Brasil e China estudam impactos de eventos climáticos extremos na Caatinga

Foto: Embrapa Semiárido Pesquisadores do Brasil e da China estão avançando em uma colaboração internacional para investigar os impactos das mudanças climáticas em ecossistemas tropicais dos dois países, dentre eles a Caatinga. O projeto tem como objetivo analisar a influência da variabilidade climática e de eventos extremos, como o El Niño, na fenologia vegetal e suas implicações para a biodiversidade. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: Siga o Canal Rural no WhatsApp! Dividido entre as instituições dos dois países, o projeto tem a Unesp Rio Claro liderando as atividades no Brasil, enquanto a Beijing Normal University coordena a pesquisa na China. A iniciativa é financiada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). Interação do clima com a vegetação A atuação da Embrapa Semiárido se concentra em dois aspectos: o primeiro é analisar o impacto de eventos climáticos extremos, como secas severas, na vegetação da caatinga. Já o segundo envolve o estudo das diferentes escalas espaciais e temporais aplicáveis ao monitoramento da vegetação. “Estamos avaliando as interações do clima com a vegetação a partir de diversas tecnologias”, explica Magna Moura, pesquisadora da Embrapa. No Campo Experimental da Caatinga, em Petrolina, uma torre de referência que mede fluxos de carbono, água, radiação, precipitação e umidade do solo, dentre outros parâmetros ambientais, conta com uma câmera fenológica acoplada, que observa diariamente as respostas das plantas às variações do tempo e do clima. “Esse monitoramento é complementado com imagens de drone, que ampliam a área de observação para cerca de cinco hectares, e de satélites como o Landsat e o Modis, que oferecem uma visão mais ampla, com resoluções entre 30 e 500 metros”, relata Moura. O projeto combina esses dados da Caatinga com informações de outras regiões do Brasil e da China, permitindo uma análise mais abrangente dos impactos climáticos. Pesquisa em biomas brasileiros A coordenadora do projeto no Brasil, a pesquisadora Patrícia Morellato, da Unesp, ressalta que, além da Caatinga, o estudo também abrange a análise dos efeitos dos eventos climáticos na dinâmica foliar e na resposta da vegetação do Cerrado. “Estamos vendo um aumento de secas extremas e chuvas intensas em várias regiões. Esse projeto nos oferece uma oportunidade única de avaliar a adaptação e a resiliência da vegetação brasileira e entender como as espécies desses dois biomas estão reagindo a esses eventos extremos”, afirma Morellato. Com a utilização de torres de fluxo e câmeras especializadas para monitorar e fotografar a vegetação de forma sequencial, o projeto tem analisado o ritmo de produção e perda de folhas, correlacionando esses dados com gatilhos ambientais e eventos climáticos. As torres de fluxo, instaladas em locais estratégicos na Caatinga e no Cerrado, permitem que as equipes comparem as respostas das plantas a fenômenos como o El Niño, que teve um impacto significativo no clima entre 2022 e 2023. “Queremos descobrir se a vegetação se tornou mais ou menos produtiva após esses eventos extremos e como isso afeta a fotossíntese e a captação de carbono”, destaca a pesquisadora da Embrapa Magna Moura. A análise inclui a validação de padrões de vegetação detectados por satélite para verificar como o comportamento foliar é refletido nas imagens de sensoriamento remoto. Impactos nos serviços ecossistêmicos Além de monitorar a dinâmica foliar, o projeto também busca estimar como as mudanças fenológicas podem impactar serviços ecossistêmicos cruciais, como a produção de frutos. “O umbuzeiro, por exemplo, têm grande importância para as populações tradicionais do Semiárido, que dependem de seus frutos. Se a sincronia da produção de frutos for afetada, isso pode gerar sérias consequências para essas comunidades”, explica Morellato. A coordenadora do projeto destaca ainda um dos aspectos inovadores do trabalho, que envolve o monitoramento fenológico de uma espécie em nível global. O Jacarandá (Jacaranda mimosifolia Don.) foi escolhido como espécie piloto, devido à sua distribuição em 55 países. “Se esse piloto der certo, podemos replicá-lo para outras espécies e regiões, envolvendo mais pessoas e ampliando a coleta de dados”, conta a pesquisadora. Morellato também enfatiza a importância da parceria internacional para aprimorar estratégias de adaptação e restauração de espécies diante das mudanças climáticas. “Este projeto fortalece as relações científicas entre Brasil e China e contribui para a compreensão dos efeitos globais das mudanças climáticas, oferecendo dados valiosos para a conservação e manejo sustentável dos ecossistemas”. Comitiva chinesa visita Embrapa Semiárido Como parte das ações do projeto, nos dias 21 e 22 de agosto, a Embrapa Semiárido recebeu uma comitiva de pesquisadores chineses para um intercâmbio científico. A delegação, composta por representantes de universidades chinesas (Beijing Normal University, East China Normal University e Zhejiang University) e pesquisadores da UNESP e da USP, iniciou sua visita ao site de referência em estudos de clima e vegetação da caatinga, onde fica a torre de fluxos – Caatinga-FLUX Tower, localizado na área de reserva legal no Campo Experimental da Caatinga. Além da visita ao campo, o primeiro dia incluiu uma recepção pela Chefe-geral da Embrapa Semiárido, Maria Auxiliadora Coêlho de Lima, seguida de apresentações institucionais e palestras sobre fenologia vegetal e o impacto da variabilidade climática. As discussões contaram com a contribuição de especialistas da Unesp, USP e Embrapa, além de apresentações dos trabalhos desenvolvidos pelos pesquisadores chineses. No segundo dia, o grupo continuou o intercâmbio científico no percurso da Trilha Ecológica da Caatinga, onde os pesquisadores foram apresentados as principais espécies da caatinga, seus usos e aspectos botânicos. Em seguida, a comitiva visitou plots permanentes onde são realizadas avaliações da fenologia e biomassa da caatinga, finalizando as visitas nas câmaras para estudos climáticos sob condições controladas da Embrapa Semiárido. Saiba em primeira mão informações sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo. Siga o Canal Rural no Google News. O post Brasil e China estudam impactos de eventos climáticos extremos na Caatinga apareceu primeiro em Canal Rural.
Nova cultivar de amora da Embrapa aumenta eficiência da colheita em 30%

Foto: Rodrigo Franzon /Embrapa A Embrapa acaba de desenvolver a sua terceira amoreira-preta sem espinhos, a BRS Karajá. A nova cultivar traz, entre as vantagens, o aumento da eficiência da colheita e na poda em, no mínimo, 30% em relação às cultivares com espinhos. Além disso, diminui o tempo necessário para realizar os tratos culturais e aumenta a disponibilidade de mão de obra para o manejo da cultura. Além disso, o seu fruto tem sabor menos amargo. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: Siga o Canal Rural no WhatsApp! Amora é menos amarga Foto: Luis Eduardo Antunes/Embrapa A coordenadora do programa de melhoramento genético em amoreira-preta, a pesquisadora da Embrapa Clima Temperado (RS) Maria do Carmo Bassols Raseira, conta que há uma economia no tempo dos tratos culturais, como condução, poda e colheita. “A BRS Karajá se destaca também pela acidez e amargor inferiores aos das frutas das cultivares sem espinhos anteriormente lançadas, o que lhe confere mais um atrativo ao mercado e a difere da cultivar BRS Xavante”, compara. A nova amora é indicada para congelamento, processamento ou consumo fresco. A pesquisadora relata que o mercado de frutas da amoreira para fins industriais ainda é o mais procurado. Segundo ela, as demais cultivares lançadas sem espinhos apresentavam frutos de sabor amargo marcante. “Já a Karajá tem baixo amargor”, pontua Raseira. A denominação da BRS Karajá segue a tradição de identificar as cultivares de amoreira-preta com nomes de povos indígenas em homenagem aos primeiros brasileiros. Agilidade na colheita A princípio, o fato de não ter espinhos pode contribuir com aumento da eficiência da colheita. “Isso implica mais qualidade da fruta que será comercializada in natura, com maior agilidade na colheita e sem danos causados pelos espinhos, necessidade de menor número de colhedores (mão de obra), possibilidade de realizar a colheita em horários mais adequados, evitando picos de calor, e menor risco de lesões aos trabalhadores”, detalha o pesquisador Carlos Augusto Posser Silveira. Além disso, ele destaca que, embora não se tenha dados a respeito, a condução da planta e a poda também seriam facilitadas. “Esses parâmetros de eficiência das práticas de colheita e poda são influenciados enormemente por outros fatores, como tipo de condução da planta, manejo da adubação e da irrigação, potencial de produção da cultivar, além de experiência e agilidade dos colhedores e podadores. O fato de não ter espinhos facilita, com certeza, todas as atividades fitotécnicas do pomar”, afirma Posser. A amora no Brasil Foto: Maria do Carmo Bassols Raseira/Embrapa A produção de amora no país, especialmente nas regiões produtoras, dobrou nos últimos dez anos. A produção de frutas gira em torno de 15 a 20 toneladas por hectare ao ano (t/ha/ano). A área plantada também cresceu, chegando a números próximos a 1,1 mil hectares. Os principais estados produtores de amoreira estão localizados nas regiões Sul e Sudeste, sendo eles Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Minas Gerais, São Paulo e Espírito Santo. O melhoramento genético da amoreira-preta no Brasil começou no fim dos anos 1970 e atualmente o País possui dez cultivares nacionais adaptadas às condições brasileiras, atendendo às necessidades do agricultor e do mercado. Saiba em primeira mão informações sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo. Siga o Canal Rural no Google News. O post Nova cultivar de amora da Embrapa aumenta eficiência da colheita em 30% apareceu primeiro em Canal Rural.
Incêndios reduzem a qualidade do solo e aumentam os custos de produção

Foto: Danilo Rocha/Embrapa Na última semana, vários focos de incêndio foram registrados no estado de São Paulo. Muitos atingiram grandes proporções, causando morte de animais, perda de culturas agrícolas e prejuízos com infraestruturas rurais e urbanas. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: Siga o Canal Rural no WhatsApp! Além do impacto econômico, social e ambiental, as queimadas afetam as propriedades físicas, químicas e biológicas dos solos. Grandes quantidades de carbono, nitrogênio, potássio e enxofre são perdidas para a atmosfera por volatilização durante a combustão. De acordo com o pesquisador Alberto Bernardi, da Embrapa Pecuária Sudeste, especialista em solos, em longo prazo, essa alteração no solo causada pelo fogo tem consequências na biodiversidade e na manutenção de processos ecossistêmicos. Incêndios comprometem a produtividade Pesquisas indicam que o fogo compromete a qualidade do solo e a produtividade no decorrer do tempo. “A queima da cobertura vegetal deixa a área descoberta, levando a maior absorção da radiação solar, com ampliação da temperatura e do ressecamento ao longo do dia. Porém, à noite, ocorre a perda de calor pela exposição, elevando assim a amplitude das variações térmicas diárias”, afirma Bernardi. Segundo ele, essas oscilações prejudicam a absorção de nutrientes e a biologia do solo. Outro problema é a erosão, pela ação do vento e o impacto da chuva, que leva à compactação ou selamento superficial. “O resultado é a menor infiltração de água e aumento do escoamento superficial”. Recuperação do solo Renovação natural da vegetação pós-incêndio tem efeito apenas temporário. Foto: Canal Rural MT A recuperação do solo pode levar cerca de três anos, com custos elevados para os produtores, que precisam investir no fornecimento de nutrientes para restaurar a área afetada. A renovação da vegetação logo após a queimada pode deixar uma impressão positiva, no entanto, o efeito é apenas temporário. Essa brotação de novas plantas ocorre porque as cinzas são compostas por grande quantidade de nutrientes (cálcio, magnésio e potássio, principalmente) estocados na fitomassa e liberados na superfície do solo com o fogo. As cinzas são alcalinas, ou seja, neutralizam a acidez superficial e favorecem o crescimento de plantas. Mas parte das cinzas será levada para fora do local de queima, seja pela ação do vento ou do escoamento superficial pela chuva. Contudo, em longo prazo, o estoque de carbono do solo é perdido, porque a baixa disponibilidade de nutrientes levará a maior mineralização da matéria orgânica armazenada. “Então, vários processos são prejudicados pela perda dessa matéria orgânica, entre eles a capacidade de troca catiônica (CTC), estabilidade dos agregados, porosidade, infiltração de água, atividade e diversidade de micro, meso e macrofauna do solo”, conta o especialista. Para o pesquisador, um solo de qualidade, exercendo todas suas funções, auxilia no alcance de vários Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), tais como os relacionados à redução da fome (ODS 2) e à pobreza extrema (ODS 1 e 3), melhoria da proteção do meio ambiente (ODS 6, 11, 12, 14 e 15) e do combate às mudanças climáticas (ODS 13). Saiba em primeira mão informações sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo. Siga o Canal Rural no Google News. O post Incêndios reduzem a qualidade do solo e aumentam os custos de produção apareceu primeiro em Canal Rural.
Arroz ainda está caro para o consumidor, diz ministro Paulo Teixeira

O ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira, voltou a afirmar que os preços do arroz praticados no mercado nacional estão acima do patamar considerado adequado pelo governo. “Acho que o preço ao consumidor tem de melhorar. Está caro ainda“, disse Teixeira a jornalistas nos bastidores da Expointer, feira agropecuária realizada em Esteio, no Rio Grande do Sul. Há uma semana, o ministro havia dito que o governo entende que o preço adequado do arroz no mercado nacional estaria em R$ 90 a R$ 100 por saca ao produtor. O indicador de preço pago ao produtor Cepea/Irga subiu 1,42% em um mês, atingindo na última sexta (30) R$ 118,14 por saca. “Faremos nova reunião com produtores na semana que vem para manter o preço do arroz a um valor acessível”, afirmou o ministro. Novo leilão de arroz? Não está no “horizonte” do governo realizar novo leilão para compra pública de arroz, dado o acordo firmado de monitoramento de preços com produtores de arroz e indústria, diz Teixeira. “Teremos um cenário de aumento da produção de arroz no Brasil no Centro-Oeste e até mesmo no Rio Grande do Sul”, destacou, citando uma nova cultivar da Embrapa. Teixeira também comentou sobre a escolha de Arnoldo Campos para a Diretoria Executiva de Operações e Abastecimento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), chancelada na última quarta-feira pelo Conselho de Administração da companhia. “Arnoldo é um grande técnico. Foi quem construiu no início o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), o Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae) e as compras institucionais. Talvez ele esteja entre os maiores especialistas em abastecimento do Brasil”, avaliou. Segundo o ministro, a escolha de Campos foi uma decisão de consenso entre MDA, Ministério da Agricultura e direção da Conab. O post Arroz ainda está caro para o consumidor, diz ministro Paulo Teixeira apareceu primeiro em Canal Rural.
Dívidas de produtores gaúchos serão prorrogadas por oito anos, diz Fávaro

Foto: Reprodução Canal Rural O ministro da Agricultura e Pecuária (Mapa), Carlos Fávaro, anunciou novas medidas para as dívidas de produtores rurais gaúchos durante a abertura oficial da Expointer 2024 nesta sexta-feira (30), em Esteio, no Rio Grande do Sul. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! As medidas prorrogam os débitos e atendem também demandas de cooperativas e cerealistas. O pacote de reconstrução para o estado será feito em dez anos. Renegociação de dívidas Segundo Fávaro, dívidas de produtores e cooperativas serão renegociadas no prazo de oito anos e de cerealistas em cinco, todas com carência para o pagamento. Já a renegociação das dívidas com bancos anunciadas anteriormente seguem com prazo de quatro anos. Por ora, a mudança está nas Cédulas de Produtor Rural (CPRS), que terão prazo de oito anos para pagar com juros de 9,5%. Foto: Reprodução Canal Rural Contudo, bancos públicos têm o compromisso de tirar o risco da operação para que a taxa de juros caia para 7%, o que atende o pleito das entidades gaúchas. “São várias fases de renegociação […]. Vamos fazer isso junto com os bancos e com as entidades representativas dos produtores, tirando dúvidas, organizando a retomada da reconstrução do Rio Grande do Sul para os produtores”, disse o ministro. Ajustes na medida provisória Também devem ser feitos ajustes na Medida Provisória 1247 para contemplar um maior número de produtores. Até a próxima segunda-feira estão programadas diversas reuniões para ouvir demandas e fazer ajustes necessários. A expectativa é que essas mudanças constem na norma que será enviada para o Conselho monetário nacional na próxima terça-feira (3). Produtores e entidades representativas relataram a necessidade de que as medidas sejam, de fato, efetivas, tendo em vista a proximidade da safra 2024/25. O post Dívidas de produtores gaúchos serão prorrogadas por oito anos, diz Fávaro apareceu primeiro em Canal Rural.
Preços do boi gordo terminam agosto com expectativa de novas altas

Foto: Gabriel Faria/Embrapa O mercado físico do boi gordo voltou a apresentar preços mais altos nesta sexta-feira (30). O ambiente de negócios ainda sugere pela continuidade deste movimento no curto prazo, em linha com o posicionamento das escalas de abate, que seguem posicionadas entre seis e sete dias úteis na média nacional, disse o analista da consultoria Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! As exportações de carne bovina seguem em alto nível, com projeção de recorde de embarques para a atual temporada. “Outro aspecto é a demanda doméstica para a proteína animal, que também apresenta bons indicadores em um ano de uma pequena taxa de desocupação. Já é previsível um impacto significativo com a entrada do 13º salário na economia durante o último bimestre”, assinalou Iglesias. Preços da arroba do boi São Paulo: R$ 243,28 Goiás: R$ 235,75 Minas Gerais: R$ 234,41 Mato Grosso do Sul: R$ 248,55 Mato Grosso: R$ 216,30 Mercado atacadista Foto: Freepik O mercado atacadista ainda se depara com preços firmes para a carne bovina. Conforme Iglesias, o ambiente de negócios ainda sugere pela elevação dos preços no curto prazo, em linha com a entrada dos salários na economia, motivando a reposição ao longo da cadeia produtiva. As exportações em altíssimo nível também favorecem, enxugando o mercado interno. O quarto traseiro ainda é precificado a R$ 18,00 por quilo. O quarto dianteiro segue no patamar de R$ 13,50 por quilo. A ponta de agulha ainda é precificada a R$ 13,50 por quilo. Câmbio O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,96%, sendo negociado a R$ 5,5559 para venda e a R$ 5,5538 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,5114 e a máxima de R$ 5,5644. O post Preços do boi gordo terminam agosto com expectativa de novas altas apareceu primeiro em Canal Rural.
Veja como os preços da soja terminaram em agosto

Foto: Daniel Popov/ Canal Rural O mercado brasileiro de soja registrou negócios nesta sexta-feira (30), ainda que em menor volume do que ontem. No geral, a comercialização é boa. Os preços subiram em Chicago, assim como o dólar. No Brasil, as cotações ficaram de estáveis a mais altas. A alta foi mais tímida do que a da quinta-feira. A indústria esteve ativa,buscando soja disponível. Preços da soja no Brasil Passo Fundo (RS): subiu de R$ 130 para R$ 132 Região das Missões: avançou de R$ 129 para R$ 131 Porto de Rio Grande: aumentou de R$ 137 para R$ 139 Cascavel (PR): valorizou de R$ 133 para R$ 134 Porto de Paranaguá (PR): cresceu de R$ 138 para R$ 139 Rondonópolis (MT): estabilizou em R$ 131 Dourados (MS): foi de R$ 127 para R$ 129 Rio Verde (GO): se manteve em R$ 130 Cotações na Bolsa de Chicago Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a sexta-feira em alta. Na virada do mês e antes do final de semana prolongado – segunda é feriado nos Estados Unidos, Dia do Trabalho. Os agentes buscaram um melhor posicionamento de carteiras, cobrindo posições vendidas. Sinais de demanda aquecida nos Estados Unidos ajudaram no movimento. Como resultado, a posição novembro, a mais negociada, subiu 2,8% na semana, praticamente zerando as perdas acumuladas ao longo de agosto. As cotações fecharam abaixo das máximas do dia, devido à influência de outros mercados. O petróleo caiu forte e o dólar subiu frente a outras moedas, condições que prejudicam os negócios nas commodities agrícolas. Os exportadores privados norte-americanos reportaram ao Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) a venda de 132.000 toneladas de soja para a China, para entrega na temporada 2024/25. Também foi registrada a venda de 100.000 toneladas de farelo de soja a Colômbia. O produto será entregue na temporada 2024/25. Contratos futuros da soja Foto: Mauro Osaki/Cepea Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com alta de 7,50 centavos de dólar, ou 0,75%, a US$ 10,00 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 10,17 por bushel, com ganho de 8,25 centavos ou 0,81%. Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com alta de US$ 2,10 ou 0,67% a US$ 313,00 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 42,01 centavos de dólar, com baixa de 0,12 centavo ou 0,28%. Câmbio O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,18%, sendo negociado a R$ 5,6324 para venda e a R$ 5,6304 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,5753 e a máxima de R$ 5,6919. Na semana, a moeda teve valorização de 2,78%, enquanto no mês a desvalorização foi de 0,38%. O post Veja como os preços da soja terminaram em agosto apareceu primeiro em Canal Rural.
Incêndios atingiram mais de 8 mil propriedades rurais em 317 municípios de SP

Foto: Agência Brasil A Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo informou que os incêndios no interior paulista atingiram 8.049 propriedades em 317 municípios, distribuídos em 39 regionais. A autarquia explicou que os números foram obtidos junto às Regionais da Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (Cati), órgão da pasta. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! A regional de Itapetininga foi a única em que não houve registro de incêndios em propriedades rurais, segundo o levantamento. Cadeias produtivas impactadas Entre as principais cadeias produtivas com impacto dos incêndios estão a bovinocultura de corte, bovinocultura de leite, produção de cana-de-açúcar, fruticultura, heveicultura, cafeicultura, eucalipto e apicultura. O prejuízo total é estimado em mais de R$ 1 bilhão. Na última segunda-feira, o governo estadual comunicou que não existiam mais focos de incêndio ativos. No entanto, a possibilidade de queimadas voltou a aumentar nesta sexta-feira, com a previsão de altas temperaturas e baixa umidade do ar entre hoje e domingo. O Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE) da Defesa Civil do Estado de São Paulo emitiu um alerta na quinta-feira (29) em virtude do risco elevado de incêndios em quase todo o estado nos próximos dias. Áreas críticas para incêndios O Mapa de Risco de Incêndio destaca as regiões de Andradina, Araçatuba, Bauru e Jaú como áreas críticas, com temperaturas chegando a 35 graus. Em outras regiões, como Presidente Prudente, Assis, Marília e Ourinhos, as temperaturas podem alcançar 34 graus. A Defesa Civil também prevê ventos fortes de até 60 km/h, aumentando o risco de propagação de incêndios. O post Incêndios atingiram mais de 8 mil propriedades rurais em 317 municípios de SP apareceu primeiro em Canal Rural.
Policia recupera tratores roubados avaliados em R$ 600 mil

Foto: Divulgação PRF – Montagem: Canal Rural A Polícia Rodoviária Federal (PRF) recuperou dois tratores roubados, avaliados em aproximadamente 300 mil reais cada, na noite desta quinta-feira (29) em Patos de Minas, Minas Gerais. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! Os veículos haviam sido roubados em Frutal (MG) dias antes, em uma ação criminosa envolvendo o uso de armas e a tomada da família da vítima como refém. Resgate dos tratores Os policiais, durante uma operação na BR-365, notaram um caminhão de grande porte em alta velocidade. O motorista realizou uma manobra brusca ao avistar a viatura, levando os agentes a abordá-lo. O condutor alegou estar transportando os tratores para a Bahia, mas os policiais, cientes do roubo ocorrido, confirmaram que os veículos correspondiam aos veículos roubados em Frutal. Após contato com uma das vítimas, que reconheceu os tratores e o caminhão utilizado no crime, o condutor confessou que receberia 1.500 reais para transportar os tratores roubados. O homem foi preso e encaminhado para a Polícia Judiciária em Patos de Minas. O post Policia recupera tratores roubados avaliados em R$ 600 mil apareceu primeiro em Canal Rural.
Sem derrotas no Congresso, governo poderia ter déficit zero, diz Haddad

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse nesta sexta-feira (30), em São Paulo, que o Brasil poderia ter um déficit fiscal zero, já em 2024, se o governo não tivesse sofrido algumas derrotas no Congresso Nacional. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! No entanto, o ministro reforçou que os revezes são compreensíveis porque são o resultado de se viver em um país democrático. “Se tivéssemos aprovado 100% do que propusemos para o Congresso Nacional no ano passado, nós estaríamos com déficit zero este ano – e sustentável. Mas tivemos percalços: ‘não dá para fazer isso de um ano para o outro, tem que escalonar, não dá para acabar com o Perse [Programa Emergencial para Retomada do Setor de Eventos] esse ano’”, afirmou. “Então adiamos um pouco os resultados, mas a democracia é isso: é melhor você ter um Congresso dialogando com você do que um Congresso contra a sua opinião”, disse o ministro, que participou na tarde de hoje do evento Conexão 50 – Encontro de Líderes de Franchising, promovido pela Associação Brasileira de Franchising (ABF), na capital paulista. Bons resultados no Congresso De acordo com o ministro, apesar desses percalços, o governo conseguiu bons resultados junto ao Congresso Nacional. “Macroeconomicamente falando, seria melhor fazer o ajuste de uma vez por todas, em um ano. Tem o passivo em 2023 e, em 2024, ajusta as contas. Mas não deu. Mas fomos bem no Congresso. Não deu tudo, mas fomos super bem e conseguimos dialogar com as duas Casas”, reforçou. Durante o evento, Haddad se mostrou otimista em relação à economia brasileira e disse que, após uma década de difícil, ela pode entrar em um ciclo de crescimento sustentável, dependendo apenas de “pequenos ajustes”. “Acredito que a economia brasileira pode, com pequenos ajustes e perseverança, entrar em um ciclo de crescimento sustentável”. Segundo o ministro, o Brasil está crescendo em torno de 3% e deve manter este ritmo em 2024. “Não podemos nos conformar em crescer menos do que a média mundial porque nossas vantagens não são a média mundial, são superiores à média mundial. Se crescermos menos do que a média mundial é porque estamos errando em alguma coisa”, defendeu. Entre essas vantagens, destacou, estariam o potencial natural do Brasil, a transformação ecológica e o aumento da escolaridade da força de trabalho. O post Sem derrotas no Congresso, governo poderia ter déficit zero, diz Haddad apareceu primeiro em Canal Rural.