Mais lidas: governo oferece incentivos para destruição de vinhedos, na França

Plantação de Uva Syrah. Foto: CNA O setor vitivinícola da França, um dos maiores do mundo, enfrenta uma grave crise em 2024, impulsionada pela queda no consumo e pela redução nas exportações de vinhos. Com 789 mil hectares dedicados à produção de vinho em 2023, o país busca medidas drásticas para conter a queda nos preços. Diante da diminuição nas vendas, o governo francês anunciou um programa emergencial que oferece incentivos financeiros para os produtores que optarem por remover seus vinhedos. A proposta prevê uma compensação de cerca de 4 mil euros (aproximadamente R$ 25 mil) por hectare destruído, com a possibilidade de retirar até 30 mil hectares de vinhedos, representando cerca de 4% da área total cultivada. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! Mudanças nos hábitos dos consumidores Esse declínio nas vendas é exacerbado por transformações nos hábitos dos consumidores, especialmente entre os mais jovens. Dados mostram que menos de um terço dos consumidores de vinho na França tem menos de 40 anos. A nova geração tem se mostrado mais inclinada a consumir cervejas e, quando optam por vinhos, preferem brancos, rosés ou tintos leves, em vez dos tradicionais vinhos tintos. Além disso, as exportações de vinho francês caíram 10% em 2023, uma situação agravada pela diminuição das compras da China, aumentando ainda mais a preocupação dos produtores. Medidas para estabilização do mercado A expectativa é que os incentivos financeiros ajudem a estabilizar o mercado em meio a essa crise profunda, permitindo uma reestruturação necessária para o setor. Com essas ações, o governo busca reverter a tendência de queda e apoiar os viticultores que enfrentam desafios sem precedentes na indústria do vinho. O post Mais lidas: governo oferece incentivos para destruição de vinhedos, na França apareceu primeiro em Canal Rural.

Adiamento da reforma tributária abre espaço para ajustes e proteção ao agronegócio

Foto: Agência Câmara A reforma tributária tem sido amplamente debatida e sua regulamentação enfrenta desafios, principalmente devido às preocupações sobre os impactos no agronegócio. O setor, que hoje conta com benefícios fiscais como isenções e alíquotas reduzidas de tributos, teme que a nova estrutura de impostos aumente significativamente a carga tributária.  Atualmente, a alíquota média paga pelo agronegócio varia entre 3% e 4%, mas com as novas regras, esse percentual pode saltar para mais de 11%, o que gera apreensão entre os produtores. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! No começo de outubro, o governo federal decidiu retirar o pedido de urgência para a votação da regulamentação do Projeto de Lei Complementar (PLP) 68/2024 no Senado. A pauta do plenário estava trancada desde setembro e a decisão veio após pressão de líderes partidários que pediam mais tempo para análise das propostas. Mas o que esse adiamento representa para o agronegócio nacional? Na visão do advogado tributarista Eduardo Berbigier, a retirada da urgência faz com que as votações no Senado voltem ao fluxo normal, dando mais tempo para ajustes e negociações. Segundo ele, essa decisão pode facilitar um diálogo mais construtivo sobre as mudanças propostas. “A retirada do pedido de urgência significa mais tempo e cuidado nas discussões. Pressa nunca foi uma vantagem em temas complexos como a tributação do agro”, ressalta. Alíquota para o agro pode se tornar uma das mais altas do mundo Entre os pontos que mais preocupam o setor está a alíquota, que pode se tornar uma das mais altas do mundo. De acordo com o especialista, “a coexistência de dois sistemas tributários por um período considerável também traz complexidade, além de questões relacionadas à litigiosidade nos conceitos de insumos e à não-cumulatividade plena”.  Outro ponto de atenção é a extinção ou redução dos benefícios fiscais para o agronegócio, o que pode prejudicar especialmente os pequenos e médios produtores. Sobre os efeitos práticos no planejamento estratégico das empresas do setor, Berbigier destaca que, embora os principais impactos da reforma sejam esperados somente para 2026, a recomendação é que a preparação comece desde já. “É essencial realizar o compliance fiscal-tributário, mapeando as atividades e suas consequências fiscais para definir estratégias de ajuste ou ampliação das operações”, sugere.  Ele reforça ainda que, diante de um cenário tributário tão complexo, é importante que cada etapa da cadeia produtiva seja analisada de forma independente. FPA preocupada com andamento da reforma Na volta dos trabalhos legislativos após o primeiro turno das eleições municipais, a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) também manifestou preocupação com o andamento da reforma tributária no Congresso. Na avaliação da entidade, é importante que haja a manutenção de pontos articulados pelos parlamentares, como é o caso da cesta básica isenta de impostos, a tarifa zero para o cooperativismo e a diferenciação tributária para produtores com renda anual de até R$ 3,6 milhões por ano. O post Adiamento da reforma tributária abre espaço para ajustes e proteção ao agronegócio apareceu primeiro em Canal Rural.

Plantio simbólico, troca de informações e expectativas: a Abertura do Plantio da Soja!

Foto: Canal Rural/Açailândia (MA) Plantio da Soja Na última sexta-feira (11), a Fazenda Pau Brasil, localizada em Açailândia, Maranhão, recebeu cerca de 1.200 produtores e profissionais do agronegócio para a Abertura Nacional do Plantio da Soja para a safra 2024/2025. O evento, que começou às 9h, destacou a importância da soja para a economia brasileira e marcou o início oficial das atividades agrícolas na região. Foto: Canal Rural O secretário de Agricultura do Maranhão, Flávio Viana, ressaltou a importância da soja para a região e para o Brasil, citando que cerca de 40% da produção mundial de soja vem do país. “O Maranhão tem crescido muito devido ao empenho dos produtores, que realizam grandes investimentos e promovem o desenvolvimento do agronegócio no estado”, destacou. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! Plantio simbólico A abertura foi marcada por um plantio simbólico, representando o início das atividades agrícolas no Maranhão e um marco para todo o Brasil, uma vez que diversas regiões do país já iniciaram suas semeaduras. O evento destacou o trabalho de todos os envolvidos na organização, sublinhando a importância do Maranhão como um estado em pleno crescimento no setor agrícola. A realização da abertura nacional trouxe orgulho aos participantes, que celebraram o potencial da região e o compromisso com o desenvolvimento do agronegócio. Discussões e painéis informativos O evento também incluiu discussões sobre gestão, diversificação e sustentabilidade, com painéis informativos que contaram com a presença de especialistas renomados, como Gustavo Spadotti, da Embrapa Territorial; Bazilio Carlotto, da Coopernorte; e Marcos Fava Neves, Chanceler da Harven Agribusiness School. Esses profissionais debateram temas fundamentais para o setor, como a rentabilidade nas propriedades e os impactos climáticos nas lavouras. A interação e o compartilhamento de conhecimentos foram aspectos fundamentais do evento, promovendo um espaço para que os produtores se atualizassem sobre as melhores práticas e inovações do setor. O post Plantio simbólico, troca de informações e expectativas: a Abertura do Plantio da Soja! apareceu primeiro em Canal Rural.

Simples Nacional: empresas do agro representam apenas 2,2% do total, mostra estudo

Foto: CNA O agro brasileiro, embora seja um dos pilares da economia nacional, representa apenas 2,2% das empresas ativas no Simples Nacional, sistema de tributação simplificada, totalizando cerca de 403 mil empresas. O dado foi divulgado em um estudo do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT). Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! Segundo Carlos Pinto, diretor de Negócios do instituto, “o número reflete o que já se sabe: a maioria dos produtores rurais opera como pessoa física ou em empresas que faturam acima de R$ 4,8 milhões anualmente”. Perfil e renovação das empresas do agro O levantamento aponta que a maioria das empresas agro no Simples Nacional é de pequeno porte, com 65,19% sendo Microempreendedores Individuais (MEI), 18,21% Microempresas e 16,60% Pequenas Empresas. Além disso, mais de 70% dessas empresas têm até cinco anos de atividade, indicando constante renovação no setor. “O setor agro no Simples Nacional é marcado por uma alta taxa de novos entrantes e renovação no mercado”, destaca Pinto. Nos últimos dois anos, 182 mil novas empresas foram fundadas, reforçando o dinamismo do segmento. Distribuição regional e principais estados O estudo também analisou a distribuição geográfica das empresas agro no Simples Nacional, revelando que as regiões Sudeste e Sul concentram a maior parte, com 191.362 empresas no Sudeste e 77.272 no Sul. São Paulo lidera o ranking com 90.746 empresas, seguido por Minas Gerais e Rio de Janeiro. “A região Sudeste, especialmente São Paulo e Minas Gerais, é uma potência na produção agrícola, principalmente em culturas como soja, milho, café e cana-de-açúcar”, afirma Pinto. São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília são os municípios com o maior número de empresas agro no Simples Nacional. A capital paulista conta com 20.873 empresas, representando 5,18% do total, enquanto o Rio de Janeiro aparece com 13.264 e Brasília com 5.482 empresas. “Esses números mostram a concentração de atividades agropecuárias em centros urbanos que atuam tanto na produção quanto na comercialização de produtos agrícolas”, comenta o diretor do IBPT. Segmentos mais representativos O subsetor de Alimentos, Bebidas e Fumo é o mais expressivo, concentrando 300.339 empresas, enquanto Agricultura, Pecuária e Cooperativas representam 102.767 empresas. *Sob supervisão de Luis Roberto Toledo O post Simples Nacional: empresas do agro representam apenas 2,2% do total, mostra estudo apareceu primeiro em Canal Rural.

Decisão sobre horário de verão será na terça-feira, diz ministro

O Ministério de Minas e Energia (MME) vai decidir na terça-feira (15) sobre adoção do horário de verão no Brasil ainda este ano. O ministro Alexandre Silveira vai se reunir com a equipe técnica no prédio da pasta em Brasília para definir a questão. Diante da urgência da decisão, Silveira reduziu em uma semana o período de férias e retornará ao trabalho na próxima segunda-feira (14). “O resumo da ópera é que se houver risco energético, não interessa outro assunto a não ser fazer o horário de verão”, afirmou Silveira nesta sexta-feira (11), em Roma, após participar como palestrante do último painel II Fórum Internacional Esfera. “Se não houver risco energético, aí é um custo-benefício que terei a tranquilidade, a serenidade e a coragem de decidir a favor do Brasil e a favor do Brasil nem sempre quer dizer que vai economizar meio por cento, um por cento na conta de energia, porque qual impacto nos outros setores? Isso tem que ser um equilíbrio. Ainda bem que a política de diálogo voltou. Com essa política a gente tem tranquilidade e com muita profundidade chegar a um momento em que a gente possa mostrar com clareza qual o melhor caminho a seguir”, acrescentou o ministro, ressaltando que “não tem como não ser esta semana, porque não daria tempo de aproveitar a melhor janela que é novembro, se não for tomada a decisão, esta semana”. De acordo com Silveira, a reunião foi marcada para terça-feira por causa da “imprescindibilidade de ser agora” e, para isso, é preciso que seja de imediato para permitir que os setores que serão impactados se preparem, embora, segundo ele, o cuidado que teve de conversar com os setores muito importantes para que se planejam. “Se tem algo que não se pode abrir em uma política pública com essa dimensão, é a questão da previsibilidade. A importância maior do horário de verão e tem muita importância é entre 15 de outubro e 30 de novembro. Até 15 de dezembro tem uma importância vigorosa, não que ele não tenha depois, mas vai diminuindo a curva da importância dele”, disse. Silveira destacou que o horário de verão é uma política pública aplicada mundialmente e não deve ser tratado como uma questão ideológica. “Primeiro quero registrar que o horário de verão é uma política pública que não é nacional. É implementada em vários países e em especial em países desenvolvidos. É uma política pública que não deve ser tratada como uma questão ideológica e ela foi tratada pelo governo anterior assim, simplesmente extirpando ela em 2019”, observou. Crise hídrica O ministro acrescentou que as usinas hídricas e hidrelétricas, quando não são, como é o caso de Belo Monte, localizada no Rio Xingu, no Pará, que não conseguiu licenciamento para fazê-la com reservatório, elas dependem naturalmente das questões pluviométricas. Os números indicam que a crise hídrica atual é grave. “O Cemaden [Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais] apurou que desde 1950, quando ele mede a questão pluviométrica no Brasil, nós vivemos a pior crise hídrica dos últimos 73 anos, o que nos levou, se nós não tivéssemos feito medidas preventivas, como diminuir a vazão de Jupiá e Porto Primavera, corajosas que tomamos durante o ano, preservando 11% de água doce nos nossos reservatórios, hoje nós teríamos problema energético no Brasil. Não temos, temos tranquilidade para este período, mas temos que nos equilibrar entre segurança e modicidade tarifária e temos que preparar também o planejamento para 2026”, comentou. Eleição de 2024 Foto: Rovena Rosa/ Agência Brasil O ministro Alexandre Silveira disse ainda que, caso seja adotado pelo governo, o horário de verão não vai impactar o segundo turno da eleição, marcado para o dia 27 deste mês. “Se ele for decretado, não pega a eleição, porque tem que ter no mínimo 20 dias para que setores extremamente importantes se planejem, como o setor aéreo por causa das conexões internacionais e outros setores também como segurança pública”. Ele que tudo está sendo analisado com todo o cuidado e serenidade. “Imagine a responsabilidade de uma decisão como essa de um ministro de estado. Se ele o faz sem necessidade está naturalmente tomando uma medida que tem transversalidade e tem custo em alguns setores da economia, apesar de que para outros é benéfico, mas em alguns da economia muito contundentes. Se ele não faz, e dá um problema, a responsabilidade é do ministro. Um problema energético não é um problema é um problemaço”, explicou sobre a complexidade da decisão. O ministro lembrou que o presidente Lula já disse em entrevista que essa decisão não é política e delegou a condução dela ao seu ministro de estado. “O farei, com a coragem de quem tem que decidir. O farei muito ancorado em bases técnicas e em sensibilidade política e social, para que a gente defendendo, como eu defendo o horário de verão como política pública, só use mão dessa política pública se ela for imprescindível para assegurar energia para o Brasil e diminuir os custos que não impactem mais negativamente e faça economia para o consumidor”, completou. O post Decisão sobre horário de verão será na terça-feira, diz ministro apareceu primeiro em Canal Rural.

Ainda há espaço para mais aumento de preços do boi gordo, diz analista

Foto: Gilson Abreu/AEN O mercado físico do boi gordo apresenta continuidade do movimento de alta no decorrer da sexta-feira (11). De acordo com a consultoria Safras & Mercado, o ambiente de negócios ainda sugere pela renovação das máximas da atual temporada no curto prazo. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! “Bastante compreensível diante de uma oferta anêmica de animais terminados mantendo as escalas de abate apertadas, na pior posição do ano. Importante mencionar que a demanda permanece superaquecida, em especial quando se trata de exportações, com o país caminhando a passos largos para superar a marca das 4 milhões de toneladas em equivalente carcaça” disse o analista Allan Maia. Preços da arroba do boi São Paulo: até R$ 305 a arroba à vista Minas Gerais: até R$ 295 a prazo Goiás: até R$ 285 a prazo Mato Grosso do Sul: em Naviraí, negócios a R$ 290 a prazo Mato Grosso: em Rondonópolis, negócios em até R$ 270 Mercado atacadista Foto: Ministério da Agricultura O mercado atacadista se depara com preços firmes, ainda em perspectiva de alta no curto prazo, em linha com a entrada dos salários na economia, motivando a reposição entre atacado e varejo ao longo da cadeia produtiva. “Soma-se a isso o baixo nível dos estoques no decorrer de outubro, algo natural diante da grande dificuldade na composição das escalas de abate”, disse Maia. Quarto traseiro ainda é precificado a R$ 23, por quilo. Quarto dianteiro ainda é cotado a R$ 18,00, por quilo. Ponta de agulha permanece precificada a R$ 17,00, por quilo. Câmbio O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,52%, sendo negociado a R$ 5,6139 para venda e a R$ 5,6120 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,5584 e a máxima de R$ 5,6534. Na semana, a moeda teve valorização de 2,91%. O post Ainda há espaço para mais aumento de preços do boi gordo, diz analista apareceu primeiro em Canal Rural.

Confira os preços da soja em dia de relatório do USDA

Fechamento da soja. Foto: Daniel Popov/ Canal Rural O mercado brasileiro de soja teve dois momentos distintos nesta sexta-feira (11). Antes da divulgação do relatório de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), os preços domésticos eram firmes e houve registro de negócios. Depois, as cotações passaram a recuar, travando o mercado. No fechamento da sessão, os preços ficaram mistos, com os vendedores recusando baixar suas pedidas. Preços da soja no Brasil Passo Fundo (RS): seguiu em R$ 134 Região das Missões: estabilizou em R$ 133 Porto de Rio Grande: seguiu em R$ 141,50 Cascavel (PR): valorizou de R$ 138,50 para R$ 139 Porto de Paranaguá (PR): se manteve em R$ 143 Rondonópolis (MT): ficou em R$ 136 Dourados (MS): permaneceu em R$ 136 Rio Verde (GO): desvalorizou de R$ 131 para R$ 130 Soja em Chicago Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a sexta-feira em baixa, revertendo os ganhos iniciais e ampliando as perdas acumuladas ao longo da semana. O ponto de reversão da recuperação técnica foi o relatório de outubro do USDA. Relatório do USDA O relatório trouxe números de safra e estoques norte-americanos acima do esperado, confirmando a produção recorde dos Estados Unidos à medida que colheita avança naquele país. Completando o cenário baixista, a previsão é de chuvas nos próximos dias no Brasil, beneficiando o plantio e afastando os temores recentes de perdas de produtividade. O relatório indicou que a safra norte-americana de soja deverá ficar em 4,582 bilhões de bushels em 2024/25, o equivalente a 124,7,8 milhões de toneladas. A produtividade foi indicada em 53,1,2 bushels por acre. O número ficou acima da expectativa do mercado, de 4,572 bilhões ou 124,4 milhões de toneladas. Em setembro, a estimativa era de 4,586 bilhões de bushels ou 124,8 milhões de toneladas. A produtividade estava estimada em 53,2 bushels por acre. Os estoques finais estão projetados em 550 milhões de bushels ou 14,97 milhões de toneladas. O mercado apostava em carryover de 542 milhões de bushels ou 14,75 milhões de toneladas. Não houve alteração na comparação com setembro. Safra mundial de soja Foto: Ivan Bueno/APPA O USDA projetou safra mundial de soja em 2024/25 de 428,9 milhões de toneladas. Em setembro, o número era de 429,2 milhões. Para 2023/24, a previsão é de 394,71 milhões de toneladas. Os estoques finais para 2024/25 estão estimados em 134,7 milhões de toneladas, acima da previsão do mercado de 134,3 milhões de toneladas. No mês passado, a previsão era de 134,6 milhões de toneladas. Os estoques da temporada 2023/24 estão estimados em 112,4 milhões de toneladas. O mercado esperava número de 112,2 milhões de toneladas. Para a produção brasileira, o USDA manteve as estimativas em 153 milhões de toneladas para 2023/24 e em 169 milhões para 2024/25. Para a Argentina, a previsão para 2023/24 foi mantida em 48,1 milhões. Para 2024/25, a estimativa é de 51 milhões de toneladas, sem alteração sobre o mês anterior. As importações chinesas em 2023/24 foram elevadas de 111,5 milhões para 112 milhões de toneladas. Para a próxima temporada, a previsão é de um número de 109 milhões de toneladas, repetindo o mês anterior. Contratos futuros Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com baixa de 9,25 centavos de dólar, ou 0,91%, a US$ 10,05 1/2 por bushel. A queda semanal superou 3%. A posição janeiro teve cotação de US$ 10,21 por bushel, com perda de 10,50 centavos ou 1,01%. Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com baixa de US$ 1,00 ou 0,31% a US$ 315,10 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 43,33 centavos de dólar, com baixa de 0,43 centavo ou 0,98%. Câmbio O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,52%, sendo negociado a R$ 5,6139 para venda e a R$ 5,6120 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,5584 e a máxima de R$ 5,6534. Na semana, a moeda teve valorização de 2,91%. O post Confira os preços da soja em dia de relatório do USDA apareceu primeiro em Canal Rural.

Cooperativismo em Notícia destaca sucessão familiar em produção granjeira

Cooperativismo em Notícia O programa Cooperativismo em Notícia deste sábado traz como destaques a terceira corrida Alfa, realizada em Chapecó, Santa Catarina, que reuniu mais de 1,3 competidores, bem como a família Nespolo no quadro Gente que Faz o Agronegócio: Corrida do Bem: realizada pela Cooperalfa, a terceira Corrida Alfa foi um sucesso de público. O evento já tradicional trouxe corredores de todas as regiões e até mesmo de outros estados. Assim, a Cooperalfa valida o sétimo princípio do cooperativismo: o interesse pela comunidade. Com 1.360 inscritos, 40% a mais do que no evento do ano passado, a corrida Alfa começou ainda nos primeiros raios de sol. O percurso, escolhido pela organização, teve retas, subidas e descidas, com grandes dificuldades, como requer toda boa prova. O atleta Diego Andrade levou a melhor na prova de 5 km masculino e a Rafaela Roman foi a campeã no feminino. Já na prova dos 10 km, destaque para o Mauro Freitag, campeão no masculino e Mariana dos Santos, no feminino. Família exemplar: ser exemplo de produtor rural em um universo onde a grande maioria se destaca não é fácil. É preciso ter gestão, foco no que realmente dá resultados, fazer investimentos sólidos, sem jamais esquecer a sucessão rural. Porque, esse dia, em algum momento, vai chegar. E a família Nespolo, nesse sentido, está trilhando um belo caminho. A propriedade era do pai do Ivonei, que mais tarde casou com a Andriana e, de presente, ganhou uma filha: a Morgana. E são eles que tocam uma granja onde a avicultura e o leite formam o ganha pão de todo o santo mês. A história dos Nespolo está intimamente ligada à da Copérdia. O pai do Ivonei, o Seu Valdomiro, foi um dos fundadores da cooperativa. O programa Cooperativismo em Notícia é produzido pela equipe de comunicação da Fecoagro/SC e veiculado pelo Canal Rural aos sábados, as 8h30, com reprises às terças-feiras, às 13h30. O post Cooperativismo em Notícia destaca sucessão familiar em produção granjeira apareceu primeiro em Canal Rural.

Animais resgatados de queimadas são retirados de abrigo após ameaça de novo incêndio

Foto: Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Na última semana, animais resgatados dos incêndios em Mato Grosso foram retirados às pressas de uma unidade de tratamento após um incêndio florestal chegar muito próximo ao local onde os animais estavam. A operação de retirada foi feita na base de atendimento onde os animais se encontravam, na rodovia Transpantaneira, próximo da cidade de Poconé, a 104 km de Cuibá (MT). Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: Siga o Canal Rural no WhatsApp! A orientação para a ação foi dada pelo Sistema de Comando de Incidentes (SCI) Emergência fauna Pantanal 2024, formado pelo Ibama e ICMBio. “Com base nas informações do SCI Fogo, os focos de incêndio estavam a apenas quatro quilômetros da base, levando o comando a recomendar pela evacuação imediata dos animais”, disse a veterinária do Ibama, Marília Gama. Transferência de animais A partir da articulação interinstitucional entre a equipe do SCI Fauna e Sema-MT, foram transferidos quatro animais: um tamanduá, um veado, uma anta e uma onça-parda. Os três primeiros, que haviam sido resgatados anteriormente de incêndios e apresentavam ferimentos nas patas, foram encaminhados para o Posto de Atendimento Emergencial de Animais Silvestres (Paeas), situada na entrada da Transpantaneira. A onça, recebida ainda filhote, está em processo de reabilitação para futura soltura e será acolhida pelo Centro de Reabilitação de Animais Silvestres do estado de Mato Grosso do Sul (Cras/MS), onde continuará a receber os cuidados essenciais. “Assim que a base estiver segura novamente, os animais retornarão. Após o cuidado de saúde e reabilitação, eles poderão voltar para o seu habitat”, ressaltou Marília. A operação foi realizada em conjunto entre o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Sema) e Instituto Ampara Pantanal. *Sob supervisão de Victor Faverin O post Animais resgatados de queimadas são retirados de abrigo após ameaça de novo incêndio apareceu primeiro em Canal Rural.

Produtora de morango aumenta produção em 50% com apoio de engenheira agrônoma

Foto: Reprodução Canal Rural Neste sábado, 12 de outubro, é comemorado o Dia do Engenheiro Agrônomo. A profissão é uma das responsáveis pelo patamar de liderança que o agronegócio brasileiro alcançou nas últimas décadas. Produtores rurais que trabalham diariamente com a terra e que, por motivos variados, não conseguiram se profissionalizar, contam com esses especialistas para melhorar os seus resultados. Exemplo disso é a produtora de morangos Rosana Aparecida Gabardo Pallu, de Mandirituba, no sudeste do Paraná. Ela começou a sua jornada no campo há pouco mais de cinco anos. Trabalhou por muitos anos como confeiteira, mas o verdadeiro sonho sempre foi o de se dedicar à produção agrícola. Assim, a oportunidade de cultivar a fruta veio através do empenho pessoal, mas também graças à parceria com uma engenheira agrônoma. “A parte da gestão é fundamental. Nós estávamos perdidos porque a mão de obra aqui é constante, dia a dia você trabalhando, sem tempo de parar e contar o que que você vendeu, o seu lucro. O agricultor não consegue fazer isso, eu não conseguia”, declara Rosana. Salto na produção de morango Com o direcionamento da engenheira agrônoma Vanessa Reinhart e de diversos outros profissionais, a propriedade de Rosana evoluiu rapidamente. Com isso, em 2021, a produção começou a crescer, contando com duas estufas, 10 mil pés de morango e uma produtividade de 12 toneladas do produto por ano. A continuidade do auxílio técnico fez ser possível instalar mais duas estufas, levando a colheita média chegar a 18 toneladas por ano, ou seja, um aumento de 50% frente ao que era obtido inicialmente. O crescimento exigiu maior organização administrativa. O apoio da engenharia trouxe mais eficiência para os negócios com planejamento e manejo sustentável das culturas, o que também trouxe maior rentabilidade à propriedade. “Nós fazemos a nossa parte de plantar o morango, de colocar a mão na terra, e eles fazem a parte que eles estudaram para fazer. A parte deles aqui é fundamental. Eu só tenho a agradecer”, declara Rosana. Encarar a propriedade como empresa Vanessa, que também é coordenadora de assistência técnica do Sistema Faep, exalta a harmônia entre as funções. “O produtor sabe produzir, sabe fazer os manejos, os tratos, mas se ele quer realmente avançar, se ele quer ter essa visão da propriedade como uma empresa e se ele quer ter essa melhoria na gestão, precisa ter um acompanhamento mais detalhado, mais próximo. Então o engenheiro agrônomo consegue ter essa visão macro da propriedade”. A Rosana reforça a importância desse profissional. “Me ajudou muito, [agora] eu tenho clareza da parte de vendas, da parte de dinheiro. Eu tenho uma visão que eu não tinha antes. Sabia plantar, colher, mas não tinha visão do lucro, da parte financeira mesmo. Devo isso aos agrônomos que me orientaram para eu conseguir essa produção que eu tenho hoje em dia”. O post Produtora de morango aumenta produção em 50% com apoio de engenheira agrônoma apareceu primeiro em Canal Rural.