Peixe deve virar alimento obrigatório na merenda escolar do país

Foto: Seagri Peixe e seus derivados devem ser incluídos no cardápio das escolas públicas do país ao menos uma vez por semana, de acordo com a disponibilidade orçamentária e a oferta. Essa previsão está no PL 1.167/2024, do senador Jorge Seif (PL-SC), que foi aprovado nesta quarta-feira (27) pela Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA). O projeto recebeu parecer favorável do senador Laércio Oliveira (PP-SE) e segue agora para análise do Plenário.  Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: Siga o Canal Rural no WhatsApp! Segundo o autor, a proposta, que altera a Lei da Alimentação Escolar (Lei 11.947, de 2009), contribui para garantir uma dieta variada e equilibrada para os alunos, já que o peixe é fonte de nutrientes relevantes para o crescimento e o desenvolvimento cerebral.  “A inclusão de peixes na alimentação escolar configura-se como investimento estratégico, com impactos relevantes para o desempenho escolar e para o pleno desenvolvimento das potencialidades do indivíduo”, avalia. Projeto atende ao PNAE Seif também lembra que o projeto está alinhado às melhores práticas estabelecidas no âmbito do Plano Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), e que os pescados estão incluídos na lista de alimentos in natura ou minimamente processados, elaborada pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), que devem ser privilegiados nos cardápios do PNAE. Já o relator do PL acrescentou que, além de ser uma garantia de segurança alimentar para milhões de estudantes, a alimentação escolar colabora na educação alimentar. Para ele, o projeto pode ajudar a elevar o consumo de peixe no Brasil, que ainda é baixo. Ele aponta que o consumo anual per capita no país é de cerca de nove quilos, abaixo do mínimo recomendado pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), que é de 12 quilos por ano. Laércio Oliveira avalia que o incentivo ao consumo de peixe trará impactos positivos para as economias locais, já que a cadeia produtiva do peixe, tanto na pesca quanto na aquicultura, emprega milhares de pessoas. Gestores não serão punidos O relator apresentou uma emenda para evitar que gestores municipais sejam punidos caso a oferta de peixe seja de difícil acesso em determinadas regiões. Pelo texto, o nutricionista responsável buscará planejar o cardápio escolar, sempre que possível, com a oferta da carne de peixe e de seus derivados, respeitada a cultura alimentar, o perfil epidemiológico da população atendida e a vocação agrícola da região.  “A alimentação escolar enfrenta problemas importantes para o seu incremento, como o acesso a produtos de qualidade ou mesmo a disponibilidade econômica dos municípios e estados, dificultando a inclusão de alguns tipos de alimento no cardápio escolar.”, apontou. O post Peixe deve virar alimento obrigatório na merenda escolar do país apareceu primeiro em Canal Rural.

Fiscais apreendem quase 20 toneladas de arroz tipo 5 com rótulo tipo 1

Foto: Divulgação Mapa Uma empresa que monta cestas de alimentos em São José do Rio Preto, noroeste do estado de São Paulo, passou por fiscalização do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) no último dia 21 de novembro e teve 1.332 pacotes de 5 quilos de arroz apreendidos. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! A análise fiscal comprovou que os grãos correspondiam ao tipo 5 (de qualidade inferior), mas nas embalagens constava tipo 1. Nesta operação, o produto apreendido soma 6.660 quilos e o cereal foi embalado por uma empresa de Colina, também em São Paulo. Empresa do Rio Grande do Sul Durante a mesma fiscalização, o Mapa apreendeu dois lotes de arroz totalizando 2.418 pacotes de 5 quilos embalados por outra empresa, estabelecida no Rio Grande do Sul, somando 12.090 quilos. As duas ações somadas retiraram das prateleiras e depósitos 18,75 toneladas do alimento em desconformidade. Neste segundo caso, um lote apresentava-se como tipo 3 e o outro como “fora de tipo”, uma classificação técnica que indica excesso de grãos quebrados, picados, amarelos e quireras. Os dois lotes traziam nas embalagens “Arroz Tipo 1”, que designa os de qualidade superior. Os casos foram divulgados somente nesta sexta (29), quando ficou pronto o laudo comprovando a fraude ao consumidor. Para ser considerado tipo 1, o limite de grãos quebrados e quireras não poderia passar de 7,5% do peso total. Contudo, em um dos casos, o resultado laboratorial apontou que eles correspondiam a 53,54% do peso total, ou seja, sete vezes o limite estabelecido pela legislação. No caso, foi aplicado o anexo VII da Instrução Normativa Ministerial nº 06, de 16 de fevereiro de 2009. Essa norma aprova o regulamento técnico do arroz para grãos quebrados e quireras. Arroz apreendido no início do mês No início de novembro, um caso semelhante aconteceu em uma rede de supermercados de Araraquara, região central paulista, onde 10,5 toneladas de arroz tipo 3 foram apreendidos pelo Mapa. Nas embalagens também constava que eram do tipo 1. O Ministério reforça, em nota, que só divulgará os nomes das empresas após o encerramento do processo administrativo, mas reforça que todos os direitos de defesa serão concedidos às empresas, cujas irregularidades serão apuradas em processos administrativos fiscais. Elas terão oportunidade de requerer análises periciais e, em caso de confirmação das não conformidades, serão autuadas conforme prevê o artigo 76 do Decreto Federal. Obrigações das empresas As empresas terão ainda que substituir os lotes não conformes de produtos apreendidos por lotes conformes. Aqueles que não estavam classificados corretamente vão retornar às indústrias para reprocessamento em tipo. De acordo com o Mapa, essa operação precisa ser acompanhada por agentes fiscais dos estados onde as empresas estão estabelecidas, ou seja, São Paulo e Rio Grande do Sul. O Ministério da Agricultura solicita aos consumidores que suspeitarem da qualidade de produtos vegetais ou de origem vegetal encontrados no comércio que denunciem na plataforma “Fala BR”. O post Fiscais apreendem quase 20 toneladas de arroz tipo 5 com rótulo tipo 1 apareceu primeiro em Canal Rural.

Abacaxi garante primeira Indicação Geográfica para estado brasileiro

Foto: Divulgação O estado do Amapá conquistou, nesta semana, o seu primeiro produto registrado como Indicação Geográfica (IG), na categoria Indicação de Procedência, pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). O abacaxi produzido no município de Porto Grande, que já havia sido reconhecido como Patrimônio Imaterial do estado, é agora 123ª IG do país. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: Siga o Canal Rural no WhatsApp! A conquista é resultado do trabalho da Associação de produtores de Abacaxi do Porto Grande. A cidade, que fica a 102 quilômetros da capital Macapá, é o principal polo produtivo do fruto no estado, com estimativa de até 12 milhões de pés plantados. O fruto inspira, inclusive, uma festa que acontece desde a década de 1990 e reúne mais de 60 mil pessoas por ano. Segundo a coordenadora de Tecnologias Portadoras de Futuro do Sebrae Nacional, Hulda Giesbrecht, o Sebrae realizou em 2020 um diagnóstico nacional de potenciais indicações geográficas em diversas regiões do país. No Amapá, duas regiões foram selecionadas: o município de Porto Grande, com a produção do abacaxi, e o Arquipélago do Bailique, com o açaí. Processo de IG do abacaxi no Amapá Em 2022, o Sebrae contratou uma consultoria para iniciar o trabalho de organização do processo que consistiu em levantar os documentos necessários para comprovar a reputação de Porto Grande na produção de abacaxi, sensibilizar a região e construir uma articulação com diversos órgãos. Esse processo durou cerca de um ano e o pedido de IG no INPI foi protocolado em junho de 2023. Agora, com a aprovação, o selo de IG se torna um diferencial competitivo para os produtores de Porto Grande. Hulda lembra que o reconhecimento do INPI não valoriza apenas os produtores de abacaxi, mas abre novas perspectivas para toda a economia do município. “Abre novas possibilidades, inclusive, para o turismo, que deve atrair a atenção de visitantes do próprio estado e de outras regiões do país”, comenta. *Sob supervisão de Victor Faverin O post Abacaxi garante primeira Indicação Geográfica para estado brasileiro apareceu primeiro em Canal Rural.

Balança comercial do agro paulista tem saldo positivo de US$ 2,78 bilhões

Foto: Claudio Neves/ divulgação A balança comercial paulista em outubro registrou déficit de US$ 1,1 bilhão, segundo o Departamento Econômico da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp), a partir de dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). Em nota, a Faesp diz que o resultado reflete a queda de 1,54% nas exportações totais e o aumento de 17,84% nas importações. No entanto, conforme o relatório, o agronegócio, responsável por 43% das exportações do estado, embarcou para o exterior US$ 2,78 bilhões no mês, alta de 16,45% em relação a outubro de 2023. Nessa realidade, os produtos que mais cresceram em embarques, foram: Açúcar de cana bruto (+23,4%); Carne bovina in natura (+63,3%); e Celulose (+128,3%) Enquanto isso, outros dois tiveram queda significativa no mês: Soja em grãos (-81,5%); Álcool etílico (-56%) “As importações do setor cresceram 15,58%, totalizando US$ 492,7 milhões. A borracha natural (+110,1%) e produtos como papel e salmão puxaram o resultado”, disse a Faesp, em nota. No acumulado de janeiro a outubro, o agronegócio paulista gerou superávit de US$ 21 bilhões, mas o déficit de US$ 26,1 bilhões dos demais setores resultou em saldo negativo de US$ 5,1 bilhões na balança estadual. “No Brasil, o agronegócio contribuiu com saldo positivo de US$ 12,5 bilhões em outubro, ajudando a balança comercial nacional a fechar com superávit de US$ 4,34 bilhões”, afirmou a Faesp. O post Balança comercial do agro paulista tem saldo positivo de US$ 2,78 bilhões apareceu primeiro em Canal Rural.

Fraudes no crédito rural: veja 4 golpes que ameaçam produtores

Foto: Reprodução Canal Rural O Brasil é um dos países mais afetados por golpes digitais e, infelizmente, o setor agropecuário não está livre desse problema. Levantamento do DataSenado revelou que 24% dos brasileiros acima de 16 anos foram vítimas de crimes cibernéticos entre junho de 2023 e junho de 2024, com 40,85 milhões de pessoas perdendo dinheiro. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! Segundo a gerente de middle office e responsável jurídica da Nagro Crédito Agro, Sâmela Moraes, o acesso ao crédito rural tem se tornado um atrativo para golpistas, que enxergam nesse mercado uma oportunidade de explorar a necessidade e a urgência dos produtores em financiar suas atividades. “Ofertas tentadoras, como promessas de taxas de juros significativamente abaixo do mercado, são indícios comuns de esquemas fraudulentos. Esses golpes aproveitam a vulnerabilidade de produtores que, em busca de soluções rápidas para o custeio de safras ou investimentos, podem não se atentar aos riscos envolvidos.”, diz. Principais fraudes no crédito agropecuário Empresas idôneas buscam investir em tecnologia para aumentar a segurança das transações financeiras no setor agropecuário. No entanto, é fundamental conhecer os golpes mais comuns para se proteger. Confira as práticas fraudulentas mais frequentes: Falsos intermediários: golpistas criam sites falsos semelhantes aos de instituições financeiras confiáveis, coletando dados bancários e pessoais dos produtores. Orientação: sempre verifique a reputação da instituição em órgãos reguladores e desconfie de ofertas com taxas muito abaixo do mercado. Mensagens por WhatsApp ou SMS: golpistas enviam mensagens fraudulentas oferecendo condições exclusivas e solicitando dados ou pagamentos imediatos.Dica de proteção: verifique a autenticidade da mensagem diretamente com a instituição financeira antes de fornecer qualquer dado. Pagamentos antecipados: criminosos pedem depósitos iniciais para liberar financiamentos, com justificativas como taxas de cadastro ou seguros. “Nenhuma instituição financeira séria e confiável solicita o pagamento de qualquer valor antecipado como condição para liberar um financiamento. Caso você se depare com essa exigência, considere um forte indício de golpe ou fraude”, afirma Sâmela. Boletos falsos: Embora pareça uma prática ultrapassada, golpistas enviam boletos fraudulentos como se fossem da instituição de crédito com a qual o produtor está negociando. Ao pagá-lo, o produtor acredita estar quitando uma parcela do financiamento ou de outra obrigação, mas, na realidade, o valor vai para os golpistas, deixando a dívida em aberto e causando sérios prejuízos financeiros. “Sempre que receber um boleto, o produtor deve verificar se ele realmente pertence à instituição com a qual está negociando. A maneira mais segura é acessar a plataforma oficial do banco ou credora e consultar o documento diretamente. Nunca se deve pagar boletos recebidos por canais não oficiais sem antes confirmar sua veracidade”. Tecnologia como aliada Apesar dos riscos, a tecnologia pode ser uma aliada. Além de reduzir a burocracia, empresas sérias investem em ferramentas de segurança, protegendo tanto produtores quanto seus dados financeiros. Segundo levantamento do Congresso Nacional de Crédito no Agronegócio (Conacred), 38% dos profissionais que atuam na concessão de financiamento para o setor demonstram otimismo em relação ao futuro do crédito agro. O post Fraudes no crédito rural: veja 4 golpes que ameaçam produtores apareceu primeiro em Canal Rural.

Abelhas sem ferrão ajudam a aumentar produtividade de açaí em até 70%

Foto: Daniel Antônio/Agência Fapesp A Embrapa vai apoiar uma atividade recente na Ilha do Marajó (PA), com grande potencial de geração de renda aos agricultores: a meliponicultura. A criação de abelhas nativas, sem ferrão, ajuda a conservar espécies ameaçadas pela atividade humana, ao mesmo tempo em que aumenta a produtividade dos açaizais entre 30% e 70%, a depender da espécie e da distância das colmeias em relação às flores do açaizeiro. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! De acordo com o pesquisador da Embrapa Amazônia Oriental, Daniel Santiago Pereira, as abelhas sem ferrão têm um vínculo com a cultura do açaí. “Uma boa parte delas são abelhas pequenas, então conseguem polinizar as flores dos açaizeiros. Existe uma relação antiga entre as populações da região e as abelhas, mas esse conhecimento foi perdido por uma série de fatores”, diz. O pesquisador acrescenta que, entre as diversas espécies de abelhas nativas, muitas exclusivas da Ilha do Marajó, algumas produzem méis com propriedades bioativas diferentes das encontradas nos mais conhecidos, o que pode ter um grande apelo de mercado. O apoio da pesquisa virá da Semar Digital, o Centro de Ciência para o Desenvolvimento em Agricultura Digital, liderado pela Embrapa e financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). “A conectividade vem para facilitar a interação com o maior número possível de produtores, possibilitando que esse conhecimento possa ser novamente apropriado por essas populações”, acredita Pereira. Atualmente, a Embrapa Amazônia Oriental disponibiliza duas aplicações digitais voltadas à melipolinicultura. O Infobee agrega informações sobre as diferentes espécies e formas de manejo. Já o Zapbee usa inteligência artificial para permitir que melipolinicultores possam tirar dúvidas pelo Whatsapp com um robô sobre a criação de abelhas, tanto nativas quanto introduzidas. “Estamos aprimorando a tecnologia para que as pessoas possam mandar mensagens de voz e receberem as respostas também em áudio, facilitando o acesso mesmo para aqueles com baixa escolaridade”, afirma Michell Costa, analista da Embrapa Amazônia Oriental. O post Abelhas sem ferrão ajudam a aumentar produtividade de açaí em até 70% apareceu primeiro em Canal Rural.

Óleo de lúpulo pode melhorar aroma de cervejas artesanais, diz estudo

Foto: Wenderson Araujo/Trilux/CNA Nos últimos anos, o mercado de cervejas artesanais tem ganhado destaque no Espírito Santo. Isso até impulsionou a criação de uma rota de turismo na região serrana do estado, voltada para os apreciadores da bebida. Pensando em aprimorar características como aroma e sabor, Mila Marques Gamba, doutora em Ciência de Alimentos pela Universidade Federal de Viçosa (UFV), desenvolveu um estudo com a adição de óleo essencial de lúpulo às bebidas. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! A pesquisa recebeu um investimento de R$ 27,2 mil. O projeto busca atender às demandas do mercado por produtos de qualidade superior, alinhando ciência e tradição. Os recursos da pesquisa foram provenientes da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Espírito Santo (Fapes), por meio de parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), no edital CNPq/Fapes nº 11/2019 do Programa de Desenvolvimento Científico e Tecnológico Regional (PDCTR). Gamba lembra que o lúpulo é o principal ingrediente da cerveja, por conferir amargor e aromas característicos à bebida. Os compostos responsáveis pelo amargor são as resinas fixadas a temperaturas altas, já para os aromas, os compostos encarregados são os óleos essenciais, que são muito voláteis, e as altas temperaturas podem fazê-los evaporar ou degradar, comprometendo a função de aroma. Diante desse cenário, o objetivo geral foi avaliar o efeito da adição de óleo essencial de lúpulo nas cervejas artesanais. “O grande desafio na produção da cerveja é mesclar a fixação do amargor e a preservação do aroma já que necessitam de condições de processamento diferentes. Então, o óleo essencial de lúpulo vai ser uma prática viável para melhorar o aroma das cervejas artesanais”, diz a pesquisadora. Ela conta que, ao longo do projeto, foram sendo adicionados novos objetivos, como definir a formulação final da cerveja, a partir dos resultados do teste com escala do ideal, desenvolver rótulos para cervejas artesanais, além de avaliar sua influência na aceitação sensorial e a discriminação das cervejas artesanais pelo teste triangular. Os testes foram realizados com centenas de consumidores. “Com a adição de 0,0025 ml de óleo essencial de lúpulo, a cerveja artesanal do tipo americana IPA melhorou o aroma e intensificou o sabor, sem alterar as características físico químicas da cerveja. A embalagem e a comunicação clara também influenciaram positivamente na percepção dos consumidores, sendo essenciais para o sucesso no mercado das cervejas artesanais”, aponta a pesquisadora. Apesar do custo elevado para produzir cervejas com o óleo essencial de lúpulo, visto que, atualmente, há apenas um fornecedor no país, e o processo de extração é caro, com rendimento baixo, Gamba acredita que existe mercado consumidor. “Acredito que tem, porque o ‘boom’ de cervejarias artesanais está presente. Só aqui no Estado a gente tem várias cervejarias artesanais, tanto na região Serrana, quanto na região do Caparaó, e na região da Grande Vitória também. E os consumidores querem isso, buscam novas experiências. Estão dispostos a pagar mais por um produto diferenciado”, afirma a pesquisadora. Saiba em primeira mão informações sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo. Siga o Canal Rural no Google News. O post Óleo de lúpulo pode melhorar aroma de cervejas artesanais, diz estudo apareceu primeiro em Canal Rural.

Azeite de oliva: clima desafia, mas produção do RS mantém qualidade e busca expansão

Foto: Abrazeite Pensar em azeite de oliva no Brasil era uma realidade inimaginável há poucos anos. A cultura tem grande destaque e tradição em países como Espanha, Grécia e Itália, e encontrou no clima tropical bons resultados. Os primeiros cultivos de olivais no Rio Grande do Sul – hoje o maior estado produtor, responsável por cerca de 70% do total – datam da década de 1950. O embaixador Batista Luzardo plantou em Uruguaiana, na Fronteira Oeste, 72 mil plantas, sendo este por um período o maior olival do Brasil. Na época, a Secretaria da Agricultura gaúcha examinou em laboratório a azeitona e o azeite produzidos, verificando que não eram inferiores aos italianos. A partir de então, a pasta passou a incentivar o plantio de olivas no estado. Foto: Motion Array Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! Mas foi só em 2005 que o espaço de pesquisa foi ampliado. A Embrapa Clima Temperado implantou 25 unidades experimentais de observação; cada uma era composta por três árvores de 30 cultivares, totalizando 90 plantas. No projeto, também foi realizado o zoneamento climático para a cultura no Rio Grande do Sul, assim como a implantação de um banco de germoplasma com 56 cultivares definidas e dez acessos não definidos, além de identificar e monitorar as principais pragas e doenças que atacam a cultura. Os olivais começaram a dar resultados. Nesses quase vinte anos de cultivo, novas áreas e regiões ganharam pomares. De acordo com a Radiografia da Agropecuária Gaúcha, atualmente são 6,2 mil hectares plantados, sendo metade já em produção. Na safra 23/24 foram produzidos 193,1 mil litros de azeite. A extração do azeite é feita em 25 lagares espalhados pelas regiões produtivas. As maiores plantações estão nos municípios de Encruzilhada do Sul, Pinheiro Machado, Canguçu, Caçapava do Sul, São Sepé, Cachoeira do Sul, Santana do Livramento, Bagé, São Gabriel, Viamão e Sentinela do Sul. Desde 2019 uma lei estadual criou a “Rota das Oliveiras”, englobando 40 municípios, e busca fomentar e promover o cultivo dos olivais. Como entraves ainda estão o alto custo inicial do investimento e o tempo para começar a produzir, em média a partir do quinto ano. Clima desafia safra O recorde de produção de azeites gaúchos ocorreu no ciclo 2022/23, quando foram extraídos 580 mil litros. No ciclo passado, o estado teve redução de 67% na produção. A causa foi um ciclone que ocorreu em setembro, com elevadíssimos volumes de chuvas, afetando a floração. Para 2024/25 há nova expectativa de baixa, em função das enchentes de maio e do clima chuvoso de setembro. A produtora Rosane Coradini Abdala, de Caçapava do Sul (RS), destaca que é necessário mais investimento em pesquisa para buscar variedades mais adaptadas aos problemas climáticos do estado. “No ano que vem já observamos que teremos safra baixa, aquém do que foram as anteriores. Já buscamos junto às entidades recursos para pesquisa para termos variedades mais adaptadas ao nosso clima. Em Portugal, por exemplo, são plantadas variedades de solo ácido, que é o nosso caso aqui. Também tem variedades que convivem melhor com umidade, o que é um problema nosso também”, ressalta. Festa celebra o azeite Neste fim de semana, a cidade de Caçapava do Sul, na Campanha, uma das maiores produtoras de azeite do estado, recebe a 3ª Festa do Azeite de Oliva. O evento começou na sexta-feira (29) e vai até o domingo (1°), no Largo Farroupilha. No local, há exposição de azeites locais, artesanato e produtos da agricultura familiar típicos do município, um dos mais antigos do Rio Grande do Sul e considerado um Geoparque Mundial pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). Segundo o Instituto Brasileiro de Olivicultura (Ibraoliva), a cidade é uma das que mais investe no oliviturismo, outro aspecto importante da cultura. Turistas podem conhecer olivais, vivenciar a colheita e se hospedar em pousadas que ficam nas propriedades. Neste ano o evento acontece mais tarde em função da calamidade que o estado viveu. “Não poderíamos deixar de realizar para não perder a identidade, esse fortalecimento dessa atividade. Mantemos firme nosso propósito de qualidade e Caçapava do Sul é um centro de divulgação e premiação. Com o turismo agregamos valor e já há interesse de expansão e criação de novas marcas”, aponta o presidente da entidade, Renato Fernandes. Qualidade e excelência Foto: Abrazeite São mais de 100 marcas de azeite de oliva existentes no território gaúcho. Dessas, pelo menos 11 se destacaram com premiações em concursos pelo mundo, por conta da qualidade dos produtos. Agora, entidades representativas do setor buscam esclarecer ao consumidor a diferença entre os azeites importados e os nacionais. O Ibraoliva trabalha para a retirada da palavra “extravirgem” dos rótulos dos azeites importados. “Acho que tivemos um ganho institucional. O governo reconheceu essa questão. São azeites virgens e não extravirgens, e temos muitas falsificações (cerca de 80% do que entra). Nisso, este ano foi positivo. Mas vai entrar mais azeite importado no Brasil porque nós produzimos cerca de 1,5% da demanda do nosso consumo interno e ainda teremos safra menor. Temos uma preocupação com a qualidade do que vai chegar aqui”, detalha a produtora Rosane. Desde 2021m a análise sensorial de azeites de oliva auxilia na constatação de fraudes. O painel funciona no Laboratório Federal de Defesa Agropecuária no Rio Grande do Sul (LFDA-RS) e tem o reconhecimento do Conselho Oleícola Internacional (COI). O painel sensorial é formado por um grupo de pessoas treinadas regularmente para provar um azeite de oliva e identificar nele aromas e sabores. A ação é complementar a análises laboratoriais físico-químicas e é fundamental para determinar se um azeite de fato é extravirgem ou não. O post Azeite de oliva: clima desafia, mas produção do RS mantém qualidade e busca expansão apareceu primeiro em Canal Rural.

Mudanças no sistema agroalimentar brasileiro podem poupar US$ 427 bilhões anuais

Foto: Pixabay Um relatório da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), aponta que o custo oculto dos sistemas agroalimentares globais é de US$ 12 trilhões por ano. Esse valor diz respeito às despesas e benefícios relacionados à produção, distribuição e consumo de alimentos. Na economia, os custos ocultos, também chamados de invisíveis, não se refletem nos preços de mercado. Por isso, o estudo da agência da ONU especifica os gastos gerados pelos sistemas agroalimentares em três níveis: ambiental, social e saúde. Redução no Brasil No caso brasileiro, a transformação dos processos de produção agrícola poderia evitar custos de até US$ 427 bilhões anualmente. O representante da FAO no Brasil, Jorge Meza, relata como essas despesas estão relacionadas aos sistemas agroalimentares. “Os custos ocultos estão associados à poluição do ar, da água e do solo, aos problemas para a saúde individual ou pública, gerados pela qualidade da alimentação ou, também, pela diminuição da capacidade de geração de renda de pessoas que estão em situação de subalimentação”, afirma. Despesas nos sistemas agroalimentares Grande parte das despesas brasileiras geradas nos sistemas de produção agroalimentar é oriunda da dimensão ambiental, somando aproximadamente US$ 294 bilhões anuais, resultado da emissão e escoamento de nitrogênio, de gases poluentes e das mudanças no manejo da terra. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! Já as dietas desequilibradas, relacionadas às doenças cardíacas e diabetes, provocam custos de US$ 130 bilhões, enquanto aspectos sociais, como subalimentação e pobreza dos produtores rurais, causam gastos de US$ 3 bilhões. A alimentação insuficiente não chega a ser considerada um problema crítico entre os produtores rurais, pois atinge uma pequena parcela de trabalhadores no campo. Mesmo assim, o quadro exige seriedade e estratégias por parte dos gestores governamentais. “Uma das políticas públicas é apoiar o agricultor familiar com insumos produtivos, com conhecimento e crédito para que ele possa desenvolver sua atividade e alcançar os níveis de entendimento que satisfaçam sua alimentação básica”, avalia Meza. Análise em 156 países O estudo da FAO analisou 156 países e mapeou as políticas públicas que, ao serem elaboradas, consideraram os custos invisíveis dos sistemas agroalimentares. No Brasil, o Código Florestal e o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) foram citados como iniciativas-modelo para um futuro global mais sustentável. O PAA resultou em um aumento de 13% no valor da produção dos agricultores familiares participantes da iniciativa, contribuindo também para a vida de milhões de estudantes brasileiros. “Este programa também teve um impacto na redução dos custos ocultos de saúde, pois se constituiu em uma importante fonte de alimento saudável para crianças com insegurança alimentar e mostrou que o programa aumenta a frequência da assistência escolar”, afirma o representante da FAO no Brasil. O post Mudanças no sistema agroalimentar brasileiro podem poupar US$ 427 bilhões anuais apareceu primeiro em Canal Rural.

Dólar encerra acima de R$ 6,00 pela primeira vez na história

Foto: Pixabay O dólar emendou nesta sexta-feira (29), o quarto pregão consecutivo de alta no mercado local e fechou acima de R$ 6,00 pela primeira vez na história. Além do desconforto com as medidas fiscais do governo, que se traduziram em aumento do prêmio de risco, houve impacto de fatores técnicos, como a rolagem de contratos futuros e disputa pela formação da última taxa ptax do mês. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! A escalada do dólar começou já na abertura do mercado, na contramão do enfraquecimento da moeda norte-americana no exterior. A divisa superou o nível dos R$ 6,00 ainda nos primeiros minutos de negociação e, em pouco mais de uma hora de pregão, furou o teto de R$ 6,10, registrando máxima a R$ 6,1155. Controle de contas públicas Brasília (DF), 23/05/2023 – O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e os presidentes da Câmara, Arthur Lira, e do Senado, Rodrigo Pacheco, durante entrevista após reunião na residência oficial da presidência do Senado. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil A febre compradora amainou no início da tarde com sinais vindos de Brasília de compromisso com o controle das contas públicas. O presidente da Câmara, Arthur Lira, disse que toda medida de corte de gastos contará com “todo esforço, celeridade e boa vontade da Casa”, mas ponderou que iniciativas do governo que representem renúncia de receita serão apreciadas apenas em 2025 – uma referência à proposta de isenção de Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil por mês. Em seguida, foi a vez de o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, pôr o time em campo. Em nota, Pacheco afirmou que a isenção de IR “não é pauta para agora e só poderá acontecer se (e somente se) tivermos condições para isso”. Se essas condições não estiveram presentes, “não vai acontecer”, alertou Pacheco. “O mercado interpretou essas mensagens como um movimento em direção à responsabilidade fiscal, ajudando a amenizar a tensão provocada pelos anúncios de ontem”, afirma o head de câmbio da B&T Câmbio, Diego Costa. No embalo das palavras de Pacheco, o real ensaiou uma recuperação. O dólar trocou de sinal e operou por período reduzido em terreno negativo, com mínima a R$ 5,9579. A moeda americana voltou a subir em seguida e, embora com fôlego bem menor do que o observado pela manhã e nos pregões anteriores, fechou em alta de 0,20%, cotada a R$ 6,0012. A divisa acumulou valorização de 3,21% na semana e de 3,81% em novembro, após ter subido 6,31% em outubro. ‘Estresse no mercado poderia ser evitado’ O economista-chefe do Banco Master, Paulo Gala, afirma que o estresse no mercado financeiro nos últimos dias, com disparada dos juros futuros e do dólar, poderia ter sido evitado se o governo não tivesse adiado sucessivamente o anúncio do pacote, que foi prometido inicialmente para logo após as eleições municipais. “Além de o pacote ter sido mais tímido, ainda veio o anúncio da isenção do IR, que provavelmente nem vai acontecer. Tem toda uma discussão no Congresso para 2025, eventualmente entraria em vigor em 2026, mas acho que não tem chance de passar”, afirma Gala, em comentário. “Mas o fato é que passou uma sinalização para o mercado que o governo não está tão preocupado em controlar gastos.” Em almoço de fim de ano na Febraban, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, tentou também aplacar os ânimos ao dizer que o projeto do IR será votado apenas se for neutro do ponto de vista fiscal e que o pacote anunciado não “é o gran finale” nem “bala de prata”. À plateia de banqueiros, o ministro disse que pode voltar a discutir a evolução do Benefício de Prestação Continuada (BPC) e da Previdência. ‘Reação desproporcional’ Para o economista André Galhardo, consultor da Remessa Online, a reação do mercado ao pacote de gastos “foi desproporcional”. Ele acredita que a volatilidade pode diminuir conforme as medidas anunciadas pelo governo sejam assimiladas. “Em algum momento devemos observar um ajuste. A cotação deve ceder ou pelo menos voltar a ser menos volátil. Contudo, imaginar uma recuperação sólida da moeda brasileira ao longo dos próximos meses é um desafio”, afirma Galhardo, lembrando que há fatores externos, como o retorno de Donald Trump à Casa Branca, que devem limitar o fôlego do real. Ao avaliar a possibilidade de o Banco Central intervir no mercado de câmbio, o economista-chefe do Banco Pine, Cristiano Oliveira, afirma que o retorno da cotação do dólar para níveis “desejados” entre R$ 5,70 e R$ 5,80, que prevaleciam antes da novela do anúncio do pacote de corte de gastos, virá apenas com a adoção de medidas mais amplas. “A intervenção no câmbio isoladamente não teria o impacto desejado. Teria mais efeito um combo, com venda de dólares, aumento significativo da taxa Selic e um complemento do ajuste fiscal com medidas mais robustas”, afirma Oliveira. O post Dólar encerra acima de R$ 6,00 pela primeira vez na história apareceu primeiro em Canal Rural.