VÍDEO: produtor é obrigado a atravessar com a filha em área incendiada

Foto: Reprodução Canal Rural Mato Grosso registrou cerca de 28.800 focos de calor do início do ano até a tarde desta última quarta-feira (4), de acordo com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). O número é quase 170% superior ao mesmo período do ano passado, quando cerca de 10.800 focos foram reportados. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! Os incêndios têm atingido em cheio as propriedades rurais, trazendo desespero aos agricultores. Exemplo disso é o produtor rural Rodrigo Dezordi, de Chapada dos Guimarães. Sua propriedade foi atingida por chamas que se alastram há dias na região. De acordo com ele, o fogo se iniciou em uma lavoura de milho situada há mais de 30 km de sua fazenda. “É um incêndio de grandes proporções e já queimou muita coisa, passando por diversas propriedades e queimando áreas de Cerrado, de pastagem; atingiu propriedades de micro-produtor, queimou plantações de abacaxi, de banana. Cada um vem fazendo o que é possível, o que tem recursos para fazer, mas [a nossa atuação] é muito limitada”. Nos vídeos abaixo, é possível vê-lo tentando extinguir as chamas com uma mangueira e sofrendo para passar pelo incêndio com o trator ao lado da filha. O fogo atingiu cerca de 70 hectares de sua propriedade. Dezordi relata, ainda, que o incêndio estava com aproximadamente 10 km de extensão de linha de fogo. “As pessoas que estão tentando controlar têm muito mais boa-vontade do que preparo”. Produtor pede ajuda O produtor acredita que sem o auxílio de brigadas e de aviões, o fogo só terá fim com a chegada das chuvas. “Mas o problema é que elas estão previstas só para daqui 15 a 20 dias“. Ele pede uma atuação firme do governo do estado, com parcerias privadas e estratégicas, com uso de aeronaves, para ajudar no combate às chamas. “O fogo chegou em nossa propriedade no sábado e estamos lutando desde então [para combatê-lo]”. Mês das chamas Os números comprovam que agosto liderou a quantidade de ocorrências de incêndio no ano em Mato Grosso. Foram registrados 14.617 focos, contra 2.626 reportados em mesmo período do ano passado, conforme o Inpe. Neste rol, se destacam os municípios de Colniza (1.984 focos); Cáceres (1.082) e Comodoro (879). O post VÍDEO: produtor é obrigado a atravessar com a filha em área incendiada apareceu primeiro em Canal Rural.
Incêndios elevam índices de poluição no Acre e forçam suspensão de aulas

Foto: Agência Marca Comunicação O Acre enfrenta uma grave crise de qualidade do ar devido aos inúmeros focos de incêndio que assolam o estado desde a segunda quinzena de agosto. O índice de qualidade do ar na região está até 30 vezes pior do que o limite permitido pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Como resultado, as aulas da rede pública de ensino foram suspensas nesta quinta-feira, conforme comunicado da Secretaria de Estado de Educação e Cultura. Estados vizinhos, como Amazonas e Rondônia, enfrentam problemas semelhantes, com a fumaça prejudicando a saúde pública e o cotidiano dos moradores. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! A intensificação dos incêndios e os desafios no combate Em uma entrevista ao programa “Mercado & Companhia”, o meteorologista Guilherme Martins, doutor em Ciência do Sistema Terrestre pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), destacou que conter um incêndio é significativamente mais difícil do que preveni-lo. Ele explicou que, em um cenário de atraso das chuvas na primavera, o contingenciamento das queimadas será ainda mais desafiador, pois não se pode contar com a umidade natural para ajudar a controlar o fogo. Martins explicou que os focos de calor são identificados por satélites, que detectam emissões de energia de áreas queimadas. Esses focos variam em tamanho, de pequenas queimadas de 375 metros até grandes incêndios de 5 quilômetros de extensão. “A detecção é feita por meio de sensores acoplados aos satélites, que identificam a presença de queimadas. Pequenos ou grandes, todos os focos são contabilizados e monitorados”, detalhou. Incêndios recorde e fatores contribuintes O especialista ressaltou que 2024 está se configurando como um ano recorde para incêndios no Brasil, com condições climáticas adversas, como altas temperaturas e baixa umidade, exacerbadas pelo fenômeno El Niño. “Nunca antes visto em termos de intensidade, este ano tem sido marcado por uma combinação perigosa de fatores, incluindo o aquecimento global, que amplifica as condições para as queimadas“, afirmou Martins. Além disso, Martins comentou sobre a peculiaridade observada no interior do estado de São Paulo, onde múltiplos focos de incêndio apareceram simultaneamente em diferentes pontos, conforme análise do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam). Ele sugeriu que esses focos podem ser resultado de ações humanas deliberadas. “A maioria das queimadas no Brasil é de causa antrópica, e agosto foi um mês atípico para São Paulo, com indícios claros de ações humanas coordenadas“, explicou. Estratégias de mitigação e prevenção Para minimizar os impactos das queimadas, Martins destacou a importância de campanhas de educação ambiental. “É crucial conscientizar a população sobre os danos causados pelas queimadas, que não afetam apenas o local onde ocorrem, mas também têm consequências para regiões distantes, como o Sul e o Sudeste, prejudicando a saúde pública e a infraestrutura“, disse ele. Com a previsão de períodos secos cada vez mais longos e menores totais de chuva no Brasil Central, a agricultura também precisará se adaptar. “O setor agrícola, assim como o setor elétrico e outros, deve se preparar para lidar com desafios climáticos mais frequentes e intensos“, concluiu Martins, destacando a necessidade de práticas mais sustentáveis e planejamentos de longo prazo para enfrentar as mudanças climáticas. O impacto das queimadas no clima e na saúde Além de agravar a crise ambiental, as queimadas contribuem significativamente para as mudanças climáticas, lançando grandes quantidades de carbono na atmosfera e aumentando a temperatura global. “As queimadas são um ciclo vicioso que alimenta as mudanças climáticas, criando um ambiente mais seco e quente, que, por sua vez, facilita a ocorrência de mais incêndios”, finalizou Martins. Com a situação se deteriorando rapidamente, especialistas e autoridades enfatizam a urgência de ações coordenadas para mitigar os danos e prevenir futuros desastres ambientais no Brasil. O post Incêndios elevam índices de poluição no Acre e forçam suspensão de aulas apareceu primeiro em Canal Rural.
Abate de bovinos na Bahia cresce e tem melhor 2º trimestre em 10 anos

Foto: Wenderson Araujo/Trilux?CNA O abate de bovinos na Bahia cresceu 17,3% em 2024 em comparação ao 2º trimestre de 2023 e 6,1% em relação ao 1º trimestre deste ano, alcançando o maior número para o período em 10 anos, desde o 2º trimestre de 2014 (350.328 cabeças). De acordo com os dados das Pesquisas Trimestrais da Pecuária, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no 2º trimestre de 2024, foram abatidas 341.653 cabeças de bovino na Bahia, enquanto no 2º trimestre de 2023, foram 291.334 cabeças abatidas. Já no 1º trimestre deste ano foram 322.043 cabeças. No Brasil, no 2º trimestre de 2024, foram abatidas 9,960 milhões de cabeças de bovinos sob algum tipo inspeção sanitária. O número também foi recorde na série histórica do IBGE, iniciada em 1997, sendo 6,7% superior ao do trimestre imediatamente anterior (9,338 milhões) e 17,5% maior do que o do 2º trimestre de 2023 (8,478 milhões). A Bahia se tornou o 10º maior produtor de carne bovina do país, com 3,4% do abate nacional. Mato Grosso continua liderando, com 18,4% de participação no 2º trimestre de 2024. Abate de suínos também cresce Ainda de acordo com o IBGE, na Bahia, foram abatidos 73.059 suínos no 2º trimestre de 2024. Este número representa um forte crescimento de 17,3% frente ao mesmo trimestre de 2023 (62.260 animais) e uma leve variação positiva de 0,1% em relação ao trimestre imediatamente anterior (72.962 animais). Em todo o Brasil, o abate de suínos teve o seu melhor 2º trimestre da série histórica do IBGE, iniciada em 1997. No país, foram abatidos 14,567 milhões de animais, o que representou um crescimento de 3,9% frente ao trimestre imediatamente anterior (14,019 milhões de animais) e de 2,5% frente ao mesmo trimestre de 2023 (14,209 milhões de animais). A Bahia é o 10º maior produtor de suínos do país, responsável por 0,5% do abate nacional. O estado que lidera é Santa Catarina, com 29,1% do total. Fávaro assina protocolo de intenções para a integração de 39 consórcios públicos municipais ao Sisbi-POA Siga o Canal Rural Bahia no Instagram! Você também pode participar deixando uma sugestão de pauta. Clique aqui e envie uma mensagem para o nosso WhatsApp O post Abate de bovinos na Bahia cresce e tem melhor 2º trimestre em 10 anos apareceu primeiro em Canal Rural.
Frente fria traz chuvas isoladas no Sudeste; veja a previsão do tempo

Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil Saiba como o clima irá se comportar nesta sexta-feira (6) em todo o Brasil: Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! Sul A temperatura fica baixa em grande parte da região, e a condição de geada aumenta na Serra e no Planalto Catarinense, na Campanha, no centro, na Serra e nos Vales do Rio Grande do Sul. A sexta-feira terá muita variação de nuvens no litoral norte de Santa Catarina e no litoral do Paraná, mas sem chuva na região. A metade norte do Paraná fica com temperaturas um pouco mais altas e ar seco. Sudeste A semana termina com temperaturas mais amenas e chance de garoa nas cidades de São Paulo e Rio de Janeiro, devido à infiltração marítima. A maior parte do estado de São Paulo segue sem mudanças no padrão de tempo, com ar muito seco e calor à tarde. No interior de Minas Gerais, ainda não há previsão de chuva, com um pouco mais de nuvens na Zona da Mata e no interior do Rio de Janeiro. Volta a chover de forma isolada no sul do Espírito Santo, devido ao deslocamento de uma frente fria. Centro-Oeste Sem mudanças nas condições de tempo. A semana termina ainda quente e muito seca na região, com umidade do ar em alerta entre o norte de Mato Grosso do Sul, os estados de Mato Grosso e Goiás. Nordeste Há condição de chuva rápida, podendo vir com intensidade moderada, na costa leste da região, desde Alagoas até o litoral do Rio Grande do Norte. Chove de maneira mais fraca no litoral da Bahia, enquanto grande parte do estado continua com tempo firme e seco. Não há previsão de chuva nas capitais Salvador, Fortaleza, Teresina, Aracaju e Recife, mas com um pouco de vento durante o dia. Norte Há condições de pancadas de chuva mais irregulares no oeste do Acre e no sudoeste do Amazonas. O dia será de sol, calor à tarde e pancadas de chuva em Manaus, Boa Vista, Rio Branco e Macapá. Calor intenso e ar seco em Palmas. Dia de sol, sem chuva em Belém. O post Frente fria traz chuvas isoladas no Sudeste; veja a previsão do tempo apareceu primeiro em Canal Rural.
Números de produção de açúcar e moagem são reduzidos por consultoria

Safra de cana-de-açúcar do Brasil. Foto: Divulgação O aumento dos casos de incêndio, muitos deles de origem criminosa, na região Centro-Sul do Brasil no final de agosto despertou maiores preocupações sobre as condições dos canaviais. Ainda que os impactos do fogo estejam sendo mensurados, sobretudo quanto às perdas, a extensão da área afetada já sinaliza o ambiente desafiador para as operações de colheita. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! Para o agro, isso se agrava ainda mais por conta da necessidade das usinas moerem a cana queimada dentro de um intervalo de até 48 horas para evitar perda significativa de qualidade, sem esquecer das áreas cuja cana ainda não atingiu o seu ponto ideal de corte. Reduções das estimativas de açúcar À luz dos resultados iniciais desses impactos, além dos danos já provocados pela seca, a consultoria Datagro publicou uma revisão do balanço da safra 2024/25 da região Centro-Sul do Brasil. Os números principais podem ser resumidos nos seguintes pontos: Cana-de-açúcar: redução de 602 para 593 milhões de toneladas (654,43 milhões de toneladas em 23/24); Rendimento industrial: diminuição de 140,60 para 140,20 kg de ATR por tonelada de cana (139,22 kg ATR/tc em 23/24); Produção de açúcar: decréscimo de 40,025 para 39,30 milhões de toneladas (42,43 milhões de toneladas em 23/24); Produção de etanol total: contração de 0,44 bilhões de litros por conta dos efeitos na safra de cana (na safra 23/24 foram produzidos 33,59 bilhões de litros); Mix de produção para açúcar: mantido em 49,6%, contra 48,9% na safra 23/24 A Datagro informa que o acompanhamento do impacto dos incêndios e a condição geral do canavial na safra 2024/25, bem como as perspectivas para 2025/26 continuam a ser monitorados, e eventuais refinamentos de estimativa poderão ser realizados à frente. Preocupações sobre a moagem Foto: Embaixada dos Estados Unidos no Brasil Além da moagem, há preocupação maior é sobre o poder de cristalização das usinas do Centro-Sul, com muitos agentes do mercado já desconfiados da possibilidade de que o mix para a produção de açúcar em 2024/25 fique próximo ao de 2023/24. “Contudo, isso depende dos danos nos canaviais provocados pelos incêndios e da velocidade pela qual as usinas conseguiram colher estas áreas em tempo hábil – além dos impactos sobre a planta, o forte ritmo de moagem tende a limitar a flexibilidade das usinas para maximizar a produção de açúcar”, diz a publicação da consultoria. Por outro lado, conforme a Datagro, cabe destaque à revisão sobre a produção de etanol de milho, de 7,7 para 8 bilhões de litros em 2024/25, correspondendo, portanto, a 24,6% da oferta total do biocombustível na região para a atual temporada, contra 18,7% em 2023/24, que ajuda a compensar a queda da produção de etanol de cana. A nova estimativa de produção de etanol total na safra 2024/25 na região Centro-Sul passa de 32,66 para 32,52 bilhões de litros. Segundo a empresa, os incêndios também provocaram preocupações sobre as áreas a serem colhidas na próxima safra de 2025/26, tendo em vista os danos já observados nas áreas de rebrota, o que deve encorajar os produtores a retardar o início das operações de moagem na próxima temporada. O post Números de produção de açúcar e moagem são reduzidos por consultoria apareceu primeiro em Canal Rural.
Alckmin descarta risco de falta de energia diante da pior seca do país desde a década de 1950

Foto: Canal Rural O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, descartou nesta quinta-feira (5), o risco de falta de energia, apesar da redução nos níveis de água dos reservatórios de hidrelétricas diante da maior seca registrada no país desde a década de 1950. Ao participar da entrevista coletiva da Anfavea, entidade que representa as montadoras, Alckmin fez uma menção às ações preventivas aprovadas nesta semana pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) para garantir a oferta de energia a todo o país. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! Segundo ele, que também comanda o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), o acionamento, se necessário, das usinas térmicas assegura que não faltará energia. “Acredito que o que disse a ONS é que coloca as térmicas para operarem, mas não há risco de falta de energia”, declarou Alckmin. Menos chuva, mais calor Ele observou que a redução do volume de chuvas, ao mesmo tempo em que a temperatura sobe para acima da média histórica do país, reflete as mudanças climáticas, sendo que os países dos trópicos vão sofrer mais. A mitigação dos efeitos do aquecimento global passa pela preservação de florestas tropicais tanto no Brasil quanto na Indonésia e no Congo, destacou o vice-presidente. Alckmin assinalou que o governo brasileiro tem feito sua parte, citando a redução de 50% do desmatamento em 2023, com queda adicional de 32% neste ano. Redução de CO2 Foto: Wikimedia Commons O vice-presidente acrescentou que as medidas já lançadas dentro do compromisso de descarbonização representam uma redução de 280 milhões de toneladas em emissões de carbono em 15 anos. Ao lembrar da época em que foi governador de São Paulo, quando a redução no nível dos reservatórios da Sabesp obrigou a empresa a usar, em 2014, água do volume morto do Sistema Cantareira, Alckmin disse que a crise foi atravessada na época sem racionamento, graças à interligação de sistemas. O post Alckmin descarta risco de falta de energia diante da pior seca do país desde a década de 1950 apareceu primeiro em Canal Rural.
Incêndios no interior de São Paulo foram ação criminosa, diz presidente da Faesp

Foto: Reprodução Canal Rural O presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp), Tirso Meirelles, afirmou na noite desta quarta-feira (4), durante o telejornal Rural Notícias, do Canal Rural, que os incêndios que atingiram em cheio o interior paulista são criminosos. “Em minha concepção, trata-se de ação criminosa. Não se consegue, efetivamente, criar um estágio de fogo dessa magnitude [de forma espontânea e natural]”, disse. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! Para ele, os casos de incêndio partem de um movimento que busca desestruturar o processo macroeconômico nacional e que pode ter como objetivo manchar a imagem do agroegócio brasileiro. “Hoje, como todos sabem, 53% das exportações nacionais são do agronegócio, além de 25% da força de mão de obra provém do setor, sendo que 68% de tudo o que é produzido fica no Brasil”. Ações contra os incêndios Meirelles isentou de culpa o governo do estado pelos incêndios, destacando a importância da criação de gabinete de crise, distribuição de caminhões pipas e formação de brigadistas como ações efetivas ao enfrentamento da crise. Mesmo assim, a Faesp divulgou documento nesta quarta-feira solicitando medidas adicionais do governador Tarcício de Freitas para apoiar os produtores. Segundo os cálculos da entidade, os prejuízos já superam R$ 1 bilhão, impactando mais de 8 mil propriedades rurais,. Assim, a Federação solicita apoio urgente e a execução das seguintes medidas: Ampliação do estado de emergência para além dos 45 municípios inicialmente contemplados; Suspensão de multas e sanções aos produtores cujas áreas foram atingidas; Criação de um espaço de diálogo entre governo e setor agropecuário para discutir soluções e medidas preventivas. “O governador sempre demonstrou sensibilidade ao setor agropecuário. Agora, precisamos reconstruir e minimizar os impactos econômicos, garantindo que as famílias possam continuar trabalhando e contribuindo para a segurança alimentar”, afirmou. O post Incêndios no interior de São Paulo foram ação criminosa, diz presidente da Faesp apareceu primeiro em Canal Rural.
Preços da arroba do boi chegam a 250 reais em São Paulo

Foto: Lorran Lima/Idaf O mercado físico do boi gordo voltou a apresentar preços mais altos em diversas regiões nesta quarta-feira (4). A expectativa é de continuidade deste movimento no curto prazo, em linha com o posicionamento das escalas de abate, que permanecem encurtadas, somado ao potencial de consumo de carne bovina para o restante do semestre. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! Mesmo estados com grande incidência de animais de parceria (contratos a termo) passaram a conviver com elevação mais consistente dos preços da arroba do boi gordo. O grande destaque da semana foi São Paulo, que de maneira contundente atingiu o patamar de R$ 250 por arroba, disse o analista da consultoria Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias. Preço médio da arroba do boi São Paulo: R$ 251,10 Goiás: R$ 239,36 Minas Gerais: R$ 234,76 Mato Grosso do Sul: R$ 250,25 Mato Grosso: R$ 218,72 Mercado atacadista O mercado atacadista se mantém com preços firmes. Segundo Iglesias, o ambiente de negócios ainda sugere pela elevação dos preços no curto prazo, em linha com a boa demanda durante a primeira quinzena do mês, período pautado por maior apelo ao consumo. Exportações ainda são bastante contundentes, com forte ritmo. O quarto traseiro segue precificado a R$ 18,40 por quilo. O quarto dianteiro ainda é precificado a R$ 14,00 por quilo. A ponta de agulha permanece precificada a R$ 14,00. Câmbio O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 0,08%, sendo negociado a R$ 5,6384 para venda e a R$ 5,6364 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,6159 e a máxima de R$ 5,6619. O post Preços da arroba do boi chegam a 250 reais em São Paulo apareceu primeiro em Canal Rural.
Soja: especulações sobre estiagem nos EUA aumentam preços na bolsa

O mercado brasileiro de soja teve bom movimento nesta quarta-feira (4). Os preços ficaram de estáveis a mais altos, oscilando dentro de pequenas margens. O dólar variou pouco no dia, enquanto a Bolsa de Chicago ampliou ganhos no final da sessão. Preços da soja disponível Passo Fundo (RS): subiu de R$ 133 para R$ 134 Região das Missões: avançou de R$ 132 para R$ 133 Porto de Rio Grande: aumentou de R$ 140 para R$ 141 Cascavel (PR): valorizou de R$ 134 para R$ 135 Porto de Paranaguá (PR): cresceu de R$ 141 para R$ 142 Rondonópolis (MT): estabilizou em R$ 132 Dourados (MS): seguiu em R$ 130 Rio Verde (GO): permaneceu em R$ 131 Bolsa de Chicago Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a quarta-feira em alta. Um movimento de cobertura de posições vendidas e preocupações com o clima nos Estados Unidos garantiram a sustentação das cotações. A falta de chuvas no período final de desenvolvimento das lavouras pode trazer algum prejuízo ao potencial produtivo. Analistas consultados pela agência Reuters indicam que cerca de 25% do cinturão produtor precisa de chuvas. Especula-se que a estiagem poderá fazer com que o rendimento final não alcance os níveis recordes projetados anteriormente. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou ontem (3) dados sobre as condições das lavouras norte-americanas de soja. Segundo o órgão, até 1º de setembro, 65% estavam entre boas e excelentes condições, 25% em situação regular e 10% em condições entre ruins e muito ruins. Na semana anterior, os índices eram de 67%, 24% e 9%, respectivamente. Contratos futuros da soja Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com alta de 9,50 centavos de dólar, ou 0,93%, a US$ 10,21 1/2 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 10,39 1/4 por bushel, com ganho de 9,75 centavos ou 0,94%. Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com alta de US$ 8,50 ou 2,64% a US$ 329,30 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 40,16 centavos de dólar, com baixa de 0,82 centavo ou 2%. Câmbio O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 0,08%, sendo negociado a R$ 5,6384 para venda e a R$ 5,6364 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,6159 e a máxima de R$ 5,6619. O post Soja: especulações sobre estiagem nos EUA aumentam preços na bolsa apareceu primeiro em Canal Rural.
Mercado da soja registra alta impulsionada por clima nos EUA e câmbio no Brasil

Cotação da soja O mercado brasileiro da soja experimentou um dia positivo na última terça-feira (3), com os preços nas principais praças de comercialização em alta. Em Chicago, os contratos futuros da soja também fecharam em alta, sinalizando um cenário favorável para os produtores. Segundo o consultor em Agronegócios, Carlos Cogo, o movimento de recuperação foi impulsionado por diferentes fatores, como eventos adversos nos Estados Unidos e o câmbio no Brasil. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! “A colheita nos Estados Unidos está prestes a começar, e o contrato de setembro de 2024, que reflete essa safra, teve uma recuperação significativa”, explicou Cogo. “O contrato chegou a cair a US$ 9,66 por bushel, mas agora está se aproximando dos US$ 10 por bushel, o que reflete uma resposta do mercado aos problemas climáticos que afetam as lavouras americanas neste final de ciclo”, completa. Mercado interno da soja Foto: Guilherme Soares/Canal Rural BA Cogo destaca ainda que o mercado interno também seguiu em alta. No Brasil, os preços subiram em média R$ 10 por saca desde a segunda quinzena de agosto até agora. Essa alta consistente animou alguns produtores a entrarem no mercado e realizarem vendas no mercado spot. Quanto ao que está no radar dos mercados até o final desta quarta-feira (4), o consultor aponta três fatores principais: clima, câmbio e prêmios nos portos brasileiros. “O dólar ainda está forte, acima de R$ 5,60, e as cotações futuras em Chicago mostram algum ganho”, comenta. Além disso, os prêmios nos portos brasileiros estão próximos de 2 centavos por bushel positivo sobre o contrato futuro em Chicago, de acordo com Cogo. “Isso significa que, ao invés de US$ 9,99 por bushel, a soja está sendo embarcada na casa dos US$ 12 por bushel, representando um ganho expressivo para o produtor brasileiro”, completa Carlos Cogo. O post Mercado da soja registra alta impulsionada por clima nos EUA e câmbio no Brasil apareceu primeiro em Canal Rural.