Cavalo da PM prestes a se aposentar: sargento quer adotá-lo após 14 anos juntos

Foto: Secretaria de Segurança Pública de São Paulo O sargento Eduardo Oliveira Santos mantém uma relação que vai além do trabalho com o cavalo Bizantino. Há 14 anos, os dois dividem a rotina no Regimento de Polícia Montada 9 de Julho (RPMon) em São Paulo. O animal o acompanhou durante sua trajetória profissional, desde a época em que era soldado na corporação. Agora, após mais de uma década juntos, o equino está prestes a se aposentar. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: Siga o Canal Rural no WhatsApp! Dentro da cavalaria da Polícia Militar, um cavalo chega, em média, até os 20 anos com condições de prestar serviços à sociedade de forma saudável. Após essa idade, uma comissão composta por veterinários, policiais do setor de logística e pelo comandante-geral do regimento, coronel Clodoaldo da Cruz, avalia se o animal tem condições de continuar o trabalho na corporação. “O mais importante é aposentar o cavalo com a saúde boa, não há idade mínima para isso”, disse o 1º tenente Lucas Carvalho da Costa, chefe da comunicação social do RPMon. Os equinos podem entrar para a reserva antes dos 20 anos por problemas de saúde como tendinite ou lombalgia, mau comportamento ou problemas no policiamento, como apresentar uma postura muito agressiva. Bizantino completará 19 anos em novembro e integra o 1º Esquadrão Operacional do Regimento, responsável pelo patrulhamento nas ruas e controle de multidões, como em manifestações, jogos, shows e grandes eventos. O animal foi designado ao sargento Oliveira, que ficou responsável pelo cuidado após entrar no regimento.  Todo dia de trabalho, o sargento chega pela manhã na baia e faz a “manutenção” do Bizantino — escova, limpa e dá banho. Esse cuidado conta com o apoio de veterinários e de policiais que alimentam o equino. O apego criado nesse tempo foi tão grande que o cavalo já faz parte da família. “Quando tem encontros familiares, os parentes nem me perguntam como estou mais, já querem saber como o Bizantino está”, brinca Oliveira. Foto: Secretaria de Segurança Pública de São Paulo O sargento conta que a “todo momento tem o cavalo em suas recordações” e que não o deixa de visitar nem mesmo durante as férias. “Quando é aniversário dele e eu estou em casa, sempre venho até o regimento comemorar com ele. Canto parabéns com alguns instrumentos como gaita, trompete e flauta. É simbólico para mim.” A saudade foi ainda maior quando seu companheiro precisou ficar cinco anos na Academia de Polícia do Barro Branco, na zona norte da capital paulista, por conta de uma logística de policiamento. “Revê-lo foi um momento muito feliz. Encontrei ele em um destacamento do Parque Água Branca, em 2017. Só no ano seguinte ele conseguiu ficar no regimento de forma fixa”, conta. Doação Apesar de muitos momentos juntos, o policial não sabe se no futuro continuará com o Bizantino. Após o cavalo se aposentar, ele será colocado em uma lista de doação.  “Cavalos da PM não são vendidos ou leiloados, nós doamos. E a prioridade da doação sempre será de quem cuida do cavalo. Caso o policial não tenha condições de cria-lo, é oferecido para outros policiais da unidade. Se ninguém se interessar, aí abrimos ao público, que, geralmente, entra em contato”, disse o tenente da RPMon 9 de Julho. Foto: Secretaria de Segurança Pública de São Paulo O interessado em adquirir o equino precisa cumprir alguns requisitos como ter local adequado e apresentar condições de cuida-lo. O cuidador também não pode vender ou doar o cavalo para terceiros. Depois da aquisição, os policiais do regimento fazem visitas até o terreno do “comprador” para checar se não há nenhuma irregularidade com o cavalo. Caso tenha, apesar de não ser comum, o animal é devolvido ao regimento para uma nova doação. “Meu sonho é levar o Bizantino comigo. Mas hoje não tenho condições. Moro em um apartamento e cuidar de um cavalo requer despesas, mas quem sabe”, disse Oliveira. O sargento mora em Caieiras, na Grande São Paulo. Foto: Secretaria de Segurança Pública (SSP) Interessados Já há uma família interessada em ficar com o Bizantino quando ele for para a reserva. Em 2022, Clara Valentina, de 6 anos, visitou o regimento da PM. Os pais são de Caldas Novas, Goiás, e vieram até a capital paulista para tratar a doença da filha, que tem câncer na tireoide. “Quando soube disso, falei comigo mesmo que ia dar tudo de mim nessa visita. Logo pensei no meu cavalo, e coloquei ela para dar uma volta nele. Depois disso, em todo lugar que ela ia falava que andou no Bizantino”, relembrou o sargento. A menina realizou a cirurgia neste ano e foi um sucesso. “Os pais dela me contaram que a primeira coisa que ela perguntou quando acordou foi onde estava o Bizantino”, disse Oliveira. Os pais de Clara estão em contato com o policial para avaliar a doação do equino, que iria para um terreno na cidade onde moram. Saiba em primeira mão informações sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo. Siga o Canal Rural no Google News. O post Cavalo da PM prestes a se aposentar: sargento quer adotá-lo após 14 anos juntos apareceu primeiro em Canal Rural.

Semana vai ter chuva de mais de 150 mm e áreas com mais de 40 ºC; saiba quando e onde

Foto: Freepik A próxima semana será marcada por condições climáticas distintas nas regiões brasileiras, com destaque para altas temperaturas no Centro-Oeste e chuva volumosa no Sul. Confira a previsão do tempo em todo o país. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! Sul A semana começa com chuva irregular no extremo sul do Rio Grande do Sul, enquanto as demais áreas permanecem secas. A partir de quarta-feira (21), temporais são esperados no Rio Grande do Sul devido à presença de um cavado e uma nova frente fria, trazendo riscos de granizo, ventos de até 80 km/h e acumulados de chuva superiores a 150 mm no sul do estado. Há risco de alagamentos e deslizamentos de terra. As demais áreas do Rio Grande do Sul, o oeste de Santa Catarina e o sudoeste do Paraná também ficam em alerta para o tempo severo a partir de quarta ou quinta-feira (22), com acumulados de chuva entre 40 mm e 100 mm. No norte do Paraná, o tempo permanece estável e quente, com temperaturas podendo ultrapassar 37 °C em Paranavaí. Sudeste A semana começa com nevoeiro no litoral de São Paulo, mas o tempo segue firme e seco em toda a região devido à atuação de uma área de alta pressão. As temperaturas permanecem elevadas, com máximas que podem chegar a 38 °C em Araçatuba (SP), e 33 °C em Uberaba (MG). O tempo seco favorece a moagem da cana-de-açúcar, a colheita do café e a finalização da colheita do milho safrinha, mas aumenta o risco de incêndios, especialmente em Minas Gerais e no interior de São Paulo. Centro-Oeste A semana começa com ar seco em toda a região, sem previsão de chuva e com temperaturas elevadas. A umidade relativa do ar permanece abaixo de 30%. Nospróximos cinco dias não deve chover em nenhuma ponto da região. A onda de calor atinge todo o Centro-Oeste, com destaque para Alta Floresta (MT), onde as temperaturas podem ultrapassar 42 °C, e para Mato Grosso do Sul, com 40 ºC em algumas áreas. O clima seco prejudica as lavouras e pastagens, aumentando o risco de incêndios. Produtores devem evitar o uso de tratamento fitossanitário devido à baixa umidade, optando por métodos alternativos, como armadilhas e controle biológico. O tempo firme deve favorecer, n o entanto, o avanço da colheita do algodão e a finalização da colheita do milho segunda safra. Nordeste O ar seco predomina no Maranhão, Piauí, Ceará, e no interior de estados como Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco e Bahia. Na faixa litorânea, há previsão de sol com aumento de nuvens e pancadas moderadas de chuva, com acumulados de até 20 mm. No faixa leste da Bahia, os volumes podem chegar a 30 mm, mantendo a umidade do solo. O tempo seco favorece as operações de campo, mas aumenta o risco de incêndios nas áreas interiores. Norte A semana começa com calor e alta umidade no Acre, norte de Rondônia, Roraima e noroeste do Pará, com pancadas de chuva irregulares. O tempo permanece firme nas demais áreas, com temperaturas elevadas. Rondônia deve registrar máximas acima de 37 °C, causando estresse térmico nas lavouras e no gado. Nos próximos cinco dias, a chuva se concentra no extremo norte do Pará, Amapá, Roraima, Rondônia e faixa oeste do Amazonas, com volumes entre 10 e 20 mm. Ainda não há previsão do retorno da chuva ao Tocantins e ao centro-sul do Pará. A umidade relativa do ar fica abaixo de 20% no centro-norte da região, desaconselhando o tratamento fitossanitário. Produtores devem estar atentos ao manejo com fogo devido ao risco crescente de incêndios. O post Semana vai ter chuva de mais de 150 mm e áreas com mais de 40 ºC; saiba quando e onde apareceu primeiro em Canal Rural.

Lula se encontra com membros do MST

Foto: Ricardo Stuckert/PR Neste sábado (17), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu na Granja do Torto, em Brasília, 35 membros do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).  No chamado “Abril Vermelho”, neste ano, o MST foi responsável por ao menos 36 invasões de terra em diversos estados, como forma de pressionar o governo federal pela reforma agrária.  Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! O encontro com membros do movimento ocorreu um dia após o presidente ter visitado o Rio Grande do Sul, onde cresce a insatisfação dos produtores rurais com relação às medidas em apoio aos atingidos pelas enchentes.  Nesta sexta-feira (16), agricultores gaúchos declararam “Dia de Luto” pela atividade agropecuária, marcando a visita de Lula ao estado com manifestações em diversas cidades. Em apoio ao movimento, o comércio em várias localidades fechou suas portas. As mobilizações incluíram protestos com máquinas agrícolas, caminhões e acampamentos em regiões estratégicas. No mesmo dia, o presidente Lula concedeu uma entrevista à Rádio Gaúcha, onde foi questionado sobre o movimento SOS Agro RS, que cobra mais ações do governo federal. Em resposta, Lula afirmou: “Pessoas ligadas ao agronegócio sempre foram antigoverno. Pode ser que alguns tenham razão, mas a verdade é que nós já atendemos muita gente do agronegócio”. Encontro com o MST Na Granja do Torto, o MST apresentou ao presidente demandas como a facilitação do acesso ao crédito, regularização da situação de cerca de 100 mil acampados em todo o país, estruturação de cadeias produtivas, educação na reforma agrária e incentivos para a produção de alimentos agroecológicos. Em nota divulgada pela Presidência, o ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira, também presente no encontro, destacou a importância do diálogo para acelerar os programas públicos para o campo. Segundo Teixeira, Lula teria determinado ao Banco do Brasil e ao Ministério da Fazenda estudos para avaliar a criação de um Desenrola voltado para as questões do campo, além de recursos e créditos voltados para habitação e compra de terras. O Desenrola Brasil é o programa criado pelo governo para renegociação de dívidas da população. O post Lula se encontra com membros do MST apareceu primeiro em Canal Rural.

Macaúba é usada na produção de novos biocombustíveis

Foto: Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Governo do Estado de São Paulo O aumento da demanda por energia verde, uma necessidade mundial para mitigar as mudanças climáticas, deve aumentar a produção de óleo vegetal no mundo nas próximas décadas. Nesse cenário, a palmeira brasileira macaúba é uma fonte de biocombustíveis altamente estratégica para o futuro, apresentando alta produtividade por hectare. É o que mostra o Instituto Agronômico (IAC-Apta), que há 18 anos dedica estudos à macaúba. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: Siga o Canal Rural no WhatsApp! Atualmente, a cada 100 litros de diesel brasileiro, 14 são de biodiesel, um mercado de quase 9 bilhões de litros do combustível por ano. No entanto, o número tende a crescer, visto que o setor da aviação civil se comprometeu a usar 480 bilhões de litros de bioquerosene de aviação (SAF) nos seus aviões até 2050, quantia suficiente para o mercado de óleo vegetal triplicar nos próximos 25 anos. “O momento atual da macaúba é espetacular. Grandes grupos econômicos do mercado de óleo estão percebendo como a palmeira é estratégica, se movimentando em direção ao plantio escalonado e fortalecendo a cadeia de produção”, destacou Carlos Colombo, pesquisador do IAC. Por isso, a busca por espécies oleaginosas com maior produtividade se torna cada vez mais importante na autossuficiência energética nacional. Enquanto a soja produz cerca de 500 litros de óleo vegetal por hectare, a macaúba rende aproximadamente 2.500 litros no mesmo espaço produtivo, demandando 5 vezes menos área plantada. “Essa palmeira pode produzir biodiesel e produtos com valor agregado, recuperando áreas ambientais degradadas e gerando renda local”, destaca o secretário de Agricultura e Abastecimento de São Paulo, Guilherme Piai. Nativa do Brasil, a macaúba também apresenta vantagens em relação ao dendê, que é mais produtivo por unidade, com 3.500 litros por hectare, pois necessita de menos água e pode ser cultivada em quase toda a região centro-sul do país, próxima aos principais centros consumidores. Utilizada pelas populações originárias há cerca de dez mil anos, conforme registros arqueológicos indicam, o cultivo de macaúba em sistema integrados tem sido estimulado, com boas práticas no uso do solo e gerando renda complementar. Além de seu uso energético, a sua polpa, rica em fibra solúvel, e sua amêndoa, com proteína de ótima qualidade, são aplicadas nas indústrias de alimentos e cosméticos. O instituto alemão Fraunhofer, em parceria com o IAC e com o Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital), ambos da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios, ligada à Secretaria de Agricultura, está desenvolvendo uma pesquisa sobre a aplicação dos coprodutos da macaúba na forma de ingredientes para consumo humano, agregando valor no cultivo da palmeira e possibilitando a diversificação de renda da atividade. O interesse do setor energético na planta é mais recente, acompanhando o conhecimento científico promovido pelas instituições da Secretaria de Agricultura. Com meta de cultivar 200 mil hectares para a produção de biodiesel nos estados da Bahia e norte de Minas Gerais, o programa de melhoramento genético da macaúba da Acelen Renováveis vem sendo conduzido pelo IAC, por meio de Projeto de Pesquisa de cinco anos de duração, com interveniência da Fundag. Para o pesquisador Carlos Colombo, o setor privado só entrou no negócio com garantias de sua rentabilidade, exigindo anos de pesquisa para demonstrar o potencial da oleaginosa na economia paulista e nacional. “As atividades de pesquisa do Programa Macaúba do IAC tiveram início em 2006, há 18 anos. A construção de uma cadeia de produção competitiva de uma espécie com baixo grau de domesticação, como o da macaúba, exige muito investimento em pesquisa, pois os desafios são enormes”, afirma. A macaúba no Vale do Paraíba: desenvolvimento socioeconômico e recuperação ambiental A região paulista do Vale do Paraíba possui vantagens estratégicas para o cultivo da macaúba. Com relevo acidentado, muito íngreme para a agricultura mecanizada, a região com a maior bacia leiteira do estado de SP possui vocação para desenvolver sistemas de produção com a palmeira. Pesquisadores da Apta Regional de Pindamonhangaba estudam a utilização da macaúba como protagonista em sistemas de integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF), recuperando o meio ambiente e gerando renda local pela diversificação de culturas produtivas. Assim, produtores da região podem potencializar as suas atividades principais, como a pecuária de leite e de corte. Atualmente, cerca de 20% dos quatro mil hectares plantados de macaúba no Brasil estão no Vale do Paraíba, número que deve crescer com a aprovação do projeto de lei “Combustíveis do Futuro”, que cria programas nacionais de biocombustíveis, além de prever o aumento da porcentagem de biodiesel ao óleo diesel de origem fóssil. O projeto foi aprovado em março pela Câmara dos Deputados e aguarda aprovação do Senado Federal, o que deve melhorar a previsibilidade no setor energético e gerar maior produção de vegetais fontes de biodiesel, como a soja e a macaúba. Saiba em primeira mão informações sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo. Siga o Canal Rural no Google News. O post Macaúba é usada na produção de novos biocombustíveis apareceu primeiro em Canal Rural.

Mercado global de drones agrícolas deve superar R$ 23 bilhões até 2029, diz pesquisa

Foto: Wenderson Araujo O mercado global de drones agrícolas está em rápida expansão e deve atingir a impressionante marca de R$ 23,11 bilhões (US$ 4,36 bilhões) até 2029, de acordo com um estudo realizado pela Mordor Intelligence. Este valor é mais que o dobro da projeção estimada para 2024, que gira em torno de R$ 11,02 bilhões (US$ 2,08 bilhões). Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! Para Rogério Neves, CEO da CPE Tecnologia, a crescente importância dos drones no agronegócio é evidente. “Com o passar do tempo, o mercado se torna cada vez mais digital, independentemente do setor. Os drones são um exemplo claro de uma tecnologia que se tornou essencial para diversas atividades”, afirma. Ele destaca que a expansão deste mercado ainda está em curso, devido à versatilidade e às múltiplas aplicações que os drones oferecem, como monitoramento de grandes áreas e coleta de dados precisos. Neves também aponta os benefícios do uso de drones, como a redução de custos, aumento da agilidade, precisão e eficiência nas operações. “Eles são extremamente versáteis e, quando equipados com tecnologias como lasers scanner, podem realizar funções que antes demandavam muito mais tempo”, explica. No Brasil, os reflexos desse crescimento já são perceptíveis. Segundo dados do Sistema de Aeronaves Não Tripuladas (Sisant), vinculado à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o país conta atualmente com 5.269 drones agrícolas em operação, representando um crescimento de 375% em relação a 2022. Diante desse cenário promissor, Neves ressalta a importância de investimentos em capacitação. “É essencial que os profissionais que utilizam drones em suas atividades diárias invistam em cursos e treinamentos para se manterem atualizados com as novas tecnologias que chegam ao mercado”, conclui. O post Mercado global de drones agrícolas deve superar R$ 23 bilhões até 2029, diz pesquisa apareceu primeiro em Canal Rural.

Produção de biometano pode descarbonizar frota pesada no Brasil

Foto: Motion Array O setor de transportes no Brasil, predominantemente movido a diesel, pode se tornar mais sustentável nos próximos cinco anos. Uma projeção apresentada na última semana durante a 30ª Fenasucro & Agrocana (Feira Mundial da Bioenergia), estima que a produção do biometano saia do 1,6 milhão de metros cúbicos atuais e chegue até 7 milhões em 2029.  O Brasil possui um grande potencial para a produção de biometano, um combustível renovável que pode transformar resíduos orgânicos em uma fonte de energia sustentável. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! E o setor de transporte é crucial para essa descarbonização, destacou Patrícia Bassili, gerente de planejamento da Mitsui Gás e Energia do Brasil e conselheira da Associação Brasileira do Biogás (Abiogás).  De acordo com ela, para que essa capacidade de produção de biometano seja alcançada nos próximos anos, diversas iniciativas estão em andamento, entre elas a expansão das plantas que são consideradas fundamentais para o avanço da sustentabilidade no Brasil, já que oferece uma alternativa ecológica aos combustíveis fósseis, contribuindo para a redução das emissões de gases de efeito estufa e a melhor gestão de resíduos.  Atualmente, há 25 plantas de biometano aguardando autorização para iniciar suas operações no Brasil. Essa quantidade reflete o crescente interesse e o potencial do mercado, destacando que o país está se preparando para um aumento considerável na produção desse biocombustível, revelou a gerente. As previsões indicam que o mercado de biogás pode gerar cerca de 800 mil empregos, com investimentos de R$ 120 milhões e uma redução estimada de 640 milhões de toneladas de carbono.  Embora o potencial seja nacional, São Paulo se destaca, sendo responsável por mais de 55% da produção de biometano a partir de cana-de-açúcar. O mercado já está começando a absorver o biometano com algumas frotas pesadas e produtores de etanol utilizando esse combustível para reduzir a pegada de carbono na produção de açúcar e etanol. Essas iniciativas contribuem para a sustentabilidade e posicionam os produtores como líderes na adoção de tecnologias limpas, ressaltou Patrícia Bassili. O post Produção de biometano pode descarbonizar frota pesada no Brasil apareceu primeiro em Canal Rural.

Produtor de SP prepara solo para soja, mas aponta cautela no setor após safra frustrada

Foto: Pedro Silvestre O produtor rural Augusto Segatto, que cultiva soja em áreas de reforma de cana-de-açúcar em São Paulo e Minas Gerais, já adianta os preparativos para o plantio, com o solo praticamente pronto. Ele destaca que as áreas de cultivo estão aguardando o fim do vazio sanitário e um pouco de chuva para receber as sementes. No entanto, ele observa que muitos produtores paulistas ainda estão cautelosos na compra de insumos após uma safra frustrada. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! “Já fizemos o preparo e a eliminação das soqueiras nas áreas de reforma do canavial, e agora estamos aguardando a chuva para iniciar o plantio. Também já enterramos o calcário nas entrelinhas da cana para plantar a soja”, diz Segatto. Ele opera em uma área de 500 hectares e, mesmo com a produtividade menor na última safra, com média de 52 sacas por hectare, espera colher entre 68 e 70 sacas nesta temporada. Segatto, que já definiu sua área de plantio e garantiu as compras de insumos necessários, afirmou estar otimista para o ano, apesar de reconhecer que muitos produtores ainda não tomaram essas providências. “Acredito que grande parte das compras ainda não foram feitas, com muitos produtores ainda renegociando dívidas da safra passada e esperando uma queda nos preços dos adubos e sementes”Azael Pizzolato Neto, presidente da Aprosoja-SP A expectativa de consultorias para a nova temporada indica um aumento na área plantada em São Paulo. No entanto, a previsão da Associação dos Produtores de Soja do estado (Aprosoja-SP) é de uma queda de aproximadamente 5% na área, que na temporada 2023/24 foi de cerca de 1,3 milhão de hectares. A justificativa é de que os produtores paulistas tenderiam a optar por culturas perenes, como eucalipto e cana-de-açúcar, ou culturas que fazem rotação com canaviais, como o amendoim. De acordo com a Aprosoja-SP, muitos agricultores podem optar por culturas perenes nesta temporada, o que reduziria a área cultivada com a oleaginosa no estado “São Paulo é um estado muito diversificado em culturas. Aqui nós temos cana-de-açúcar, amendoim, citros… A soja acaba competindo com essas culturas, e acreditamos que haverá uma diminuição na área plantada”, afirma Pizzolato Neto. O post Produtor de SP prepara solo para soja, mas aponta cautela no setor após safra frustrada apareceu primeiro em Canal Rural.

Soja: relatório do USDA derruba cotações em Chicago e impacta mercado brasileiro

Foto: Guilherme Soares/Canal Rural BA O mercado internacional de soja teve na última segunda-feira (12), data da divulgação do relatório do USDA, o fator que faltava para consolidar o cenário baixista para as cotações, de acordo com a consultoria Safras & Mercado. O órgão americano indicou safra e estoques acima do esperado, e os preços despencaram na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! No Brasil, os números sofreram forte impacto, com queda nas cotações, recuo dos vendedores e lentidão no ritmo dos negócios. Para completar, a semana foi de readequação cambial, com o dólar retornando a níveis abaixo de R$ 5,50. O relatório de agosto do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) indicou que a safra norte-americana de soja deverá ficar em 4,589 bilhões de bushels em 2024/25, o equivalente a 124,9 milhões de toneladas. A produtividade foi indicada em 53,2 bushels por acre. O número superou a expectativa do mercado de 4,469 bilhões ou 121,6 milhões de toneladas. Em julho a estimativa era de 4,435 bilhões de bushels ou 120,7 milhões de toneladas. A produtividade estava estimada em 52 bushels por acre. A estimativa para a área a ser colhida foi elevada de 85,3 milhões para 86,3 milhões de acres. Os estoques finais estão projetados em 560 milhões de bushels ou 15,24 milhões de toneladas. O mercado apostava em carryover de 472 milhões de bushels ou 12,85 milhões de toneladas. Em junho, os estoques estavam estimados em 435 milhões de bushels ou 11,84 milhões de toneladas. O USDA está estimando exportações de 1,850 bilhão de bushels e esmagamento de 2,425 bilhões de bushels, contra 1,825 bilhão e 2,425 bilhões respectivamente. Para 2023/24, o Departamento indicou estoques de passagem de 345 milhões de bushels, sem alteração sobre o relatório anterior. O mercado esperava 347 milhões de bushels. O relatório indicou safra mundial de soja em 2024/25 de 428,73 milhões de toneladas. Em julho, o número era de 421,85 milhões. Para 2023/24, a previsão é de 395,12 milhões de toneladas. Os estoques finais para 2024/25 estão estimados em 134,3 milhões de toneladas, acima da previsão do mercado de 127,6 milhões de toneladas. No mês passado, a previsão era de 127,76 milhões de toneladas. Os estoques da temporada 2023/24 estão estimados em 112,36 milhões de toneladas. O mercado esperava número de 110,9 milhões de toneladas. Para a produção brasileira, o USDA manteve as estimativas em 153 milhões de toneladas para 2023/24 e em 169 milhões para 2024/25. Para a Argentina, a previsão para 2023/24 foi cortada de 49,5 milhões de toneladas para 49 milhões. Para 2024/25, a estimativa inicial é de 51 milhões de toneladas, sem alteração sobre o mês anterior. As importações chinesas em 2023/24 foram elevadas de 108 milhões para 111,5 milhões de toneladas. Para a próxima temporada, a previsão é de um número de 109 milhões de toneladas, repetindo o mês anterior. O post Soja: relatório do USDA derruba cotações em Chicago e impacta mercado brasileiro apareceu primeiro em Canal Rural.

Você viu? Boi mais chifrudo do Brasil avança na preservação com pesquisa da Embrapa

Foto: Edison Martins/Embrapa A reportagem sobre pecuária mais lida no site do Canal Rural na última semana tem como protagonista a raça crioula lageana. Trata-se de um dos bovinos mais antigos do país, que tem muita importância na pecuária por conta de sua rusticidade e poder de adaptação. Outra de suas característica é que esse é o boi mais “‘chifrudo” do Brasil, com chifres que medem quase 2 metros de ponta a ponta. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! A Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia identificou touros da raça como doadores de sêmen para conservar a variabilidade genética em bancos de germoplasma. O estudo revelou que apenas 21 animais não aparentados contribuem geneticamente para o rebanho da crioula lageana, um número abaixo do recomendado pela FAO, mas positivo para uma raça com cerca de 1.500 indivíduos no Brasil. Foto: Alexandre Floriani/Embrapa O conceito de tamanho efetivo de população é fundamental para garantir a sobrevivência das raças. A FAO recomenda um tamanho efetivo de 50 animais para evitar riscos de extinção. A raça crioula lageana, conhecida por seus chifres longos e resistência ao frio, tem uma população efetiva pequena, refletindo os desafios enfrentados por raças localmente adaptadas. O estudo da Embrapa analisou 450 animais de oito fazendas, em parceria com a Associação Brasileira de Criadores de Bovinos da Raça Crioula Lageana (ABCCL). A pesquisa é considerada um avanço significativo para o Programa de Conservação e Uso de Recursos Genéticos Animais da Embrapa, que agora poderá aumentar a coleta de material genético de 10 para 21 animais, com previsão de conclusão em até cinco anos. Além da conservação genética, o projeto busca melhorar a produtividade da raça sem perder suas características adaptativas, como tolerância térmica e resistência a parasitas. A Embrapa também está utilizando o crioulo lageano em cruzamentos com nelore na região do Matopiba, visando à produção de carne premium de forma sustentável. Os resultados foram publicados em um artigo científico que destaca a importância de uma postura ativa na escolha dos animais para preservação no Banco Genético, otimizando a variabilidade da raça. A pesquisa alerta para o risco de perda de variabilidade genética devido a cruzamentos endogâmicos e com raças comerciais. A Embrapa está orientando os criadores e atualizando o Banco Genético para garantir a preservação da raça. De onde vem a raça crioula lageana Foto: Alexandre Floriani/Embrapa A raça crioula lageana é originária, provavelmente, dos antigos bovinos hamíticos, caracterizados por chifres longos, introduzidos no sul da Espanha, provenientes da África do Norte. Trazida ao Brasil no período da colonização por portugueses e espanhóis, adaptou-se aos campos nativos de Santa Catarina e do Paraná, num processo de seleção natural que já dura séculos.  De acordo com a Embrapa, essa adaptação resultou em uma enorme rusticidade, traduzida em resistência às baixas temperaturas registradas naquela região, que está entre as mais frias do país. São animais de grande porte, produtores de carne e também apresentam boa aptidão leiteira, o que faz com que as mães tenham uma excelente habilidade materna. Apesar de os exemplares ostentarem grandes chifres, também há animais mochos na raça. Apesar de todos esses atributos, a raça estaria extinta se não fosse pelo trabalho de conservação iniciado pela família Camargo e continuado pela Embrapa e ABCCL. Nos anos 1980, a Embrapa incluiu a raça em seu Programa de Conservação e Uso de Recursos Genéticos Animais, e, em 2008, a crioula lageana foi oficialmente reconhecida como raça pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, afastando o risco de extinção. Confira a matéria completa aqui. O post Você viu? Boi mais chifrudo do Brasil avança na preservação com pesquisa da Embrapa apareceu primeiro em Canal Rural.

Ácaros são o principal desafio da citricultura; especialista mostra como combater

Foto: Ascenza Os ácaros continuam a ser uma das principais preocupações para os citricultores brasileiros, especialmente durante o período de mudanças climáticas até setembro. Esses minúsculos artrópodes, que se alimentam de diversas plantas, são conhecidos por causar grandes prejuízos aos pomares ao transmitir diferentes doenças, afetando a produtividade e a qualidade das frutas. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! José Rodolfo Melloni, engenheiro agrônomo e especialista em desenvolvimento de mercado da Ascenza, destaca a importância de identificar rapidamente a presença de ácaros para evitar perdas significativas. “É fundamental que o produtor reconheça o problema logo no início e escolha o manejo adequado para evitar uma possível queda na produtividade e na qualidade da fruta”, enfatiza. Para o controle dos complexos de ácaros, Melloni menciona o uso estratégico de acaricidas e inseticidas, que podem ser fundamentais no combate a essas pragas. Segundo ele, alguns produtos têm forte ação ovicida, enquanto outros conseguem controlar todas as fases do inseto, desde o ovo até o adulto. “Essas ferramentas são essenciais para garantir a saúde dos pomares e a qualidade da produção”, afirma. A citricultura enfrenta desafios adicionais com a competição de plantas daninhas, que competem com os citros por recursos essenciais como água, luz e nutrientes. Isso impacta diretamente no desenvolvimento vegetativo das plantas e pode resultar em menor produtividade e frutos de baixa qualidade. Melloni ainda reforça a necessidade de adotar estratégias de manejo eficazes contra os ácaros e as plantas daninhas, garantindo que os citricultores possam manter a saúde dos pomares e a qualidade da produção. O post Ácaros são o principal desafio da citricultura; especialista mostra como combater apareceu primeiro em Canal Rural.