Milho: método é capaz de detectar substância tóxica nos grãos

Foto: Renata Silva/Embrapa Cientistas da Embrapa e da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) desenvolveram um método inovador para detectar a presença de uma substância tóxica, a fumonisina, em grãos de milho sem a necessidade de moagem e de reagentes químicos. Isso reduz custos e torna o processo ambientalmente mais saudável. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! A técnica utiliza imagens hiperespectrais de infravermelho próximo (NIR-HSI), integrando preceitos de química e agricultura de precisão, para identificar e quantificar essa micotoxina (substâncias químicas tóxicas produzidas por fungos), considerada um dos maiores entraves à produção de milho no Brasil porque contamina os grãos ainda no campo e não é destruída por processamento térmico. As fumonisinas são produzidas, principalmente, por fungos do gênero Fusarium e, porapresentarem ampla distribuição, grande ocorrência e alta toxicidade, são consideradas as piores entre as micotoxinas produzidas por esses microrganismos. Associado ao modelo matemático de análise multivariada de imagem, o NIR-HSI permiteidentificar e quantificar as fumonisinas diretamente nos grãos de milho, que são invisíveis a olho nu, de forma rápida e sem destruição das amostras. “A tecnologia NIR-HSI funciona com base no princípio da reflectância difusa, que depende daspropriedades químicas e estruturais do material. É uma abordagem não destrutiva para obterespectros distribuídos espacialmente, o que permite visualizar e localizar pixel a pixel asalterações químicas em qualquer sistema complexo”, explica a pesquisadora da Embrapa Milho e Sorgo (MG) Maria Lúcia Simeone. Inovação na detecção de micotoxinas De acordo com a Embrapa, o método utilizado atualmente para quantificar fumonisinas é caro, complexo, demorado e requer a moagem da amostra e um alto nível de conhecimento técnico. Soma-se a essas desvantagens o fato de que os reagentes químicos utilizados para realizar a análise são tóxicos, o que resulta em prejuízos para a saúde do analista e o ambiente. Segundo Simeone, o novo método é muito mais rápido, não utiliza produtos químicos, não destrói a amostra e possui custo inferior. “Funciona por meio de um algoritmo construído a partir de informações espectrais e espaciais, obtidas em um equipamento de NIR-HSI, utilizando diferentes amostras de milho, uma vez que os dados dependem da interação entre a radiação eletromagnética e átomos ou moléculas da amostra analisada”, completa. A pesquisadora destaca ainda que os resultados obtidos com a técnica NIR-HSI foramsurpreendentes, especialmente porque possibilitaram identificar lotes contaminados e prevenirinfecção cruzada durante o armazenamento do milho. “Essa metodologia tem o potencial detransformar a forma como quantificamos e controlamos a fumonisina, garantindo a qualidade e a segurança dos alimentos”, acrescenta. A nova técnica traz diversos benefícios para toda a cadeia produtiva do milho: Maior rapidez: a quantificação do teor de fumonisina é realizada de forma rápida, em apenas 30 segundos, permitindo que um número maior de amostras possa ser analisado em menor tempo com resposta mais ágil em caso de contaminação. Redução de custos: a técnica é mais econômica que os métodos tradicionais, pois dispensa a moagem e o uso de reagentes químicos. Não destrutiva: a análise não danifica a amostra, permitindo realizar a análise diretamente nos grãos e seu uso posterior. Futuro mais seguro para o consumo de milho A pesquisa, publicada na revista Brazilian Journal of Biology, representa um avanço significativo na área de segurança alimentar. “Ao permitir a detecção rápida e direta do teor de fumonisinas em grãos de milho, essa nova metodologia contribui para garantir a qualidade e a segurança dos alimentos, protegendo a saúde de consumidores e animais”, observa Renata Pereira da Conceição, pós-graduanda da UFMG. Para Valéria Aparecida Vieira Queiroz, pesquisadora da Embrapa, “com essa tecnologia, é possível desenvolver estratégias mais eficientes para o controle de fumonisinas no milho, reduzindo as perdas na produção, possibilitando a segregação de lotes de amostras e garantindo um alimento mais seguro para a população”. Foto: Edna Santos/Embrapa O pesquisador da Embrapa Algodão (PB) Everaldo Medeiros afirma que a técnica gera umaespécie de “imagem química do objeto”, combinando técnicas quimiométricas de tratamento de dados. Isso possibilita explorar aplicações inovadoras para a agricultura, a partir de conceitos de química verde e de agricultura de precisão, que colocam a Embrapa e parceiros na fronteira da inovação de aplicações com imagens NIR-HSI. “Nossa participação no trabalho foi estudar as melhores configurações de imagens nas medidas de fumonisinas diretamente nas sementes de milho. Os resultados permitiram detectar e quantificar as micotoxinas de forma automática com maior sensibilidade e rapidez do que as técnicas atualmente utilizadas”, conclui Medeiros. Saiba em primeira mão informações sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo. Siga o Canal Rural no Google News. O post Milho: método é capaz de detectar substância tóxica nos grãos apareceu primeiro em Canal Rural.
Próximos prefeitos do RS terão de lidar com prejuízos bilionários da agropecuária

Fotos: Canal Rural O Rio Grande do Sul é o terceiro maior estado do Brasil em número de municípios, com 497. Desses, as enchentes de maio afetaram 478. De acordo com a Confederação Nacional dos Municípios (CNM), o prejuízo no estado foi superior a R$ 13 bilhões. O maior impacto está no setor habitacional, com perdas de quase 114 mil casas. Já na agropecuária, a baixa estimada é de quase R$ 6 bilhões. Esses números mostram os desafios dos prefeitos que serão escolhidos pela população a partir de 6 de outubro. Para mostrar esse cenário, a série Eleições 2024 do Canal Rural traz um retrato das adversidades enfrentadas por agropecuaristas do país. Produção leiteira em risco Produtores em Arroio do Meio, no Vale do Taquari, Arceli e Dorival Junkeen já sofreram três enchentes de setembro para cá. No período, venderam 30 vacas para diminuir o custo. Assim, a produção de leite caiu pela metade. “Já vendemos para o açougue, não para leite. A previsão é de que a gente ainda vai ter que se desfazer de mais vacas por causa do pasto, porque não temos pasto suficiente. Já plantamos milho, ele já está nascido, está alto […]. Mas até que [possamos] fazer silagem, ainda vai demorar três meses, o que é bastante”, relata Arceli. Um dos maiores problemas do setor leiteiro do Rio Grande do Sul, o quarto segmento de maior Produto Interno Bruto (PIB) do estado é, justamente, a falta de alimento para as criações. Na propriedade dos Junkeen, a silagem foi toda perdida: uma parte ficou na lavoura e não há como plantar em mais da metade da área. “Eu não tenho muita esperança que vai melhorar de um ano para o outro, de repente só daqui a mais doi anos para a gente recuperar [e chegar no ponto] onde nós estávamos […]. Tem muito custo para manter as vacas hoje e para plantar”, diz Dorival. Desafios aos próximos prefeitos Foto: Agência Brasil Um dos maiores desafios para as próximas gestões municipais está no Vale do Taquari. A região é formada por 36 municípios, todos eles afetados pelas enchentes e que têm como base de suas arrecadações a agropecuária. Em Estrela, por exemplo, esse volume corresponde a 40%. Em Roca Sales, a 45% e em Arroio do Meio, a 14%, mas, quando somado à indústria, alcança 79%. De norte a sul do estado, as lavouras de grãos, proteínas, tabaco, silvicultura, olivas, nozes e frutas somaram mais de R$ 98 bilhões no Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) de 2023. Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), apenas 47,5% dos prefeitos concorrem à reeleição, o que pode ser explicado por dois motivos: por já estarem no segundo mandato ou pelo desânimo de seguir no cargo. Para o presidente do Sindicato Rural de Roca Sales, Gilmar Bernstein, as perdas da agropecuária do estado devem fazer a arrecadação dos municípios despencarem. Os desafios dos próximos quatro anos passam pela recomposição de estradas e pela logística, visto que muitas regiões do Rio Grande do Sul ainda estão com pontes provisórias feitas pelo exército ou pela comunidade, mas que não suportam cargas pesadas. A reconstrução de estruturas de produção e dos solos também podem ser determinantes para manter ou não os produtores na atividade, especialmente em regiões afetadas diretamente pela enchente. O post Próximos prefeitos do RS terão de lidar com prejuízos bilionários da agropecuária apareceu primeiro em Canal Rural.
Semana será marcada por tempestades, mas com calorão

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil Esta semana que se inicia será marcada por tempestades em áreas das Regiões Sul e Norte do país, de acordo com boletim do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). Na figura abaixo, é possível notar que os volumes podem ultrapassar os 60 mm (representados em tons de laranja e vermelho). Acompanhe a previsão entre esta segunda e a próxima (7). Previsão de tempestades Precipitação acumulada (em mm) em 174 horas. Validade: 00:00 de 30/09 – Fim: 06:00 de 07/10 Sul A semana começa com tempestades no Rio Grande do Sul e sul de Santa Catarina, em decorrência da passagem de um sistema frontal, com volumes de chuva que podem ultrapassar os 70 mm. O sistema avança para os outros estados da Região a partir do dia 3 de outubro, com previsão de pancadas de chuvas isoladas. No entanto, a partir do dia 4, será de tempo bom no Rio Grande do Sul, trazendo condições mais estáveis. Sudeste Há previsão de chuva em áreas isoladas de São Paulo, leste de Minas Gerais, no Rio de Janeiro e Espírito Santo, entre os dias 3 e 4 de outubro, devido ao avanço de um sistema frontal que se desloca em direção ao oceano. Nas demais áreas, o tempo permanecerá quente e seco. Centro-Oeste A previsão é de tempo quente e seco, exceto no noroeste de Mato Grosso e sul de Mato Grosso do Sul, áreas onde não se descartam pancadas de chuva isoladas. Norte Áreas de instabilidade associadas ao calor e alta umidade provocarão pancadas de chuva no decorrer da semana, com valores acima de 60 mm no noroeste do Amazonas, Roraima e Pará. Pancadas de chuva isoladas não estão descartas nas demais áreas da Região, com exceção do centro e sul do Tocantins, onde a chance de chuva é pequena. Nordeste A previsão é de tempo quente e seco na Região. No entanto, no início da semana, espera-se um aumento na nebulosidade que pode gerar instabilidades, resultando em pancadas de chuva isoladas, especialmente em áreas do nordeste e leste da região. Há ainda, previsão de ventos costeiros e ventanias no interior do Nordeste, principalmente no início da semana. Previsão de temperatura Temperatura máxima do ar – Validade: 00:00 de 30/09 a 18:00 de 06/10 Para os próximos dias, o Inmet prevê temperaturas elevadas em áreas do Centro-Oeste e Norte do país, com máximas podendo superar os 40°C. Além da elevação dos termômetros devido a uma onda de calor, os baixos índices de umidade relativa do ar também se destacam na porção central do país No dia 6 de outubro (conforme a imagem acima), as temperaturas máximas podem ultrapassar 40°C na porção central do país, com máximas que podem superar os 35°C em áreas do Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba e Bahia. Já na faixa leste, desde a Paraíba até as áreas da Região Sul, as máximas serão mais amenas. Assim, não devem ultrapassar os 33°C. As temperaturas mínimas podem superar 24°C em áreas das Regiões Norte e Centro-Oeste, enquanto nas áreas serranas entre Bahia e o norte de Minas Gerais, as mínimas podem ficar abaixo dos 18°C. Na Região Sul, no sudeste de São Paulo e áreas serranas do Rio de Janeiro, está previsto até o final da semana um declínio da temperatura associado à alta pressão pós-frontal. Nas demais áreas, as temperaturas poderão ultrapassar os 23°C. O post Semana será marcada por tempestades, mas com calorão apareceu primeiro em Canal Rural.
Soja: tempo segue seco, mas chuvas devem aliviar o calor em parte do Brasil; confira onde

Foto: Canal Rural Atualmente, o solo permanece seco em grande parte do Brasil central, na região Nordeste e em algumas áreas do Sudeste. A previsão de chuva para os próximos dias nas áreas produtoras da soja indicam que a umidade deve retornar, especialmente na região Norte. A distribuição das chuvas em Mato Grosso do Sul e Mato Grosso será irregular, com precipitações concentradas nas áreas próximas à fronteira com a Bolívia e o Paraguai. Já na região Sul, a expectativa de chuvas está ligada à frente fria que avança entre quarta e quinta-feira, podendo provocar temporais em algumas localidades. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! Previsão para outubro Foto: Canal Rural O cenário para outubro se mostra otimista entre os dias 6 e 10, com a chuva retornando ao Centro-Oeste e Minas Gerais. Os volumes esperados variam entre 5 e 10 mm, o que ajudará a aliviar as altas temperaturas, especialmente no Triângulo Mineiro e interior do Centro-Oeste, onde os termômetros podem atingir 40°C. Diante dessas condições climáticas, não é recomendável iniciar a semeadura da safra 2024/2025 na primeira quinzena de outubro. No entanto, a segunda quinzena traz boas perspectivas, com chuvas intensificando-se em Mato Grosso, Rondônia, Goiás e interior de São Paulo e Minas Gerais, com volumes que podem ultrapassar 40 mm. Essa reposição hídrica é essencial para que os produtores comecem os trabalhos no campo com segurança. O post Soja: tempo segue seco, mas chuvas devem aliviar o calor em parte do Brasil; confira onde apareceu primeiro em Canal Rural.
Com dupla proteção, fungicida BASF oferece defesa inovadora contra doenças da soja

Foto: Pixabay Doenças fúngicas trazem grandes prejuízos aos sojicultores brasileiros: a ferrugem-asiática, por exemplo, causa a desfolha precoce das plantas, deteriora sua capacidade de realizar fotossíntese e pode gerar perdas de até 90% na produção de grãos na lavoura, segundo a Embrapa. A mancha-alvo, por sua vez, tem capacidade para atacar diferentes fases do ciclo da soja e gerar quedas de produtividade de até 40%, dependendo do grau de infecção e evolução no talhão afetado. Para combater de maneira eficiente esses agentes nocivos, que dão prejuízos milionários à sojicultura, a BASF desenvolveu um produto com uma fórmula inovadora. Trata-se do fungicida Blavity®, que combina os ingredientes ativos Xemium (Fluxapiroxade) e Protioconazol – ambos com mecanismos de ação distintos que se complementam e que, juntos, tornam a proteção da soja mais eficaz. Gerente de Marketing, Cultivo e Portfólio Soja da Divisão de Soluções para Agricultura da BASF, Daniel Holzhausen explica que, atualmente, outros fungicidas vendidos e registrados para uso na soja no Brasil trazem o Protioconazol em sua formulação. Segundo ele, entretanto, a composição do Blavity® se destaca nesse mercado. Mancha-alvo. Foto: Roberto Castro/BASF “A sinergia entre o Protioconazol e o Fluxapiroxade é o grande diferencial do Blavity®. Com os dois ingredientes ativos trabalhando em conjunto e de forma complementar, o fungicida atua desde a germinação dos esporos, criando uma camada que protege e dificulta a ocorrência de infecções na soja”, diz Holzhausen. O produto, além disso, tem capacidade para criar uma segunda barreira de proteção, combatendo o desenvolvimento das hifas após a germinação dos esporos. “Ao combinarmos o Fluxapiroxade com o Protioconazol, agregamos a ação curativa, reforçando o controle sobre as diferentes fases do fungo e trazendo melhor resultado para o agricultor”, afirma o executivo da BASF. Vale lembrar que, mesmo quando isolados, tanto o Protioconazol quanto o Fluxapiroxade apresentam boas respostas no controle para a mancha-alvo e a ferrugem-asiática. Mas é a combinação dos dois ingredientes ativos que faz com que o produto se destaque frente a outros manejos do mercado. Ferrugem-asiática. Foto: Roberto Castro/BASF Além de sua efetividade no combate da ferrugem-asiática e da mancha-alvo, recentemente, o Blavity® conseguiu extensão de registro para o manejo da podridão de grãos da soja, doença que tem prejudicado a qualidade e produtividade de grãos nas últimas cinco safras, principalmente em Mato Grosso. Funcionamento do Blavity® O duplo modo de ação do Blavity é complexo e, ao mesmo tempo, altamente eficaz. Após a aplicação, o Xemium atua na linha de frente para proteger a folha: o ingrediente ativo protege a planta das fases iniciais das doenças fúngicas, bloqueando seu processo de sintetização de energia e impedindo que o fungo se desenvolva, penetre e se espalhe pela planta e pela lavoura. O Protioconazol, por sua vez, funciona principalmente como uma segunda barreira de proteção contra os fungos que, eventualmente, não tenham sido atingidos e eliminados pelo Xemium. Uma de suas funções é impedir a síntese do Ergosterol, elemento fundamental na composição da parede celular das células do fungo. Ao controlar as doenças, Blavity® permite que as folhas da soja recebam e absorvam plenamente a energia solar e, assim a planta possa se desenvolver e gerar mais grãos de alta qualidade. Para Daniel Holzhausen, a fácil aplicação é outra vantagem do Blavity®. “A formulação do nosso produto é uma suspensão concentrada com alta solubilidade. Isso significa que, durante a preparação da calda, temos um produto de fácil mistura, com uma calda homogênea e com uma concentração uniforme do começo ao fim da aplicação”, explica o executivo da BASF. Daniel Holzhausen, gerente de Marketing, Cultivo e Portfólio Soja da Divisão de Soluções para Agricultura da BASF. Foto: BASF Essa fórmula também diminui a chance de entupimento dos bicos do pulverizador, algo que tira o sono do agricultor. E, além disso, Blavity® é um produto de baixa dosagem, trazendo facilidade operacional tanto na hora da mistura quanto para a armazenagem do produto e descarte de embalagens. Sinergia com outros produtos Para fortalecer ainda mais a solução na proteção das plantas da soja, é recomendável que Blavity® seja usado em sinergia com outros produtos da BASF nas diferentes fases do desenvolvimento das plantas. “O Blavity® faz parte de um amplo programa de manejo de doenças da soja desenvolvido pela BASF. Nossa recomendação é usar o fungicida Belyan® como primeira aplicação, logo no desenvolvimento do sexto nó (V6). O Belyan® é uma tríplice mistura composta por Fluxapiroxade, Piraclostrobina e o exclusivo e inovador Revysol® (Mefentrifluconazol), com ação seletiva e eficiente e com um grande espectro de controle para as principais doenças da soja”, diz Daniel Holzhausen. Já próximo ao início do florescimento ou 15 dias após a primeira aplicação, é hora de entrar com o Blavity®, que trará grande robustez no controle da mancha-alvo e ferrugem-asiática. E, para o fechamento da lavoura, temos o lançamento em 2024, do fungicida Keyra®, que trará eficiência para o manejo das doenças de final de ciclo da soja. Atualmente, a BASF investe mais de 900 milhões de euros por ano em pesquisa e desenvolvimento para criar soluções eficientes e inovadoras para a agricultura. E boa parte desse investimento é destinado a pesquisas para soluções eficientes para agricultura. “A BASF está atenta às necessidades do produtor para entregar as soluções que vão fazer a diferença na lavoura. A empresa tem construído, cada vez mais, uma relação de confiança e de legitimidade com os agricultores para alcançar resultados de alta produtividade safra após safra”, finaliza Holzhausen. Para saber mais, clique aqui. ATENÇÃO: este produto é perigoso à saúde humana, animal e ao meio ambiente. Uso agrícola. Venda sob receituário agronômico. Consulte sempre um agrônomo. Informe-se e realize o manejo integrado de pragas. Descarte corretamente as embalagens e os restos dos produtos. Leia atentamente e siga as instruções contidas no rótulo, na bula e na receita. Utilize os equipamentos de proteção individual. O post Com dupla proteção, fungicida BASF oferece defesa inovadora contra doenças da soja apareceu primeiro em Canal Rural.
Arroba bovina tem valorização superior a 10% em setembro, mas poderia ter sido maior

Foto: José Adair Gomercindo/Agência Estadual de Notícias do Paraná O mercado de boi gordo foi pautado por um forte movimento de alta nos preços da arroba no mês de setembro. De acordo com o analista de Safras & Mercado Allan Maia, mesmo desembolsando valores mais elevados na compra de gado, a oferta de animais se mostrou mais limitada ao longo do mês por parte dos pecuaristas, o que impossibilitou um grande avanço nas escalas de abate. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! As escalas de abate neste final de setembro giram em torno de 7 dias úteis em todo o país. Em estados como São Paulo, estão fechadas ao redor de 5 dias úteis. Qualidade das pastagens Maia afirma que a questão climática foi um ponto de atenção ao longo de todo o mês de setembro. A falta de chuvas em grande parte do país afetou a qualidade das pastagens. Assim, para atender a demanda de final de ano, em meio ao quadro de exportação recorde de carne bovina, haverá quase que uma total dependência da oferta de animais terminados nos confinamentos. O analista sinaliza que as exportações em bom nível contribuem para manter o quadro de disponibilidade de oferta doméstica equilibrado. Preços da arroba do boi Foto: Giro do Boi Os preços da arroba do boi gordo na modalidade a prazo nas principais praças de comercialização do país estavam assim no dia 26 de setembro: São Paulo (Capital): R$ 270 a arroba, alta de 10,2% frente aos R$ 245 registrados no final de agosto. Goiás (Goiânia): R$ 260, avanço de 10,64% perante os R$ 235 praticados nofechamento de agosto. Minas Gerais (Uberaba): R$ 260 a arroba, aumento de 10,64% frente aos R$ 235 registrados no encerramento de agosto. Mato Grosso do Sul (Dourados): R$ 270, valorização de 8% frente aos R$ 250 praticados no final do mês passado. Mato Grosso (Cuiabá): R$ 235 a arroba, 6,82% acima dos R$ 220 registrados no encerramento de agosto. Rondônia (Vilhena): R$ 245 a arroba, aumento de 19,51% em relação aos R$ 205 praticados no final de agosto. Mercado atacadista Foto: Freepik Maia comenta que o mercado atacadista manteve preços bastante firmes ao longo do mês de setembro. Os cortes do dianteiro do boi registraram um aumento de 12,22% ao longo de setembro, passando de R$ 13,50 para R$ 15,50 o quilo. Já o quarto traseiro do boi subiu 10,56% ao longo do mês, passando de R$ 18,00 para R$ 19,90. Exportações de carne bovina As exportações de carne bovina fresca, congelada ou refrigerada do Brasil renderam US$ 884,925 milhões em setembro (15 dias úteis), com média diária de US$ 44,246 milhões, de acordo com a Secretaria de Comércio Exterior (Secex). A quantidade total exportada pelo país chegou a 185,486 mil toneladas, com média diária de 12,365 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 4.478,30. Segundo o órgão, em relação a setembro de 2023, houve alta de 25,2% no valor médio diário da exportação, ganho de 26,8% na quantidade média diária exportada e desvalorização de 1,3% no preço médio. O post Arroba bovina tem valorização superior a 10% em setembro, mas poderia ter sido maior apareceu primeiro em Canal Rural.
Brasil espera abrir novos mercados na China com visita de Xi Jinping

Foto: Freepik Em novembro, a visita do presidente chinês, Xi Jinping, ao Brasil promete abrir novas oportunidades de mercado para o agronegócio brasileiro. Entre os pedidos do Brasil estão a liberação de produtos como carne bovina com osso, miúdos bovinos e farelo de amendoim, que podem ser fundamentais para diversificar as exportações e atender à crescente demanda da China. Além desses itens, a negociação envolve mais de uma dezena de produtos, incluindo sorgo, uvas frescas, gergelim e farelo de pescados. A expectativa é que alguns acordos sejam formalizados durante a visita, impulsionando as relações comerciais entre os dois países. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! O ministro interino da Agricultura, Roberto Perosa, ressaltou que as relações com a China alcançam seu melhor momento, criando um ambiente propício para fortalecer as parcerias no setor agro. Reconhecido por sua robusta capacidade de produção agrícola, o Brasil vê na China um parceiro estratégico, tanto para a exportação de commodities quanto para o desenvolvimento de tecnologias que promovam a eficiência e a sustentabilidade do agronegócio. Com a ampliação do acesso a novos mercados, o Brasil busca consolidar sua posição como um dos principais fornecedores de alimentos do mundo, aproveitando as oportunidades que surgem com a visita de Xi e a crescente interdependência entre os dois países. O post Brasil espera abrir novos mercados na China com visita de Xi Jinping apareceu primeiro em Canal Rural.
50 mil sementes de palmito-juçara são dispersadas em unidades de conservação

Foto: IAT-Litoral O Instituto Água e Terra (IAT) promoveu a primeira ação de restauração ambiental por meio da dispersão aérea de sementes de palmeira-juçara (Euterpe edulis) em diferentes pontos do litoral do Paraná. O evento-teste ocorreu no fim de semana em cinco Unidades de Conservação de Proteção Integral: Parque Estadual do Palmito (Paranaguá), Estação Ecológica do Guaraguaçu (Paranaguá), Estação Ecológica do Rio das Pombas (Pontal do Paraná), Parque Estadual do Rio da Onça (Matinhos) e Parque Estadual da Ilha do Mel (Paranaguá). Foram lançadas aproximadamente 50 mil sementes, obtidas como condicionante estabelecida no licenciamento ambiental de uma empresa que começou a operar na região. A iniciativa contou com o apoio do helicóptero que atende exclusivamente o órgão ambiental. Com o sucesso da ação, o escritório do IAT no Litoral, responsável pela força-tarefa, está finalizando o cronograma para novas expedições do tipo. “Uma atividade inédita, que só pôde ser concluída por causa da estrutura aérea disponibilizada pelo IAT. Estamos mapeando todas as áreas estratégicas para restauração ambiental que possam receber esse tipo de dispersão no Litoral, um trabalho bem minucioso”, afirmou o gerente regional do IAT na região, Altamir Hacke. Extração ilegal de palmito-juçara Foto: Paula Saiz Engenheira química do escritório regional do IAT no Litoral, Luisa Serenato explica que é recorrente a prática ilegal de extração de palmito, recurso natural obtido da árvore, para comercialização. Por isso, ressalta ela, a palmeira-juçara é protegida pelo Decreto Federal n° 6.660/2008. “Ações como essa, que buscam impactos positivos a longo prazo, bem como ações de divulgação de usos alternativos dos recursos naturais da palmeira-juçara, como a extração do açaí, por exemplo, auxiliam na manutenção dessa espécie tão emblemática para o ecossistema do Paraná”, destacou a engenheira. Características da espécie A germinação da semente do palmito-juçara (Euterpe edulis) é lenta e heterogênea. Por ser uma espécie plenamente adaptada a condições de sub-bosque (vegetação de baixa estatura que cresce em nível abaixo da floresta), forma com facilidade um denso banco de sementes, ficando no aguardo de condições favoráveis de luz e umidade para seu crescimento. A juçara atinge uma altura de 10 metros a 20 metros de comprimento e demora por volta de seis anos para atingir o estágio reprodutivo. Tendo em vista essas características, a dispersão aérea de sementes é uma alternativa viável para intensificar a presença dessa árvore nos remanescentes de Mata Atlântica do Litoral paranaense. *Sob supervisão de Victor Faverin O post 50 mil sementes de palmito-juçara são dispersadas em unidades de conservação apareceu primeiro em Canal Rural.
Agronegócio mineiro alcança recorde histórico em exportações em 2024

Foto: Diego Baravelli/Minfra As exportações do agronegócio de Minas Gerais atingiram um marco histórico nos primeiros oito meses de 2024, registrando o melhor desempenho desde o início da série histórica em 1997. Com um crescimento de 15% na receita e 14% no volume exportado em relação ao ano anterior, o setor alcançou impressionantes US$ 11,1 bilhões e 12,4 milhões de toneladas embarcadas. A Superintendência de Inovação e Economia Agropecuária da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa) projetou que, se o cenário atual se mantiver, a receita anual pode chegar a cerca de US$ 17 bilhões. O secretário Thales Fernandes destacou a qualidade e a responsabilidade do agro mineiro, enfatizando a união de conhecimento, tecnologia e competência em cada etapa da cadeia produtiva. Em agosto de 2024, a receita das exportações agropecuárias foi de US$ 1,3 bilhão, refletindo uma leve queda de 4,2% em comparação ao mesmo mês do ano passado, mas com uma expectativa positiva de manter cerca de US$ 1 bilhão por mês até o final do ano. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! Exportações do agro mineiro atingem melhor resultado da série histórica Publicado em 27/09/2024 15:08 https://audio8.audima.co/iframe-later-noticias-agr-audima.html?skin=noticias-agr&statistic=true Números representaram 39,6% das exportações totais do estado. Dados apurados para o período de janeiro a agosto deste ano são os melhores desde 1997 As exportações do agronegócio mineiro mais uma vez alcançaram números recordes, conforme dados de janeiro a agosto deste ano. O setor registrou crescimento de 15% na receita e 14% no volume exportado, em comparação ao mesmo intervalo do ano anterior. É o melhor resultado desde o início da série histórica, em 1997. Foram US$ 11,1 bilhões em receita e 12,4 milhões de toneladas embarcadas para 165 destinos globais. De acordo com a Superintendência de Inovação e Economia Agropecuária da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), se o cenário atual persistir, a projeção é que a receita anual atinja cerca de US$ 17 bilhões. Para o secretário de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Thales Fernandes, o desempenho recorde reflete a excelência do agro mineiro. “Nosso agronegócio produz com responsabilidade, qualidade, segurança e muita atenção a cada etapa. Cada item que embarcamos é fruto da união entre trabalho bem feito, conhecimento, aplicação de tecnologias e competência de cada elo da cadeia”, disse. Em agosto deste ano, a receita das exportações do agro foi de US$ 1,3 bilhão, decorrentes de 1,4 milhão de toneladas embarcadas. Os números representam decréscimo de 4,2% na receita e 18% no volume ante agosto de 2023. Ainda assim, a expectativa é de manutenção da ordem de US$1 bilhão mensal até o fim do ano. Café As exportações de café atingiram níveis altos, totalizando US$ 4,5 bilhões, com o embarque de 19 milhões de sacas para 85 países. Houve acréscimo de 33% na receita e 28,4% no volume. O café solúvel teve um acréscimo de 625% no valor e 619% no volume embarcado, devido ao aumento das aquisições por países como Rússia e Países Baixos. Outros produtos Juntos, soja em grãos, farelo da soja e óleo da soja atingiram a marca de US$ 2,9 bilhões e 6,5 milhões de toneladas. Houve uma leve retração já esperada na receita, pois a safra reduzida diminuiu a oferta do grão. Ainda assim, o volume exportado aumentou em 18%. O post Agronegócio mineiro alcança recorde histórico em exportações em 2024 apareceu primeiro em Canal Rural.
Qualidade do café: método simplificado da Embrapa permite avaliação por não especialistas

Foto: Fabiano Bastos/Embrapa Pesquisadores deixaram acessível a pequenos produtores e empresários o processo de avaliação da qualidade do café. Para isso, adaptaram, pela primeira vez para o produto, a metodologia chamada Perfil Descritivo Otimizado (PDO). O objetivo foi proporcionar uma opção de análise simplificada com resultados mais rápidos do que os métodos sensoriais descritivos utilizados hoje nas provas de café. Com a adaptação, a metodologia pode ser adotada por pequenos estabelecimentos comerciais, cooperativas de produtores e instituições de pesquisa. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: Siga o Canal Rural no WhatsApp! Um dos principais diferenciais está relacionado à equipe, que pode ser composta por funcionários e consumidores de café, em vez de especialistas, com um treinamento mais simples. “As metodologias oficiais exigem diversas instâncias de avaliação, todas feitas por especialistas. Com essa alternativa, tornamos os testes mais simples e qualquer pessoa, com paladar e olfato apurados, pode participar”, informa Sônia Celestino, pesquisadora da Embrapa Cerrados (DF) e uma das responsáveis pela pesquisa. A cientista explica que a proposta deve suprir a demanda de diferentes instituições, como fazendas produtoras do grão, cooperativas, universidades e centros de pesquisa. “As cooperativas, por exemplo, podem montar sua própria equipe de provadores para analisar seus cafés. Assim, eles terão uma avaliação que forneça informações sobre um determinado grão, para saber se vale a pena inscrevê-lo em um concurso, por exemplo”, explica. Todas as etapas da metodologia adaptada pela Embrapa e pela Universidade de Brasília (UnB) está descrita no Manual de Análise Sensorial Descritiva de Café, no qual consta o detalhamento de cada fase. Nascimento avaliou cafés do Cerrado adubados com diferentes fontes de potássio. “Algumas pesquisas relatam que o cloreto de potássio prejudica a qualidade do grão do café e aumenta o amargor da bebida. Então analisamos essa e outras fontes de potássio em um estudo mais profundo. Fizemos avaliações químicas e sensoriais para certificar ou refutar os resultados das pesquisas anteriores”, informa. A então mestranda precisava de uma metodologia para realizar a análise sensorial. Com as orientadoras, decidiu utilizar a metodologia Análise Descritiva Quantitativa (ADQ), considerada o padrão-ouro entre os métodos sensoriais descritivos. No entanto, a pandemia da Covid-19 interrompeu o treinamento dos futuros avaliadores. “Com o pouco prazo que nos restava, optamos por adaptar a metodologia Perfil Descritivo Otimizado para o café, o que não existia até o momento”, relembra Oliveira. Celestino explica que a principal diferença entre as metodologias ADQ e PDO se refere ao treinamento das equipes: “A primeira requer um treinamento mais longo e constante. Já a segunda pode ser feita com uma equipe semitreinada, composta por pessoas que fazem parte da própria empresa ou consumidores que estão acostumados com a bebida, o que facilita sua aplicação.” Essa alternativa tem se mostrado apropriada para obtenção mais rápida de resultados e manutenção da qualidade dos dados. Para compensar essa diferença quanto ao treinamento, é necessário ter um número maior de avaliadores. Além disso, em cada encontro, reduz-se a quantidade de atributos e de amostras a serem analisadas. “Recomendamos, pelo menos, 16 avaliadores. Mas se todos estiverem bem treinados e alinhados com os parâmetros de avaliação, pode-se reduzir para dez avaliadores. Em cada reunião, apenas um atributo é analisado”, ressalta. O PDO tem o potencial de relatar quantitativamente atributos sensoriais, reduzindo o tempo e o custo dos testes sensoriais. Já a ADQ proporciona uma descrição completa das propriedades sensoriais de um produto. Os resultados de ambos podem ser úteis para o controle de qualidade eficiente, para formular ou aperfeiçoar produtos e para avaliar potenciais oportunidades de mercado. Toda a metodologia foi descrita no manual publicado pela Embrapa. “A ideia do manual foi sistematizar o nosso trabalho e oferecer algo para ajudar as pessoas que trabalham no setor”, conta Nascimento. Com Oliveira, ela apresentou a publicação no Coffee Brasília, em 2023, evento conhecido e movimentado que acontece periodicamente na cidade. Seleção e formação da equipe Na metodologia PDO, é necessária uma equipe composta por 16 avaliadores. Para a seleção dos componentes, o candidato deve passar por alguns testes de sensibilidade e discriminação sensorial. O objetivo é verificar se eles conseguem identificar gostos básicos em diferentes intensidades e aromas. No teste de sabores, eles precisam identificar os principais gostos sentidos pelo paladar humano – doce, ácido, amargo, salgado e umami, e sua intensidade, entre fraco e forte. No de aromas, podem ser usados 36 aromas comuns encontrados no café, incluindo alguns agradáveis, como floral, frutado e de especiarias, e outros desagradáveis, como de papel mofado e produtos químicos, presentes em cafés de baixa qualidade. Na terceira etapa, são apresentadas amostras de bebidas de café, estando algumas com um atributo diferenciado, como, por exemplo, uma diferença de acidez ou amargor. Esses atributos são normalmente encontrados em diferentes intensidades em amostras comerciais de café e o avaliador tem que ser capaz de percebê-los. Treinamento da equipe e avaliações Com a equipe selecionada, é recomendado que seja feita uma familiarização prévia com o método, para apresentar aos avaliadores os principais atributos do café: aroma, doçura, acidez, corpo, amargor, adstringência e amargor residual. Os cinco primeiros são desejáveis na bebida, já os dois últimos são considerados defeitos. A estrutura do teste, com amostras apresentadas simultaneamente e a presença de materiais de referência, permite que os avaliadores classifiquem os produtos de forma consistente e apresentem informações quantitativas e descritivas das amostras. Em cada encontro, a equipe avalia um atributo em, no máximo, seis amostras. Cada avaliador atribui uma nota para aquele atributo. Ao término de todas as sessões, é calculada uma nota final para o atributo, resultado da média das notas dos avaliadores. Já a nota global da amostra é calculada pela soma das notas finais de todos os atributos, considerando que os desejáveis (aroma, doçura, acidez e corpo) somam notas positivas e a adstringência e o amargor residual, que são atributos indesejáveis e considerados defeitos, reduzem a nota. Esse valor, que pode chegar a 50 pontos, conforme metodologia proposta, refere-se à qualidade do grão comercializado e a nota dos atributos pode constar na embalagem,