Funcafé: banco cooperativo e instituições financeiras terão acesso a R$ 1,136 bi

Foto: Ministério da Agricultura Foi publicado nesta segunda-feira (18), no Diário Oficial da União (DOU), edital de credenciamento nº1/2024 – Uasg 130137, que trata da contratação de instituições financeiras do Sistema Nacional de Crédito Rural para atuar como agentes financeiros do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé). Em resumo, o edital garante o direcionamento de cerca de R$ 1,136 bilhão para as cooperativas de crédito que serão beneficiadas por meio da Cooperativa Central de Crédito – Central Crediminas, de bancos cooperativos e demais instituições financeiras autorizadas a operar crédito rural, atendendo diretamente as necessidades dos pequenos produtores de café. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! Os interessados terão, a partir da próxima sexta-feira (22) até o dia 28 de novembro, para enviar as propostas de contratação dos recursos. Demais informações podem ser obtidas por meio do email: funcafe-contratos@agro.gov.br A medida é uma iniciativa de representantes do setor cafeeiro, liderados pelo Conselho Nacional do Café (CNC) e pela Comissão Nacional do Café da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). O presidente do CNC, Silas Brasileiro, disse em nota que a redistribuição foi uma conquista importante para as cooperativas singulares. “A gestão eficaz do CNC, da CNA e o apoio de todos os membros do Comitê Técnico do CDPC, foi fundamental para a aprovação dessa medida, garantindo que os recursos do Funcafé sejam distribuídos de forma justa e eficiente, beneficiando especialmente os pequenos produtores e fortalecendo a sustentabilidade da cafeicultura. A atuação proativa das entidades do setor demonstra o compromisso em defender os interesses dos produtores de café e promover o desenvolvimento sustentável da atividade no Brasil.” O post Funcafé: banco cooperativo e instituições financeiras terão acesso a R$ 1,136 bi apareceu primeiro em Canal Rural.

Chuvas devem beneficiar o plantio da soja? Saiba como fica o tempo no país

Foto: Pixabay A previsão do tempo para as principais regiões produtoras de soja no Brasil aponta o retorno da umidade ao solo devido às chuvas, com boas notícias para a safra 2024/25. As condições climáticas favoráveis devem contribuir para o bom desenvolvimento das lavouras. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! O clima no Centro-Oeste Na região Centro-Oeste, especialmente em Mato Grosso e Goiás, a boa reserva hídrica e os índices adequados de umidade do solo têm favorecido as lavouras de soja. No entanto, a porção sul de Mato Grosso do Sul ainda necessita de mais chuvas para garantir o desenvolvimento ideal da cultura. Além disso, as áreas centrais do Rio Grande do Sul também apresentam a necessidade de precipitações para otimizar o desempenho das lavouras. Nos próximos dias, a previsão é de intensificação das chuvas, especialmente no Rio Grande do Sul, Paraná e Mato Grosso do Sul. Os acumulados podem ultrapassar os 80 mm, o que contribuirá para manter a umidade no solo e favorecer o bom crescimento da soja nessas regiões. Minas Gerais e Matopiba: condições favoráveis à soja Minas Gerais e as áreas centrais do Matopiba apresentam um quadro mais favorável, com o aumento da umidade no solo beneficiando a implantação da safra 2024. As chuvas devem continuar de forma constante na região, com bpms volumes em boa parte de Minas Gerais, além de Mato Grosso e Goiás, o que traz uma perspectiva positiva para os produtores. Como fica o tempo no Pará? No Pará, as previsões indicam chuvas mais intensas nos próximos 5 dias, especialmente no sul do estado, com acumulados entre 30 e 40 mm. Já na próxima semana, a chuva deve atingir o norte do estado, incluindo áreas como Santarém e Paragominas, com volumes que podem variar de 50 a 80 mm. Esses volumes de precipitação são benéficos para o desenvolvimento das lavouras de soja na região. Sul e Sudeste Nas regiões Sul e Sudeste, as condições de tempo mais firme devem prevalecer, especialmente em São Paulo, no centro-sul de Minas Gerais e em Mato Grosso do Sul. Esse período de estabilização climática será importante para a realização de tratamentos fitossanitários, essenciais para o controle de pragas e doenças, o que garante a saúde das lavouras de soja. O post Chuvas devem beneficiar o plantio da soja? Saiba como fica o tempo no país apareceu primeiro em Canal Rural.

Frente fria passageira trará chuva superior a 100 mm na semana; veja quando e onde

Foto: Pixabay A semana será marcada por grandes volumes de chuva entre as regiões central, sudeste e norte, prevê o informativo do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), divulgado nesta segunda-feira (18). Algumas localidades do Amazonas, sul de Mato Grosso, Goiás, norte de Mato Grosso do Sul e áreas de Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo (tons vermelho e rosa no mapa abaixo) devem ser marcadas por precipitações que ultrapassam os 100 mm até o dia 25 de novembro. Previsão de chuva para as 5 regiões Foto: Inmet/ Reprodução Sul A semana começará com a atuação de uma frente fria que avançará rapidamente para o oceano. As áreas de instabilidade favorecerão chuvas em grande parte da região, com acumulados acima de 50 mm no norte do Rio Grande do Sul, leste de Santa Catarina e litoral do Paraná. Contudo, a partir do dia 23 de novembro, o tempo ficará firme em grande parte do territporio gaúcho, enquanto no catarinense e paranaense, essa condição de estabilidade está prevista apenas para o dia 24 de novembro. Centro-Oeste e Sudeste As instabilidades devem persistir em boa parte do Centro-Oeste e Sudeste, proporcionando chuvas localmente significativas em Mato Grosso, Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo, com acumulados previstos acima de 40 mm e em torno de 100 mm em algumas localidades (tons de vermelho). Em São Paulo, os acumulados poderão superar 20 mm em grande parte do estado, exceto em localidades da parte central do estado, onde são esperados volumes menores nos próximos dias. “Ressalta-se que, no início da semana, a frente fria que vem do Sul do país, avançará rapidamente em direção ao oceano, alinhando um canal de umidade sobre as regiões Sul e Sudeste a partir do dia 22 de novembro, o que provocará chuvas mais expressivas na faixa central do país”, diz o informativo do Inmet. Norte Na Região Norte, áreas de instabilidade associadas ao calor e à alta umidade provocarão pancadas de chuva ao longo da semana, com acumulados acima de 50 mm (tons de amarelo a laranja) no centro-oeste do Amazonas, Acre, Rondônia e sul do Tocantins, podendo superar 100 mm em alguns locais (tons de vermelho a rosa). Já nas demais áreas da região, as chuvas serão isoladas, variando entre 30 mm e 50 mm. No entanto, no norte do Pará, Amapá e grande parte de Roraima, os acumulados poderão ficar abaixo de 20 mm. Nordeste A previsão indica tempo quente e seco em grande parte do centro-leste da Região Nordeste. Entretanto, há tendência de aumento da nebulosidade com pancadas de chuva a partir do dia 24, especialmente no centro-sul da Bahia, onde os acumulados podem superar 50 mm. Em algumas áreas do sul do Piauí e do Maranhão, há condições para chuvas isoladas ao longo da semana. Temperaturas mínimas e máximas De acordo com o informativo do Inmet, os principais destaques em termos de temperaturas máximas e mínimas são os seguintes: Norte e Nordeste: temperaturas máximas previstas entre 30°C e 36°C, podendo superar 38°C em algumas localidades ao longo da semana. Centro-Oeste: termômetros devem variar entre 24°C e 32°C. Sudeste: máximas previstas entre 16°C e 30°C. Sul: início da semana com máximas entre 14°C e 28°C, aumentando ao longo dos dias e podendo atingir 30°C. O post Frente fria passageira trará chuva superior a 100 mm na semana; veja quando e onde apareceu primeiro em Canal Rural.

Feicorte 2024 retorna após 10 anos com foco em inovação e negócios no setor pecuário

Foto: Feicorte/divulgação A Feicorte 2024, maior feira indoor da cadeia produtiva da carne na América Latina, volta ao calendário do agronegócio após uma década. De 19 a 23 de novembro, o evento acontece no Parque de Exposições Jacob Tosello, em Presidente Prudente, São Paulo, região que detém o maior rebanho bovino do estado, com 1,6 milhão de cabeças. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! A cerimônia de abertura está marcada para esta terça-feira (19), às 15h, com participação do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas. Durante a solenidade, serão anunciados o lançamento do Sistema de Identificação Individual e Rastreabilidade de Bovinos e Bubalinos (Sirbov-SP) e a entrega de 502 títulos de regularização fundiária pela Fundação Itesp, beneficiando pequenos, médios e grandes produtores rurais. Programação da Feicorte Com mais de 45 palestrantes e 40 horas de conteúdo, a Feicorte 2024 traz uma programação ampla, que inclui leilões, julgamentos de mais de 500 animais de dez raças bovinas e exposições de empresas do setor. Entre as atividades estão degustação e harmonização de produtos artesanais paulistas, demonstração de integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF), desfile de touros e o “Beef Hour”, espaço voltado para networking. As raças confirmadas no evento são angus, brahman, brangus, caracu, guzerá, nelore, santa gertrudes, senepol, sindi e wagyu. Segundo Alex Arikawa Miyasaki, responsável pela captação de expositores e leilões, o evento é uma referência no melhoramento genético e um ambiente que fomenta oportunidades de negócios. Carla Tuccilio, CEO da Verum e organizadora do evento, destacou que a Feicorte é uma plataforma para promover conhecimento, tecnologia e sustentabilidade no setor. “A feira consolida o Brasil como líder na produção e exportação de proteína animal, integrando os principais atores do setor em um único espaço”, afirmou. Serviço Feicorte – Feira Internacional da Cadeia Produtiva da Carne Data: 19 a 23 de novembro de 2024 Local: Recinto de Exposições Jacob Tosello, em Presidente Prudente (SP) Mais informações: www.feicortesp.com O post Feicorte 2024 retorna após 10 anos com foco em inovação e negócios no setor pecuário apareceu primeiro em Canal Rural.

Mercados em alerta: pacote fiscal e cenários globais na pauta da semana; ouça análise

Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado do Brasil e do mundo, com a análise de economistas. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! No morning call de hoje, o economista do PicPay Igor Cadilhac analisa o fortalecimento do dólar e as declarações do Fed, que reduziram as chances de corte de juros em dezembro. No Brasil, o mercado segue atento ao pacote fiscal, enquanto o volume de serviços surpreendeu positivamente, reforçando a atividade econômica no trimestre. O post Mercados em alerta: pacote fiscal e cenários globais na pauta da semana; ouça análise apareceu primeiro em Canal Rural.

Previsão do tempo: frente fria e pancadas de chuva marcam início da semana no Brasil

Foto: Pixabay Saiba como ficam as condições do tempo e onde há chance de chuva em cada região do país nesta segunda-feira (18), de acordo com a análise dos meteorologistas da Climatempo. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! Sul Uma frente fria avança pela região e ajuda a estimular mais umidade para o centro-norte, litoral e leste do Rio Grande do Sul. Apesar das aberturas de sol pela manhã, volta a chover com força no decorrer do dia em Porto Alegre. Santa Catarina e Paraná devem registrar sol e chuva. As pancadas podem acontecer com intensidade variando de moderada a forte, de forma mal-distribuída. Sudeste A semana começa com características típicas de primavera-verão. A segunda-feira será de sol em São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo e na maior parte de Minas Gerais. As temperaturas em elevação e a circulação de ventos favorecem a ocorrência de pancadas de chuva entre a tarde e a noite em toda a eegião, inclusive nas capitais. Centro-Oeste O tempo fica instável neste começo de semana em Mato Grosso, área central de Goiás e centro-oeste e noroeste de Mato Grosso do Sul. Com muitas nuvens no céu, há condição para chuva potencialmente forte a qualquer hora. No Distrito Federal e nas demais áreas da região, o sol aparece e pode chover com moderada a forte intensidade à tarde. Nordeste Algumas áreas do interior da região terão tempo firme. O ar fica mais seco no sul do Ceará e no interior da Paraíba e de Pernambuco. Pode haver pancadas de chuva com intensidade de moderada a forte no litoral do Maranhão, oeste e sul da Bahia e litoral de Alagoas. Chove de forma mais passageira no litoral do Ceará e do Rio Grande do Norte. Norte O tempo fica abafado e há condições para chuva forte em todas as capitais da região. O predomínio é de muitas nuvens e chuva persistente no Acre, Roraima e área central do Amazonas. Há sol e pancadas de chuva a qualquer momento no Tocantins, litoral do Pará, Amapá e Roraima. O post Previsão do tempo: frente fria e pancadas de chuva marcam início da semana no Brasil apareceu primeiro em Canal Rural.

G20 Brasil: Acordo entre UE e Mercosul marcou reunião entre Lula e presidente da Comissão Europeia

Foto: Camex O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu neste domingo (17), no Forte de Copacabana, no Rio de Janeiro, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen. Segundo o Planalto, o tema da reunião foi o acordo entre a União Europeia e o Mercosul, mas não deu detalhes. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! Mais cedo, Leyen disse por uma rede social que estava no Brasil “para aprofundar nossas parcerias globais e criar novas. Isso importa mais do que nunca”, destacou na postagem. Além de Lula, participaram da reunião o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, o assessor especial da Presidência da República, Celso Amorim, e o secretário executivo do Ministério do Desenvolvimento e Indústria, Márcio Elias Rosa. O presidente Lula ainda tem mais seis reuniões bilaterais agendadas para este domingo com os presidentes de Angola, Turquia, Egito, França e Bolívia, além do primeiro-ministro do Vietnã. O post G20 Brasil: Acordo entre UE e Mercosul marcou reunião entre Lula e presidente da Comissão Europeia apareceu primeiro em Canal Rural.

Mercado da soja: o que prevaleceu na semana e as perspectivas

Foto: Canal Rural Mato Grosso O mercado da soja viu uma reação pontual após a divulgação do relatório de novembro do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que apresentou números de produção e estoques abaixo do esperado. Segundo a Safras & Mercado, os fundamentos baixistas prevaleceram ao longo da semana, com a ampla oferta norte-americana, o bom desenvolvimento das lavouras no Brasil e os temores de uma demanda menor por óleo pressionando as cotações. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! Relatório do USDA O relatório do USDA, divulgado no dia 8 de novembro, apontou uma produção de soja para a safra 2024/25 nos Estados Unidos de 4,461 bilhões de bushels (121,4 milhões de toneladas), abaixo das expectativas do mercado, que aguardava 4,553 bilhões de bushels (123,9 milhões de toneladas). Esse número gerou uma reação inicial positiva, mas os preços não mantiveram o movimento de alta. A produtividade foi revista para 51,7 bushels por acre, também abaixo da projeção anterior de 53,1 bushels. Os estoques finais de soja nos EUA para a temporada 2024/25 foram estimados em 470 milhões de bushels (12,8 milhões de toneladas), um recuo em relação ao esperado pelo mercado, que apontava para 535 milhões de bushels (14,56 milhões de toneladas). Apesar dessa redução nos estoques, a previsão de exportações foi ajustada para baixo, de 1,850 bilhão para 1,825 bilhão de bushels, o que indicou uma perspectiva de demanda menos robusta no médio prazo. Além disso, o mercado acompanha com atenção os desdobramentos sobre o biodiesel nos EUA. Há crescente preocupação de que o governo Trump não implemente políticas de apoio à produção de biodiesel, o que tem levado o mercado a precificar uma demanda menor por óleo de soja. Brasil, Argentina e China No Brasil, a semana foi marcada por poucos negócios e as cotações sentiram o impacto das perdas em Chicago. O câmbio, no entanto, ajudou a compensar parcialmente a pressão externa, com o dólar mantendo-se na faixa dos R$ 5,80. A produção de soja no Brasil foi mantida pelo USDA em 153 milhões de toneladas para a safra 2023/24 e em 169 milhões de toneladas para a temporada 2024/25. Para a Argentina, as estimativas também permaneceram estáveis, com uma leve revisão para cima na safra 2023/24, que agora é projetada em 48,21 milhões de toneladas. Já as importações chinesas de soja para a temporada 2023/24 foram mantidas em 112 milhões de toneladas, com a previsão para 2024/25 em 109 milhões de toneladas. O post Mercado da soja: o que prevaleceu na semana e as perspectivas apareceu primeiro em Canal Rural.

Pecuária pode avançar na reciclagem de resíduos da agricultura, diz diretora da JBS

Foto: JBS/divulgação Bem posicionada na produção em sistemas tropicais, a pecuária no Brasil também tem desempenhado um papel além, ao aliar qualidade e sustentabilidade: a reciclagem de certos resíduos que a agricultura, afirmou Liège Correia, diretora de Sustentabilidade da JBS Brasil, na COP29. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! O painel ‘Produção Pecuária Sustentável no Cone Sul Americano’, realizado neste sábado (16) em Baku, debateu ações perenes para o desenvolvimento do campo, assim como na qualidade dos produtos e serviços oferecidos ao consumidor final. Como exemplo dessa contribuição da pecuária, Correia mencionou a produção de etanol de milho, em que o boi tem a capacidade de absorver coprodutos desse processo, com o DDG. Por isso, afirmou a diretora da JBS, torna-se cada vez mais fundamental debater o papel biológico do animal dentro dos sistemas alimentares. Participaram também do painel Bruno Brasil, diretor de Produção Sustentável e Irrigação do Ministério da Agricultura e Pecuária; Silvia Massruhá, presidente da Embrapa; Muhammad Ibrahim, diretor de Cooperação Técnica do Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA); Diego Gauna, coordenador da plataforma Gado Sustentável do IICA; Elly Navajas, coordenadora do grupo técnico de Pecuária Sustentável do Programa Cooperativo para o Desenvolvimento Tecnológico Agroalimentar e Agroindustrial do Cono Sul (Procisur); e Hsin Huang, presidente da Agenda Global para a Pecuária Sustentável (GASL) organizada pela FAO. Para Liège Correia, o setor privado tem avançado nos últimos anos ao perceber o enorme potencial do Brasil na recuperação de pastagens. “Se levarmos em consideração as áreas degradadas que o país pode recuperar para a produção de alimentos, o que também inclui grãos, o potencial do Brasil é gigantesco”, disse. Segundo ela, para elevar o nível de eficiência no campo, é necessário levar o produtor rural para o centro das discussões. “Muitas vezes a gente acaba falando em nome deles, mas não temos o componente do produtor que vai implementar isso com ciência. Por isso, é preciso integrá-los no dia a dia”, disse. Em relação ao trabalho desenvolvido pelas indústrias brasileiras do setor para equilibrar os padrões de qualidade e a consistência na entrega de produtos com a adoção de práticas sustentáveis, a diretora defendeu que é fundamental que os dois pontos sejam combinados. “Temos trabalhado incansavelmente para entregar o que o consumidor espera, que é a máxima qualidade dos produtos. Tudo isso com a sustentabilidade necessária para que possamos alcançar as metas climáticas definidas”, afirmou. Correia também destacou que, além de estimular a ciência, é preciso que as informações sobre a importância da produção tropical cheguem para todos. Segundo ela, o Brasil tem a capacidade de fazer na mesma área até três safras por ano. Por exemplo, um mesmo produtor pode plantar o milho e a soja, depois plantar batata e capim, e o boi fazer o papel de colher o pasto plantado como agricultura, que é como as pastagens devem ser consideradas. A cobertura do Canal Rural na COP29 tem o apoio de Sistema OCB, Portos do Paraná, Itaipu Binacional, ApexBrasil, Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e Governo Federal. O post Pecuária pode avançar na reciclagem de resíduos da agricultura, diz diretora da JBS apareceu primeiro em Canal Rural.

Brasil vai assinar com Argentina acordo para importação de gás de Vaca Muerta

Foto: Petrobras O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, e o ministro da Economia da Argentina, Luis Toto Caputo, assinam nesta segunda-feira (18) acordo para a importação de gás natural de Vaca Muerta, campo localizado entre as províncias de Neuquén e Rio Negro. A expectativa é de que, com a compra de gás argentino, o preço do insumo caia no mercado brasileiro. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! De acordo com o Ministério de Minas e Energia, o gás de Vaca Muerta custa US$ 2 por milhão de BTU e deve chegar ao Brasil ao custo de US$ 7 a US$ 8 o milhão de BTU, abaixo do preço médio de cerca de US$ 11/US$ 12 por milhão de BTU praticado no Brasil. O custo porém dependerá da rota escolhida, entre as cinco disponíveis, o que ainda não foi definido, sendo que pelo Gasoduto Bolívia-Brasil a expectativa é de que o Brasil possa importar 2 milhões de metros cúbicos diários (m3/d), com a inversão do gasoduto que leva gás da Bolívia para a Argentina. Outras possibilidades seriam via Paraguai, construindo uma gasoduto novo pelo Chaco Paraguaio; ligando a Argentina direto em Uruguaiana, no Rio Grande do Sul; ligando com o Rio Grande do Sul pelo Uruguai; ou convertendo o gás de Vaca Muerta em Gás Natural Liquefeito (GNL), o que encarece o produto. A expectativa do ministro Alexandre Silveira é de que inicialmente o Brasil importe 2 milhões de m3/d; 10 milhões de m3/d nos próximos três anos; e atingir 30 milhões de m3/d até 2030, mesmo volume que a Bolívia exporta para o Brasil, mas que foi sendo reduzido devido ao esgotamento da produção boliviana. O post Brasil vai assinar com Argentina acordo para importação de gás de Vaca Muerta apareceu primeiro em Canal Rural.