ABPA critica protecionismo após fala de CEO do Carrefour

Foto: reprodução de video A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) reagiu a declarações do CEO do Carrefour, Alexandre Bompard, sobre carnes produzidas nos países-membros do Mercosul. Em nota divulgada nas redes sociais, Bompard afirmou que as carnes desses países não respeitam os critérios e normas exigidos pelo mercado francês. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! A ABPA classificou a declaração como infundada e argumentou que os produtos brasileiros atendem rigorosamente às exigências sanitárias dos países importadores. Segundo a entidade, as exportações brasileiras garantem alta qualidade e seguem as determinações das autoridades dos mercados de destino. Para a associação, a manifestação do executivo reflete uma tentativa protecionista que prejudica o equilíbrio de mercado francês, impactando consumidores com preços mais altos e restringindo o acesso de classes menos favorecidas. “O protecionismo, além de injustificado, contraria princípios de sustentabilidade, promovendo maior emissão de gases e pressão inflacionária”, destacou a ABPA. A entidade também criticou a posição do Carrefour, afirmando que, como uma organização global com forte presença no Brasil, a empresa deveria atuar com base nos princípios de competitividade e respeito ao livre mercado. Posicionamento do Carrefour Atendendo a pedido da reportagem, a companhia no Brasil retornou uma nota com o posicionamento do Carrefour França. O informe de dois parágrafos afirma que a medida anunciada pelo CEO local se aplica apenas às lojas daquele país. “Em nenhuma momento ela se refere à qualidade do produto do Mercosul, mas somente a uma demanda do setor agrícola francês, atualmente em um contexto de crise”, diz a nota. A empresa também informa que as unidades dos demais países onde o Grupo Carrefour opera, incluindo Brasil e Argentina, não sofrerão alterações quanto às aquisições de carne do Mercosul. Leia a nota na íntegra: Posicionamento do Carrefour França O Carrefour França informa que a medida anunciada ontem, 20/11, se aplica apenas às lojas na França. Em nenhum momento ela se refere à qualidade do produto do Mercosul, mas somente a uma demanda do setor agrícola francês, atualmente em um contexto de crise. Todos os outros países onde o Grupo Carrefour opera, incluindo Brasil e Argentina, continuam a operar sem qualquer alteração e podem continuar adquirindo carne do Mercosul. Nos outros países, onde há o modelo de franquia, também não há mudanças. O post ABPA critica protecionismo após fala de CEO do Carrefour apareceu primeiro em Canal Rural.
Entidades do agro pedem urgência na aprovação do PL dos bioinsumos

Foto: Pedro Silvestre Uma carta assinada por 56 entidades do agro foi entregue recentemente ao deputado federal Sérgio Souza (MDB/PR), relator do Projeto de Lei 658/2021, que visa regulamentar o uso dos bioinsumos no Brasil. O pedido das entidades, que inclui produtores rurais e representantes da indústria, destaca a necessidade urgente de aprovação do projeto, que tramita atualmente na Câmara dos Deputados. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! Urgência na aprovação O prazo para aprovação do PL é uma das maiores preocupações dos signatários da carta. Caso o projeto não seja sancionado ainda este ano, a partir de 2025 a produção de bioinsumos “on farm” (produzidos nas propriedades para uso próprio) será ilegal, o que pode gerar uma insegurança jurídica significativa para muitas empresas. Atualmente, produtores têm o respaldo legal para produzir bioinsumos em suas propriedades, mas, sem uma legislação própria, essa prática será passível de punição, o que pode levar a implicações legais graves para os agricultores. Desafios para os produtores da soja A falta de uma legislação clara sobre os bioinsumos também tem gerado incertezas no agro. Muitos produtos são registrados como biofertilizantes, conforme a Lei dos Fertilizantes, mas, caso algum estudo científico prove que o produto também tem efeito no controle de pragas, a empresa responsável poderá ser multada e sua produção embargada, devido à regulamentação vigente sobre agrotóxicos. O cenário já afeta as indústrias brasileiras que têm investido na produção de insumos para uso próprio, com o risco de enfrentarem sanções pela falta de registros adequados. Atualmente, a legislação sobre agrotóxicos trata os bioinsumos conforme suas funções, o que exige múltiplos registros para os mesmos produtos, encarecendo desnecessariamente o processo para as empresas. A proposta do PL 658/2021 visa simplificar essa regulamentação, permitindo o registro único para os bioinsumos, independentemente de sua função, o que ajudaria a reduzir a burocracia e acelerar o processo de comercialização desses produtos no mercado. Proposta da CropLife A principal controvérsia que divide as entidades do agro está na proposta da CropLife Brasil, que defende que todos os novos bioinsumos e suas formulações sejam obrigatoriamente avaliados por três órgãos: Ministério da Agricultura, Ibama e Anvisa. As entidades que assinam a carta se posicionam contra essa proposta, argumentando que não seria necessário consultar todos os órgãos para cada modificação de formulação. Segundo elas, o Ministério da Agricultura deveria ser o órgão responsável, como já ocorre com outros produtos, como fertilizantes e medicamentos veterinários. Rumo à aprovação do PL Apesar das divergências, a adesão de 56 entidades ao pedido de urgência para aprovação do PL 658/2021 demonstra a unidade do setor agropecuário e agroindustrial em torno da necessidade de uma regulamentação clara e eficiente. As entidades ressaltam que a aprovação do projeto trará segurança jurídica tanto para os produtores quanto para as indústrias, além de reduzir a dependência do Brasil de produtos importados e evitar a concentração da produção nas mãos de grandes empresas de pesticidas. O post Entidades do agro pedem urgência na aprovação do PL dos bioinsumos apareceu primeiro em Canal Rural.
China: importação de milho e trigo cai, enquanto cresce a de soja

Porto de Ningbo-Zhoushan , na China. Foto: Agência Xinhua As importações chinesas de milho somaram 250 mil toneladas em outubro, queda de 87,7% ante outubro do ano passado, de acordo com dados divulgados pelo Departamento de Alfândegas da China (Gacc, na sigla em inglês). Em valores, as importações de milho no décimo mês do ano totalizaram US$ 62,286 milhões. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! No acumulado do ano até outubro, a China importou 13,03 milhões de toneladas do cereal, recuo de 29,9% na comparação com igual período de 2023. Aquisições de trigo pela China As compras da China de trigo alcançaram 220 mil toneladas em outubro, volume 66,2% inferior ao registrado em outubro de 2023. O valor do mês corresponde a US$ 71,016 milhões. Contudo, até outubro, as importações somaram 10,96 milhões de toneladas, alta de 1,2% ante igual período do ano passado. Soja Segundo o Gacc, a China importou 8,09 milhões de toneladas de soja no décimo mês do ano, alta de 56,8% ante o volume de outubro de 2023. No total, as importações de soja totalizaram US$ 3,917 bilhões no mês passado. No acumulado do ano, até outubro, as importações somaram 89,94 milhões de toneladas, avanço de 11,2% em comparação com o volume do ano anterior. Em relação ao derivado da oleaginosa, os chineses importaram 20 mil toneladas de óleo de soja em outubro, volume 49,9% menor do que o registrado em outubro de 2023. Em valores, no mês, as importações somaram US$ 15,01 milhões. Entre janeiro e outubro, as importações somaram 270 mil toneladas, queda de 1,4% ante igual período de 2023. Outros produtos A China importou 110 mil toneladas de algodão em outubro, 63,3% abaixo do volume de outubro de 2023. No acumulado do ano, as compras chinesas somaram 2,37 milhões de toneladas, avanço de 71,4% ante o ano anterior. De óleo de palma, as importações da China atingiram 250 mil toneladas em outubro de 2024, volume 51,3% menor do que o importado em outubro do ano passado. Em 2024, as importações somam 2,31 milhões de toneladas, recuo de 35,9% ante um ano atrás. De lácteos, 190 mil toneladas foram importadas pela China no décimo mês do ano, 10,2% abaixo do volume de outubro do ano anterior. No acumulado de 2024, até agora, as importações somaram 2,12 milhões de toneladas, queda de 12,9% na comparação anual. As importações chinesas de açúcar somaram 540 mil toneladas em outubro, queda de 42% ante igual mês de 2023. Ainda assim, no acumulado do ano, o volume importado sobe 12,6%, para 3,42 milhões de toneladas. As compras de fertilizantes em outubro foram de 1,1 milhão de toneladas, queda de 5,9% ante o décimo mês do ano passado. Até outubro, as importações somaram 11,48 milhões de toneladas, avanço de 10,2% ante igual período do ano passado. As importações chinesas de carne bovina totalizaram 240 mil toneladas em outubro, alta de 6% em comparação com igual mês do ano anterior. No acumulado do ano, até o décimo mês, foram reportadas compras de 2,34 milhões de toneladas, aumento de 3,6% em relação a 2023. De carne suína, os chineses importaram 90 mil toneladas no mês passado, volume 1,6% abaixo do registrado em outubro do ano passado. Entre janeiro e outubro, as importações tiveram queda de 34,9%, para 890 mil toneladas. O post China: importação de milho e trigo cai, enquanto cresce a de soja apareceu primeiro em Canal Rural.
IA pode elevar comércio global em 14 pontos percentuais até 2040, diz OMC

Foto: Pixabay A inteligência artificial (IA) pode impulsionar o comércio global até 2040, mas sua efetividade dependerá da capacidade de países adotarem a tecnologia de modo conjunto, avalia a Organização Mundial do Comércio (OMC), em relatório divulgado nesta quinta-feira (21). Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! Segundo o documento, o melhor cenário requer a participação conjunta de economias desenvolvidas e emergentes, sendo capaz de aumentar o comércio global em 14 pontos percentuais até 2040. Do contrário, um cenário de “divergência tecnológica” pode reduzir pela metade os ganhos do comércio com inteligência artificial, a um aumento de 7% até 2040. A organização projeta que a adoção de inteligência artificial pode reduzir custos, melhorar a produtividade entre setores e reconstruir padrões tradicionais do comércio global. Somente o comércio de serviços digitais deve crescer 18% até 2040, estima a OMC. O relatório prevê ainda que podem ser criadas novas categorias de bens relacionadas a IA, como veículos elétricos (EVs, em inglês) e robôs. “Em outras palavras, falhar em difundir tecnologias de IA entre diferentes economias pode significar deixar de lado muitos dos ganhos potenciais”, afirmou a diretora-geral da OMC, Ngozi Okonjo-Iweala, em nota. “Além disso, a inteligência artificial pode apoiar a transição verde ao otimizar recursos e reduzir a pegada de carbono de cadeias de suprimento.” Entre as possíveis utilidades da IA no comércio global, a OMC pontua a melhora de processos logísticos, facilitação do gerenciamento de cadeias de suprimento e diminuição de barreiras linguísticas em controles de fronteira. Ferramentas com IA podem, por exemplo, providenciar análises de dados em tempo real, insights preditivos e automatizar alguns processos de tomada de decisão. O post IA pode elevar comércio global em 14 pontos percentuais até 2040, diz OMC apareceu primeiro em Canal Rural.
Carrefour: declaração traz prejuízos à reputação da carne do Brasil, diz associação de criadores de angus

Foto: Associação Brasileira de Angus/divulgação A declaração do CEO do Carrefour da França, de que a gigante do varejo deixaria de comprar carnes do Mercosul, trouxe grande preocupação à Associação Brasileira de Angus e Ultrablack. Em nota, a entidade comenta que a postagem publicada em redes sociais por Alexandre Bompard acarreta “sérios prejuízos à imagem e à reputação da proteína brasileira”. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! De acordo com o texto emitido pela entidade, além de improcedente, a declaração é ainda mais grave partindo de executivo de companhia global com ampla atuação no Brasil. A associação afirma que estimula os criadores a investir em melhoramento genético, qualidade, padronização e sustentabilidade, para oferecer aos consumidores um produto diferenciado, que atenda a altos padrões de excelência. “Quando líderes mundiais discutem a fome e a ampliação do acesso de mais e melhores alimentos, medidas protecionistas como a anunciada pelo executivo colocam em risco esses esforços”, diz a nota, completando que a expectativa é de prevaleça “o respeito à proteína produzida pelo Mercosul, ao trabalho de milhares de pessoas e ao livre mercado”. O post Carrefour: declaração traz prejuízos à reputação da carne do Brasil, diz associação de criadores de angus apareceu primeiro em Canal Rural.
Diário Econômico: confira cenário macroeconômico na análise do especialista do PicPay

Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado do Brasil e do mundo, com a análise de economistas. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! No morning call de hoje, o economista do PicPay Igor Cadilhac destaca que políticas inflacionárias de Trump elevam juros e incertezas nos EUA, enquanto Europa e China enfrentam crescimento fraco. No Brasil, a deterioração fiscal pressiona o mercado, com a Selic podendo alcançar 14%, caso os cortes de gastos não avancem. O post Diário Econômico: confira cenário macroeconômico na análise do especialista do PicPay apareceu primeiro em Canal Rural.
COP29 foca no papel das cooperativas no combate às mudanças climáticas

Silos da cooperativa Integrada em Marialva (PR). Foto: Divulgação Nesta quarta-feira, se comemora o Dia Internacional da Agricultura. A data faz parte da programação da Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2024 (COP29), em Baku, no Azerbaijão. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! O evento abordou a importância do cooperativismo no setor. De acordo com o coordenador de Relações Governamentais do Sistema OCB, Eduardo Queiroz, o cooperativismo desempenha um papel de desenvolvimento social e econômico especialmente importante no Brasil. “Nossas cooperativas representam mais de um milhão de produtores rurais e eles fazem parte do nosso cotidiano porque de tudo o que a gente come no dia a dia em nossas refeições, metade vem de cooperativas, desde o cafezinho, do leite, passando pelo arroz, feijão pela carne, então as cooperativas têm esse papel muito importante para o desenvolvimento do país”. As cooperativas atuam diretamente no campo e facilitam a comunicação com o produtor rural, o que permite um relacionamento mais próximo com o campo, levando discussões sobre sustentabilidade a quem planta e colhe. A gerente de ESG (Environmetal, Social e Governance) da Cooperativa Cooxupé, Natália Fernandes Carr fala, por exemplo, do projeto Gerações, que tem o foco de ir além da lavoura. Assim, o corpo técnico da cooperativa se dirige à propriedade rural e busca encontrar pontos de melhoria, traçando um plano de ação com 118 requisitos para que o produtor evolua indíces de cultivo e gestão sustentáveis. Número de cooperativas no mundo Dados da OCB mostram que ao redor do mundo existem mais de três milhões de cooperativas com cerca de um bilhão de membros, o que corresponde a 12% da humanidade. No Brasil, existem mais de 4.500 cooperativas, sendo que entre as agrícolas, 71,2% são voltadas à agricultura familiar. “Uma vez que qualifico o meu agricultor a fazer um plantio com uma planta de cobertura, a fazer uma integração lavoura-pecuária-floresta, a adotar um plantio a partir de um diagnóstico por imagens de Vant [veículo aéreo não tripulado], usando um algoritmo que vai fazer um controle de fluxo de enxurrada, que vai maximizar as linhas de plantio e reduzir o consumo de combustíveis fósseis, tudo isso gera uma economia para o agricultor, para o bolso. No entanto, acima de tudo, gera uma economia para o meio ambiente”, destaca o presidente do Conselho de Administração da Coopercitrus, Matheus Kfouri Marinho. O painel ministrado na COP 29 sobre o tema mostrou que o cooperativismo vai muito além do lucro, servindo como ferramenta de desenvolvimento social das comunidades. “Na Cooxupe, temos o núcleo de educação ambiental, em que a gente apoia a comunidade para que eles possam entender como cuidar do meio ambiente. É um local onde a gente pode também ensinar ações, modos de realmente reduzir o impacto negativo das mudanças climáticas. Também é onde a gente produz as nossas mudas de espécies nativas. Fazemos o fornecimento gratuito para os nossos cooperados para que eles possam continuar preservando a área deles […]”, diz a gerente de ESG da cooperativa. A cobertura do Canal Rural na COP29 tem o apoio de Sistema OCB, Portos do Paraná, Itaipu Binacional, ApexBrasil, Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e Governo Federal O post COP29 foca no papel das cooperativas no combate às mudanças climáticas apareceu primeiro em Canal Rural.
Ministério e Abiec rechaçam declaração do CEO do Carrefour que quer boicotar carnes do Mercosul

Foto: divulgação O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) emitiu nota oficial nesta quarta-feira (20) rechaçando o comentário feito em redes sociais pelo presidente da rede de supermercados Carrefour da França, Alexandre Bompard, de que a gigante do varejo não mais iria comercializar carnes provenientes do Mercosul (veja abaixo). Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! “O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) reitera a qualidade e compromisso da agropecuária brasileira com a legislação e as boas práticas agrícolas, em consonância com as diretrizes internacionais. Diante disso, rechaça as declarações do CEO do Carrefour, Alexandre Bompard, quanto às carnes produzidas pelos países do Mercosul”, traz a nota da pasta. Em postagem publicada em redes sociais, Bompard reproduz uma carta enviada ao presidente dos sindicatos agrícolas da França, Arnaud Rousseau. No texto, ele diz que, em solidariedade aos agricultores do país frente à proposta de acordo de comércio livre entre a União Europeia e o Mercosul, o Carrefour “quer formar uma frente unida com o mundo agrícola e assume o compromisso de não vender carne do Mercosul”. O presidente do Carrefour da França ainda afirma que espera “inspirar” outras empresas do setor agroalimentar e criar um movimento mais amplo de solidariedade no país, em favor das carnes de origem francesa. Ministério defende produção de carne do Brasil Na nota comentando a postagem, o órgão brasileiro ressalta o trabalho do sistema de defesa agropecuária brasileiro, que garantiria ao país o posto de maior exportador de carne bovina e de aves do mundo, mantendo relações comerciais com aproximadamente 160 países. “Atendendo aos padrões mais rigorosos, inclusive para a União Europeia, que compra e atesta, por meio de suas autoridades sanitárias, a qualidade e sanidade das carnes produzidas no Brasil há mais de 40 anos”, continua o texto. O ministério acrescenta que o Brasil possui uma das legislações ambientais mais rigorosas do mundo e atua com transparência no setor. “Apresentou à União Europeia propostas de modelos eletrônicos que contemplam as etapas iniciais do Regulamento de Desmatamento da União Europeia (EUDR), demonstrando compromisso com uma produção rastreável e transparente, sendo que os modelos privados de rastreabilidade são amplamente reconhecidos e aprovados pelos mercados europeus”. O Mapa também lamenta que “questões protecionistas influenciem negativamente o entendimento de consumidores”, sem critérios técnicos que justifiquem as declarações do presidente da empresa francesa. “O posicionamento do Mapa é de não acreditar em um movimento orquestrado por parte de empresas francesas visando dificultar a formalização do Acordo Mercosul – União Europeia, debatido na reunião de cúpula do G20 nesta semana. O Mapa não aceitará tentativas vãs de manchar ou desmerecer a reconhecida qualidade e segurança dos produtos brasileiros e dos compromissos ambientais brasileiros”. Por fim, a nota oficial reitera o compromisso da agropecuária brasileira com qualidade, sanidade e sustentabilidade dos alimentos aqui produzidos, e que contribuem com a segurança alimentar e nutricional de todo o mundo. Abiec se posiciona sobre declaração do CEO do Carrefour A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) lamentou, em nota, a declaração do CEO do Carrefour. “Tal posicionamento vai contra os princípios do livre mercado e é contraditório, vindo de uma empresa que opera cerca de 1.200 lojas no Brasil, abastecidas majoritariamente com carnes brasileiras, reconhecidas mundialmente por qualidade e segurança”. O texto afirma que, ao adotar um discurso protecionista em defesa dos produtores franceses, a rede de supermercados fragiliza seu próprio negócio e expõe o mercado europeu a riscos de abastecimento, já que a produção local não supre a demanda interna. “O Brasil é líder global em exportação de carne bovina, com o maior rebanho comercial do mundo, produção sustentável e rigorosos controles sanitários que garantem qualidade para mais de 160 países. Nos últimos 30 anos, a pecuária brasileira aumentou sua produtividade em 172%, reduzindo a área de pastagem em 16%, demonstrando compromisso com eficiência e sustentabilidade”, segue o texto da associação. A nota da Abiec afirma que decisões como essa não prejudicam apenas o Brasil, mas também a França, que dependeria de diversas commodities brasileiras. “Em um mundo de desafios crescentes para a segurança alimentar global, o diálogo e a cooperação são mais urgentes do que nunca.” ApexBrasil defende produção do Mercosul Também por nota, a ApexBrasil considerou “lamentável” a declaração de Bompard. “Em nossa missão de promover as exportações brasileiras, temos participado dos esforços do governo e do setor privado que tornaram o Brasil e seus parceiros do Mercosul os principais fornecedores de proteína animal do mundo, assegurando a segurança alimentar de populações dos mais diversos países”, diz o texto da entidade. A ApexBrasil lembra que o país segue os mais rigorosos padrões sanitários e ambientais para garantir a qualidade da proteína animal brasileira que é vendida ao exterior. “Muito estranhamos tal movimento por parte da gigante do varejo francês, em meio a pressões protecionistas em seu país, no momento em que Mercosul e União Europeia estão próximos de fechar o ambicionado acordo que formará o maior mercado do planeta, beneficiando enormemente as populações dos países signatários”, traz o texto. A entidade conclui a nota afirmando que “é preciso que sejam rechaçadas as suspeitas infundadas e de viés protecionista lançadas sobre a carne do Brasil e dos demais países do Mercosul”. O post Ministério e Abiec rechaçam declaração do CEO do Carrefour que quer boicotar carnes do Mercosul apareceu primeiro em Canal Rural.
Câmara aprova regulamentação do mercado de carbono, e projeto vai à sanção

Foto: Mário Agra/Câmara dos Deputados A Câmara dos Deputados aprovou, nesta terça-feira (19) o projeto que regulamenta o mercado de carbono no Brasil, com a instituição do Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões de Gases de Efeito Estufa (SBCE). O texto havia voltado para nova votação dos deputados após análise do Senado Federal e agora vai à sanção presidencial. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! A Câmara rejeitou uma das mudanças feitas pelo Senado, ao retomar a obrigatoriedade de que as seguradoras, sociedades de capitalização e resseguradores locais invistam em ativos ambientais no mínimo 1% por ano dos recursos de suas reservas técnicas e de provisões. Os senadores haviam retirado essa obrigatoriedade a apenas autorizado a aplicação de até 0,5% dessas verbas. De acordo com o relator, o deputado Aliel Machado (PV-PR), a decisão foi tomada nesta terça-feira, no colégio de líderes. “Essa mudança é para que, num projeto paralelo, seja feita a alteração apenas da porcentagem, para que não haja discussão jurídica de incompatibilidade, já que o texto retorna do Senado”, afirmou. “Aprovaremos dessa maneira, e num projeto já acordado, se restabelecerá a alíquota definida pelo Senado, de 0,5%.” Com o SBCE, as empresas vão poder compensar a emissão de gases poluentes comprando créditos de carbono, ligados a iniciativas ambientais. Um ato do Executivo poderá estabelecer regras de funcionamento dos órgãos que compõem a governança do SBCE, que será composto pelo Comitê Interministerial sobre Mudança do Clima, por seu órgão gestor e pelo Comitê Técnico Consultivo Permanente. Na regulamentação, deverá ser definido um teto para a emissão de gás carbônico em determinadas atividades produtivas. Para que uma empresa ultrapasse esse montante máximo, precisará comprar cotas de outra que não tenha usado todo o seu limite, no chamado comércio de permissões de emissões. Dessa forma, nunca haverá aumento efetivo da emissão de carbono. Essas cotas poderão ser negociadas pelas companhias brasileiras também no exterior. Quando uma empresa tiver limite disponível para a liberação de gases poluentes, poderá transformar esse direito em um crédito de carbono, ativo que será negociado e poderá ser comprado por outra companhia que já atingiu o teto e precise de mais cotas. Essas operações serão tributadas, o que resultará em arrecadação de impostos. O sistema divide esse mercado entre dois setores, o regulado e o voluntário – o agronegócio está no segundo. A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) comemorou a votação. “Contemplar os produtores como responsáveis por essas vendas é trazer justiça e garantia do direito de propriedade”, disse o presidente da bancada do agro, Pedro Lupion (PP-PR). O post Câmara aprova regulamentação do mercado de carbono, e projeto vai à sanção apareceu primeiro em Canal Rural.
Ministério da Agricultura confirma abertura de 4 mercados da China para produtos brasileiros

Foto: Ricardo Stuckert/PR O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) confirmou nesta quarta-feira (20) que a China abriu quatro mercados para produtos da agropecuária brasileira entre os acordos firmados mais cedo pelos presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Xi Jinping. Já havia sido antecipada na terça-feira (19) a abertura para importação de sorgo, gergelim e uva fresca do Brasil e nesta manhã houve a conformação da abertura de quatro mercados, incluindo a farinha de peixe, utilizada para ração animal. Desde 2023, o Brasil já conquistou 281 mercados agropecuários. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! De acordo com o Mapa, os quatro protocolos firmados com a Administração Geral de Aduana da China (GACC) estabelecem os requisitos fitossanitários e sanitários para a exportação dos produtos e a pauta diversificada vai beneficiar produtores de diferentes regiões do Brasil, já que uvas frescas, gergelim, sorgo e farinha de peixe, óleo de peixe e outras proteínas e gorduras derivadas de pescado para alimentação animal poderão ser comercializados na China. O ministro Carlos Fávaro, que participou da cerimônia, destacou a boa relação diplomática entre os dois países. “O Brasil já se mostrou um país confiável na posição de maior fornecedor de alimentos e energia renovável e podemos continuar ampliando cada vez mais as parcerias, pois temos gente vocacionada, tecnologia e condições de intensificar nossa produção com sustentabilidade”, destacou. A estimativa da Secretaria de Comércio e Relações Internacionais do Mapa é de que, considerando a demanda chinesa por produtos e a participação do Brasil nesses mercados, o potencial comercial é de cerca de US$ 450 milhões por ano. O secretário de Comércio e Relações Internacionais do Mapa, Luis Rua, pondera que, se levar em conta outras variantes de mercado, esse potencial comercial ultrapassa os US$ 500 milhões anuais. Ainda segundo Rua, só os quatro produtos fruto do acordo firmado nesta quarta-feira, 20, representam US$ 7 bilhões em importações para a China. O País é o maior importador de gergelim do mundo e o Brasil ocupa a sétima posição nas exportações desse produto. A China também é o maior importador de farinha de pescado do mundo. Para este produto e para o sorgo, o Brasil ainda pode ampliar sua participação nas exportações. No caso das uvas frescas, a China é um grande consumidor de uvas premium e importou mais de US$ 480 milhões deste produto no ano passado. De acordo com o Mapa, as uvas frescas de mesa devem ser exportadas, majoritariamente, dos Estados de Pernambuco e da Bahia. “Pomares, casas de embalagem e instalações de tratamento a frio devem cumprir boas práticas agrícolas e ser registrados no Mapa”, diz a Pasta. Para as empresas exportadoras de farinha de peixe, óleo de peixe e outras proteínas e gorduras derivadas de pescado para alimentação animal é preciso implementar o sistema de Análise de Perigos e Pontos Críticos de Controle (APPCC) ou sistema de gerenciamento com base nos princípios da APPCC, ter sistema para garantir o recall e a rastreabilidade dos produtos, com aprovação do lado brasileiro e registro pelo lado chinês, que terá validade de 5 anos. As matérias-primas devem ser provenientes de pescado (exceto mamíferos marinhos) capturados na zona marítima doméstica ou em mar aberto e da criação de pescado em cativeiro, ou de subprodutos de pescado provenientes de estabelecimentos que manuseiam pescado para consumo humano. O post Ministério da Agricultura confirma abertura de 4 mercados da China para produtos brasileiros apareceu primeiro em Canal Rural.