Volume de soja inspecionado para exportação nos EUA cai 8,38%

Foto: Daniel Popov/ Canal Rural Os volumes de soja e trigo inspecionados em portos dos Estados Unidos diminuíram na semana encerrada em 14 de novembro, enquanto os de milho aumentaram. Os dados foram publicados nesta segunda-feira (18) pelo Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), em seu relatório semanal de inspeção dos embarques de grãos do país. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! O volume de soja inspecionado para exportação em portos norte-americanos diminuiu 8,38% na semana, para 2,17 milhões de toneladas. Já o volume de milho foi de 820.608 toneladas, aumento de 2,93% ante a semana anterior. O volume inspecionado de trigo, por sua vez, caiu 44,5%, para 196.281 toneladas. O relatório mostra os volumes de grãos inspecionados para exportação no acumulado do ano-safra iniciado no dia 1º de junho de 2024 para o trigo e em 1º de setembro de 2024 para o milho e a soja. Veja abaixo os volumes que foram inspecionados nos portos do país no período: ——————————————————————- EXPORTAÇÃO DE GRÃOS NA SEMANA ENCERRADA EM 14 DE NOVEMBRO DE 2024 (em toneladas) —————————————————————— Grão 14/11/2024 07/11/2024 16/11/2023 ====== =========== ============ ============ Trigo 196.281 353.407 378.048 Milho 820.608 797.247 601.068 Soja 2.165.075 2.363.141 1.631.531 —————————————————————— EXPORTAÇÕES DE GRÃOS DOS EUA ACUMULADAS NO ANO —————————————————————— Grão Atual ano-safra Ano-safra anterior ===== ================ ==================== Trigo 10.324.794 7.859.458 Milho 9.062.303 6.871.783 Soja 17.483.956 16.009.661 —————————————————————— O post Volume de soja inspecionado para exportação nos EUA cai 8,38% apareceu primeiro em Canal Rural.
Declaração final do G20 reitera metas do Acordo de Paris

Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil A declaração final da Cúpula dos Líderes do G20 reitera o compromisso dos países do grupo com as principais diretrizes do Acordo de Paris. Houve acordo com a meta de limitar o aumento global da temperatura média global para bem abaixo de 2 ºC acima dos níveis pré-industriais. Também foi reconhecido que os impactos da mudança do clima serão significativamente menores com uma elevação limitada a 1,5 ºC. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! O Acordo de Paris foi assinado em 2015 pelos 193 Estados-Membros da Organização das Nações Unidas (ONU). Ele fixou a Agenda 2030, que abrange 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). Cada um deles se desdobra em um conjunto de metas. A declaração final da Cúpula dos Líderes do G20 lembra que, desde 2015, houve progresso efetivo em apenas 17% das metas dos ODS e lista uma série de desafios. Ocupando atualmente a presidência do G20, o Brasil sedia a Cúpula dos Líderes, que ocorre no Museu de Arte Moderna (MAM) do Rio de Janeiro nesta segunda (18) e nesta terça-feira (19). A declaração final, com 22 páginas na versão em inglês e 24 na versão em português, foi divulgada ao fim da programação do primeiro dia. O texto aborda cinco tópicos: situação política e econômica internacional; inclusão social e luta contra a fome e a pobreza; desenvolvimento sustentável e ações climáticas; reforma das instituições globais de governança; e inclusão e efetividade no G20. Havia dúvidas sobre a adesão da Argentina ao texto final. O governo liderado por Javier Milei chegou a manifestar algumas divergências. O líder da Argentina já fez críticas públicas ao Acordo de Paris. Mesmo assim, o país assinou a declaração. O país assinou o documento, ainda que tenha divulgado um comunicado registrando ressalvas e “desvinculando-se parcialmente de todo o conteúdo da Agenda 2030”. Além de reiterar diretrizes do Acordo de Paris, o trecho da declaração dedicado ao desenvolvimento sustentável e ações climáticas estabelece compromisso com o multilateralismo e fixa a urgência de iniciativas efetivas para enfrentar as crises e os desafios decorrentes da mudança do clima, perda de biodiversidade, desertificação, degradação dos oceanos e do solo, secas e poluição. Foi enfatizada a meta para triplicar a capacidade de energia renovável globalmente e duplicar a taxa média anual global de melhorias na eficiência energética. O texto incluiu também o compromisso com a conclusão, até o final deste ano, das negociações de um instrumento internacional que estabeleça o combate à poluição plástica. Os avanços envolvendo a Iniciativa do G20 sobre Bioeconomia (GIB) foram destacados: em setembro, representantes dos países do grupo lançaram os 10 Princípios de Alto Nível sobre Bioeconomia. “Estamos determinados a liderar ações ambiciosas, oportunas e estruturais em nossas economias nacionais e no sistema financeiro internacional com o objetivo de acelerar e ampliar a ação climática, em sinergia com as prioridades de desenvolvimento sustentável e os esforços para erradicar a pobreza e a fome”, acrescenta o texto. Financiamento A declaração também estabelece a necessidade de uma maior colaboração e apoio internacional com o objetivo de ampliar o financiamento e investimento climático público e privado. O texto destaca a importância de otimizar as operações dos fundos verdes e defende mecanismos inovadores como a proposta do Fundo Florestas Tropicais Para Sempre (TFFF). Manifesta ainda apoio para que a Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2024 (COP-29), em andamento em Baku (Azerbaijão), avance nas negociações sobre financiamento ambiental. “Os países em desenvolvimento precisam ser apoiados em suas transições para emissões de baixo carbono, nós trabalharemos para facilitar o financiamento de baixo custo para esses países. Nós reconhecemos o importante papel do planejamento energético doméstico, do fortalecimento de capacidades, das estratégias de políticas e marcos legais, bem como da cooperação entre diferentes níveis de governo, na criação de ambientes facilitadores para atrair financiamento para as transições energéticas”, diz o texto. Desde o início do ano, uma das grandes discussões nas atividades da agenda construída pelo Brasil para sua presidência no G20 foi a tributação dos super ricos. A proposta tem sido apontada como um caminho para financiar iniciativas sociais e ambientais. A questão esteve em pauta nos debates da trilha de finanças do G20. O Brasil defende que seja pactuada a adoção de um imposto mínimo sobre os super ricos, de forma a evitar uma guerra fiscal entre os países. No entanto, há resistências. Representantes dos Estados Unidos, por exemplo, têm defendido que cabe a cada governo tratar da questão internamente. Na declaração final da Cúpula dos Líderes, há uma breve menção a essa discussão no tópico sobre inclusão social e luta contra a fome e a pobreza. “Com total respeito à soberania tributária, nós procuraremos nos envolver cooperativamente para garantir que indivíduos de patrimônio líquido ultra-alto sejam efetivamente tributados. A cooperação poderia envolver o intercâmbio de melhores práticas, o incentivo a debates em torno de princípios fiscais e a elaboração de mecanismos antievasão, incluindo a abordagem de práticas fiscais potencialmente”. Foi a primeira vez que o Brasil presidiu o G20 desde 2008, quando foi implantado o atual formato do grupo, composto pelas 19 maiores economias do mundo, bem como a União Europeia e mais recentemente a União Africana. A Cúpula dos Líderes é o ápice do mandato brasileiro. A África do Sul sucederá o Brasil na presidência do grupo. O post Declaração final do G20 reitera metas do Acordo de Paris apareceu primeiro em Canal Rural.
Brasil assina acordo com Argentina para trazer gás de Vaca Muerta; equipe estudará rotas

Foto: Petrobras O governo brasileiro, por meio do Ministério de Minas e Energia (MME), assinou nesta segunda-feira (18) um memorando de entendimento para viabilizar a chegada de gás argentino dos campos de Vaca Muerta ao mercado brasileiro. A assinatura ocorreu durante a cúpula de líderes do G20. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! O acordo prevê a criação de um grupo de trabalho com técnicos dos dois países para identificar medidas de infraestrutura que permitam a chegada do gás ao território brasileiro, no que são cogitadas a inversão do gasoduto Brasil-Bolívia, o Gasbol, ou outras rotas, menos prováveis, que passariam pela construção novos gasodutos capazes de ligar a malha argentina diretamente ao Brasil em Uruguaiana (RS) ou atravessando os territórios do Paraguai ou do Uruguai, dizem pessoas que participaram da reunião. No X, nesta tarde de segunda-feira (18), o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, disse que a importação de gás natural do vizinho deve ser feita por cinco rotas. Operadores do mercado ouvidos pela reportagem descartaram as chances de rotas que exijam novos gasodutos. Isso porque o investimento necessário para essas alternativas seria muito maior e teria de ser privado em função da situação econômica da Argentina. O acordo foi assinado por Silveira e pelo ministro da economia argentino, Luís Caputo, que destacou a importância da parceria para a relação bilateral entre os dois países, abalada desde a eleição de Javier Milei na Argentina. Em defesa do método de extração Silveira disse nesta segunda-feira (18) ser favorável à realização de estudos sobre gás oriundo de fraturamento hidráulico, o fracking, em qualquer lugar do mundo, desde que feitos corretamente. “A questão da produção de petróleo e gás não é uma questão de oferta, mas de demanda. Enquanto houver demanda de petróleo, alguém vai ter que fornecer. Já importamos gás de fracking dos Estados Unidos, e agora vamos importar da Argentina”, disse Silveira. O fraturamento hidráulico é um método que possibilita a extração de combustíveis líquidos e gasosos do subsolo. Também é denominado fratura hidráulica, estimulação hidráulica ou pelo termo da língua inglesa fracking. “Se fizermos de forma adequada e for a necessidade do Brasil, ainda defendo que tenha estudos sobre fracking em qualquer lugar do mundo até (a conclusão) de uma transição segura”, disse. Silveira falou a jornalistas durante a Cúpula do G20, no Rio. Ele foi questionado se sua posição sobre o fracking não contradiz a defesa brasileira por enfrentamento das mudanças climáticas no fórum dos 20 países mais ricos do mundo. “Não tem contradição. Pelo contrário, tem bom senso”, disse ao lembrar que o governo brasileiro defende uma transição energética justa e que o gás será o combustível da transição. O post Brasil assina acordo com Argentina para trazer gás de Vaca Muerta; equipe estudará rotas apareceu primeiro em Canal Rural.
Taxação dos super-ricos é aprovada em declaração de líderes do G20

Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil Reunidos no Rio de Janeiro, os chefes de Estado e de governo do G20, principal fórum de cooperação econômica internacional, aprovaram uma proposta de tributação progressiva, que inclui uma menção direta à taxação efetiva dos indivíduos considerados super-ricos. O texto aparece na carta final da cúpula, divulgada na tarde desta segunda-feira (18), primeiro dia do encontro anual. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! “Com total respeito à soberania tributária, nós procuraremos nos envolver cooperativamente para garantir que indivíduos de patrimônio líquido ultra-alto sejam efetivamente tributados. A cooperação poderia envolver o intercâmbio de melhores práticas, o incentivo a debates em torno de princípios fiscais e a elaboração de mecanismos antievasão, incluindo a abordagem de práticas fiscais potencialmente prejudiciais. Nós estamos ansiosos para continuar a discutir essas questões no G20 e em outros fóruns relevantes, contando com as contribuições técnicas de organizações internacionais relevantes, universidades e especialistas”, diz o documento, cujo conteúdo final foi aprovado por consenso. Havia a expectativa de que pontos que estavam acordados pudessem sofrer resistência da Argentina, presidida pelo ultraliberal Javier Milei, que se opõe a esse tipo de política. Essa indicação da taxação dos super-ricos, no entanto, já havia sido consensuada na Declaração Ministerial do G20 do Rio de Janeiro sobre Cooperação Tributária Internacional, realizada anteriormente, e mediada pelo governo brasileiro. Este acordo foi mantido na versão final divulgada, sem ressalvas. Estimativas do Ministério da Fazenda apontam que uma taxação de 2% sobre o patrimônio de indivíduos super-ricos poderia gerar US$ 250 bilhões por ano para serem investidos no combate à desigualdade e ao financiamento da transição ecológica. Esse grupo de super-ricos soma cerca de 3 mil pessoas que, juntas, detêm patrimônio de cerca de US$ 15 trilhões, maior que o Produto Interno Bruto (PIB) da maioria dos países. O texto do G20, no entanto, não propõe uma alíquota específica. O texto da carta final também defende uma tributação progressiva, ou seja, que as pessoas com mais recursos sejam mais taxadas, como sendo uma das “principais ferramentas para reduzir desigualdades internas, fortalecer a sustentabilidade fiscal, promover a consolidação orçamentária, promover crescimento forte, sustentável, equilibrado e inclusivo e facilitar a realização dos ODS [Objetivos do Desenvolvimento Sustentável]”. Combate à fome Na mesma seção que trata de tributação progressiva, a carta final do G20 destaca o número de pessoas que enfrentam a fome aumentou, atingindo aproximadamente 733 milhões de pessoas em 2023, “sendo as crianças e as mulheres as mais afetadas”. Para enfrentar esse desafio global, a carta pede um compromisso mais eficaz e menciona o lançamento da Aliança Global contra a Fome e a Pobreza, proposta brasileira que recebeu a adesão de 82 países e dezenas de outras instituições multilaterais e privadas. “O mundo produz alimentos mais do que suficientes para erradicar a fome. Coletivamente, não nos faltam conhecimentos nem recursos para combater a pobreza e derrotar a fome. O que precisamos é de vontade política para criar as condições para expandir o acesso a alimentos. À luz disso, lançamos a Aliança Global contra a Fome e a Pobreza e saudamos sua abordagem inovadora para mobilizar financiamento e compartilhamento de conhecimento, a fim de apoiar a implementação de programas de larga escala e baseados em evidências, liderados e de propriedade dos países, com o objetivo de reduzir a fome e a pobreza em todo o mundo”, diz a carta. O G20 é composto por 19 países (África do Sul, Alemanha, Arábia Saudita, Argentina, Austrália, Brasil, Canadá, China, Coreia do Sul, Estados Unidos, França, Índia, Indonésia, Itália, Japão, México, Reino Unido, Rússia e Turquia) e dois órgãos regionais (União Africana e a União Europeia). A cúpula de líderes do Rio de Janeiro encerra a presidência temporária do governo brasileiro, que vai repassar o comando do grupo para a África do Sul, ao longo do próximo. Durante a presidência brasileira, os temas prioritários foram combate à fome e à pobreza, reforma das instituições multilaterais e enfrentamento às mudanças climáticas. O post Taxação dos super-ricos é aprovada em declaração de líderes do G20 apareceu primeiro em Canal Rural.
Podcast: tensões geopolíticas impactam o mercado hoje

Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado do Brasil e do mundo, com a análise de economistas. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! No morning call de hoje, o economista do PicPay Igor Cadilhac destaca as tensões geopolíticas envolvendo Rússia, Ucrânia e Oriente Médio, que impulsionaram o petróleo e pressionaram os mercados. No Brasil, a indefinição fiscal mantém o DI elevado, mas o real valorizou 0,7% com o dólar mais fraco. O post Podcast: tensões geopolíticas impactam o mercado hoje apareceu primeiro em Canal Rural.
Modelo inédito de restauração florestal remunerada com créditos de carbono é lançado pelo Pará

Foto: Thalmus Gama/ Agência Pará Durante a COP29, em Baku, no Azerbaijão, o governador do Pará, Helder Barbalho, anunciou o edital de concessão da Unidade de Recuperação Triunfo do Xingu (URTX). A área, com 10,3 mil hectares localizada em Altamira, no sudoeste do estado, será recuperada por meio de um modelo inédito no Brasil, que prevê restauração ecológica por até 40 anos. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! A concessão permitirá a restauração da vegetação nativa na Área de Proteção Ambiental Triunfo do Xingu, com o concessionário remunerado pelo aproveitamento de créditos de carbono gerados durante o processo. Estima-se que cerca de 3,7 milhões de toneladas de carbono equivalente sejam sequestradas, o que equivale a 330 mil voltas ao redor da Terra de avião. O modelo exige um investimento inicial de R$ 258 milhões para instalação e operação, com uma receita total projetada de quase R$ 869 milhões. Além de restaurar a floresta, o projeto visa atrair investimentos para o Pará (estado sede da COP30, em 2025) e fortalecer políticas de desenvolvimento sustentável. Impacto social e contrapartidas O projeto prevê a geração de mais de 2 mil empregos diretos e indiretos na região. Entre as exigências ao concessionário, estão: Capacitação de mão de obra local; Apoio a cadeias produtivas agroflorestais; Parcerias para fornecimento de insumos, mudas e sementes. Já as contrapartidas do estado incluem a implementação do Plano de Atuação Integrada (PAI), que abrange: Regularização fundiária e ambiental; Investimentos em segurança, infraestrutura, logística e comunicações; Serviços públicos para as comunidades locais. O governador enfatizou o papel pioneiro do Pará na criação de uma economia verde. “Estamos falando de 10 mil hectares que vão gerar 2 mil empregos e transformar áreas degradadas em florestas restauradas para o mercado de carbono e manejo florestal. É um modelo que alia combate ao desmatamento ilegal com geração de emprego e desenvolvimento sustentável.” Barbalho destacou, ainda, que o Brasil só alcançará suas metas ambientais ao restaurar áreas degradadas e implementar projetos como o da URTX. “Lançamos o plano de restauro há um ano, e hoje publicamos o primeiro edital de concessão para restauração em área pública no Brasil”, celebrou Barbalho. O edital de concessão da URTX estará aberto por 120 dias, e o vencedor será conhecido em março de 2025. Os documentos completos podem ser consultados nos sites da Semas e do Ideflor-Bio. A cobertura do Canal Rural na COP29 tem o apoio de Sistema OCB, Portos do Paraná, Itaipu Binacional, ApexBrasil, Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e Governo Federal O post Modelo inédito de restauração florestal remunerada com créditos de carbono é lançado pelo Pará apareceu primeiro em Canal Rural.
Movimentação de 30 milhões de metros cúbicos de gás argentino ao Brasil é firmada no G20

Foto: Isac Nóbrega/Presidência da República O Ministério de Minas e Energia (MME) assinou nesta segunda-feira (18) Memorando de Entendimento com a Argentina para viabilizar a exportação de gás natural argentino ao Brasil. O acordo foi feito durante o G20, cúpula de líderes mundiais das 19 maiores economias mais União Europeia e União Africana. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! O ato cria um grupo de trabalho bilateral para identificar as medidas necessárias para viabilizar a oferta do produto argentino, com destaque para o Gás de Vaca Muerta, no norte da Patagônia. Escala de movimentação Dentre as medidas, se destacam o estudo da viabilidade econômica das rotas logísticas, considerando a possível expansão da infraestrutura existente dos dois países, por meio da qual estima-se uma viabilidade de movimentação de dois milhões de metros cúbicos por dia no curto prazo, aumentando nos próximos três anos para dez milhões, até atingir 30 milhões em 2030. O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, destacou a importância da concretização do ato. “Essa é uma importante entrega do programa Gás Para Empregar, que criamos com o objetivo de aumentar a oferta de gás natural e promover a reindustrialização do país. Ao concretizar a importação do gás de Vaca Muerta, estamos fortalecendo o desenvolvimento das indústrias de fertilizantes, vidro, cerâmica, petroquímicos e tantas outras que trazem desenvolvimento econômico ao Brasil. Teremos mais gás, e junto com ele mais emprego, renda e riqueza para brasileiras e brasileiros”, afirmou. Infraestrutura para o gás O documento indica que o grupo deve buscar o uso da infraestrutura já existente nos dois países, permitindo a exportação do gás argentino no menor tempo e com o menor custo possível. Para isso, o grupo formado deverá identificar meios para viabilizar o projeto e a construção de infraestruturas necessárias para interconectar os gasodutos existentes de cada país. Na agenda de trabalho dos estudos, estão elencadas prioridades como infraestrutura, transporte e interconexão entre os países e tipos de operações. O memorando tem validade de 18 meses, prorrogáveis. Ao final desse período, será apresentado relatório das atividades. “Hoje estabelecemos um protocolo com o ministro da Economia argentino, o que demonstra que estamos empenhados em construir política de Estado e não de governo para poder dar mais um passo fundamental no programa Gás Para Empregar que visa ampliar a competitividade nacional. Sabemos da importância do gás para reindustrializar o Brasil. A indústria química do Brasil tem hoje 30% de ociosidade porque não tem competitividade na aquisição do gás. O gás no Brasil só vamos diminuir o preço quando aumentarmos a oferta”, disse o ministro em coletiva de imprensa. O post Movimentação de 30 milhões de metros cúbicos de gás argentino ao Brasil é firmada no G20 apareceu primeiro em Canal Rural.
Escalas de abate evoluem, mas preços do boi gordo não reduzem

Foto: Pixabay O mercado físico do boi gordo voltou a apresentar preços em alta nesta segunda-feira (18), com negócios saindo acima da referência média em vários estados. De acordo com a consultoria Safras & Mercado, as escalas de abate apresentam tímida evolução, ainda posicionadas entre quatro e seis dias úteis na média nacional. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! “O fato é que os frigoríficos exportadores seguem com grande apetite dentro do mercado, mantendo um comportamento agressivo na compra de gado. Como se sabe, a movimentação cambial, somada a recente elevação dos preços em dólar pagos pelas carnes no mercado internacional, torna a conta das exportações altamente vantajosa”, disse o analista da empresa Fernando Henrique Iglesias. Preços da arroba de boi gordo São Paulo: R$ 345,92 Goiás: R$ 339,64 Minas Gerais: R$ 333,53 Mato Grosso do Sul: R$ 326,48 Mato Grosso: R$ 330,20 Mercado atacadista Foto: Freepik O mercado atacadista volta a apresentar elevação de seus preços no início da semana, e oambiente de negócios ainda sugere pela continuidade deste movimento no curto prazo. O quarto traseiro foi precificado a R$ 26,00 por quilo, alta de R$ 0,50. Quarto dianteiro ainda écotado a R$ 19,50 por quilo. A ponta de agulha segue no patamar de R$ 19,00 por quilo. Câmbio O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 0,67%, sendo negociado a R$ 5,7484 para venda e a R$ 5,7464 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,7357 e a máxima de R$ 5,7996. O post Escalas de abate evoluem, mas preços do boi gordo não reduzem apareceu primeiro em Canal Rural.
Confira como ficaram as cotações da soja e o mercado do grão

Foto: família Fukuda O mercado brasileiro de soja teve uma segunda-feira (18) tranquila, com preços voláteis devido à oscilação de Chicago. Segundo a Safras & Mercado, o dólar recuou em relação ao real e os preços domésticos ficaram mistos, com pouco movimento de negócios. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! Preços por região Passo Fundo (RS): R$ 134,00 Missões (RS): R$ 133,00 Porto de Rio Grande (RS): R$ 143,00 Cascavel (PR): R$ 137,00 Porto de Paranaguá (PR): R$ 143,00 Rondonópolis (MT): R$ 153,00 Dourados (MS): R$ 139,00 para R$ 140,00 Rio Verde (GO): R$ 135,00 para R$ 134,00 Mercado em Chicago Os contratos futuros da soja na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam em alta, impulsionados pela recuperação do petróleo e pela boa demanda dos Estados Unidos. A escalada do conflito entre Rússia e Ucrânia causou uma alta superior a 4% no petróleo, o que favoreceu também o aumento dos preços das commodities, incluindo o trigo e a soja. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) anunciou a venda de 261 mil toneladas de soja para o México, 135 mil toneladas de farelo para as Filipinas e 30 mil toneladas de óleo para a Índia, com exportadores privados liderando as transações. Em outubro, o esmagamento de soja nos EUA atingiu um recorde histórico de 199,959 milhões de bushels, superando a expectativa do mercado e o número registrado no mês anterior. Contratos futuros da soja Os contratos de soja com entrega em janeiro subiram 11,25 centavos, ou 1,12%, fechando a US$ 10,09 3/4 por bushel. Já a posição de março teve um aumento de 10,25 centavos, ou 1,01%, fechando a US$ 10,19 por bushel. Nos subprodutos, o farelo teve uma alta de US$ 0,70, fechando a US$ 290,30 por tonelada, enquanto o óleo subiu 0,17 centavos, fechando a 45,52 centavos de dólar por libra-peso. Câmbio O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 0,67%, sendo negociado a R$ 5,7484 para venda e R$ 5,7464 para compra. Durante o dia, a moeda oscilou entre a mínima de R$ 5,7357 e a máxima de R$ 5,7996. O mercado segue com certa volatilidade, mas as expectativas para os próximos dias permanecem em atenção, com a oferta e demanda internacionais ainda influenciando os preços da soja no Brasil. O post Confira como ficaram as cotações da soja e o mercado do grão apareceu primeiro em Canal Rural.
Café: leilão de grãos do Cerrado mineiro vende saca a R$ 115 mil

Foto: CNA A saca de 60 kg de café do produtor Enivaldo Marinho Pereira, da Fazenda Cruzeiro/Cachoeira, em Carmo do Paranaíba (MG), foi vendida, na quarta-feira passada (13), por R$ 115 mil, valor recorde do Leilão Café Solidário, com o vencedor do 12º Prêmio Região do Cerrado Mineiro (RCM), promovido pela Federação dos Cafeicultores do Cerrado com apoio do Sebrae Minas, em Uberlândia (MG). Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! O produto foi adquirido pelo consórcio formado pelo Sebrae, Carpec e Louis Dreyfus. Para efeito de comparação, o Indicador do café arábica, à vista, para exportação, calculado pela Esalq, fechou naquele dia em R$ 1.698,83 a saca. O segundo maior lance foi para o café campeão da categoria Fermentação Induzida, produzido na fazenda São Lourenço, em Patrocínio, do cafeicultor Haroldo Barcelos Veloso, adquirido por R$ 100 mil. O leilão arrecadou um total de R$ 557 mil. “O resultado do leilão do Prêmio Cerrado Mineiro é fruto da solidariedade da nossa região e da competência dos cafeicultores que não medem esforços para elevar a qualidade. Estamos muito felizes pois 50% dos recursos arrecadados irão para projetos sociais em nossa região”, destacou em nota Juliano Tarabal, diretor executivo da Federação dos Cafeicultores do Cerrado. A premiação revelou os melhores cafés da safra em uma disputa acirrada, com pontuações mínimas de 80 pontos para serem classificados como cafés especiais. Este ano, o prêmio registrou recorde de amostras inscritas, totalizando 547, uma conquista que evidencia o crescente interesse dos cafeicultores pela excelência. A seleção dos finalistas envolveu um painel internacional de juízes que escolheram 60 amostras nas categorias Café Natural, Cereja Descascado e Fermentação Induzida. O Prêmio RCM é um reconhecimento aos produtores que se destacam pela alta qualidade, rastreabilidade e compromisso socioambiental na produção de café, fortalecendo a marca da Região do Cerrado Mineiro, que há mais de cinco décadas produz cafés com qualidade reconhecida e é a primeira Denominação de Origem (DO) para café no Brasil. Atualmente, 4.500 produtores da RCM ocupam 250 mil hectares em 55 municípios de Minas Gerais, responsáveis por 25,4% da produção do estado e 12,7% da produção nacional. Confira os vencedores: Categoria Cereja Descascado1º lugar: Flávio Márcio Ferreira da Silva (Carpec) – 90,13 pontos2º lugar: Guimarães Agropecuária (Expocacer) – 89,35 pontos3º lugar: Eduardo Pinheiro Campos Filho (Expocacer) – 88,48 pontos Categoria Fermentação Induzida1º lugar: Haroldo Barcelos Veloso (Carmocer) – 90,13 pontos2º lugar: Beatriz Aparecida de Souza Guimarães (Expocacer) – 89,70 pontos3º lugar: M&F Coffee (Carmocer) – 89,45 pontos Categoria Natural1º lugar: M&F Coffee (Carmocer) – 90,58 pontos2º lugar: Carla Poliana da Silva Oliveira (Carmocer) – 90,15 pontos3º lugar: Enivaldo Marinho Pereira (Carmocer) – 88,16 pontos O evento também premiou as mulheres que contribuem para a inovação e qualidade no setor cafeeiro com o Troféu Mulher de Atitude. As três melhores produtoras de 2024 foram Carla Poliana da Silva Oliveira, destacando-se nas categorias Cereja Descascado e Café Natural e Beatriz Aparecida de Souza Guimarães, na categoria Fermentação Induzida. O post Café: leilão de grãos do Cerrado mineiro vende saca a R$ 115 mil apareceu primeiro em Canal Rural.