Veja as cotações do boi gordo no último dia útil de novembro

Foto: Gilson Abreu/AEN O mercado físico do boi gordo teve um dia travado de negócios depois de dois dias muito agitados na B3. De acordo com a consultoria Safras & Mercado, muitas indústrias passaram a se ausentar da compra de gado. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! “Alguns frigoríficos já começam a testar preço em patamares mais baixos, da mesma maneira que algum avanço da oferta já é evidenciado, mesmo que de maneira pontual. O fator psicológico tem sido variável determinante para justificar esse comportamento, com dois dias atípicos dentro do mercado”, diz o analista da empresa Fernando Henrique Iglesias. Segundo ele, é necessária atenção à entrada de confinados prevista para a primeira quinzena de dezembro, o que pode influenciar no comportamento dos preços. Preços médios do boi gordo São Paulo: R$ 353,75 Goiás: R$ 352,14 Minas Gerais: R$ 333,82 Mato Grosso do Sul: R$ 341,70 Mato Grosso: R$ 331,01 Mercado atacadista O mercado atacadista apresenta preços acomodados. Segundo Iglesias, há dificuldade em novas altas mesmo em um período de demanda altamente aquecida. “A carne bovina perdeu muita competitividade em relação às proteínas concorrentes, em especial se comparado com a carne de frango, que segue como principal alternativa neste momento”. O quarto dianteiro permanece precificado a R$ 20,50 por quilo. O quarto traseiro ainda é precificado a R$ 26,50 por quilo. A ponta de agulha permanece no patamar de R$ 19,50 por quilo. Câmbio O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,19%, sendo negociado a R$ 6,0019 para venda e a R$ 5,9999 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,9557 e a máxima de R$ 6,1153. Na semana e no mês, a moeda teve valorização de 3,26% e 3,82%, respectivamente. O post Veja as cotações do boi gordo no último dia útil de novembro apareceu primeiro em Canal Rural.

Boicote ao Carrefour acabou? Entenda as consequências do pedido de desculpas do CEO francês

Nesta terça-feira (26), o CEO do Carrefour, Alexandre Bompard, enviou uma carta de desculpas ao ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, na qual citou a “qualidade e respeito às normas” da carne brasileira e alegou “confusão”. O documento cessou o imbróglio crescente entre a rede brasileira e o setor produtivo do país. Na semana passada, Bompard disse que a rede do Carrefour deixaria de comercializar carnes oriundas do Mercosul. A fala gerou um boicote por parte do setor produtivo brasileiro contra a companhia francesa. Desde sexta-feira (22), grandes frigoríficos vinham anunciando a suspensão da venda de carnes para o Carrefour no Brasil. Leia Mais Atacadão, do grupo Carrefour, diz que entrega de carne será retomada Caso Carrefour: associações repercutem pedido de desculpas de CEO; veja CEO do Carrefour cita “qualidade” da carne brasileira e “confusão” na comunicação ao pedir desculpas Na carta enviada à Agricultura nesta terça, o executivo reconheceu a qualidade do produto brasileiro e se retratou sobre uma possível “confusão” desencadeada na última semana. “Se a comunicação do Carrefour França gerou confusão e pode ter sido interpretada como questionamento de nossa parceria com a agricultura brasileira e como uma crítica a ela, pedimos desculpas”, diz trecho da carta. Após o comunicado do CEO global da rede de varejo, o Carrefour Brasil afirmou que o planejamento de entregas de produtos de carne bovina a suas lojas foi retomado e prevê normalização do abastecimento nos próximos dias. Além disto, associações ligadas ao agronegócio brasileiro têm repercutido positivamente a retratação de Bompard. “O cronograma de entregas de produtos de carnes bovinas foi retomado e a companhia espera a normalização do reabastecimento de tais produtos no decorrer dos próximos dias”, afirmou a maior rede supermercadista do Brasil em fato relevante. Frigoríficos interrompem fornecimento de carne ao Carrefour Brasil | LIVE CNN   Ministro Fávaro dá assunto por “superado” O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, afirmou em entrevista a jornalistas nesta terça-feira que o CEO do Carrefour, Alexandre Bompard, se corrigiu “em tempo” e que episódio envolvendo o supermercado e as carnes brasileiras “foi superado”. “Episódio superado […] Foi uma atitude intempestiva do CEO do Carrefour e que foi corrigido em tempo e agora é vida que segue”, disse antes de evento em São Paulo. Segundo Fávaro, Bompard se retratou no que era mais importante: reconhecer a qualidade e respeito às normas da produção de carnes brasileiras. Entidades do agro repercutem carta As associações ligadas ao setor do agronegócio têm recebido com bons olhos a retratação do CEO do Carrefour. O presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin, disse à CNN que a situação com o Carrefour está apaziguada após o CEO global da rede francesa escrever uma carta se retratando ao agronegócio brasileiro. “Claro que houve uma agressão, uma agressão gratuita contra a imagem do Brasil. Essa foi uma fala infeliz e que é baseada em um protecionismo arcaico e retrógrado dos produtores franceses”, disse. A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec) afirma que a declaração é positiva e confirma a qualidade do produto agrícola brasileiro. “A agroindústria no Brasil recebe com satisfação o pedido de desculpas e o reconhecimento da excelência do produto e do produtor brasileiro por parte do CEO Global do Carrefour. Esperamos que, com isso, as operações da rede francesa sejam restabelecidas”, diz em nota. Noruega anuncia que irá começar a exportar salmão para o Brasil Este conteúdo foi originalmente publicado em Boicote ao Carrefour acabou? Entenda as consequências do pedido de desculpas do CEO francês no site CNN Brasil.

Crise entre produtores de carne e varejista francês ganha contornos diplomáticos

A tensão entre os produtores de carne brasileiros e o Carrefour, gigante varejista francês, atingiu um novo patamar no fim de semana, adquirindo dimensões diplomáticas e políticas. O estopim da crise foi uma declaração do CEO do grupo, Alexandre Bompard, anunciando a interrupção da compra de proteína animal dos países do Mercosul para apoiar agricultores franceses. Em resposta, os dois maiores frigoríficos do Brasil suspenderam as vendas de carne para o Carrefour no país. Além disso, 44 entidades do setor emitiram uma nota conjunta repudiando a fala de Bompard, especialmente um trecho que questionava os padrões de qualidade da produção latino-americana. Impacto econômico e reação do Carrefour Brasil O mercado europeu representa pouco mais de 3% das vendas da agropecuária brasileira, e o setor indica que o impacto do boicote será mais significativo para o Carrefour do que para os produtores nacionais. A operação brasileira da varejista é responsável por mais de 20% do faturamento global da rede de supermercados. O Carrefour Brasil, uma joint venture entre o grupo francês e investidores locais, tenta se desvincular da crise. Inicialmente, a empresa afirmou que a interrupção valeria apenas para o mercado europeu. Após o anúncio de boicote dos frigoríficos brasileiros, a companhia declarou que está buscando alternativas para garantir o abastecimento das lojas da rede. Repercussões políticas e diplomáticas A crise ganhou contornos políticos, com integrantes da Frente Parlamentar da Agropecuária estudando um projeto de lei de reciprocidade econômica que limitaria a assinatura de novos acordos comerciais com a França. No âmbito diplomático, o governo francês contatou o Palácio do Planalto, informando que o Carrefour fará uma retratação pública sobre o anúncio de interromper as compras de carne do Mercosul. A diplomacia francesa também buscou o Ministério da Agricultura brasileiro para tentar mitigar os impactos da decisão do Carrefour. Enquanto isso, o Itamaraty se prepara para receber os principais negociadores do bloco europeu, que buscam finalizar o acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia antes do fim do ano. As negociações ganharam impulso nas últimas semanas, especialmente após a vitória de Donald Trump nas primárias republicanas, com seu discurso de ampliação das taxas alfandegárias como política de fomento ao mercado de trabalho americano. Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais. Este conteúdo foi originalmente publicado em Crise entre produtores de carne e varejista francês ganha contornos diplomáticos no site CNN Brasil.

Carrefour da França X carne do Mercosul: entenda briga que começou com fala de CEO

O CEO do Carrefour na França, Alexandre Bompard, pegou todos de surpresa na quarta-feira (20) quando anunciou que a rede vai deixar de comercializar carnes produzidas no Mercosul. “Em toda a França, ouvimos a consternação e a indignação dos agricultores face ao projeto de acordo de livre-comércio entre a União Europeia (UE) e o Mercosul; e consideramos o risco de repercussões negativas no mercado francês de comercializar um produto que não cumpra os requisitos e normas europeus”, escreveu Bompard em carta ao presidente da Federação Nacional dos Sindicatos dos Operadores Agrícolas da França, Arnaud Rousseau. “Em resposta a esta preocupação, o Carrefour quer estar em conjunto com o mundo agrícola e está tomando o compromisso de não comercializar qualquer carne proveniente do Mercosul.” Leia Mais McDonald’s mexe em cardápio nos EUA para lanches caberem no bolso do consumidor Empresas da B3 ganham R$ 73 bi em valor de mercado em um dia Plano estratégico da Petrobras abre espaço para dividendos extraordinários em 2025, diz BTG O governo francês é o maior opositor ao acordo com o Mercosul, por conta da pressão dos produtores locais. Além dessa tratativa, Bompard se referiu na carta à lei antidesmatamento da UE. A norma é amplamente criticada pelos produtores e governos do Brasil e de outros países que exportam para a Europa, uma vez que ela prevê a proibição de importados de áreas que foram desmatadas a partir de 2022, mesmo não havendo restrições ao desmatamento no local. Não obstante, uma série de agentes políticos e econômicos do país se prontificaram a sair em defesa da carne produzida na região e repudiar a decisão do Carrefour. Governo e entidades repudiam fala Em nota oficial, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) rechaçou a declaração de Bompard, defendendo “a qualidade e compromisso da agropecuária brasileira com a legislação e as boas práticas agrícolas, em consonância com as diretrizes internacionais”. A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) também rebateu a declaração de Bompard, taxando-a como “lamentável” e afirmando que não há “motivos razoáveis para restrições à carne produzida no Mercosul”. Na quinta-feira (21), um grupo de entidades ligadas ao agronegócio assinaram uma carta repudiando a decisão do Carrefour da França. Em conjunto, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC), a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), a Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG), a Sociedade Rural Brasileira (SRB) e a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) foram enfáticas. “Se o CEO Global do Grupo Carrefour, Alexandre Bompard, entende que o Mercosul não é fornecedor à altura do mercado francês – que não é diferente do espanhol, belga, árabe, turco, italiano –, as entidades abaixo assinadas consideram que, se não serve para abastecer o Carrefour no mercado francês, não serve para abastecer o Carrefour em nenhum outro país”, escreveram as entidades na nota. Em entrevista ao CNN Money, o presidente da ABPA, Ricardo Santin, apontou a atitude como protecionista, visando agradar “sindicatos ineficientes”. Apesar de o setor ter saído em defesa da qualidade e das normas sanitárias adotadas pela produção brasileira, o Carrefour buscou esclarecer que a declaração de Bompard não “se referiu à qualidade do produto do Mercosul, mas somente a uma demanda do setor agrícola francês, atualmente em um contexto de crise.” Ações do Carrefour fecham em baixa após boicote | Fechamento de Mercado E como fica o Carrefour no Brasil? O Grupo Carrefour afirma que a medida afeta apenas as lojas francesas da varejista. “Todos os outros países onde o Grupo Carrefour opera, incluindo Brasil e Argentina, continuam a operar sem qualquer alteração e podem continuar adquirindo carne do Mercosul. Nos outros países, onde há o modelo de franquia, também não há mudanças.” Ainda assim, o governador do Mato Grosso, Mauro Mendes (União), disse que está liderando um boicote ao Carrefour e ao Atacadão em resposta às declarações do CEO da rede varejista francesa sobre a carne do Mercosul. O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, também indicou que o agronegócio brasileiro deve deixar de fornecer carne para os mercados do Grupo Carrefour no Brasil. E qual o impacto para o Brasil? Mínimo, de acordo com especialistas. “O mercado de exportação brasileiro está super aquecido no momento, devido a alta demanda mundial de produtos bovinos, suínos e aviários que só nós conseguimos atender”, explica Felippe Serigatti, pesquisador do Centro de Agronegócios da FGV Agro. “A França é o membro mais protecionista da UE, por ser um dos países mais fortes na agricultura. A pressão interna que acontece atualmente contra o acordo é muito grande. A afirmação do CEO reflete uma sinalização de que, caso seja ratificado, a empresa apoiará os produtores franceses.” Além do mais, vale ressaltar que, dos US$ 22 bilhões vendidos pelo Brasil em carne bovina, suína e de aves em 2023, apenas 0,005% foram destinados à França. Noruega anuncia que irá começar a exportar salmão para o Brasil Este conteúdo foi originalmente publicado em Carrefour da França X carne do Mercosul: entenda briga que começou com fala de CEO no site CNN Brasil.

Acordo Mercosul-UE está próximo; agricultores franceses reagem

A diplomacia brasileira espera anunciar nas próximas semanas a conclusão das negociações pelo acordo entre o Mercosul e a União Europeia. O agronegócio francês tenta impedir e agora tem coletado aliados para pressionar o Palácio do Eliseu a derrubar o acordo. A expectativa do governo brasileiro é de que todos os detalhes do acordo de livre-comércio estejam acertados antes da cúpula de chefes de estado do Mercosul, marcada para o início do mês que vem, no Uruguai. O agronegócio francês diz cumprir regras trabalhistas e ambientais mais rígidas do que os países latinos e que, portanto, não seria capaz de competir em pé de igualdade com os produtores da região.  Os outros países do bloco tentariam, agora, convencer o presidente francês Emmanuel Macron a dar o aval ao acordo. Leia Mais Governo faz novo bloqueio de R$ 6 bilhões no orçamento para cumprir regra fiscal McDonald’s mexe em cardápio nos EUA para lanches caberem no bolso do consumidor Empresas da B3 ganham R$ 73 bi em valor de mercado em um dia Ao mesmo tempo, produtores franceses ampliaram a pressão para derrubar a tentativa de consenso. O grupo interrompeu o fluxo das estradas com tratores na semana passada e exigiu que Macron não abandonasse o agronegócio francês. Duas varejistas alimentares francesas anunciaram apoio às manifestações e disseram que não iriam mais comprar proteína animal dos países do Mercosul: a “Os Mosqueteiros” e o Carrefour. No caso do Carrefour, o CEO do grupo, Alexandre Bompard, publicou uma carta em que diz que comercializar carnes do Mercosul seria um risco para o mercado francês, que estaria sendo “abastecido com uma produção que não respeita as mesmas exigências e normas” que os produtores franceses. Logo depois, a filial brasileira da empresa disse que a decisão vale, apenas, para as lojas francesas. Ainda assim, o comunicado foi mal recebido no mercado nacional. Produtores vieram à público dizer que não venderiam mais ao grupo e, segundo estimativas obtidas pela CNN, 30% das lojas da rede no país registraram desabastecimento de carne bovina nesta sexta-feira (22).  O Carrefour nega. Em paralelo, no fim do mês passado, o diretor financeiro da Danone, que também tem sede na França, anunciou em entrevista à Reuters que pararia de comprar soja de produtores brasileiros por preocupações relacionadas ao desmatamento. Mas a companhia desmentiu a informação logo depois. O governo brasileiro não descarta a possibilidade de uma ação coordenada do Palácio do Eliseu para derrubar o acordo Mercosul-União Europeia. Este conteúdo foi originalmente publicado em Acordo Mercosul-UE está próximo; agricultores franceses reagem no site CNN Brasil.

Ministro da Agricultura diz que agronegócio não deve vender carne para Carrefour Brasil

O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, disse que o o agronegócio brasileiro não deve fornecer carne para aos mercados do Grupo Carrefour no Brasil.A declaração foi realizada após o CEO do Carrefour na França, Alexandre Bompard, dizer que a rede vai deixar de comercializar carnes oriundas do Mercosul. “Ora, se não serve para o francês, não vai servir para os brasileiros. Então que não se forneça carne nem para o mercado desta marca aqui no Brasil”, disse Fávaro. O ministro participou de um evento na Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas) na última quinta-feira (21). O Carrefour da França disse que a rede vai deixar de comercializar carnes oriundas do Mercosul, em oposição ao acordo de livre comércio com a União Europeia (UE) e o Mercosul. Leia Mais CEO do Carrefour da França diz que não vai vender carne do Mercosul; governo brasileiro repudia Entidades ligadas ao agro repudiam anúncio do Carrefour da França sobre carne do Mercosul Decisão do Carrefour coloca em xeque autoridade sanitária da Europa, diz secretário da Agricultura ao CNN Money Segundo Bompard, a varejista está atendendo a “consternação e indignação” dos agricultores franceses em relação ao tratado. “Esperamos inspirar outros atores do setor agro-alimentar e dar impulso a um movimento de solidariedade mais larga. É através do bloqueio que podemos tranquilizar os criadores franceses de que não haverá evasão possível. No Carrefour, estamos prontos para isso, independentemente dos preços e quantidades de carne que o Mercosul nos proponha”, enfatizou Bompard. CEO do Carrefour na França: Não venderemos carne do Mercosul | LIVE CNN Apesar do posicionamento da rede da França, o Grupo Carrefour Brasil afirma que o anúncio não tem relação com suas operações no território brasileiro. “O Grupo Carrefour Brasil informa que nada muda nas operações no país”, afirmou a varejista em comunicado à imprensa. “Primeiro, custo acreditar que está acontecendo uma ação orquestrada por parte das empresas francesas. Eu custo acreditar que é orquestrado”, afirmou Fávaro. Em nota oficial, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) rechaçou a declaração de Bompard, defendendo “a qualidade e compromisso da agropecuária brasileira com a legislação e as boas práticas agrícolas, em consonância com as diretrizes internacionais”. “O Mapa lamenta tal postura que, por questões protecionistas, que influenciam negativamente o entendimento de consumidores sem quaisquer critérios técnicos que justifiquem tais declarações.” O Carrefour França disse, em nota, que a medida anunciada na quarta-feira (20) não se refere à qualidade do produto do Mercosul, mas somente a uma demanda do setor agrícola francês. “Todos os outros países onde o Grupo Carrefour opera, incluindo Brasil e Argentina, continuam a operar sem qualquer alteração e podem continuar adquirindo carne do Mercosul. Nos outros países, onde há o modelo de franquia, também não há mudanças”, disse o Carrefour França. Em resposta às negociações comerciais entre a União Europeia e o Mercosul, agricultores realizam protestos na França. Na quarta-feira (20), agricultores franceses bloquearam uma rodovia que liga a França e a Espanha. Starbucks deve voltar a ampliar rede em 2025, diz fundo Este conteúdo foi originalmente publicado em Ministro da Agricultura diz que agronegócio não deve vender carne para Carrefour Brasil no site CNN Brasil.

CNA projeta queda de 1,9% no valor bruto do agro do Brasil em 2024

O Valor Bruto da Produção (VBP) da agropecuária do Brasil deve somar R$ 1,29 trilhão em 2024, queda de 1,9% ante o ano passado, quando o setor teve uma safra de grãos recorde e os preços estavam mais altos, informou nesta quinta-feira a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). A soja, cultura com maior participação no VBP agrícola (38%), segue registrando queda nos preços (-11,7%), acompanhada pela queda produção, que registrou baixa de 4,5%, disse a CNA, em nota. Leia Mais Entidades ligadas ao agro repudiam anúncio do Carrefour da França sobre carne do Mercosul Montadoras pedem que Trump mantenha créditos fiscais para veículos elétricos Corte na Defesa deve ter impacto de R$ 4 bilhões em dois anos, diz Haddad O milho, segunda cultura com maior participação na agricultura (14,4%), também registra queda nos preços (-7,5%) e na produção (-12,3%). Por outro lado, a cana-de-açúcar, que possui terceira maior participação na agricultura (12%), registrou alta de 4,6% nos preços e baixa de 1,24% na produção. SOUSA: PAÍSES NÃO ABRIRÃO MÃO DE SEGURANÇA ENERGÉTICA Já o segmento pecuário deverá atingir R$ 431,257 bilhões em 2024, alta de 2,5% em comparação a 2023, ajudando a compensar a queda do setor agrícola, em meio a um aumento da produção de carne bovina. O VBP corresponde ao faturamento bruto dentro dos estabelecimentos rurais, considerando as produções agrícolas e pecuárias, com base na média dos preços recebidos pelos produtores de todo o país. Starbucks deve voltar a ampliar rede em 2025, diz fundo Este conteúdo foi originalmente publicado em CNA projeta queda de 1,9% no valor bruto do agro do Brasil em 2024 no site CNN Brasil.

Entidades ligadas ao agro repudiam anúncio do Carrefour da França sobre carne do Mercosul

Entidades ligadas ao agronegócio emitiram nesta quinta-feira (21) uma nota em conjunto repudiando o anúncio do Carrefour da França sobre a carne do Mercosul. Assinam a carta a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC), a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), a Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG), a Sociedade Rural Brasileira (SRB) e a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). Leia Mais Às vésperas do Natal, Americanas fecha centro de distribuição em Osasco (SP) Embargo do Carrefour à carne é como suspender compra de rapadura da França: inócuo BRF investirá R$ 460 mi para atuar como produtora de alimentos na China Na quarta-feira (20), o CEO Global do Grupo Carrefour, Alexandre Bompard, disse que as lojas da rede deixariam de se abastecer com a carne oriunda do Mercosul, visando a potencial aprovação do acordo de livre comércio com a União Europeia (UE) e a lei antidesmatamento do bloco. O governo brasileiro já havia se manifestado contrário ao anúncio. Agora, grupos representando o agro brasileiro saíram em defesa da produção da região, reiterando que o setor do bloco é líder em exportação de carne de frango e bovina e que foi o maior fornecedor ao longo da pandemia. O Grupo Carrefour buscou esclarecer que a medida se aplica apenas às lojas da França. Além disso, afirmou que o anúncio não se refere à qualidade do produto, mas sim a uma demanda dos produtores franceses. Contudo, o setor foi enfático. Nos causa estranheza fala do Carrefour, diz secretário do Ministério da Agricultura | Money News “Se o CEO Global do Grupo Carrefour, Alexandre Bompard, entende que o Mercosul não é fornecedor à altura do mercado francês – que não é diferente do espanhol, belga, árabe, turco, italiano –, as entidades abaixo assinadas consideram que, se não serve para abastecer o Carrefour no mercado francês, não serve para abastecer o Carrefour em nenhum outro país”, escreveram as entidades na nota. “Reafirmamos o compromisso do setor com a produção responsável, sustentável e com a segurança alimentar.” Noruega anuncia que irá começar a exportar salmão para o Brasil Este conteúdo foi originalmente publicado em Entidades ligadas ao agro repudiam anúncio do Carrefour da França sobre carne do Mercosul no site CNN Brasil.

CNN Money fecha parceria com AgFeed, agência de informações sobre o mercado agro

O CNN Money, canal da CNN Brasil dedicado ao mundo dos negócios e ao mercado financeiro, terá uma parceria inédita com a AgFeed, agência de notícias que conecta o agronegócio e o mercado de capitais no Brasil. Os jornalistas da agência terão uma coluna diária com as principais informações sobre o setor a partir da próxima segunda (25) no “Morning Call”, exibido de segunda à sexta às 7h. Lançado em maio de 2023, o AgFeed rapidamente se transformou em um dos mais influentes canais de informação sobre o agronegócio brasileiro. Leia Mais Arrecadação federal atinge R$ 247,9 bi em outubro, maior da série histórica Banco Central diz que não há risco para estabilidade financeira do Brasil Petrobras paga primeira parcela dos dividendos nesta quinta Com uma equipe de jornalistas com vasta experiência no agro, em finanças e no universo AgTech, logo em seu primeiro ano foi finalista do prêmio Mais Admirados da Imprensa do Agronegócio. “A associação de CNN Money e AgFeed contribuirá para oferecermos um ecossistema cada vez mais sofisticado de informações para tomadores de decisão a respeito de um setor da maior importância para a economia brasileira”, afirma Virgílio Abranches, vice-presidente de Jornalismo, Conteúdo e Operações da CNN Brasil. Todos os jornalistas do canal terão acesso privilegiado às plataformas de dados e informações da empresa parceira, garantindo ainda maior força à cobertura diária do CNN Money. O CNN Money já tem parcerias com Broadcast/Agência Estado, referência na produção de conteúdo sobre economia e negócios em tempo real, Agência iNFRA, especializada na cobertura de infraestrutura e concessões no Brasil, e Jota, dedicado à produção de conteúdo e análises jurídicas sobre Direito, os Três Poderes e o setor regulatório. CNN Money fecha acordo com Broadcast/Agência Estado | CNN PRIME TIME Este conteúdo foi originalmente publicado em CNN Money fecha parceria com AgFeed, agência de informações sobre o mercado agro no site CNN Brasil.

Rodovias têm melhor nível histórico, diz governo, mas CNT aponta dados divergentes

Foto: Governo do Piauí Dois levantamentos divulgados nesta semana sobre as rodovias brasileiras apresentam dados contrastantes. O monitoramento do governo federal diz que o país atingiu a melhor marca histórica da qualidade da estrutura viária federal, com 75% em classificação boa e 25% em classificações regular, ruim ou péssimo. Já a pesquisa da Confederação Nacional do Transporte (CNT) diz que 77,3% da malha federal está em patamar regular, ruim ou péssimo. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! O levantamento do governo federal é baseado no Índice de Condição da Manutenção (ICM), ferramenta utilizada pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) desde 2016. Pela metodologia, 75% dos 60 mil quilômetros de estradas avaliadas – sob gestão pública ou concedidas – foram classificadas como boas, quase dez pontos acima dos 67% verificados no ano passado e 23 pontos além dos 52% de 2022. Conforme os dados do DNIT, o Distrito Federal e 24 estados registraram melhoria de suas estradas. “Vale destacar que Acre, Amazonas, Amapá, Sergipe, Maranhão e Santa Catarina tiveram uma evolução expressiva, uma vez que esses estados estavam com índice bom inferior a 40% em dezembro de 2022 e o levantamento atual revela que estão com 64%, 57,1%, 98,4%, 71,3%, 64,1% e 71,5%, respectivamente”, diz o Ministério dos Transportes. A Pesquisa CNT de Rodovias, divulgada nesta terça-feira (19), analisou 67 mil quilômetros de rodovias federais. No quadro geral deste ano, 22,7% da malha foi classificada como bom ou ótimo, contra 62,2% como regular (43,4%), ruim (15,4%) e péssimo (3,4%). Os índices indicam um patamar similar ao da pesquisa do ano passado, quando regular, ruim e péssimo somaram 62,9%. O quadro mais abrangente da pesquisa CNT, quando também se considera as rodovias estaduais, apresenta uma melhora igualmente tímida. Neste ano, 33% da malha foi classificada como bom ou ótimo, contra 67% como regular (40,4%), ruim (20,8%) e péssimo (5,8%). No ano passado, regular, ruim e péssimo somaram 67,5% e, em 2022, 66%. Na segmentação por tipo de gestão, as rodovias públicas, que correspondem a 74,8% da extensão avaliada, foram classificadas como ótimo (2,7%); bom (20,0%); regular (43,7%); ruim (25,9%) ou péssimo (7,7%). Já entre as rodovias concedidas, 63,1% ficou com classificações ótimo (21,4%); bom (41,7%) e regular (30,8%) – ruim ou péssimo somaram 6,1%. Metodologias As informações da Pesquisa CNT foram obtidas a partir de levantamento de campo realizado por 24 equipes ao longo de 30 dias, entre junho e julho deste ano. A coleta foi realizada de forma 100% digital, com o uso de novas tecnologias e de inteligência artificial. O levantamento conduzido pelo DNIT envolve a filmagem in loco dos segmentos rodoviários com câmeras de alta precisão. Já a análise dos dados tem suporte do software DNIT-ICM que, por meio de inteligência artificial (IA), apresenta resultados matemáticos, excluindo interferências pessoais. O DNIT-ICM foi desenvolvido pela equipe do Labtrans da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Cabe destacar que, desde quando o DNIT passou a aferir os dados, em 2016, sempre houve discrepância na comparação de seus resultados com os dados da CNT. Em 2016, por exemplo, 68% da malha federal era classificada como boa pelo DNIT, contra 48,8% apontados pela CNT. Investimentos em estradas Embora os números sejam discrepantes, ambos os levantamentos concordam sobre o aumento de investimentos do poder público na infraestrutura rodoviária. Entre janeiro de 2023 e outubro de 2024 foram destinados mais de R$ 26 bilhões para ações de manutenção, conservação e construção das estradas do país. “A CNT reconhece os esforços que vêm sendo realizados para transformar o cenário rodoviário nacional e afirma que ainda é necessário ampliar os recursos e o orçamento destinados às rodovias brasileiras. A melhoria da infraestrutura de transporte é um processo de longo prazo que requer constância e comprometimento”, considera a entidade em um dos materiais de divulgação da pesquisa. O post Rodovias têm melhor nível histórico, diz governo, mas CNT aponta dados divergentes apareceu primeiro em Canal Rural.