilizada na tokenização, oferece vantagens como maior segurança, transparência, simplificação de processos e redução de custos em operações financeiras. Essa tecnologia pode ser aplicada em diversos setores, proporcionando uma ampla gama de benefícios. Serviço: Evento: Congresso Andav Data: 6 a 8 de agosto Local: Transamérica Expo Center, São Paulo Site do evento: clique aqui O post Produtores rurais conhecerão benefícios da tokenização no Andav 2024 apareceu primeiro em Canal Rural.