Fávaro assina protocolo de intenções para a integração de 39 consórcios públicos municipais ao Sisbi-POA

Foto: GOVBR Nesta terça-feira (3), o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, esteve em Salvador, Bahia, para o lançamento da 3ª edição do Projeto de Ampliação de Mercados de Produtos de Origem Animal para Consórcios Públicos de Municípios (ConSIM). Durante o evento, Fávaro assinou o protocolo de intenções para a integração de 39 consórcios públicos municipais ao Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sisbi-POA). Em seu discurso, o ministro destacou a implementação e a integração do projeto em todo o país. “Desde que este programa foi instituído, em 2006, pelo governo do presidente Lula, até 2022, 308 municípios brasileiros receberam o certificado Sisbi-POA. De janeiro de 2023 até agora, com os municípios que já implementamos e integramos, entregamos os certificados, e, com esses que estamos começando o processo de certificação, serão 1.561. Nesse processo, aumentamos 20 vezes: vamos sair de 300 para quase 2 mil municípios certificados”, ressaltou Fávaro. “Com essas entregas, a Bahia chega a 85% dos municípios dentro do Projeto, se tornando uma referência e gerando oportunidades para o estado e para os pequenos produtores”, acrescentou o ministro. Além da Bahia, estão contemplados nesta edição os estados de Alagoas, Ceará, Espírito Santo, Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Rondônia, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo, beneficiando uma área de abrangência de 768 municípios. O Projeto ConSIM tem como objetivo orientar os consórcios públicos de municípios para desenvolver seus serviços de inspeção de produtos de origem animal, para a integração ao Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sisbi-POA), propiciando a ampliação do comércio para todo o território nacional, antes restrito ao município. Com as edições anteriores, atualmente há 40 consórcios públicos municipais integrantes do Sisbi-POA, já realizando comércio nacional, representando 793 municípios consorciados. Na ocasião, o secretário adjunto da Defesa Agropecuária do Mapa, Allan Alvarenga, ressaltou que os estabelecimentos podem ampliar o comércio e fortalecer a economia da região do consórcio e que o Sisbi-POA representa o compromisso do Governo Federal com a garantia da segurança sanitária. “A realização do Projeto é uma estratégia do Mapa e da Secretaria de Defesa Agropecuária para buscar e ampliar o número de municípios integrados ao Sisbi-POA e, por meio disso, adequar os serviços de inspeção, garantindo que toda a população tenha acesso a alimentos mais seguros e de qualidade”, afirmou. “Esse apoio do Ministério da Agricultura vai fortalecer a economia da agroindústria, possibilitando que as vendas se expandam para todo o Brasil. Hoje é um grande dia, marcando o fortalecimento dos consórcios baianos, o potencial da agroindústria baiana e o fomento por meio desse selo, que é muito importante para o estado”, destacou o secretário da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura da Bahia, Wallison Tum. Projeto ConSIM O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) tem estimulado a integração ao Sisbi-POA via consórcios intermunicipais por meio do projeto ConSIM. O resultado é uma maior oferta de produtos de origem animal (carnes, leite, pescados, ovos, mel e derivados) com regularidade sanitária, ou seja, mais alimentos seguros para a população brasileira; desenvolvimento das agroindústrias familiares, de pequeno e médio porte, com valorização de seus produtos; aumento de renda aos produtores; maior oferta de empregos; e desenvolvimento regional. A 1ª edição do Projeto, que foi um piloto entre 2020 e 2021, contou com a participação de 12 consórcios públicos, dos quais 11 conseguiram obter adesão ao Sisbi-POA, beneficiando uma área de abrangência de 175 municípios em seis estados: BA, MG, MS, PR, SC e RS, com mais de 60 agroindústrias regularizadas. Na 2ª edição, que encerrou em novembro de 2023, foram integrados 25 consórcios públicos municipais em oito estados: BA, MG, MT, PR, RJ, RS, SC, SP, abrangendo 485 municípios, com benefícios de regularização ao final do projeto de mais de 130 agroindústrias orientadas por consultores contratados pelo Mapa. Já a 3ª edição, que compreende o ciclo 2024/2025, se apresentaram 78 consórcios públicos municipais ao edital do projeto, abrangendo cerca de 1.400 municípios. Antes do projeto ConSIM, já haviam sido integrados ao Sisbi-POA quatro consórcios públicos municipais, beneficiando uma área de abrangência de 133 municípios. Instituições baianas participam do Congresso Brasileiro de Algodão Siga o Canal Rural Bahia no Instagram! Você também pode participar deixando uma sugestão de pauta. Clique aqui e envie uma mensagem para o nosso WhatsApp O post Fávaro assina protocolo de intenções para a integração de 39 consórcios públicos municipais ao Sisbi-POA apareceu primeiro em Canal Rural.
‘Nossa principal suspeita é que foi criminoso’, diz ICMBio sobre incêndio na Floresta Nacional de Brasília

Foto: Marcelo Camargo/ Agência Brasil O incêndio que se espalha pela Floresta Nacional de Brasília (Flona) desde a manhã de terça-feira (3) pode ter sido criminoso. Essa é a principal suspeita das autoridades do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! De acordo com o chefe da Flona, Fábio Miranda, três homens foram vistos na mata no momento em que o fogo começou. “A gente teve três suspeitos vistos bem no momento em que os focos apareceram. Eles não eram visitantes, não estavam com trajes esportivos, não estavam fazendo caminhada ou andando de bicicleta. Os focos foram acontecendo muito longe um do outro. Então, não foi um incêndio que foi passando e se alastrando”, disse. Características do incêndio As características do incêndio não são as mesmas de um incêndio ocasional, fruto de uma queima de manejo de propriedade que saiu do controle e passou para a unidade de conservação, explicou Miranda. “A gente teve vários focos simultâneos, o que não é característica de um incêndio ocasional, fruto de uma queima de uma propriedade e que passou para a unidade de conservação”. Para o chefe da Flona, é possível afirmar o caráter criminoso do incêndio. Até o momento, cerca de um terço da unidade de conservação, 1,2 mil hectares, já foi consumido pelas chamas. “A nossa principal suspeita é que ele foi criminoso. A gente pode até dizer que, necessariamente, ele foi criminoso. Porque começou dentro da unidade de conservação. Então, a questão é saber se foi intencional ou não. E a gente acredita que foi, sim, intencional”. Combate ao fogo De acordo com o ICMBio, 93 combatentes trabalham para apagar as chamas. Existem duas grandes frentes de fogo, mas foram definidas prioridades no combate: áreas de nascentes, matas de galeria, remanescentes de Cerrado e áreas próximas às residências. Equipes também trabalham para monitorar a área e identificar buscar possíveis animais feridos ou mortos. A expectativa do instituto é extinguir o fogo ainda nesta quarta-feira (4), se as condições meteorológicas melhorarem. A região enfrenta uma seca severa. O post ‘Nossa principal suspeita é que foi criminoso’, diz ICMBio sobre incêndio na Floresta Nacional de Brasília apareceu primeiro em Canal Rural.
Índice de Commodities do BC cai 2,31% em agosto; agro puxa baixa

O Índice de Commodities do Banco Central (IC-Br) caiu 2,31% em agosto, na comparação com julho, informou a autarquia. A baixa de 2,59% dos preços de commodities agropecuárias puxou o resultado, seguida pelos preços de energia (-2,34%) e de metais (-1,50%). O IC-Br representa a média mensal dos preços, em reais, de um conjunto de commodities consideradas relevantes para a dinâmica da inflação no Brasil. O setor agropecuário tem peso aproximado de 67% no índice, seguido pelos segmentos de energia (em torno de 17%) e de metais (com cerca de 16%). A queda dos preços em reais foi menor do que a baixa em dólares, base na qual o IC-Br recuou 2,50% em agosto. Leia Mais Setor de serviços atinge o nível mais fraco desde abril com pressões inflacionárias, diz PMI de agosto Fazenda muda metas para dívida pública em 2024 e prevê maior participação de títulos atrelados à Selic Indicador Antecedente de Emprego sobe em agosto e atinge maior nível desde setembro de 2022, mostra FGV Quando cotados na moeda norte-americana, os três grupos que integram o índice também tiveram baixas maiores: agropecuária (-2,78%), energia (-2,52%) e metais (-1,71%). O IC-Br em reais sobe 18,05% no acumulado do ano e 12,69% em 12 meses. Entre os segmentos, os preços em reais das commodities agropecuárias acumulam alta de 15,97% no ano e 10,93% em 12 meses. Os metais sobem 29,11% e 28,06%, respectivamente, e a energia, 15,27% e 5,53%. Este conteúdo foi originalmente publicado em Índice de Commodities do BC cai 2,31% em agosto; agro puxa baixa no site CNN Brasil.
Faesp pede apoio urgente para produtores rurais afetados por incêndios em SP

Foto: Defesa Civil de Votuporanga A Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp) fez um apelo urgente ao governador Tarcísio de Freitas. A entidade solicita medidas adicionais para apoiar os produtores rurais gravemente afetados pelos recentes incêndios no estado. Os prejuízos já superam R$ 1 bilhão, impactando mais de 8 mil propriedades rurais em 317 municípios. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! Apesar das ações já adotadas pelo governo, como a criação de um gabinete de crise e a destinação de recursos financeiros, a Faesp argumenta que a situação exige medidas mais abrangentes, tais como: Ampliação do estado de emergência para além dos 45 municípios inicialmente contemplados; Suspensão de multas e sanções aos produtores cujas áreas foram atingidas; Criação de um espaço de diálogo entre governo e setor agropecuário para discutir soluções e medidas preventivas. Resposta rápida aos incêndios O presidente da Faesp, Tirso Meirelles, enfatiza a necessidade de uma resposta rápida e eficaz do governo para a crise dos incêndios que atingiram as propriedades. “O governador sempre demonstrou sensibilidade ao setor agropecuário. Agora, precisamos reconstruir e minimizar os impactos econômicos, garantindo que as famílias possam continuar trabalhando e contribuindo para a segurança alimentar”, afirmou. O post Faesp pede apoio urgente para produtores rurais afetados por incêndios em SP apareceu primeiro em Canal Rural.
Instituições baianas participam do Congresso Brasileiro de Algodão

Foto: Divulgação/CBA As entidades representativas do agro baiano, Fundação Bahia, Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa) e Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), participam da 14ª edição do Congresso Brasileiro de Algodão, iniciado nesta terça-feira (3). Considerado o maior evento da cotonicultura nacional, o Congresso – organizado pela Associação Brasileira de Produtores de Algodão (Abrapa) – segue até quinta-feira (5), no Centro de Eventos do Ceará, em Fortaleza. Com 114 palestrantes, mais de 3.500 inscritos e representação de todos os setores da cadeia produtiva da pluma, o evento tem como objetivo, discutir as demandas do mercado algodoeiro no Brasil e no mundo. Foto: Divulgação/CBA Esta edição do CBA coincide com o aniversário de 25 anos da Abrapa. Durante a cerimônia de abertura, o presidente da Abrapa, Alexandre Schenkel, destacou a importância dessa comemoração para a cotonicultura brasileira. “Celebrar os 25 anos da Abrapa é muito importante para a cotonicultura, que mudou muito nesse período graças às pesquisas e às pessoas que ajudaram a atingir o sucesso. Hoje, somos o maior exportador de algodão do mundo, sem deixar de atender ao mercado doméstico”, afirmou. Oportunidades criadas O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, também participou da abertura enfatizando as oportunidades criadas com a abertura de novos mercados. “Abrimos 181 novos mercados, dentre eles o mercado do algodão no Egito, para a comercialização da fibra brasileira”, disse, ao dar as boas-vindas aos congressistas. A possibilidade de retomar a produção de algodão no Ceará foi ressaltada pelo governador do estado Elmano de Freitas. “O estado possui um grande parque de indústrias têxteis instaladas, o que demonstra que já fomos grandes produtores de algodão. Agora, o desafio é dialogar, estabelecer práticas de produção e buscar a retomada dessa atividade no Ceará, que possui condições climáticas favoráveis como sol e clima adequado”, disse. O Congresso conta com a participação de representantes de 25 estados brasileiros e 19 países. Foto: Divulgação/Abapa O presidente da Abapa, Luiz Carlos Bergamaschi, reforça a importância do evento como um momento estratégico para troca de informações e tecnologias. “Além das questões agronômicas, quesitos como inovação e comunicação compõem este grande evento, e nossas equipes estão aqui buscando cada vez mais a excelência na produção do nosso algodão”, conclui Bergamaschi. Empresa responsável por vazamento em rio no Oeste da Bahia assina TAC com o MP Siga o Canal Rural Bahia no Instagram! Você também pode participar deixando uma sugestão de pauta. Clique aqui e envie uma mensagem para o nosso WhatsApp O post Instituições baianas participam do Congresso Brasileiro de Algodão apareceu primeiro em Canal Rural.
Grande incêndio atinge floresta nacional de Brasília e ameaça propriedades rurais

Foto: Pixabay Um incêndio de grandes proporções atinge a Floresta Nacional de Brasília (Flona) desde a manhã de terça-feira (3). O combate às chamas, que já consumiram mais de 1.200 hectares, foi retomado na manhã desta quarta-feira pelo Corpo de Bombeiros do Distrito Federal, em conjunto com equipes de resgate de fauna e do Instituto Brasília Ambiental (Ibram). Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! Segundo o major Eduardo Barbosa Dias, do Corpo de Bombeiros, cerca de 126 pessoas, incluindo militares, brigadistas e resgatistas de animais, estão envolvidas no combate ao incêndio, utilizando 26 viaturas e uma aeronave modelo Air Tractor, com capacidade para 3.000 litros de água. “Estamos controlando dois focos de incêndio. Um deles já está quase sob controle, e estamos empenhados para combater o outro foco ativo“, afirmou o major. O incêndio, que já comprometeu aproximadamente um terço da reserva, ameaça também pequenas propriedades rurais e áreas de agricultura familiar que circundam a Flona. “Estamos posicionando equipes em pontos estratégicos para evitar que o fogo alcance essas propriedades e cause mais destruição”, explicou o major Barbosa Dias. As autoridades acreditam que o incêndio possa ter sido causado por ação humana, sendo considerado possivelmente criminoso. A Polícia Civil e a perícia estão investigando para identificar a origem das chamas e os responsáveis. O post Grande incêndio atinge floresta nacional de Brasília e ameaça propriedades rurais apareceu primeiro em Canal Rural.
Podcast: confira os fatos mais importantes do mercado hoje

No morning call de hoje, o economista do PicPay, Igor Cadilhac, destaca que o PIB veio mais forte que o teto das estimativas do mercado e avançou 1,4% no segundo trimestre. Por um lado, essa atividade forte é positiva, por outro, coloca mais pressão no Banco Central, no sentido de mais inflação e juros. Para hoje, destaque para os números da produção industrial. O post Podcast: confira os fatos mais importantes do mercado hoje apareceu primeiro em Canal Rural.
A indústria que cresce no Brasil é vinculada à produção de commodities, afirma economista

Em entrevista à CNN, o economista-chefe da MB Associados, Sergio Vale, afirmou que a indústria brasileira tem mostrado sinais de recuperação, mas que o crescimento ainda está fortemente atrelado à produção de commodities. Esta constatação vem na esteira dos dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que apontam para um avanço no setor industrial. Segundo Vale, ao decompor o crescimento industrial, nota-se uma distinção importante em relação ao que se observa no comércio. “A indústria que está crescendo hoje ainda é uma indústria que está relacionada muito com as commodities. Ela cresce com mais intensidade no Centro-Oeste”, explicou o economista. Este desempenho destacado na região é atribuído principalmente ao setor de commodities, que continua sendo um motor importante para a indústria brasileira. Construção econômica do governo caminha para reduzir o crescimento em 2025, diz especialista Crescimento do PIB indica necessidade do BC subir taxas de juros, diz especialista Waack: PIB alto reforça no governo atual política econômica Contrastes regionais e setoriais Vale ressaltaou que há um contraste notável quando se compara o desempenho da indústria com o do comércio em diferentes regiões do país. Enquanto a indústria se destaca no Centro-Oeste, o comércio apresenta um crescimento mais robusto em outras áreas, especialmente no Nordeste, onde se observa um aumento de quase 7%. O economista atribui essa disparidade regional no setor comercial ao aumento dos gastos públicos, que têm impactado significativamente a economia nordestina. “A gente começa a ver com muita intensidade o impacto dos gastos públicos que estão se acelerando no comércio do Nordeste por conta de Previdência, de Bolsa Família, de salário mínimo”, pontuou Vale. Apesar do crescimento observado, Vale adverte que o impulso industrial ainda é modesto quando comparado a outros setores da economia. O economista ressalta que os impactos mais relevantes na economia brasileira atual não estão concentrados na indústria, mas em outros setores que têm se beneficiado do impulso fiscal observado desde o ano passado. Este cenário desenha um quadro complexo para a economia brasileira, onde o crescimento industrial, embora positivo, ainda não superou completamente os desafios estruturais enfrentados pelo setor. A dependência das commodities e as disparidades regionais permanecem como pontos de atenção para analistas e formuladores de políticas econômicas. Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais. Este conteúdo foi originalmente publicado em A indústria que cresce no Brasil é vinculada à produção de commodities, afirma economista no site CNN Brasil.
Mudanças climáticas desafiam agro brasileiro, dizem especialistas à CNN

O agronegócio brasileiro é sinônimo de grandiosidade e segue como uma das principais fontes de riqueza do país. Mudanças climáticas, porém, são desafios ao setor, segundo analistas ouvidos pela CNN para o segundo episódio da série Caminhos para o Crescimento, exibido nesta terça-feira (3) durante o Prime Time. O Brasil é um dos maiores produtores de commodities do mundo, com destaque para soja, milho, algodão e carne bovina que, em 2023, gerou mais de US$ 10 bilhões em exportações. Dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça mostram que, no segundo trimestre de 2024, o agro brasileiro recuou 2,3%. A projeção de crescimento para este ano é menor. Insegurança jurídica e juros são entraves econômicos ao país, dizem economistas à CNN Carne fora da cesta básica, mesmo com cashback, deixaria 70 milhões de brasileiros “desprotegidos”, diz Gesner Oliveira CNN Talks: Veja fotos do evento sobre caminhos para o crescimento com o presidente do BC e economistas “Deve crescer entre 2% e 2,5% esse ano. Ano passado foi um pouco melhor, mas [cresce] muito pouco e não de forma sustentável”, explica o economista José Roberto Mendonça de Barros. “Então o nosso grande desafio é: como transformar um crescimento modesto, relevante, mas modesto, em um crescimento mais acelerado e sustentável. Isso nós não conseguimos fazer até hoje”. Economista José Roberto Mendonça de Barros aposta em um agronegócio sustentável como fonte de mais riqueza para o Brasil. • Kleberth Nina / CNN Brasil Esse recuo foi consequência diretamente das mudanças climáticas, como ondas de calor e as enchentes na região sul do país. Fenômenos naturais afetam a produção e comprometem o setor como um todo. Bruno Lucchi, diretor técnico da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), pontua o El Niño como efeito climático que impactou o trabalho no campo. Segundo ele, um dos reflexos desse cenário está na região norte. Na safra anterior, a região produziu mais de 320 milhões de toneladas, resultado que deve ser reduzido para próximo de 255 milhões no atual ciclo. “O clima é um problema”, comenta. Por causa dessas mudanças climáticas, produtores têm subsídios do governo federal que os auxiliam diante de perdas de produção. Para o período 2024/25, o Plano Safra disponibilizará R$ 475 bilhões, que serão colocados à disposição dos agricultores nas linhas tradicionais. E são essas mudanças climáticas que comprometem o agronegócio que também fazem com que os produtores mudem suas práticas e cuidem mais ainda do meio ambiente. Julio César, proprietário da Fazenda Pombo, em Minas Gerais, vem mudando a forma de trabalho no campo. “A gente está diminuindo o uso de óleo diesel, diminuindo o uso de água e também fazendo as práticas que fazem com que a gente economize também a emissão de carbono”, explica o fazendeiro. Agro emprega 28 milhões de pessoas O agronegócio brasileiro é responsável por cerca de 28 milhões de empregos no país e, para especialistas, o setor pode ser ainda mais competitivo e gerar mais postos de trabalho se os juros caírem e se o acesso ao crédito for mais fácil, gerando investimentos aliados à sustentabilidade. “Realmente é a nova fonte, por isso que o agronegócio brasileiro vai ser ainda mais competitivo, porque esse tamanho de território, essas condições de produção são ideais para produzir energia de fonte biológica de todos os tipos”, diz o economista José Roberto Mendonça de Barros. A série especial Caminhos para o Crescimento está no ar no CNN Prime Time até sexta-feira (6) No sábado (7) a CNN Brasil exibe o documentário Caminhos para o Crescimento, a partir das 22h45 Este conteúdo foi originalmente publicado em Mudanças climáticas desafiam agro brasileiro, dizem especialistas à CNN no site CNN Brasil.
Produtores de algodão sustentável terão desconto nos juros do Plano Safra

Foto: Jefferson Aleffe/ Marca Comunicação Os produtores de algodão sustentável terão desconto nas taxas de juros de linhas do Plano Safra. Um termo foi assinado nesta terça-feira (3) no 14º Congresso Brasileiro do Algodão, em Fortaleza, Ceará. Atualmente, 82% da produção tem certificado socioambiental, o que traz reconhecimento do produto nacional no exterior. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! Segundo o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, trata-se de uma forma de premiar os melhores produtores. “Por isso, o governo faz o reconhecimento para que todos os produtores que tenham a certificação ABR tenham desconto de 0,5% nos juros de seus custeios e investimentos do Plano Safra”. O Protocolo Algodão Brasileiro Responsável (ABR), criado em 2012, é o padrão nacional de certificação socioambiental do algodão no Brasil. Descontos maiores O presidente da Abrapa, entidade que organiza o Congresso, Alexandre Schenkel, avalia que a decisão reconhece os esforços dos cotonicultores, mas que é possível elevar ainda mais os descontos. “Creio que vamos chegar a 1% de redução de taxa de juros para poder ajudar o produtor brasileiro, aquele que está fazendo da maneira correta, fazendo um trabalho social e ambiental dentro da sua fazenda para que isso seja reconhecido pelas instituições financeiras […]”. O reconhecimento no exterior também se traduz em liderança. Na safra 2023/2024, o Brasil ultrapassou os Estados Unidos e assumiu a primeira posição no ranking mundial de exportação da fibra, um feito inédito. O post Produtores de algodão sustentável terão desconto nos juros do Plano Safra apareceu primeiro em Canal Rural.