Defensivos agrícolas: crescem áreas tratadas no 1º semestre de 2024, diz pesquisa

Foto: Sindiveg/divulgação O primeiro semestre de 2024 registrou um aumento de 9,3% nas áreas tratadas por defensivos agrícolas no Brasil, totalizando mais de 1 bilhão de hectares. Esse crescimento, conforme pesquisa realizada pela Kynetec Brasil a pedido do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para a Defesa Vegetal (Sindiveg), está diretamente relacionado ao desenvolvimento positivo da safra de soja e às condições climáticas enfrentadas no período. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! Entre janeiro e junho deste ano, o volume de defensivos utilizados no controle de pragas, doenças e plantas daninhas subiu 8,3%. Os herbicidas lideraram o uso, representando 40% do total, seguidos pelos inseticidas (28%), fungicidas (24%), tratamentos de sementes (1%) e outros produtos (9%). A pesquisa destacou que, entre os principais cultivos, a soja e o milho foram os que mais demandaram o uso de defensivos, cada um representando 31% da área tratada. Outros cultivos importantes incluíram algodão (16%), pastagem (7%) e cana-de-açúcar (4%). No entanto, apesar do aumento na área tratada, o valor de mercado dos defensivos agrícolas caiu 9%, passando de US$ 9,6 bilhões no primeiro semestre de 2023 para US$ 8,8 bilhões no mesmo período de 2024. A queda foi atribuída ao aumento dos custos de produção devido a perdas nas lavouras, em grande parte causadas por mudanças climáticas e ao impacto do câmbio. Regionalmente, Mato Grosso e Roraima lideraram tanto em valor de mercado (33%) quanto em área tratada (37%). Outros estados como São Paulo, Minas Gerais, Paraná e Goiás também tiveram participações expressivas. O aumento de pragas na produção de soja, como a mosca branca (+157%), lagartas (+52%) e percevejos (+22%), exigiu maior uso de defensivos, especialmente fungicidas protetores (+56%) e fungicidas premium (+35%), reforçando a importância desses produtos para a proteção das lavouras e a garantia da produtividade. O post Defensivos agrícolas: crescem áreas tratadas no 1º semestre de 2024, diz pesquisa apareceu primeiro em Canal Rural.
Novos produtos sem glúten combinam nutrientes de cereais, grão-de-bico e feijão

Foto: Kadijah Suleiman/Embrapa A Embrapa Agroindústria de Alimentos (RJ) busca parceiros para lançar no mercado novos alimentos sem glúten, feitos a partir de cereais integrais – arroz e milheto – e pulses – grão-de-bico e feijão. Entre os produtos desenvolvidos estão biscoitos integrais, farinhas integrais pré-cozidas, massa alimentícia integral e pão pita (árabe ou sírio). Esses itens estão disponíveis para codesenvolvimento, validação, escalonamento industrial e licenciamento. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! Esses resultados foram obtidos através da extrusão termoplástica, um processo que permite um cozimento rápido e versátil, gerando diferentes formas e texturas. De acordo com o pesquisador da Embrapa Carlos Piler, a extrusão termoplástica também possibilita o processamento do grão inteiro, sem a necessidade de separar a casca, como nas farinhas refinadas. “A escolha desse processo é estratégica no processamento de alimentos integrais, pois o grão, seja de cereal ou de pulse, é integralmente utilizado. Soma-se a isso a experiência de anos que temos na Embrapa com o uso dessa tecnologia no desenvolvimento de alimentos utilizando diversas matérias-primas vegetais”, afirma Piler. O pesquisador explica que tanto nos snacks quanto no pão pita foram utilizadas farinhas de grãos inteiros de arroz e milheto pérola (Pennisetum glaucum (L.) R. Br.) e de pulses – grão-de-bico e feijão-carioca. O teor de feijão-carioca foi ajustado conforme o produto. Nos snacks, o teor de feijão-carioca foi de 10%, enquanto no pão árabe foi de 5%. As quantidades de arroz, milheto pérola e grão-de-bico foram mantidas iguais, resultando em um snack com 12,8% de proteína e em um pão árabe com 10,5%. Ambos os produtos alcançaram índices de aceitação sensorial de 70%. “Isso demonstra uma boa aceitação, inferindo aos produtos considerável interesse de compra, se lançados comercialmente. Além do teor de proteínas, destaca-se a quantidade de fibras alimentares que, no caso do snack, alcançou 9%, e do pão pita, 10%”, acrescenta Piler. Massa ‘parafuso’ tem alto teor de proteínas e fibras A massa alimentícia sem glúten foi desenvolvida a partir de grãos integrais de milheto pérola e grão-de-bico, resultando em um produto com 13% de proteínas e 11% de fibras alimentares, valores superiores à maioria dos produtos similares no mercado. A pesquisadora da Embrapa Melicia Galdeano explica que o desenvolvimento utilizou extrusão termoplástica para obter a farinha mista pré-cozida de grão-de-bico e milheto pérola, e extrusão a frio para a moldagem do produto final. “A combinação das tecnologias teve como objetivo melhorar as propriedades tecnológicas do produto. Isso porque a farinha pré-cozida hidratada forma uma rede que mimetiza a rede de glúten e melhora a textura do produto. Esse ativo contribui para oferecer mais uma alternativa alimentar para os portadores das intolerâncias relacionadas ao glúten e ao trigo, sendo um alimento com alto teor de fibras e com maior teor de proteínas que os alimentos de mesma categoria disponíveis comercialmente”, afirma Galdeano. Saiba em primeira mão informações sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo. Siga o Canal Rural no Google News. O post Novos produtos sem glúten combinam nutrientes de cereais, grão-de-bico e feijão apareceu primeiro em Canal Rural.
Viu esta? Fazendeiros dos EUA conhecem a produção e o sabor da carne bovina do Brasil

Fazendeiros do Kentucky, Estados Unidos, recentemente visitaram fazendas brasileiras para conhecer de perto a produção de carne bovina no país. A família Maples, composta por William David Maples Jr., sua esposa Dana Andrews Maples e a filha Erica Caroline Maples, visitou fazendas na região metropolitana de Goiânia, em Senador Canedo, Goiás. A visita, organizada por Hélio Gomes, gerente regional das unidades Friboi-JBS em Goiás e Minas Gerais, proporcionou à família uma imersão nas práticas de pecuária do Brasil. Durante a estadia, os visitantes conheceram o Protocolo 1953, em Senador Canedo, que garante a certificação de carne macia, saborosa e suculenta, características que chamaram a atenção dos Maples. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! Além disso, a família teve a oportunidade de explorar o processo de produção de gado de exportação, com animais terminados em confinamento em Minas Gerais. A visita incluiu também um tour pelas instalações da JBS, oferecendo uma visão abrangente da cadeia produtiva da carne bovina no Brasil. Leia a matéria completa no Giro do Boi. O post Viu esta? Fazendeiros dos EUA conhecem a produção e o sabor da carne bovina do Brasil apareceu primeiro em Canal Rural.
Produtores gaúchos declaram ‘dia de luto’ em protesto durante visita de Lula ao RS

Na última sexta-feira (16), os produtores rurais do Rio Grande do Sul declararam o “Dia de Luto” pela atividade agropecuária, marcando a visita do presidente Lula ao estado com manifestações em diversas cidades. Em apoio ao movimento, o comércio em várias localidades fechou suas portas. As mobilizações incluíram protestos com máquinas agrícolas, caminhões e acampamentos em regiões estratégicas. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! Apesar das discussões e anúncios recentes em Brasília, os produtores seguem reivindicando medidas mais efetivas de socorro, especialmente no que diz respeito à renegociação das dívidas. Um grupo de manifestantes aguardou a presença do presidente em São Leopoldo, na tentativa de relatar pessoalmente as dificuldades enfrentadas no campo. Outras manifestações ocorreram em São Lourenço do Sul, na região sul do estado, Pantano Grande, na região central, e em várias áreas do norte do Rio Grande do Sul. As dívidas foram prorrogadas até 16 de setembro, mas, segundo os líderes do movimento, o prazo não é suficiente, já que muitos produtores não terão recursos para quitá-las. A situação se agrava com a necessidade urgente de adquirir insumos e planejar a próxima safra de verão, levando alguns agricultores a considerar o abandono da atividade. “A nossa situação já estava difícil antes da enchente, e agora piorou. Se as coisas não mudarem, muitos de nós vamos ter que abandonar nossas propriedades até o final do ano,” lamentou Hélio de Freitas, produtor rural de Selbach, Rio Grande do Sul. A líder do movimento SOS Agro RS, Graziele de Camargo, destacou que as dificuldades continuam a crescer, agravando ainda mais as dívidas dos produtores. Ela reforçou a necessidade de ações mais concretas e urgentes por parte do governo federal. O post Produtores gaúchos declaram ‘dia de luto’ em protesto durante visita de Lula ao RS apareceu primeiro em Canal Rural.
Brasil supera recorde de abertura de mercados, mas enfrenta desafios em acordos comerciais

Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil Em agosto, o Brasil já ultrapassou o número de aberturas de mercados internacionais registrado ao longo de todo o ano passado. No entanto, o país ainda enfrenta desafios significativos quando se trata de fechar acordos comerciais. Esse cenário foi o foco de um debate realizado na Sociedade Rural Brasileira. Durante o evento, destacou-se que, embora novos mercados para produtos agropecuários brasileiros estejam gerando divisas, empregos e contribuindo para a segurança alimentar global, as exportações poderiam ser ainda maiores se não fossem as barreiras comerciais que impactam o setor. Essas barreiras se dividem em três categorias: tarifárias, técnicas (sanitárias e fitossanitárias), e ambientais, sociais e éticas. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! O diretor de mercados da ABPA, Luis Rua, sublinhou que, apesar desses desafios, os produtos brasileiros continuam sendo reconhecidos internacionalmente, resultado de um esforço conjunto entre governo e setor privado. O Brasil registrou a abertura de 78 mercados para a agropecuária em 2023, número já superado em sete meses de 2024, com 91 novos mercados abertos. Esse trabalho diplomático, realizado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária, foi destacado durante a reunião na Sociedade Rural Brasileira, reforçando a importância do diálogo entre o setor produtivo e o governo. Roberto Perosa, secretário de Comércio e Relações Internacionais do MAPA, antecipou durante o evento que o Brasil deve anunciar em breve a abertura de mais um mercado para carne de frango e expressou otimismo em relação à implementação do acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia, que depende do momento político europeu para avançar. O post Brasil supera recorde de abertura de mercados, mas enfrenta desafios em acordos comerciais apareceu primeiro em Canal Rural.
Abelha que produz substância similar ao celofane é descoberta no Paraná

Foto: Unicentro Uma nova espécie de abelha foi descoberta pelo Departamento de Ciências Biológicas da Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro). A professora Maria Luisa Tunes Buschini descobriu a espécie no Parque Municipal das Araucárias, em Guarapuava (PR). Após seis anos de pesquisa, a identificação representa um avanço na compreensão da fauna local. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: Siga o Canal Rural no WhatsApp! Do gênero Mourecotelles, a abelha identificada é solitária, assim como 85% das espécies. A professora afirma que essas abelhas são únicas na produção de uma substância impermeável semelhante ao celofane. “São chamadas de abelhas-celofane, pois são da subfamília Colletinae e as únicas entre as abelhas na produção dessa substância que reveste as células dos ninhos onde elas depositam pólen e néctar”, conta Maria Luisa. A captura foi realizada através de ninhos-armadilha. Após isso, foi realizado um processo de identificação da espécie com a ajuda de taxonomistas especialistas em abelhas, que a identificaram como uma nova espécie. “Para identificar essa abelha como sendo do gênero Mourecotelles, eles usaram chaves de identificação, e para descrever a espécie, analisaram a terminália dos machos, que são os segmentos posteriores do abdômen que formam a genitália”, relata a professora. A descoberta não se limita apenas à identificação da espécie. “Nesta pesquisa também foram investigados os grãos de pólen presentes nos ninhos dessas abelhas, sendo encontrados pólens de nove famílias botânicas diferentes, mas a preferência maior foi por aqueles das famílias Fabaceae, que são leguminosas como ervilha, grão-de-bico, alfafa, amendoim e Polygalaceae, que são plantas herbáceas”, afirma a docente. Com a conclusão do estudo, a professora já está planejando novas pesquisas no Parque das Araucárias, como investigar o efeito de borda do parque, que é uma alteração na estrutura, composição ou quantidade de espécies na parte marginal de um fragmento vegetal. “Em outra pesquisa que fizemos também neste parque, coletando abelhas em uma plantinha do gênero Solanum, identificamos 31 espécies de abelhas nativas. Iniciaremos agora um estudo a respeito do efeito de borda do parque sobre as espécies de vespas, abelhas e seus inimigos naturais”, afirma Maria Luisa. O objetivo dessas novas pesquisas é compreender quais espécies estão mais adaptadas ao interior da mata e quais preferem a área de transição entre a mata e áreas alteradas. Com base nos resultados, a professora espera propor políticas públicas eficazes para a preservação e conservação destas espécies. “Diante dos resultados encontrados nesses novos estudos, pretendemos incentivar políticas públicas assertivas para a preservação e conservação destas espécies através de um manejo menos impactante deste importante fragmento que é o Parque Natural Municipal das Araucárias”, diz. O post Abelha que produz substância similar ao celofane é descoberta no Paraná apareceu primeiro em Canal Rural.
Silvio Santos, ícone da TV brasileira, morre aos 93 anos em São Paulo

Foto: SBT O empresário e apresentador Silvio Santos faleceu aos 93 anos neste sábado (17), em São Paulo. A informação foi confirmada pelo SBT, emissora que ele fundou e dirigiu por décadas. Silvio, cujo nome de batismo era Senor Abravanel, estava internado desde o início do mês após contrair H1N1. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! Nascido no Rio de Janeiro, em 1930, Silvio Santos começou sua carreira como camelô e locutor de rádio antes de se tornar um dos maiores nomes da televisão brasileira. Ele comandou o icônico Programa Silvio Santos desde 1963 e foi o fundador do SBT, emissora que entrou no ar em 1981. Ao longo de sua trajetória, Silvio Santos conquistou o público com seu carisma, domínio do palco e programas que se tornaram clássicos da TV brasileira, como “Qual é a Música?“, “Show de Calouros” e “Porta da Esperança“. Sua habilidade de entreter multidões fez dele uma figura querida em todo o Brasil. Silvio Santos deixa a esposa Íris Abravanel, com quem teve quatro filhas, e outras duas filhas do seu primeiro casamento. Em uma publicação no Instagram, o SBT escreveu: “Hoje o céu está alegre com a chegada do nosso amado Silvio Santos. Ele viveu 93 anos para levar felicidade e amor a todos os brasileiros… Para nós, o Senor Abravanel é ainda mais especial e somos muito felizes pelo presente que Deus nos deu e por todos os momentos maravilhosos que tivemos juntos. Aquele sorriso largo e voz tão familiar será para sempre lembrada com muita gratidão. Descansa em Paz que você sempre será eterno em nossos corações.” Confira a publicação completa. O post Silvio Santos, ícone da TV brasileira, morre aos 93 anos em São Paulo apareceu primeiro em Canal Rural.
Soja: veja como ficaram os preços no fim desta semana

Foto: Wenderson Araujo-Trilux/CNA O mercado físico da soja no Brasil registrou preços de estáveis a mais baixos nesta sexta-feira (16). Com indicações nominais, os produtores resistem a vender nos níveis atuais. A Bolsa de Chicago e o dólar em queda contribuíram para a estagnação do mercado, com uma disparidade crescente entre as pedidas dos produtores e as ofertas dos compradores. Cotações da soja nas principais regiões Passo Fundo (RS): A saca de 60 quilos caiu de R$ 124 para R$ 123. Missões (RS): Cotação baixou de R$ 123 para R$ 122 a saca. Porto de Rio Grande (RS): Preço recuou de R$ 130 para R$ 129 a saca. Cascavel (PR): Saca permaneceu em R$ 121. Porto de Paranaguá (PR): Preço decresceu de R$ 129 para R$ 127. Rondonópolis (MT): Saca estabilizou em R$ 121. Dourados (MS): Preço desvalorizou de R$ 119 para R$ 116 a saca. Rio Verde (GO): Saca diminuiu de R$ 121 para R$ 118. Chicago Os contratos futuros da soja na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a sexta-feira em baixa, ampliando as perdas semanais. A combinação de ampla oferta nos Estados Unidos e fraca demanda na China empurrou os preços para os menores patamares desde 2020. Com a colheita prestes a começar nos EUA e as condições climáticas favoráveis, espera-se uma safra cheia no segundo maior produtor mundial de soja. Além disso, a incerteza sobre a economia chinesa, o maior comprador global, continua pressionando a demanda pela commodity. Cotações em Chicago Contratos de setembro: Fecharam com baixa de 12,75 centavos de dólar, ou 1,33%, a US$ 9,38 3/4 por bushel. Posição novembro: Cotação de US$ 9,57 por bushel, com baixa de 11,50 centavos ou 1,18%. Farelo (dezembro): Baixa de US$ 5,60 ou 1,81% a US$ 302,10 por tonelada. Óleo (dezembro): Alta de 0,16 centavo ou 0,41%, fechando a 38,67 centavos de dólar. A semana foi marcada por uma queda acumulada de 4,5% para a posição de novembro, sinalizando um mercado pressionado pela expectativa de uma safra robusta e pela demanda incerta. O post Soja: veja como ficaram os preços no fim desta semana apareceu primeiro em Canal Rural.
Preços do boi gordo seguem em alta com dificuldade nas escalas de abate

Foto: Breno Lobato/Embrapa Cerrados O mercado físico do boi gordo continua a registrar altas nos preços, com frigoríficos enfrentando desafios para compor suas escalas de abate. As indústrias de menor porte, sem animais de parceria, têm dificuldades adicionais. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! Segundo Fernando Henrique Iglesias, analista da consultoria Safras & Mercado, a demanda, especialmente do mercado internacional, é a principal variável para sustentar os preços no restante do semestre. Cotações da arroba do boi gordo São Paulo: R$ 237,78 Goiás: R$ 229,50 Minas Gerais: R$ 226,00 Mato Grosso do Sul: R$ 237,84 Mato Grosso: R$ 211,50 Atacado Os preços da carne bovina permanecem firmes, mas há menor espaço para novos aumentos, especialmente na segunda quinzena do mês. O quarto dianteiro é precificado a R$ 13,15/kg, a ponta de agulha a R$ 13,00/kg, e o quarto traseiro a R$ 17,20/kg. As exportações brasileiras de carne bovina seguem como uma variável importante, com julho marcando um recorde histórico de embarques, destacando o fortalecimento do setor. O post Preços do boi gordo seguem em alta com dificuldade nas escalas de abate apareceu primeiro em Canal Rural.
Preço da maioria de hortaliças e frutas cai no atacado em julho, mostra Conab

Foto: Pixabay A maior parte das hortaliças e frutas comercializadas nos principais mercados atacadistas do Brasil apresentou queda de preços em julho, repetindo movimento do mês anterior. A média ponderada de preços decresceu até 47,69%, no caso da cenoura, e 43,96%, no caso do tomate, em relação ao registrado em junho. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! Os dados constam no 8º Boletim do Programa Brasileiro de Modernização do Mercado Hortigranjeiro (Prohort), divulgado nesta sexta-feira, 16, pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). A pesquisa da Conab considera as cinco frutas (laranja, banana, mamão, maçã e melancia) e hortaliças (batata, cenoura, cebola, tomate e alface) com maior representatividade na comercialização nas principais Centrais de Abastecimento (Ceasas) do país e que registram maior destaque no cálculo do índice de inflação oficial (IPCA). De acordo com o boletim, a queda de preço da cenoura é explicada pela maior quantidade da raiz nos atacados. Em termos nacionais, a oferta do produto para as Ceasas que fazem parte do Boletim cresceu 8,9% em julho e não está concentrada em Minas Gerais. Já o corte nos preços do tomate também está relacionado ao aumento da oferta 13% superior a junho, sendo o maior volume registrado entre os meses de 2024. Ainda em relação às hortaliças, no caso da batata, a Conab verificou que a entrada da safra de inverno provocou uma reversão no movimento de alta apresentado nos últimos meses . A maior baixa de preço foi observada na Ceasa de Rio Branco (-35,57%), seguida da diminuição na Central em Fortaleza (-17,22%). Porém, como em abril, maio e junho a tendência foi de elevação, os preços continuaram em nível elevado. Por exemplo, em julho de 2023 o preço médio da batata na Ceagesp (SP) estava R$ 3,46/kg e em julho deste ano registrou R$ 5,82/kg, incremento de 68%. Para a cebola, no mês passado, a média ponderada diminuiu 11,14%, chegando a uma queda de 28,69% na Ceasa no Acre. As maiores quantidades do bulbo nos mercados em julho explicam o arrefecimento nos preços. A oferta nas Ceasas analisadas teve alta de quase 5% em relação à de junho. “Esse aumento, junto com a pulverização da produção, explica a depreciação contínua de preços registrada”, disse a Conab. Para a alface, a alta significativa na Ceasa que abastece Fortaleza (28,56%) e as estabilidades de preço influenciaram a média ponderada do mês. Ela foi positiva em 1%, na comparação com a média de junho. Mas, em sete Ceasas, o preço caiu e em algumas de maneira significativa como é o caso da Ceasa Brasília (-28,28%) e da Ceasaminas (-23,74%). Frutas Entre as frutas, o movimento preponderante de preços, no mês de julho, da banana (-2,31%), maçã (-2,66%), mamão (-19,57%) e melancia (-3,27%) foi de baixa, em virtude da uma maior oferta no mercado atacadista aliada à retração da demanda devido às férias escolares, explicou a Conab. No caso do mamão, a queda mais expressiva dos preços se deu em decorrência da colheita em novas plantações e ao tempo adequado para o desenvolvimento das frutas, em especial no norte capixaba e sul baiano. O volume ofertado fez com que os produtores fizessem o controle do envio da fruta, a fim de impedir uma depreciação maior dos preços. A maçã também apresentou redução de preços mesmo com a diminuição da oferta, que foi compensada pela menor demanda em virtude do período de férias. Com relação à banana, a Conab observou que ocorreu oscilação das cotações para as produções de bananas prata e nanica e aumento da comercialização, principalmente para a variedade prata. De acordo com a estatal, houve aumento do volume total de melancia comercializado pelas Ceasas, por causa da boa produção em Ceres (GO) e nas praças tocantinenses, além da menor demanda por causa do tempo frio e das férias escolares. Em movimento contrário ao registrado nas cotações médias das demais frutas, a laranja apresentou movimento de alta nos preços na média ponderada de 6,91%. A elevada demanda para processamento da fruta, em um contexto de baixos estoques de suco, provocou o incremento das cotações na indústria, o que acabou refletindo no atacado e varejo. Exportações Conforme a Conab, no acumulado dos primeiros sete meses de 2024, o volume total de frutas enviado ao exterior foi de 491,8 mil toneladas, queda de 7,62% em relação ao intervalo janeiro/julho de 2023, e o faturamento foi de U$S 628,89 milhões (FOB), superior 3,73% em relação aos sete primeiro meses de 2023 e de 21,4% em relação ao mesmo período de 2022. A queda ocorreu em decorrência da menor oferta nacional de algumas frutas importantes na pauta de exportação, como manga e uva. Entretanto, a Conab cita a Abrafrutas, que relatou que várias das principais frutas exportadas pelo Brasil terão o pico de embarques no segundo semestre (como manga, melão e melancia). Assim, espera-se que tanto o faturamento quanto o volume aumentem até o fim do ano. O post Preço da maioria de hortaliças e frutas cai no atacado em julho, mostra Conab apareceu primeiro em Canal Rural.