‘O monitoramento da lagarta na lavoura de soja não deve se limitar à avaliação visual’, afirma pesquisador

Foto: Divulgação Macfor Entre novembro e março, período de maior incidência da lagarta-da-soja devido ao tempo seco, os produtores de soja precisam redobrar a atenção no manejo da praga, que pode causar sérios prejuízos à produtividade. De acordo com Samuel Roggia, pesquisador da área de entomologia da Embrapa Soja, a principal prática de manejo para o controle da lagarta-da-soja tem sido o uso de cultivares de soja transgênicas, especialmente as variedades Bt. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! A importância da soja Bt A soja transgênica Bt, que contém proteínas tóxicas para certas pragas, incluindo a lagarta-da-soja (Anticarsia gemmatalis), é uma das ferramentas mais eficazes no controle dessa praga. Existem três gerações do tipo no mercado, com a primeira geração sendo a mais amplamente adotada. ”Em anos recentes, a utilização extensiva de soja Bt tem mostrado bons resultados no controle da lagarta-da-soja, que teve sua incidência significativamente reduzida”, afirma Roggia. Além da lagarta-da-soja, o Brasil também enfrenta desafios com outras pragas secundárias, como a lagarta falsa-medideira (Chrysodeixis includens), que ocorre de forma regionalizada, e outras espécies como Spodoptera eridania e Spodoptera cosmioides. Embora essas lagartas não sejam controladas pelas variedades Bt, seu impacto é geralmente menor, e a ocorrência varia conforme a região e o ano. Pesquisador detalha o monitoramento O pesquisador explica que, mesmo que as cultivares de soja Bt sejam eficazes no controle das principais lagartas, o monitoramento contínuo das lavouras é essencial. Roggia destaca a importância de realizar uma amostragem semanal das lavouras, mesmo para as variedades não transgênicas. ”O monitoramento não deve ser visual, mas sim detalhado, para identificar corretamente a espécie da lagarta e decidir qual estratégia de controle adotar”, alerta. O monitoramento também é fundamental porque, em muitos casos, as lagartas podem ser atacadas por vírus, fungos ou predadores naturais. Quando a população de lagartas é baixa, é recomendável evitar a aplicação de produtos químicos, o que permite que os controles naturais façam seu trabalho. Níveis de tolerância da soja Uma das questões mais importantes no manejo de lagartas é entender os níveis de tolerância da soja à desfolha. Antes do florescimento, a soja pode tolerar até 30% de desfolha sem perda significativa de produtividade. Após o florescimento, esse nível de tolerância cai para 15%. “Mesmo que a soja apresente algum nível de desfolha, ela ainda pode produzir normalmente, desde que dentro dos limites de tolerância”, explica Roggia. Em muitos casos, o agricultor pode passar o ciclo da soja sem precisar realizar aplicações de controle de lagartas, desde que o monitoramento seja rigoroso e as populações de pragas não atinjam níveis críticos. Pragas secundárias O agricultor também deve estar atento às pragas secundárias, como a lagarta helicoverpa, mais comum em regiões produtoras de algodão. Embora a incidência ainda seja restrita a algumas áreas, o manejo dessa praga exige cuidados específicos, especialmente em lavouras de soja de alto potencial produtivo. Quanto à rotação de culturas, o pesquisador destaca que ela tem um impacto limitado no controle das principais lagartas da soja, uma vez que essas pragas são, em sua maioria, específicas dessa cultura. A exceção é a lagarta-do-cartucho do milho, que, em algumas regiões, pode também afetar a soja. Controle químico e biológico Em casos de infestações mais graves, o uso de produtos químicos e biológicos pode ser necessário para o controle eficaz das lagartas. O pesquisador ressalta que a aplicação deve ser feita preferencialmente nas fases iniciais de desenvolvimento das pragas, quando são mais vulneráveis. “O uso de produtos biológicos, como bactérias e vírus, tem se mostrado eficaz no controle de lagartas jovens. Além disso, há uma variedade de produtos biológicos no mercado, que devem ser selecionados conforme a espécie de lagarta presente na lavoura”, explica o especialista. A identificação precisa da praga é importante, já que nem todos os produtos biológicos são eficazes para todas as espécies de lagartas. “A escolha do produto adequado e o monitoramento constante são passos essenciais para um manejo eficiente”, conclui o pesquisador, que reforça a importância do acompanhamento contínuo por parte do produtor para garantir o sucesso do controle e preservar a produtividade da lavoura. O post ‘O monitoramento da lagarta na lavoura de soja não deve se limitar à avaliação visual’, afirma pesquisador apareceu primeiro em Canal Rural.

JBS alcança receita recorde de R$ 110 bilhões no 3º trimestre de 2024

Foto: JBS/divulgação A JBS registrou uma receita líquida recorde de R$ 110 bilhões no terceiro trimestre de 2024, com aumento de 20,9% em relação ao mesmo período do ano anterior. No acumulado dos últimos 12 meses, a receita líquida alcançou R$ 396,6 bilhões, impulsionada pelo aumento das vendas de carne bovina no Brasil e pela demanda global de suas marcas de carne, incluindo a Friboi, segundo comunicado da empresa. A margem Ebitda ajustada subiu para 10,8%, quase o dobro da registrada em 2023, com Ebitda ajustado de R$ 11,9 bilhões, superando as expectativas de mercado. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! O CEO Global da JBS, Gilberto Tomazoni, destacou a contribuição da Friboi para o desempenho positivo, apontando que o consumidor buscou “as marcas aspiracionais”, como a Friboi, o que trouxe retorno para o investimento de longo prazo na marca. Ele também afirmou que, embora o preço do boi tenha oscilado ao longo do ano, a JBS prevê uma estabilização a partir de agora, sem retorno aos preços anteriores. “O preço do boi caiu ao longo do ano e, agora, subiu muito. Então, eu acho que tem espaço para uma pequena correção. Não vejo que vai voltar àqueles preços que estavam lá atrás, porque também não é sustentável”, disse Tomazoni. Seara e Pilgrim’s A Seara, divisão de aves e suínos da JBS, teve receita líquida de R$ 12,2 bilhões no trimestre, um crescimento de 19% em comparação com o ano anterior. A margem Ebitda ajustada da unidade foi recorde de 21%, resultado da expansão do portfólio de produtos de maior valor agregado e do aumento de 14% nas exportações. A Pilgrim’s Pride Corporation (PPC), com operações na América do Norte e na Europa, também teve resultados significativos, registrando um Ebitda ajustado de US$ 660,4 milhões e receita líquida de US$ 4,6 bilhões, com aumento de 103,8% na margem em um ano. A JBS Brasil obteve uma receita líquida de R$ 18,1 bilhões, alta de 25% comparado ao terceiro trimestre de 2023, favorecida pela forte demanda internacional e pelo ciclo pecuário no país. Já a unidade de carne bovina da JBS nos Estados Unidos, JBS Beef North America, gerou receita líquida de US$ 6,3 bilhões, com Ebitda ajustado de US$ 36 milhões. Em termos de saúde financeira, a empresa informou que antecipou a redução da alavancagem projetada para o final do ano. Entre o segundo e o terceiro trimestre de 2024, a alavancagem em dólar caiu de 2,77x para 2,15x, com um caixa de R$ 28,5 bilhões e acesso a linhas de crédito rotativas que somam R$ 18,3 bilhões. O post JBS alcança receita recorde de R$ 110 bilhões no 3º trimestre de 2024 apareceu primeiro em Canal Rural.

Frente fria no Brasil fica ou vai embora? Confira o tempo no país

Foto: Freepik A previsão do tempo para as áreas produtoras de soja em todo o Brasil indica que a frente fria, que segue estabilizada no Brasil Central, trará chuvas para os estados de Mato Grosso, Goiás e Minas Gerais. Em algumas dessas regiões, como o sul de Minas Gerais, a expectativa é de acumulados superiores a 80 mm nos próximos dias, o que pode prejudicar os trabalhos no campo, especialmente o plantio e a colheita. Já em Mato Grosso do Sul, a previsão é de tempo mais firme, mas a chuva deve retornar já na próxima semana, com volumes em torno de 50 mm, o que ajudará a recuperar a umidade do solo e beneficiará as lavouras. Na região Sul, o litoral de Santa Catarina e o nordeste do Rio Grande do Sul devem registrar chuvas muito volumosas, com acumulados entre 50 e 80 mm, o que pode provocar alagamentos e deslizamentos de terra, especialmente em áreas mais suscetíveis a esses fenômenos. A chuva também vai ganhar força na região Norte, especialmente no estado do Pará, onde o retorno da umidade ajudará no desenvolvimento da soja e também na implementação da safrinha de milho. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! Seca persiste no país No entanto, a situação é mais complicada em Mato Grosso do Sul, especialmente na faixa Oeste do estado, onde o tempo seco deve persistir por cerca de 10 dias. Esse período sem chuvas eleva o risco de focos de incêndio, o que exige cuidados redobrados por parte dos produtores. A expectativa é que a chuva só retorne de forma mais volumosa no final de novembro, o que fará com que as condições permaneçam mais quentes e com falta de umidade até lá. Para enfrentar esse cenário, os produtores da região precisarão recorrer à irrigação para garantir a saúde das lavouras, já que as chuvas deverão ser mais intensas em Mato Grosso do Sul a partir de dezembro. O post Frente fria no Brasil fica ou vai embora? Confira o tempo no país apareceu primeiro em Canal Rural.

Enchentes gaúchas e fator Índia derrubam exportações de arroz em 40%

Foto: Paulo Lanzetta O Brasil exportou 39,7% menos arroz (base casca) em outubro deste ano em comparação ao mesmo período de 2023. Assim, 122,9 mil toneladas do cereal foram embarcadas, com receita de US$ 47,1 milhões, de acordo com a Associação Brasileira da Indústria do Arroz (Abiarroz), com base em números do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). No ano passado, as vendas totalizaram 203,8 mil toneladas, com faturamento de US$ 65,6 milhões). Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! Já os envios de arroz beneficiado para o exterior em outubro somaram 81,9 mil toneladas, com divisas de US$ 26,9 milhões. Em volume, o recuo foi de 53,2% e em receita, de US$ 48,7%. Principais compradores do arroz Os principais destinos das exportações de arroz beneficiado no mês passado foram Senegal, Países Baixos (Holanda), Gâmbia, Serra Leoa, Peru, Arábia Saudita, Cabo Verde, Trinidad e Tobago, Uruguai e Portugal. O diretor de Assuntos Internacionais da Abiarroz, Gustavo Trevisan, aponta as enchentes ocorridas no Rio Grande do Sul (principal estado produtor no país) como a causa principal da queda das exportações do arroz. “Além disso, um dos principais motivos dessa baixa das exportações é a falta de competitividade do nosso arroz, que está mais caro no momento devido à escassez de matéria-prima, especialmente no Rio Grande do Sul, atingido por enchentes ocorridas em abril e maio no estado.” Além disso, Trevisan aponta a volta da Índia para o mercado de exportação, elemento que desestabilizou mais o mercado mundial do arroz, provocando baixa nos preços. O post Enchentes gaúchas e fator Índia derrubam exportações de arroz em 40% apareceu primeiro em Canal Rural.

Diário Econômico: confira as notícias que impactam o mercado hoje

Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado do Brasil e do mundo, com a análise de economistas. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! No morning call de hoje, o economista do PicPay Igor Cadilhac destaca a leve alta da inflação nos Estados Unidos, o que pode levar o Fed a cortar juros. No Brasil, o volume de serviços cresceu 1% em setembro, enquanto o real e o Ibovespa operaram voláteis com o impasse fiscal, aguardando novidades após o G20. O post Diário Econômico: confira as notícias que impactam o mercado hoje apareceu primeiro em Canal Rural.

Frente fria traz temporais e risco de geada; veja quando e onde

Roger Terra de Moraes/Emater -Soledade (RS) Uma frente fria causou a derrubada de temperaturas no Sul do país nessa última quarta-feira (13). Os termômetros também despencaram no Sudeste. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! Já para esta quinta-feira (14), a previsão é que as temperaturas permaneçam baixas no Rio Grande do Sul, em Santa Catarina e no Paraná, com possibilidade de geada em áreas mais altas, principalmente as da serra catarinense. Risco de geada em 14 de novrmbro. Foto: Climatempo Contudo, a partir de sexta-feira (15), a frente fria que atinge o Sul e Sudeste deixará de ser estacionária, mas o cenário de chuvas no Sudeste deve continuar. Assim, de acordo com a Climatempo, a forte variabilidade dos ventos em altos níveis somada ao aporte de umidade da faixa norte do Brasil em direção ao Sudeste devem intensificar a instabilidade. Volumes de chuva Acumulado de chuva esperado entre 14 e 17 de novembro Os acumulados de chuva previstos para os próximos dias indicam volumes significativos em Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo. Muitas regiões podem registrar mais de 80 mm de chuva, e algumas áreas pontualmente poderão ultrapassar os 100 mm. “Essa situação exige atenção redobrada das autoridades e da população, especialmente em áreas vulneráveis a alagamentos e deslizamentos de terra, considerando a continuidade das condições adversas nos próximos dias”, diz a nota da Climatempo. O post Frente fria traz temporais e risco de geada; veja quando e onde apareceu primeiro em Canal Rural.

Brasil deve receber mais de 50 mil pessoas na COP30, diz governador do Pará

Foto: Reprodução Canal Rural A preparação para a Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2025 (COP30), que acontecerá no Brasil, mais precisamente no Pará, centrou as atenções desta quarta-feira (13) na COP29, que acontece em Bakur, no Azerbaijão. O governador paraense, Helder Barbalho, esteve presente para contar do andamento das obras para o recebimento do evento. Segundo ele, são esperadas mais de 50 mil pessoas de diversas partes do mundo na cidade. “Nesse momento, já chegamos em 60% das obras e a previsão de entrega do parque da cidade é até o início de agosto”. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! Após a fala do governador, a ministra do Meio Ambiente (MMA), Marina Silva, cobrou a entrega anual dos US$ 100 bilhões que deveriam ser investidos pelos países desenvolvidos aos emergentes para a mitigação das mudanças climáticas. Segundo ela, o investimento não acontece na velocidade em que o meio ambiente necessita. “Os resultados da COP30 não nascem na COP30 […], os resultados já foram engendrados lá nos Emirados Árabes Unidos [durante a COP28, em 2023], quando decidimos que íamos triplicar [as energias] renováveis, quando decidimos que vamos ter que duplicar a eficiência energética e quando decidimos que vamos ter que fazer a transição para o fim do uso de combustível fóssil e do desmatamento”, disse. A cobertura do Canal Rural na COP29 tem o apoio de Sistema OCB, Portos do Paraná, Itaipu Binacional, ApexBrasil, Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e Governo Federal O post Brasil deve receber mais de 50 mil pessoas na COP30, diz governador do Pará apareceu primeiro em Canal Rural.

Recorde: arroba do boi chega a ser negociada a R$ 350 em SP; veja cotações no país

Foto: Governo de Mato Grosso O mercado físico do boi gordo volta a se deparar com preços em alta. Em São Paulo, por exemplo, chegaram a ser relatadas negociações de até R$ 350 por arroba na modalidade a prazo, recorde para a atual temporada. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! “O fato é que as indústrias não conseguem melhorar a posição de suas escalas de abate,posicionadas entre quatro e cinco dias úteis, fazendo com que a indústria frigorífica, emespecial a exportadora, mantenha um comportamento agressivo na compra de gado”, afirma o analista da consultoria Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias. Segundo ele, o volume de carne embarcado neste segundo semestre, somado ao processo de desvalorização cambial, mantém o mercado externo bastante atrativo. Preços médios da arroba do boi São Paulo: R$ 339,42 Goiás: R$ 331,43 Minas Gerais: R$ 329,41 Mato Grosso do Sul: R$ 325,68 Mato Grosso: R$ 314,59 Mercado atacadista O mercado atacadista apresenta preços firmes para a carne bovina, ainda em perspectiva de alta no curto prazo, em linha com a boa demanda ao longo da primeira quinzena do mês, de acordo com a Safras. “Ainda é importante mencionar que a carne de frango tende a ganhar competitividade no restante da temporada, consequência do baixo poder de compra da população brasileira”, disse Iglesias. O quarto dianteiro ainda é precificado a R$ 19,50 por quilo. O quarto traseiro segue no patamar de R$ 24,00 por quilo. A ponta de agulha está no patamar de R$ 18,20, por quilo. Câmbio O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,33%, sendo negociado a R$ 5,7926 para venda e a R$ 5,7905 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,7231 e a máxima de R$ 5,8186. O post Recorde: arroba do boi chega a ser negociada a R$ 350 em SP; veja cotações no país apareceu primeiro em Canal Rural.

China e Brasil preparam acordos no agro em visita de Xi Jinping

Foto: Agência Brasil Os governos do Brasil e da China irão anunciar uma série de atos bilaterais e memorandos de entendimento nas áreas de agricultura, comércio, investimentos, infraestrutura, indústria, finanças e ciência e tecnologia na próxima semana. Os acordos serão divulgados durante a visita do presidente chinês, Xi Jinping, ao Brasil, no dia 20, quando ele será recebido pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, em Brasília. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! “Há sinergias entre as políticas de desenvolvimento e programas de investimentos de Brasil e China com foco em finanças, infraestrutura, desenvolvimentos de cadeias produtivas, transformação ecológica e tecnologia que poderiam beneficiar os programas Novo PAC, Nova Indústria Brasil, plano de transição ecológica e rotas de integração sul-americana”, disse o secretário de Ásia e Pacífico do Ministério de Relações Exteriores, Eduardo Paes Saboia, em conversa com a imprensa sobre a visita de Estado. Sobre a adesão ou não do Brasil à iniciativa chinesa conhecida como “Nova Rota da Seda”, o embaixador não entrou em detalhes. Apesar de dizer que o assunto não seria um “tabu” e que a declaração conjunta entre o Brasil e a China aprovada no ano passado trata de “aprofundar sinergias”, Saboia afirmou que não daria “spoilers” em torno do tema. “O foco é sinergia, é somar, é energizar para criar resultados que beneficiem os nossos países”, disse. Investimentos da China Segundo o embaixador, para a visita de Xi Jinping, estão em negociação protocolos para a exportação de mais produtos agrícolas brasileiros à China. Outro pilar são os investimentos. Saboia afirmou que o governo brasileiro tem a intenção de ver uma presença “ainda mais robusta” de investimentos chineses aqui, em particular em infraestrutura e na capacidade produtiva industrial. “A visita apresentará iniciativas governamentais para incrementar os contatos nessas áreas. Dos 93 projetos industriais chineses no Brasil, tiveram destaque sobretudo a indústria automotiva, eletroeletrônica e de máquinas e equipamentos”, comentou o secretário. Na área de finanças, Saboia destacou que, desde a visita de Lula à China em 2023, tem havido esforço por uma maior aproximação no segmento. De acordo com ele, estão em desenvolvimento iniciativas do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), do Ministério da Fazenda e da B3 com linhas de financiamento, cofinanciamento de projetos e a possibilidade de negociação de fundos brasileiros em bolsas chinesas e vice-versa. No pilar de ciência, tecnologia e inovação, o embaixador afirmou que a operação bilateral tem avançado para pesquisas em novas áreas como fontes de energia limpa, nanotecnologia, tecnologias da informação e comunicação. “E o MCTI tem desenvolvido iniciativas com as contrapartes chinesas para estabelecimento de cooperação na indústria fotovoltaica, tecnologia nuclear, inteligência artificial e mecanização e inteligência da agricultura familiar”, afirmou. O embaixador ainda classificou a visita do líder chinês como o “ponto alto” da comemoração do meio século de relações diplomáticas. “Brasil e China são atores fundamentais para o processo de reforma da governança global. Além da relação política, existe uma relação comercial de primeira ordem. A visita servirá para reiterar o esforço do Brasil em continuar e ampliar os números do comércio bilateral e diversificar a pauta comercial com produtos brasileiros com maior valor agregado”, disse. Ele também foi questionado sobre como a eleição de Donald Trump para um novo mandato a partir do próximo ano nos Estados Unidos poderia influenciar a relação entre Brasil e China. Saboia respondeu, por sua vez, que a conexão entre os países já atravessou “vários” governos norte-americanos, em diversas situações internacionais, e nesse período “só se fortaleceu”. “Nós temos excelentes relações com os Estados Unidos, e é um forte desejo do Brasil manter relações boas e densas com os Estados Unidos e com a China”, se restringiu a responder. O post China e Brasil preparam acordos no agro em visita de Xi Jinping apareceu primeiro em Canal Rural.

Fundo JBS pela Amazônia destaca crédito a pequenos produtores para recuperação de pastagens

Foto: JBS/divulgação Durante a COP29, em Baku, Azerbaijão, a diretora-executiva do Fundo JBS pela Amazônia, Andrea Azevedo, ressaltou a importância do fortalecimento de compromissos com pequenos produtores para promover a sustentabilidade na Amazônia. Em painel realizado no Hub Amazônia, ela destacou iniciativas voltadas à recuperação de pastagens e suporte técnico, essenciais para manter a atividade produtiva e preservação ambiental na região. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! No evento, intitulado “Recuperação de Pastagens na Amazônia: Mitigação e Adaptação em Sistemas Alimentares”, organizado pelo Consórcio da Amazônia Legal e pela TNC Brasil, especialistas discutiram soluções para restaurar áreas degradadas, visando reforçar o equilíbrio climático, a biodiversidade e a segurança alimentar na Amazônia. Azevedo apresentou o Programa Escritórios Verdes, que oferece assistência técnica e apoio para a regularização ambiental de pequenos produtores. “Hoje, mais de 13 mil produtores foram atendidos, e estamos avançando com os Escritórios Verdes 2.0, que inclui gestão de propriedades para cerca de 800 produtores”, afirmou. A executiva destacou também a importância de parcerias público-privadas para viabilizar a assistência técnica e o financiamento rural. “Estamos explorando um fundo público-privado de assistência técnica, pois depender apenas do Estado para atender todos os produtores não é viável. Parcerias são essenciais para reinvestir em programas que aumentem a produtividade e promovam a sustentabilidade”, disse Azevedo. A rastreabilidade foi apontada como uma vantagem competitiva para atrair compradores que buscam produtos de origem sustentável, embora represente desafios. “Rastrear toda a cadeia seria uma vantagem competitiva para todas as indústrias, mas sabemos que não é tão simples quanto parece. Esse tipo de parceria é crucial”, afirmou, ressaltando o impacto positivo para o mercado. Outro ponto de destaque foi a necessidade urgente de direcionar crédito agrícola para recuperação de áreas degradadas. Azevedo observou que 50% das pastagens em pequenas propriedades apresentam algum nível de degradação, totalizando 11 milhões de hectares. “A recuperação de pastagens no país é uma oportunidade única”, comentou a executiva, enfatizando o potencial de fundos como o Fundo Amazônia para apoiar a adoção de tecnologias de baixo carbono pelos pequenos produtores. Com moderação de José Otávio Passos, diretor da TNC Brasil na Amazônia, o painel contou com a participação de Hongyu Guo, do Greenovation Hub e do Institute of Finance and Sustainability (IFS), e de Fernando Sampaio, da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec). O Hub Amazônia seguirá com debates sobre desenvolvimento econômico e conservação até o fim da COP29, em 22 de novembro, trazendo perspectivas dos estados amazônicos para as discussões globais de sustentabilidade. A cobertura do Canal Rural na COP29 tem o apoio de Sistema OCB, Portos do Paraná, Itaipu Binacional, ApexBrasil, Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e Governo Federal O post Fundo JBS pela Amazônia destaca crédito a pequenos produtores para recuperação de pastagens apareceu primeiro em Canal Rural.