Setembro começa com calor escaldante, mas há chuva de até 100 mm em algumas áreas

Foto: Pixabay O inverno ainda não foi embora, mas setembro inicia com calor em grande parte do Brasil. Contudo, há exceções. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: Siga o Canal Rural no WhatsApp! Veja a previsão do tempo do meteorologista do Canal Rural, Arthur Müller, para as cinco regiões do país entre os dias 2 e 6. Sul A segunda-feira (2) começa com temperatura mais baixa, especialmente no Rio Grande do Sul. Em Passo Fundo, por exemplo, a mínima prevista é de 8ºC. Dia de sol e muitas nuvens no litoral e leste gaúcho. No oeste de Santa Catarina, há chance de nevoeiro ao amanhecer. Já no Paraná, dia de sol, poucas nuvens, tempo firme e seco. Aliás, nos próximos cinco dias, a tendência é de tempo firme em todo o território paranaense, com chuvas pontuais somente na faixa litorânea em acumulados que não devem ultrapassar 15 mm. Atenção para a faixa que compreende o norte gaúcho e sudeste catarinense, regiões onde os acumulados podem ultrapassar os 100 mm no decorrer da semana, tendo em vista que haverá uma frente estacionária atuando sobre estas áreas entre terça e quinta. Há chances de alagamentos e deslizamentos nas encostas montanhosas. Contudo, no centro-sul do Rio Grande do Sul e no centro-norte de Santa Catarina, o tempo continua firme. Sudeste A semana continua com temperaturas bastante elevadas na Região, com umidade do ar em alerta no interior paulista e no Triângulo e noroeste de Minas Gerais. Nos litorais fluminense e capixaba, há chance de ventania, mas sem chuva. Todas as capitais do Sudeste permanecem com tempo firme. Nos próximos cinco dias, não deve chover em nenhuma das áreas, com onda de calor nos quatro estados. Em Araçatuba, interior de São Paulo, por exemplo, a temperatura máxima deve chegar a 38ºC. O risco para focos de incêndio continua aumentando nos próximos dias, principalmente em Minas Gerais e no interior de São Paulo. Centro-Oeste A segunda-feira começa com ar seco e baixa umidade durante toda a semana na Região. A umidade relativa do ar pode ficar abaixo de 12% em áreas de tríplice divisa. O sol predomina quase sem nuvens no céu entre Goiás, Distrito Federal e leste de Mato Grosso. Já nos próximos cinco dias não deve chover em nenhuma das áreas, com ondas de calor predominando nos três estados. A temperatura máxima deve ultrapassar os 40ºC, ocasionando estresse térmico no gado em confinamento. Portando, recomenda-se que o pecuarista mantenha boa ventilação e umidade nestas áreas. Lavouras e pastagens seguem prejudicadas em todas as áreas pela falta de umidade, com risco aumentado para focos de incêndio em todas as regiões. Como a umidade relativa do ar deve ficar abaixo dos 20%, não recomenda-se o tratamento fitossanitário esta semana. O tempo firme deve favorecer o avanço das colheitas do algodão e do milho segunda-safra. Nordeste A semana começa com a costa leste da Região ainda com tempo mais instável. Há condições de chuva a qualquer momento desde o estado de Alagoas até o litoral do Pernambuco. Pancadas moderadas no leste da Bahia e nos litorais da Paraíba e do Rio Grande do Norte. Já nas demais áreas, tempo firme, seco e com calor, incluindo Fortaleza, Teresina e São Luís. Em cinco dias, o acumulado de chuva será de, aproximadamente, 10 mm nos litorais do Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas e Sergipe. Na faixa leste da Bahia, o volume de chuva poderá chegar a 15 mm, o que ainda ajuda a manter a boa umidade do solo. O tempo quente e seco deve favorecer as operações em campo, como a qualidade da pluma do algodão. Nas áreas de interior, segue a restrição hídrica e o risco potencial para focos de incêndio. Como a umidade relativa do ar deve ficar abaixo dos 20%, não recomenda-se o tratamento fitossanitário esta semana. Norte A segunda-feira se inicia sem previsão de chuva em Rio Branco, Macapá, Palmas e Belém. Há pancadas mais irregulares entre o norte do Amazonas e o estado de Roraima. Porém, nos próximos cinco dias a chuva se concentra em Roraima e na faixa oeste do Amazonas, com volumes entre 30 mm e 40 mm. Em Rondônia, Pará, Acre e Tocantins, as temperaturas máximas nesta semana ultrapassarão os 37ºC, causando estresse térmico nas lavouras e no gado em confinamento. Ainda não há previsão do retorno da chuva em Rondônia, Tocantins e centro-sul do Pará. Como a umidade relativa do ar deve ficar abaixo dos 20% no centro-norte da região nesta semana, não se recomenda o tratamento fitossanitário. A seca na Região deve continuar, visto que a projeção é de retorno da chuva apenas em outubro, mas, ainda assim, com volumes abaixo da média. O post Setembro começa com calor escaldante, mas há chuva de até 100 mm em algumas áreas apareceu primeiro em Canal Rural.

Indicação geográfica pode valorizar produtos em até 50%

Foto: Festuris A valorização de produtos com Indicação Geográfica (IG) é uma tendência em crescimento no Brasil, com potencial de aumentar o valor de mercado desses itens em até 50%, conforme destaca André Bordignon, gestor estadual de Indicação Geográfica do Sebrae RS. Atualmente, o país possui 118 IGs, com o Rio Grande do Sul sendo pioneiro nesse processo. A primeira IG no estado foi reconhecida há 22 anos, e hoje o estado conta com 13 indicações, além de duas interestaduais, em parceria com Santa Catarina e Paraná. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! Para promover e valorizar esses produtos, o evento Connection Terroirs do Brasil foi realizado de 28 a 31 de agosto em Gramado, RS. Organizado pelo Sebrae RS em conjunto com Rossi & Zorzanello, o evento reuniu produtores, consumidores, chefs de cozinha e painelistas renomados, com o objetivo de gerar novas conexões e negócios para os produtos brasileiros que possuem IG. Durante o evento, foram realizados painéis, palestras, e aulas-show de gastronomia com convidados nacionais e internacionais. A programação aconteceu em diferentes locais do centro de Gramado, incluindo o Palácio dos Festivais, a Rua Coberta, e a Praça Major Nicoletti. Na Alameda Terroir, expositores de todo o Brasil apresentaram e venderam produtos com certificação de origem, como os queijos da Canastra, o guaraná da Amazônia, o cacau do Pará, cachaças mineiras, e vinhos gaúchos. Artesanatos como a renda de agulha Lacê de Sergipe e cerâmicas do interior de São Paulo também estiveram em exposição. O evento ressaltou a importância da Indicação Geográfica não apenas para a valorização econômica dos produtos, mas também para o desenvolvimento do turismo local, como explicou Amanda Paim, especialista em Turismo do Sebrae RS. Regiões que obtiveram esse reconhecimento têm prosperado turisticamente, demonstrando a relevância de se promover e incentivar esse tipo de certificação. O post Indicação geográfica pode valorizar produtos em até 50% apareceu primeiro em Canal Rural.

Procon encontra variação de até 108% nos preços das carnes

Foto: Procon/Governo do Tocantins O Procon Tocantins realizou, nesta semana, uma pesquisa detalhada dos preços de 32 cortes de carnes, incluindo bovinos, suínos, aves, peixes e linguiças, em 10 estabelecimentos comerciais de Palmas. Entre os locais pesquisados, estavam sete açougues de supermercados e três casas de carnes. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: Siga o Canal Rural no WhatsApp! A pesquisa encontrou variações significativas de preços entre os diferentes pontos de venda, com destaque para a costela dianteira bovina, que apresentou uma variação de 108,42%, com o preço encontrado de R$ 11,99 a R$ 24,99. O peito de frango registrou uma variação de 101,68% entre o menor preço, de R$ 12,49, e o maior, de R$ 25,19. Já o músculo bovino teve uma variação de 100,05%, com preços entre R$ 18,99 e R$ 37,99. Entre as linguiças, a calabresa foi a que apresentou maior variação, sendo vendida por valores que vão de R$ 21,90 a R$ 38,99, o que representa uma diferença de 78,04%. Nas carnes de porco, o lombo registrou uma variação de 33,21%, com preços entre R$ 24,99 e R$ 33,29. Já entre os peixes, o tambaqui foi o item que apresentou a maior diferença, com uma variação de 29,75%, sendo comercializado entre R$ 18,49 e R$ 23,99. O superintendente interino do Procon Tocantins, Magno Silva, reforça a importância da pesquisa de preços antes das compras: “Ao comparar os valores praticados por diferentes fornecedores, o consumidor pode identificar a melhor oferta, evitando gastos desnecessários. Muitas vezes, a diferença de preços pode ser significativa e a pesquisa permite que o consumidor possa aproveitar descontos e promoções. O Procon Tocantins também orienta que, caso o consumidor encontre irregularidades quanto à produção, manuseio, armazenamento ou comercialização desses produtos, deve registrar sua denúncia por meio do Disque Procon 151. Saiba em primeira mão informações sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo. Siga o Canal Rural no Google News. O post Procon encontra variação de até 108% nos preços das carnes apareceu primeiro em Canal Rural.

Indústria lança primeiro arroz rastreado com tecnologia da Embrapa

Foto: Paulo Lanzetta A Arrozeira Pelotas lançou o primeiro lote de arroz rastreado do Brasil, utilizando o Sistema Brasileiro de Agrorrastreabilidade (Sibraar), uma tecnologia desenvolvida pela Embrapa que utiliza blockchain para garantir a integridade e auditabilidade dos dados. O arroz da marca Brilhante, rastreado com essa tecnologia, chegou inicialmente aos mercados do Distrito Federal no final de agosto e, em seguida, será distribuído para outros estados, como Rio Grande do Sul, Acre, Amazonas, Mato Grosso do Sul e Pará. O Sibraar permite que o consumidor acesse informações detalhadas sobre a origem da matéria-prima e o processo pelo qual o produto passa, desde o cultivo até o momento em que chega ao supermercado. Essas informações estão disponíveis por meio de um QR Code impresso nas embalagens, que, ao ser escaneado, direciona para uma página de rastro com dados sobre o produtor, localização, cultivares utilizadas, e detalhes do processo de industrialização, entre outros. Iniciativa visa atender legislação e demandas dos consumidores A iniciativa responde às demandas previstas na Lei do Autocontrole, que estabelece a necessidade de monitoramento e registro auditável das informações ligadas aos processos produtivos, visando garantir a qualidade, segurança e conformidade legal dos produtos agropecuários. Nathalia Xavier, supervisora de qualidade na Arrozeira Pelotas, destaca que o projeto teve apoio integral da diretoria e gerência da empresa, alinhando-se às regulamentações vigentes e adotando mecanismos de autocontrole e certificações. “Nosso objetivo é disponibilizar aos consumidores informações relevantes sobre o produto, demonstrando transparência no controle do nosso processo de produção”, explica Nathalia Xavier. Transparência e valorização da cadeia produtiva A rastreabilidade via blockchain, oferecida pelo Sibraar, não apenas garante a integridade dos dados, mas também agrega valor aos produtos, criando um diferencial competitivo para a indústria. Alexandre de Castro, pesquisador responsável pela tecnologia, ressalta a importância de fomentar uma cultura de rastreabilidade no Brasil, similar ao que ocorre na Europa, onde consumidores exigem informações detalhadas sobre a origem dos produtos que compram. “O consumidor cada vez mais consciente começa a exigir que as indústrias e redes de varejo disponibilizem ferramentas de rastreabilidade para auxiliar na escolha no momento da compra”, comenta Anderson Alves, supervisor da área de negócios da Embrapa Agricultura Digital. Parcerias estratégicas para expandir a rastreabilidade A Embrapa tem firmado parcerias estratégicas com diversas associações de produtores, como a Associação Brasileira da Indústria do Arroz (Abiarroz), para expandir o uso da rastreabilidade em diferentes cadeias produtivas. A diretora-executiva da Abiarroz, Andressa Silva, destaca que o Sibraar incorpora o programa de autocontrole existente na indústria e promove a rastreabilidade do produtor ao consumidor, numa cadeia protegida por blockchain. Além de garantir a conformidade com as regulações de qualidade e segurança, a rastreabilidade também melhora a gestão da cadeia de suprimentos, protege contra fraudes, aumenta a confiança do consumidor e valoriza os produtos que adotam essas práticas sustentáveis. O lançamento oficial da tecnologia de rastreabilidade do arroz foi realizado durante a 47ª Expointer, em Esteio, Rio Grande do Sul, nesta sexta-feira (29), no espaço da Embrapa junto ao estande do governo federal. O post Indústria lança primeiro arroz rastreado com tecnologia da Embrapa apareceu primeiro em Canal Rural.

Ciência mapeia regiões com risco de desenvolvimento de novas pragas agrícolas

Foto: Federico Figueroa Cabezas Uma pesquisa recente realizada pela Embrapa identificou as regiões e polos produtores brasileiros mais propensos ao desenvolvimento de três insetos-praga quarentenários ausentes: a Anastrepha curvicauda, a Bactrocera dorsalis e a Lobesia botrana. Essas pragas, que ainda não chegaram ao Brasil, são conhecidas por causar grandes prejuízos à fruticultura em outros países. Se forem introduzidas, elas poderiam se tornar uma preocupação constante para os agricultores, atacando diversas culturas e impactando o comércio internacional. O estudo mapeou as regiões e épocas do ano em que essas pragas encontrariam condições climáticas favoráveis e hospedeiros adequados no Brasil. Além disso, a pesquisa também identificou potenciais inseticidas e agentes de controle biológico que poderiam ser utilizados caso essas pragas sejam detectadas no país. Pragas e os riscos identificados A Bactrocera dorsalis, conhecida como mosca-das-frutas-oriental, poderia se desenvolver no Brasil entre julho e outubro, afetando culturas como abacate, banana, cacau, e café. A Embrapa identificou regiões nas áreas Nordeste, Centro-Oeste e Sudeste como propícias ao desenvolvimento dessa praga. Em algumas áreas do Nordeste, o risco é contínuo ao longo do ano. A Anastrepha curvicauda, mosca-das-frutas-do-mamão, preocupa especialmente devido à importância do mamão e da manga para a exportação brasileira. O zoneamento identificou 721 municípios vulneráveis em todas as regiões, com destaque para estados produtores dessas frutas. Já a Lobesia botrana, conhecida como traça europeia dos cachos da videira, representa uma ameaça à viticultura e outras culturas frutíferas no Brasil. A praga tem condições favoráveis para se desenvolver durante todos os meses do ano nas Regiões Centro-Oeste e Sudeste e em diversos meses no Nordeste e Sul. Estratégias de controle e preparação antecipada De acordo com o analista Rafael Mingoti, da Embrapa Territorial (SP), a equipe utilizou métodos avançados de zoneamento climático e algoritmos para identificar as regiões de risco no Brasil. Esses métodos consideram dados históricos de clima e a presença de plantas hospedeiras para mapear áreas de risco. Quando dados laboratoriais específicos não estão disponíveis, são utilizados algoritmos para comparar dados ambientais de regiões afetadas no exterior com condições semelhantes no Brasil. Em se tratando de pragas quarentenárias ausentes, ainda não existem produtos registrados no Brasil para seu controle. A Embrapa realizou um levantamento internacional de agrotóxicos e agentes de controle biológico já utilizados contra essas pragas em outros países. Foram avaliados 41 princípios ativos para a Lobesia botrana, 8 para a Anastrepha curvicauda e 23 para a Bactrocera dorsalis. Cooperação e sustentabilidade no combate às pragas Os resultados da pesquisa foram compilados em relatórios para a Secretaria de Defesa Agropecuária (SDA) do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). Esses relatórios irão subsidiar políticas públicas e regulamentações para o controle fitossanitário dessas pragas. Segundo José Victor Alves Costa, coordenador-geral de Agrotóxicos e Afins do Mapa, a identificação de agrotóxicos e agentes de controle biológico é crucial para medidas emergenciais em caso de ingresso dessas pragas no território nacional. A pesquisa contou com a colaboração de diversas unidades da Embrapa, incluindo Meio Ambiente, Amapá, Semiárido e Territorial, além de fiscais federais do Mapa. A antecipação e preparação para o possível surgimento dessas pragas demonstram o compromisso da Embrapa e do governo brasileiro com a sustentabilidade e a proteção da agropecuária nacional. O post Ciência mapeia regiões com risco de desenvolvimento de novas pragas agrícolas apareceu primeiro em Canal Rural.

Expectativa de safra recorde de soja nos EUA pressionou mercado em agosto

Foto: Guilherme Soares/Canal Rural BA Os preços da soja tiveram comportamento misto em agosto, mês marcado por negócios em ritmo lento. Os agentes aproveitaram repiques pontuais para comercializar, diante de um quadro que se configura negativo para as cotações. No balanço do período, tanto câmbio como os contratos futuros na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) recuaram. Variação da soja disponível no mês Passo Fundo (RS): começou agosto em R$ 132 e fechou em R$ 130 Cascavel (PR): subiu de R$ 129 para R$ 133 Rondonópolis (MT): avançou de R$ 123 para R$ 131 Porto de Paranaguá: abriu e fechou o mês a R$ 138 Bolsa de Chicago Foto: Reprodução Em Chicago, os contratos com vencimento em novembro apresentaram retração de 2,12% no mês, cotados na manhã da sexta (30), a US$ 10,00. No entanto, em boa parte do mês, a posição mais negociada ficou abaixo desse patamar. A pressão sobre Chicago está sendo exercida pelo bom desenvolvimento das lavouras estadunidenses. O clima beneficiou a soja na atual temporada e, com a colheita próxima a ter início, as expectativas são positivas sobre o tamanho da safra, que deve ser a maior da história. A produção norte-americana deverá totalizar 4,74 bilhões de bushels (aproximadamente 129 milhões de toneladas) em 2024, com produtividade média de 54,9 bushels por acre. A previsão foi divulgada pela Pro Farmer, após a realização da sua tradicional Crop Tour, entre 19 e 23 de agosto. Projeção acima do USDA A estimativa de produção indicada ficou acima do projetado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) em seu mais recente relatório, de 4,589 bilhões de bushels. O USDA trabalha com rendimento de 53,2 bushels por acre. O dólar também cedeu no balanço do mês na comparação com o real, mas segue em níveis elevados. Na manhã do dia 30, a moeda era cotada a R$ 5,62, com uma queda de 0,56% no mês. Mas, durante o período, a moeda oscilou bastante, com picos acima de R$ 5,80, que favoreceu negócios pontuais e conteve a queda nos preços da soja no mercado físico. O post Expectativa de safra recorde de soja nos EUA pressionou mercado em agosto apareceu primeiro em Canal Rural.

Sistemas integrados cana-grãos potencializam a pegada de carbono favorável dos grãos

Foto: Segundo Urquiaga Na última terça-feira (27), ocorreu a 5ª Reunião do Grupo Fitotécnico IAC, no auditório principal do Centro de Cana IAC em Ribeirão Preto-SP. O evento contou com a participação de especialistas e representantes do setor sucroenergético, que discutiram temas relacionados à sustentabilidade e inovação na agricultura. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! Marcos Landell, coordenador do Grupo Fitotécnico IAC, abriu o evento, destacando a importância dos sistemas integrados de produção, que combinam o cultivo de cana-de-açúcar com grãos, como soja e amendoim, para potencializar uma pegada de carbono mais favorável dos grãos. Vantagens ambientais e econômicas da integração cana-grãos Nilza Patrícia Ramos, pesquisadora da Embrapa Meio Ambiente, apresentou uma palestra sobre a contabilidade de carbono em sistemas de cana-de-açúcar integrados com grãos. Segundo Ramos, a integração de culturas ocorre principalmente durante a reforma do canavial, período em que o solo fica livre para o cultivo de outras plantas. Ela explicou que essa prática não só proporciona uma receita adicional para os produtores, reduzindo os custos da implantação da cana, mas também permite o compartilhamento das emissões de gases de efeito estufa provenientes das operações de preparo da área. “Há também o potencial de entrada de carbono no solo pela permanência dos restos culturais dos grãos, dependendo da espécie plantada. A soja e o amendoim são duas dessas espécies“, destacou Ramos. A integração, portanto, não só melhora o uso da terra, mas também combate as mudanças climáticas ao promover um ciclo de carbono mais sustentável. Outros temas discutidos no evento O evento também incluiu palestras sobre os benefícios da inclusão do amendoim na reforma da cana-de-açúcar, com José Rossato, presidente da Câmara Setorial do Amendoim, e sobre soluções para o período vegetativo da cana, apresentadas por Aimêe Seleghim, especialista em cana-de-açúcar da Stoller, que falou sobre o Programa Promova ND. Representantes de várias usinas, incluindo Usinas Santa Adélia, Nardini Agroindustrial, MGC Agroindustrial, Usina Cerradão, Grupo Alta Mogiana, e do sindicato rural de Jaboticabal, compartilharam suas experiências com a reforma de grãos, enfatizando as práticas bem-sucedidas e os desafios enfrentados. Campanha beneficente e participação Além das discussões técnicas, o evento também teve um caráter solidário. O coordenador do Grupo Fitotécnico IAC solicitou a doação de 1 kg de alimento não perecível como parte de uma campanha beneficente. As doações serão enviadas para instituições de caridade, fortalecendo o compromisso do setor agrícola com a responsabilidade social. As inscrições para o evento foram realizadas pelo site oficial do Grupo Fitotécnico de Cana, e os organizadores esperam que as práticas discutidas contribuam para um setor mais sustentável e eficiente. O post Sistemas integrados cana-grãos potencializam a pegada de carbono favorável dos grãos apareceu primeiro em Canal Rural.

Apesar da seca, produção de tomate cresce 18% em São Paulo

Foto: Secretaria de Agricultura e Abastecimento A produção de tomate envarado ou para mesa apresentou crescimento de 18,4% na safra de inverno 2023/2024, segundo estimativa do Instituto de Economia Agrícola (IEA-Apta), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo (SAA). Mesmo com as adversidades climáticas, como a forte estiagem enfrentada pelos agricultores paulistas, a expectativa é de que a produtividade do tomate seja 17,6% maior, o que levou a produção de tomate para mesa a mais de 392 mil toneladas, com rendimento médio de 92.394 kg/ha. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: Siga o Canal Rural no WhatsApp! O tomate, assim como amendoim, arroz e soja, é uma cultura muito atingida pelo período de estiagem. Mesmo assim, com o auxílio do governo paulista, o setor deve encerrar a safra com resultados positivos. Atento ao problema da falta de chuvas, o Estado de São Paulo já liberou quase R$ 1 bilhão em recursos emergenciais ao agro por conta da estiagem. “A gente quer ajudar os nossos produtores a investir em irrigação com taxas de juro baratas. Por que temos tanto problema se há disponibilidade hídrica? Por falta de investimento em irrigação. É isso que a gente quer combater”, afirmou o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas. O produtor rural pode receber auxílio de diversas formas. Em subvenção ao seguro rural, foram liberados R$ 100 milhões. O valor cobre de 25% a 30% da apólice. Além disso, o governo de São Paulo, por meio da Secretaria de Agricultura, vai liberar R$ 200 milhões em linhas de crédito para pequenos produtores afetados pela seca. Vale lembrar, que em julho, foi liberada uma linha de crédito emergencial de R$ 5 milhões para os produtores de batata-doce e mandioca afetados pela estiagem no Estado de São Paulo. Os municípios contemplados pelo crédito foram definidos a partir de um levantamento da Defesa Civil, com objetivo de otimizar a aplicação dos recursos. A secretaria de agricultura também formulou um plano de irrigação com o objetivo de dobrar as áreas irrigadas no estado em quatro anos. Entre outras ações, prevê uma linha de crédito para os agricultores com recursos para aquisição de implementos, além de todo o apoio técnico dos institutos de pesquisa ligados à Secretaria de Agricultura e Abastecimento. “Com as lavouras irrigadas, a colheita é garantida mesmo com a seca. Nossa meta é chegar a 30% das áreas irrigadas até 2030. Hoje, apenas 6% da área produtiva do agro paulista possui sistema de irrigação”, ressalta Guilherme Piai, secretário de Agricultura e Abastecimento de São Paulo. Saiba em primeira mão informações sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo. Siga o Canal Rural no Google News. O post Apesar da seca, produção de tomate cresce 18% em São Paulo apareceu primeiro em Canal Rural.

Região rural pagará mais de R$ 90 mil a trabalhadores remotos que se mudarem para lá

Foto: Agência Brasil O Vale de Ambroz, na Espanha, está oferecendo até 15 mil euros (cerca de R$ 93,4 mil) em bolsas para nômades digitais e trabalhadores remotos que queiram se mudar para a região por pelo menos dois anos. A oferta pode contemplar até 200 pessoas e as inscrições começam em setembro, de acordo com a Euronews. Trata-se de uma área rural na região de Extremadura, na fronteira com Portugal, que sofre, segundo descrito em comunicado do governo local, de uma “perda constante de população e serviços”. Região menos visitada A região é uma das menos visitadas da Espanha e tem um dos menores PIBs per capita do país, além de uma das maiores taxas de desemprego, de 17,6%, em comparação com a média nacional de 11,9%. Para incentivar o povoamento e a economia, as autoridades de Extremadura reservaram fundos de 2 milhões de euros para o programa focado em atrair nômades digitais – principalmente trabalhadores da área da tecnologia. De acordo com o governo local, a cobertura de fibra ótica e celular estão acima da média nacional. Mulheres, jovens com menos de 30 anos e aqueles que escolherem se mudar para vilas com menos de 5 mil habitantes são elegíveis para uma bolsa de 10 mil euros. Outros receberão 8 mil euros. Após dois anos, aqueles na primeira categoria que escolherem ficar mais um ano recebem um segundo pagamento de 5 mil euros, enquanto os restantes receberão 4 mil euros. Quem pode se inscrever? Um dos requisitos para participar do programa é que a pessoa não tenha vivido na região nos últimos seis meses e já tenha um visto de nômade digital aprovado pelas autoridades espanholas. Veja quem pode participar: Pessoas que trabalham em regime completamente remoto; Estrangeiros que já residem legalmente na Espanha e possuem um número de identidade estrangeira; Cidadãos não pertencentes à União Europeia, desde que já participem do esquema de visto de nômade digital da Espanha. Como funciona a inscrição? A data de abertura das inscrições ainda não foi confirmada, mas está prevista para o mês de setembro, de acordo com a Euronews. Elas permanecerão abertas até que todos os fundos separados para o programa sejam distribuídos. As inscrições serão feitas pela internet e o prazo para resposta aos candidatos será de três meses. Os que forem bem-sucedidos precisam escolher e se registrar em um município na Extremadura para obter um registro local para residentes dentro de três meses. Depois, o prazo para solicitar o pagamento da bolsa, que será feito em uma única transação, é de um mês. Região da Extremadura A região tem um custo de vida baixo quando comparado com outras áreas da Espanha. A cidade de Badajoz, por exemplo, custa em média 30% menos em refeições, transporte público e serviços públicos, ante a capital, Madri, informa a Euronews. Extremadura é a segunda maior produtora de vinho da Espanha e tem entre seus atrativos reservas naturais, cadeias de montanhas, antigas ruínas romanas e praias de água doce. O post Região rural pagará mais de R$ 90 mil a trabalhadores remotos que se mudarem para lá apareceu primeiro em Canal Rural.

Produção de cana pode cair 20% com mudanças climáticas, diz estudo

Safra de cana-de-açúcar do Brasil. Foto: Divulgação Um estudo do Laboratório Nacional de Biorrenováveis do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM) projeta que as mudanças climáticas poderão provocar queda na produção brasileira de cana-de-açúcar de até 20% nos próximos dez anos. A diminuição, de acordo com a pesquisa, causaria um efeito drástico similar no mercado de etanol combustível e no setor de biocombustíveis do Brasil. O país é líder mundial na produção e consumo de biocombustíveis. Ameaças à cana-de-açúcar Segundo o levantamento, a redução na quantidade e frequência de chuvas é apontada como o principal fator prejudicial ao desenvolvimento da cana-de-açúcar, superando até mesmo a elevação das temperaturas. “A projeção foi possível graças a técnicas de modelagem agroclimática. Os pesquisadores analisaram dados climáticos históricos e fizeram simulações considerando variáveis para estimar o que pode acontecer, nos próximos anos, com a cultura de cana na região Centro-Sul do Brasil”, destacou o CNPEM, em nota. Dados climáticos A região estudada abrange os estados de São Paulo, Goiás, Minas Gerais, Paraná, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, que produzem atualmente 90% da cana-de-açúcar do país. A pesquisa utilizou dados climáticos do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e adotou o modelo Crop Assessment Tool, desenvolvido pelo CNPEM, para descobrir como as mudanças climáticas podem afetar a produtividade da cana-de-açúcar. “A queda na produção já começou a ser sentida e pode se agravar, caso não sejam adotadas ações para mitigar os impactos ambientais. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima redução de 3,8% na safra de 2024/25, em consequência dos baixos índices pluviométricos e das altas temperaturas na região Centro-Sul”, ressalta a pesquisa. Queda nas receitas Foto: CNA O principal participante do estudo, o engenheiro agrícola Gabriel Petrielli, alerta que a diminuição da produção da cana poderá causar uma forte queda nas receitas no setor. “O recuo na produtividade da cana-de-açúcar pode levar a uma redução da receita de CBIOs da ordem de US$ 1,9 milhão para cada bilhão de litros de etanol produzido, resultando em uma perda de receita no setor da ordem de US$ 60 milhões anualmente”, destaca. O post Produção de cana pode cair 20% com mudanças climáticas, diz estudo apareceu primeiro em Canal Rural.