Previsão de alta do PIB de 2024 segue em 3,10% no Focus do BC

Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil A mediana das projeções do mercado financeiro no relatório Focus do Banco Central para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2024 se manteve em 3,10%, ainda aquém das estimativas do Banco Central e do Ministério da Fazenda, de 3,20%. Considerando apenas as 111 projeções atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a mediana passou de 3,10% para 3,12%. A estimativa intermediária para 2025 passou de 1,93% para 1,94%, de 1,93% de um mês antes, apesar da expectativa de um ciclo maior de aumento de juros. Considerando apenas as 107 projeções atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a mediana passou de 1,97% para 1,95%. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! Os economistas do mercado não alteraram as projeções de crescimento da economia em 2026 e 2027. Ambas permaneceram em 2,0%, como já estão há 66 e 68 semanas, respectivamente. O post Previsão de alta do PIB de 2024 segue em 3,10% no Focus do BC apareceu primeiro em Canal Rural.
Soja: demanda firme mantém negócios aquecidos

Foto: Daniel Popov/ Canal Rural Impulsionadas pela firme demanda por parte de indústrias esmagadoras domésticas, as negociações envolvendo a soja seguem aquecidas no Brasil. Segundo pesquisadores do Cepea, esse cenário elevou os prêmios de exportação da oleaginosa no país na última semana. Por outro lado, a alta no preço doméstico foi limitada pelo avanço na semeadura da safra 2024/25 na América do Sul, pela proximidade da finalização da colheita no Hemisfério Norte e pela desvalorização do dólar frente ao Real. De acordo com a Conab, 53,3% da área nacional havia sido semeada até 3 de novembro, acima dos 48,4% há um ano. O post Soja: demanda firme mantém negócios aquecidos apareceu primeiro em Canal Rural.
COP29 começa no Azerbaijão em meio a incertezas sobre financiamento

Foto: Divulgação/COP29 Começa hoje (11), em Baku, no Azerbaijão, a 29ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP29), dando início à nova rodada de negociações globais em busca de manter o aumento da temperatura do planeta abaixo de 1,5 grau Celsius (ºC), conforme o Acordo de Paris. A COP29 prossegue até o dia 22 de novembro. Este ano, o encontro, que já é considerado a “COP do financiamento”, tem como um dos principais objetivos estabelecer uma Nova Meta Quantificada Global de Finanças (NCQG, na sigla em inglês). Na prática, significa definir um novo valor e de onde virão os recursos em substituição ao último acordo, que previa US$ 100 bilhões anuais entre 2020 e 2025. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! Na análise do presidente da instituição de pesquisa World Resources Institute (WRI), Aniruddha Dasgupta, o que já está claro é que há uma demanda por US$ 1 trilhão ao ano, que precisa ser transferida dos países mais ricos aos menos ricos, para que ocorra uma transição global em busca da segurança climática. A ideia é que metade, US$ 500 bilhões, tenha financiamento público internacional e a outra metade, financiamento privado. “Os países em desenvolvimento não conseguem atender à meta de transição se não receberem financiamento externo. Isso é crítico. E, se esses países não fizerem essa transição, há um impacto direto para todos no mundo, não somente para esses países”, explica. Segundo Dasgupta, embora a cifra pareça alta, representa menos de 1% do Produto Interno Bruto (PIB) global. Ele acrescenta que o repasse aos países menos desenvolvidos não é caridade e sim algo que precisa ser feito pela humanidade e pelo planeta. “Na verdade, os países do Sul Global [menos desenvolvidos] gastaram US$ 1,4 trilhão em mudanças climáticas de recursos próprios.” Os debates acerca desse valor apontam que a demanda pelo recurso ocorrerá por camadas, e o sucesso das negociações em Baku será apenas o início de um ciclo. Segundo a diretora global de Programa de Clima Economia e Finanças da WRI, Melanie Robinson, existe uma lacuna entre a necessidade e a realidade, o que leva à condução de uma estratégia que prevê o desenho do financiamento climático com as seguintes etapas: US$ 200 bilhões até 2030 e US$ 400 bilhões até 2035. Para ser efetivo, esse desenho precisaria ainda do comprometimento sólido dos países com medidas de adaptação e que parte desse financiamento seja “concessional”, com taxas e condições atrativas, explica a diretora. “Maior vontade política e disposição para ação serão necessárias para continuar expandindo esse ciclo, se quisermos encontrar as metas de segurança climática que estabelecemos no Acordo de Paris.” Ambições Nas análises dos especialistas, o avanço nas negociações financeiras deverá refletir na entrega das Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs, na sigla em inglês), pelos países. O prazo para a terceira atualização das ambições dos países, em relação à redução das emissões de gases do efeito estufa, encerra-se em fevereiro de 2025, nove meses antes da COP30, em Belém, no Brasil. “As ambições e o financiamento são interligados. Não dá para ter ambições maiores sem financiamento e, se você não tem financiamento, não vai se comprometer com ambições maiores”, afirma Dasgupta. Segundo o diretor de Iniciativa Climática Internacional da WRI, David Waskow, até o momento, Brasil, Reino Unido, Emirados Árabes Unidos e Azerbaijão prometeram antecipar suas metas de emissões para 2035, com entrega prevista ainda na COP29. Os Estados Unidos pretendem concluir até o fim do ano, antes da troca de governo. “A cúpula em Baku é um momento crítico para estabelecer as expectativas de qual vai ser a próxima geração de NDCs, quais devem ser as aspirações”, explica. Para o especialista, isso dará indícios da trajetória de cada país até as emissões chamadas de net zero – em que há neutralidade líquida com equilíbrio entre a remoção e a emissão de gases do efeito estufa. De acordo com Waskow, mais de 100 países estão comprometidos com essa meta a ser alcançada seja em 2050 ou em 2060. Essa trajetória dependerá das metas setoriais desenhadas pelos países, como as políticas nacionais de transição dos combustíveis fósseis para essa década e os comprometimentos com os objetivos de triplicar energia renovável nos países, dobrar a eficiência energética global, fortalecer as ações contra as emissões de transportes e qualificar a gestão florestal. Incertezas Com o retorno de Donald Trump, que já abandonou o Acordo de Paris em 2017 na sua primeira gestão, à Presidência dos Estados Unidos, o sucesso da COP em Baku ganha mais uma incerteza em relação a um dos principais impasses nas negociações. Quem pagará pelo financiamento climático? Até agora, a regra é países desenvolvidos pagam aos países em desenvolvimento. Mas a ideia de ampliação do grupo de pagadores tem ganhado força entre as partes mais ricas do acordo. De acordo com Melanie Robinson, esse grupo defende a necessidade de incluir os países que agora têm mais riqueza e mais capacidade de contribuir para que a conta feche. Entre os países cotados para reforçar o orçamento estão a China, Singapura, Coreia e os países do Golfo – Barém, Kuwait, Omã, Catar, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos. A capacidade de esses países contribuírem é confirmada pelos montantes de investimentos feitos nas iniciativas climáticas de forma voluntária. Segundo a especialista, a China, por exemplo, já fornece US$ 4,5 bilhões ao ano aos países em desenvolvimento para as mudanças climáticas. Um possível caminho apontado pelos especialistas é garantir que esses aportes continuem ocorrendo, mesmo que não haja mudança nas classificações de desenvolvimento. Também seriam necessárias mais transparência e responsabilização das partes, com a definição dos fluxos financeiros. Na visão de Melanie, alguns caminhos possíveis seriam o fortalecimento dos bancos multilaterais de desenvolvimento (MDB, na sigla em inglês), a construção de impostos internacionais e a realocação de subsídios de combustíveis fósseis para financiamentos internacionais. Também seria necessário tornar mais atrativo o investimento de capital privado em países em desenvolvimento. “Para que isso seja efetivo
Lula diz que não é mais considerado o inimigo da bancada do agro no Congresso

Safra de oportunidades: especialistas debatem sustentabilidade, inovação e diversificação no agro O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, disse que não é mais considerado o inimigo da bancada ruralista no Congresso. “Eles estão ficando mais sustentáveis e ambientalistas. Correm o risco de não conseguir vender sua soja, vender sua carne”, afirmou o petista, ao podcast PODK Liberados, apresentado pelos senadores Jorge Kajuru (PSB-GO) e Leila Barros (PDT-DF). Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! A entrevista foi gravada na quarta-feira (6) e exibida pela RedeTV! e no YouTube na noite deste domingo (10). “O agronegócio nunca recebeu tanto dinheiro quanto no governo desse ‘comunista’, que eles tratam assim”, disse Lula. Além da bancada do agronegócio, a relação com o Congresso como um todo melhorou, segundo o presidente. “Vocês nos ajudaram a chegar onde chegamos”, disse Lula, aos dois senadores. “Estamos aprovando tudo.” O presidente ressaltou ainda que vê como normal o fato de algumas propostas serem rejeitadas pelos parlamentares. O post Lula diz que não é mais considerado o inimigo da bancada do agro no Congresso apareceu primeiro em Canal Rural.
Podcast: veja o que vai impactar o mercado hoje

Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado do Brasil e do mundo, com a análise de economistas. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! No morning call de hoje, o economista do PicPay, Igor Cadilhac, destaca o corte de juros do Fed e a cautela de Powell com a política econômica dos EUA. No Brasil, expectativa de novas altas na Selic e atenção aos resultados fiscais e ao IPCA de outubro. Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado! O post Podcast: veja o que vai impactar o mercado hoje apareceu primeiro em Canal Rural.
Escalas de abate apertadas continuarão elevando arroba do boi? Analista responde

preço do boi O mercado físico do boi gordo se deparou com preços em alta no decorrer de toda a semana. Para o analista de Safras & Mercado Fernando Iglesias, o ambiente de negócios ainda sugere por novos reajustes no curto prazo. De acordo com ele, esse cenário acontece em linha com a posição das escalas de abate, que permanecem encurtadas em grande parte do país. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! Os frigoríficos vêm trabalhando com escalas entre quatro a seis dias úteis, quando a média normal para o período varia entre oito a nove dias úteis. Conforme Iglesias, esta é a pior média de abates desde o primeiro semestre de 2022, quando as escalas variavam de três a quatro dias úteis. Mercado interno No mercado interno os preços da carne bovina seguem em alta, mas é importante ressaltar que há limitações em função do baixo poder de compra da população brasileira, que tende a migrar para proteínas de menor valor agregado, caso da carne de frango, dos embutidos e do ovo. De acordo com a Safras, os preços médios da arroba do boi gordo na modalidade a prazo nas principais praças de comercialização do país estavam assim no dia 7 de novembro: São Paulo (Capital): R$ 330, alta de 1,54% frente aos R$ 325 registrados nasemana passada Goiás (Goiânia): R$ 320, avanço de 1,59% perante os R$ 315 praticados naúltima semana Minas Gerais (Uberaba): R$ 320,00, estável em relação ao último período Mato Grosso do Sul (Dourados): R$ 320, inalterado frente à semana anterior Mato Grosso (Cuiabá): R$ 315,00, 1,61% acima dos R$ 310 registrados na última semana Rondônia (Vilhena): R$ 305, aumento de 1,67% em relação aos R$ 300 da semana passada Mercado atacadista do boi gordo Foto: Freepik O mercado atacadista voltou a apresentar preços mais altos no decorrer da semana e a perspectiva é de continuidade deste movimento no curto prazo, considerando a entrada dos salários na economia, que motiva a reposição ao longo da cadeia produtiva. O quarto traseiro foi precificado a R$ 24,00 por quilo, alta de 2,56% frente aos R$ 23,40 por quilo registrados na semana passada. O quarto do dianteiro foi cotado a R$ 19,50 por quilo, alta de 5,41% em relação aos R$ 18,50 praticados na semana passada. Exportações de carne bovina O analista destaca que as exportações de carne bovina seguem robustas, com o Brasil já estabelecendo um recorde histórico na atual temporada no mês de outubro. As exportações de carne bovina fresca, congelada ou refrigerada do Brasil renderam US$ 1,095 bilhão em outubro (19 dias úteis), com média diária de US$ 57,658 milhões, de acordo com a Secretaria de Comércio Exterior (Secex). A quantidade total exportada pelo país chegou a 236,197 mil toneladas, com média diária de 12,431 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 4.638,10. Em relação a outubro de 2023, houve alta de 41,5% no valor médio diário da exportação, ganho de 40,2% na quantidade média diária exportada e avanço de 0,9% no preço médio. O post Escalas de abate apertadas continuarão elevando arroba do boi? Analista responde apareceu primeiro em Canal Rural.
Tilápia vira roupa, material hospitalar e farinha para suplemento alimentar

Foto: Maria Luiza Rodrigues/UEM Com uma produção de 209 mil toneladas em 2023, o Paraná responde por 36% do cultivo anual de tilápia no Brasil, que totalizou 579 mil toneladas no ano passado. Graças a pesquisas realizadas por professores e alunos da Universidade Estadual de Maringá (UEM), no noroeste do estado, parte dessa produção pode agora ser direcionada para novos produtos de alto valor agregado, com aplicações nas indústrias de moda, hospitalar, farmacêutica e alimentícia. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: Siga o Canal Rural no WhatsApp! O exemplo mais recente que decorre deste trabalho pode ser visto em dois importantes desfiles de moda do Brasil: a 2ª edição do Santa Catarina Fashion Week e o 58º São Paulo Fashion Week. Em ambos os eventos, roupas confeccionadas com couro de tilápia produzido na UEM ganharam as passarelas. As estilistas confeccionaram peças com couro de tilápia produzido pela UEM em conjunto com a zootecnista Amanda Hoch, uma ex-aluna de pós-graduação da universidade. Ela também é coproprietária da Tilápia Leather, uma empresa especializada na produção do couro usado como base para a confecção de sapatos, bolsas e outros artigos de vestuário feitos a partir da pele da tilápia. Hoch contou com o apoio da professora e ex-orientadora Maria Luiza Rodrigues de Souza, do Departamento de Zootecnia da UEM, que idealizou o laboratório de processamento de peles e de pequenos e médios animais da instituição. Criado em 2004, o laboratório, localizado na Fazenda Experimental de Iguatemi (FEI), é hoje uma referência em pesquisas sobre a transformação de pele de peixe em couro. No laboratório, os pesquisadores utilizam diversas técnicas de curtimento em peles de diferentes espécies animais, incluindo peixes de água doce e salgada, rãs, coelhos, caprinos, jacarés e avestruzes, entre outros. Os estudos envolvem análises de resistência dos diferentes couros processados no laboratório, testes físico-químicos e físico-mecânicos, bem como análise de histologia (ciência que estuda tecidos dos seres vivos) e microscopia eletrônica. Couro de tilápia Bolsas feitas com couro de tilápia. Foto: Maria Luiza Rodrigues/UEM Para Rodrigues, o processamento do couro de tilápia representa um potencial econômico a ser explorado por produtores e outras pessoas ligadas à cadeia produtiva. Ela lembra que a pele que sobra da produção do pescado representa de 4% a 10% do seu peso. “Independentemente de onde você vai aplicar o couro de tilápia, seja em calçados, bolsas ou outras roupas e acessórios, ele vai enriquecer muito o produto e elevar o seu preço porque se trata de algo diferenciado no mercado”, afirmou a professora. De acordo com Hoch, o aproveitamento do couro de tilápia é uma solução ambientalmente sustentável para pequenos e médios produtores do peixe, que também podem arrecadar mais com as sobras da produção depois da venda da carne. “Na maior parte dos casos, esses piscicultores não sabem o que fazer com a pele e acabam vendendo ela por um valor bem baixo, de 15 a 30 centavos por quilo, enquanto nós pagamos até R$ 5 por quilo, o que para eles representa um acréscimo de 30% no valor total da produção de tilápia, que pode ser reinvestido com contratação de mais funcionários ou em melhorias de suas propriedades”, acrescentou Hoch. Material hospitalar e suplementos Assim como na moda, os produtos feitos a partir da tilápia na UEM têm demonstrado grande potencial de uso em outros segmentos econômicos, sobretudo na medicina, com tratamentos hospitalares, e também com produtos que servem como suplemento alimentar feitos a partir da farinha de tilápia. No caso da medicina, a pele de tilápia já é mais conhecida do público em geral por ser usada no tratamento de queimaduras de 2º e 3º graus devido a suas propriedades, que ajudam na cicatrização e redução da dor. No laboratório da UEM, porém, esse processo foi aprimorado com a extração do colágeno da pele do pescado e a inclusão de fármaco para a produção do biofilme para ser aplicado em feridas abertas e queimaduras, considerado um curativo biológico.. Já a farinha de tilápia vem ganhando destaque como um suplemento alimentar rico em proteínas, especialmente valorizado por atletas e pessoas que buscam uma dieta mais equilibrada. O processo de produção envolve o aproveitamento das partes do peixe que geralmente seriam descartadas, como o espinhaço, costelinhas e carne remanescente da filetagem. Esses resíduos são submetidos a um processo de cozimento, secagem e moagem, resultando em uma farinha com alta concentração de proteínas e outros nutrientes essenciais, como ômega 3, ômega 6, cálcio e fósforo, cujo produto final não apenas otimiza o aproveitamento do pescado, mas oferece uma fonte de proteína de alta qualidade. A farinha de tilápia pode ser incorporada em shakes, pães, bolachas, bolos e outros doces, enquanto na UEM o seu uso já vem sendo testado nestes alimentos e também em conjunto com outras massas, no leite, arroz e na produção de chips, entre outros. Assim como o uso do couro, a confecção de suplementos com outras partes do peixe ajuda a reduzir o desperdício na cadeia produtiva do peixe. *sob supervisão de Luis Roberto Toledo Saiba em primeira mão informações sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo. Siga o Canal Rural no Google News. O post Tilápia vira roupa, material hospitalar e farinha para suplemento alimentar apareceu primeiro em Canal Rural.
Desmatamento na Amazônia registra maior queda dos últimos 15 anos

Foto: Ibama Estimativas do sistema Prodes, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), mostram que a Amazônia registrou um desmatamento de 6.288 km² entre agosto de 2023 e julho de 2024. O número representa redução de 30,63% em comparação ao período anterior, marcando a maior queda percentual em 15 anos. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: Siga o Canal Rural no WhatsApp! Já no Cerrado, a taxa oficial de desmatamento foi de 8.174 km², o que equivale a menor área desmatada desde 2019, com uma redução de 25,7%. Este é o primeiro sinal de queda no desmatamento desse bioma em quatro anos. Aproximadamente 76,4% do desmatamento no Cerrado ocorreu em um quadrante conhecido como Matopiba, que abrange os estados de Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia. Pacto com o Matopiba Durante o ato do governo federal que anunciou os números, na semana passada, foi assinado um pacto entre a esfera federal e os governadores dos estados do Matopiba, visando à prevenção e controle do desmatamento e de incêndios na região. O objetivo do governo é alcançar desmatamento zero em todos os biomas do Brasil até 2030. O Prodes utiliza imagens de satélite com resolução de 10 a 30 metros, mais precisas do que as do sistema Deter, que emite alertas diários para auxiliar na fiscalização. No período de agosto de 2023 a julho de 2024, foram registrados 3.266 autos de infração na Amazônia, totalizando R$ 2,02 bilhões em multas, 2.568 embargos de área ou atividade e 316 mil hectares embargados. Além disso, ocorreram 1.717 apreensões de bens e produtos. No Cerrado, foram 731 autos de infração, somando R$ 204,4 milhões em multas e 451 embargos, além de 309 apreensões de bens e produtos. Fiscalização do desmatamento Foto: Divulgação/Sema-MT A crescente vigilância e as linhas de ação estratégicas de combate aos crimes ambientais desempenhadas pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e outros órgãos de fiscalização têm contribuído para a redução do desmatamento. Entre as ações estão a fiscalização remota do desmatamento, que abrange cerca de 625 mil hectares, e da cadeia da madeira, onde 2,4 milhões de metros cúbicos foram bloqueados. Segundo o presidente do Ibama, Rodrigo Agostinho, a redução no desmatamento registrada nos últimos anos reflete o esforço e as ações voltadas a proteção dos biomas. “A queda nos índices de desmatamento nos últimos anos é um reflexo do trabalho árduo e das ações determinadas que estamos implementando”, declarou. O governo anunciou uma série de iniciativas focadas no desenvolvimento sustentável. Entre elas, destaca-se a adesão de 48 municípios ao Programa União com Municípios, destinado a promover a sustentabilidade e combater o desmatamento, alocando R$ 770 milhões para essas ações. Proteção às terras indígenas O pacto assinado não só propõe aumentar a fiscalização e a transparência em relação ao desmatamento ilegal, mas também busca a conservação dos ativos florestais e da água nos diferentes ecossistemas do Cerrado. As ações incluem a reinstalação de câmaras técnicas e medidas de proteção às terras indígenas, com a homologação de 810 mil hectares e a criação de novas áreas de conservação. De acordo com o diretor de Proteção Ambiental do Ibama, Jair Schmitt, a colaboração entre os estados e o governo federal aponta para um caminho promissor na luta contra o desmatamento, enquanto as metas para os próximos anos são reafirmadas, criando uma esperança renovada na preservação das nossas riquezas naturais e na recuperação dos ecossistemas brasileiros. *Sob supervisão de Victor Faverin Saiba em primeira mão informações sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo. Siga o Canal Rural no Google News. O post Desmatamento na Amazônia registra maior queda dos últimos 15 anos apareceu primeiro em Canal Rural.
Semana terá temperaturas abaixo de 5 °C no Sul e mais de 150 mm de chuvas no Centro-Oeste

Foto: Freepik Confira a previsão do tempo para a semana de 11 a 15 de novembro: Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! Sul Na segunda-feira (11), não há previsão de chuva na maior parte da região. Contudo, ainda podem ocorrer pancadas mais irregulares no centro e noroeste do Rio Grande do Sul e no sul gaúcho, com chuvas fracas no sul de Santa Catarina. O tempo permanece firme nas demais áreas, incluindo Paraná e nas capitais. Nos próximos cinco dias, o volume de chuva no leste do Paraná, leste de Santa Catarina e nordeste do Rio Grande do Sul pode variar entre 40 a 50 mm, ajudando a manter a boa umidade do solo. No oeste do Paraná e oeste de Santa Catarina, o tempo será predominantemente firme, e o acumulado semanal no oeste do Rio Grande do Sul deve ser em torno de 20 mm, sem prejudicar os trabalhos no campo. Há alerta para temporais nos três estados, com possibilidade de rajadas de ventos fortes e queda de granizo entre segunda e terça-feira (12). A formação de um ciclone afastado da faixa litorânea favorece a chegada de uma nova frente fria na terça-feira à noite, trazendo ar polar e derrubando as temperaturas nos três estados até o final da semana. Há risco de geada para áreas da serra gaúcha e catarinense, com temperaturas mínimas podendo ficar abaixo de 5°C entre quarta e sexta-feira. Sudeste A chuva mais forte diminui, mas ainda podem ocorrer algumas pancadas entre norte, noroeste e parte do Triângulo Mineiro. Chove de forma mais irregular no norte e sul do Espírito Santo. O tempo estará firme no centro-sul de Minas Gerais, em São Paulo e no Rio de Janeiro, com sol e algumas nuvens, além de temperaturas mais amenas. Nos próximos cinco dias, o acumulado de chuva pode variar entre 80 e 150 mm no centro-sul de Minas Gerais e Rio de Janeiro. No Espírito Santo e norte de Minas Gerais, a precipitação deve ficar em torno de 50 mm, o que ajudará a manter a boa umidade do solo. Em São Paulo, a semana será de tempo mais firme, o que favorecerá os trabalhos no campo, com chuva prevista entre 10 e 20 mm. A atenção fica para a queda de temperatura no estado paulista, com mínimas entre 12°C e 14°C, sem risco para geada. De maneira geral, a reposição de umidade favorece a implantação da safra 2024/2025 nos estados. Centro-Oeste Algumas aberturas de sol são esperadas em Goiás, no Distrito Federal e no sul de Mato Grosso, com pancadas de chuva forte e risco de raios e trovoadas. Mais nebulosidade e chuva persistente são esperadas no norte de Goiás e no centro-norte e leste de Mato Grosso, com risco de temporais. Nos próximos cinco dias, o acumulado de chuva pode variar entre 100 e 150 mm em Mato Grosso e Goiás, o que pode prejudicar os trabalhos no campo devido ao excesso de umidade. A atenção também deve ser redobrada devido à possibilidade de temporais, com rajadas de vento de 40 a 60 km/h, podendo causar acamamento nas lavouras e nuvens com alta atividade elétrica, produzindo muitos raios. Em Mato Grosso do Sul, o tempo deve ser mais firme, com chuva entre 10 e 15 mm, ocorrendo de maneira passageira no meio-norte do estado, ajudando os produtores a acelerar as operações da safra 2024/2025. Nordeste A frente fria continua avançando, mantendo a condição de tempo instável sobre a Bahia, o sul do Maranhão e do Piauí, com algumas pancadas se espalhando para o oeste de Pernambuco. Pode chover forte, especialmente em Salvador, Ilhéus e Porto Seguro. Nas demais áreas, haverá mais aberturas de sol e pancadas irregulares. Nos próximos cinco dias, a chuva deve se concentrar no oeste da Bahia, centro-sul do Maranhão e Piauí, com acumulados de até 100 mm, o que ajudará a repor a umidade do solo e contribuirá para a implantação da safra 2024/2025. No centro-leste da Bahia e interior de Pernambuco, o acumulado será de cerca de 40 mm, ajudando a aliviar o calor e beneficiando as pastagens. Nas demais áreas, a tendência é de uma semana quente e seca, com temperaturas máximas podendo atingir 35°C, aumentando o risco de incêndios. Norte Chuva é esperada em todas as áreas da região. Segunda-feira será abafada, com algumas aberturas de sol e pancadas de chuva forte. Temporais são esperados no Amazonas, Acre, sul do Pará, Tocantins e Rondônia. Nos próximos cinco dias, o acumulado de chuva pode variar entre 80 e 100 mm em Rondônia, Amazonas, centro-sul do Pará e Tocantins, mantendo a boa umidade do solo e ajudando a recuperar as pastagens. No centro-norte do Pará, Amapá, Roraima e Acre, a tendência é de uma semana mais úmida, com acumulado de chuva em torno de 50 mm, o que começará a reverter o quadro de déficit hídrico nessas áreas. A situação dos rios começa a melhorar aos poucos, mas ainda está longe de se normalizar. A projeção de regularização do sistema hidroviário deve se estender até o final de dezembro ou início de janeiro de 2025. O post Semana terá temperaturas abaixo de 5 °C no Sul e mais de 150 mm de chuvas no Centro-Oeste apareceu primeiro em Canal Rural.
Estudo mostra que perda de nascentes e assoreamento de rios ameaça áreas rurais paranaenses

Foto: Marcelo Uliana/Embrapa Estudo técnico-científico realizado pela Embrapa mostra perda alarmante de nascentes e assoreamento de rios na região rural da Bacia Hidrográfica Paraná III (BHP III), no oeste do estado. As análises consideraram caracterização de solos e clima, vegetação fluvial, geologia e processos erosivos, entre outros, e resultaram na publicação “Anais da 1ª Reunião de Correlação e Classificação de Solos e Vegetação Fluvial (RCCSV)”. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: Siga o Canal Rural no WhatsApp! O documento traz um capítulo com indicativos inéditos para orientar políticas públicas e tomadas de decisão voltadas, principalmente, ao uso de práticas mais sustentáveis de manejo do solo, vegetação e água na região. Produção agropecuária e o meio ambiente Segundo a pesquisadora da Embrapa Florestas Annete Bonnet, que fez parte do grupo coordenador do estudo, os resultados demonstram a necessidade da gestão mais integrada dos recursos naturais e o desenvolvimento premente de ações que harmonizem a produção agropecuária e a preservação ambiental. A perda de nascentes e o assoreamento de rios são provocados, entre outros fatores, por práticas de manejo inadequadas aplicadas à agropecuária, urbanização desordenada e desmatamento. Essas constatações tiveram como base os resultados do PronaSolos Paraná (levantamento dos solos paranaenses) e do projeto Ação Integrada de Solo e Água (AISA), além de apurações de pesquisas desenvolvidas pela Embrapa Soja e o IDR-PR. Estudo destaca os impactos da erosão Foto: Luiz Magnante/ Embrapa Trigo A erosão do solo, por exemplo, não degrada apenas a terra, mas também compromete a qualidade da água dos rios e lagos. De acordo com o pesquisador da Embrapa Florestas Gustavo Curcio, que também é um dos coordenadores do RCCSV, um cenário de aumento da escassez hídrica impactaria profundamente a sustentabilidade dos ecossistemas e a qualidade de vida das populações, bem como as atividades de produção agrícola, um dos pilares da economia do estado. O estudo apresenta os principais desafios para o manejo sustentável dos solos na região, como a erosão, a compactação e a perda de matéria orgânica. Contudo, paralelamente, apresenta oportunidades para melhorar as práticas agrícolas e aumentar a produtividade de forma sustentável, como: Plantio direto; Rotação de culturas com o emprego de práticas agronômicas; Uso de coberturas vegetais; e Manejo integrado de pragas e doenças De acordo com os pesquisadores, essas são algumas das práticas que contribuem para a melhoria da qualidade do solo e a redução dos impactos ambientais. O secretário de estado de Desenvolvimento Sustentável do Paraná, Valdemar Bernardo Jorge, um dos integrantes do grupo técnico, exalta os resultados trazidos pela publicação. “Esperamos que esse documento seja uma fonte de conhecimento e de inspiração para todos os que se interessam pelo desenvolvimento sustentável da BHP III, contribuindo para a valorização e a proteção dessa região que é uma das principais propulsoras econômicas do estado do Paraná”, afirma. *Sob supervisão de Victor Faverin Saiba em primeira mão informações sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo. Siga o Canal Rural no Google News. O post Estudo mostra que perda de nascentes e assoreamento de rios ameaça áreas rurais paranaenses apareceu primeiro em Canal Rural.