Soja representa quase 50% da safra de grãos em 23/24

O 10º Levantamento da Safra de Grãos 2023/24 da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) foi divulgado nesta quinta-feira (11) e indicou que o Brasil deve colher 147.336,6 milhões de toneladas de soja na atual temporada. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! O número representa 49,2% da produção total de grãos, estimada em 299,27 milhões de toneladas. Trata-se do segundo maior ciclo agrícola do país, 6,4% menor (20,54 milhões de toneladas a menos), em relação à temporada 2022/23. Especificamente em relação à oleaginosa, redução entre este ciclo e o anterior é de 4,7%, uma vez que o país produziu 154.609,5 milhões de toneladas de soja no ano passado. No atual documento, a área dedicada à cultura foi estabelecida em 46.020,2 milhões de hectares, elevação de 4,4% frente aos 44.080,1 milhões de hectares semeados na safra anterior. Chama a atenção, também, o índice de produtividade média de soja: 3.202 kg por hectare (53,3 sacas/ha). Na campanha passada, o Brasil colheu 3.507 kg por hectare (58,4 sacas/ha). Com isso, o rendimento caiu 8,7%. Estados produtores de soja O 10º Levantamento da Conab detalha as perdas produtivas nos estados que cultivam a soja. Em números absolutos, a mais expressiva é a de Mato Grosso, com 6,2 milhões de toneladas a menos nesta safra, queda de 13,7%. O estado deve produzir 39.343,6 milhões de toneladas. Já em termos de redução percentual, a mais expressiva foi a do Ceará, que deve colher 34,1% a menos, indo de 17,9 para 11,8 mil toneladas. Nessa esteira, a unidade da federação com o maior ganho produtivo é o Amazonas, que deve crescer 172,4% na produção (de 19,9 para 54,2 mil toneladas). A Conab indica que o Rio Grande do Sul, fortemente impactado por um desastre climático, tende a produzir 19.652 milhões de toneladas de soja. No início da safra, a entidade estimava que a produção do estado seria superior a 22 milhões de toneladas. Ainda assim, o atual número é 51% superior ao colhido em 22/23. Quanto à produtividade, a Bahia continua na liderança, com média de 3.780 kg por hectare (63 sacas). Contudo, o atual resultado é 6% inferior ao recorde histórico da safra passada, quando o estado atingiu 4.020 kg/ha (67 sacas). Já o pior rendimento vai para um estado que é novo na produção de soja, o Amapá. Por lá, a média de sacas colhidas é de 43,2 (2.593 kg/ha). O post Soja representa quase 50% da safra de grãos em 23/24 apareceu primeiro em Canal Rural.
Piloto agrícola brasileira morre em operação de combate a incêndio

A piloto agrícola brasileira Juliana Turchetti, 45 anos, morreu na quarta-feira (10) em um acidente aéreo durante uma operação de combate a incêndio florestal em Montana, nos Estados Unidos. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! Turchetti, natural de Contagem, Minas Gerais, era piloto agrícola no Brasil e nos Estados Unidos. O acidente ocorreu durante uma manobra de captação de água em um lago próximo à Floresta Nacional de Helena. Testemunhas relataram que o avião de Turchetti pareceu ter batido em algo antes de se despedaçar e afundar. O avião se despedaçou na água e afundou. O Conselho Nacional de Segurança nos Transportes dos EUA (NTSB) investiga as causas do acidente. O Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola (Sindag) lamentou a perda da piloto. “Juliana representava não somente a determinação e a coragem dos pilotos brasileiros, mas era também um exemplo de profissionalismo, pela linda trajetória”, disse a presidente do Sindag, Hoana Almeida Santos. Colegas de profissão também prestaram homenagens a Turchetti. A piloto agrícola Joelize Friedrichs a descreveu como uma inspiração para muitas mulheres no setor. “Ela realizou o sonho de muitas nós, que é voar o Fire Boss e estava construindo a carreira dela nos Estados Unidos”, comentou, referindo-se à versão do avião agrícola Air Tractor AT-802, modelo concebido justamente para operar em combate a incêndios a partir de lagos e represas e que ainda não existe no Brasil. Os governadores de Montana e Idaho, Greg Gianforte e Brad Little, emitiram uma nota conjunta lamentando a morte de Turchetti. Juliana Turchetti tinha mais de 6,5 mil horas de voo e iniciou sua carreira na aviação em 2007. Em 2018, mudou-se para os Estados Unidos, tornando-se a primeira brasileira a voar em lavouras no país. Em 2022, abriu uma cafeteria em Springfield, Illinois. Juliana realizou sua primeira operação real com o Fire Boss no dia 4 de julho, combatendo incêndios no estado de Washington. “Alguns nos chamam de heróis. Gosto de dizer que somos pessoas comuns fazendo algo extraordinário”, escreveu ela em sua última postagem no LinkedIn. O post Piloto agrícola brasileira morre em operação de combate a incêndio apareceu primeiro em Canal Rural.
Operação desmonta esquema de produção ilegal de ração para animais

Uma operação deflagrada nesta quarta-feira (10) desmantelou um esquema de produção e comercialização irregular de alimentos para animais no Maranhão. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! A ação, denominada “Ossos do Ofício”, resultou na apreensão de cerca de 50 toneladas de produtos impróprios para consumo, além de 12 toneladas de matérias-primas em situação irregular e aproximadamente 500 quilos de produtos veterinários também irregulares. A operação destruiu mais de 21 toneladas de ossos em estado natural. A investigação revelou que processavam resíduos de abate de bovinos em condições insalubres, em locais sem condições higiênico-sanitárias, e os utilizavam na fabricação de suplementos e produtos terapêuticos para animais. A empresa responsável pela produção irregular não possuía registro no Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). Ela falsificava o selo do Serviço de Inspeção Federal (SIF), enganando consumidores e colocando em risco a saúde animal e humana. Os produtos eram comercializados em lojas agropecuárias e diretamente aos produtores rurais. O esquema que envolvia a falsificação de documentos e a sonegação de impostos. A operação contou com a participação de diversas instituições, incluindo o Mapa, o Ministério Público e Agência Estadual de Defesa Agropecuária do Maranhã. O processamento inadequado de resíduos aumenta o risco de transmissão de doenças como a encefalopatia espongiforme bovina (EEB), conhecida como “vaca louca”. O armazenamento inadequado de resíduos pode levar à proliferação de bactérias como a Clostridium botulinum, causadora do botulismo. O post Operação desmonta esquema de produção ilegal de ração para animais apareceu primeiro em Canal Rural.
Vendas de etanol em junho crescem 11%, para 2,84 bilhões de litros, diz Unica

As vendas de etanol totalizaram 2,84 bilhões de litros em junho de 2024, safra 2024/25 (abril de 2024 a março de 2025), o que representa uma variação positiva de 10,95% em relação ao mesmo mês do ano passado, safra 2023/2024. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! Trajetórias distintas foram registradas entre o hidratado e anidro: o primeiro, registrou crescimento de 27,84% (1,81 bilhão de litros) e, o segundo, queda de 10,02% no volume comercializado (1,03 bilhão de litros). Os números são da União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica), que divulgou hoje atualização quinzenal sobre a safra 2024/25. No mercado interno, o volume de etanol hidratado vendido pelas unidades do Centro-Sul totalizou 1,77 bilhão de litros em junho deste ano, o que representa um aumento de 33,95% em relação ao mesmo mês da temporada anterior. A venda mensal de etanol anidro, por sua vez, atingiu a marca de 978,52 milhões de litros, retração de 10,10%. Apesar do crescimento das vendas na segunda metade de junho, o etanol hidratado continua competitivo nas bombas em grande parte do território nacional, informou a Unica. Dados da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) mostram que a relação de preços entre o hidratado e a gasolina na última semana de junho atingiu paridade de 65,3% e um diferencial absoluto de preços de R$ 2,03 por litro na média do mercado Brasileiro. No acumulado desde o início da safra 202425 (abril) até 1º de julho, a comercialização de etanol pelas unidades do Centro-Sul somou 8,65 bilhões de litros, registrando crescimento de 22,13%. O volume acumulado de etanol hidratado totalizou 5,67 bilhões de litros (+42,99%), enquanto o de anidro alcançou 2,98 bilhão de litros (-4,36%). O post Vendas de etanol em junho crescem 11%, para 2,84 bilhões de litros, diz Unica apareceu primeiro em Canal Rural.
IBGE: safra 2024 alcançará 295,9 milhões de toneladas, 6,2% menor que a de 2023

A safra agrícola de 2024 deve totalizar 295,9 milhões de toneladas, 19,5 milhões de toneladas a menos que o desempenho de 2023, um recuo de 6,2%. Os dados são do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola de junho, divulgado nesta quinta-feira (11), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado é 940,3 mil toneladas menor que o previsto no levantamento de maio, uma queda de 0,3%. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! O Brasil deve colher 78,3 milhões de hectares na safra de 2024, uma alta de 0,6% em relação a 2023, 462,7 mil hectares a mais. Em relação à estimativa de maio, a área a ser colhida é 8,220 mil hectares maior. O arroz, o milho e a soja – três principais produtos da safra brasileira de grãos – respondem juntos por 91,6% da estimativa da produção e por 87,2% da área a ser colhida. Em relação a 2023, a área a ser colhida será maior para o algodão herbáceo (12,5%), arroz (7,1%), feijão (6,9%) e soja (3,3%). Por outro lado, a expectativa é de redução na área para o sorgo (-4,1%), trigo (-11,0%) e milho (-4,9%). A área colhida deve cair 8,6% no milho 1ª safra e 3,7% no milho 2ª safra. O post IBGE: safra 2024 alcançará 295,9 milhões de toneladas, 6,2% menor que a de 2023 apareceu primeiro em Canal Rural.
Segurança cibernética no agro: 3 razões para priorizar

A digitalização transformou o agronegócio, integrando tecnologias como softwares de gestão, drones e sensores para aumentar a eficiência. Contudo, essa modernização expôs o setor a riscos cibernéticos significativos. A vulnerabilidade das tecnologias, especialmente a Internet das Coisas (IoT), tornou as operações agrícolas suscetíveis a ataques que podem interromper a cadeia de suprimentos e comprometer dados essenciais. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! Vagner Christ, diretor de serviços da Netfive, alerta que um ataque cibernético pode paralisar desde a produção até a distribuição, causando prejuízos incalculáveis. Ele enfatiza a importância de investir em segurança da informação para mitigar esses riscos. Redes seguras, monitoramento contínuo e treinamento em cibersegurança são fundamentais para proteger as operações agrícolas. Impactos dos ataques cibernéticos no agronegócio Interrupção da cadeia de suprimentos: ataques podem paralisar operações de máquinas agrícolas, sistemas de irrigação e logística de distribuição. Perda ou violação de dados: dados imprecisos de sensores e dispositivos podem levar a decisões erradas, afetando a produtividade e qualidade dos produtos. Vulnerabilidades na IoT: sensores e dispositivos conectados são alvos fáceis para cibercriminosos, tornando crucial garantir a segurança dessas conexões. Medidas de proteção Para fortalecer suas defesas, as empresas do agronegócio devem: Implementar redes seguras. Realizar monitoramento contínuo. Treinar funcionários em práticas de cibersegurança. Christ reforça que proteger o agronegócio é essencial para garantir a continuidade e eficiência das operações, prevenindo prejuízos e mantendo a integridade dos dados e sistemas. O post Segurança cibernética no agro: 3 razões para priorizar apareceu primeiro em Canal Rural.
Conab: 10ª pesquisa da safra de grãos 2023/24 indica de 299,27 milhões de t

A produção brasileira de grãos na safra 2023/24 deverá atingir 299,27 milhões de toneladas, o que corresponde a uma queda de 6,4%, ou 20,54 milhões de toneladas a menos, em relação ao ciclo anterior, mas ainda a segunda maior já colhida no país. Em comparação com a pesquisa do mês anterior, houve aumento de 0,6% (ou 1,723 milhão de t a mais), mostra o 10º levantamento de grãos da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), divulgado hoje. Segundo a Conab, o aumento de 0,6% ante a pesquisa anterior pode ser atribuído ao avanço da colheita das principais culturas, indicando recuperação na produção, sobretudo no milho segunda safra, gergelim e arroz. Em contrapartida houve redução no milho primeira safra, feijão, trigo, algodão e soja. A quebra observada em relação ao ciclo passado, de acordo com o levantamento, deve-se sobretudo à intensidade do fenômeno El Niño, “que nesta safra teve influência negativa no comportamento climático desde o início do plantio, chegando inclusive às fases de reprodução das lavouras de primeira safra plantadas até o fim de outubro, nas principais regiões produtoras do País”. A área cultivada total no País, com os produtos analisados, apresenta acréscimo de 1,5%, o que corresponde a 1,21 milhão de hectares a mais em relação à safra passada, para 79,75 milhões de hectares. Os maiores crescimentos são observados na soja, com 1,94 milhão de hectares, seguido do gergelim, algodão, sorgo, feijão e arroz. Já o milho total teve redução de 1,41 milhão de hectares, acompanhado pelo trigo e as demais culturas de inverno. Com relação à soja, a estimativa de produção é de 147,34 milhões de toneladas, uma redução de 4,7%, ou 7,27 milhões de toneladas sobre a safra anterior, com a colheita finalizada. Nesse resultado, destacam-se os estados de Mato Grosso, maior produtor de soja do País, com 39,34 milhões de toneladas, e Bahia, com a maior produtividade, com 3.780 kg/ha. Já o milho tem produção estimada em 115,86 milhões de toneladas, incluindo as três safras. O volume é 12,2%, ou 16,03 milhões de toneladas abaixo da safra 2022/23. O levantamento mostra, no entanto, que as condições climáticas vêm favorecendo, com a maioria das lavouras em estágio de desenvolvimento vegetativo e fase reprodutiva. O post Conab: 10ª pesquisa da safra de grãos 2023/24 indica de 299,27 milhões de t apareceu primeiro em Canal Rural.
Soja: ajustando posições e buscando recuperação técnica, Chicago esboça ganhos

Os contratos da soja em grão registram preços mais altos nas negociações da sessão eletrônica na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). O mercado busca um movimento de recuperação técnica, após cair por três pregões consecutivos e por se aproximar dos menores níveis de preços desde 2020. Os investidores ajustam suas posições antes dos dados de inflação dos Estados Unidos e das previsões para as safras brasileiras e norte-americanas. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! Na sexta, além do relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), Safras & Mercado vai anunciar a intenção de plantio para a temporada 2024/25 no Brasil. O relatório semanal para as exportações americanas de soja será divulgado hoje, às 9h30min, pelo USDA. Analistas esperam vendas entre 300 mil e 750 mil. Os agentes também começam a se posicionar frente aos números do USDA, que serão divulgados na sexta. O USDA deverá cortar as suas estimativas para a safra e os estoques finais dos Estados Unidos em 2024/25. Analistas consultados pelas agências internacionais apostam em estoques americanos de 445 milhões de bushels em 2024/25. Para 2023/24, o mercado aposta em número de 353 milhões de bushels. Em junho, a previsão do USDA era de 455 milhões e 350 milhões, respectivamente. Para a produção, o mercado espera um número de 4,416 bilhões de bushels para 2024/25. Em junho, o Departamento apontou safra de 4,450 bilhões de bushels. Em relação ao quadro de oferta e demanda mundial da soja, o mercado aposta em estoques finais 2024/25 de 127,1 milhões de toneladas. Em junho, o número ficou em 127,9 milhões. Para 2023/24, a expectativa do mercado é de número de 110,9 milhões, abaixo dos 111,1 milhões indicados no mês passado. Para a safra do Brasil em 2023/24, a aposta é de corte, passando dos atuais 153 milhões para 152,1 milhões de toneladas. A produção argentina deve ser mantida em 50 milhões de toneladas. Os contratos com entrega em novembro estão cotados a US$ 10,71 1/4 por bushel, alta de 4,25 centavos de dólar, ou 0,39%, em relação ao fechamento anterior. Ontem (10), a soja fechou em baixa consistente pela terceira sessão seguida. Após tentar esboçar uma recuperação por compras de barganha, o mercado cedeu e os preços bateram nos menores níveis desde 2020. À espera do relatório de julho do USDA, que será divulgado na sexta, 13h, o mercado foi pressionado pelas projeções de clima favorável ao desenvolvimento das lavouras americanas. Se consolida um quadro de ampla oferta nos Estados Unidos. Os contratos da soja em grão com entrega em agosto fecharam com baixa de 18,00 centavos de dólar, ou 1,59%, a US$ 11,13 1/4 por bushel. A posição novembro teve cotação de US$ 10,67 por bushel, com perda de 13,00 centavos ou 1,20%. O post Soja: ajustando posições e buscando recuperação técnica, Chicago esboça ganhos apareceu primeiro em Canal Rural.
Reforma tributária: Câmara aprova texto-base com inclusão de carnes na cesta básica

Por 336 votos a favor, 142 contra e duas abstenções, o Plenário da Câmara dos Deputados aprovou, nesta quarta-feira (10), o texto-base do primeiro projeto de lei complementar que regulamenta a reforma tributária sobre o consumo. Por meio de um destaque, carnes (de qualquer tipo), peixes, queijos e sal foram incluídos na lista de alimentos com isenção. O destaque para isentar as carnes e as proteínas animais foi aprovado por 477 votos a favor, três contra e duas abstenções, após destaque do PL, principal partido de oposição. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! Apesar de articulada pela bancada ruralista e pela indústria de alimentos, a isenção foi acatada pelo relator do projeto de lei, deputado Reginaldo Lopes (PT-MG) e celebrada pela líder do PT na Câmara, deputada Benedita da Silva (RJ). “É o sonho do presidente Lula todo o tempo se colocando de que era muito importante que houvesse proteína na cesta básica das pessoas mais vulneráveis”, disse a parlamentar. Pelo texto enviado pelo governo, as carnes estavam na lista de produtos com alíquota reduzida para 40% da alíquota original, pagando 10,6% em vez de 26,5%. Agora terão alíquota zero. Antes das carnes e dos queijos, o relator tinha incluído, de última hora, óleo de milho, aveia e farinhas na cesta básica nacional, que não pagará IVA. Ele também incluiu pão de forma e extrato de tomate nos produtos com imposto reduzido. Antes da votação do destaque da carne, a Câmara derrubou dois destaques, um que buscava introduzir incentivos para a construção civil e outro que buscava incluir armas e munições na cobrança do Imposto Seletivo. Lopes também aumentou a lista de medicamentos com alíquota reduzida para 40% da alíquota cheia. O texto original do governo previa uma lista de 343 princípios ativos com isenção de imposto e 850 com alíquota reduzida. O texto aprovado ampliou a lista de alíquotas reduzidas para todos os medicamentos com registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e os medicamentos produzidos em farmácia de manipulação. Atendendo à bancada feminina, o relator incluiu o Dispositivo Intrauterino (DIU), tipo de método anticoncepcional, na lista de dispositivos médicos com IVA reduzido. Anteriormente, Lopes tinha inserido itens de higiene menstrual, como absorventes, tampões higiênicos, coletores menstruais e calcinhas absorventes, na lista de produtos com de impostos, em vez de alíquota reduzida, como no projeto original. O texto será enviado para análise do Senado Federal. Cashback e imposto seletivo O cashback, mecanismo de devolução de imposto à população mais pobre, também foi ampliado. O projeto original previa a devolução de 100% da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS, tributo federal) e 20% do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS, imposto estadual e municipal) na compra de gás; 50% da CBS e 20% do IBS no pagamento das contas de luz, de água e esgoto; e 20% da CBS e do IBS sobre os demais produtos. A versão aprovada eleva de 50% para 100% a devolução da CBS sobre as contas de energia elétrica, água, esgoto e gás natural. Na última hora, o relator incluiu o carvão mineral na lista de produtos que pagarão o Imposto Seletivo, que incidirá sobre produtos que fazem mal à saúde e ao meio-ambiente. Lopes, no entanto, estendeu a alíquota máxima de 0,25% para todos os minerais extraídos, não apenas ao minério de ferro, como constava no parecer anterior. A emenda constitucional fixa em 1% o limite para o Imposto Seletivo. No relatório anterior, divulgado na semana passada, carros elétricos e apostas (físicas e on-line) tinham sido incluídas na lista de produtos com Imposto Seletivo. As armas e munições, no entanto, ficaram de fora, apesar de pressões de entidades da sociedade civil. Embora sejam movidos a diesel e tenham alto nível de poluição, os caminhões também não pagarão o tributo. Alíquota travada Na terça-feira (9), o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse que a inclusão das carnes na lista de produtos isentos aumentaria o IVA em 0,53 ponto porcentual, o que faria a alíquota média passar de 26,5% para 27,03%, a maior do mundo parta esse tipo de imposto, superando a da Hungria, que cobra 27%. O Banco Mundial calcula um impacto de 0,57 ponto percentual. Os deputados decidiram travar a alíquota em 26,5% a partir de 2033, quando acabar a transição dos tributos atuais para o IVA. Com a limitação do futuro imposto, o governo, perderá receitas no longo prazo. Segundo o texto aprovado, se a alíquota ultrapasse o teto, o governo seria obrigado a elaborar, em conjunto com o Comitê Gestor do IBS, um projeto de lei complementar com medidas para diminuir a carga tributária. A trava é mais profunda que a instituída na emenda constitucional da reforma tributária, aprovada em dezembro do ano passado. A emenda à Constituição tem um teto para evitar o aumento da carga tributária do país (medida pela relação entre a arrecadação de impostos e o Produto Interno Bruto) na comparação com a carga atual, o que permitia ao Congresso criar exceções e regimes especiais, em troca do aumento da alíquota cheia, de 26,5%. A nova trava inserida na regulamentação limita a alíquota média do IVA, obrigando o governo a reduzir a carga tributária no futuro. Planos de saúde e turismo O texto aprovado também permite que as empresas recebam créditos tributários de planos de saúde coletivos previstos em convenção, prática vedada no projeto original. Outra inclusão foi a de planos de saúde de animais domésticos, com alíquota reduzida em 30%. Os deputados também incluíram um mecanismo de devolução de tributos a turistas estrangeiros que comprarem produtos no Brasil e os embarcarem na bagagem. Esse sistema existe em diversos países, quando o valor total das mercadorias ultrapassa determinado valor. A proposta aprovada passa a considerar improbidade administrativa a não devolução de créditos tributários (ressarcimento parcial de tributos que impede a cobrança em cascata) às empresas nos prazos estabelecidos. Nesses casos, o secretário da Receita Federal e o presidente do Comitê Gestor
Diário Econômico PicPay: ouça a análise do que mexe com o mercado hoje

Ouça o Diário Econômico, o podcast que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado do Brasil e do mundo, com a análise de economistas. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! No morning call de hoje, o economista do PicPay Igor Cadilhac destaca dois fatos importantes de ontem: a divulgação do IPCA de junho, que veio bem abaixo do esperado, em 0,21%, e a aprovação em primeiro turno da reforma tributária na Câmara dos Deputados por 336 a 142. O post Diário Econômico PicPay: ouça a análise do que mexe com o mercado hoje apareceu primeiro em Canal Rural.