Soja: índice de vegetação das lavouras do Sul anunciam quebra de safra

Foto: Pedro Silvestre/ Canal Rural A seca persistente traz o risco de quebra de safra de soja 2024/25 em toda a Região Sul do Brasil, mostram as imagens de satélite da EarthDaily Agro. Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná têm enfrentado baixa precipitação desde dezembro, com impactos claros nas condições das lavouras, conforme apontado pelo índice de vegetação (NDVI). Felippe Reis, analista de culturas da empresa, enfatiza que nas lavouras gaúchas, a umidade do solo diminuiu drasticamente nas últimas semanas, e mesmo com previsão de chuva nos próximos dias, o volume esperado parece insuficiente para recuperar as condições das lavouras. NDVI do Rio Grande do Sul. Imagem: EarthDaily Agro Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News! Segundo ele, o NDVI apresenta sinais de deterioração, embora em níveis melhores que os dos anos críticos de 2022 e 2023. NDVI de Santa Catarina Já em Santa Catarina, até meados de dezembro, o volume de chuvas foi considerado satisfatório. “No entanto, a seca ganhou força em janeiro, causando deterioração evidente no NDVI, ainda que este esteja em níveis superiores aos de 2022”, ressalta. No Paraná, por sua vez, desde o final de dezembro, as lavouras têm apresentado dinâmica negativa no índice de vegetação, indicando uma possível quebra de safra para o ciclo atual. NDVI do Paraná Em Mato Grosso do Sul, o acumulado de precipitação desde 15 de dezembro lembra os anos ruins de 2022 e 2024, ambos marcados por quebras de safra. “O NDVI no estado aponta condições piores que as registradas em 2024, quando houve uma perda de 15% da produtividade”. NDVI de Mato Grosso do Sul Estados com boas perspectivas na soja Os estados de Goiás, Mato Grosso e Minas Gerais apresentam perspectivas otimistas em relação ao potencial produtivo, com o NDVI indicando boa evolução das lavouras, aponta a EarthDaily Agro. Em Mato Grosso, o NDVI apresenta evolução favorável, superior ao desempenho observado em 2023, ano em que a produtividade foi 7% superior à tendência histórica. “Com base nos dados mais recentes, estima-se uma produtividade de 3,91 toneladas por hectare, o que, caso confirmado, representará um recorde para o estado”, diz Reis. Para o analista, outro destaque no cenário produtivo é a Bahia, que projeta produtividade recorde de 4,8 toneladas por hectare, representando aumento de 27% em relação ao ciclo anterior. O post Soja: índice de vegetação das lavouras do Sul anunciam quebra de safra apareceu primeiro em Canal Rural.

Sem chuva em algumas regiões produtoras de soja; confira a previsão do tempo

Foto: Freepik A previsão do tempo para as áreas produtoras de soja no Brasil aponta para um cenário variado, com boas perspectivas em várias regiões. A umidade do solo nas áreas produtoras de soja apresenta variações entre as regiões do país. No norte de Minas Gerais, a falta de chuvas tem sido um problema, mas a umidade do solo ainda se mantém relativamente boa, favorecendo o desenvolvimento da soja. Já em estados como Bahia e no Matopiba, as condições hídricas são mais favoráveis, com boa umidade no solo, o que é um alívio para os produtores dessas regiões. Por outro lado, o Sudoeste do Pará, o Rio Grande do Sul e o Sul de Mato Grosso continuam enfrentando sérios problemas de seca, com a umidade do solo em níveis baixos, o que tem dificultado o trabalho dos produtores nessas áreas. No entanto, as previsões indicam que, nos próximos dias, as chuvas irão avançar para Mato Grosso do Sul, oferecendo um alívio para essas regiões. Já no Rio Grande do Sul, a falta de chuva ainda deve continuar afetando as lavouras, com uma restrição hídrica nos próximos dias. Fique por dentro das novidades e notícias recentes sobre a soja! Participe da nossa comunidade através do link! Panorama da soja no Sudeste do Brasil O panorama no Sudeste do Brasil é mais otimista para os produtores de soja. O interior de São Paulo e o sul de Minas Gerais estão previstos para receber chuvas volumosas, com volumes superiores a 50 mm nos próximos cinco dias. Esse aumento nas precipitações trará benefícios tanto para a reposição hídrica do solo quanto para o avanço das atividades no campo, como a colheita e o preparo do solo para novos ciclos. Uma boa notícia é que, na virada do mês, as chuvas também devem chegar ao norte de Minas Gerais, incluindo a região de Unaí, o que vai ajudar a melhorar as condições de umidade do solo nas lavouras. Esse é um alívio importante para as regiões que vinham enfrentando um período de seca mais prolongado. Situação das lavouras de soja em MT e MS Em Mato Grosso, as chuvas também devem proporcionar um alívio para os produtores, com a chegada de precipitações que irão ajudar na reposição hídrica do solo, além de dar uma pausa no estresse hídrico que afetava as lavouras. No Mato Grosso do Sul, a previsão também é positiva, com a chuva prevista para os próximos dias sendo importante para o fortalecimento das plantações e para o avanço das atividades no campo. Matopiba Matopiba deve continuar recebendo boas quantidades de chuvas, com destaque para a previsão de 50 mm de precipitação nos próximos dias. Esse volume de chuva vai garantir condições favoráveis para as lavouras, principalmente para a soja, e vai contribuir para o desenvolvimento das plantas. Apesar de boas chuvas previstas para o norte do Brasil, o centro da Bahia e a região sul do estado continuam com tempo seco, o que tem impactado o desenvolvimento das lavouras. Contudo, na virada do mês, a previsão é de que as chuvas comecem a alcançar essas áreas, trazendo uma melhora nas condições climáticas. No Pará, o cenário é diferente, com chuvas constantes, mas que prejudicam as atividades de campo, principalmente no que diz respeito ao avanço da colheita. No entanto, as chuvas têm ajudado a manter uma boa reserva hídrica no solo, o que é um ponto positivo para os produtores da região no longo prazo. Situação crítica no Rio Grande do Sul O Rio Grande do Sul, por outro lado, continua enfrentando sérios problemas com relação à falta de chuva e ao calor intenso. As condições hídricas continuam críticas, e a previsão para os próximos dias indica que a seca vai persistir. Os produtores da região devem continuar enfrentando dificuldades para manter a soja saudável, com uma gestão mais cuidadosa dos recursos hídricos sendo necessária. O post Sem chuva em algumas regiões produtoras de soja; confira a previsão do tempo apareceu primeiro em Canal Rural.

Governo avalia reduzir tarifa de importação para baratear alimentos

Foto: Wallisson Breno/PR O ministro da Casa Civil, Rui Costa, afirmou, nesta sexta-feira (24), que o governo pode reduzir o Imposto de Importação para baratear o preço de determinados alimentos no mercado brasileiro. Segundo ele, estudos já estão sendo feito para garantir a paridade com os preços internacionais. Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News! “O preço se forma no mercado, o mercado é competitivo. Se nós tornamos mais barato a importação desses produtos, vão ter vários fatores econômicos do mercado importando esses produtos, porque tem uma diferença de preço e, portanto, vão enxergar um lucro a ganhar. Vão importar e ajudar a baixar o preço do produto interno, pelo menos, ao preço internacional”, disse, após reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Palácio do Planalto. O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, lembrou que medida semelhante foi adotada no ano passado para segurar os preços do arroz e garantir o abastecimento após as enchentes no Rio Grande do Sul. O estado responde por 70% da oferta nacional do produto. Na ocasião, a tarifa de importação de arroz foi zerada. “A gente não quer fazer nenhum tipo de intervenção heterodoxa. Mas, se nós somos exportadores de alimentos, não pode o nosso alimento ser mais caro aqui do que tá lá fora. Então, pontualmente, pode ser, se confirmado, abaixada as alíquotas para que esse produto, no mínimo, ganhe a paridade internacional que é o que rege o mercado”, destacou. O presidente Lula coordenou reunião, no Palácio do Planalto, para discutir formas de baixar o preço dos alimentos no país. O tema ganhou centralidade no governo essa semana, quando o próprio Lula afirmou, em reunião ministerial, que esta é a prioridade da gestão em 2025. Produção Rui Costa reforçou que não haverá a adoção de medidas heterodoxas, como subsídio, supermercado estatal, comercialização de alimentos com prazos, congelamento ou tabelamento de preços, nem fiscalização em mercados. A principal atuação, segundo ele, será no estímulo da produção agrícola local, com atenção às políticas públicas e recursos já existentes e foco nos alimentos que chegam à mesa da população. Com clima favorável, já há expectativa de safra recorde de grãos, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), com aumento de 8% a 10% na produção. Novamente, Fávaro lembrou das iniciativas para aumentar a produção de arroz no país, no ano passado. “Para este ano, a produção de arroz deve ser 12% a 13% maior do que ano passado, portanto os preços de arroz cederam, se não chegaram nos patamares ideais ainda da população brasileira, mas já são bem menores do que foram num passado recente. Então, é um processo natural de estímulo à produção”, disse. Tickets Rui Costa disse ainda que o Ministério da Fazenda vai estudar formas de diminuir o custo de intermediação do Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT). Ontem (23), o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, já havia comentado a medida, da possibilidade de redução de taxas de vales refeição e alimentação para baratear a comida. “A essência dessa medida será reduzir, portanto, se possível a zero, se não a uma taxa substantivamente inferior ao que o trabalhador paga hoje para utilizar seu cartão”, afirmou Rui Costa. “Tecnicamente, se fazer esse benefício chegar ao trabalhador sem ele perder 10% do valor alimentação, são 22 milhões de trabalhadores que recebem esse benefício, e evidente, se esse valor fica com o trabalhador, isso vai se transformar em melhoria do poder aquisitivo dele na hora de fazer o supermercado”, acrescentou. O post Governo avalia reduzir tarifa de importação para baratear alimentos apareceu primeiro em Canal Rural.

Fávaro: Plano Safra vai estimular mais produtos que chegam à mesa da população

Foto: Canal Rural O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, afirmou nesta sexta-feira (24) que o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, determinou que o governo já comece a discutir um novo Plano Safra que estimule mais a produção de alimentos, sobretudo de itens que chegam à mesa da população. Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News! Fávaro disse ainda que o ministério continuará estimulando a produção de alimentos no Brasil, como ocorre desde o primeiro dia do governo Lula. Ele ponderou ainda que este ano, diferentemente de 2024, haverá um clima favorável ao aumento na produção, o que faz com que a estabilidade dos preços possa ser garantida. O ministro do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira, reiterou que o governo trabalhará para aumentar a produtividade dos pequenos e médios produtores, como forma de ampliar a produção e, assim, colaborar na redução dos preços dos alimentos. O post Fávaro: Plano Safra vai estimular mais produtos que chegam à mesa da população apareceu primeiro em Canal Rural.

Colheita da soja avança em MT

Foto: Madson Maranhão/Governo do Tocantins A colheita da safra de soja 2024/25 no Mato Grosso avançou para 4,38% da área, conforme dados do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), obtidos até 24 de janeiro. Na semana passada, o índice era de 1,41%. Comparado ao ano anterior, o percentual está consideravelmente abaixo, já que no mesmo período de 2024, 21,51% da área já havia sido colhida. A diferença de 11,41 pontos porcentuais reflete o impacto das condições climáticas desfavoráveis, que afetaram o ritmo de colheita. A região médio-norte, que é a maior produtora de soja do estado, apresenta o maior avanço, com 2,15% da área já colhida, um aumento de 0,98 ponto porcentual em relação à semana passada. No entanto, essa região ainda registra um atraso de 15,93 pontos porcentuais em comparação ao mesmo período do ano passado, quando 18,08% da área já havia sido colhida. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp A região oeste, conhecida por iniciar a colheita mais cedo, apresenta o maior atraso na safra atual. Apenas 1,10% da área foi colhida até o momento, o que representa uma diferença de 22,35 pontos porcentuais em relação a 2024, quando 23,45% da área já havia sido colhida. As regiões nordeste e noroeste são as que mostram os menores índices de colheita, com apenas 0,57% e 1,13% da área, respectivamente. As regiões sudeste e centro-sul, juntamente com o médio-norte, têm se destacado pelos maiores avanços semanais, com 0,98 ponto porcentual de progresso, alcançando 1,64% e 0,94% da área colhida, respectivamente. A região norte também apresentou crescimento, com um aumento de 0,63 ponto porcentual na semana, alcançando 1,33% da área colhida. O post Colheita da soja avança em MT apareceu primeiro em Canal Rural.

Apesar do aumento nos alimentos, IPCA desacelera: menor taxa em mais de 12 meses

Foto: Marcos Santos/USP Imagens O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), conhecido como a prévia da inflação oficial, registrou alta de apenas 0,11% em janeiro de 2025. O número representa uma desaceleração frente ao resultado de dezembro de 2024, que foi de 0,34%. O índice divulgado nesta sexta-feira (24) pelo IBGE é o menor já registrado para um mês de janeiro desde o início do Plano Real, em 1994. No acumulado dos últimos 12 meses, o IPCA-15 soma 4,5%, atingindo o teto da meta de inflação definida pelo governo. Em comparação, o acumulado anterior, em dezembro de 2024, estava em 4,71%. Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News! Pressão de alimentos e transportes Os alimentos e bebidas puxaram a inflação em janeiro, com alta de 1,06% no grupo, impactando o índice em 0,23 ponto percentual (p.p.). Entre os itens que mais pressionaram, destacaram-se o tomate (+17,12%), o café moído (+7,07%) e as refeições fora de casa (+0,96%). Outro destaque de alta foi o grupo transportes, que avançou 1,01%, com destaque para passagens aéreas, que subiram 10,25%, gerando impacto de 0,08 p.p. no índice.Alívio na energia elétrica A queda de 15,46% na energia elétrica, impulsionada pelo Bônus de Itaipu, garantiu o alívio na inflação. O grupo habitação registrou variação negativa de 3,43%, contribuindo com um impacto de -0,52 p.p. no índice. O bônus é uma forma de redistribuir os lucros da estatal responsável pela energia gerada pela hidrelétrica de Itaipu. Perspectivas e meta de inflação A inflação acumulada nos últimos 12 meses está dentro da meta de 4,5% estabelecida para 2025, mas segue no limite. O Banco Central monitora esses dados para orientar a política monetária, já que a meta para 2025 é de 3%, com tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos. O IPCA completo de janeiro será divulgado no dia 11 de fevereiro. Esse indicador considera um período diferente de apuração e localidades adicionais, mas segue o mesmo objetivo de acompanhar o custo de vida de famílias com renda de até 40 salários mínimos. O post Apesar do aumento nos alimentos, IPCA desacelera: menor taxa em mais de 12 meses apareceu primeiro em Canal Rural.

Bombeiros combatem incêndio em armazém de café no Oeste da Bahia

Foto: 17º Batalhão de Bombeiros Militar Um incêndio em um galpão que armazenava café, mobilizou equipes do 17º Batalhão de Bombeiros Militar, por volta das 8 horas da manhã desta sexta-feira (24), em Luís Eduardo Magalhães, no Oeste baiano. De acordo com o Corpo de Bombeiros, o galpão, pertencente à Fazenda Johá, localizado na BR-020, era utilizado para armazenamento, processamento, ensacagem e exportação de café. Segundo o gerente da fazenda, o incêndio começou no dia anterior e aparentava estar controlado. Foto: 17º Batalhão de Bombeiros Militar No entanto, ao chegarem para trabalhar na manhã de sexta-feira, os funcionários notaram intensa fumaça e perceberam que o fogo havia se alastrado para outras partes da estrutura. Duas viaturas foram enviadas ao local: uma Auto Rápido (AR) e uma Auto Bomba Tanque (ABT). Durante a operação, os bombeiros atuaram rapidamente para resgatar diversos fardos de café, isolando-os e minimizando as perdas. Este é o segundo incêndio em pouco mais de 48 horas, em locais de armazenagem de empresas agrícolas do Oeste da Bahia. Foto: 17º Batalhão de Bombeiros Militar Apesar da destruição de grande parte do material armazenado, a atuação eficiente das equipes do Corpo de Bombeiros foi essencial para evitar danos ainda maiores e controlar o incêndio. As causas do incidente estão sendo investigadas e o rescaldo foi concluído por volta das 10h30, garantindo a segurança da área. Além disso, não houve registro de feridos. Siga o Canal Rural Bahia no Instagram! Você também pode participar deixando uma sugestão de pauta. Clique aqui e envie uma mensagem para o nosso WhatsApp! O post Bombeiros combatem incêndio em armazém de café no Oeste da Bahia apareceu primeiro em Canal Rural.

Preço dos alimentos: governo descarta medidas heterodoxas e aposta no diálogo

Foto: Agência de Notícias do Acre/Governo do Acre O ministro da Casa Civil, Rui Costa, afirmou nesta quarta-feira (24) que o governo não adotará medidas heterodoxas para controlar os preços dos alimentos no país. “Reafirmo taxativamente: não haverá congelamento de preços, tabelamento, fiscalização, nem ‘fiscal do Lula’ em supermercados ou feiras”, declarou após reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e outros ministros. Costa garantiu que não foram discutidas propostas como a criação de uma rede estatal de alimentos ou subsídios. A reunião, que contou com os ministros da Agricultura, Carlos Fávaro; do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira; e da Fazenda, Fernando Haddad, buscou alinhar estratégias para enfrentar a alta nos preços dos alimentos. Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News! De acordo com Costa, o governo priorizará o diálogo com produtores, supermercados e frigoríficos para buscar soluções que reduzam os custos. “Queremos estabelecer uma ponte com o mercado, que é onde os preços se realizam”, afirmou. Plano Safra e estímulo à produção O ministro Carlos Fávaro destacou que o presidente Lula determinou ajustes no Plano Safra para estimular a produção de alimentos, com foco nos itens da cesta básica. Ele também reforçou a expectativa de um clima mais favorável em 2025, diferente do cenário climático adverso de 2024, que impactou a produção, especialmente no Rio Grande do Sul. Rui Costa disse ainda que a expectativa do governo é positiva para produção de alimentos em 2025, em meio à esperada supersafra no ano, que deve colaborar na redução dos preços dos alimentos. A safra em geral, segundo ele, deve crescer 8,2%, e o arroz, 13%. “(Será) Diferente do que aconteceu em 2024, quando foi ano extremamente severo do ponto de vista climático, regiões fortemente produtoras de alimentos, a exemplo do Rio Grande do Sul, sofreu muito”, disse ele, em referência à seca e às fortes chuvas que acometeram o Estado no ano passado O ministro do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira, afirmou que o governo pretende aumentar a produtividade de pequenos e médios produtores, incentivando a produção de alimentos essenciais. “Queremos focar em itens que compõem a cesta básica e ampliar a oferta desses produtos para o mercado interno”, completou. O governo aposta em um cenário otimista para 2025, confiando na combinação de incentivos à produção e condições climáticas favoráveis para reduzir os preços e assegurar o abastecimento da população. O post Preço dos alimentos: governo descarta medidas heterodoxas e aposta no diálogo apareceu primeiro em Canal Rural.

O tempo nas lavouras de soja na região Centro-Oeste

Foto: Freepik A temporada de colheita de soja no Centro-Oeste brasileiro enfrenta um cenário climático desafiador, com chuvas intensas que dificultam os trabalhos nos campos, especialmente em Mato Grosso, onde as precipitações não cessam. A situação é mais favorável em Goiás, embora as condições ainda tragam complicações para a produção agrícola. Nos últimos 30 dias, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) registrou chuvas em várias regiões, com destaque para Rio Verde, em Goiás, que acumulou 400 mm, praticamente o dobro do esperado para o período. A maior parte dessa precipitação ocorreu no final de dezembro e início de janeiro, aliviando a situação temporariamente, mas agora, com a chegada de uma nova frente fria, os produtores devem se preparar para mais chuvas. Em Mato Grosso, as chuvas excessivas nos últimos 10 a 15 dias nas lavouras de soja, com acumulados de até 370 mm, têm atrasado a colheita, especialmente no município de Sorriso. Já em Maracaju, no Centro-Sul de Mato Grosso do Sul, a falta de chuva é ainda mais crítica, com apenas 2 mm registrados em um período em que eram esperados pelo menos 150 mm. Essa disparidade entre regiões impacta diretamente a produtividade, com áreas mais úmidas apresentando boas perspectivas, enquanto o déficit hídrico afeta negativamente as lavouras em outras. Fique por dentro das novidades e notícias recentes sobre a soja! Participe da nossa comunidade através do link! O panorama de umidade do solo tem contrastes, com Mato Grosso e Goiás apresentando boa umidade, o que favorece o crescimento das lavouras, enquanto o Centro-Sul de Mato Grosso do Sul ainda sofre com a seca. No entanto, a previsão indica que a situação pode melhorar em breve. A partir do final de janeiro e início de fevereiro, a chegada de chuvas de 50 mm em cinco dias ajudará a equilibrar o cenário, beneficiando tanto Mato Grosso quanto Goiás e trazendo alívio para o Centro-Sul de Mato Grosso do Sul. Para os produtores de soja de Goiás, a previsão é de que as chuvas se intensifiquem entre os dias 27 de janeiro e 2 de fevereiro, dificultando o início da colheita, mas com uma trégua prevista para o início de fevereiro, quando as condições para o trabalho no campo devem melhorar. O estado de Mato Grosso, por outro lado, deverá continuar com chuvas mais volumosas até o início de fevereiro, o que dificulta ainda mais as operações de colheita. Já Maracaju começa a apresentar chuvas nos próximos 10 dias, o que deve ajudar a reverter o quadro de déficit hídrico. Com a chegada de fevereiro, a previsão aponta para um alívio nas chuvas para a maioria das áreas, permitindo que a colheita avance de forma mais tranquila. Entre 3 e 7 de fevereiro, Mato Grosso e Goiás devem viver uma fase de chuvas mais distribuídas, o que deve equilibrar as condições para a colheita. Para os produtores que ainda enfrentam problemas de umidade do solo, como é o caso do Centro-Sul de Mato Grosso do Sul, a previsão de chuvas é animadora. Além disso, as regiões Sul e Sudeste do Brasil, que enfrentam temperaturas elevadas e risco de temporais, devem se preparar para chuvas fortes até a virada do mês, especialmente no interior de São Paulo e sul de Minas Gerais, com possibilidade de granizo e ventos intensos. Já o Nordeste tem chuvas mais concentradas na Bahia, com previsão de um volume maior a partir do fim de janeiro. O post O tempo nas lavouras de soja na região Centro-Oeste apareceu primeiro em Canal Rural.

Al Gore e CEO Global da JBS defendem agricultura regenerativa no combate às mudanças climáticas

Foto: Divulgação WEF A agricultura tem o potencial de capturar de 10% a 20% das emissões globais de CO2. “Se quisermos enfrentar as mudanças climáticas, precisamos investir na agricultura”, defendeu Gilberto Tomazoni, CEO Global da JBS. A fala do executivo foi feita durante a sessão ‘Um novo trilema: clima, desenvolvimento e a classe média’, no Encontro Anual do Fórum Econômico Mundial, realizada nesta quinta-feira (23), em Davos, na Suíça. Na mesma sessão, o ex-vice-presidente dos Estados Unidos Al Gore – uma das maiores lideranças climáticas do mundo – disse concordar com Tomazoni sobre a necessidade de aportes no setor. Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News! Gore afirmou, inclusive, que novos avanços na medição e teste do sequestro de carbono através da agricultura regenerativa permitem usar muitas abordagens para enfrentar as mudanças climáticas. “Se compensássemos os agricultores com base nisso, isso os ajudaria a superar o período de transição de dois a três anos [necessário para um novo modelo de produção]. Os agricultores querem isso porque os eventos climáticos extremos estão tornando suas fazendas mais vulneráveis à erosão hídrica e eólica”, afirmou. Falta de investimento nos sistemas alimentares Tomazoni mencionou os dados do Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (Ifad, na sigla em inglês), da ONU, que apontam que somente 4% do investimento em mudanças climáticas vai para os sistemas alimentares, sendo que os pequenos agricultores recebem apenas 1%. Nesse cenário, 67% das pessoas em situação de pobreza vivem em regiões rurais. “Se apoiarmos a agricultura, podemos tirar milhões de pessoas da pobreza e, ao mesmo tempo, impulsionar o desenvolvimento econômico e avançar no enfrentamento do desafio climático”, afirmou. Na JBS, 60% dos fornecedores são pequenos agricultores. Nessa situação, Tomazoni relatou o foco da companhia em atuar pelo apoio financeiro e tecnológico para a agricultura regenerativa. “Os pequenos produtores precisam de apoio, não apenas financeiro, mas também assistência técnica sobre como fazer isso. Precisamos fazer isso, porque eles são uma grande força para a transformação”, disse. A sessão foi mediada pela âncora da Bloomberg em Cingapura Haslinda Amin e contou ainda com a participação de Dani Rodrik, professor na Harvard Kennedy School, e Teresa Ribera, vice-presidente da Comissão Europeia. O post Al Gore e CEO Global da JBS defendem agricultura regenerativa no combate às mudanças climáticas apareceu primeiro em Canal Rural.