Índice de atraso de navios com café nos portos atinge 60% em julho

Foto: Pixabay O índice de alteração de escalas e atrasos de navios com café para exportação alcançou 60% em julho, ou 167 de um total de 277 embarcações, nos principais portos do Brasil. O maior prazo de espera foi registrado no Porto de Santos (SP): 55 dias entre a abertura do primeiro e do último deadline. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! Os dados constam no Boletim Detention Zero (DTZ), elaborado pela startup ElloX em parceria com o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé). O levantamento revela que o terminal santista, principal escoador dos cafés brasileiros ao exterior, com representatividade de 68,7% no acumulado do ano até o fim de julho, registrou o maior índice de atrasos de porta-contêineres, de 77%, envolvendo 105 do total de 136 embarcações. No complexo portuário do Rio de Janeiro (RJ), o segundo maior exportador dos cafés do Brasil, com representatividade de 28,2% no acumulado de 2024, o índice de atrasos das embarcações foi de 60% em julho, o que envolveu 43 dos 72 navios destinados às remessas do produto. Além da atualização do Boletim DTZ, o Cecafé voltou a realizar um levantamento com seus associados – respondem por 77% das exportações totais – que aponta que o Brasil deixou de exportar, somente em julho, 1,262 milhão de sacas de café (3.823 contêineres) por causa de atrasos de navios, alterações de deadlines, rolagens de cargas, menor disponibilidade de contêineres e falta de espaços nos terminais portuários. Esses não embarques de café impossibilitaram a entrada de US$ 313 milhões, ou R$ 1,735 bilhão (considerando o dólar médio de R$ 5,5414 no mês), nas divisas do País e causaram prejuízos de R$ 7,456 milhões a esses associados com custos extras e imprevistos de pré-stackings, armazenagens adicionais, detentions e gates antecipados. O diretor técnico do Cecafé, Eduardo Heron, disse em comunicado que a continuidade dos altos índices de navios com alteração de escalas e rolagens de carga contribui para a lotação dos pátios dos terminais portuários, o que eleva o tempo de espera das embarcações e impede o recebimento das cargas conteinerizadas destinadas, diariamente, às exportações. “Continuamos observando a chegada de cargas do interior que são impedidas de entrar nos terminais portuários porque os pátios estão abarrotados e é a partir desse ponto que começam os custos imprevistos e elevadíssimos aos exportadores brasileiros. Isso revela o esgotamento da infraestrutura e a necessidade de ampliação da capacidade física de armazenamento de contêineres nos portos”, comentou. Conforme Heron, se mantido esse cenário logístico e “nada for feito”, a manutenção dos atrasos dos navios, em virtude das limitações de infraestrutura portuária, somada a expectativa de embarques maiores de várias cargas conteinerizadas no segundo semestre, incluindo café, algodão e açúcar, aumentarão ainda mais os desafios e prejuízos ao setor exportador. O post Índice de atraso de navios com café nos portos atinge 60% em julho apareceu primeiro em Canal Rural.
Area de milho na Argentina deve cair 21% em 2024/25, diz bolsa

Foto: Leandro Balbino/Canal Rural Mato Grosso A área semeada com milho na Argentina na temporada 2024/25 pode atingir 7,67 milhões de hectares, de acordo com estimativa da Bolsa de Comércio de Rosário. A projeção representa queda de 21%, ou 2 milhões de hectares, ante a área plantada na temporada anterior, 2023/24, e se deve principalmente aos danos causados no ciclo anterior pela cigarrinha-do-milho. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! Essa seria a primeira redução de área após nove anos de crescimento. Caso se confirme, a área poderá resultar em produção de 49 milhões de toneladas de milho, considerando clima normal, disse a bolsa. Para 2023/24, a bolsa elevou a estimativa de produção de milho de 47,5 milhões para 49 milhões de toneladas, com rendimento médio nacional de 6.540 quilos por hectare. O ajuste foi motivado em parte por um aumento na área semeada, que chegou a 9,67 milhões de hectares. Quanto ao trigo, a Bolsa de Comércio de Rosário manteve a projeção de área semeada em 2024/25 em 6,72 milhões de hectares e a de produção, em 20,5 milhões de toneladas. Bolsa de Buenos Aires A colheita de milho na Argentina estava 97,8% concluída na última semana, avanço de 1,5 ponto porcentual ante a semana anterior, disse a Bolsa de Cereais de Buenos Aires. A produtividade média nacional está em 6.490 quilos por hectare, e a estimativa de produção permanece em 46,5 milhões de toneladas. Quanto ao trigo, a bolsa disse que a parcela da safra em condição entre normal e excelente era de 84% na última semana, em comparação a 94% na semana anterior. O post Area de milho na Argentina deve cair 21% em 2024/25, diz bolsa apareceu primeiro em Canal Rural.
Coamo inaugura indústria de rações e prepara unidade de etanol de milho

Foto: Coamo/divulgação A Coamo Agroindustrial Cooperativa inaugurou nesta sexta-feira (16) uma indústria de rações e lança a pedra fundamental da indústria de etanol de milho em Campo Mourão (PR). Em nota, a cooperativa diz que o investimento na indústria de rações foi de R$ 178 milhões e na de etanol a previsão é de R$ 1,67 bilhão. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! A indústria de ração tem 6 mil metros quadrados de área construída e capacidade produtiva de 200 mil toneladas de rações por ano. “A indústria de rações já opera com 100% da capacidade produtiva. O plano para expansão dessa produção já está em andamento”, disse a Coamo na nota. Com 12 indústrias nos parques industriais em Campo Mourão e Paranaguá, no Paraná, e em Dourados (MS), a Coamo se prepara para inaugurar a 13ª unidade: uma usina de etanol de milho. Será a primeira do Paraná dedicada exclusivamente a essa produção. “A previsão é que no segundo semestre de 2026 possamos inaugurar essa nova planta”, disse o diretor industrial Divaldo Correa. Segundo ele, o milho, que até recentemente não tinha um processo completo de industrialização na Coamo, passou a ser mais consumido dentro da nova indústria de rações, representando 2% de tudo o que a cooperativa recebe. Com a usina de etanol, esse porcentual deve saltar para 20%. A nova planta terá capacidade para produzir 765 m³ de etanol hidratado por dia, 510 toneladas de DDGS (farelo de milho) e cerca de 37,4 toneladas de óleo diariamente. A usina termelétrica também produzirá 30 MW de energia elétrica, suficiente para tornar o parque industrial da Coamo em Campo Mourão energeticamente autossustentável. O post Coamo inaugura indústria de rações e prepara unidade de etanol de milho apareceu primeiro em Canal Rural.
Manter empregos em troca de desoneração: entidade chama de ‘absurda’ exigência a empresas

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil O projeto de lei que discute a prorrogação da desoneração da folha e traz a exigência das empresas para manutenção das vagas de trabalho como contrapartida foi classificado como “absurdo” por parte do setor de telecomunicações. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! “Tal exigência fere de morte a desoneração, pois ninguém, de modo responsável e sério, pode assumir um compromisso como esse, pois são muitas as variáveis econômicas, nacionais e internacionais, além das tecnológicas, que podem interferir no mercado de trabalho”, declarou, em nota, a presidente da Federação Nacional de Call Center, Instalação e Manutenção de Infraestrutura de Redes (Feninfra), Vivien Mello Suruagy. “Podemos afirmar, porém, que a desoneração, em quaisquer circunstâncias, sempre contribuirá para novas contratações e para evitar demissões, conforme se observou, de maneira comprovada, durante toda a vigência da medida, desde 2011”, enfatizou Vivien. A presidente da Feninfra pondera que atender à exigência contida no projeto de lei somente seria viável se o governo garantisse a manutenção dos contratos as empresas incluídas na desoneração possuem, o volume de serviços e a devida atualização dos preços. “O poder público, embora não tenha como assumir esse compromisso, impõe uma exigência descabida às empresas, colocando em risco milhares de empregos e a perspectiva de novas contratações de trabalhadores”, diz. O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), anunciou na quinta, 15, que adiou para a próxima terça-feira, 20, a votação do projeto de lei da desoneração da folha de pagamentos, conforme mostrou o Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado. Um dos pontos polêmicos do projeto é o trecho que obriga as empresas a firmar um termo se comprometendo a manter o mesmo número de empregos ou até a ampliar sua base de funcionários. O artigo 4 do projeto estabelece que somente terão direito à alíquota diferenciada da contribuição previdenciária patronal, entre 1º de janeiro de 2025 e 31 de dezembro de 2027, as empresas que se comprometerem a manter quantitativo de funcionários igual ou superior ao verificado no início de cada ano-calendário. O post Manter empregos em troca de desoneração: entidade chama de ‘absurda’ exigência a empresas apareceu primeiro em Canal Rural.
Combustível do Futuro impulsiona investimento de R$ 200 bi a setor, diz FPBio

Foto: Governo Federal A Frente Parlamentar Mista do Biodiesel (FPBio) afirmou que o projeto de lei do Combustível do Futuro (PL 528/2020) vai impulsionar investimentos de cerca de R$ 200 bilhões no mercado de biocombustíveis. “O projeto trará ganhos imensuráveis para a sociedade brasileira, a começar por investimentos projetados, viabilizados a partir da segurança jurídica e da previsibilidade resultantes da vigência do marco legal. São recursos que fortalecerão a segurança energética, alimentar, ambiental e de saúde pública do país”, disse a frente em nota assinada pelo presidente deputado federal Alceu Moreira (MDB-RS). Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! A manifestação da FPBio ocorre após a apresentação, pelo senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB), de parecer favorável ao texto na Comissão de Serviços de Infraestrutura do Senado. Para a frente parlamentar, o relatório de Veneziano é “um grande avanço para o Brasil e para o setor de biocombustíveis. “O projeto representa um passo definitivo para o País na estratégia de liderar a transição energética em nível global”, disse a bancada. A FPBio ressalta que o PL vai possibilitar o salto da produção de biodiesel no País de 9 bilhões de litros neste ano para 15 bilhões de litros em 2030, quando a mistura do biocombustível ao óleo diesel poderá chegar a 25%, de acordo com o projeto. “Quanto maior for a produção de biodiesel, maior será a oferta de farelo de soja no país, o que se traduz em mais competitividade para a proteína animal exportada e em preços menores no mercado interno”, ressaltou a frente. O post Combustível do Futuro impulsiona investimento de R$ 200 bi a setor, diz FPBio apareceu primeiro em Canal Rural.
Daoud critica relação entre MST e governo federal: ‘Insegurança no campo é preocupante

Foto: MST O comentarista do Canal Rural Miguel Daoud mostrou preocupação com a relação entre o movimento de invasões de terras e o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A revista Veja publicou nesta semana a informação de que ele chamou integrantes do MST para criar um comitê permanente de construção da paz no campo – mas não teria convocado entidades representantes do setor agropecuário para fazer parte do grupo. Segundo Daoud, as invasões de terras promovidas pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e outras ações geram insegurança para os produtores rurais e afetam negativamente os investimentos no agronegócio. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! Durante o programa Mercado & Cia., Daoud afirmou que a insegurança no campo é um dos maiores problemas enfrentados pelos produtores rurais. Ele destacou que o MST tem sido usado como “massa de manobra” pelo Partido dos Trabalhadores (PT) para invadir terras, o que, segundo ele, coloca em risco a segurança jurídica e econômica dos proprietários rurais. “Invadir terras é crime pela Constituição, mas essas invasões cresceram absurdamente”, criticou, referindo-se à falta de ação do governo para conter tais práticas. O comentarista também mencionou a questão das terras indígenas, afirmando que o excesso de demarcações tem contribuído para a insegurança no campo. “Hoje, os indígenas têm mais terra do que é preciso no Brasil para 800 mil indígenas. Eles não precisam de mais terra; precisam de cidadania, saúde e educação”, disse Daoud. Ele criticou a ocupação das aldeias por atividades criminosas, como tráfico de drogas e minérios, sugerindo que o governo deveria focar em proporcionar melhores condições de vida aos indígenas em vez de promover novas demarcações de terras. Para Daoud, o governo precisa estabelecer um acordo com o MST para cessar as invasões e implementar reformas adequadas que permitam aos assentados produzir de forma eficaz. Ele ressaltou que a agricultura familiar e os pequenos produtores são os verdadeiros responsáveis pela produção de alimentos no Brasil, ao contrário dos assentamentos, que, segundo ele, produzem muito pouco. Daoud concluiu que o Brasil só alcançou o status de grande exportador agrícola por mérito dos próprios produtores rurais, que souberam aproveitar a demanda crescente da China, e não pelas ações do governo. O post Daoud critica relação entre MST e governo federal: ‘Insegurança no campo é preocupante apareceu primeiro em Canal Rural.
Termo de cooperação técnica é assinado para impulsionar pecuária baiana

Foto: Guilherme Soares/Canal Rural BA Um termo de cooperação técnica para impulsionar o desenvolvimento da pecuária baiana, foi assinado nesta quinta-feira (15), em uma reunião realizada na sede da Associação dos Criadores de Caprinos e Ovinos da Bahia (Accoba), em Salvador, com empresas do segmento que atuam no estado. O acordo de cooperação técnica foi assinado entre a Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura (Seagri), a Agência Estadual de Defesa Agropecuária da Bahia (ADAB) e a Captar Agrobusiness e Confinamento Ltda. O secretário da Agricultura, Wallison Tum, o diretor-presidente da ADAB, Paulo Sérgio Luz, e o representante da Captar, Jairo Vaz, participaram da reunião. Segundo a Seagri, o objetivo do acordo é alavancar o desenvolvimento da bovinocultura através da implementação de políticas públicas que fortaleçam a inovação e a transferência tecnológica para este segmento agropecuário, especialmente com a inclusão dos pequenos produtores do oeste e sudoeste baiano. “Este acordo é um passo significativo para fortalecer a bovinocultura na Bahia, promovendo a inovação e a transferência de tecnologia”, disse o Secretráro de Agricultura, Wallison Tum. O acordo prevê a realização de ações integradas para apoiar o desenvolvimento sustentável da cadeia produtiva da bovinocultura na Bahia, promovendo a inclusão, principalmente, dos pequenos produtores rurais. Potencial de expansão Para o secretário, a Bahia possui capacidade de expansão da pecuária, sobretudo no Oeste, onde há grande disponibilidade de grãos, como a soja, utilizada na nutrição animal. Além disso, também foi ressaltado, o objetivo de disseminar novas tecnologias e formas de manejo que permitam ao produtor aumentar sua produção e produtividade, resultando na venda de animais que produzam carcaças de melhor qualidade e que rendam mais no momento da comercialização. Foto: Divulgação/Adab Paulo Sérgio Luz, diretor-presidente da ADAB, reforçou o compromisso da agência em apoiar o desenvolvimento sustentável da cadeia produtiva da bovinocultura. “Estamos comprometidos em trabalhar em conjunto para promover a inclusão de pequenos produtores rurais e disseminar novas tecnologias e formas de manejo”, afirmou Luz. Jairo Vaz, representante da Captar, falou sobre a empresa e seu papel no acordo. “Hoje, representamos o maior confinamento de gado de todo o Norte e Nordeste brasileiro, com capacidade estática para 65 mil animais em uma completa área integrada em torno de 5 mil hectares. Estamos ansiosos para colaborar neste acordo e contribuir para o desenvolvimento da bovinocultura na Bahia”, disse Vaz. Brasil alcança novo recorde em exportação de carne bovina Siga o Canal Rural Bahia no Instagram! Você também pode participar deixando uma sugestão de pauta. Clique aqui e envie uma mensagem para o nosso WhatsApp O post Termo de cooperação técnica é assinado para impulsionar pecuária baiana apareceu primeiro em Canal Rural.
Exportações do agronegócio em julho batem recorde de US$ 15,44 bilhões

Foto: APPA/divulgação As exportações brasileiras de produtos agropecuários alcançaram em julho o recorde de US$ 15,44 bilhões, informou o Ministério da Agricultura, em nota. O valor é 8,8% superior ao obtido em igual mês do ano passado, o equivalente a um aumento de US$ 1,24 bilhão sobre os US$ 14,20 bilhões registrados um ano antes. Além de ser recorde para o mês de julho, o valor é o maior exportado no ano, segundo o Ministério. O setor respondeu por 50% dos embarques totais do país no último mês. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! O desempenho das exportações do agronegócio em julho foi puxado, sobretudo, pelo aumento das vendas externas de soja, carnes, do complexo sucroalcooleiro, produtos florestais e café, observou o ministério. Juntos, esses setores representaram 82,5% das exportações do agronegócio no último mês. A pasta destacou que as exportações do complexo soja aumentaram 11,4% em relação a julho do ano passado, para 13,447 milhões de toneladas, enquanto a receita de carnes avançou 19,2%, para US$ 2,373 bilhões, especialmente de carne bovina e suína. “O desempenho excepcional da balança comercial do agronegócio em julho marcou o melhor resultado para este mês nos últimos anos. A estratégia de abrir cada vez mais mercados e fortalecer as relações diplomáticas tem permitido que produtos como soja, açúcar e carnes atinjam números históricos”, destacou o secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Roberto Perosa, na nota. Em julho, o País desembolsou US$ 1,74 bilhão com a importação de produtos agropecuários, aumento de 25,4% ante igual mês de 2023. O resultado também foi recorde, puxado pelo aumento da internalização de insumos agropecuários, como fertilizantes (+22,5%) e produtos para nutrição animal (+12,4%). Acumulado do ano De janeiro a julho, as exportações do agronegócio brasileiro alcançaram US$ 97,80 bilhões, também recorde para o período, alta de 1% ante igual período do ano passado. “Produtos como açúcar de cana em bruto e soja em grãos tiveram aumento expressivo nas quantidades embarcadas, contribuindo para o resultado positivo”, observou o Ministério. Já a participação do agronegócio nas exportações brasileiras recuou levemente de 50,1% nos primeiros sete meses de 2023 para 49,3% no acumulado até julho deste ano. Nos primeiros sete meses do ano, as importações de produtos agropecuários cresceram 15,8% em relação a igual período do ano anterior, para US$ 11,248 bilhões, equivalente a 7,6% do total internalizado pelo País no período. O saldo da balança comercial do setor ficou positivo em US$ 86,553 bilhões abaixo dos US$ 87,163 bilhões de igual período de 2023. O post Exportações do agronegócio em julho batem recorde de US$ 15,44 bilhões apareceu primeiro em Canal Rural.
Mpox: conheça sintomas e tire principais dúvidas sobre a doença

Foto: NIAID A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou esta semana que o cenário de mpox no continente africano constitui emergência em saúde pública de importância internacional em razão do risco de disseminação global da doença e de uma potencial nova pandemia. Este é o mais alto nível de alerta da entidade. De acordo com a organização, surtos da doença vêm sendo reportados na República Democrática do Congo há mais de uma década e as infecções têm aumentado de forma sustentada ao longo dos últimos anos. Em 2024, os casos já superam o total registrado ao longo de todo o ano de 2023 e somam mais de 14 mil, além de 524 mortes. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! Entre 2022 e 2023, a mpox já havia figurado como emergência global em meio à propagação do vírus em diversos países. O número de casos relatados à época atingiu seu pico em agosto de 2022 e começou a diminuir gradualmente até abril de 2023. Ainda assim, a OMS reforçou que a doença continuava a apresentar desafios à saúde pública. Pouco mais de um ano após o fim do primeiro decreto, a mpox voltou a figurar como emergência global em saúde pública. Confira, a seguir, as principais perguntas e respostas sobre a doença (com base na OMS e na Organização Pan-Americana da Saúde): O que é a mpox? Causada pelo vírus Monkeypox, a doença pode se espalhar entre pessoas e, ocasionalmente, do ambiente para pessoas, através de objetos e superfícies que foram tocados por um paciente infectado. Em regiões onde o vírus está presente entre animais selvagens, a doença também pode ser transmitida para humanos que tenham contato com os animais infectados. Quais são os sintomas da doença? A mpox pode causar uma série de sinais e sintomas. Embora algumas pessoas apresentem sintomas menos graves, outras podem desenvolver quadros mais sérios e necessitar de atendimento em unidades de saúde. O sintoma mais comum da doença é a erupção na pele, semelhante a bolhas ou feridas, que pode durar de duas a quatro semanas. O quadro pode começar com ou ser seguido de febre, dor de cabeça, dores musculares, dores nas costas, apatia e gânglios inchados. A erupção cutânea pode afetar o rosto, as palmas das mãos, as solas dos pés, a virilha, as regiões genitais e/ou anal. As lesões também podem ser encontradas na boca, na garganta, no ânus, no reto, na vagina ou nos olhos. O número de feridas pode variar de uma a milhares. Algumas pessoas desenvolvem ainda inflamação no reto, que pode causar dor intensa, além de inflamação dos órgãos genitais, provocando dificuldade para urinar. Como é a transmissão? O vírus se espalha de pessoa para pessoa por meio do contato próximo com alguém infectado, incluindo falar ou respirar próximos uns dos outros, o que pode gerar gotículas ou aerossóis de curto alcance; contato pele com pele, como toque ou sexo vaginal/anal; contato boca com boca; ou contato boca e pele, como no sexo oral ou mesmo o beijo na pele. Durante o surto global de 2022/2023, a infecção se espalhou sobretudo por via sexual. Pessoas com mpox são consideradas infecciosas até que todas as lesões tenham formado crostas e essas crostas caiam, formando uma nova camada de pele. A doença também pode ser transmitida enquanto as lesões nos olhos e no restante do corpo (boca, garganta, olhos, vagina e ânus) não cicatrizarem, o que geralmente leva de duas a quatro semanas. É possível que o vírus persista por algum tempo em vestimentas, roupas de cama, toalhas, objetos, eletrônicos e superfícies que tenham sido tocadas por uma pessoa infectada. Outra pessoa que toque nesses objetos pode adquirir o vírus se tiver cortes ou escoriações ou mesmo ao tocar olhos, nariz, boca e outras membranas mucosas sem antes lavar as mãos. A mpox pode ser transmitida durante a gravidez, da gestante para o feto, e durante ou após o parto, através do contato pele a pele. Não está claro se as pessoas que não apresentam sintomas podem propagar a doença. O vírus também pode ser transmitido para humanos quando a pessoa entra em contato com um animal infectado, incluindo algumas espécies de macacos e roedores terrestres (como esquilos). O contato, nestes casos, pode acontecer por meio de mordidas e arranhões ou durante atividades como caça e preparo do alimento. O vírus pode ser contraído ainda através da ingestão de animais infectados, caso a carne não esteja bem cozida. Quem pode contrair mpox? Qualquer pessoa que tenha contato físico próximo com alguém que apresente sintomas de mpox ou com um animal infectado corre risco de infecção. É provável que as pessoas vacinadas contra a varíola humana tenham certa proteção contra a mpox. Entretanto, é pouco provável que jovens tenham sido vacinados contra a varíola humana, já que a distribuição das doses foi praticamente interrompida em todo o mundo por ser a primeira doença humana erradicada, ainda em 1980. Mesmo vacinados contra a varíola humana, devem adotar medidas de proteção. Recém-nascidos, crianças e pessoas com imunodepressão pré-existente correm risco de apresentar sintomas mais graves e de morte por mpox. Profissionais de saúde também apresentam risco elevado devido à maior exposição ao vírus. O risco de infecção por mpox não se limita a pessoas sexualmente ativas, gays, bissexuais e homens que fazem sexo com homens (HSH). Qualquer pessoa que tenha contato próximo com alguém que apresente sintomas está em risco e qualquer pessoa com múltiplos parceiros sexuais também está em risco. Mpox pode matar? Na maioria dos casos, os sintomas da doença desaparecem sozinhos em poucas semanas, mas, em algumas pessoas, o vírus pode provocar complicações médicas e mesmo a morte. Recém-nascidos, crianças e pessoas com imunodepressão pré-existente correm maior risco de sintomas mais graves e de morte pela infecção. Quadros graves causados pela mpox podem incluir lesões maiores e mais disseminadas (especialmente na boca, nos olhos e em órgãos genitais), infecções bacterianas secundárias de pele ou infecções sanguíneas e pulmonares. As complicações se manifestam ainda por meio
Mudança nos ventos leva fumaça de incêndios florestais a Porto Alegre e deixa sol vermelho

Foto: Rosinara Ferreira Na quinta-feira (15), o céu do Rio Grande do Sul foi encoberto por uma densa camada de fumaça, surpreendendo os gaúchos. Em Porto Alegre, o fenômeno foi notado durante o início da manhã e no final da tarde, quando a visibilidade foi reduzida, apesar do céu claro. O cenário, descrito como uma “neblina cinza”, foi observado e documentado por moradores da capital. Imagens de satélite mostraram uma espessa nuvem de fumaça sobre o estado, e especialistas apontam que a causa é uma mudança na circulação dos ventos que trouxe partículas de incêndios florestais do Paraguai, norte da Argentina e da Amazônia para o sul do Brasil. Segundo a Climatempo, esses ventos transportaram a fumaça para o Rio Grande do Sul, resultando na redução da qualidade do ar e na mudança no aspecto do céu. Foto: Climatempo/Reprodução Este não é um evento isolado. Em anos anteriores, o RS já havia enfrentado situações semelhantes, como em 2020, quando a fumaça de incêndios no Pantanal atingiu fortemente a região. Em 2022, a fumaça originada na floresta amazônica também chegou ao noroeste e norte do Rio Grande do Sul. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! A MetSul Meteorologia informou que a fumaça vinda da Amazônia cobriu Porto Alegre ao longo do dia, tornando-se mais visível à medida que o volume de partículas aumentava. A previsão é que o corredor de fumaça proveniente da Amazônia continue afetando o Rio Grande do Sul nos próximos dias, especialmente com o número elevado de queimadas na região amazônica, que já ultrapassa a média mensal no estado do Amazonas. O post Mudança nos ventos leva fumaça de incêndios florestais a Porto Alegre e deixa sol vermelho apareceu primeiro em Canal Rural.