A relevância do Brasil como líder em energia limpa

Foto: Freepik A capacidade do Brasil de gerar energia renovável, por meio do agronegócio, promove a sustentabilidade e garante a segurança alimentar. Essa combinação é essencial para enfrentar os desafios climáticos e assegurar um futuro mais sustentável. Na última semana, o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, destacou a importância do Brasil como um país de energia limpa. Fávaro participou de um painel sobre investimentos na agricultura, intitulado “Abastecendo o Futuro: o papel do agronegócio na aviação sustentável.” O evento contou com a presença de líderes do setor, como Erasmo Carlos Battistella, CEO da Be8, e Gilberto Peralta, CEO da Airbus. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! O ministro enfatizou que a produção agropecuária pode coexistir de forma harmoniosa com a geração de energia, citando exemplos de países que se reinventaram por meio da tecnologia. Ele também mencionou a abertura de 195 novos mercados nos últimos 20 meses e ressaltou a urgência da preservação ambiental. Battistella e Peralta concordaram sobre o potencial do Brasil para se tornar um dos principais produtores de SAF (Sustainable Aviation Fuel), um combustível sustentável derivado de recursos renováveis. Peralta chegou a afirmar que o Brasil poderia se tornar a “Arábia Saudita do SAF,” refletindo a crescente importância desse setor. O post A relevância do Brasil como líder em energia limpa apareceu primeiro em Canal Rural.

Produtores de trigo do Paraná devem ter prejuízo de R$ 3 bilhões, diz Deral

Foto: Divulgação/Embrapa O Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Paraná (Seab), revisou para baixo as estimativas da safra 2023/24 de trigo, projetando uma quebra de 32% na produção, cuja colheita está em andamento no estado. A nova previsão indica que a colheita deve totalizar 2,58 milhões de toneladas, uma redução significativa em relação ao potencial inicial de 3,8 milhões de toneladas. As perdas, que somam 1,2 milhão de toneladas, são atribuídas à seca severa e às geadas que atingiram o Paraná durante o inverno. Segundo o analista da cultura no Deral, Hugo Godinho, a estiagem afetou de forma mais intensa as lavouras no norte do Paraná, onde a colheita já está em andamento. Com isso, os produtores de trigo paranaenses devem enfrentar um prejuízo estimado em cerca de R$ 3 bilhões, mesmo considerando os preços anteriores ao início dos problemas climáticos. O valor pode ser parcialmente compensado pelos contratos de seguro, mas a situação ainda é preocupante para os triticultores. Colheita de trigo no estado A colheita de trigo no Paraná atingiu 50% da área semeada, que foi de 1.149,6 mil hectares na safra 2023/24, uma redução de 19% em relação à safra 2022/23, que teve 1.415,5 mil hectares. As projeções para a área de trigo na safra 2024/25 ainda não foram definidas. A produção de cevada teve igualmente impacto das condições climáticas, com uma redução de 14% na estimativa, agora prevista em 291 mil toneladas. Já a aveia deve registrar uma queda de 26%, embora o Deral acredite que esses números possam ser reavaliados à medida que a colheita avance. Safra 2024/25 O Deral informou, ainda, no relatório mensal, que manteve as estimativas de produção para a safra 2024/25 no Paraná, projetando 22,4 milhões de toneladas de soja e 2,6 milhões de toneladas de milho. A área destinada ao plantio da soja permanece em 5,81 milhões de hectares, enquanto a área do milho segue como a menor já registrada, com 257 mil hectares, representando uma redução de 13% em relação à safra anterior. O plantio da primeira safra de milho já alcançou 60% da área prevista, com as regiões de Ponta Grossa e Guarapuava liderando os trabalhos, atingindo 85% e 70% do plantio, respectivamente. A produtividade média do milho está projetada em 10.112 kg/ha, um leve aumento em relação à estimativa de agosto e superior aos 8.575 kg/ha registrados na safra anterior. Para a soja, cerca de 600 mil hectares já foram semeados, representando 10% da área total, impulsionados por condições climáticas favoráveis. A produtividade esperada de 3.858 kg/ha permanece praticamente inalterada em relação à previsão anterior de 3.847 kg/ha, consolidando a projeção de 22,4 milhões de toneladas, um aumento de 21% em relação à safra anterior. A região sul do estado continua como a principal produtora de soja, com previsão de plantar 1,67 milhão de hectares, equivalente a 28,7% do total do Paraná, seguida pela região norte, com 1,48 milhão de hectares (25,4%). O post Produtores de trigo do Paraná devem ter prejuízo de R$ 3 bilhões, diz Deral apareceu primeiro em Canal Rural.

Chuvas no Centro-Oeste e frente fria intensa no Sul marcam a previsão desta semana

Foto: Pixabay Confira a previsão do tempo para a semana de 30 de setembro a 4 de outubro: Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! Sul A segunda-feira começa com sol e pancadas de chuva no oeste e sul do Rio Grande do Sul, devido à formação de novas áreas de instabilidade. Porto Alegre, Serra e norte do estado terão tempo firme e temperaturas em elevação. Não chove em Santa Catarina e no Paraná neste início de semana. Uma nova frente fria com cavado associado traz chuva e temporais para os três estados entre terça e quarta-feira, com possibilidade de rajadas de vento intensas, que podem passar de 100 km/h, e queda de granizo em todas as áreas. Isso pode danificar lavouras e estruturas agrícolas, além de causar queda de árvores e cortes no abastecimento de energia. A chuva nesses dois dias varia entre 50 e 100 mm, o que inviabiliza o trabalho no campo e coloca, principalmente, o Rio Grande do Sul em alerta para alagamentos e deslizamentos, devido ao solo ainda saturado pela chuva da semana passada. Na quinta-feira, alerta para queda de temperatura no Rio Grande do Sul, com mínimas abaixo de 4 °C no centro-sul do estado, trazendo risco de geada. Na sexta-feira, o risco de geada se restringe à Serra catarinense e ao sul do Rio Grande do Sul. Sudeste A semana começa com previsão de chuva leve entre o leste e nordeste de Minas Gerais e o Espírito Santo, sem risco de grandes volumes. O sol ainda predomina em todo o Sudeste, com temperaturas em alta em São Paulo e Rio de Janeiro. Em Araçatuba, São Paulo, as máximas podem ultrapassar os 40 °C nos próximos dias. O interior paulista e o Triângulo Mineiro apresentam baixa umidade do ar. Nos próximos cinco dias, a chuva acumulada varia entre 10 e 20 mm no leste de São Paulo, divisa com Paraná, Rio de Janeiro e Espírito Santo, e no extremo leste de Minas Gerais. O tempo seco e o calor continuam prejudicando os cafezais em fase de floração nos quatro estados e não é recomendado o início da semeadura da safra 24/25, devido à alta temperatura do solo e falta de umidade. O risco de focos de incêndio aumenta nos próximos dias, principalmente em Minas Gerais, exigindo atenção dos produtores no manejo com fogo. Centro-Oeste A semana começa novamente com calor intenso no Centro-Oeste e pancadas irregulares no norte e noroeste de Mato Grosso. O tempo permanece firme em Mato Grosso do Sul, Goiás e no Distrito Federal, com baixos índices de umidade do ar. Há alerta para temporais entre quarta e sexta-feira em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, onde um cavado potencializa o risco de queda de granizo e rajadas de vento acima de 80 km/h, podendo danificar lavouras, estruturas agrícolas e causar quedas de árvores e cortes no abastecimento de energia. Nos próximos cinco dias, os volumes de chuva variam entre 20 e 35 mm no oeste, sul e norte de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e extremo sul de Goiás. Isso eleva a umidade do ar e diminui o risco de incêndios, contribuindo para a reposição hídrica do solo. No entanto, ainda não é suficiente para garantir o início da semeadura da safra 24/25. Lavouras e pastagens seguem prejudicadas em Goiás devido à falta de umidade, e o risco de incêndios continua em alta. Com a umidade relativa do ar abaixo de 20%, o tratamento fitossanitário não é recomendado esta semana no estado goiano, e os produtores devem evitar o manejo com fogo. Nordeste Muito sol e calor marcam a última segunda-feira de setembro no Nordeste. O interior da região permanece seco e quente, com ventos moderados. Chove apenas na costa leste, de forma moderada, em Salvador, Aracaju, Recife e Maceió. Em cinco dias, o acumulado de chuva fica entre 10 e 15 mm no litoral do Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Bahia e no sul do Maranhão. Nas áreas do interior, persiste a restrição hídrica e o risco potencial de incêndios. Com a umidade do ar abaixo de 20%, o tratamento fitossanitário não é recomendado esta semana. Os produtores devem evitar o manejo com fogo e se hidratar bastante ao trabalhar no campo, já que as temperaturas podem chegar a 40°C no Piauí e no interior da Bahia. Norte A semana começa com pancadas de chuva, raios e possibilidade de temporais no Acre, norte de Rondônia, Amazonas, noroeste e oeste do Pará e no sul de Roraima. No sul do Pará, a chuva pode ocorrer intercalando períodos de tempo mais estável. A boa notícia é que o acumulado de chuva nos próximos dias varia entre 40 e 50 mm no Acre, Rondônia, Amazonas, Roraima, Pará e norte do Tocantins. Isso eleva a umidade do ar e reduz o risco de incêndios, além de ajudar na reposição hídrica do solo. No entanto, as chuvas podem vir em forma de temporais, com rajadas de vento superiores a 50 km/h, podendo causar transtornos. Nas demais áreas, a semana será de tempo firme e ensolarado, mantendo o centro-sul do Tocantins em alerta para focos de incêndio. A situação dos rios na região segue preocupante, afetando a logística e a produção de energia nas hidrelétricas locais. A normalização dessa situação é esperada apenas entre dezembro e janeiro. O post Chuvas no Centro-Oeste e frente fria intensa no Sul marcam a previsão desta semana apareceu primeiro em Canal Rural.

Nova lei fortalece a atuação do Brasil em emergências sanitárias no agronegócio

Foto: divulgação Já em vigor, a Lei nº 14.989/2024 estabelece medidas para enfrentar emergências fitossanitárias e zoossanitárias, fortalecendo a resposta do país a surtos de pragas e doenças que podem afetar o agronegócio. Originada de um projeto da Câmara dos Deputados (PL 2.052/2024), a norma foi aprovada pelo Senado com o apoio da senadora Tereza Cristina (PP-MS), ex-ministra da Agricultura. A legislação amplia a autonomia das autoridades do Sistema Unificado de Atenção à Sanidade Agropecuária (Suasa) em situações de crise. As principais medidas incluem investigação epidemiológica, restrição temporária de circulação de produtos agropecuários, além de ações de contenção, desinfecção e destruição de itens contaminados. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! Tereza Cristina ressalta a importância do agronegócio para o desenvolvimento socioeconômico do Brasil, destacando a crescente preocupação com a disseminação de doenças e pragas e seus impactos no patrimônio agropecuário, essencial para a geração de empregos e renda. A nova lei também permite que a União forneça materiais e insumos a entidades públicas durante crises. O Ministério da Agricultura poderá cobrir despesas de diárias, passagens e combustíveis para servidores em operações de defesa agropecuária, sem a necessidade de declaração oficial de emergência. Além disso, a norma autoriza a contratação direta de pessoal em situações de risco à saúde humana, animal ou vegetal. O post Nova lei fortalece a atuação do Brasil em emergências sanitárias no agronegócio apareceu primeiro em Canal Rural.

Boi: aplicativo do Cepea ganha versão com análises e gráficos de mercado

Foto: Ministério da Agricultura e Pecuária O Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, acaba de lançar uma versão atualziada do aplicativo “Boi Cepea“. A nova plataforma oferece diversas funcionalidades e torna o processo de informar negócios ainda mais intuitivo para pecuaristas de todo o Brasil, que já podiam informar suas operações ao Cepea desde 2016. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! Com uma interface redesenhada, a nova versão do “Boi Cepea” permite que os usuários favoritem informações como região e frigorífico comprador, facilitando a inclusão de detalhes nos negócios. Além disso, o pecuarista passa a ter um histórico completo de suas vendas e compras armazenado diretamente no aplicativo, possibilitando um acompanhamento detalhado das operações, tanto para abate quanto para reposição. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! Outra grande novidade é a atualização automática dos preços regionais do boi, bezerro, boi magro e novilha/vaca em diversas áreas do Brasil. Ao final de cada dia, o colaborador Cepea pode acessar esses valores diretamente em seu celular e selecionar regiões específicas para visualizar gráficos automáticos do comportamento dos preços. Também é possível fazer comparações com o mercado futuro, tornando a ferramenta ainda mais útil para a tomada de decisões estratégicas. O aplicativo inclui ainda uma seção com comentários e análises de mercado feitos pela equipe “Boi Cepea”, com cálculos sofisticados que auxiliam os produtores. A comunicação com o Cepea também foi otimizada e pode ser feita com apenas um clique no chat do aplicativo. Para baixar o novo app, os produtores podem acessá-lo na PlayStore ou na App Store, da Apple. Após baixar o aplicativo, o pecuarista que ainda não for colaborador deve se cadastrar para análise da equipe Cepea. Os pecuaristas que já são colaboradores podem utilizar o mesmo login e senha do “Portal do Colaborador”. O post Boi: aplicativo do Cepea ganha versão com análises e gráficos de mercado apareceu primeiro em Canal Rural.

Morre o jornalista Leonardo Caldas Vargas em São Paulo

É com profundo pesar que informamos o falecimento do coordenador de jornalismo do Canal Rural, Leonardo Caldas Vargas, ocorrido neste sábado (28) em São Paulo. Leonardo fazia parte do Canal Rural desde fevereiro deste ano, onde coordenava a operação jornalística em diversos estados do país. Natural de São Gabriel, no Rio Grande do Sul, Leonardo tinha uma sólida trajetória no jornalismo. Formado em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade do Sul de Santa Catarina (Unisul), ele passou por veículos importantes como o Grupo RBS e a Rádio Gaúcha. Em sua carreira, também atuou como repórter de política na revista Veja e assessorou diversos órgãos públicos, como a Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul e o Senado Federal. Além disso, sua experiência incluiu a produção e direção de documentários, bem como a organização de obras literárias. Ainda não há informações sobre a data do sepultamento, que deve ser realizado em sua cidade natal, São Gabriel. Neste momento de tristeza, expressamos nossos mais profundos sentimentos à família e aos amigos. O post Morre o jornalista Leonardo Caldas Vargas em São Paulo apareceu primeiro em Canal Rural.

Soja: preços se recuperam em setembro no Brasil, com clima seco atrasando plantio

Foto: O mercado brasileiro da soja registrou uma recuperação nos preços em setembro, acompanhada por uma melhoria na comercialização. Os ganhos internos foram impulsionados pelos contratos futuros na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). No entanto, a queda do dólar limitou a melhora nas condições de comercialização. Preços da soja no país Na região de Passo Fundo (RS), o preço da saca de 60 quilos subiu de R$ 131,00 para R$ 135,00 Em Cascavel (PR), o valor passou de R$ 128,00 para R$ 139,00 Em Rondonópolis (MT), o preço aumentou de R$ 127,00 para R$ 131,00 No Porto de Paraguá, a saca também teve alta, de R$ 133,00 para R$ 142,00, Contratos futuros da soja Os contratos futuros com vencimento em novembro, os mais negociados na CBOT, valorizaram 4,4%, cotados a US$ 10,44 por bushel na manhã de sexta-feira, 27. As preocupações climáticas desempenharam um papel importante nessa recuperação, mesmo diante de previsões de ampla oferta mundial de oleaginosas. Nos Estados Unidos, as lavouras estão em fase de colheita, mas algumas questões climáticas geraram incertezas sobre o potencial produtivo. No entanto, as previsões continuam indicando uma safra recorde no segundo maior produtor de soja do mundo. No Brasil, o plantio começou com atraso em setembro, e há preocupações com o clima seco em várias regiões produtoras. Esse atraso na semeadura levanta temores sobre possíveis comprometimentos nos rendimentos, embora ainda seja cedo para avaliar perdas, especialmente com previsões otimistas sobre a produção. Câmbio O câmbio foi um fator limitante para a melhora nas condições de mercado. Durante setembro, a moeda americana desvalorizou 3,4%, sendo cotada a R$ 5,4423 na manhã da sexta-feira. O início do ciclo de corte de juros nos Estados Unidos impactou o câmbio, mas os níveis atuais ainda conferem competitividade à soja brasileira. O post Soja: preços se recuperam em setembro no Brasil, com clima seco atrasando plantio apareceu primeiro em Canal Rural.

Nova lei estimula mercado e regularização das queijarias mineiras

Foto: Diego Vargas/Seapa O Queijo Artesanal de Minas acaba de ganhar mais um reforço rumo ao fortalecimento de sua produção no estado. O governo de Minas Gerais sancionou, nesta semana, a Lei nº 24.993, que institui a Política Estadual Queijo Minas Legal (PEQML). A lei prevê 12 objetivos (veja lista abaixo) para a valorização dos produtos e da cultura regional, estimulando a regularização das agroindústrias, a diversificação do produto e novas oportunidades de mercado. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: Siga o Canal Rural no WhatsApp! Entre os objetivos estão promover a adoção das boas práticas agropecuárias e de fabricação, estimular a certificação, o cooperativismo e o associativismo entre os produtores da iguaria.  As ações irão beneficiar produtores como Maria Lucilha de Faria, de São Roque de Minas. A produção de queijo está na família há cinco gerações e o negócio conta com a assistência da Emater-MG.  Só neste ano, a Queijaria Pingo de Amor já foi premiada com o ouro no 3º Mundial do Queijo do Brasil 2024, em São Paulo, e dois ouros e duas pratas no prêmio Queijo Brasil, em Santa Catarina. “Hoje só eu estou cuidando da queijaria, trabalhando com o melhor leite vindo do curral, diminuindo perdas e agregando sabor e valor”, contou Maria Lucilha. Proteção para a continuidade do trabalho O secretário de estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), Thales Fernandes, destaca que essa é uma entrega muito importante que assegura a continuidade das ações governamentais, impedindo que essa política se torne vulnerável às mudanças e seja descontinuada.  “Nós não tínhamos, até então, uma política do Queijo Minas Artesanal tão específica. Isso vai promover principalmente a regularização de mais queijarias, com uma legislação mais simplificada e menos burocrática”, destaca. Ele explica ainda que a lei vai atrair o apoio de mais parceiros e facilitar financiamentos, propiciando cada vez mais segurança alimentar no consumo desse produto. De acordo com o secretário, a Secretaria de Agricultura, em conjunto com suas vinculadas Emater-MG,  Epamig e  IMA, está empenhada em desenvolver um amplo processo de treinamento para atualização e padronização das ações dos fiscais agropecuários e extensionistas rurais. Reforço extra A busca pela regularização sanitária de queijarias mineiras também está prevista no planejamento do estado por meio da Ação 4403 – Plano Queijo Minas Legal.  A ação consta no Plano Plurianual de Ação Governamental – PPAG triênio 2024/2027 e é desenvolvida pela Secretaria de Agricultura em parceria com o Ministério Público de Minas Gerais e o Fundo de Defesa do Consumidor. Reconhecimento pela Unesco Neste ano, os Modos de Fazer o Queijo Minas Artesanal podem ser reconhecidos como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). O pedido de candidatura, entregue em março de 2023, está sendo analisado pela Unesco, que dará o parecer definitivo na 19ª Sessão do Comitê Intergovernamental da Convenção para a Salvaguarda do Patrimônio Cultural Imaterial, em dezembro, no Paraguai. Com o reconhecimento da Unesco, as regiões mineiras produtoras de queijo artesanal se tornarão pontos de atenção ainda maior do público, impulsionando o turismo em níveis nacional e internacional e garantindo o desenvolvimento econômico e sociocultural dessas regiões. Conheça os 12 objetivos do PEQML Fomentar a regularização sanitária das queijarias e a obtenção do Selo Arte, de que trata o art. 10-A da Lei Federal nº 1.283, de 18 de dezembro de 1950; Sensibilizar os produtores quanto à importância do registro dos estabelecimentos; Aprimorar o processo produtivo, visando à melhoria da qualidade e da inocuidade final dos queijos; Promover a adoção das Boas Práticas Agropecuárias – BPAs e das Boas Práticas de Fabricação – BPFs; Implementar um ambiente favorável e desburocratizado ao produtor e ao empreendedor rural para a legalização dos estabelecimentos. Sistematizar procedimentos assistenciais, fiscalizatórios e de inspeção entre os técnicos da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural de Minas Gerais (Emater-MG) e do Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA); Estimular a obtenção de certificação de propriedade; Incentivar e fortalecer o associativismo e o cooperativismo entre os produtores e os empreendedores rurais; Conscientizar os consumidores para a importância do consumo de queijo legalizado; Incentivar a abertura de novos mercados; Fortalecer a imagem dos queijos mineiros artesanais e valorizar os territórios em que são produzidos; Informar produtores e consumidores sobre o processo de Indicação Geográfica (IG). *Sob supervisão de Victor Faverin Saiba em primeira mão informações sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo. Siga o Canal Rural no Google News. O post Nova lei estimula mercado e regularização das queijarias mineiras apareceu primeiro em Canal Rural.

Cigarrinha-das-raízes é vetor da escaldadura das folhas na cana, revela pesquisa

Foto: Maria Goreti dos Santos/ Embrapa Agroenergia Uma pesquisa realizada pelo Instituto Agronômico (IAC-Apta) mostrou que a bactéria causadora da escaldadura das folhas da cana-de-açúcar, a principal doença bacteriana desta cultura, é transmitida pela cigarrinha-das-raízes. O inseto vetor carrega a bactéria Xanthomonas albilineans e a transfere para plantas sadias, transmitindo essa doença que não tem controle e, na maioria das vezes, é assintomática. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: Siga o Canal Rural no WhatsApp! De acordo com a pesquisadora do IAC, Silvana Creste, com essa descoberta, o desenvolvimento de variedades resistentes à cigarrinha-das-raízes pode ser uma das estratégias para controlar a escaldadura das folhas. “Essa descoberta traz um novo olhar em relação à praga e também à doença porque nos possibilitou saber que a cigarrinha, além de ser uma das principais pragas da cana, carrega também um inimigo oculto”, diz. Baixa germinação da cana Foto: Pixabay A bactéria, ao colonizar principalmente os vasos de xilema, dificulta a absorção de água e seiva bruta pela planta. Os danos incluem baixa germinação das gemas, queda na produtividade e no teor de açúcar da cana, além de redução na longevidade dos canaviais. Os prejuízos dependem da variedade, ciclo da cultura, idade do canavial, condições ambientais, agressividade do isolado da bactéria e da interação entre todos esses fatores. “Em variedades suscetíveis, a doença provoca a morte das gemas/brotos e, consequentemente, da planta”, afirma a pesquisadora do IAC, da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (Apta), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo. Fases seguintes de estudos As próximas etapas da pesquisa visam avaliar se outras espécies da cigarrinha-das-raízes que infestam a cultura da cana-de-açúcar também são hospedeiras de Xanthomonas albilineans. Pretende-se também estabelecer novas estratégias de manejo para a praga e a doença, visto que, atualmente, se preconiza o uso de mudas sadias e desinfecção de instrumentos de corte no plantio e na colheita. De acordo com a pesquisadora, uma vez infectada, uma variedade só pode ser recuperada por meio da limpeza clonal em laboratórios de cultura de tecidos, seguida da checagem da sanidade por meio de métodos avançados de biologia molecular em laboratórios. A Unidade laboratorial de referência do Centro de Cana IAC, em Ribeirão Preto, é o único laboratório no Brasil com tecnologia ultrassensível para detectar a presença dessa bactéria em cana. “Desenvolvemos essa tecnologia há cerca de uma década, quando percebemos que os materiais com intenção de plantio não apresentavam sanidade suficiente para entregar alta produtividade ao longo de ciclos de cultivo de uma variedade”, comenta Silvana Creste. Oportunidade da descoberta A partir do desenvolvimento das tecnologias de checagem da sanidade, Silvana e equipe desenvolveram a tecnologia Invicta IAC, que consiste na produção de mudas em laboratório de cultura de meristema, em que a sanidade para as doenças transmitidas por mudas são certificadas por técnicas de biologia molecular, além da identidade genética atestada por fingerprint de DNA. Conhecer os métodos de transmissão da doença permite definir estratégias para evitar sua ocorrência ou minimizar os danos por ela causados. A pesquisa ainda não gerou uma recomendação para controle da doença, mas a cientista afirma que a descoberta abriu uma nova oportunidade para debates, focando em estratégias de manejo para seu controle em viveiros de mudas e em canaviais, visando reduzir os prejuízos. *Sob supervisão de Victor Faverin Saiba em primeira mão informações sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo. Siga o Canal Rural no Google News. O post Cigarrinha-das-raízes é vetor da escaldadura das folhas na cana, revela pesquisa apareceu primeiro em Canal Rural.

Com prejuízo de R$ 181 mi no agro, Goiás intensifica monitoramento de incêndios

Foto: Ênio Tavares/ divulgação Governo de Goiás O estado de Goiás tem intensificado o monitoramento de incêndios em áreas agrícolas e as ações de combate ao fogo. A Secretaria da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa) divulgou nesta semana que o prejuízo nas colheitas é de R$ 181,71 milhões entre o final de julho e setembro de 2024, considerando sete culturas plantadas no período (feijão, cana-de-açúcar, milho, tomate, sorgo, batata inglesa e algodão). Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: Siga o Canal Rural no WhatsApp! O documento apresenta um panorama que auxilia nas análises, apontando caminhos para atuação das autoridades. “A situação está mais controlada em Goiás, apesar das adversidades climáticas, graças a ações como o monitoramento em tempo real e a pronta resposta da Defesa Civil”, disse o governador Ronaldo Caiado em evento recente em Brasília (DF), para tratar do assunto com a União. O chefe do Executivo afirma ainda que, na economia como um todo, o impacto pode chegar a R$ 1,5 bilhão até o final do ano. Conforme o governo do estados, os dados do acumulado do ano até agosto de 2024 mostram que a área produtiva queimada é de quase 102 mil hectares no estado. Na produção agrícola, os municípios mais atingidos são Itumbiara, Quirinópolis, Gouvelândia, Água Fria de Goiás e Padre Bernardo. O valor tem como base o calendário de safras agrícolas e está relacionado apenas às colheitas do final do mês de julho ao início de setembro. Além disso, não engloba custos com infraestrutura, maquinários, pastagem, custo de recuperação ou replantio. O Sul goiano detém mais de R$ 46,58 milhões dos prejuízos nas colheitas, cerca de 25,64% do total. Em seguida, estão o Sudoeste (24,82%), o Entorno do Distrito Federal (13,6%) e o Nordeste (11,45%). O titular da Seapa, Pedro Leonardo Rezende, reforçou a importância de ações efetivas no enfrentamento dos focos de incêndio. “A secretaria tem realizado campanhas de conscientização sobre a importância da prevenção de incêndios florestais e reforçado os estudos técnicos que demonstram o impacto dessas queimadas sobre o solo e o meio ambiente. Além disso, temos trabalhado em parceria com produtores rurais e entidades competentes, buscando alternativas e estratégias para lidar com esse desafio”, destacou. Em julho deste ano, por meio do decreto 10.503, o governador Ronaldo Caiado suspendeu o uso de fogo na vegetação, com exceção de casos expressamente autorizados pela Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad). Em agosto, por meio decreto 10.539, declarou situação de emergência em 20 municípios goianos afetados por “incêndios em áreas não protegidas, com reflexos na qualidade do ar”. O documento autoriza, por 180 dias, a dispensa de licitação para aquisição de materiais e contratação de pessoal. Saiba em primeira mão informações sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo. Siga o Canal Rural no Google News. O post Com prejuízo de R$ 181 mi no agro, Goiás intensifica monitoramento de incêndios apareceu primeiro em Canal Rural.