Prévia da inflação no Brasil fecha o ano em 4,71%

Foto: Tânia Rego/Agência Brasil O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE) divulgou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – 15 (IPCA-15), que mede a prévia da inflação oficial, fechou o ano com uma taxa de 4,71%. O número é semelhante ao registrado em 2023 (4,72%), ficando acima do teto da meta estipulada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), que é 4,50%, diz IBGE. Mais caros O grupo alimentação e bebidas puxou a inflação neste ano, com uma alta de preços acumulada de 8% no período. Entre os produtos com maiores aumentos no ano estão óleos e gorduras (20,42%), carnes (19,48%), frutas (14,18%), bebidas (13,11%), leites e derivados (11,10%) e cereais, leguminosas e oleaginosas (10,04%). Em seguida, aparecem os grupos de despesa saúde e cuidados pessoais (6,03%) e educação (6,82%). Os demais grupos apresentaram as seguintes taxas: despesas pessoais (5,12%), habitação (3,44%), comunicação (2,99%), transportes (2,32%), vestuário (2,25%) e artigos de residência (0,83%). Dezembro O IPCA-15 registrou taxa de 0,34% em dezembro deste ano, ficando abaixo da prévia do mês anterior (0,62%) e de dezembro do ano passado (0,40%). Dos nove grupos de despesas, cinco tiveram alta na prévia de dezembro deste ano. Segundo IBGE, alimentação e bebidas apresentou o maior impacto no mês, com taxa de inflação de 1,47%, devido a itens como óleo de soja (9,21%), alcatra (9,02%), contrafilé (8,33%) e carne de porco (8,14%). Outros grupos de despesa com altas importantes foram despesas pessoais (1,36%) e transportes (0,46%). O grupo habitação, com uma deflação (queda de preços) de 1,32%, ajudou a frear a prévia da inflação em dezembro, puxada pela energia elétrica residencial, cujo preço recuou 5,72%, devido ao retorno da vigência da bandeira tarifária verde no primeiro dia do mês. O IPCA-15 trimestral, também conhecido como IPCA-E, registrou taxa de 1,51%, segundo o IBGE. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! O post Prévia da inflação no Brasil fecha o ano em 4,71% apareceu primeiro em Canal Rural.

Clima adverso em 2024 atrapalha o desempenho agropecuário do Mato Grosso do Sul

Foto: Mayke Toscano/Secom-MT O Valor Bruto da Produção (VBP) do agronegócio de Mato Grosso do Sul teve uma queda de 23,2% em relação ao ano anterior, segundo balanço divulgado pela Federação da Agricultura e Pecuária de MS (Famasul) e deve atingir R$ 69,32 bilhões em 2024. A redução foi puxada pelo setor agrícola, que deve somar R$ 45,86 bilhões, prejudicado por condições climáticas adversas. Por outro lado, a pecuária apresentou crescimento de 4,9% no VBP, totalizando R$ 24,16 bilhões ante R$ 23 bilhões em 2023. “O desempenho positivo é resultado do ganho na produção, que compensou a desvalorização nos preços”, destacou o presidente do Sistema Famasul, Marcelo Bertoni, em nota. Soja no topo As exportações do agronegócio no estado devem somar US$ 9,5 bilhões em 2024, recuo de 5,1% em relação aos US$ 10 bilhões do ano passado. A soja manteve a liderança nas vendas externas, com US$ 2,8 bilhões e 6,5 milhões de toneladas embarcadas, apesar de quedas de 28,1% em receita e 14,5% em volume. A celulose foi destaque positivo, com aumento de 77,3% na receita, para US$ 2,6 bilhões, e 15,8% no volume exportado, atingindo 4,5 milhões de toneladas. O produto foi responsável por 27,6% do total das exportações. Apesar dos resultados menores, Bertoni ressalta avanços em novas frentes, como a consolidação do MS na produção de etanol de milho, a atração de indústrias de celulose, o estímulo à citricultura e a ampliação da suinocultura. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! A China permanece como principal destino das exportações do agronegócio do Estado, com 49,1% do total, seguida por Estados Unidos (5,3%). Países Baixos (Holanda) e Itália somam cerca de 8% da receita. “A expectativa é que o acordo Mercosul-União Europeia crie um ambiente favorável para ampliar as relações comerciais com os países europeus”, comentou Bertoni. O post Clima adverso em 2024 atrapalha o desempenho agropecuário do Mato Grosso do Sul apareceu primeiro em Canal Rural.

Arco Norte amplia participação nas exportações do milho e preço do frete cai

Foto: Renata Silva/Embrapa Os portos do Arco Norte, como o de Itacoatiara (AM), Santarém (PA), Santana (AP), Barcarena/Vila do Conde (PA), São Luiz (MA), são responsáveis por 47,2% das exportações do milho brasileiro. Os dados são do período entre janeiro e novembro de 2024, aumento em relação aos 41,6% de igual período de 2023, segundo dados do Boletim Logístico da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgado ontem (26). Os fretes apresentaram tendência de queda em novembro na maioria das regiões produtoras. Em Mato Grosso, principal estado exportador, as rotas com origem em Sorriso registraram recuo de até 11% nos valores para Alto Araguaia e 7% para Santos, segundo levantamento da Conab. A rota Sorriso-Santos, uma das principais do país, fechou novembro a R$ 420/tonelada. “O processo de redução de preços, que já vinha ocorrendo de forma gradativa ao longo dos últimos meses, se acentuou em novembro, refletindo a temporada de menor quantidade produzida em termos de milho, não apenas em Mato Grosso, mas no Brasil como um todo”, destaca o boletim. Em Goiás, segunda principal origem das exportações, os fretes recuaram entre 12% e 15% nas principais rotas. O trecho Rio Verde-Santos registrou valor médio de R$ 208/tonelada em novembro, queda de 15% em relação a outubro. A distribuição portuária mostra que, após o Arco Norte, o Porto de Santos manteve participação expressiva com 41,6% dos embarques totais, seguido por São Francisco do Sul (5,4%) e Paranaguá (3,3%). Liderança O relatório aponta ainda que, dos 4,73 milhões de toneladas de milho exportados em novembro, Mato Grosso foi responsável por 63% do volume, seguido por Goiás (12,2%) e Paraná (7%). A Conab destaca também uma mudança estrutural no mercado mato-grossense, com o desenvolvimento das cadeias produtivas locais afetando a logística. “A dinamização do mercado interno de Mato Grosso, que já englobava a soja, tem caminhado a passos largos também para o milho, proporcionando elevação da demanda interna dentro do próprio Estado”, aponta o documento. Segundo a entidade, as usinas de etanol de milho têm se expandido no contexto estadual, elevando a demanda interna. Empresas do setor têm oferecido ágio para garantir estoques, resultando em viagens mais curtas e maior giro dos caminhões. Para 2025, o boletim indica “melhores perspectivas para a logística estadual”, embora alerte que a safra recorde prevista “poderá agravar gargalos e retirar competitividade regional e nacional.” Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! O post Arco Norte amplia participação nas exportações do milho e preço do frete cai apareceu primeiro em Canal Rural.

Sindicato quer a retomada do Fundo Federal Agropecuário

Foto: Anffa Sindical A reativação do Fundo Federal Agropecuário (FFA) será uma de suas prioridades em 2025 do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais Federais Agropecuários (Anffa Sindical). Criado na década de 1960 e inativo desde os anos 2000, o fundo tem como objetivo financiar ações de defesa agropecuária por meio da arrecadação de taxas de registro de produtos e empresas. A entidade afirmou em nota que “a medida conta com apoio do governo e do setor produtivo e deve tramitar em regime de urgência no Congresso Nacional em 2025″. Segundo o sindicato, o Projeto de Lei 3179/24, apresentado pelo deputado Domingos Sávio (PL-MG), permitirá que frigoríficos, por exemplo, paguem taxas para realizar abates fora do expediente regular, com os valores sendo destinados ao pagamento de servidores envolvidos. “O fundo será essencial para modernizar e fortalecer as ações de defesa agropecuária no Brasil”, destacou a entidade. Outra pauta da entidade será a negociação para ampliar a indenização de fronteira. A proposta busca aumentar a cobertura da indenização de 160 para 200 municípios. Além disso, a melhoria da estrutura de trabalho e o combate ao assédio aos profissionais serão tratados em uma mesa setorial coordenada pelo Ministério da Agricultura, com participação do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI). A segurança dos auditores durante operações de fiscalização realizadas em parceria com outros órgãos também será outro ponto de atenção para 2025. O sindicato busca assegurar prerrogativas semelhantes às de servidores de outras áreas para garantir condições adequadas de trabalho. Mais servidores A entidade também destacou que 2024 foi um ano desafiador para a carreira, marcado por uma operação padrão entre janeiro e maio, que resultou em um reajuste salarial de 23%. Apesar do avanço, o Anffa Sindical aponta que a reposição do quadro de servidores é uma das demandas urgentes. “A admissão de 200 novos auditores é um passo importante, mas insuficiente diante da previsão de aposentadoria de 1.200 profissionais”, afirmou o sindicato. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! O post Sindicato quer a retomada do Fundo Federal Agropecuário apareceu primeiro em Canal Rural.

Frente fria provoca chuva forte em estados de quatro regiões brasileiras

Foto: CNA Uma frente fria segue canalizando chuva para diversos estados brasileiros, com risco de temporais. Veja a previsão do tempo para a última sexta-feira de 2024: Sul Uma infiltração marítima ainda estimula nuvens carregadas no litoral e leste do Paraná, o que deixa o tempo mais nublado e com condição de chuva a qualquer momento. O sol aparece nas demais áreas da Região Sul, com pancadas irregulares à tarde no centro-norte paranaense, centro-sul catarinense e no litoral gaúcho. Sudeste A frente fria fica estacionária na altura da Região Sudeste, trazendo mais um corredor de umidade que, somado às instabilidades que vem do Norte do país, provocam muita chuva no norte e nordeste de São Paulo, no Rio de Janeiro e em Minas Gerais. Sexta encoberta e com risco de temporais na Região. O sol aparece mais e chove de forma irregular no Espírito Santo e no Vale do Jequitinhonha. Centro-Oeste Frente fria ainda canaliza umidade para o interior do país, mas segue estacionária na altura da Região Sudeste. Previsão de chuva forte e temporais entre Goiás, no Distrito Federal e em Mato Grosso. Chove a qualquer hora do dia no norte de Mato Grosso do Sul, enquanto em Campo Grande a semana termina com sol e pancadas de verão à tarde. Não chove no sul de Mato Grosso do Sul. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! Nordeste A semana termina sem chuva na maior parte da Região Nordeste. Tempo mais instável com pancadas moderadas a forte no oeste da Bahia, no Maranhão e no sul do Piauí. Chuva passageira e isolada no litoral do Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba e Pernambuco. Norte Áreas de instabilidades ainda continuam provocando muita chuva na Região. Chove a qualquer momento com risco de temporais no Acre, Amazonas, Roraima, Tocantins e no sul do Pará. O dia também é marcado por um pouco mais de sol no centro e no litoral do Pará, bem como por pancadas entre tarde e noite. O post Frente fria provoca chuva forte em estados de quatro regiões brasileiras apareceu primeiro em Canal Rural.

Confira os preços de hoje da arroba do boi gordo e do mercado atacadista

Foto: Raquel Brunelli/Embrapa O mercado físico do boi gordo teve pouca movimentação no retorno do feriado. Para o analista Allan Maia, da consultoria Safras & Mercado, a tendência é que o mercado continue arrastado nos próximos dias devido à proximidade do Ano Novo, com parte dos agentes ausentes nas negociações. Segundo ele, em São Paulo, boa parcela dos frigoríficos está sinalizando que as escalas de abate estão posicionadas, atuando com tranquilidade na procura por boi gordo. “Aqueles frigoríficos com escalas a fazer encontram dificuldade para bom volume de oferta no momento, podendo pagar mais em breve. As expectativas passam agora para a primeira quinzena de janeiro, com retomada gradual da liquidez e com possível encurtamento das escalas de abate”, diz. De acordo com o analista, outro ponto de atenção é a evolução do atacado, com cortes mais nobres podendo encontrar dificuldade para sustentação. “O movimento do dólar e o fluxo de exportações também merecem atenção”, completou. Preços médios da arroba do boi (a prazo) São Paulo: entre R$ 310 e R$ 320 Minas Gerais: entre R$ 300 e R$ 310 Goiás: R$ 295 e R$ 305 Mato Grosso do Sul: até R$ 315 Mato Grosso: entre R$ 300 e R$ 315 Mercado atacadista O mercado atacadista registrou ligeiro movimento de queda no decorrer da última quinta-feira. Os agentes do mercado seguem atentos a evolução do consumo nesta reta final de 2024. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! “Vale frisar que os cortes mais nobres tendem a encontrar dificuldade para sustentação após as festividades, com possível mudança no perfil de consumo. Outro ponto a se considerar é os cortes bovinos continuam em patamares elevados, o que pode resultar em migração para produtos substitutos mais acessíveis”, assinalou Iglesias. O quarto dianteiro foi cotado a R$ 20,30 por quilo, queda de dez centavos. O Quarto traseiro foi indicado em R$ 26,70, por quilo, queda de dez centavos. Ponta de agulha recuou dez centavos e ficou posicionado em R$ 19,40, por quilo. Câmbio O dólar comercial encerrou em queda de 0,11%, sendo negociado a R$ 6,1773 para venda e a R$ 6,1753 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 6,1466 e a máxima de R$ 6,1981. O post Confira os preços de hoje da arroba do boi gordo e do mercado atacadista apareceu primeiro em Canal Rural.

Preços em alta em meio a pequenos negócios: o mercado da soja

Imagem de Joel santana Joelfotos por Pixabay Os preços da soja subiram nesta quinta-feira (26) nas principais praças de comercialização do Brasil, impulsionados pela valorização no mercado internacional, especialmente na Bolsa de Chicago. A movimentação no mercado foi limitada, com apenas lotes pequenos sendo negociados. A maioria dos agentes segue fora do mercado, retornando somente em 2025. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! Preços da soja no Brasil Passo Fundo (RS): preço aumentou de R$ 131,00 para R$ 133,50 Região das Missões (RS): preço aumentou de R$ 132,00 para R$ 135,00 Porto de Rio Grande (RS): preço aumentou de R$ 139,00 para R$ 141,00 Cascavel (PR): preço se manteve em R$ 132,00 Porto de Paranaguá (PR): preço aumentou de R$ 138,00 para R$ 139,00 Rondonópolis (MT): preço se manteve em R$ 117,00 Dourados (MS): preço aumentou de R$ 127,00 para R$ 137,00 Rio Verde (GO): preço aumentou de R$ 122,00 para R$ 126,00 Chicago Os contratos futuros de soja na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) registraram fortes altas, impulsionados pela boa demanda pela soja norte-americana e pela previsão de tempo seco na Argentina, que favoreceu a valorização do grão. O farelo de soja liderou os ganhos, com uma alta significativa, enquanto o óleo de soja registrou queda. Contratos futuros da soja Os contratos futuros de soja para janeiro subiram 1,3%, fechando a US$ 9,88 por bushel, enquanto o farelo de soja para o mesmo mês teve uma alta de 4,37%, fechando a US$ 305,70 por tonelada. Já o óleo de soja para janeiro registrou uma queda de 0,92%, fechando a 39,47 centavos por libra. Câmbio O dólar comercial encerrou o dia em queda de 0,11%, cotado a R$ 6,1773 para venda e a R$ 6,1753 para compra. Durante o pregão, a moeda oscilou entre R$ 6,1466 e R$ 6,1981. O post Preços em alta em meio a pequenos negócios: o mercado da soja apareceu primeiro em Canal Rural.

Suspensão da lei contra empresas signatárias da Moratória da Soja; entenda

Foto: Aprosoja MT O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou, nesta quinta-feira (26), a suspensão da Lei nº 12.709/2024, que prevê o fim de incentivos fiscais para as empresas signatárias da Moratória da Soja em Mato Grosso. A medida cautelar foi concedida em resposta a uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) movida pelo Partido Comunista do Brasil (PCdoB). Sancionada em outubro deste ano, a Lei nº 12.709/2024 estabelece novos critérios para a concessão de incentivos fiscais no estado e, na prática, impede que empresas adeptas da Moratória da Soja recebam tais benefícios. A legislação estava prevista para entrar em vigor em 1º de janeiro de 2025, próxima quarta-feira. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! O requerimento de suspensão da lei foi protocolado pelo PCdoB em 23 de dezembro no STF, com o apoio dos partidos PSOL, Partido Verde e Rede Sustentabilidade. O acordo foi criado em 2006 pela Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) e pela Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec). Ele proíbe a compra de soja produzida em áreas do bioma Amazônia que tenham sido desmatadas após julho de 2008. O Soja Brasil aguarda um posicionamento oficial da Aprosoja Mato Grosso, que defende os direitos dos trabalhadores rurais e luta lado a lado com os produtores. Segundo Mauro Mendes, governador de Mato Grosso, não é momento de desistir. Ele afirmou que a associação entrará com recursos no próprio Supremo Tribunal Federal para manter as sanções contra as empresas signatárias da Moratória da Soja, com o objetivo de garantir o cumprimento do Código Florestal Brasileiro. O post Suspensão da lei contra empresas signatárias da Moratória da Soja; entenda apareceu primeiro em Canal Rural.

Fenômeno climático levará muita chuva para o último fim de semana de 2024

Foto: Pixabay O último final de semana do ano deve ser chuvoso em todo o país. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a partir de sexta-feira (27) está prevista muita chuva na parte central do país, com destaque para a região Sudeste. Isso porque um novo episódio da Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS) se configura no país já a partir da noite desta quinta (26). “A ZCAS é responsável por promover dias seguidos de tempo nublado, volumes consideráveis de chuva, por vezes persistentes, que podem causar impactos à população”, ressaltou a meteorologista do Inmet Maitê Coutinho. Segundo ela, as áreas de ocorrência de chuvas mais significativas serão aquelas em que a ZCAS atuar, ou seja, desde o sudoeste da Amazônia, cruzando as regiões Centro-Oeste e Sudeste do país, até o Oceano Atlântico. “Atenção especial para o Sudeste, onde poderão ocorrer impactos à população nos próximos dias, já que a ZCAS pode atuar até a próxima segunda-feira”, completou. Chuva e trovoadas no Norte e Nordeste Na Região Norte, a previsão é de muitas nuvens com pancadas de chuva e possíveis trovoadas isoladas, conforme Maitê. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! De acordo com a profissional, na Região Nordeste, deve haver muitas nuvens com pancadas de chuva isoladas nos litorais norte e leste do Rio Grande do Norte, da Paraíba e de Pernambuco, especialmente no período da manhã. No interior da região, o tempo deverá permanecer quente, com baixa probabilidade de chuva. Instabilidades no Sul Já na Região Sul, entre os dias 26 e 27, áreas de instabilidade se formarão, com possibilidade de chuva isolada no Paraná e no extremo sul do Rio Grande do Sul. No sábado (28), a tendência é de tempo firme no interior da região, com possibilidade de chuva isolada no litoral. No domingo (29), as chances de chuva diminuem, mas ainda persistem entre o litoral de Santa Catarina e no Rio Grande do Sul. Chuva na capital paulista O Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE) da cidade de São Paulo informa que a tendência para os próximos dias na capital paulista será de dia chuvoso a partir da madrugada desta sexta-feira (27), ocorrendo pequenos períodos de melhoria. “O solo encharcado e a expectativa de períodos de chuva com até forte intensidade mantém o solo encharcado e as condições favoráveis para formação de alagamentos e deslizamentos de terra nas áreas de risco. Os termômetros oscilam entre a mínima de 20°C e a máxima de 24°C”, diz o CGE. No sábado (28), o sistema frontal se afasta para os estados de Minas Gerais e Rio de Janeiro. No entanto, o solo encharcado ainda exige atenção, pois há potencial para escorregamentos. Ocorrem aberturas de sol pela manhã e a temperatura volta a subir. À tarde, por conta do tempo abafado, há expectativa de chuva isolada e rápida com até moderada intensidade. Mínima de 20°C e máxima de 26°C. A Defesa Civil do estado de São Paulo está alertando a população para as fortes chuvas e montou novamente o gabinete de crise para garantir ações rápidas para a população em caso de emergência causada pelas chuvas previstas para esta quinta-feira (26) e sexta-feira (27). “Com a chegada de uma frente fria, os níveis de acumulados de chuva podem variar nas próximas horas, especialmente nas regiões do Litoral Norte, Vale do Paraíba, Litoral Sul, capital paulista, Região Metropolitana de São Paulo, Região de Campinas, Sorocaba e Bauru”, afirma a Defesa Civil. O post Fenômeno climático levará muita chuva para o último fim de semana de 2024 apareceu primeiro em Canal Rural.

Plantio da soja no RS: boas expectativas e produtividade à vista

Foto: Alcione Nicoletti O plantio da soja no Rio Grande do Sul atingiu 96% da área projetada até o momento, conforme dados da Emater/RS. Na semana passada, o percentual era de 94%, e em igual período do ano passado, o índice era de 91%. A média dos últimos cinco anos para o período é de 92%, o que indica que o avanço do plantio em 2024 está acima da média histórica. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! Avanço lento da soja O ritmo do plantio tem sido um pouco mais lento em algumas regiões, devido à sequência de semeadura em áreas previamente ocupadas por outras culturas, como milho e tabaco, além das áreas de Integração Lavoura-Pecuária (ILP). Nessas áreas, a retirada dos bovinos ou a colheita de sementes forrageiras acontece tardiamente, o que acaba atrasando o processo de semeadura. A expectativa é que o plantio seja concluído até a primeira quinzena de janeiro, conforme as áreas forem sendo liberadas. Desenvolvimento das lavouras As lavouras de soja apresentam um excelente desenvolvimento, impulsionado pela alta luminosidade e pela umidade razoável do solo. Aproximadamente 96% da área cultivada encontra-se em fase vegetativa, com as plantas apresentando emissão expressiva de ramos laterais e fechamento entre as fileiras, sinais de vigor satisfatório. O estágio vegetativo precoce tem garantido um bom crescimento das plantas, o que é um indicativo positivo para as lavouras deste ano. Início da floração e irrigação Nas lavouras de cultivares precoces, semeadas na primeira quinzena de outubro, já é possível observar o início da floração em cerca de 4% da área cultivada. A floração é um momento crucial para o desenvolvimento da soja, pois a partir desse estágio, a demanda hídrica aumenta. Isso tem gerado preocupações em relação à distribuição irregular das chuvas durante o mês de dezembro, especialmente nas regiões Centro e Oeste do Estado, que apresentaram baixos volumes de precipitação nas primeiras três semanas do mês. Controle de pragas e doenças Nas lavouras em estágio inicial de desenvolvimento vegetativo, as atividades de controle de plantas daninhas e formigas estão em andamento. Muitos agricultores têm realizado as primeiras capinas químicas, especialmente nas áreas implantadas mais precocemente. Em algumas dessas áreas, foi possível observar sintomas de fitotoxicidade, um efeito colateral relacionado à aplicação de herbicidas em pós-emergência. No entanto, após o período inicial de estresse, as plantas estão retomando o crescimento normal. Em áreas semeadas no início do período recomendado, também estão sendo realizadas aplicações preventivas de fungicidas para garantir a sanidade da cultura e proteger as plantas contra doenças que possam comprometer o desenvolvimento e a produtividade. Projeções A área de cultivo projetada pela Emater/RS é de 6.811.344 hectares, um número que reflete o crescimento contínuo do setor agrícola no estado. A produtividade média estimada para a safra de soja é de 3.179 kg/ha, uma expectativa que, se confirmada, representará bons resultados para os produtores gaúchos. Apesar de alguns desafios, como a irregularidade das chuvas e o controle de pragas, as perspectivas para a soja no Rio Grande do Sul continuam otimistas. O acompanhamento contínuo das condições climáticas e o manejo adequado das lavouras serão fundamentais para garantir o sucesso da safra. Fonte: Boletim Semanal da Emater/RS. O post Plantio da soja no RS: boas expectativas e produtividade à vista apareceu primeiro em Canal Rural.