Mercado global de bioinsumos pode atingir US$ 45 bilhões até 2032, segundo estudo

Foto: João Pedro Coelho/Assessoria Proteplan O mercado global de bioinsumos agrícolas deve alcançar cerca de US$ 45 bilhões até 2032, se manter a taxa de crescimento anual entre 13% e 14%. Nesse ritmo, em oito anos, o mercado global dos insumos biológicos tende a triplicar, projeta estudo realizado pela CropLife Brasil – associação que representa a indústria de defensivos químicos, bioinsumos, biotecnologia e mudas e sementes – e pelo Observatório de Economia da Fundação Getúlio Vargas. Em 2023, o valor do mercado global de bioinsumos somou entre US$ 13 bilhões e 15 bilhões, incluindo os segmentos de controle biológico, inoculantes, bioestimulantes e solubilizadores. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! O setor de controle biológico é destaque no segmento, respondendo por 57% do mercado atual. “A tendência é que esses produtos continuem liderando a participação de mercado nos próximos anos”, prevê a pesquisa. A CropLife avalia que o crescimento do mercado de bioinsumos nos últimos 10 anos se deve, sobretudo, ao avanço acelerado do mercado nos últimos quatro anos e à adoção por parte dos produtores rurais como ferramenta para o manejo integrado de pragas. Apesar do rápido crescimento do uso e do mercado de bioinsumos no Brasil, aspectos econômicos, regulatórios e jurídicos desafiam o avanço acelerado destes insumos no País, revela a pesquisa. De acordo com o estudo, entre os principais entraves para a expansão dos bioinsumos hoje no País estão a falta de capacitação para aplicação e a ausência de uma legislação específica para essa gama de produtos. Na avaliação da CropLife e da FGV, o investimento nacional em pesquisa e desenvolvimento no Brasil tem mostrado resultados promissores. “Entretanto, o Brasil ainda se encontra atrás de líderes como os EUA, China e Coreia do Sul no número de patentes e inovações biotecnológicas no setor. Incentivar políticas públicas e parcerias estratégicas pode ser um caminho para fechar essa lacuna”, observam as entidades. O estudo pondera que, apesar do avanço dos bioinsumos no mercado brasileiro, há desafios regulatórios em curso, dado que as legislações vigentes atuais são elaboradas para produtos químicos, sintéticos e minerais. Os bioinsumos estão enquadrados em legislações destinadas a produtos químicos, sintéticos ou minerais, como a Lei de Agrotóxicos e a Lei de Fertilizantes, sendo suas regulamentações adaptadas por meio de normas infralegais. Atualmente, um mesmo ingrediente ativo biológico pode ser enquadrado nessas atuais legislações distintas, sem um trâmite claro e unificado para registro e regras de comercialização. “Essas legislações possuem processos de registro e regras de comercialização, tributação, fabricação, transporte, armazenamento e uso completamente distintos. Esse cenário gera insegurança jurídica tanto para as indústrias quanto para os usuários de produtos biológicos, dificultando inclusive o estabelecimento de linhas de crédito específicas para o setor”, argumentam as entidades. Para a CropLife e para a FGV, há questões regulatórias que requerem maior aprofundamento, como o Programa Nacional de Bioinsumos, as iniciativas legislativas em andamento no Congresso Nacional, a conexão com propriedade industrial e a conexão com o acesso ao patrimônio genético nacional. Entre estes pontos, o setor aguarda um marco legal específico para os bioinsumos, com projetos de lei em tramitação na Câmara dos Deputados e no Senado, o PL 658/2021 e o PL 3668/2021, que visam regulamentar especificamente a produção, uso, registro e comercialização de bioinsumos no País. “A falta de um trâmite claro e unificado para o registro e a comercialização gera incertezas, sendo necessária a criação de regulamentações específicas, especialmente no que diz respeito à padronização dos processos industriais e à harmonização tributária. Assim há necessidade de normas específica para bioinsumos sanando essas incertezas e possível sobreposição”, defendem a CropLife e a FGV. O estudo aponta que ambos os projetos de lei dispõem sobre a produção on farm (insumos para uso próprio fabricados na propriedade rural), mas, segundo o estudo, não estabelecem como será a participação de cada órgão (Anvisa, Ibama e Ministério da Agricultura) na avaliação tripartite dos produtos biológicos. De acordo com a pesquisa, “haverá necessidade de regulamentação infralegal” quanto à estrutura de governança do registro de produção para fins comerciais. Em relação à capacitação, a pesquisa observa que a ausência de capacitação de parte dos produtores dificulta a adoção ampla dos bioinsumos, concentrando-se apenas nas principais culturas como soja, milho e cana-de-açúcar. O post Mercado global de bioinsumos pode atingir US$ 45 bilhões até 2032, segundo estudo apareceu primeiro em Canal Rural.
Extrato de própolis mostra ação antiviral contra zika, chikungunya e mayaro

Foto: Pixabay Uma pesquisa realizada por cientistas do Instituto Butantan, em São Paulo, constatou que o extrato aquoso de própolis é capaz de combater a replicação dos vírus zika, chikungunya e mayaro. Os três patógenos são transmitidos pela picada de mosquitos que circulam no Brasil e causam doenças infecciosas (arboviroses) para as quais ainda não existem vacina nem tratamento específico disponível, o que motiva a busca por compostos com potencial antiviral. O extrato foi testado in vitro e reduziu significativamente a carga viral dos três vírus. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! O estudo, conduzido no Centro de Toxinas, Resposta-Imune e Sinalização Celular (CeTICS), foi liderado pelos pesquisadores Pedro Ismael Silva Júnior, do Laboratório de Toxicologia Aplicada, e Ronaldo Mendonça, do Laboratório de Parasitologia do Butantan. Os resultados foram publicados na revista Scientific Reports. Esta não é a primeira vez que o grupo investiga o potencial antiviral e antibacteriano da própolis. Estudo anterior da equipe, feito com extrato hidroalcoólico da substância, já havia indicado intensa atividade contra os vírus herpes, influenza e rubéola. A partir dos primeiros resultados, os cientistas decidiram avaliar se o extrato aquoso teria a mesma atividade em outros tipos de vírus também importantes do ponto de vista de saúde pública no país. Preparação do extrato e análise Para chegar aos resultados, o grupo utilizou a própolis produzida pelas abelhas nativas sem ferrão scaptotrigona aff postica, originadas de uma colônia na região de Barra do Corda, no Maranhão. A própolis foi obtida por meio da raspagem da caixa de meliponicultura, formando uma espécie de pasta. Esse material foi transportado e congelado a -20°C, formando uma pedra de própolis congelada. Essa pedra foi macerada manualmente até se tornar um material granulado, que foi passado em peneiras. Em seguida, o produto foi moído de forma a se transformar num composto ainda mais fino, para novamente passar por peneiras granulométricas e se transformar em pó. Por fim, os pesquisadores adicionaram água ultrapurificada ao pó e o material foi centrifugado por 30 minutos para haver a separação da cera do meio líquido. O sobrenadante (a fase líquida que fica por cima) foi filtrado e o produto foi considerado 100% purificado. Para determinar a ação antiviral do extrato de própolis, os pesquisadores infectaram células VERO (linhagem originária de rim de macaco, muito usada nesse tipo de estudo), que foram cultivadas a 37 °C em microplacas. O crescimento e a morfologia dessas células foram monitorados pela equipe diariamente. “A gente contaminou as culturas com os três vírus em questão e aplicamos somente uma vez a substância que queríamos analisar, na proporção de 10% de volume. A partir de então, fizemos uma diluição seriada, ou seja, fomos diminuindo a quantidade dessa solução para ver qual quantidade impediria o vírus de se multiplicar”, explicou Silva Júnior. Os pesquisadores observaram que o extrato aquoso de própolis purificado promoveu uma redução de 16 vezes na carga viral do zika e de 32 vezes na do vírus mayaro. No caso do chikungunya, a redução foi ainda mais significativa, de 512 vezes. Mais pesquisas Por enquanto, os resultados alcançados estão restritos ao ambiente de laboratório, mas a pesquisa continua. Numa segunda etapa do trabalho, o grupo coletou própolis mês a mês, para associar o produto final à florada de cada período. Isso porque a abelha scaptotrigona aff postica utiliza as plantas da região do Maranhão, que são diferentes das plantas existentes no Sudeste, e, por isso, provavelmente, a própolis obtida tem componentes específicos relacionados às espécies endêmicas do local. “Nós já observamos que existem diferenças ao longo do ano. Agora queremos identificar em que época aparece a substância com ação antiviral, porque queremos associar à planta que a abelha utiliza para a produção da própolis”, explicou Silva Júnior. É importante destacar que a própolis do estudo é diferente da comercial encontrada nas farmácias. O produto vendido ao consumidor, em geral, é um extrato alcoólico que mistura todos os componentes da própolis e, na maioria das vezes, costuma vir da espécie apis mellifera (abelha europeia), que predomina nos apiários. Já a própolis usada nessa pesquisa vem da abelha nativa do Brasil scaptotrigona aff postica e os compostos com atividade antiviral são separados, purificados e isolados. Bioativos A busca por potenciais medicamentos na natureza – os famosos compostos bioativos – é um dos grandes focos da ciência. O Brasil tem uma área muito extensa com fauna e flora extremante variada e utilizar substâncias originadas da nossa floresta é muito importante, tanto do ponto de vista científico quanto econômico, pois isso pode reduzir os custos do produto final. O pesquisador ressalta que o objetivo da pesquisa é tentar identificar um composto que possa ser usado tanto na prevenção quanto no tratamento de pessoas infectadas pelos vírus. “A gente ainda não tem elementos para chegar a esse ponto, mas a ideia é alcançar os dois objetivos”, afirmou Silva Júnior. Mas ainda há um longo caminho a ser percorrido. “Se estamos pensando em criar um possível medicamento, muitos outros estudos terão de ser feitos. Essa é uma descoberta superimportante, mas os resultados foram obtidos in vitro. Ainda será preciso fazer pesquisas in vivo com camundongos e cobaias para verificar se o efeito antiviral se confirmaria e, só posteriormente, iniciar pesquisas em seres humanos”, finalizou. O artigo Antiviral action of aqueous extracts of propolis from Scaptotrigona aff. postica (Hymenoptera; Apidae) against Zica, Chikungunya, and Mayaro virus pode ser lido aqui. O post Extrato de própolis mostra ação antiviral contra zika, chikungunya e mayaro apareceu primeiro em Canal Rural.
‘Investimento em conforto das vacas é estratégia que se paga’, diz especialista em pecuária

Foto: Freepik O bem-estar das vacas durante o período de transição é fundamental para garantir saúde e produtividade. Em entrevista no quadro “Raio-X da Pecuária“, Leandro Greco, gerente de serviços técnicos de leite da Kemin, destacou a importância de investir em instalações adequadas e com conforto para essa fase crítica da vida produtiva das vacas. “Eu encaro a vaca de produção como um atleta de alta performance. A gente tem que dar condições para esse atleta se desenvolver”, afirmou Greco, enfatizando que melhorias no ambiente das vacas resultam em qualidade de vida e retornos positivos na produção e saúde. Ele disse que “o investimento se paga muito rapidamente”, especialmente em um período tão crítico como a transição. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! Sobre as principais melhorias recomendadas, o gerente disse: “Se a gente faz, por exemplo, uma construção de barracão com climatização, isso melhora o conforto térmico e traz melhorias muito positivas na produtividade.” Ele mencionou que estudos indicam que resfriar a vaca durante essa fase pode aumentar a produção de leite em 3 a 5 litros por lactação. Para propriedades menores, onde os custos de infraestrutura são um desafio, o especialista sugeriu soluções acessíveis. “O mais básico seria essa climatização na sala de ordenha. Com dois ventiladores e um sistema de aspersão, o produtor não vai desembolsar um valor muito alto.” Greco também destacou que “melhorar o ambiente onde as vacas ficam” pode trazer benefícios sem exigir grandes investimentos. Durante o verão, que é uma fase crítica para o bem-estar das vacas, Leandro reiterou a importância de garantir um ambiente adequado. Ele concluiu: “Com investimentos relativamente baixos, a gente já garante que essa vaca vai ter uma temperatura corporal reduzida, melhorando o ambiente dela”. Dessa forma, o especialista reforça que o retorno financeiro desses investimentos pode ser rápido e vantajoso para os produtores. O post ‘Investimento em conforto das vacas é estratégia que se paga’, diz especialista em pecuária apareceu primeiro em Canal Rural.
Semana da soja: eleição de Trump reacende guerra comercial com a China; incertezas no mercado

Foto: Agência Brasil A vitória de Donald Trump nas eleições presidenciais dos Estados Unidos deve impactar o mercado de commodities agrícolas, especialmente devido à sua abordagem protecionista, à política “America First” e à preferência por acordos bilaterais. A soja é um dos produtos que mais deve sofrer com a mudança no comando da maior economia do mundo. “Se seu segundo mandato repetir as diretrizes anteriores, algumas dinâmicas específicas podem ser previstas”, avalia o analista e consultor da Safras & Mercado, Élcio Bento. A “guerra comercial” com a China, durante sua gestão anterior, é um exemplo de conflito comercial que pode ressurgir. Trump favoreceu renegociações de acordos multilaterais, como o NAFTA, e promoveu políticas que impactaram diretamente os mercados agrícolas, como a retirada dos EUA do TPP (Trans-Pacific Partnership). “Durante a guerra comercial, por exemplo, a China reduziu suas compras de soja dos EUA e aumentou as importações do Brasil”, lembra o consultor. “Se tensões semelhantes voltarem a ocorrer, o Brasil e outros grandes exportadores de soja podem novamente beneficiar-se ao atender à demanda chinesa”, frisa. Trump utilizou tarifas sobre produtos agrícolas para pressionar a China e defender a produção nacional, o que gerou oscilações nos preços globais. “Ao elevar tarifas e impor sanções, produtos como a soja e o milho americanos sofreram quedas de preços”, pondera Bento. “Além disso, os subsídios concedidos por Trump para mitigar as perdas dos agricultores ajudaram a sustentar a competitividade dos produtos americanos, embora tenham gerado distorções temporárias nos mercados globais”, destaca. “O Brasil poderá se beneficiar, sendo a principal alternativa de abastecimento para a potência asiática”, prevê. Historicamente, governos republicanos tendem a favorecer um dólar mais fraco, o que aumenta a competitividade dos produtos americanos. “Isso favorece as exportações de commodities agrícolas dos EUA ao reduzir o preço em comparação a outras moedas, o que pode pressionar concorrentes como o Brasil e a Argentina”, justifica o analista. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! Tensões geopolíticas e comerciais A abordagem mais dura de Trump em relação ao Irã na última gestão, incluindo sanções e um posicionamento estratégico com Israel, pode indicar uma intensificação das tensões caso ele retorne ao poder. “Caso sanções ao Irã aumentem, o mercado de petróleo e derivados poderia ser afetado, impactando custos logísticos para o setor agrícola”, explica o consultor. Trump também sugeriu disposição para resolver rapidamente o conflito Rússia-Ucrânia, possivelmente por meio de concessões que poderiam afetar a estabilidade geopolítica e o mercado global de grãos. A postura combativa de Trump nas negociações comerciais e as tensões com economias como a China e o Irã podem criar um clima de incertezas, influenciando o planejamento e a confiança dos investidores no setor de commodities. “Essa instabilidade pode resultar em volatilidade nos preços das commodities agrícolas, principalmente nas mais expostas ao comércio global, como soja e milho”, prevê Bento. “Em suma, a nova gestão de Trump, com características similares às de seu primeiro mandato, pode trazer volatilidade e reorganizações comerciais, impactando tanto os produtores americanos quanto os mercados internacionais”, finaliza. O post Semana da soja: eleição de Trump reacende guerra comercial com a China; incertezas no mercado apareceu primeiro em Canal Rural.
CNA destaca sustentabilidade do agro brasileiro em evento

Foto: jcomp/Freepik A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) participou, na última sexta-feira (8), do 2º Encontro de Mulheres do Agro Baiano, realizado durante o e-Agro 2024, em Salvador. O evento reuniu mais de 450 mulheres do setor agropecuário e teve como tema central a sustentabilidade e a inovação na produção agrícola. A assessora de Sustentabilidade da CNA, Jordana Girardello, destacou o papel da agropecuária brasileira na segurança alimentar e mitigação das mudanças climáticas. Ela ressaltou como o Brasil aumentou a produção agrícola utilizando tecnologias de baixo carbono, sem expandir a área de cultivo, citando a Integração Lavoura-Pecuária-Floresta e a recuperação de áreas degradadas como soluções sustentáveis. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! Jordana também trouxe dados sobre o uso do solo no Brasil, informando que o país utiliza apenas 30,2% de sua área para a agropecuária, mantendo 66,3% de vegetação nativa preservada. Em comparação com outros países, o Brasil ocupa apenas 7,8% de seu território com lavouras, o que reflete um aumento na produtividade sem a necessidade de abrir novas áreas para plantio — o que é chamado de “efeito poupa-terra”. Outro ponto abordado pela especialista no evento foi o compromisso do Brasil com o Código Florestal e o Cadastro Ambiental Rural (CAR). Embora existam mais de 7,2 milhões de produtores cadastrados no CAR, Jordana destacou que a regularização ambiental ainda enfrenta desafios significativos, como a falta de estrutura nos órgãos estaduais de meio ambiente e a escassez de profissionais qualificados. Ela alertou que a falta de regularização prejudica o acesso de muitos produtores ao crédito rural e aos mercados. Jordana também mencionou iniciativas da CNA, como os programas RetifiCAR e Pravaler, que buscam apoiar os produtores na regularização ambiental de suas propriedades. Por fim, a assessora ressaltou a participação da CNA na próxima Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP29), que acontecerá em Baku, Azerbaijão, na próxima semana. Ela destacou a importância de representar o setor agropecuário nas negociações internacionais, especialmente no que se refere à adaptação às mudanças climáticas, ao mercado de carbono e à redução de emissões de metano. O post CNA destaca sustentabilidade do agro brasileiro em evento apareceu primeiro em Canal Rural.
Mudas de abacaxi: uso de microrganismos benéficos reduz tempo de produção

Foto: Polyana Santos da Silva/Embrapa Uma nova pesquisa revela que microrganismos benéficos associados ao gênero Ananas têm grande potencial para atuar como promotores de crescimento na cultura do abacaxizeiro. Estudo realizado pela Embrapa em colaboração com a Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) demonstrou que a microbiolização, um processo que envolve a inoculação de bactérias benéficas, pode acelerar em até 34% o tempo de aclimatização das mudas de abacaxi micropropagadas da variedade BRS Imperial. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! A pesquisa, publicada na revista Scientia Horticulturae, destaca que os isolados dessas bactérias promissoras serão testados em condições de campo, uma notícia animadora para viveiristas e abacaxicultores, pois o período de produção de mudas é um dos principais desafios da cultura, podendo levar até um ano para ser concluído, dependendo da variedade e das condições de plantio. “O uso de microrganismos como promotores de crescimento não é novidade, mas essa abordagem, que utiliza bactérias do próprio microbioma do abacaxi, é nova. Nosso estudo investigou o potencial de crescimento dos isolados e o microbioma do solo associado ao abacaxi, visando minimizar perdas, promover o crescimento e reduzir o tempo de aclimatização das mudas, oferecendo aos produtores um material propagativo de melhor qualidade”, afirma Fernanda Vidigal, pesquisadora da Embrapa Mandioca e Fruticultura e líder do projeto “Uso de insumos biológicos na produção de mudas e melhoria do cultivo do abacaxizeiro”. Vidigal também aponta que a variedade BRS Imperial é resistente à fusariose, a mais severa doença que afeta o abacaxizeiro, e possui alto teor de açúcar, sendo bem aceita pelos consumidores. No entanto, a produção em larga escala de mudas sadias ainda enfrenta dificuldades. “O protocolo para a multiplicação de mudas de abacaxi via micropropagação não tem mistério, mas o problema é o tempo que as mudas levam na etapa de aclimatização, que pode durar meses, encarecendo o processo”, destaca. A pesquisa sugere que, com a inoculação de microrganismos, o tempo de aclimatização pode ser reduzido de 180 dias para entre 120 e 135 dias. Esse ganho de eficiência, que varia de 25% a 34%, não apenas diminui os custos para as biofábricas, mas também torna o processo mais economicamente viável, permitindo a produção de mudas mais desenvolvidas e saudáveis. O fitopatologista Saulo Oliveira, coautor do artigo e coordenador dos trabalhos, ressalta que essa redução no tempo de aclimatização é um resultado significativo. “Com essa eficiência aumentada, conseguimos realizar três ciclos produtivos em vez de dois em um mesmo período de um ano, impactando positivamente a produtividade das empresas”, explica. A identificação de microrganismos benéficos foi parte de um estudo anterior que buscou mapear a diversidade de microrganismos cultiváveis associados ao abacaxizeiro em diferentes ambientes. O trabalho envolveu comparação entre plantas de cultivo comercial e ambientes naturais, permitindo a seleção de isolados que potencializam o crescimento. Oliveira enfatiza que esses microrganismos não apenas promovem crescimento, mas também podem atuar no controle biológico de patógenos, proporcionando resistência a doenças. “Esperamos que, ao aumentar o vigor da planta, a produtividade não seja tão afetada por patógenos, permitindo compensações em casos de mortalidade de plantas”, comenta. Além disso, a pesquisa visa reduzir a dependência de insumos químicos na produção agrícola, buscando uma abordagem mais sustentável. A proposta é transformar esses microrganismos em bioinsumos, que serão disponibilizados para os produtores em parceria com outras instituições. Com esse avanço, a Embrapa espera contribuir para um sistema de produção de abacaxi mais eficiente e sustentável, beneficiando tanto os produtores quanto o mercado consumidor. A validação dos processos de microbiolização em campo está em andamento, e os resultados preliminares são promissores, reforçando a importância da pesquisa na agricultura moderna. O post Mudas de abacaxi: uso de microrganismos benéficos reduz tempo de produção apareceu primeiro em Canal Rural.
Mapa reforça a importância no combate ao tráfico de animais silvestres

Foto: Divulgação/MPBA A Freeland Brasil, em parceria com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), desenvolveu um curso a distância focado na importância da Guia de Trânsito Animal (GTA) no combate ao tráfico de animais silvestres e na prevenção de doenças zoonóticas. O curso, voltado para agentes de instituições governamentais federais, foi gravado em São Paulo e abordou a necessidade de controlar o transporte de animais para evitar riscos à saúde pública e à fauna local. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! Sobre a ferramenta A GTA, uma exigência legal para o transporte de animais, tem como objetivo rastrear e controlar o movimento de animais no país, garantindo que eles sejam transportados de maneira segura e legalizada. A médica veterinária Miriam Sassaki, agente de inspeção da Superintendência de Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (SFA-SP), explicou durante a gravação do curso como a GTA é essencial para evitar a propagação de doenças e o tráfico de espécies. Além disso, a guia é obrigatória para qualquer animal em trânsito, com exceção de cães e gatos. Segundo Miriam, a emissão da GTA é realizada em parceria com os Órgãos Estaduais de Sanidade Animal (Oesas), que habilitam veterinários privados para fornecer a documentação. A profissional destacou que a GTA não apenas assegura a origem e o destino dos animais, mas também contribui para o controle de surtos sanitários e proteção da biodiversidade. Riscos do tráfico de animais silvestres O tráfico de animais silvestres representa um risco à saúde pública e à segurança agropecuária. A captura de animais na natureza e seu transporte para diferentes regiões pode espalhar doenças entre espécies animais e até entre humanos, como evidenciado pela pandemia de Covid-19, cujas origens estão ligadas ao trânsito de animais. Leandro Bondar, coordenador de educação da Freeland Brasil, ressaltou que o tráfico de espécies silvestres coloca em risco a biodiversidade e pode ter sérias consequências sanitárias. Casos emblemáticos, como o sacrifício de 160 canários contrabandeados do Peru em 2019, demonstram a seriedade da questão. Na ocasião, as aves foram sacrificadas em Corumbá (MS) devido à falta de documentação sanitária, representando um risco para a fauna avícola e para a avicultura comercial. Em 2023, um incidente semelhante ocorreu no Mato Grosso, quando 320 aves canário-venezuelanas foram resgatadas pela Polícia Rodoviária Federal e sacrificadas devido ao risco de introdução da gripe aviária, uma doença que poderia causar danos irreparáveis à economia local e nacional. Capacitação A Freeland Brasil atua em três pilares: educação ambiental, capacitação de agentes públicos e monitoramento de políticas públicas. A organização, com sede na Tailândia, tem como missão combater o tráfico de animais silvestres e preservar a biodiversidade. Em sua abordagem educacional, Leandro e a analista educacional Jennifer Machado explicaram que o curso a distância desenvolvido pela ONG inclui módulos teóricos e práticos, com materiais como textos, gráficos, ilustrações e depoimentos em vídeo. Este curso será disponibilizado à Polícia Rodoviária Federal (PRF) para capacitar seus 13 mil agentes em todo o Brasil. A Freeland Brasil espera que o treinamento, que terá entre 60 e 80 horas de conteúdo, fortaleça a fiscalização e a atuação das autoridades no combate ao tráfico de animais silvestres, além de conscientizar os agentes sobre os riscos envolvidos no transporte ilegal de espécies. O post Mapa reforça a importância no combate ao tráfico de animais silvestres apareceu primeiro em Canal Rural.
Bioparque da Amazônia ensina preservação com visita a criação de abelhas sem ferrão

Foto: Jesiel Braga/PMM O Bioparque da Amazônia, localizado em Macapá (AP), oferece uma experiência educativa com um meliponário, espaço dedicado às abelhas sem ferrão, como as da espécie uruçu. Com cerca de 70 mil abelhas, o espaço recebe crianças e adultos para visitas guiadas, nas quais podem aprender sobre a importância das abelhas na preservação ambiental. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: Siga o Canal Rural no WhatsApp! As colmeias das abelhas uruçus têm entradas características de barro que se assemelham a uma coroa e permitem que apenas uma abelha entre por vez, enquanto outras protegem o ninho pelo lado de fora. O ninho é todo coberto por cera e própolis, que ajudam a manter a temperatura e protegem o ambiente interno. O meliponário é aberto para visitas de grupos e escolas, com agendamento prévio pelo telefone (96) 99970-2084 ou e-mail fundacaobioparquepmm@gmail.com. O parque opera de quarta a domingo, das 9h às 17h, com entrada a R$ 10 e meia-entrada a R$ 5. Crianças de até 5 anos, pessoas com deficiência e idosos têm entrada gratuita. Foto: Andreia Tavares/PMM Além de proporcionar uma experiência direta com a fauna local, o meliponário do Bioparque visa conscientizar o público sobre a importância das abelhas para o ecossistema e sobre as práticas de preservação ambiental. O espaço permite que os visitantes conheçam as riquezas naturais da Amazônia e compreendam a sustentabilidade no cultivo de abelhas. A educação ambiental é um dos focos do Bioparque, que busca integrar o público com as espécies amazônicas e promover o conhecimento sustentável. Saiba em primeira mão informações sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo. Siga o Canal Rural no Google News. O post Bioparque da Amazônia ensina preservação com visita a criação de abelhas sem ferrão apareceu primeiro em Canal Rural.
Mais lidas da semana: MT enfrenta aumenta na oferta de terras

Foto: divulgação A venda de propriedades rurais em Mato Grosso tem se intensificado, com destaque para áreas voltadas à pecuária de corte. Um levantamento feito pela agrotech Chaozão, especializada em anúncios de imóveis rurais, identificou um aumento considerável na oferta de terras, principalmente em municípios que tradicionalmente focam na criação de gado. Entre os destaques do estudo estão algumas regiões que apresentam uma grande parte de suas áreas rurais à venda. Em Cocalinho, no leste de Mato Grosso, 30% do território de 16.538 km² está disponível para negociação. As fazendas dessa região são em grande parte voltadas à pecuária. Outras cidades também estão enfrentando alta disponibilidade de terras: Primavera do Leste, no sudeste do estado, tem 23% de sua área de 5.472 km² disponível para venda. Paranatinga, localizada no centro-sul de Mato Grosso, oferece 13% dos seus 24.177 km² para compradores em potencial, com propriedades voltadas tanto para pecuária quanto para lavoura. Dinâmica do mercado de terras A engenheira agrônoma Renata Apolinário, diretora do Chaozão, explica que o aumento na oferta de terras está diretamente relacionado a mudanças no perfil das propriedades e nas exigências do mercado agropecuário. Segundo ela, a “saúde” das fazendas, questões ambientais e o tipo de exploração, como a pecuária ou a agricultura, estão influenciando a decisão de venda. “Em Mato Grosso, temos uma grande diversidade de solos e perfis de exploração agropecuária. Algumas regiões oferecem ótima produtividade, mas outras enfrentam limitações de solo e infraestrutura”, observa Apolinário. Ela também explica que, no Pantanal, a comercialização de propriedades rurais é mais restrita aos habitantes locais, que conhecem bem o manejo e o sistema de exploração da região. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! O desafio da baixa produtividade O aumento da competitividade no mercado agropecuário tem pressionado os pecuaristas a buscar maior produtividade. Terras de pastagens degradadas ou mal manejadas não são mais viáveis, especialmente em um cenário de crescente concentração fundiária, com grandes investidores e grupos financeiros comprando terras para agricultura em larga escala. “Proprietários de pequenas e médias propriedades, com terras de pecuária menos produtivas, acabam optando pela venda, pois não conseguem competir com esses grandes investidores ou não querem investir na recuperação dessas áreas”, afirma Renata. Ela destaca que a agricultura, especialmente a produção de grãos, tem avançado sobre áreas que antes eram dedicadas exclusivamente à pecuária, comprando terras com menor capacidade de suporte animal ou retorno financeiro. De acordo com o especialista em pecuária Rostyner Pereira Costa, terras que exigem altos investimentos para adaptação ou que não apresentam viabilidade imediata para uma transição eficaz acabam sendo vendidas por preços mais acessíveis. Demanda seletiva Com o aumento da oferta, também cresce a seletividade entre os compradores. Renata Apolinário observa que os investidores estão mais exigentes ao escolher uma propriedade rural, levando em conta uma série de fatores, como solo, clima, infraestrutura e valorização futura do imóvel. “Hoje, antes de adquirir uma propriedade, os compradores avaliam aspectos como a composição do solo, a regularidade de chuvas, a topografia e a capacidade produtiva da terra. O solo saudável, com boa quantidade de argila e alta pluviometria, é um dos principais pontos de interesse dos produtores”, explica Renata. Sucessão e reestruturação Outro fator importante para o aumento das vendas é a questão da sucessão familiar no campo, que tem levado muitos proprietários a reestruturar financeiramente suas propriedades. Costa observa que, nesse processo, terras de pecuária com baixa qualidade ou com dificuldades de produção são as primeiras a serem colocadas no mercado. Em um cenário onde a demanda por terras agrícolas mais produtivas continua crescente, os produtores que não conseguem acompanhar as exigências do mercado acabam se vendo obrigados a vender suas propriedades, contribuindo para a alta oferta de imóveis rurais em Mato Grosso. O post Mais lidas da semana: MT enfrenta aumenta na oferta de terras apareceu primeiro em Canal Rural.
MDA e Embrapa oferecem cursos gratuitos para agentes de assistência técnica rural

Foto: Pixabay O Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) lançaram um programa de capacitações virtuais de ensino a distância (EaD) voltadas para a produção agrícola, sistemas agroflorestais e boas práticas no campo. As aulas, integralmente online e gratuitas, visam aprimorar o conhecimento técnico de agentes de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater) e contam com vagas ilimitadas. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! O primeiro curso, “Bem-estar animal para produção sustentável de leite”, já está disponível na plataforma e-Campo, inaugurando a sequência de lançamentos que seguirá até dezembro, oferecendo novos cursos semanalmente. Entre os temas que serão abordados estão “Boas práticas de fabricação no beneficiamento da castanha-de-caju”, “Processamento de mandioca de mesa pela agricultura familiar” e “Produção de ovos na agricultura familiar”. O programa se encerra no dia 6 de dezembro, durante a Semana do Extensionista, data em que serão disponibilizados os cursos “Ferramentas participativas e agroecológicas para conservação e multiplicação de sementes crioulas” e “Sistemas Agroflorestais na Mata Atlântica.” Marenilson Batista da Silva, diretor de Assistência Técnica e Extensão Rural do MDA, ressalta a importância dessa iniciativa para o fortalecimento da agricultura familiar, destacando que os cursos alcançam diversos grupos, incluindo assentados da reforma agrária, povos indígenas e comunidades quilombolas. “Essas capacitações on-line para agentes e técnicos de Ater são um avanço significativo, pois fortalecem a agricultura familiar e auxiliam diretamente os povos e comunidades tradicionais,” afirma. Ana Euler, diretora de Inovação, Negócios e Transferência de Tecnologia da Embrapa, reforça que as capacitações virtuais são uma maneira de ampliar o alcance do conhecimento gerado pela pesquisa e, assim, apoiar os produtores no campo. “Com o formato digital, conseguimos alcançar um número maior de produtores, permitindo que o conhecimento gerado chegue a quem realmente precisa e possa ser adotado efetivamente”, afirma. Cursos disponibilizados pelo MDA e Embrapa Bem-estar animal para produção sustentável de leite – Já disponível Boas práticas de fabricação no beneficiamento da castanha-de-caju – Já disponível Processamento de mandioca de mesa pela agricultura familiar – Lançamento em 13 de novembro Produtos biofortificados – Lançamento em 20 de novembro Produção de ovos na agricultura familiar – Lançamento em 27 de novembro Ferramentas participativas e agroecológicas para conservação e multiplicação de sementes crioulas – Lançamento em 6 de dezembro Sistemas Agroflorestais na Mata Atlântica – Lançamento em 6 de dezembro Essas capacitações estão disponíveis para acesso imediato na plataforma e-Campo, oferecendo conhecimentos essenciais para produtores e técnicos interessados em práticas sustentáveis e de baixo impacto ambiental. *sob supervisão de Luis Roberto Toledo O post MDA e Embrapa oferecem cursos gratuitos para agentes de assistência técnica rural apareceu primeiro em Canal Rural.