Risco de desabamento suspende buscas na ponte entre o Maranhão e Tocantins

Foto: Bombeiros Militar/ Governo do Tocantins Os trabalhos de busca dos mergulhadores por desaparecidos na queda da ponte Juscelino Kubitschek de Oliveira, na BR-226, entre Aguiarnópolis, Tocantins, e Estreito, no Maranhão, foram suspensos devido ao risco de desabamento. O Departamento Nacional de Infraestrutura de Trânsito (Dnit) identificou uma movimentação no que sobrou da estrutura da ponte, por isso recomendou a suspensão dos trabalhos. De acordo com a Marinha, o corpo de uma das vítimas foi encontrado por pescadores nesta quinta (26) à noite, a aproximadamente 6 km do local do desabamento. Duas outros corpos também foram localizados, mas não foram resgatados devido o risco para o trabalho dos profissionais. Com isso são nove o número de mortos e oito desaparecidos. Qualidade da água do rio Na quinta-feira, os mergulhadores localizaram os caminhões que transportavam defensivos agrícolas e ácido sulfúrico a uma profundidade de cerca de 35 metros. Eles também localizaram uma moto e uma caminhonete. Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News! Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) continua monitorando a qualidade da água no Tocantins. Segundo a agência reguladora, até o momento não há risco de contaminação da água por vazamento de produtos químicos. Novos equipamentos para as buscas A Marinha informou que novos equipamentos chegaram nesta sexta-feira (27) e devem auxiliar nas buscas. Entre eles, uma câmara hiperbárica e o de mergulho independente, que tem o suprimento de ar feito por mangueiras que chegam na superfície. Com isso vai ser possível realizar o trabalho por um período maior. Além disso, veículos que ficaram na ponte ainda não foram retirados devido ao risco de desmoronamento. O Dnit informou que uma força-tarefa se encontra na região. O objetivo, segundo o órgão, é intensificar o apoio à população, com a contratação de balsas para a travessia do Rio Tocantins, além de acelerar o trabalho de apuração das causas pela queda da estrutura. “Com a decretação de emergência, o DNIT atua com celeridade na contratação da reconstrução da nova ponte. A autarquia reforça, ainda, que há rotas alternativas de deslocamento entre as cidades de Estreito (MA) e Aguiarnópolis (TO), na BR-226/TO”, disse o órgão. Rotas alternativas à ponte São duas as rotas alternativas que podem ser utilizadas para fazer a travessia na região. Rota 1 – Para ter acesso à BR-226/MA: Darcinópolis/TO até Imperatriz/MA (191,0 quilômetros): TO-134/BR-230 (Darcinópolis/TO – Axixá do Tocantins/TO, 149 quilômetros) TO-201 (Axixá do Tocantins/TO – Sítio Novo do Tocantins/TO, 15,1 quilômetros) TO-126 (Sítio Novo do Tocantins/TO – Imperatriz/MA, 26,9 quilômetros) e seguir pela BR-226/MA. Rota 2 – Para ter acesso à BR-230/TO: Estreito/MA até Imperatriz/MA (125,0 quilômetros): BR-226/MA: Os usuários devem acessar a rodovia em Estreito/MA até Porto Franco/MA (30,0 quilômetros) BR-010/MA: De Porto Franco/MA os usuários devem seguir pela BR-010/MA até Imperatriz/MA (100,0 quilômetros) e seguir pela TO- 126. O post Risco de desabamento suspende buscas na ponte entre o Maranhão e Tocantins apareceu primeiro em Canal Rural.
Apesar de desafiador, 2024 termina com safra regular no Matopiba

Jaime Cappelesso, produtor e pecuarista de Luís Eduardo Magalhães | Foto: Guilherme Soares/ Canal Rural BA A safra 2023/24 no Matopiba foi considerada bastante desafiadora e na Bahia, principal estado produtor do Nordeste, apesar dos obstáculos, houve também estabilidade e conquistas, em um ano que finaliza com status regular, principalmente na produção das principais commodities. O início não foi fácil para o ciclo que se encerra em 2024, principalmente para a soja, principal commodity do Matopiba. Esse ciclo agrícola foi marcado por uma das maiores secas da história, na Bahia, por exemplo. Ainda assim, no estado baiano, no ano que exigiu mais expertise do produtor de soja, a produtividade média foi de 63 sacas por hectare. De acordo com a Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), somente o Oeste da Bahia registrou uma produção total de 7,4 milhões de toneladas da oleaginosa, com uma área superior a 1,9 milhão de hectares plantados, ocupando mais de 67% da área total cultivada no oeste baiano. A safra 2023/24, foi uma safra considerada regular. Tivemos algumas adversidades climáticas, principalmente por essas questões como pelo evento do El Niño, que de certa maneira acabou impactando boa parte das culturas. Na soja tínhamos aí o potencial de alcançarmos o maior índice de produtividade nível Brasil, mas tivemos uma média reduzida de 67 sacas, passa 63 sacas de soja por hectare, em função justamente dessas dessas adversidades climáticas enfrentadas nos diversos núcleos produtivos”, explica o gerente de agronegócio da Aiba, Aloísio Júnior. Imagem: Guilherme Soares/ Canal Rural Bahia Outro estado do Matopiba que se destacou mesmo diante das adversidades foi o Piauí. Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o estado produziu 3,8 milhões de toneladas de soja na safra 2023/24, um aumento de 88% em relação à safra anterior. No ciclo passado a falta de chuva foi um dos principais problemas para os produtores, no entanto, nesta temporada, a presença dela em abundância foi crucial para o inicio do plantio em toda a região do Matopiba, principalmente no Oeste da Bahia. O produtor, Jaime Cappelesso, lembra das dificuldades e ressalta a tranquilidade no início do plantio para a safra 2024/25. “Para a região como um todo, o clima tá muito bom esse ano, plantio bom, bem germinado tudo. No ano passado foi mais complicado, nós estávamos nessa época com problemas sérios, agora não, esse ano estamos tranquilo, mas clima é o seguinte, hoje tá assim, amanhã a gente não sabe o que que vem”, comenta o produtor. Radar fitossanitário E se a chuva começou ajudando para a safra 2024/25, a atenção para o controle fitossanitário deve continuar no radar dos produtores. Iolanda Alves, fitopatologista e entomologista da Fundação Bahia, relembra que durante o ano, alguns nematoides e pragas dificultaram o trabalho dos produtores. “Pensando na parte da fitopatologia, as grandes problemáticas tem sido a mancha alfa, tanto na cultura da soja quanto na cultura do algodão, que é causada pelo fungo Corynespora cassiicola e os nematoides também. A gente teve também bastante problema com a mosca branca e com o bicudo algodoeiro” que já é comum de todo ano ter esse problema com a questão do do bicudo”, explica. Falando em algodão, que têm na Bahia a segunda maior produção nacional, a produtividade média foi de 325,45 arrobas de algodão em caroço por hectare na safra 2023/24, inferior às 330,8 arrobas por hectare da safra anterior, mas ainda acima das expectativas, numa área total plantada de 345.431 hectares, de acordo com a Aassociação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa). Já o milho, segundo a Aiba, chegou a enfrentar problemas em aspectos fitossanitários e climáticos, finalizando a safra com o resultado de 150 sacas por hectare de sequeiro e 160 de irrigado, correspondente a uma produção de mais de um milhão de toneladas do cereal. Fruticultura foi destaque Apesar dos desafios, 2024 também foi um ano marcado por resultados positivos para a fruticultura baiana, com destaques para a produção de manga, maracujá e mamão. Além disso, o estado voltou a ser líder na produção de cacau. Segundo a Pesquisa Agrícola Municipal mais recente do IBGE, o segmento gerou para o estado R$ 5,7 bilhões. Para o secretário de agricultura da Bahia, Wallison Tum, a fruticultura vive um momento positivo, por conta das dificuldades enfretadas em outras regiões do país. “Nós temos observado o crescimento muito grande do síntese aqui no estado da Bahia, principalmente porque São Paulo não está conseguindo exportar. Então, existe um movimento muito forte aqui, mais concentrado na região de Condeúba, que é próximo à divisa com o Sergipe”, disse. Pecuária A pecuária foi outro segmento que bateu recordes. A Pesquisa da Pecuária Municipal mais recente do IBGE, aponta que a Bahia possui o maior rebanho do nordeste, com 13,3 milhões de cabeças. O Jaime, por exemplo, têm capacidade máxima para 6 mil cabeças na propriedade em Luís Eduardo Magalhães, onde adota o sistema Integração Lavoura-Pecuária (ILP). “Eu acho que o pecuarista hoje não pode reclamar muito porque começou razoável, daí ficou para baixo e agora tá os preços se manter, os preços que estão aí, tá bom? Nós aqui, por exemplo, nós estamos com um foco mais na engorda, no confinamento. E a gente faz parceria, tem vários, vários sistemas e eu sempre fui fã da Integração Lavoura-Pecuária (ILP) e eu acho que na nossa região do Oeste da Bahia, tá faltando muito isso.”, finaliza o produtor. Para Humberto Miranda, presidente da Federação de Agricultura e Pecuária da Bahia (Faeb), mesmo com muitas intercorrências, foi um ano com resultados satisfatórios. “Pensando no ano corrente, como nós estamos chegando ao final do ano, nós podemos dizer que esse ano foi um ano exitoso para agropecuária baiana. Nós saímos do final do ano passado de uma seca histórica, onde o Cemaden é contabilizou que foi uma das piores secas dos últimos 30,40 anos. Isso gerou muito prejuízo à agricultura e principalmente a pecuária. morreram mais de 1 milhão de cabeças de animais no final do do segundo semestre do ano passado”, ressalta. Imagem:
Crédito para agro sobe 1% em novembro, afirma Banco Central

Foto: Mapa/divulgação O saldo de crédito para as empresas do setor agropecuário cresceu 1% em novembro, na comparação com outubro, para R$ 53,374 bilhões, informou o Banco Central nesta sexta-feira (27). No acumulado dos últimos 12 meses, aumentou 6,5%. O saldo para a indústria avançou 1,3% em novembro ante outubro, para R$ 906,311 bilhões. No acumulado dos últimos 12 meses, cresceu 8,2%. Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News! O montante destinado ao setor de serviços aumentou 1,9%, para R$ 1,485 trilhão. No acumulado dos últimos 12 meses, aumentou 11,5%. O saldo do crédito para pessoa jurídica com sede no exterior e créditos não classificados (“outros”) elevou-se 7,7%, para R$ 4,732 bilhões, de acordo com o Banco Central. O post Crédito para agro sobe 1% em novembro, afirma Banco Central apareceu primeiro em Canal Rural.
Lei que garante seguridade especial a cooperados rurais é sancionada

Foto: Freepik Foi publicada no Diário Oficial da União de hoje (27) a lei que estende a condição de segurado especial para membros de cooperativas vinculadas a atividades rurais. Conforme a Lei 15.072/24, o trabalho rural pode ser realizado individualmente ou em regime de economia familiar, e a associação à cooperativa não descaracteriza a condição de segurado especial, que é concedida ao trabalhador que exerce sua atividade majoritariamente no campo. A lei foi sancionada ontem (26) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e teve origem no PL 1754/24, substitutivo da Câmara ao PL 580/07, do Senado Federal. Lula vetou o trecho da norma que possibilitava a associação ou o exercício de atividade remunerada em quaisquer tipos de cooperativas. Segundo o Poder Executivo, a medida subverteria a figura do segurado especial, “conforme estabelecido pela legislação previdenciária, com potencial aumento da despesa pública de caráter continuado com benefícios previdenciários”. Conforme a nova legislação, as cooperativas devem ter atuação vinculada às atividades e categorias rurais abrangidas pelo regime de segurado especial. É o caso das cooperativas de produtores rurais, seringueiros, extrativistas vegetal, pescadores artesanais e de seus familiares que desempenham atividades em regime de economia familiar. Com a lei, integrantes da administração, do conselho fiscal e de outros órgãos de cooperativas, de todos os tipos, também serão considerados segurados especiais. Membros de grupo familiar que tiverem outra fonte de rendimento não serão incluídos no regime de seguridade especial, assim como associados a cooperativas de trabalho. Essas organizações são compostas por profissionais com interesse em comum, e os cooperados trabalham de maneira autônoma. Um dos objetivos do modelo é melhorar a remuneração e as condições de trabalho de seus associados. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! O post Lei que garante seguridade especial a cooperados rurais é sancionada apareceu primeiro em Canal Rural.
Safra de soja 24/25: otimismo e cuidado no manejo de pragas

Foto: Giovane Rocha/ Rally da Safra Com condições climáticas favoráveis e um índice de chuvas adequado, a safra de soja 2024/2025 no Brasil apresenta um cenário otimista. As projeções da Agroconsult indicam uma produção superior a 172,2 milhões de toneladas, um aumento significativo em relação à temporada anterior. Essa previsão representa um crescimento de mais de 16 milhões de toneladas, o que reflete o bom desenvolvimento das lavouras nas principais regiões produtoras do país. Contudo, apesar do panorama favorável, o manejo de doenças e pragas segue como um fator crucial para garantir altos índices de produtividade. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! Prevenção de doenças e fungos Com o aumento da umidade esperado para o final de 2024, o controle de doenças fúngicas se torna essencial para evitar perdas na lavoura. Sérgio Zambon, gerente sênior de desenvolvimento de produtos da BASF, destaca a importância do monitoramento constante da lavoura e das condições climáticas para a aplicação preventiva de fungicidas. Para ele, “quando há períodos de chuva, é fundamental aproveitar as janelas sem chuva para realizar as aplicações preventivas. Se a doença se instalar, o controle se torna muito mais difícil e o custo para combatê-la é significativamente maior”. Zambon explica que o ideal é realizar as primeiras aplicações de fungicidas antes do fechamento da soja, quando as entrelinhas ainda são visíveis, permitindo o acesso aos produtos nas folhas mais baixas. À medida que a soja se desenvolve, novas aplicações devem ser feitas para proteger as folhas novas e evitar a instalação de doenças. “Prevenir é sempre mais barato e eficaz do que tentar remediar a situação depois que as doenças já se instalaram”, afirma o especialista. Monitoramento da soja e cuidados Além de monitorar a lavoura, é essencial que os produtores acompanhem as condições climáticas e o ambiente ao redor. Zambon ressalta que, com o aumento das chuvas, as doenças tendem a se proliferar mais rapidamente. “Em 2024, já houve detecção de ferrugem asiática no sudoeste de São Paulo, o que indica que os esporos estão no ar e podem se espalhar rapidamente, caso não haja controle preventivo.” Em relação às pragas, Zambon observa que a umidade e o sistema de cultivo impactam diretamente na biologia das pragas. Em regiões como a Bahia, onde o cultivo é intensivo durante todo o ano, a disponibilidade constante de alimentos permite que as pragas se multipliquem continuamente, tornando o controle mais desafiador. “Na Bahia, o sistema intensivo de cultivo favorece a proliferação de pragas ao longo do ano. Isso torna o monitoramento e controle ainda mais importantes”, explica. Fases críticas da soja e tecnologia Zambon também destaca que a soja é mais suscetível a doenças durante sua fase reprodutiva. No entanto, ele alerta que as doenças podem começar a se desenvolver desde o momento do plantio. “O controle deve ser iniciado logo nas primeiras semanas após a semeadura. Quanto mais cedo as doenças forem identificadas, mais fácil será o controle”, afirma o especialista. Outro ponto importante para o sucesso no manejo das lavouras é a tecnologia de aplicação. Zambon enfatiza a necessidade de cuidados como o volume de calda, o tamanho das gotas e o momento da aplicação. “Esses fatores são essenciais para garantir que o produto atinja as áreas corretas da planta. O uso de adjuvantes também pode ser uma boa estratégia, principalmente durante períodos chuvosos, pois eles ajudam na penetração do produto e na sua permanência nas folhas”, destaca. O post Safra de soja 24/25: otimismo e cuidado no manejo de pragas apareceu primeiro em Canal Rural.
China inicia investigação sobre carne bovina importada do Brasil

O Ministério da Agricultura e Pecuária informou nesta sexta-feira (27) que tomou conhecimento da investigação iniciada pelo Ministério do Comércio da China sobre as importações de carne bovina. A iniciativa abrange todos os países exportadores de carne bovina para o país asiático, incluindo o Brasil. A investigação aberta nesta sexta-feira (27) deverá analisar o período que compreende o ano de 2019 até o primeiro semestre de 2024. A expectativa é de que esse processo dure oito meses. Até o momento, não há a adoção de qualquer medida preliminar, permanecendo vigente a tarifa de 12% “ad valorem” que a China aplica sobre as importações de carne bovina. Leia Mais Reservatórios das hidrelétricas batem marca de 50% após período de seca “Prévia da inflação”: IPCA-15 sobe 0,34% em dezembro, diz IBGE Bolsas da Europa operam em alta modesta e liquidez restrita “Durante os próximos meses, e seguindo o curso e os prazos legais da investigação, o governo brasileiro, em conjunto com o setor exportador, buscará demonstrar que a carne bovina brasileira exportada à China não causa qualquer tipo de prejuízo à indústria chinesa, sendo, pelo contrário, importante fator de complementaridade da produção local chinesa”, afirma o ministério em nota. A China é o principal destino das exportações brasileiras de carne bovina. Em 2024, as exportações brasileiras do produto para o país asiático superaram 1 milhão de toneladas. “O governo brasileiro reafirma seu compromisso em defender os interesses do agronegócio brasileiro, respeitando as decisões soberanas do nosso principal parceiro comercial, sempre buscando o diálogo construtivo em busca de soluções mutuamente benéficas”, diz a nota. Podemos ter ganhos com soja e carne, diz Famasul sobre Mercosul-UE | Money News Este conteúdo foi originalmente publicado em China inicia investigação sobre carne bovina importada do Brasil no site CNN Brasil.
China anuncia investigação sobre as importações de carne bovina

Foto: Ministério da Agricultura O Ministério do Comércio da China deu início a uma investigação para fins de aplicação de medidas de salvaguarda sobre as importações de carne bovina. A apuração, que começou hoje (27), abrange todos os exportadores de carne bovina do mundo para o país e deverá analisar o período que compreende o ano de 2019 até o primeiro semestre de 2024. O trabalho terá oito meses de duração. O governo brasileiro tomou conhecimento do assunto e informou que “não há, em princípio, a adoção de qualquer medida preliminar, permanecendo vigente a tarifa de 12% ‘ad valorem’ que a China aplica sobre as importações de carne bovina. Os chineses são os maiores consumidores da carne bovina brasileira, consolidando-se nos últimos anos como o maior parceiro comercial do Brasil em proteínas animais. Em 2024, as exportações brasileiras de carne bovina para o país somaram mais de 1 milhão de toneladas, representando aumento de 12,7% em relação ao mesmo período de 2023. Em nota, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) disse que durante os próximos meses, o governo, em conjunto com o setor exportador, buscará demonstrar que a carne bovina exportada à China não causa prejuízo à indústria chinesa, sendo importante fator de complementaridade da produção local. “O governo reafirma seu compromisso em defender os interesses do agronegócio brasileiro, respeitando as decisões soberanas do nosso principal parceiro comercial, sempre buscando o diálogo construtivo em busca de soluções mutuamente benéficas”, encerra a nota. Também em nota, a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) informou que acompanha a investigação anunciada pelo Ministério do Comércio da China sobre as importações de carne bovina. “Reconhecemos o papel estratégico do mercado chinês, principal destino das exportações brasileiras de carne bovina. Em 2024, mais de 1 milhão de toneladas foram exportadas para a China, um suprimento fundamental para complementar a produção local chinesa, hoje estimada em 12 milhões de toneladas “, diz a nota da associação. A Abiec afirmou que apoia o diálogo construtivo com a China, contribuindo para soluções que atendam aos interesses de ambas as nações e reafirma que a carne bovina brasileira exportada para o país é de alta qualidade e segue rigorosos padrões de qualidade. “Estamos comprometidos em cooperar com as autoridades chinesas e brasileiras, colocando-nos à disposição para fornecer quaisquer esclarecimentos e participar ativamente do processo de investigação, sob a liderança do Governo Brasileiro, especialmente do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e do Ministério das Relações Exteriores (MRE)”, finaliza o documento. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! O post China anuncia investigação sobre as importações de carne bovina apareceu primeiro em Canal Rural.
Melhores geleias artesanais serão escolhidas em categorias: simples e mistas

Foto: Francielle Bertolacini/Canal Rural Estão abertas as inscrições para o Prêmio CNA Brasil Artesanal 2025 – Geleias, os produtores podem receber prêmios que variam entre R$4 mil e R$12 mil. Além do dinheiro, os três primeiros colocados vão ganhar selo de participação (ouro, prata e bronze, conforme a classificação). Serão avaliadas as categorias geleias simples e geleias mistas. De acordo com a Embrapa: Geleias simples: são aquelas produzidas com apenas uma fruta ou hortaliça. Geleias mistas: elaboradas com diferentes frutas, hortaliças, especiarias e condimentos. Os critérios de avaliação incluem: cor, aroma, sabor, consistência e conjunto. Na primeira etapa, dez produtos serão selecionados e, em seguida, submetidos a um Júri Popular, composto por pessoas anônimas. Participe do Porteira Aberta Empreender: envie perguntas, sugestões e compartilhe sua história de empreendedorismo pelo WhatsApp. A premiação é fruto de uma parceria entre Embrapa Agroindústria de Alimentos, Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital/SAA-SP) e Sebrae, o concurso é destinado a quem produz nacionalmente. Acesse o regulamento e faça a sua inscrição. O post Melhores geleias artesanais serão escolhidas em categorias: simples e mistas apareceu primeiro em Canal Rural.
Proprietários rurais são beneficiados com programa de regularização fundiária

Foto: Márcio Mol Dados da Fundação Instituto de Terras (Itesp), ligado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo mostram que o governo paulista regularizou mais de 3 mil imóveis rurais, incluindo quilombos e a titulação a pequenos, médios e grandes produtores rurais, ou cerca de 210 mil hectares de terras em dois anos. Até o final de 2024, a expectativa é que a Itesp conclua a regularização fundiária de mais de 11 mil propriedades em 70 municípios do estado. Segundo o governo, foram investidos R$12 milhões no período. Os locais receberam trabalhos técnicos especializados da fundação. Entre os milhares de agricultores que receberam a posse da terra está Fernando José, que herdou a propriedade do avô. “Agora, nós estamos recuperando o nosso título, o nosso direito de propriedade e vamos poder investir. A grande herança que vou deixar para o meu filho é o título de terra que recebi do meu avô e do meu pai”, conta o proprietário rural. Para o secretário de Agricultura e Abastecimento de São Paulo, Guilherme Piai, as regularizações fundiárias geram segurança jurídica e incentivam investimentos. “Já estamos vendo o resultado no campo, fazendas sendo ampliadas, comprando silos para as propriedades, ou seja, com o registro do seu imóvel em mãos, os produtores rurais apostam em seus negócios e isso beneficia toda a cadeia do agro no Estado, com a geração de empregos e renda.” Regularização Fundiária Rural e Urbana A regularização fundiária tem como objetivos promover o desenvolvimento socioeconômico de pequenos agricultores e trabalhadores urbanos, legitimando suas posses. Além disso, fornece ao Estado mecanismos para a defesa de seus interesses nas ações de desapropriação indireta nas áreas abrangidas por unidades de conservação ambiental e em ações de desapropriação para fins de reforma agrária. Os trabalhos técnicos e jurídicos visam a identificar áreas passíveis de regularização fundiária. Esses serviços são pela Fundação Itesp, por meio do Programa de Regularização Fundiária Urbana e Rural, um projeto social do governo voltado a pequenos posseiros da cidade ou do campo que, por causa de insegurança dominial sobre os imóveis que ocupam, convivem com conflitos pelo uso e posse da terra e com sérios obstáculos para o desenvolvimento social e econômico de suas comunidades. O programa visa identificar áreas passíveis de regularização fundiária e outorgar títulos de propriedade nesses locais conforme a legislação vigente. Essas ações serão feitas por meio de trabalhos técnicos e jurídicos de uma equipe multidisciplinar, formada por advogados, engenheiros agrimensores e cartógrafos, técnicos em agrimensura, cadistas, cadastradores e pessoal de apoio técnico e operacional. Com treinamentos específicos, as administrações municipais poderão executar rotineiramente a atualização das suas bases cadastrais, diminuindo custos, ampliando receitas e evitando gastos desnecessários com novos contratos de execução. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! O post Proprietários rurais são beneficiados com programa de regularização fundiária apareceu primeiro em Canal Rural.
Posicionamento da Aprosoja MT em relação à suspensão da lei contra a Moratória da Soja

Foto: Aprosoja MT A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) tomou conhecimento da decisão liminar concedida pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que suspendeu temporariamente os efeitos da Lei Estadual nº 12.709/2024, também conhecida como a lei da Moratória da Soja. Diante dessa situação, a Aprosoja MT reafirma sua confiança de que o Governo de Mato Grosso e os deputados estaduais, por meio da Procuradoria da Assembleia Legislativa (ALMT), mostrarão que a Moratória da Soja é um acordo comercial que ultrapassa os limites da legislação brasileira e viola direitos fundamentais garantidos pela Constituição Federal. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! Moratória da Soja: violação dos princípios A Aprosoja MT acredita que, ao examinar os argumentos contrários à petição inicial da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI), o Ministro responsável reformará sua decisão, derrubando a medida liminar e restabelecendo a eficácia da lei. A Moratória da Soja, segundo a associação, viola princípios fundamentais da Constituição, como a livre iniciativa e o dever da Federação de combater as desigualdades sociais e regionais. Ela entende que a suspensão da lei não pode ser vista como um passo em direção ao respeito ao ordenamento jurídico nacional, mas sim como um obstáculo ao desenvolvimento sustentável e à justiça social. A decisão Ao aprovar e sancionar a lei, o Parlamento e o Governo de Mato Grosso mostraram o desejo da população de acabar com as ilegalidades que sustentam o acordo, considerado um acordo comercial disfarçado de compromisso ambiental. Acredita-se que o STF deve seguir esse entendimento, pois é a única maneira de garantir o desenvolvimento justo e sustentável de Mato Grosso. Desenvolvimento sustentável A Aprosoja MT ressalta que sua luta não é em defesa de ilegalidades nem de práticas predatórias ao meio ambiente. Ao contrário, a associação, como legítima representante dos produtores de soja e milho de Mato Grosso, atua incessantemente para fortalecer a produção agrícola sustentável, alinhada aos mais elevados padrões de responsabilidade ambiental e social. Volta da Lei da Moratória da Soja Por fim, a Aprosoja MT reafirma sua confiança nas instituições brasileiras e acredita que, ao final, será preservada a dignidade da pessoa humana, garantindo o equilíbrio entre o respeito ao meio ambiente e a justiça social. A Associação continuará acompanhando de perto a tramitação da ADI e está pronta para adotar todas as medidas necessárias em defesa dos seus associados e do desenvolvimento de Mato Grosso. A Aprosoja MT mantém seu compromisso com a sustentabilidade e com a luta por um setor agrícola que respeite a legislação brasileira e as ambientais e sociais, sem prejuízo da liberdade econômica e da promoção de uma sociedade mais justa e igualitária. O post Posicionamento da Aprosoja MT em relação à suspensão da lei contra a Moratória da Soja apareceu primeiro em Canal Rural.