Tradição indígena: cidade é consagrada como a Capital Nacional da Farinha de Mandioca

Foto: José Fernando Ogura/Arquivo AEN O município de Cruzeiro do Sul (AC) recebeu o título de Capital Nacional da Farinha de Mandioca. A lei 15.051/24, sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) e tem como objetivo reconhecer a importância histórica e cultural da produção de farinha de mandioca na região. O projeto de lei 4174/23, que deu origem à lei, é do senador Alan Rick (União-AC). Em sua justificativa, o autor destaca que a produção de farinha de mandioca é uma tradição que remonta aos povos indígenas da região e garante a preservação de sabores e técnicas artesanais transmitidas de geração em geração. Cruzeiro do Sul é um importante centro econômico da região do Vale do Juruá, e a mandioca desempenha papel fundamental na alimentação local. Além de ser a base de diversos pratos típicos, como o pirão e a farofa, a farinha produzida na cidade tem qualidade reconhecida, sendo vendida para outros estados. A farinha artesanal, com sua cor amarela e textura macia, já conta com o selo de indicação geográfica (IG), concedida em 2017 pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi). Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! O post Tradição indígena: cidade é consagrada como a Capital Nacional da Farinha de Mandioca apareceu primeiro em Canal Rural.
Chuva forte, frente fria e fenômeno climático afetam o país neste sábado

Foto: Freepik/divulgação O último sábado de 2024 será marcado por significativa quantidade de chuva espalhada em grande parte dos estados brasileiros. Com isso, o dia deve ser cinzento em quase todo o país. Confira a previsão para as cinco regiões: Sul A umidade ainda continua elevada sobre áreas do sul, leste e litoral gaúchos, além do centro-sul e leste catarinense e paranaense. Pode chover em forma de pancadas moderadas a forte, mas de maneira irregular. O interior da Região fica mais ensolarado, com temperaturas em elevação, sem previsão de chuva. Sudeste Frente fria continua na altura do Sudeste, canalizando muita umidade entre o Rio de Janeiro, norte de São Paulo e Minas Gerais. As pancadas podem acontecer a qualquer momento com risco de temporal. Chove em forma de pancadas no sul do Espírito Santo. O sol aparece um pouco mais no centro-oeste e sul paulista, mas a chuva deve acontecer entre tarde e noite com risco de raios. Centro-Oeste Atuação da Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS) ainda mantém a condição de tempo instável em Goiás, no Distrito Federal e em Mato Grosso. Pode chover forte em vários períodos do dia com potencial alto de temporais. Chuva moderada a forte no norte de Mato Grosso do Sul, mas com tempo firme nas cidades do oeste e sul do estado. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! Nordeste Sábado de sol em todas as áreas do Nordeste. A nebulosidade fica mais presente ao longo do dia no extremo sul do Maranhão, onde pode chover a qualquer momento. Pancadas com raios e ventos moderados a forte na costa norte e leste do Nordeste. Pouca chuva em Salvador, na Bahia. Norte Tempo mais encoberto e chuvoso na maior parte da Região Norte. O sol aparece mais em Belém, Pará, onde as pancadas ficam concentradas entre tarde e noite. Demais áreas do estado, assim como Tocantins, Amazonas, Acre, Rondônia, Roraima e Amapá com chance de chuva forte em vários períodos do dia e alerta para temporais. O post Chuva forte, frente fria e fenômeno climático afetam o país neste sábado apareceu primeiro em Canal Rural.
Veja os preços da arroba do boi no Brasil após nota chinesa abalar o setor

Foto: Arquivo/Canal Rural O mercado físico do boi gordo apresentou pouca variação de preços no decorrer desta sexta-feira (27). De acordo com a consultoria Safras & Mercado, o dia foi arrastado devido à proximidade do Ano Novo, com muitos agentes ausentes ou fora das negociações. “É esperado uma retomada gradual da liquidez durante a primeira quinzena de janeiro. Em alguns estados, como é o caso de São Paulo, seguem as sinalizações de escalas confortáveis, levando a uma atuação tranquila nas compras”, disse Allan Maia, analista da empresa. Foi noticiado no dia que a China iniciou procedimento de investigação referente importações de carne bovina daquele país. As investigações abrangem a carne bovina de todos os países que fornecem para o mercado chinês. A apuração das autoridades do gigante asiático ocorrerá em um prazo mínimo de 8 meses, podendo ser prorrogado. Até lá, as vendas continuam ocorrendo normalmente. “Entidades ligadas à pecuária chinesa estão alegando que as grandes importações estão prejudicando a atividade local. Os desdobramentos devem ser acompanhados de perto, uma vez que o Brasil é o país que mais vende carne bovina para a China”, assinalou Maia. Preços médios da arroba do boi (a prazo) São Paulo: boi gordo comum em R$ 310 e o China entre R$ 315 e R$ 320 Minas Gerais: precificado entre R$ 300 e R$ 310 Goiás: entre R$ 295 e R$ 305, dependendo do lote Mato Grosso do Sul: R$ 315 Mato Grosso: em Barra do Garças, entre R$ 310 e R$ 315. Na região de Mirassol dOeste, foi cotada em R$ 300 Mercado atacadista O mercado atacadista apresentou preços estáveis. Segundo Maia, os agentes do mercado carregam expectativas positivas para o consumo devido a comemoração do Ano Novo. “Após a virada de ano, a tendência é que os cortes mais nobres encontrem dificuldade para sustentação, com mudança no perfil de consumo”. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! O quarto dianteiro foi precificado a R$ 20,20, por quilo. Quarto traseiro foi indicado em R$ 26,70, por quilo. Ponta de agulha ficou posicionado em R$19,40, por quilo. Câmbio O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,21%, sendo negociado a R$ 6,1903 para venda e a R$ 6,1883 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 6,1688 e a máxima de R$ 6,2138. Na semana, a moeda teve valorização de 1,93%. O post Veja os preços da arroba do boi no Brasil após nota chinesa abalar o setor apareceu primeiro em Canal Rural.
Ações das principais indústrias frigoríficas caem após polêmica chinesa

As ações dos frigoríficos fecharam em queda no pregão desta sexta-feira (27) após a China anunciar que iniciou uma investigação de salvaguarda sobre as importações de carne bovina, que aumentaram 106,28% desde 2019, alegando possíveis impactos negativos no setor pecuário local. Assim, perto do fechamento, as ações de BRF (BRFS3), JBS (JBSS3), Marfrig (MRFG3) e Minerva (BEEF3) caíam 2,70%, 2,52%, 2,07% e 1,14%, respectivamente. A corretora Ativa destaca que o processo, solicitado por entidades chinesas, abrange todos os países exportadores, incluindo o Brasil, principal fornecedor do mercado chinês. A investigação, com prazo de até oito meses, pode resultar em cotas ou tarifas se comprovado prejuízo à produção doméstica. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! O governo brasileiro e exportadores buscam demonstrar que a carne brasileira complementa, sem prejudicar, a indústria local chinesa. Para a Ativa, a notícia preocupa, pois a investigação anunciada, sem justificativas claras, sugere um viés protecionista da China, que pode pressionar as exportações brasileiras de carne bovina. Neste ano, mais de 50% da carne exportada pelo Brasil teve como destino o mercado chinês. Nas empresas, esse share representa 23% das exportações da JBS e 15% da Minerva. “Assim, num pior cenário, a medida pode impor tarifas e barreiras comerciais, prejudicando a pecuária brasileira. Diante disso, a Abrafrigo destacou a importância da parceria comercial entre os países e se dispôs a colaborar para mitigar os possíveis impactos”, ressalta a corretora. A Ativa tem recomendação de comora para JBS (JBSS3), com preço-alvo de R$ 38,70 e neutra para Minerva (BEEF3), com preço-alvo de R$ 7,00. O post Ações das principais indústrias frigoríficas caem após polêmica chinesa apareceu primeiro em Canal Rural.
Fundo de R$ 6,5 bi para recuperar infraestrutura do RS é oficializado

Foto: Gilvan Rocha/ Agência Brasil Três dias depois da edição de um crédito extraordinário para áreas afetadas pelas enchentes no Rio Grande do Sul, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva oficializou a criação de um fundo de R$ 6,5 bilhões para recuperar a infraestrutura do estado. O anúncio foi feito nesta sexta-feira (27) na Residência Oficial da Granja do Torto, onde o presidente se recupera das cirurgias na cabeça. Lula estava acompanhado dos ministros das Cidades, Jader Filho; da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, Paulo Pimenta; e da Secretaria de Relações Institucionais, Alexandre Padilha. Com o nome oficial de Fundo de Apoio à Requalificação e Recuperação de Infraestruturas devido a Eventos Climáticos Extremos, o fundo recebeu recursos do Ministério das Cidades, abertos por meio de crédito extraordinário da Medida Provisória (MP) 1.282, publicada na última terça-feira (24). Aplicação dos recursos A maior parte dos recursos, R$ 2,5 bilhões, será aplicada nas intervenções dos diques, além de bacias de amortecimento e na recuperação ou no reforço de casas de bombas nos municípios de Porto Alegre e Alvorada (Arroio Feijó). Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! O fundo também prevê o investimento de R$ 1,9 bilhão nas obras em diques na região da Bacia do Rio dos Sinos, que beneficiarão as cidades de Canoas, Esteio, Sapucaia do Sul, Nova Santa Rita, Rolante, Novo Hamburgo, Campo Bom, São Leopoldo, Igrejinha e Três Coroas. O fundo também destina as seguintes verbas em intervenções: R$ 450 milhões na Bacia do Gravataí; R$ 531 milhões em Eldorado do Sul; R$ 502 milhões na Região Metropolitana de Porto Alegre; R$ 69,3 milhões em São Leopoldo; e R$ 14,5 milhões para os municípios da Bacia do Caí: Montenegro, São Sebastião do Caí, Harmonia e Pareci Novo, entre outros. Também estão previstos R$ 533,2 milhões para atividades acessórias e complementares aos projetos citados acima e outros custos. Histórico dos recursos Na primeira semana de dezembro, a MP 1.278 autorizou a criação do fundo, destinando os recursos reembolsáveis ou não-reembolsáveis para recuperação de estruturas atingidas pelas chuvas no Rio Grande do Sul. No último dia 13, a Casa Civil aprovou uma resolução com o Plano de Aplicação de Recursos, com os projetos a serem apoiados pelo fundo. Segundo o Palácio do Planalto, muitos desses projetos estão finalizados ou em estágio final de licitação dos executores das obras. Com prazo de execução até 15 de dezembro de 2031, o plano pode ser prorrogado. Na véspera do Natal, a MP 1.282 destinou os R$ 6,5 bilhões para o Ministério das Cidades fazer o aporte ao fundo. Por se tratar de crédito extraordinário, o dinheiro que está fora do limite de gastos do arcabouço fiscal e não é considerado na apuração da meta de resultado primário do governo. O post Fundo de R$ 6,5 bi para recuperar infraestrutura do RS é oficializado apareceu primeiro em Canal Rural.
Abrafrigo se coloca à disposição da China em investigações sobre importação de carne bovina

Foto: Freepik A Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo), entidade que reúne produtores e exportadores de carne bovina do Brasil, informa que tomou conhecimento nesta sexta-feira (27) do Anúncio do Ministério do Comércio da República Popular da China nº 60, publicado hoje. O documento refere-se à abertura de procedimento de investigação sobre medidas de salvaguarda sobre as importações de carne bovina daquele país. A nota da Abrafrigo lembra que o procedimento de abertura de investigação foi deferido pelo Ministério do Comércio, a partir de uma análise preliminar de informações atendendo solicitação de associações de pecuária chinesas, sob argumentos que remetem a um possível aumento drástico de importações de carne bovina no país asiático no período compreendido entre 2019 e o primeiro semestre de 2024. O processo de investigação terá prazo de 8 meses para ser concluído, podendo ser prorrogado. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! A investigação do Ministério do Comércio envolve importações de carne bovina de todos os países que fornecem para o mercado chinês. A entidade esclarece que não foram adotadas medidas preliminares de salvaguarda ao comércio durante o período de investigação. Assim, o comércio de carne bovina com a China prossegue normalmente. “A Abrafrigo reconhece a grande importância da China como parceiro comercial do Brasil e se orgulha do comércio de carne bovina com o país asiático, o qual contribui para complementar o abastecimento do mercado chinês com eficiência, competitividade e qualidade”. Assim, a Associação se coloca à disposição de autoridades do Brasil e da China, bem como dos parceiros comerciais da indústria da carne bovina brasileira, para colaborar com o procedimento de investigação, com confiança em uma solução equilibrada e que atenda aos interesses de ambos os mercados. O post Abrafrigo se coloca à disposição da China em investigações sobre importação de carne bovina apareceu primeiro em Canal Rural.
Soja tem preços mistos no Brasil; confira as cotações no país

Imagem de Joel santana Joelfotos por Pixabay Os preços no mercado físico da soja operaram de forma mista no Brasil nesta sexta-feira (27), com oscilações discretas. Muitas praças ainda estão se ajustando aos valores da safra nova. A Bolsa de Chicago caiu no dia, enquanto o dólar apresentou leve alta. Os prêmios permanecem positivos para pagamentos no curto prazo, porém, a partir de março, a curva segue negativa, ainda que de forma moderada. De maneira geral, o cenário da semana foi marcado por poucas ofertas disponíveis. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! Cotações da soja no país Passo Fundo (RS): preço caiu de R$ 133,50 para R$ 133,00 Missões (RS): preço caiu de R$ 135,00 para R$ 134,00 Porto de Rio Grande (RS): preço caiu de R$ 141,00 para R$ 139,00 Cascavel (PR): preço caiu de R$ 132,00 para R$ 130,00 Porto de Paranaguá (PR): preço caiu de R$ 139,00 para R$ 137,00 Rondonópolis (MT): preço subiu de R$ 117,00 para R$ 119,00 Dourados (MS): preço caiu de R$ 132,00 para R$ 129,00 Rio Verde (GO): preço se manteve em R$ 126,00 Chicago Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a sexta-feira com preços mais baixos para o grão e o farelo; o óleo teve alta. O mercado foi pressionado pelo clima benéfico às lavouras no Brasil e pelas exportações semanais norte-americanas abaixo do esperado. Câmbio O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,21%, negociado a R$ 6,1903 para venda e a R$ 6,1883 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 6,1688 e a máxima de R$ 6,2138. Na semana, a moeda teve valorização de 1,93%. O post Soja tem preços mistos no Brasil; confira as cotações no país apareceu primeiro em Canal Rural.
Desastres climáticos aumentaram 250% nos últimos quatro anos no país

Foto: Marcelo Camargo/ Agência Brasil Os desastres climáticos no Brasil aumentaram 250% nos últimos quatro anos (2020–2023), em comparação com os registros da década de 1990. A constatação foi revelada por estudo da Aliança Brasileira pela Cultura Oceânica – coordenada pelo Programa Maré de Ciência da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), em parceria com a Fundação Grupo Boticário. O trabalho, que usou dados públicos extraídos do Sistema Integrado de Informações sobre Desastres (S2ID) do Ministério da Integração e Desenvolvimento Regional, considerando o período de 1991 a 2023, também analisou dados de temperatura média do ar e da superfície oceânica dos últimos 32 anos, com base em informações da agência europeia Copernicus, obtidos por meio da plataforma Climate Reanalyzer. Segundo os pesquisadores, para cada aumento de 0,1°C na temperatura média global do ar, ocorreram mais 360 desastres climáticos no Brasil. No oceano, para cada aumento de 0,1°C na temperatura média global da superfície oceânica, foram registrados mais 584 eventos extremos no país. “Quando os dados de 2024 forem consolidados, haverá a confirmação da escalada de desastres climáticos nos anos mais recentes. O levantamento aponta que foram registrados 6.523 desastres climáticos em municípios brasileiros na década de 1990, enquanto, no período de 2020–2023, foram registrados 16.306 eventos”, dizem os pesquisadores. Aumento de registros de desastres O levantamento informa que o Brasil teve 64.280 desastres climáticos desde 1990, e há aumento, em média, de 100 registros por ano: Nos primeiros dez anos monitorados, foram 725 registros por ano; De 2000 a 2009: 1.892 registros anuais; De 2010 a 2019: 2.254 registros anuais Nos últimos quatro anos (2020 a 2023): 4.077 registros por ano. O professor Ronaldo Christofoletti, do Instituto do Mar da Unifesp, membro da Rede de Especialistas em Conservação da Natureza e um dos coordenadores do estudo, disse que o objetivo do levantamento é contribuir para que a sociedade conheça, debata e pense em soluções, incentivando a tomada de decisão e as mudanças de comportamento necessárias, tanto em nível individual quanto institucional, para reduzir os impactos climáticos e garantir um futuro sustentável para o Brasil. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! O estudo mostrou, ainda, que 5.117 municípios brasileiros reportaram danos causados por desastres climáticos entre 1991 e 2023, representando 92% dos municípios do país. As principais ocorrências foram: Secas (50% dos registros); Inundações, enxurradas e enchentes (27%); Tempestades (19%) Aumento de temperatura no oceano Foto: Pixabay Desde março de 2023, o oceano teve aumento de temperaturas de cerca de 0,3°C a 0,5°C, fenômeno que tem agravado eventos extremos, como furacões e inundações, afetando milhões de pessoas e impactando profundamente os ecossistemas. Entre os exemplos, estão as inundações no Rio Grande do Sul e as secas no Centro-Oeste, em 2024. Christofoletti destacou que o oceano é fundamental para a regulação climática global e que seu aquecimento contínuo evidencia os impactos crescentes da crise climática no sistema terrestre. “Isso é muito preocupante, considerando que, ao longo dos últimos 40 anos, o oceano aqueceu cerca de 0,6°C. Esse aquecimento abrupto e prolongado ameaça o equilíbrio de um sistema que cobre 70% do planeta. O oceano, nesse nível de aquecimento, intensifica os eventos climáticos extremos que impactam diretamente milhões de pessoas”, disse. Prejuízos econômicos Quando analisadas as consequências econômicas e sociais, o cenário indicou que, entre 1995 e 2023, os prejuízos econômicos no Brasil atingiram R$ 547,2 bilhões. Nos primeiros quatro anos da década de 2020, as perdas somaram R$ 188,7 bilhões, 80% do total registrado em toda a década anterior (2010–2019), o correspondente a 0,5% do PIB nacional acumulado de 2020 a 2024. As projeções baseadas no Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) e na taxa atual de registros de desastres, mostram que os números podem aumentar nas próximas décadas. No cenário mais otimista, até o final do século, no qual as metas do Acordo de Paris para limitar o aumento da temperatura a 1,5°C sejam cumpridas, o Brasil poderá registrar até 128.604 desastres climáticos entre 2024 e 2050, o dobro do total observado nas últimas três décadas. Já no cenário mais pessimista, no qual o aquecimento do planeta ultrapassa 4°C, o número de desastres pode chegar a quase 600 mil ocorrências até 2100, nove vezes o registrado entre 1991 e 2023. Impactos mesmo no melhor cenário Conforme o estudo, mesmo no melhor cenário, o Brasil pode sofrer um impacto de R$ 1,61 trilhão até 2050. Se o cenário pessimista se concretizar, os custos poderão ultrapassar R$ 8,2 trilhões até o final do século, 15 vezes o total observado nas últimas décadas. Para a pesquisadora envolvida no estudo e gerente de projetos da Fundação Grupo Boticário, Janaína Bumbeer, apesar das projeções negativas, ainda há tempo para agir. Segundo ela, além de reduzir as emissões de gases de efeito estufa, é essencial buscar a resiliência das comunidades e a adaptação às novas condições climáticas. “Nesse sentido, as soluções baseadas na natureza são ferramentas eficazes para fortalecer a resiliência de cidades costeiras, enfrentando desafios ambientais, sociais e econômicos de forma integrada. A recuperação de manguezais e dunas, por exemplo, está entre as soluções verde-azuis, que promovem a adaptação ao ambiente urbano e costeiro, aumentando a resiliência contra eventos climáticos extremos e construindo cidades mais saudáveis e sustentáveis”, afirmou. A pesquisadora ressaltou que o aumento da temperatura global, além de ampliar os eventos extremos, provoca o aumento nos custos de energia e alimentos, a escassez hídrica e o aumento de doenças relacionadas ao calor, como a dengue. “A hora de agir é agora. Com esforços globais coordenados e eficientes, podemos fortalecer a resiliência da natureza e da humanidade, construindo um futuro mais sustentável e seguro para todos.” O post Desastres climáticos aumentaram 250% nos últimos quatro anos no país apareceu primeiro em Canal Rural.
Chuva ou sol? Confira como fica o tempo nas lavouras de soja nos próximos dias

Imagem de Albrecht Fietz por Pixabay A previsão do tempo para as áreas produtoras de soja no Brasil aponta para um cenário climático misto, com boas condições em algumas regiões e desafios em outras. O impacto das chuvas e da umidade do solo nas lavouras de soja deve variar conforme as regiões nos próximos dias. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! Umidade no solo A umidade no solo está favorável em boa parte do Estado de Mato Grosso, com destaque para a recuperação no centro-sul de Mato Grosso do Sul. A faixa oeste também apresenta boas condições, mas ainda há necessidade de mais precipitação, especialmente no Oeste do Rio Grande do Sul e Oeste de Santa Catarina. A chuva também avançou para o norte de Minas Gerais, beneficiando as lavouras. As áreas produtoras do Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia) mantêm boa umidade, favorecendo o desenvolvimento da soja na região. Previsão para os próximos cinco dias Nos próximos cinco dias, o tempo tende a ficar mais firme no Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul. No entanto, a previsão de chuvas fortes no centro-sul de Minas Gerais merece atenção, já que os volumes podem ultrapassar 80 mm em 5 dias. Isso pode prejudicar os trabalhos no campo, com a umidade excessiva dificultando as atividades de manejo das lavouras. Chuva nas lavouras de soja em MT e GO Em Mato Grosso e Goiás, as chuvas continuarão nos próximos dias. Contudo, algumas áreas, especialmente na região noroeste de Mato Grosso, enfrentam problemas devido à falta de luminosidade, o que pode comprometer o desenvolvimento das lavouras. A presença da Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS) garante que a chuva persista nessas regiões, mantendo a umidade do solo em níveis adequados para o cultivo. Matopiba e Pará No Matopiba, a chuva deve dar uma aliviada nos próximos dias, o que pode ser positivo para o andamento dos trabalhos no campo. Já no Pará, a previsão é de que as chuvas continuem, garantindo boas condições para o desenvolvimento das lavouras de soja no estado. E a próxima semana? A próxima semana traz boas perspectivas para o Rio Grande do Sul, com o retorno das chuvas na região. Embora o volume de precipitação não seja muito elevado, a chuva será suficiente para manter as boas condições nas lavouras. No entanto, um volume maior será necessário para garantir uma boa produtividade, especialmente durante a fase de desenvolvimento da soja. Impacto na lavoura de soja Nos próximos dias, o acumulado de chuva pode ultrapassar 100 mm em várias regiões, como o interior de São Paulo, Paraná, Oeste de Santa Catarina e Mato Grosso do Sul. Isso representa uma excelente notícia para os produtores dessas áreas, já que o aumento da umidade do solo favorecerá o crescimento das lavouras, especialmente durante a fase de desenvolvimento da soja. O post Chuva ou sol? Confira como fica o tempo nas lavouras de soja nos próximos dias apareceu primeiro em Canal Rural.
A repercussão da liminar do STF favorável à Moratória da Soja

Foto: Wenderson Araujo-Trilux/CNA O Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, concedeu uma liminar que suspende a lei da Moratória da Soja, que revogava incentivos fiscais para empresas que apoiam o acordo. O pedido foi feito por partidos como o PSOL, o Partido Verde e o PCdoB, que alegam que a legislação fere a livre iniciativa e incentiva o desmatamento na Amazônia. A lei 12.709, sancionada em outubro de 2024, impõe critérios mais rigorosos para a concessão de incentivos fiscais a empresas que participam de acordos internacionais, como a moratória da soja, que visa não comprar soja de fazendas que desmatam ilegalmente. A decisão do ministro do STF argumenta que a lei viola o princípio da livre concorrência, utilizando a norma tributária de forma punitiva contra empresas que priorizam fornecedores comprometidos com a preservação ambiental. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! Flávio Dino afirmou que a medida enfraquece os avanços na proteção ambiental e pode representar um retrocesso nas políticas ambientais do Brasil, prejudicando a Constituição. A controvérsia gerou reações, especialmente do governador de Mato Grosso, Mauro Mendes, que afirmou que a lei estadual estava de acordo com o Código Florestal e que recorrerá da decisão, alegando que não seria justo impor exigências não previstas pela legislação brasileira. Miguel Daoud, comentarista do Canal Rural, criticou a liminar do STF. Para Daoud, a decisão foi impulsionada por partidos que, segundo ele, se opõem ao agronegócio brasileiro e ainda não compreendem o cenário atual da agricultura no país. Ele destacou que a medida prejudica a livre iniciativa e a concorrência, já que penaliza produtores que cumprem o Código Florestal, mas não aderem à moratória, enquanto empresas internacionais impõem condições que não são exigidas pela legislação nacional. Daoud também questionou a eficácia do acordo da moratória, apontando que as empresas não aderentes ao pacto acabam vendendo soja a intermediários, criando uma triangulação, sem resolver o problema do desmatamento. Ele afirmou que a suspensão da lei pode retroceder os avanços ambientais, pois penaliza produtores que estão dentro da legislação, enquanto não resolve as dificuldades de regularização das terras na Amazônia, onde existem mais de um milhão de propriedades fora do sistema legal. Para Daoud, a decisão precisa ser revista, e o governo de Mato Grosso tem o direito de recorrer, defendendo a livre iniciativa e o agronegócio sem impor excessivas restrições. Confira a matéria completa: O post A repercussão da liminar do STF favorável à Moratória da Soja apareceu primeiro em Canal Rural.