Diário Econômico PicPay: ouça análise de especialista sobre o que impacta o mercado hoje

Ouça o Diário Econômico, o podcast que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado do Brasil e do mundo, com análise de economistas do PicPay. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! No morning call de hoje, o economista do PicPay Igor Cadilhac destaca que o governo divulgou o relatório bimestral de avaliação de receitas e despesas, com detalhes sobre o bloqueio de R$ 11,2 bilhões e o contingenciamento de R$ 3,8 bilhões no orçamento, em um dia com alívio também no câmbio. O post Diário Econômico PicPay: ouça análise de especialista sobre o que impacta o mercado hoje apareceu primeiro em Canal Rural.
Chuva intensa persiste no Norte e Nordeste

A chuva permanecerá concentrada nas regiões Norte e Nordeste ao longo desta semana, de acordo com a Climatempo. No Norte, a combinação de forte calor e alta umidade continuará a intensificar as precipitações, resultando em acumulados significativos que podem causar alagamentos e transtornos. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! No Nordeste, o fenômeno da infiltração marítima seguirá favorecendo a intensificação da chuva na faixa litorânea. Esse processo ocorre quando o ar úmido do oceano se desloca para o interior, trazendo umidade e provocando precipitações. Julho chuvoso O mês de julho tem sido especialmente chuvoso no norte do Amazonas e em Roraima. A Climatempo informa que, na região de Barcelos (AM), a média climatológica de chuva para julho é de 198,5 mm, mas nos últimos 15 dias, a precipitação já superou 257,8 mm. Em Boa Vista (RR), a média para julho é de 308 mm de chuva. Até agora, a cidade já registrou mais de 195 mm, e é provável que a média mensal seja superada em breve. Intensificação da chuva no litoral O litoral do Nordeste tem registrado chuvas intensas nos últimos dias, fenômeno típico desta época do ano devido à infiltração marítima. O processo traz umidade do oceano para a terra, aumentando a formação de nuvens e precipitações. Em várias localidades, os volumes de chuva registrados têm sido muito altos: Ceará Mirim (RN): 107 mm nos últimos 15 dias Mataraca (PB): 76,4 mm Cabo de Santo Agostinho – Charneca (PE): 134,7 mm Paripueira – Alto da Boa Vista (AL): 142,8 mm Frei Paulo (SE): 84 mm Previsão de mais chuva nos próximos dias A previsão para os próximos dias indica que a chuva continuará nessas áreas. O mapa de acumulados para a semana mostra que as áreas da faixa norte do Amazonas e centro-norte de Roraima devem receber entre 40 mm e 100 mm de chuva. No litoral nordestino, a chuva será menos intensa em comparação com o Norte, mas ainda significativa. A previsão é de que a precipitação varie entre 18 mm e 40 mm ao longo da semana. Salvador (BA) será um ponto de atenção, com previsão de acumulados de chuva passando dos 40 mm, alerta a Climatempo. Sugestões de Título e Linha Fina Chuvas Intensas Persistem no Norte e Nordeste do Brasil Precipitações significativas continuam a afetar a região, com riscos de alagamentos e transtornos. Julho Chuvoso no Amazonas e Roraima Supera Expectativas Regiões registram precipitações acima da média, com impacto nas cidades e áreas rurais. Infiltração Marítima Intensifica Chuvas no Litoral do Nordeste Fenômeno traz umidade do oceano, aumentando precipitações em diversas localidades. Previsão de Chuvas Continua para o Norte e Nordeste Mapas indicam acumulados significativos, com destaque para Salvador e regiões do Amazonas e Roraima. O post Chuva intensa persiste no Norte e Nordeste apareceu primeiro em Canal Rural.
Gás da Bolívia e fábrica em MS: Entenda plano da Petrobras para expandir produção de fertilizantes

Uma das missões recebidas por Magda Chambriard ao ser indicada ao comando da Petrobras foi de diminuir a dependência externa de fertilizantes no país. Com agronegócio forte, o Brasil é o quarto maior consumidor e líder em importações destes insumos — ou seja, ninguém o supera quando o assunto é comprar adubo. Segundo dados da Associação Nacional para Difusão de Adubos (Anda), em 2023 o Brasil importou 86% do seu consumo interno. Foram 39,4 milhões de toneladas de fertilizantes compradas de outros países, frente a uma produção nacional de 6,8 milhões (sendo que uma pequena parcela é exportada). Na avaliação da gestão Magda e do próprio governo Lula, este cenário deixa o país vulnerável a choques externos. Um exemplo recente é a guerra entre Rússia e Ucrânia, que impactou preço mundo afora e levou insegurança ao agronegócio brasileiro. Um dos principais atos da companhia sob Magda foi a sinalização de que planeja investir em gás natural — que é insumo para fertilizantes nitrogenados, como amônia e ureia — da Bolívia. Questionada pela CNN, a Petrobras detalhou as principais frentes em que a nova gestão trabalha para acelerar a produção de adubo no país. Leia mais: A empresa considera sua primeira vitória nesta frente a aprovação do retorno das operações da fábrica de fertilizantes Araucária Nitrogenados S.A (Ansa), no mês passado. A unidade localizada no Paraná está hibernada desde 2020 e tem previsão de retomada de atividades no segundo semestre de 2025. O foco da Petrobras agora é retomar a produção na Unidade de Fertilizantes Nitrogenados (UFN-III) em Três Lagoas (MS). A companhia avança por um estudo de viabilidade técnica para o projeto, que está hibernado desde 2014. Iniciada em 2011, as obras da fábrica estão 81% concluídas. Enquanto a Ansa pode produzir 720 mil toneladas por ano de ureia e 475 mil de amônia, a UFN-III tem capacidade para 1,3 milhão de toneladas e 800 mil toneladas, para os respectivos fertilizantes. Esta pesagem representa quase 50% da produção nacional atual de adubos. Para viabilizar as operações de Ansa e UFN-III, a Petrobras aposta na exploração de gás na Bolívia. Acontece que ambas as fábricas estão conectadas ao Gasbol, gasoduto que começa em Rio Grande, no país vizinho, se estende por 557 km até a fronteira e atravessa 136 municípios de cinco estados brasileiros. A subsidiária da Petrobras no vizinho já foi responsável por 60% da produção de gás natural boliviano e hoje opera 25% do total produzido no país. Na viagem recente, Chambriard anunciou que a empresa vai investir R$ 40 milhões para perfurar em 2025 um poço na área de San Telmo Norte, onde há elevado potencial para gás natural. A Petrobras ainda procura solucionar pendências em ativos no Nordeste do país, para as fábricas de fertilizantes em Camaçari (BA) e Laranjeiras (SE), que estão arrendadas para a Unigel. As partes chegaram assinar em 2023 um contrato que visava a retomada das operações na unidade, mas este foi encerrado em junho deste ano. O encerramento ocorre após o contrato ter sido alvo de análises do Tribunal de Contas da União (TCU), que apontaram que ele poderia trazer prejuízos para a Petrobras. Em março, a Unigel havia paralisado sua operação nas unidades, alegando preços altos de gás. Este conteúdo foi originalmente publicado em Gás da Bolívia e fábrica em MS: Entenda plano da Petrobras para expandir produção de fertilizantes no site CNN Brasil.
Fávaro defende responsabilidade fiscal para juro cair

O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro disse nesta segunda-feira (22) que o governo deve ter responsabilidade fiscal para permitir que a taxa Selic caia. A fala acontece no dia em que a gestão federal oficializa congelamento de R$ 15 bilhões. Fávaro participou de reunião do Conselho Superior do Agronegócio (Consag), na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), nesta segunda-feira (22). Leia Mais Arrecadação subiu 11% em junho, mas resultado está abaixo do esperado por desonerações, diz secretário da Receita Nova MP do governo deve prever anistia de dívidas para produtores do RS Governo projeta economia de R$ 9 bilhões com pente-fino na Previdência em 2024 Ao comentar números do Plano Safra, anunciado nas últimas semanas, o ministro afirmou que o patamar da taxa Selic é “restritivo” para o investimento no setor. Segundo Fávaro, neste momento é necessário o apoio do setor público. O Plano Safra do agronegócio prevê R$ 400 bilhões em recursos, sendo R$ 16,3 bilhões em subvenção do Tesouro Nacional para equalizar as taxas de juros. Em meio à necessidade de garantir recursos e, ao mesmo tempo, a responsabilidade fiscal, o ministro disse que o presidente Lula teve sensibilidade com o setor. “O ponto que foi decisivo foi a participação do Lula. Este é o maior Plano Safra da história do Brasil”, disse. Este conteúdo foi originalmente publicado em Fávaro defende responsabilidade fiscal para juro cair no site CNN Brasil.
Fávaro: adoção do autoembargo foi fundamental para evitar riscos com Newcastle

O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, defendeu a decisão do governo brasileiro de adotar autoembargos para mais de 40 mercados diante da confirmação de um caso da doença de Newcastle em granja comercial de Anta Gorda (RS) na semana passada. “A adoção do autoembargo foi fundamental para evitar riscos maiores. Se estourassem casos em outras regiões, poderia haver repercussão muito negativa”, disse. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! O Ministério da Agricultura suspendeu de forma preventiva a exportação de produtos avícolas para 44 países, com diferentes raios de restrição adotados. Eles vão de dez quilômetros da área afastada, em Anta Gorda (RS), até todo o território brasileiro, a depender do mercado. A medida atende aos requisitos acordados nos certificados sanitários internacionais com esses países, mas também compreende uma preocupação do ministério para passar tranquilidade aos países compradores da carne de frango do Brasil. “Fechamos o mercado do Rio Grande do Sul para dar tranquilidade aos compradores”, afirmou Fávaro em entrevista coletiva após reunião do Conselho Superior do Agronegócio (Cosag) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) nesta segunda-feira. O ministro explicou que o Brasil tem conversado com os principais mercados compradores da carne de frango do País e que há a expectativa de diminuir as áreas de restrição do autoembargo a partir dessas reuniões, com a apresentação do cenário atual e das medidas que estão sendo adotadas. “Vamos começar a reduzir o círculo de restrição por Newcastle”, disse. “Estamos tratando diariamente com os principais mercados compradores de carne de frango”, acrescentou. O post Fávaro: adoção do autoembargo foi fundamental para evitar riscos com Newcastle apareceu primeiro em Canal Rural.
Boi gordo: semana começa com preços em alta

O mercado físico do boi gordo começou a semana apresentando firmeza em seus preços. Certos negócios superaram a referência média em seus valores ou obtiveram prazos de pagamento mais curtos. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! Os frigoríficos ainda se deparam com escalas de abate apertadas, o que pode sugerir a continuidade do movimento de alta no curto prazo. “Como ponto de inflexão, deve ser citada a entrada de animais confinados no mercado, que deve se acentuar a partir de agosto. Muitos contratos a termo foram firmados nesta temporada, oferecendo boa perspectiva de escalas, especialmente para as grandes indústrias”, afirmou Fernando Henrique Iglesias, analista da Consultoria Safras & Mercado. Em São Paulo, a referência média para a arroba do boi ficou em R$ 229. Já em Goiás, a indicação média foi de R$ 220,18 para a arroba do boi gordo. Em Minas Gerais, a arroba teve preço médio de R$ 219,41. Já em Mato Grosso do Sul, a arroba do boi ficou em R$ 219,66. No Mato Grosso, a arroba do boi ficou em R$ 209,05. Boi no atacado O mercado atacadista inicia a semana firme, com potencial para reajustes durante a primeira quinzena de agosto, período que costuma ser marcado por bom potencial de consumo. O quarto traseiro permanece cotado a R$ 17,50 por quilo. A ponta de agulha segue no patamar de R$ 13 por quilo. O quarto dianteiro a segue no patamar de R$ 14 por quilo. Exportação As exportações de carne bovina fresca, congelada ou refrigerada do Brasil renderam US$ 717,441 milhões em julho (15 dias úteis), com média diária de US$ 47,829 milhões. A quantidade total exportada pelo país chegou a 162,524 mil toneladas, com média diária de 10,835 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 4.414,40. Em relação a julho de 2023, houve alta de 31,8% no valor médio diário da exportação, ganho de 41,5% na quantidade média diária exportada e desvalorização de 6,9% no preço médio. O post Boi gordo: semana começa com preços em alta apareceu primeiro em Canal Rural.
Nova frente fria vai mudar o tempo e provocar chuva; veja onde e quando

Uma nova frente fria chega ao Brasil a partir de quarta-feira, 26 de julho, alterando o tempo em diferentes partes do país. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! A previsão é de queda de temperatura, risco de geada em algumas áreas e chuvas em diversas regiões do país. A frente fria não deve trazer grandes volumes de chuva, com precipitações de até 10mm, mas causará queda de temperatura, com risco de geada no sul do Rio Grande do Sul e áreas de fronteira com o Uruguai. Outras regiões No Centro-Norte do país, o tempo segue quente e seco, com temperaturas máximas acima de 37°C. Entre 28 de julho e 1° de agosto, uma nova frente fria mais intensa deve chegar, trazendo chuva para o Sul, a faixa leste do Sudeste e o centro-sul do Mato Grosso do Sul. Os volumes de chuva no Sul podem chegar a 80mm em cinco dias. No Nordeste, a previsão é de chuva apenas na faixa litorânea, enquanto no Norte, a precipitação deve se concentrar no centro-norte do Amazonas, Acre e Rondônia. A partir de 2 de agosto, a chuva deve continuar no Sul e avançar para o interior de São Paulo e Mato Grosso, com volumes de 10 a 15mm. Essa chuva pode ajudar a aliviar o risco de incêndios na região. No Nordeste, a previsão continua sendo de chuva apenas na faixa litorânea. Em resumo: Sul: Frente fria a partir de quarta-feira (26/07), com risco de geada no sul do Rio Grande do Sul. Nova frente fria mais intensa entre 28/07 e 01/08, com chuva de até 80mm em cinco dias. Centro-Norte: Tempo quente e seco até 27/07, com chuva entre 28/07 e 01/08. Nordeste: Chuva apenas na faixa litorânea. Norte: Chuva no centro-norte do Amazonas, Acre e Rondônia. A previsão do tempo pode sofrer alterações. Consulte sempre fontes oficiais de meteorologia para obter as informações mais atualizadas. O post Nova frente fria vai mudar o tempo e provocar chuva; veja onde e quando apareceu primeiro em Canal Rural.
Preços da soja sobem no Brasil e movimento nos portos aumenta

O mercado físico de soja voltou a ter alta no Brasil. Apesar do recuo no dólar, a Bolsa de Chicago teve boa elevação. Os prêmios seguem firmes. A movimentação nos portos foi mais agitada nesta segunda-feira (22). Com este cenário, os produtores estiveram mais dispostos a negociar. Preços da soja no país Passo Fundo (RS): subiu de R$ 133 para R$ 134 Região das Missões: aumentou de R$ 133 para R$ 133,50 Porto de Rio Grande: avançou de R$ 139 para R$ 141 Cascavel (PR): valorizou de R$ 130 para R$ 131 Porto de Paranaguá (PR): cresceu de R$ 139 para R$ 141 Rondonópolis (MT): subiu de R$ 127 para R$ 128,50 Dourados (MS): foi de R$ 122,50 para R$ 125 Rio Verde (GO): valorizou de R$ 124 para R$ 125 Bolsa de Chicago Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a segunda-feira em forte alta. O dia foi de recuperação técnica, após as posições encerrarem a semana passada nos menores níveis em quatro anos. Um movimento de cobertura de posições vendidas assegurou a elevação. Entre os fatores que ajudaram a sustentar a correção, destaque para a menor aversão ao risco no financeiro, com queda do dólar frente a outras moedas. A desistência de Joe Biden na corrida eleitoral norte-americana trouxe ao mercado o sentimento de uma disputa mais apertada dos democratas com Donald Trump. O favoritismo de Trump traz dois receios ao mercado de commodities: o acirramento da guerra comercial com a China, principal compradora de soja do mundo, e o temor de maior déficit fiscal, resultado em juros mais elevados por mais tempo nos Estados Unidos. Rumores de aquecimento na demanda chinesa e a previsão de temperaturas elevadas e chuvas menos volumosas nos Estados Unidos completaram o quadro favorável aos preços nesta segunda. Contratos futuros da soja Os contratos da soja em grão com entrega em agosto fecharam com alta de 20,50 centavo de dólar, ou 1,86%, a US$ 11,17 3/4 por bushel. A posição novembro teve cotação de US$ 10,68 3/4 por bushel, com ganho de 32,75 centavos ou 3,16%. Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com alta de US$ 11,90 ou 3,86% a US$ 319,40 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 44,85 centavos de dólar, com baixa de 0,88 centavo ou 2%. Câmbio O dólar comercial encerrou a sessão em baixa de 0,64%, sendo negociado a R$ 5,5690 para venda e a R$ 5,5670 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,5349 e a máxima de R$ 5,6100. O post Preços da soja sobem no Brasil e movimento nos portos aumenta apareceu primeiro em Canal Rural.
Ano de La Niña requer cultivar de soja específica para o Sul do país

Os produtores de soja do Sul podem ser considerados os mais resilientes do Brasil? É difícil cravar, já que, independente da região, são muitos os desafios que os agricultores se deparam a cada safra. No entanto, não dá para negar que gaúchos, catarinenses e paranaenses têm enfrentado obstáculos cada vez maiores nos últimos anos, como estiagem, excesso de chuva, ciclones e alagamentos. Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp! Desta vez, após um ano de El Niño que, teoricamente, beneficiaria a região, é a vez do La Niña dar as caras na safra 2024/25. O fenômeno é conhecido por levar precipitações em volumes baixos e irregulares aos estados situados no pé do mapa. O consultor de Desenvolvimento de Produto da TMG, Fernando Arnuti, considera que os produtores terão que se atentar a dois pontos fundamentais na hora de instalar a lavoura: a escolha da cultivar de soja mais apropriada e o escalonamento da época de semeadura. De acordo com ele, essas duas estratégias devem minimizar o risco de perda de produtividade da principal cultura agrícola do país. Ciclo da soja O primeiro critério a ser considerado na escolha de uma cultivar de soja é o grupo de maturação relativa (GMR), que representa a duração em dias do ciclo de desenvolvimento da soja. Segundo Arnuti, no Sul do Brasil, consultores e agricultores podem escolher conforme as peculiaridades de cada região as cultivares de soja com GMR entre 4,9 e 6,7. “De modo geral, quanto maior for o GMR, maior será a duração do ciclo de desenvolvimento da cultivar”, esclarece. O consultor comenta que cultivares com maior GMR são as mais apropriadas para anos de La Niña, pois apresentam maior duração na fase de desenvolvimento vegetativo, o que possibilita reduzir o risco de ocorrência de déficit hídrico durante o enchimento de grãos. Escalonamento de semeadura Foto: Divulgação/Emater-RS O segundo critério a ser considerado pelo agricultor é o escalonamento da época de semeadura. Essa iniciativa tem o objetivo de modificar o ambiente de desenvolvimento da soja durante a estação de cultivo. De acordo com Arnuti, “ao escalonar a época de semeadura, o agricultor reduz a probabilidade de condições climáticas adversas nas duas principais fases de desenvolvimento da soja que são a germinação/emergência e floração/enchimento de grãos”. Quanto à escolha da melhor cultivar, o consultor afirma que deve ser feita conforme o histórico da área/talhão a ser plantado. “Cada lavoura possui características químicas, físicas e biológicas únicas. Nesse cenário, a escolha da cultivar de soja baseada no relato de outros agricultores nem sempre é uma estratégia lucrativa”. Assim, o recomendável é que se escolha cultivares de soja conforme o tipo do solo, o nível da fertilidade, a ocorrência de pragas/doenças e a média de produtividade. O post Ano de La Niña requer cultivar de soja específica para o Sul do país apareceu primeiro em Canal Rural.
O que o setor de agronegócio exige do profissional do futuro?

O agronegócio é um dos pilares da economia brasileira, responsável por 24% do PIB e posições de destaque em rankings internacionais. O Brasil é o segundo maior produtor mundial de carne bovina e o maior exportador desse insumo. O país também ocupa o quarto lugar na lista dos maiores exportadores de produtos agropecuários, segundo publicação do Sebrae-RJ sobre tendências desse segmento. Olhar somente para os números grandiosos do agronegócio brasileiro talvez dê a ideia de que tudo vai bem e que não há como melhorar. Mas uma análise com mais atenção demonstra que, para continuar sendo relevante diante de novos players de mercado e de consumidores mais exigentes, é preciso estar atento aos avanços tecnológicos. Entre as inovações que já despontam como tendências para o segmento, pode-se mencionar como exemplo a irrigação inteligente, uma área que cresce cerca de 14% ao ano e tem forte relação com o aumento de áreas irrigadas – segundo o Estudo de Macrotendências 2023-2024 do Sebrae-RJ. “A demanda por profissionais que entendam de agricultura digital é crescente. A necessidade de conexão, da inteligência artificial e uso dos drones, por exemplo, não são apenas uma tendência a ser seguida, é de fato um caminho para produtividade e eficiência no Agro”, aponta Ericson Falabretti, Pró-reitor de Desenvolvimento Educacional da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), “é isso que chamamos de AGRODIGITAL e precisamos formar profissionais que liderem essa revolução no campo, com sustentabilidade financeira e práticas agrícolas mais responsáveis e amigáveis ao meio ambiente”. O futuro e como se preparar Um levantamento da 360 Research & Reports indica que o setor da agricultura digital deve crescer 183% até 2026, um número significativo para um horizonte próximo. Além disso, está prevista a abertura de aproximadamente 178,8 mil novos empregos na área de agricultura digital nos próximos dois anos, conforme aponta o estudo “Profissões Emergentes na Era Digital: Oportunidades e Desafios na Qualificação Profissional para uma Recuperação Sustentável”. Tendo em vista o cenário de transformação digital e as oportunidades que se abrem tanto para quem está começando a carreira, quanto para quem está em busca de atualização e crescimento no agronegócio, a PUCPR lançou um curso digital e com duração de dois anos. Elaborado em conjunto com profissionais do agronegócio e professores, o curso de Tecnologia em Agrodigital nasceu como uma opção para quem quer ocupar um lugar de destaque no setor. O curso Agrodigital da PUCPR está com condições especiais para funcionários de cooperativas, cooperados e beneficiários do Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo do Paraná (Sescoop-PR). O intuito é promover conhecimento e otimização para as cooperativas vinculadas. “Queremos que as cooperativas sejam as líderes nesse cenário de futuro, vemos no curso de Agrodigital uma oportunidade de aprimorar o agronegócio paranaense. Essa parceria permite uma abertura de possibilidades, é um local para ideias e novos horizontes”, destaca Leonardo Boesche, superintendente do Sescoop-PR. Quer saber mais? Acesse aqui ou entre em contato via WhatsApp (41) 98506-1944. As inscrições para a graduação digital vão até dia 20 de agosto. As vagas são limitadas. O post O que o setor de agronegócio exige do profissional do futuro? apareceu primeiro em Canal Rural.