Pesquisadores da Alemanha querem acabar com a nova vassoura-de-bruxa da mandioca brasileira

Foto: Ronaldo Rosa/Embrapa Pesquisadores do Instituto Leibniz DSMZ, da Alemanha, referências mundiais em doenças de plantas, avaliaram in loco sintomas da nova vassoura-de-bruxa da mandioca em roças localizadas no Amapá. Esta praga, recente no continente americano, foi identificada no extremo norte do Brasil em 2024. Com autorização do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), o fitopatologista Stephan Winter e a melhorista Samar Sheat também coletaram materiais vegetais para serem analisadas em laboratório na instituição de pesquisa sediada na Alemanha. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! Esta atividade faz parte das ações da Embrapa, junto com instituições parceiras, visando o controle da nova vassoura-de-bruxa da mandioca. De acordo com registros oficiais, a praga atualmente afeta roças da planta em cinco dos 17 municípios do Amapá: Tartarugalzinho, Pracuuba, Amapá, Calçoene e Oiapoque. “Os pesquisadores da Alemanha vieram avaliar os sintomas da doença, e comparar com os sintomas que afetam a mandioca fora do Brasil, especialmente em Laos, no Vietnã, e também coletar material para avaliação do fungo causador da vassoura-de-bruxa da mandioca”, afirmou o pesquisador Adilson Lopes Lima, da Embrapa Amapá. Missão científica A missão científica de três dias no Amapá, de 11 a 13 de dezembro de 2024, contou também com o pesquisador Eder Oliveira, especialista em melhoramento genético, lotado na Embrapa Mandioca e Fruticultura de Cruz das Almas (BA); e colaboração da virologista da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), Rosana Blawid. No primeiro dia da visita técnica foi realizada uma reunião de alinhamento na sede da Embrapa Amapá, em Macapá, com os gestores e equipe técnica do centro de pesquisas, e com órgãos locais que atuam no monitoramento da praga, como a Superintendência Federal do Ministério da Agricultura e Pecuária no Amapá; e a Agência Estadual de Defesa e Inspeção Agropecuária do Amapá (Diagro). A viagem de campo aconteceu no dia seguinte, reunindo as equipes em duas localidades do Amapá atingidas pela doença vassoura-de-bruxa: comunidade da Montainha, do município de Tartarugalzinho, e Projeto de Assentamento Cujubim, no município de Pracuuba. Já no último dia, os visitantes e técnicos locais reuniram-se na Embrapa Amapá para alinhar as ações para controle da nova vassoura-de-bruxa da mandioca. Parceiros da Embrapa O Instituto Leibniz DSMZ é parceiro da Embrapa na identificação do fungo causador da vassoura-de-bruxa-da-mandioca – ceratobasidium theobromae, também conhecido como rhizoctonia theobromae, e nos estudos voltados para o entendimento da epidemiologia da doença. A diversidade única das coleções biológicas e o gerenciamento de qualidade dos biorrecursos, além da abordagem de digitalização, bem como os serviços científicos abrangentes fazem do DSMZ um provedor de serviços de renome internacional para ciência, laboratórios de diagnóstico, centros de referência nacionais e parceiros industriais. Nova vassoura-de-bruxa da mandioca Foto: Adilson Lima/ Embrapa A nova vassoura-de-bruxa da mandioca foi constatada inicialmente em plantios de mandioca das terras indígenas de Oiapoque (AP), localizado na fronteira do Brasil com a Guiana Francesa. A presença do fungo ceratobasidium theobromae representa alto risco na redução na produtividade das plantas de mandioca afetadas. Até o momento, este fungo não foi detectado em outros hospedeiros no Brasil. A dispersão do fungo pode ocorrer por meio de material vegetal infectado, ferramentas de corte, além de possível movimentação de solo e água. “A movimentação de plantas e produtos agrícolas entre regiões pode facilitar a dispersão do patógeno, aumentando o risco de infecção em novas áreas”, alerta a Nota Técnica da Embrapa. O post Pesquisadores da Alemanha querem acabar com a nova vassoura-de-bruxa da mandioca brasileira apareceu primeiro em Canal Rural.
Embrapa lança cartilha gratuita para cultivo sustentável de hortaliças

Foto: Cláudio Lucas Capeche/Embrapa A Embrapa Amazônia Oriental lançou a cartilha Hortas – Recomendações para o Plantio de Hortaliças no estado do Pará, voltada para produtores rurais e interessados no cultivo sustentável. A publicação gratuita, que conta com 55 páginas repletas de gráficos e tabelas, apresenta técnicas como manejo ecológico do solo, irrigação e combate a patógenos, abordando desde hortas familiares até comerciais. Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News! Importância das hortaliças na agricultura familiar A cartilha destaca o papel das hortaliças na agricultura familiar, responsável por quase 100% da produção no estado do Pará. Segundo a engenheira-agrônoma Mazillene Borges de Souza, coautora do material, a atividade gera alimentos, emprego e renda, com retorno rápido do valor investido devido ao ciclo curto das plantas. Dados apresentados no material revelam que o cultivo de hortaliças movimenta bilhões de reais anualmente no Brasil, com destaque para o tomate, cebola e alface, que representam mais de 50% da produção nacional. Desenvolvimento sustentável Na apresentação, Walkymário de Paulo Lemos, chefe-geral da Embrapa Amazônia Oriental, enfatiza que a cartilha apoia o cumprimento do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) número 2 da ONU: erradicar a fome e promover a agricultura sustentável. Ele lembra que Belém será sede da COP30 em 2025, reforçando o compromisso da Embrapa com a sustentabilidade. O material aborda tópicos variados, incluindo a classificação de hortaliças, escolha do local de plantio, preparo do terreno, tratos culturais e controle fitossanitário. Também apresenta orientações sobre compostagem caseira e adubação orgânica. A engenheira-agrônoma Vitória Cunha Martins, coautora da cartilha, ressalta a importância do controle fitossanitário para garantir padrões de qualidade, incluindo a ausência de resíduos de agrotóxicos. Acessibilidade e impacto econômico O cultivo de hortaliças é acessível e oferece oportunidades tanto para o consumo doméstico quanto para a comercialização. A cartilha diferencia hortas comerciais, voltadas para o lucro, das hortas familiares, que atendem ao consumo doméstico em pequenas áreas. Além disso, o material destaca que o cultivo sustentável contribui para a geração de alimentos de qualidade, impulsionando a economia local e promovendo práticas agrícolas alinhadas à preservação ambiental. A cartilha está disponível gratuitamente no site da Embrapa Amazônia Oriental. O post Embrapa lança cartilha gratuita para cultivo sustentável de hortaliças apareceu primeiro em Canal Rural.
Como foi o ano para a soja? Confira a retrospectiva do grão

Foto: Guilherme Soares/Canal Rural BA O mercado global de soja enfrentou um desempenho substancialmente negativo em termos de valor durante 2024, com os preços do grão apresentando uma desvalorização significativa de cerca de 21% entre janeiro e o final do ano. De acordo com o analista e consultor da Safras & Mercado, Rafael Silveira, a principal razão para essa queda foi o aumento da oferta global de soja, aliado à menor ocorrência de problemas climáticos na safra brasileira 2023/24. “Este cenário foi particularmente relevante, visto que o ciclo anterior havia sofrido com uma drástica redução da área plantada nos Estados Unidos, o que resultou em um menor potencial produtivo”, lembra Silveira. A produção dos EUA na safra 2023/24 foi estimada em 113,2 milhões de toneladas, o que limitou suas exportações e manteve os estoques finais em cerca de 9,3 milhões de toneladas. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! Desempenho da América do Sul No entanto, a América do Sul, especialmente o Brasil e a Argentina, se destacaram neste cenário de oferta abundante, apesar dos desafios climáticos globais, como o fenômeno El Niño. “A safra brasileira foi robusta, mas não atingiu seu potencial máximo devido às questões climáticas”, explica Silveira. Com isso, o Brasil colheu mais de 150 milhões de toneladas, tornando-se uma das maiores colheitas da história, mas ainda assim aquém das 165 milhões de toneladas que poderiam ter sido alcançadas com condições climáticas mais favoráveis. A Argentina, que havia enfrentado uma quebra histórica na safra anterior, apresentou uma impressionante recuperação, com produção estimada em cerca de 50 milhões de toneladas. “Esse volume não só renovou a posição da Argentina como um importante player no mercado de farelo de soja, mas também impulsionou as exportações em 2024”, destaca o consultor. Exportações e dinâmica de preços Apesar de uma produção recorde, o Brasil registrou uma redução nas exportações de soja em 2024 em comparação ao ano anterior, com volumes estimados em 98 milhões de toneladas. Essa queda se deu em um contexto de oferta global elevada e preços pressionados. Silveira aponta que, além da oferta abundante, fatores como as variações cambiais e os custos logísticos também contribuíram para as flutuações nos preços do grão ao longo do ano. A situação começou a mudar no final do terceiro trimestre e início do quarto trimestre, quando a menor disponibilidade de soja, tanto no Brasil quanto no restante do mundo, começou a sustentar os preços. “O Centro-Oeste brasileiro, por exemplo, observou uma elevação significativa do basis, refletindo as dinâmicas de compradores e vendedores ajustando suas expectativas”, comenta Silveira. Esse ajuste foi particularmente evidente na indústria de esmagamento de soja, que enfrentou dificuldades para garantir suprimentos adequados, pressionando os preços do óleo de soja para altas expressivas. Competitividade brasileira no mercado global Durante o primeiro semestre de 2024, as exportações brasileiras de soja foram intensas, com o Brasil se mostrando bastante competitivo, especialmente para a China, principal comprador da soja nacional. No entanto, à medida que o ano avançava, o ritmo das exportações desacelerou devido à menor disponibilidade interna e ao aumento da oferta global, com destaque para a produção argentina. O post Como foi o ano para a soja? Confira a retrospectiva do grão apareceu primeiro em Canal Rural.
Noz-pecã: produção no Brasil deve crescer 50% até 2030

Foto: Motion Array Com as festas de fim de ano, o consumo de noz-pecã aumenta mundialmente, e o Brasil, com cerca de 10 mil hectares plantados atualmente, projeta expandir sua área de cultivo para 15 mil hectares até 2030, um salto de 50%. A previsão é do Instituto Brasileiro de Pecanicultura (IBPecan), que destaca o crescimento da cultura no Sul do país. De acordo com Cleiton Wallauer, presidente da entidade, a noz-pecã está consolidada na região há mais de 70 anos, com novos pomares sendo abertos regularmente. Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News! Os estados do Sul concentram toda a produção nacional, e a cultura oferece uma alternativa de diversificação de renda para produtores de diferentes portes. O aumento projetado no cultivo pode consolidar o Brasil como o quarto maior produtor mundial da noz até o final da década. Mercado interno e externo A redução da oferta global de noz-pecã impulsionou os preços no mercado interno e intensificou as exportações. Dados da Associação Brasileira de Nozes, Castanhas e Frutas Secas (ABNC) indicam que, até novembro de 2024, as exportações brasileiras do produto geraram aproximadamente US$ 200 milhões em receita, enquanto as importações somaram US$ 50 milhões. Com a crescente demanda global e a adaptação da cultura às condições climáticas do Sul , o país se posiciona para aproveitar oportunidades tanto no mercado interno quanto externo. A expansão projetada até 2030 reflete o potencial do setor para fortalecer sua presença no mercado global e diversificar a renda dos produtores. O post Noz-pecã: produção no Brasil deve crescer 50% até 2030 apareceu primeiro em Canal Rural.
Mergulhadores retomam buscas na ponte entre Maranhão e Tocantins

Mergulhadores da Marinha e do Corpo de Bombeiros retomaram, na manhã deste sábado (28), a busca por desaparecidos após a queda da Ponte Juscelino Kubitschek de Oliveira, na BR-226, entre Aguiarnópolis (TO) e Estreito (MA). O trabalho foi suspenso na sexta (27) devido ao risco de desabamento do que sobrou da estrutura da ponte, que caiu no último domingo (22). O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) informou que, após a chegada e instalação de equipamentos de precisão, verificou-se estabilidade na estrutura existente, permitindo a retomada dos trabalhos de busca. “Ressaltamos que o monitoramento da estrutura está sendo feito de forma contínua”, afirmou a autarquia. Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News! As ações estão sendo feitas por equipes de mergulho em uma profundidade que varia de 20 a 60 metros. A Petrobras e a Transpetro disponibilizaram um robô e equipes técnicas para ajudar nas buscas por vítimas da tragédia. Novos equipamentos da Marinha também chegaram nesta sexta-feira (27), entre os quais, uma câmara hiperbárica e o regulador de mergulho independente, que tem o suprimento de ar feito por mangueiras que chegam à superfície. Com isso vai ser possível realizar o trabalho por um período maior. São nove os mortos e oito os desaparecidos com o colapso da ponte. Uma pessoa foi resgatada com vida. Hoje, a Marinha corrigiu o número de mortes, informando que, após a identificação do corpo encontrado no final do dia de ontem (27), foi concluído que se tratava de uma das pessoas desaparecidas após a queda da ponte. Na quinta-feira (26), os mergulhadores localizaram os caminhões que transportavam defensivos agrícolas e ácido sulfúrico a uma profundidade de cerca de 35 metros no Rio Tocantins. A Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) emitiu um parecer técnico de que não há risco de contaminação da água e informou que testes continuarão sendo realizados. O Dnit informou que uma força-tarefa se encontra na região em apoio à população, com a contratação de balsas para a travessia do rio, e no trabalho de apuração das causas da queda da estrutura. O governo federal destinará mais de R$ 100 milhões para as obras de recuperação e retirada dos escombros. O post Mergulhadores retomam buscas na ponte entre Maranhão e Tocantins apareceu primeiro em Canal Rural.
Você viu? Nova técnica aumenta produtividade do milho em 287%

Foto: Agência Marca Studio Criativo Em estudo desenvolvido no município de Marianópolis, no Tocantins, foi observado que o cultivo intercalar de milho, antes da colheita da soja, aumenta a produtividade e reduz os riscos da segunda safra tardia. Essa foi uma das reportagens mais lidas do Canal Rural nesta semana. Chamada de Antecipe, a técnica desenvolvida pela Embrapa promoveu aumento do número de espigas e da produtividade de grãos de milho em 287%, comparado ao plantio convencional desse cereal pós-soja. Com a tecnologia, os pesquisadores registraram a média de 3.062 quilos por hectare nos experimentos. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! O estudo comparou três sistemas de cultivo: intercalar do milho antes da colheita da soja (o Antecipe), a semeadura do milho após a colheita da soja e um terceiro sistema denominado “padrão do produtor”, em que o milho foi semeado após a colheita da soja no mesmo dia do Antecipe. A pesquisa foi executada em parceria por três Unidades da empresa: Embrapa Pesca e Aquicultura (TO), Embrapa Milho e Sorgo (MG) e Embrapa Pecuária Sudeste (SP). “O Antecipe é uma tecnologia com potencial de aumentar a produção de milho na segunda safra no Tocantins, respeitando a janela de recomendação para o milho safrinha no estado”, declara o agrônomo da Embrapa Francelino Peteno de Camargo, responsável pelo experimento no estado. Antecipe é sucesso em oito estados O Tocantins é um dos oito estados em que o Antecipe gerou bons resultados. “O sistema foi validado em várias regiões do país que adotam a safrinha, como Minas Gerais, Paraná, São Paulo, Goiás, Bahia, Mato Grosso do Sul e Maranhão”, relata o pesquisador Décio Karam, líder do projeto. Ele conta que os resultados têm sido promissores, tanto nas operações de plantio intercalar do milho como na colheita da soja. Em Goiás, por exemplo, ocorreram os resultados expressivos na segunda safra de 2021. Em um experimento conduzido em Rio Verde (GO), o Antecipe entregou 66 sacas de milho por hectare. Na semeadura tradicional, com o milho semeado após a colheita da soja, a produtividade foi de 28 sacas por hectare. Como funciona o sistema? Foto: Guilherme Viana/ Embrapa Essa técnica permite a semeadura mecanizada do milho nas entrelinhas da soja durante a fase de enchimento de grãos da leguminosa, a partir do estádio R6. Assim, o milho é cortado durante o processo de colheita da soja, reduzindo a área foliar das plantas. Porém, como o ponto de crescimento encontra-se abaixo da superfície do solo, a planta continua seu crescimento, sem prejuízo à produtividade de grãos. Porém, essa desfolha deve ocorrer até o estádio de desenvolvimento V5 do milho, pois, se realizada após esse período, há perda de produtividade. Essa estratégia permite ao produtor antecipar o plantio do milho safrinha em até 20 dias antes da colheita da soja, reduzindo os riscos de perdas por condições climáticas desfavoráveis, típicas do final do verão e início do outono. Com o plantio antecipado, a cultura do milho aproveita melhor as chuvas do início da estação, resultando em ganhos significativos de produtividade e rentabilidade. De acordo com Karam, a técnica também reduz os custos de produção da soja, eliminando a necessidade de dessecação da cultura para antecipar a colheita, o que beneficia o produtor em aspectos operacionais, econômicos e ambientais. Cultivares de soja de ciclo longo Em regiões com maior experiência no cultivo da safrinha, é possível utilizar cultivares de soja de ciclo mais longo e maior potencial produtivo, sem comprometer o desempenho do milho. Outra vantagem do sistema é a possibilidade de implantar o milho safrinha em áreas onde a segunda safra ainda não está consolidada, expandindo as janelas de cultivo para regiões antes consideradas inviáveis. Essa flexibilidade amplia o potencial agrícola, permitindo maior eficiência no uso da terra e contribuindo para a sustentabilidade do sistema produtivo. O pesquisador Emerson Borghi explica que os cultivos intercalares antecipados nas entrelinhas da soja, antes de sua colheita, permitem semear a segunda cultura, que pode ser de milho, sorgo, milheto, gergelim ou pastagens, de acordo com a região e o negócio da propriedade. A colheita da soja é feita sem causar danos às plantas dessas culturas. “Desse modo, com melhores condições, a garantia de segunda safra pode ampliar o retorno econômico. Isso pode acontecer na produção de grãos, silagem ou, em casos em que o produtor adota a ILPF, ganho de peso na pecuária de carne ou leite, pois o pasto semeado nas entrelinhas da soja permite a entrada do gado mais cedo na área”, exemplifica Borghi. Ele ainda ressalta o impacto ambiental da tecnologia: “tudo isso feito em plantio direto, garantindo uma pegada de carbono ainda mais efetiva e colocando o Brasil ainda mais na vanguarda da produção sustentável de alimentos para o mundo”. A história do Antecipe Lançado em 2020, o pacote tecnológico Antecipe apresenta uma abordagem inovadora para a produção de grãos. Desenvolvido pela Embrapa, o sistema combina um método inédito de cultivo, uma semeadora-adubadora, que já conta com pedido de patente pela Embrapa, e comercializada em parceria com a empresa Jumil. A técnica consiste em semear o milho nas entrelinhas da soja. Para isso, a lavoura deve estar no estádio fenológico R6 pois, antes disso, o milho não se desenvolve pelo sombreamento causado pela soja. Durante a colheita da soja, sem a necessidade de adaptações no maquinário, o equipamento corta simultaneamente as plantas das duas culturas, reduzindo a parte aérea do milho. Mesmo com a passagem pela colhedora reduzindo a área foliar e os pneus da máquina amassando algumas plantas, o ponto de crescimento do milho não é afetado e, assim, a planta continua seu desenvolvimento. Os pesquisadores envolvidos no desenvolvimento da tecnologia alertam para o estádio fenológico que o milho deve estar nesse momento, o que não pode ocorrer após a emissão da sexta folha com bainha visível (conhecido como estádio fenológico V6). O plantio intercalar antecipado oferece vantagens estratégicas, garantindo um ganho de até 20 dias no ciclo de cultivo e permitindo que o milho se beneficie de condições climáticas mais favoráveis, otimizando a produtividade,
Agroindústria familiar dá a volta por cima e cresce 10% com feiras e eventos no RS

Foto: Reprodução O pavilhão da Agricultura Familiar se consolidou como um marco das grandes feiras agropecuárias do Rio Grande do Sul. Segundo a Secretaria de Desenvolvimento Rural, em 2024, 3.967 agroindústrias estão registradas no Programa Estadual da Agroindústria Familiar (Peaf), 88 a mais do que no ano passado. “No ano que vem, vamos mais que dobrar essa intenção de apoiar a agroindústria familiar. Queremos atingir o máximo de propriedades, estimulando agricultores impactados por eventos climáticos, jovens, mulheres, praticas sustentáveis e iniciativas de agroindustrialização e agregar valor naquilo que produzimos”, diz o secretário de Desenvolvimento Rural do Rio Grande do Sul, Vilson Covatti. Os produtos expostos nos pavilhões das feiras são, geralmente, feitos de forma artesanal e, por vezes, usam frutas, legumes e recursos disponíveis na propriedade do pequeno produtor. Além de tudo, esse tipo de atividade envolve e mantém o jovem no campo. Esse é o caso da Raquel Pellegrini, que saiu do meio rural, estudou e voltou para conduzir, junto com os pais, uma agroindústria em Paraí, na Serra gaúcha, especializada na confecção de geleias, molhos e outros itens. “A gente vê muitos jovens que estão pegando gosto pelas agroindústrias, por tocar os negócios. Também as mulheres à frente dos negócios. As agroindústrias estão cada vez mais profissionais, com produtos melhores”, diz Raquel. Faturamento da agroindústria familiar O resultado de todo esse esforço está no faturamento. Somente com feiras e eventos, o setor contabilizou R$ 26,4 milhões ao longo de 2024, receita 10% superior ao atingido em 2023, quando as agroindústrias atingiram R$ 23,9 milhões em negócios. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! Na Expointer 2024, por exemplo, o pavilhão da Agricultura Familiar celebrou 25 anos e um recorde de quase R$ 11 milhões em faturamento. “Para as agroindústrias foi um ano dificil. Nós tivemos as enchentes, dificuldade de transporte, mercado mais restrito porque não tínhamos nem como transportar os produtos. Muitas foram afetadas pela enchente, mas se reergueram”, ressaltou o presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura no Rio Grande do Sul (Fetag), Carlos Joel da Silva. Ivandro Remus, dono de uma agroindústria que costuma estar presente em feiras, acredita que as pessoas procuram cada vez mais produtos de qualidade e, mais do que isso, querem saber quem os produz. “Ser agricultor familiar é muito bom nesse momento que aconteceram tantas coisas. A gente recebe mais apoio ainda por ser da agricultura familiar”. O post Agroindústria familiar dá a volta por cima e cresce 10% com feiras e eventos no RS apareceu primeiro em Canal Rural.
Suínos: Paraná aposta em aumento de exportações e cautela nos custos em 2025

Foto: Wenderson Araujo/Trilux/CNA O setor de suinocultura no Paraná apresenta perspectivas positivas para 2025, com especialistas prevendo crescimento sustentável tanto na produção quanto nas exportações. O estado, que conta com cerca de 7 mil propriedades comerciais dedicadas à atividade, responde atualmente por 21% da produção nacional de carne suína, ocupando a vice-liderança no ranking brasileiro, atrás de Santa Catarina (29%). Crescimento com cautela A recuperação do setor iniciada em 2024 deve impulsionar a expansão de granjas e plantéis. No entanto, o crescimento previsto para 2025 ocorre de forma cautelosa, considerando a dependência do setor em relação aos custos de insumos alimentares, como milho e soja. Problemas climáticos afetaram a safrinha de milho, impactando a oferta e elevando os preços. Especialistas apontam que o primeiro semestre de 2025 deve ser mais favorável para os produtores, com um mercado aquecido. No segundo semestre, porém, a cautela deve predominar devido à incerteza das safras. Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News! Exportações impulsionam o mercado O mercado internacional continua sendo um dos principais motores para a suinocultura paranaense. Destinos como China, Hong Kong e outros países asiáticos mantêm uma demanda robusta pela proteína, mesmo com a recuperação interna chinesa em andamento. As exportações da carne suína paranaense devem crescer entre 1,5% e 2% em 2025, com o setor cooperativista desempenhando um papel fundamental para ajustar a oferta ao mercado doméstico e internacional. Benefícios da febre aftosa sem vacinação Outro fator positivo é o reconhecimento do Paraná como estado livre de febre aftosa sem vacinação, o que abre novas oportunidades no mercado internacional. O Peru já iniciou importações de carne suína paranaense, e outros mercados podem ser conquistados nos próximos anos. Integração e estabilidade no setor Cerca de 60% dos suinocultores paranaenses operam no modelo de produção integrada, o que proporciona maior estabilidade ao setor. A internacionalização das vendas reduz as oscilações de preços comuns no mercado interno, trazendo previsibilidade e segurança para os produtores. Com a demanda externa em alta e a competitividade crescente no mercado global, o Paraná projeta um crescimento moderado, mas consistente, consolidando sua posição como um dos principais estados na produção de carne suína no Brasil. O post Suínos: Paraná aposta em aumento de exportações e cautela nos custos em 2025 apareceu primeiro em Canal Rural.
Aprenda produção integrada com curso online e gratuito da Embrapa e UFV

Foto: Alexsandarlittlewolf/Freepik A Universidade Federal de Viçosa (UFV), em parceria com a Embrapa Cerrados, está oferecendo um curso a distância com três módulos voltados à produção integrada agropecuária. O conteúdo abrange desde introdução ao sistema até práticas culturais específicas para a produção integrada de maracujá. O curso é gratuito e aberto a produtores rurais, técnicos agrícolas e profissionais com diploma superior. Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News! Produção integrada: sistema rentável e sustentável A produção integrada agropecuária oferece produtos seguros, com origem rastreável e em conformidade com boas práticas agrícolas. O sistema também contribui para a sustentabilidade, reduz custos de produção e aumenta a rentabilidade para os produtores, informa a Embrapa. Como funciona o curso Os módulos são autoinstrucionais, sem acompanhamento de tutores, e podem ser realizados no horário que o aluno preferir. A carga horária varia de 20 a 60 horas, e os módulos devem ser realizados em sequência. Para acessar o terceiro módulo, é necessário concluir os dois anteriores. Os participantes precisam ter conhecimentos básicos de informática e acesso à internet. Ao final, os alunos que obtiverem aproveitamento de 70% ou mais nas avaliações receberão um certificado digital emitido pela UFV e Embrapa. Detalhes dos módulos Módulo 1 – Introdução à Produção Integrada (20 horas)Apresenta conceitos, princípios e procedimentos para a adoção da Produção Integrada, abordando temas como o marco legal da produção de frutas e o papel do Inmetro na avaliação de conformidade. Módulo 2 – Gestão e Planejamento da Empresa Rural (60 horas)Explora segurança alimentar, rastreabilidade, gestão ambiental e comercialização, além de questões como aplicação e armazenamento de agrotóxicos, saúde do trabalhador e organização de produtores. Módulo 3 – Práticas Culturais na Produção Integrada de Maracujá (40 horas)Foca no manejo agroecológico da cultura do maracujá, incluindo nutrição, práticas culturais, análise de resíduos, rastreabilidade e certificação. Inscrições abertas As inscrições estão disponíveis na plataforma e-Campo da Embrapa e no portal EAD da UFV. O curso é uma oportunidade para quem busca aprimorar conhecimentos em práticas agrícolas sustentáveis e gestão rural. O post Aprenda produção integrada com curso online e gratuito da Embrapa e UFV apareceu primeiro em Canal Rural.
Abacate na liderança: veja os 5 produtos com as maiores altas em 2024

Foto: Pixabay Entre os produtos do agro que mais registraram valorização ao longo de 2024, o abacate aparece disparado, com alta de 188,8%, de acordo com estudo da Fundação Getúlio Vargas (FGV). Em seguida, no ranking, aparecem: Laranja pera: 53,2% Café moído: 34,7% Óleo de soja: 31,6% Acém: 24,2% Segundo o pesquisador da FGV Agro Felippe Serigati, a disparada que quase triplicou o preço do abacate se explica pela quebra de safra e a oferta mais rígida. “Por mais que essa alta seja desconfortável a um pequeno grupo, não é uma preocupação para o índice [IPCA-15, prévia da inflação] como um todo. Já em relação aos demais produtos [a questão] é diferente porque são muito mais consumidos e têm um peso maior dentro do IPCA”. O especialista lembra dos problemas nos pomares de laranja em São Paulo, principal estado produtor, como as temperaturas acima da média, a escassez hídrica e os incêndios florestais, fatores que deixaram as frutas menores e com menos suco. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! “O café também chama a atenção porque teve uma alta forte em dólares, quebra da produção do Sudeste Asiático, a produção brasileira ficou abaixo da expectativa e também houve problemas na florada devido a questões climáticas”. Serigati também ressalta a alta inflacionária do óleo de soja, operando em todo o mundo com preços bastante pressionados, o que se estende a todos os óleos vegetais por questões geopolíticas e de quebra de safra. O pesquisador da FGV Agro enxerga uma possível queda nos preços de todos os produtos listados acima, exceto do acém, o corte bovino mais popular e que compete com a proteína do frango. “Estamos vendo ventos mais fortes de reversão do ciclo pecuário, ou seja, uma tendência de reter fêmeas para produção de bezerros, reduzindo a produção, a quantidade ofertada de carne, cujo preço deve permanecer pressionado ao longo de 2025”. O post Abacate na liderança: veja os 5 produtos com as maiores altas em 2024 apareceu primeiro em Canal Rural.